Etiqueta: Técnicas de reprodução assistida

  • Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    A ICSIS é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos de problemas de esterilidade:

    • Esterilidade masculina. Esta técnica é utilizada quando existem casos de azoospermia, criptozoospermia, astenozoospermia, teratozoospermia, oligoastenozoospermia, oligoastenoteratozoospermia, homens que tenham feito uma vasectomia, homens com doenças infecciosa, homens com sémen congelado antes de um tratamento de radioterapia ou quimioterapia e de homens que não conseguem ejacular normalmente.

    • Esterilidade feminina. Esta técnica é utilizada quando há a obtenção de um baixo número de ovócitos depois da punção ovariana ou quando esses ovócitos são de má qualidade.

    • Vários ciclos de fertilização in vitro falhados.
    • Falha na fertilização dos ovócitos num processo de FIV convencional.
    • Microinjecção de ovócitos não fertilizados com FIV convencional.
    • Amadurecimento in vitro de ovócitos ainda não maduros.
    • Realização do diagnóstico genético pré-implantação por alterações genéticas do casal ou por necessidade de conhecer os embriões geneticamente normais.
    • Esterilidade imunológica com baixo número de anticorpos anti-espermatozódes e após o fracasso de diversos ciclos de inseminação artificial ou esterilidade imunológica com alto número de anticorpos anti-espermatozóides.
  • Repouso depois de uma Fertilização in Vitro

    Repouso depois de uma Fertilização in Vitro

    A principal dúvida de uma mulher após submeter-se a um fertilização in vitro (FIV) e após a transferência de embriões é se deve repousar ou não.

    Alguns ginecologistas recomendam que as mulheres façam um repouso absoluto, porém existem vários estudos que comprovam que o repouso absoluto não só não é necessário como pode ser contra produtivo.

    Sempre que não seja um caso especial onde o repouso esteja especificamente recomendado, após a transferência de embriões no âmbito da fertilização in vitro a mulher não deve fazer repouso.

    No momento da transferência, os embriões seleccionados são introduzidos através de uma cânula no útero da mulher. Esta técnica não é dolorosa e não requer nenhuma anestesia. Após permanecer em repouso por 15 ou 25 minutos na clínica, a mulher já pode continuar com a sua vida normal.

    Evitar stress

    Depois da FIV a mulher não necessita pedir baixa médica nem precisa limitar as suas actividades diárias apesar de não dever fazer esforços físicos intensos. A mulher pode ir ao ginásio, trabalhar, passear, ir as compras, etc…

    Estar 20 dias de repouso pode ser complicado sobretudo para as mulheres mais activas, logo é contra produtivo porque faz aumentar o stress e a ansiedade. Durante o período de espera a mulher deve manter-se activa e ocupada, de forma a evitar o stress.

    As mulheres que não têm problemas de fertilidade e conseguem engravidar de forma natural não costumam saber em que momento exacto engravidaram, logo, não fazem qualquer tipo de repouso nem limitam as suas actividades diárias.

  • Resultados da Fertilização in Vitro

    Resultados da Fertilização in Vitro

    A taxa de gravidez depois de uma técnica de FIV depende de muitos factores, sendo um deles a infertilidade que possuem um ou ambos os membros do casal. Estes são dados aproximados da probabilidade de êxito desta técnica, isto é, da probabilidade de uma mulher engravidar depois de um ciclo de fertilização in vitro:

    • Cerca de 40% em mulheres com menos de 35 anos.
    • Entre 27% e 36% em mulheres com idade entre 35 e 37 anos.
    • Entre 20% e 26% em mulheres com idade entre 38 e 40 anos.
    • Entre 10% e 12% em mulheres com mais de 40 anos.

    É importante ter em conta que estes dados variam dependendo da clínica de reprodução assistida onde o tratamento é feito. Como podemos ver, a idade da mulher é um factor limitante das taxas de sucesso, já que o potencial reprodutivo da mulher diminui conforme esta aumenta.

    Resultados da FIV

    As taxas de gravidez também variam segundo a origem dos óvulos e do esperma com que a fertilização in vitro é feita. Se a fertilização é feita com óvulos e esperma do casal a probabilidade de êxito é menor, já que, a partir dos 35 anos a qualidade dos ovócitos da mulher piora. Se óvulos doados forem utilizados as probabilidades de êxito do tratamento aumentam muito, quase até 45%, já que as mulheres dadoras de óvulos têm de ter menos de 35 anos e os seus óvulos são de boa qualidade.

    Se sémen de um dador for utilizado as possibilidades da mulher engravidar podem, também, aumentar, já que apenas os espermatozóides de boa qualidade são utilizados.

  • Gonadotrofina

    Gonadotrofina

    As gonadotrofinas são hormonas secretadas pela hipófise. GnRh é a hormona que se encarrega de estimular a hipófise para que essa produza as gonadotrofinas.

    São produzidas por homens e mulheres e, em ambos os casos, regulam o ciclo reprodutivo, apesar de terem diferentes concentrações e de regularem diversas ações próprias de cada sexo.

    Secreção de gonadotrofinas

    Estas hormonas são utilizadas como fármacos em tratamentos de reprodução assistida na mulher com o objectivo de estimular o ciclo menstrual e aumentar as probabilidades de gravidez.

    Existem três tipos de hormonas gonadotroficas: FSH, LH e hCG. Todas estão implicadas no ciclo menstrual da mulher mas cada uma actua de forma diferente num momento do ciclo diferente.

    Hormona estimulante dos folículos (FSH)

    A FSH é mais abundante durante a primeira metade do ciclo menstrual e está encarregue de estimular o crescimento dos folículos no ovário.

    Nos tratamentos de reprodução assistida a hormona FSH é prescrita durante a estimulação controlada da ovulação com a finalidade de aumentar o número de folículos e estimular o seu crescimento.

    Hormona luteinizante (LH)

    A LH está encarregue de produzir a ovulação na mulher. Depois de um pico elevado de LH, desencadeia-se no ovário a libertação do ovócito do interior do folículo e o óvulo é libertado nas trompas de Falópio.

    Esta hormona é utilizada durante o processo de estimulação controlada da ovulação com a finalidade de reproduzir as condições de uma ovulação natural.

    Gonadotropina coriónica humana (HCG)

    A HCG estimula o amadurecimento do óvulo e tem um papel fundamental na gravidez, já que, entre outras funções, está encaregue de formar a placenta.

    A medição desta hormona é utilizada como um indicador de uma gravidez. A sua concentração é diferente ao longo de uma gravidez, logo, fornece informações sobre as semanas de gestação.

    A hormona HCG é prescrita no âmbito dos tratamentos de reprodução assistida cerca de 32 ou 36 horas antes da punção ovárica  com o objectivo de desencadear a ovulação.

  • Causas do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    Causas do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    O ciclo menstrual natural da mulher faz com que esta liberte um único óvulo por mês. Nos tratamentos de fertilidade é muito frequente a administração de fármacos cujo objectivo é normalizar o desenvolvimento dos óvulos ou aumentar a produção dos mesmos.

    Contudo, se os medicamentos estimulam os ovários mais do que o necessário, esses podem inchar demasiado e o seu líquido pode extravasar para a área do útero e do peito. Este transtorno é apelidado de síndrome de hiperestimulação ovárica (SHO) e só ocorre depois da libertação dos óvulos por parte do ovário, isto é, depois da ovulação.

    Mulheres com síndrome de hiperestimulação ovariana

    O síndrome da hiperestimulação ovárica pode manifestar-se pelas seguintes razões:

    • Técnicas de reprodução assistida. O síndrome pode ocorrer devido a administração de gonadotrofinas e HCG.
    • Produção de forma natural de um pico de LH endógeno. Este caso é muito raro e o síndrome será de cariz leve. Manifesta-se em mulheres com síndrome do ovário policístico.
    • Mutações no receptor de FSH de algumas mulheres. Casos de hiperestimulação severa foram detectados durante gravidezes devido ao aumento natural da hormona HCG.
  • Vantagens da Inseminação Artificial

    Vantagens da Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é um procedimento simples cujo tratamento é menos invasivo que o de outras técnicas mais complexas de reprodução assistida.

    Algumas das vantagens desta técnica são as seguintes:

    • É um dos processos de reprodução assistida mais simples.
    • É o método mais parecido com a concepção natural. O sémen é artificialmente introduzido no útero da mulher mas há uma selecção natural do espermatozóide que finalmente fertiliza o óvulo.
    • É uma técnica indolor e, por tanto, não requer anestesia. Assim, não existe um risco elevado para a paciente.
    • É uma técnica de baixo custo económico, especialmente quando comparada com as restantes técnicas de reprodução.

    Segurança no laboratório

    • Graças ao tratamento hormonal é possível detectar o momento exacto da ovulação, o que faz as probabilidades de êxito do tratamento aumentarem pois é possível controlar o momento em que o sémen deve ser depositado no útero da mulher.
    • A estimulação ovárica  realizada durante o tratamento é mais suave que a requerida no tratamento de FIV. Isto reduz os efeitos secundários provocados pelos tratamentos hormonais.
    • A qualidade do sémen melhora com a capacitação deste feita antes da inseminação.
    • Esta técnica permite que mulheres solteiras e casais lésbicos tenham filhos.
  • Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Esterilidade masculina não susceptível de realizar ICSI como é o caso de uma azoospermia sem possibilidades de recuperação de espermatozóides no testículo ou no epidídimo.
    • Microinjecções intracitoplasmáticas de espermatozóides falhadas por causa masculina ou desconhecida.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença genética aos filhos.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença sexualmente transmissível e quando a lavagem do sémen não oferece garantias de eliminação total da doença.
    • Mulheres que decidem ser mães solteiras.
    • Casais lésbicos.

    Mulher gravida

    Este tipo de inseminação artificial é feito da mesma forma, e seguindo os mesmos passos, da inseminação artificial conjugal. A única diferença reside na origem da amostra de sémen, que neste caso é proveniente de um dador.

    A utilização da inseminação artificial está aconselhada sempre que a idade dos pacientes o permita e sempre que é indicada pois é uma técnica menos invasiva e tem boas taxas de sucesso (gravidez). Cada inseminação tem uma taxa de êxito de entre 15% e 20%, taxa essa que é acumulativa e pode aumentar ao longo de 4 ciclos de inseminação.

  • Êxito da Doação de Óvulos

    Êxito da Doação de Óvulos

    Historia e evolução da doação de óvulos

    A primeira gestação através de um óvulo doado foi conseguida pelo Dr. Alen Trounson. Contudo, foi o Dr. Lutjen que, no ano de 1984, conseguiu, pela primeira vez, que uma mulher com falha ovárica conseguisse levar uma gravidez ao seu correcto termino graças à doação de óvulos. Sem esta técnica esta mulher não poderia ter sido mãe.

    Todas as técnicas de reprodução assistida são relativamente recentes, sendo a doação de óvulos a que mais recentemente começou a ser utilizada. No início a sua utilização era feita de forma tímida, ocupando “muito pouco espaço” dentro de cada clínica de reprodução, já que, as implicações morais deste processo podem ser de difícil aceitação.

    Contudo, com o passar do tempo, com as mudanças de mentalidade e com a incorporação da mulher na vida laboral, a maternidade foi relegada para segundo plano e a técnica de doação de óvulos foi ganhando importância. Actualmente, é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito da reprodução assistida.

    Esta técnica sofreu grandes e incríveis alterações, sendo tão utilizada quanto a FIV e ICSI, por exemplo. No futuro, é provável que esta técnica venha a ultrapassar as restantes, dado que as mulheres decidem ser mães pela primeira vez cada vez mais tarde.

    Probabilidade de gestação por doação de óvulos

    As taxas de êxito da doação de óvulos são muito boas, partindo dos 60% no primeiro ciclo e podendo alcançar 90% nas tentativas seguintes. Isto deve-se, entre outras razões, ao facto de a idade das dadores nunca superar os 35 anos de idade. Inclusivamente, alguns centros e clínicas de reprodução optam por restringir um pouco mais essa idade para conseguirem melhores resultados.

    Por esta razão, e apesar de ser um procedimento duro do ponto de vista psicológico, este é um processo que vale a pena pois as suas taxas de êxito superam as das técnicas in vitro.

    Isto não quer dizer que quando uma paciente decide submeter-se a um tratamento de reprodução assistida deve pedir logo uma doação de óvulos. Cada caso deve ser estudado individualmente e a patologia deve ser diagnosticada antes da escolha do tratamento mais adequado. Depois de saber quais os problemas de fertilidade que afectam os pacientes será mais fácil para os médicos recomendarem o tratamento de reprodução mais idóneo.

  • Inseminañçao Artificial Caseira

    Inseminañçao Artificial Caseira

    Uma inseminaçao artificial (IA) caseira é uma auto-inseminação realizada a nível vaginal. O esperma é libertado no fundo da vagina como numa relação sexual normal. Pode ser feita em casa, seguindo simples instruções e usando os instrumentos adequados. A IA caseira é muito comum em mulheres que decidem ser mães solteiras, em casais lésbicos e em homens que têm problemas de ejaculação na vagina devido a uma disfunção eréctil ou ejaculação retrógrada.

    Aqui explicaremos o processo paso a paso:

    IA em casa

    Como fazer uma inseminação artificial caseira?

    A técnica é bastante simples e económica e o material necessário é vendido em farmácias.

    • Seringa estéril de 2 a 5 ml,sem agulha. As seringas que incluem uma cánula são melhores porque aumentam o seu comprimento.
    • Luvas de vinil.
    • Recipiente para a amostra.
    • Soro fisiológico que facilita a sucção do sémen.

    Uma vez tenhamos o necessário, podemos começar com o protocolo de actuação:

    • Após calçar as luvas, o sémen do parceiro ou dador deve ser depositado no recipiente para esse fim.
    • Para facilitar a sucção do sémen, é possível adicionar um pouco de soro ao sémen para que este fique um pouco mais fluído. O soro deve estar a mesma temperatura que o corpo humano (36-37ºC).
    • Sucção do sémen com a seringa.
    • A receptora deve deitar-se na mesma posição que no genecologista, com as pernas abertas.
    • A seringa deve ser introduzida, com cuidado, na vagina e o seu conteúdo deve ser esvaziado. Este paso deve ser realizado lentamente para não haver arranhões e será mais fácil de realizar com ajuda.
    • Depois, é aconselhável succionar com a seringa um pouco de soro e voltar a repetir o paso anterior. Deste modo os espermatozóides que ficaram na seringa serão, também, introduzidos na vagina.
    • Posteriormente, a mulher deve permanecer deitada na mesma posição durante cerca de meia hora e depois pode continuar com a sua vida normal.

    Para aumentar as probabilidades de êxito desta técnica a auto-inseminação deve ser feita quando o ciclo menstrual da mulher está a meio, isto é, quando a mulher está a ovular.

    Material para inseminação artificial caseira

    Eficâcia da inseminação artificial caseira

    A inseminação artificial caseira está incluida pela Organização Mundial de Saúde nas técnicas de fertilização in vitro, mas como não requer a presença de uma profissional qualificado não é considerada uma intervenção ou técnica médica. Ademais, ao ser realizada na esfera privada, não existem estudos sobre a taxas de êxito desta técnica de reprodução assistida.

    Quando existem problemas de fertilidade severos este procedimento não é recomendável já que os tratamentos de reprodução realizados pelas clínicas sofreram grandes avanços nos últimos anos e, nesses casos, as mulheres são submetidas a uma estimulação ovárica que faz com que a probabilidade de engravidar dessas mulheres aumente. Além disso, nas clínicas, o sémen é capacitado artificialmente para facilitar a sua chegada ao óvulo.

    A sua eficacia é similar à de manter realações sexuais sem proteção ou até menor devido ao transporte e manipulação do sémen desde que é ejaculado. Se o transporte e manipulação do sémen não são feitos de forma correcta a sua qualidade pode deteriorar-se. O esperma não é considerado viável quando está fora do homem por mais de três horas.

  • Efeitos Secundários do Ovitrelle

    Efeitos Secundários do Ovitrelle

    O Ovitrelle é um medicamento utilizado na inseminação artificial, na fertilização in vitro e na ICSI durante o processo de estimulação da ovulação.

    Os efeitos secundários detectados são os seguintes:

    – Transtornos frequentes (entre 1% e 10% das pacientes):

    • Dor abdominal e sintomas gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos.
    • Síndrome da hiperestimulação ovárica ou ovariana leve ou moderada. Isto acontece em cerca de 4% das pacientes.
    • Reacções locais ou dores no local da injecção.
    • Cefaleia.
    • Cansaço.

    – Transtornos pouco frequentes (entre 0,1% e 1% das pacientes):

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica grave. Isto acontece em menos de 0,5% das pacientes.
    • Dor nos seios.
    • Transtornos psiquiátricos: Depressão, irritabilidade e/ou inquietude.
    • Transtornos gastrointestinais: Diarreia

    Efeitos do ovitrelle

    – Transtornos muito raros (en menos de 0,01% das pacientes):

    • Reacções alérgicas
    • Reacções cutâneas leves e reversíveis que se manifestam na forma de erupções.

    Estudos sobre a capacidade de conduzir e utilizar maquina sob o efeito deste fármaco não foram realizados.

    Fonte: European Medicines Agency

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