Categoria: Infertilidade

  • Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    A esterilidade devido a um factor testicular inclui todos aqueles factores que podem afectar directamente os testículos. Esta esterilidade pode acontecer devido a causas congénitas (que manifestam-se desde o nascimento) ou devido a agentes externos que a desencadeiam.

    A insuficiência testicular por causas congénitas ocorre devido a alterações nos cromossomas ou genes, como por exemplo, o síndrome de Klinefelter, o síndrome de Noonan e defeitos genéticos no cromossoma Y.

    Os agentes externos que podem causar danos nos testículos são fármacos contra doenças como o cancro, a quimioterapia e a radioterapia e outros medicamentos fortes. As drogas, o álcool e o tabaco podem, também, ter influência neste tipo de insuficiência.

    Existem diferentes tipos de insuficiência testicular, como por exemplo:

    • Criptorquia.
    • Varicocele.
    • Orquite.
    • Hidrocele.
    • Aplasia de células germinativas.
    • Traumatismos.
  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
  • Esterilidade Masculina

    Esterilidade Masculina

    A esterilidade masculina pode ter várias causas que se agrupam da seguinte forma:

    • Factor pré-testicular ou endócrino
    • Factor testicular
    • Factor pós-testicular
    • Factor de esperma

    Estes factores nem sempre são a causa da infertilidade do casal, já que, em cerca de 40% dos casos a causa da infertilidade é conjunta. Isto é, a soma da fertilidade dos dois membros do casal não é suficiente para conceber um filho. Existem, também, a esterilidade de origem desconhecida e problemas de infertilidade devido a causa imunológicas.

    Factores de esterilidade masculina

    Factor pré-testicular ou endócrino

    Este factor de esterilidade masculina é causado por problemas hormonais que alteram a segregação de hormonas feita pela hipófise. Estas hormonas estão envolvidas no desenvolvimento dos testículos, na produção de espermatozóides e no desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino em geral. Algumas substâncias ou medicamentos podem alterar este eixo hormonal e produzir problemas de fertilidade.

    Este tipo de problemas são, normalmente, detectados no momento do nascimento do bebé ou quando a criança tem uma idade precoce, uma vez que, é possível observar que os seus órgãos genitais não evoluíram correctamente.

    Factor testicular

    Factor testicular faz referência a todos os factores que podem afectar os testículos. Esta alteração pode ocorrer no momento do nascimento ou aparecer devido a agentes externos em qualquer momento da vida do homem.

    Os factores testiculares congénitos produzem-se devido a alterações genéticas, tanto ao nível cromossómico (síndrome de Klinelfelter) quanto a nível dos genes (síndrome de Noonan).

    O consumo de certos medicamentos ou drogas e certos traumatismos podem dar origem a um defeito testicular adquirido.

    Factor pós-testicular

    Os factores pós-testiculares são todos aqueles que afectam os espermatozóides após a sua saída dos testículos. A formação dos espermatozóides é denominada de espermatogénese e é feita no interior dos tubos do testículo. Depois de formados, os espermatozóides são transportados do epidídimo até a urecta. No momento da ejaculação são expelidos através da uretra.

    Alterações no esperma

    As obstruções e outros problemas no epidídimo, assim como as alterações na uretra podem produzir infertilidade nos homens. As infecções nas vias urinárias e a incapacidade de ejacular são, também, caracterizadas como alterações ao nível pós-testicular.

    Factor do esperma

    A infertilidade masculina causada por um factor de esperma é a mais comum. Nesta categoria estão incluídas todas as alterações nos espermatozóides. Nas consultas de infertilidade um espermograma é feito para comprovar a qualidade do sémen. Este exame avalia vários parâmetros como:

    • Concentração: a concentração de espermatozóides no sémen e a sua quantidade total na amostra ejaculada são medidas.
    • Mobilidade: a quantidade de espermatozóides que se movem e que são capazes de deslocar-se é observada.
    • Morfologia: comprova-se que a forma dos espermatozóides não apresenta alterações.
    • Vitalidade: é habitual observar espermatozóides mortos numa amostra de sémen. Contudo, pelo menos 58% dos espermatozóides devem estar vivos.

    Graças ao avanço nas técnicas de reprodução assistida muitos homens podem ser pais apesar dos seus espermatozóides apresentarem alterações.

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