Etiqueta: Colo do útero

  • Posição do Colo do Útero na Gravidez

    Posição do Colo do Útero na Gravidez

    O colo do útero ou cérvix uterino é a região fibromuscular inferior do útero que se projecta dentro da vagina.

    Esta abertura deixa sair o sangue do útero durante a menstruação e permite que os espermatozóides entrem e cheguem até ao útero e até as trompas de Falópio.

    Colo do útero e gravidez

    O tamanho do orifício, a consistência e a posição do colo do útero durante a gravidez e durante o ciclo menstrual podem sofrer uma série de alterações relacionadas com:

    • O grau de dilatação do orifício: cérvix aberto ou cérvix fechado.
    • A consistência: cérvix duro ou cérvix mole.
    • A posição: cérvix alto (posterior ou retirado da vagina) ou cérvix baixo (mais introduzidos na vagina).

    A posição do colo do útero no início da gravidez varia muito de mulher para mulher. Por isso, o posicionamento do cérvix não é um indicador fiável de uma gravidez.

    Contudo, certas mudanças na posição e textura do colo do útero ocorrem durante as primeiras fases da gravidez em todas as mulheres.

    Mudanças no colo do útero durante a gravidez

    • Desde o primeiro mês de gravidez o colo do útero amolece e adquire uma cor azulada como consequência do aumento da vascularização e do tamanho das glândulas cervicais.
    • O cérvix deve subir ligeiramente até ao útero. Dependendo da fase do ciclo menstrual durante a qual a mulher concebe, esta mudança pode ocorrer dentro de poucos dias ou de um mês.

    • Reorganização das fibras colágenas e diminuição drástica da sua resistência, que facilitam a sua dilatação durante o parto.
    • Pouco tempo depois da concepção, uma secreção cervical espessa obstrui o canal cervical formando um tampão mucoso que sela esse canal e actua como uma barreira contra o transporte de esperma e contra a invasão de bactérias. Esse tampão será expulsado no início do trabalho de parto.
  • Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    O factor cervical é uma das causas de esterilidade nas mulheres quando existem alterações anatómicas e/ou funcionais do colo do útero que interferem com a correcta migração dos espermatozóides até as trompas de Falópio.

    Alterações funcionais da cervical

    Os elementos a ter em conta são as características da mucosa, a permeabilidade quando os espermatozóides estão passando, as alterações do mecanismo de migração dos espermatozóides, etc.

    Alterações anatómicas da cervical

    Estas alterações incluem processos obstrutivos como pólipos, quistos, etc. Traumatismos temporários que causam rasgos, fístulas ou incontinência e que alteram o funcionamento do colo do útero são, também, processos obstrutivos.

    Se uma mulher com esterilidade por factor cervical pretende engravidar deve informar-se sobre a inseminação artificial. É, também, importante conhecer os resultados de exames realizados ao sémen do homem.

  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
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