Etiqueta: Feto

  • Medicamentos durante a Gravidez

    Medicamentos durante a Gravidez

    O ideal seria que as mulheres gravidas não tomassem nenhum tipo de medicamentos durante toda a gestação. Contudo, as estatísticas mostram que a maioria das gravidas consome algum tipo de fármaco durante o período de gestação.

    Os efeitos tóxicos de alguns fármacos sobre as mulheres gravidas não são conhecidos por completo porque, como é evidente, não é possível fazer ensaios em mulheres gravidas. Não obstante, os efeitos destes medicamentos sobre o bebé após o seu nascimento foram investigados e analisados.

    Consumo de fármacos durante a gravidez

    Em alguns casos, especialmente naqueles em que a mulher padece de alguma doença crónica ou patológica aguda, é quase impossível que não tome medicamentos. É importante que a mulher consulte o seu médico para que esse valorize a relação benefício-risco da administração de medicação.

    Os fármacos tomados durante o período de gestação chegam ao feto através da placenta e actuam sobre o mesmo. Qualquer molécula que passe para o sangue da mãe passará, também, para o feto. A fase crítica da gravidez é, sobretudo, o seu início. Durante este período de tempo os medicamentos têm mais efeitos sobre o embrião. Nesta fase um medicamento pode matar o embrião, provocar defeitos congénitos ou malformações no feto ou, pelo contrário, não afecta-lo em absoluto. Entre o 17º e o 57º dia de gestação, aproximadamente, o feto está especialmente vulnerável porque este é o momento de formação de todos os seus órgãos. Este período e fundamental para o desenvolvimento do feto e, portanto, os medicamentos podem prejudicá-lo.

    Assim, entre a primeira e a oitava semana de gestação é preferível que a mulher não tome qualquer medicamento. Depois e antes de consumir qualquer fármaco de venda livre, a mulher deve consultar o seu médico e, se possível, procurar alternativas para aliviar os seus sintomas como remédios caseiros.

    Depois de consultado o médico, os fármacos só devem ser tomados quando estritamente necessário.

    Medicamentos que afectam o feto

    Alguns estudos sobre este tema diferenciaram várias categorias de fármacos e os classificaram em :

    • Fármacos permitidos e cujos estudos demonstram que não afectam o feto como é o caso do ácido fólico e da vitamina B6.
    • Fármacos que causam defeitos congénitos no feto como, por exemplo, os que são prescritos contra o acne quistico.
    • Fármacos que não devem ser tomados em nenhum caso, como os medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia, as hormonas, os sedativos, os analgésicos, os antibióticos, os anticoagulantes orais, etc…

    A ingestão de aspira também não está recomendada.

    Medicamentos e gravidez

    Há que ter em conta que uma mulher gravida nunca deve tomar medicamentos sem indicação médica. Especialistas devem ser consultados para que os riscos para o futuro bebé possam ser evitados.

  • Criptorquia

    Criptorquia

    A criptorquia ou criptorquidia é uma anomalia congénita caracterizada pela incorrecta descida de um ou ambos os testículos durante o desenvolvimento do feto.

    Os testículos permanecem na cavidade abdominal ou no canal inguinal e não descem até ao escroto, lugar onde deveriam estar no momento do nascimento do bebé de sexo masculino.

    Esta anomalia é muito comum em bebés prematuros, afectando entre 20% e 30% desses e apenas 3% ou 4% dos bebés que não são prematuros. Em 80% dos casos a criptorquia é unilateral, isto é, afecta apenas um testículo, mais frequentemente o esquerdo. Os casos de criptorquia bilateral sao menos comuns.

    Criptorquia

    Na maioria dos casos a descida do testículo acontecerá de forma espontânea entre os 6 e os 12 primeiros meses de vida do bebé.

    A criptorquia é uma anomalia assintomática. O paciente apenas notará que a sua bolsa escrotal está vazia.

    Causas da criptorquia

    A criptorquia ou testículo oculto pode ser originada por:

    • Uma anomalia anatómica, como una anomalia de Gubernaculum (um ligamento do epidídimo onde está inserido o testículo).
    • Um obstáculo mecânico encontrado durante a migração do testículo. Os vasos ou nervos do esperma ou o canal inguinal são muito estreitos.
    • Uma obstrução do orifício do escroto.
    • Defeito ou insuficiência hormonal. Para que aparelho reprodutor se desenvolva correctamente são necessárias gonadotrofinas.
    • Falta de pressão abdominal.
    • Causas genéticas: Síndrome de Prader-Willi, síndrome de Kallman, etc.

    Diagnóstico da criptorquia

    O diagnóstico geralmente é feito por palpação da bolsa do escroto, da zona abdominal e do canal inguinal em busca dos testículos. Este exame físico é feito no momento do nascimento da criança ou nas consultas de rotinas.

    Em 15% dos casos é difícil localizar os testículos e há que realizar um exame complementar como uma ecografia abdominal. Se, após este exame, os testículos não são localizados é possível recorrer a outros exames como:

    • Ultra-som.
    • TAC.
    • Ressonância magnética.

    Se, mesmo após estes exames, não for possível localizar os testículos será necessário fazer uma cirurgia por laparoscopia. Esta cirurgia é, normalmente, feita entre o primeiro e o segundo ano de vida do bebé, a não ser que a criptorquia esteja associada a uma hérnia e que a intervenção tenha de ser mais temprana.

    Riscos e complicações da criptorquia

    Os principais riscos e complicações que derivam da criptorquia são:

    • Esterilidade. Para que haja uma correcta produção de espermatozóides os testículos devem estar a uma temperatura inferior a temperatura corporal. É por isso que os testículos estão localizados na bolsa do escroto, a uma temperatura de 33ºC. Uma temperatura maior pode provocar a morte das células.
    • Cancro do testículo. As pessoas que padeceram de uma criptorquia apresentam um risco maior de desenvolvimento de tumores no testículo ou por atrofia ou por desequilíbrio hormonal.
    • Hérnia inguinal. Pode desenvolver-se em 65% dos casos.
    • Menor tamanho testicular. Devido a esta anomalia o testículo não cresce de forma natural.
    • Torção testicular. Os cordões espermáticos destas crianças podem torcer e interromper o fornecimento de sangue ao testículo.
    • Efeitos psicológicos no homem adulto.

    Efeitos psicologicos no homen

    Tratamento da criptorquia

    Se o testículo não descende de forma espontânea durante os 12 primeiros meses de vida da criança, há que recorrer a um tratamento para evitar lesões futuras.

    Existe um tratamento médico com hormonas, beta HCG ou testosterona, que estimula a descida mas que é cada vez menos utilizado devido aos seus efeitos secundários.

    A cirurgia orquiopexia é o tratamento mais utilizado e o mais eficaz. Esta cirurgia é, normalmente, realizada antes dos dois anos de idade.

    Existem vários estudos sobre a relação da cirurgia com a fertilidade posterior e com o risco de desenvolvimento de algum tumor testicular. Em ambos os casos, as cirurgias que foram feitas numa idade mais precoce apresentaram um melhor prognóstico de recuperação do volume testicular, bem como um menor risco de cancro.

  • Gravidez mês por mês

    Gravidez mês por mês

    Gravidez é o processo que ocorre deste que o espermatozóide atravessa a membrana do óvulo e o fertiliza até ao momento do parto.

    Durante a gravidez o embrião sofre uma serie de mudanças, já que passa de zigoto (embrião de uma só célula) à bebé, uma pessoa completamente formada com todos os órgãos internos. Este período é denominado de desenvolvimento embrionário.

    1 mês de gravidez

    O primeiro mês de gravidez é o mês no qual dá-se a fertilização, isto é, o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide e o processo de formação do embrião inicia-se. Como é quase impossível detectar com exactidão o momento da fertilização, considera-se que o primeiro dia de gravidez é o primeiro dia da última menstruação. Assim, a primeira semana de gestação coincide com a última semana da menstruação.

    Durante a segunda semana ocorre a selecção folicular. Os folículos elegidos começam a crescer e convertem-se em folículos primários. Contudo, apenas um será o seleccionado em função da sua resposta a hormona FSH.

    Na terceira semana do processo, o ovócito viaja pelas trompas de Falópio, desprendendo-se do folículo que o contem. O ovócito é fertilizado e continua a amadurecer até ao momento em que se transforma num óvulo.

    O óvulo já fertilizado prossegue o seu caminho até ao útero. Durante esta descida, o núcleo do espermatozóide, que contém o material genético do homem, e o núcleo do óvulo, que contem o material genético da mulher, fundem-se e definem os genes do futuro bebé.

    Implantação no primeiro mês

    2 meses de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez as três camadas de células que formam os tecidos do futuro bebé são criadas.

    A espinha medular, o cérebro, o coração, o intestino e a pele formam-se neste período. Os olhos, as orelhas, o nariz e o lábio superior da boca também começam a formar-se. Este é um mês de muita evolução e durante o qual o embrião começa a tomar forma humana.

    Num extremo do embrião, uma cabeça maior que o tronco é formada e, no outro extremo, uma espécie de cauda.

    A gastrulação ocorre na quinta semana de gestação. As células do blastocisto dividem-se até formarem células de três tipos distintos que constituirão o tecido do bebé.

    Este mês é importante porque é quando há a formação do coração do bebé, órgão vital.

    Ao fim deste mês o embrião mede cerca de 13mm de comprimento.

    Gastrulação no segundo mês de gravidez

    3 meses de gravidez

    Neste mês o embrião passa a chamar-se de feto. No terceiro mês de gravidez todos os órgãos do bebé já estão desenvolvidos, apesar de ainda não estarem completamente formados. Precisam amadurecer e evoluir correctamente. Os genitais começam a definir-se mas ainda é cedo para determinar se o feto é um menino ou menina.

    Ao longo destas três semanas o feto cresce mais de 7cm e pode chegar a pesar 20 gramas. A futura mãe engodará neste período cerca de 10% do total que engordará durante a gravidez.

    Os movimentos do bebé nesta fase são bastante intensos e a futura mãe não deve alarmar-se com a sua intensificação. Esta mobilidade do bebé é um sinal de que está a evoluir correctamente.

    Este mês tranquiliza os futuros pais pois, passados 3 meses, o risco de aborto espontâneo diminui.

    Nesta fase a ligação entre mãe e bebé intensifica-se pois a mulher começa a prestar maior atenção a sua alimentação e estilo de vida e a tudo o que possa afectar o bebé.

    De embrião a feto

    4 meses de gravidez

    Neste mês o feto é envolto por um cabelo muito fino que cobre a sua pele enquanto o corpo não tem gordura o suficiente. Assim, conserva o calor corporal do bebé.

    Durante este período, há a formação das cordas vocais que só serão utilizadas pelo bebé depois do seu nascimento.

    Nesta fase os olhos do feto são particularmente grandes e estão cerrados e muito separados um do outro. A cara está bem definida sendo possível distinguir o pescoço. Os dentes e as orelhas começam a desenvolverem-se.

    Com o início da formação da cara, os músculos do bebé são capazes de realizar movimentos de sucção e o bebé é capaz de chuchar no dedo.

    O tamanho do feto no início deste mês é, normalmente, de 8.5 cm de comprimento e este pode crescer até aos 15cm. O seu peso é de cerca de 170 gramas.

    O novo ser começa a expulsar urina que se mistura com o líquido amniótico. As funções das suas glândulas sebáceas começam a desenvolverem-se.

    Desenvolvimento embrionário no quarto mês

    5 meses de gravidez

    As cavidades cardíacas estão delimitadas e o coração já bate com força. Os sentidos como o gosto começam a desenvolverem-se.

    No fim deste mês o bebé pode ter 22 cm. A mulher notará que quando se deita o feto mexe-se muito mais. Isto acontece porque nesses momentos o feto não está tão bem encaixado na pélvis quanto quando a mulher está de pé.

    Nas últimas semanas do quinto mês de gravidez, a segunda capa de dentes do bebé e milhões de neurónios são criados.

    É possível que o umbigo da mulher saia um pouco para fora. Se isto acontecer, voltará ao sítio depois do parto. A mulher já não sente náuseas nem tem vómitos apesar de poder sentir alguma indigestão. Isto acontece devido as mudanças de posição do bebé e devido a pressão que exerce no útero.

    Desenvolvimento cardíaco

    6 meses de gravidez

    Os músculos do bebé já estão formados e, graças ao comprimento do cordão umbilical, este já se pode mover com mais energia.

    O futuro ser também responde aos estímulos do exterior como a música. O bebé mede aproximadamente de entre 27 a 32cm e pesa de entre 450 a 750 gramas.

    A pele do bebé começa a ficar opaca e mais consistente e este já pode abrir e fechar os olhos. As proporções do copo do bebé começam a igualarem-se as da sua cabeça. O feto cada vez mais se parece com um recém-nascido.

    Desenvolvimento do feto

    7 meses de gravidez

    Neste período o esqueleto do bebé torna-se mais forte e os seus pulmões desenvolvem-se. A gordura acumula-se no seu corpo para que o bebé possa controlar a sua temperatura corporal após o nascimento. A quantidade de cabelo que cobre o corpo do bebé começa a diminuir. Neste mês o comprimento do bebé vai dos 33 aos 38cm e este já pode pesar mais de um quilo.

    Devido ao seu considerável aumento de peso e tamanho, os movimentos do bebé começam a ser mais limitados. Há uma maior pressão sobre a bexiga da mulher que pode ter de urinar mais frequentemente. A pigmentação da pele do bebé é feita através das células que produzem melanina.

    7 meses de gestação

    8 meses de gravidez

    O bebé continua a ganhar peso e a crescer e os movimentos tornam-se cada vez mais lentos. Os pulmões do bebé estão quase completamente desenvolvidos e a mulher sentirá um aumento do peso no seu útero. A mulher poderá, também, ter dificuldades em adormecer e os seus movimentos começarão a ser mais limitados.

    O bebé ouve sons, sente luz e começa a desenvolver o seu sentido de olfacto. É possível que a mulher gravida sinta-se cansada mas isto não é motivo para preocupações. Isto ocorre devido ao aumento de peso que dificulta os movimentos e respiração.

    Desenvolvimento do bebé aos 8 meses de gestação

    9 meses de gravidez

    O bebé desce até a pélvis da futura mãe. O seu estômago e intestino já funcionam e a sua pele é mais suave devido as células gordas que se formam.

    Perto do fim deste mês o feto deve medir cerca de 43cm e o seu peso deve ser de entre 1.980 e 2.730kg. Assim, o bebé tem pouco espaço e os seus movimentos são mais bruscos.

    Nesta fase da gravidez o bebé já é capaz de respirar e fazer movimentos de sucção e deglutição ao mesmo tempo. Isto permitirá que se alimente do leite materno depois de nascer. O bebé começa, também, a fabricar as suas próprias células sanguíneas.

    O bebé está preparado para nascer

    10 meses de gravidez

    Nesta última etapa do período de gestação, o bebé tem unhas compridas e os seus órgãos estão completamente formados. A criança está pronta para sair da placenta e do ventre da sua mãe. O útero estará encarregue de exercer a força e a pressão necessárias para que se produza parto.

    Neste mês o bebé tem entre 45 e 55cm e pesa, em média, entre 2.520 e 3.670 gramas.

    Último mês de gravidez

    A mulher gravida poderá sentir contracções fortes conhecidas como “contracções de Braxton Hicks”. O líquido amniótico renova-se de 3 em 3 horas.

    Se a partir da 42ª semana de gestação o bebé não tiver nascido, o médico especialista deverá provocar o parto pois o bebé está pronto para nascer e ficar mais tempo do que necessário no útero da mãe pode trazer riscos para ambos.

  • Alterações do Líquido Amniótico

    Alterações do Líquido Amniótico

    O líquido amniótico é um fluido que envolve o feto durante a gravidez. As suas principais funções são: proteger o feto; amortizar o impacto dos movimentos da mãe; controlar as variações de temperatura e permitir que o bebé mova-se dentro do útero materno.

    A quantidade de líquido amniótico varia durante a gravidez. Aumenta até a 34ª semana de gestação, quando atinge o seu valor máximo, e depois diminui até ao momento do nascimento. Algumas mulheres desenvolvem problemas relacionados com a quantidade de líquido amniótico. Exemplos destes problemas são os seguintes:

    • Polihidrâmnios. Neste caso o saco amniótico contem uma quantidade excessiva de líquido amniótico. Esta alteração pode acontecer devido a transtornos gastrointestinais que impedem a absorção das correctas quantidades do líquido amniótico; transtornos pulmonares; problemas neurológicos; diabetes gestacional; anomalias congénitas ou gestações múltiplas.
    • Oligohidrâminios. Esta alteração é caracterizada por uma diminuição do volume de líquido amniótico no saco amniótico.

    Problemas no líquido amniótico
    Esta alteração é causada por anomalias fetais; pela ruptura de membranas; por defeitos nos rins, pulmões ou sistema urinário e por disfunções na placenta.

  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Endométrio

    Endométrio

    O endométrio é a membrana mucosa que reveste internamente o útero. É uma membrana vascularizada e a sua principal função é receber e albergar o embrião em estado blastocisto. O processo denominado de implantação é complexo, pressupõe a intervenção de diversos factores e é necessário que exista uma sincronização entre o embrião e o endométrio.

    Se o óvulo não é fertilizado ou não existe implantação do embrião no útero, a parede do útero (endométrio) sofre uma descamação no final do ciclo menstrual, produzindo o sangramento conhecido como menstruação.

    Para poder desenvolver as suas funções o endométrio tem de sofrer algumas modificações morfológicas e funcionais associadas a secreção de hormonas sexuais pelos ovários. Essas hormonas são o estrogénio e a progesterona.

    Fases do crescimento do endométrio

    • Fase de proliferação. Esta fase é influenciada pelo estrogénio e inicia-se no primeiro dia do ciclo, isto é, ocorre desde a menstruação até a ovulação. Nesta fase a grossura do endométrio aumenta, e este divide-se em duas membranas, uma mais superficial e outra mais profunda. No fim desta fase o endométrio pode chegar a mediar 10mm. .
    • Fase secretora. A progesterona tem a função de maturação e nesta fase as glândulas endometriais aumentam de tamanho e começam a secretar muco e uma substância nutritiva rica em glicogénio que serve para preparar o endométrio no caso de haver implantação.

    Implantação

    Se, no fim da fase secretora, não há fertulização ou implantação do embrião, a escamação do endométrio ocorre cerca de 26 a 28 dias depois do início do ciclo menstrual, produzindo a menstruação. Paralelamente dá-se a regeneração do endométrio para o seguinte ciclo ovulatório.

    Para que exista implantação o endométrio deve estar receptivo. A fase de receptividade endometrica dura cerca de quatro dias e é conhecida com a janela de implantação. Neste momento o embrião em estado blastocisto e o endométrio devem interagir e sincronizar-se.

    Grossura do endométrio e potencial de implantação

    O êxito da implantação depende, não só, da preparação hormonal do endométrio, mas também da existência de um diálogo recíproco entre os tecidos do blastocisto e da mucosa uterina.

    Se a fertilização do óvulo e a implantação do embrião ocorrem, o endométrio secretor transforma-se, graças ao estrogénio e a progesterona, em um endométrio mais especializado apelidado de decíduo. O decíduo dará origem a placenta e participará no intercâmbio de gases e nutrientes entre a mãe e o embrião.

    Existem diferentes estudos realizados com o fim de averiguar qual é a grossura endometrial ideal para a implantação. Segundo os dados obtidos, num contexto de reprodução assistida não é aconselhável fazer uma transferência de embriões quando o endométrio tem uma grossura abaixo dos 7mm porque a implantação pode não acontecer. Contudo, e apesar de ser difícil avaliar qual a grossura adequada para a implantação, considera-se que uma grossura de 8mm ou mais é a apropriada.

    Alterações do endométrio


    Um transtorno muito frequente (10-20%) e que está relacionado com o endométrio é a endometriose que pode causar esterilidade na mulher. A endometriose define-se como o crescimento do endométrio fora da cavidade uterina e nos ovários, nas trompas de Falópio, na cavidade pélvica ou até mesmo na bexiga. O sintoma mais comum de uma endometriose é a dor na zona abdominal, na parte inferior das costas e na pélvis.

  • Fases da Gravidez

    Fases da Gravidez

    Todos os meses, um folículo é estimulado no útero de uma mulher e desenvolve-se até que o óvulo seja libertado. Este óvulo chega até as trompas de Falópio onde espera pelo espermatozóide.

    Durante a ejaculação o homem expulsa milhões de espermatozóides que são depositados no interior da vagina. A partir deste momento os espermatozóides iniciam uma corrida com o objectivo de encontrar o óvulo. Os espermatozóides atravessam o útero e chegam as trompas de Falópio onde está o óvulo.

    Apenas o espermatozóide mais rápido e eficaz será capaz de atravessar a membrana do óvulo e fertiliza-lo. Os núcleos do óvulo e do espermatozóide fundem-se, dando origem ao zigoto que irá desenvolver-se e transformar-se em um embrião. Neste momento, ocorre a criação de uma nova vida.

    As distintas etapas da gravidez

    Primeiro mês de gravidez

    O óvulo fertilizado é já um embrião composto por duas pequenas células que se dividem muito rapidamente. Três dias após a fertilização o embrião tem entre 16 e 23 células. No quarto dia já é composto por 100 células. O embrião passa pela trompa de Falópio em busca da segurança do útero e, seis dias depois da fertilização, adere-se ao endométrio, produzindo-se a implantação.

    É difícil conhecer o dia exacto da implantação, logo, o primeiro dia da última menstruação é considerado como o primeiro dia de gravidez.

    Ao fim da quarta semana de gravidez o embrião assemelha-se a um pequeno disco circular de aproximadamente 2,5 mm de diâmetro.

    Segundo mês de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez três camadas de células, que darão origem a todos os tecidos do futuro bebé, são formadas. A medula espinhal, o cérebro, o coração, os intestinos e a pele são formados nesta fase. Os olhos, as orelhas, o nariz, o lábio superior e os membros começam, igualmente, a desenvolverem-se.

    Terceiro mês de gravidez

    No terceiro mês de gravidez há a finalização do período embrionário e o início do período fetal. Assim, o embrião passa a chamar-se de feto. O futuro bebé já possui todos os seus órgãos mas estes ainda não estão completamente desenvolvidos. Nesta fase o feto tem cerca de 8,5 cm de comprimento e pesa entre 15 e 20 gramas. Durante este mês ocorre a formação dos órgãos genitais masculinos e femininos.

    Apesar de este mexer-se vigorosamente ainda não é possível sentir o bebé. No terceiro mês de gestação o bebé já dá pontapés, abre e fecha os punhos, roda os calcanhares e pulsos e faz alguns movimentos faciais.

    Quarto mês de gravidez

    Ao quarto mês de gestação os olhos do bebé são enormes e estão cerrados. O feto tem, nesta fase, aproximadamente 15cm e pesa, em média, 170 gramas. É possível que a mãe sinta o bebé pela primeira vez durante este mês. É, ainda, durante este período da gestação que as cordas vocais do bebé são formadas. Contudo, o bebé só utilizará essas cordas vocais após o seu nascimento.

    Quinto mês de gravidez

    Durante o quinto mês de gravidez há uma intensificação do desenvolvimento dos órgãos internos do feto. As cavidades cardíacas já estão delimitadas e o coração do bebé bate com força.

    Por vezes, quando a mãe deita-se, é possível que o bebé mexa-se muito. Isto acontece porque o feto pode mover-se com mais facilidade quando a futura mãe está deitada. Quando a futura mãe está de pé, o feto encaixa-se na pélvis e mexe-se menos, parecendo adormecido.

    Sexto mês de gravidez

    No sexto mês de gravidez o bebé já abre os olhos, apesar de apenas ser capaz de perceber a luz, e já tem cabelo, pestanas e sobrancelhas. Mede de entre 27 a 32 cm. O comprimento do cordão umbilical permite que o bebé movimente-se dentro do saco amniótico em que se encontra. Estas movimentações são facilitadas pela formação dos músculos.

    No sexto mês o bebé começa a adoptar um padrão de actividade e sono determinado, responde a ruídos fortes e mexe-se muito.

    As diferentes etapas de gestação

    Sétimo mês de gravidez

    Durante o sétimo mês de gestação há o desenvolvimento completo dos pulmões, e a ossificação dos tecidos dos ossos. O bebé perde a sua cor transparente devido a pigmentação e fortalecimento da pele. Ao longo deste mês o bebé começa a acumular gordura no seu corpo. Isto é essencial para que possa regular a sua temperatura corporal de forma autónoma depois do seu nascimento. O feto cresce atá aos 38 cm e, devido ao aumento do seu peso e tamanho, há uma diminuição dos seus movimentos.

    Oitavo mês de gravidez

    No oitavo mês de gravidez o peso do bebé aumenta consideravelmente e este ocupa quase todo o útero. O seu cérebro continua a desenvolver-se e há a formação dos neurónios olfactivos que permitem que o bebé sinta odores fortes. Neste mês o bebé cresce até aos, aproximadamente, 42 cm e os seus movimentos são vigorosos.

    Nono mês de gravidez

    Ao nono mês de gestação o estômago e intestino do bebé já funcionam e, graças as células gordurosas, a sua pele é mais suave. O crescimento do bebé atinge os 46 cm e é provável que desça, de cabeça para baixo, até a pélvis. Quando o bebé encaixa-se na pélvis os seus movimentos diminuem e a mãe não o sentirá tão frequentemente.

    Perto do fim do nono mês de gravidez os órgãos do bebé já podem funcionar autonomamente, as suas unhas são compridas e o seu tamanho é de aproximadamente, 51cm. Neste momento, o bebé está preparado para o seu nascimento.

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