Etiqueta: Implantação dos embriões

  • Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    A hiperestimulação controlada da ovulação e monitorização do processo é o primeiro passo da técnica de reprodução assistida apelidado de fertilização in vitro.

    A finalidade da estimulação da ovulação é conseguir que vários folículos cresçam, fazendo com que o número de ovócitos obtidos após uma punção ovárica aumente. Assim, o número de embriões obtidos aumenta bem como as possibilidades da mulher engravidar.

    Para isto, são prescritas gonadotrofinas e análogos de GnRH ou antagonistas de GnRH. Existem diversos protocolos de tratamento que o ginecologista deverá individualizar para cada caso. As doses dos fármacos também devem ser individualizadas em função da idade da mulher, dos ciclos prévios, da sua resposta ovárica  anterior, etc.

    A monitorização da estimulação é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em desenvolvimento nos ovários, programar o momento da recuperação dos ovócitos e medir a grossura do endométrio até que essa seja a ideal para favorecer a implantação do embrião.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

  • Transferência de Embriões

    Transferência de Embriões

    As técnicas de reprodução assistida que supõem a fertilização do óvulo fora do corpo da mulher, como é o caso da FIV e da ICSI, implicam a posterior transferência e introdução dos embriões no útero.

    Uma vez realizada a fertilização, é feita a cultura dos embriões e a contínua avaliação da sua qualidade. Apenas os embriões de melhor qualidade serão transferidos. Legalmente, o número máximo de embriões que podem ser transferidos é de três. Contudo, as clínicas podem recomendar a transferência de apenas um ou dois embriões para diminuir as probabilidades de uma gestação múltipla.

    Processo

    A transferência de embriões é uma técnica simples que consiste no depósito dos embriões no útero materno. A duração deste processo é de apenas alguns minutos.

    A técnica é realizada mediante a utilização de um cateter fino no qual se depositam os embriões seleccionados. Esse cateter é, depois, introduzido até ao útero por via vaginal. Os embriões são, então, lentamente depositados no útero e o cateter é retirado da cavidade uterina. Este processo é indolor e a paciente pode voltar para casa após cerca de 20 minutos de repouso.

    Depósito embrionário

    A transferência é, em geral, realizada dois ou três dias depois da punção ovárica. Alguns estudos indicam que essa transferência pode ser feita no quinto dia.

    Em função do tratamento utilizado para a estimulação controlada do ovário poderá ser necessário prescrever progesterona à mulher após a punção ovárica. A progesterona melhora a capacidade receptora do endométrio e facilita a implantação do embrião.

    Cerca de duas semanas após a transferência embrionária, se não houver menstruação, um teste de gravidez já pode ser feito.

    Transferência

    Embriões não transferidos

    É possível que alguns embriões de boa qualidade não sejam transferidos. Assim, esses embriões são vitrificados e preservados durante um tempo indefinido.

    Se a transferência embrionária resultou numa gravidez e, após algum tempo, a mulher quiser ter outro filho pode utilizar esses embriões criopreservados sem ter de submeter-se a uma nova estimulação ovárica. Simplesmente se administra uma medicação para preparar o endométrio antes da nova transferência. Nestes casos, os riscos para a mulher, bem como os custos do processo, são menores.

    No caso de uma primeira tentativa não resultar numa gravidez, estes embriões criopreservados são, igualmente, utilizados.

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