Etiqueta: Níveis hormonais

  • Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Muitas mulheres começam a apresentar os primeiros sintomas de uma gravidez poucos dias depois da implantação do embrião no útero, enquanto outras só manifestam esses sintomas mais tardes ou não o chegam a fazer. Na grande maioria das mulheres os primeiros sintomas de uma gravidez manifestam-se 7 ou 14 dias depois da concepção.

    Se a mulher exibe apenas um sintoma, a probabilidade de haver uma gravidez é menor, mas se vários sintomas manifestam-se ao mesmo tempo é possível que a mulher esteja gravida e já o saiba mesmo antes do atraso menstrual.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Se a concepção aconteceu durante o período de ovulação, o óvulo fertilizado demorará cerca de 7 dias a chegar ao útero e a fixar-se nas suas paredes. Desde esse momento, as hormonas libertadas pelo corpo da mulher e pelo embrião serão as responsáveis pelo aparecimento dos primeiros sintomas de gravidez e pela preparação do corpo para manter o feto no útero materno até ao momento do nascimento.

    A hormona gonadotrofina coriónica humana é libertada pela placenta e encontra-se, em grandes quantidades, na corrente sanguínea desde a sétima semana até a décima segunda semana de gravidez. Posteriormente, os seus níveis baixarão. Está hormona é o principal indicador de uma gravidez.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Os primeiros sintomas de uma gravidez são muito similares aos sintomas pré-menstruais e podem ser difíceis de distinguir. De seguida enumeraremos os primeiros sintomas de uma gravidez:

    • Mudanças nos seios. Para além de haver um aumento da sensibilidade e do tamanho dos seios, as auréolas começam a escurecer.
    • Mudanças na vagina. O aparecimento de um pequeno sangramento entre o sétimo e o décimo dia depois da fertilização é bastante comum. Este sangramento acontece devido a implantação do óvulo fertilizado nas paredes do útero.
    • Sensação de cansaço. É normal que a mulher gravida sinta um leve mal-estar durante os primeiros dias de gravidez devido ao aumento da temperatura basal, ao aumento do seu ritmo cardíaco, a baixa pressão arterial e a maior sensação de sono.
    • Mudanças no olfacto e aversão a certos alimentos. A sensibilidade do olfacto aumenta durante a gravidez.
    • Náuseas e vómitos. As náuseas só costumam ser sentidas depois de um mês de gravidez mas algumas mulheres sentem-nas mais cedo. Quando o segundo trimestre de gravidez começa a maior parte das mulheres deixa de sentir náuseas.

    Náuseas, enjoos e vómitos como sintomas de uma gravidez

    • Inchaço abdominal. Este inchaço ocorre devido as mudanças hormonais. O estrogénio provoca retenção de líquidos.
    • Aumento da vontade de urinar. Durante os primeiros meses de gravidez as hormonas são responsáveis pelo aumento da irrigação de sangue na região pélvica. Assim, durante as primeiras semanas de gravidez, a mulher sente um aumento na vontade de urinar.
    • Aumento da temperatura basal. Quando a mulher engravida a sua temperatura sobe pelo menos meio grau.
    • Mudanças de humor. É normal que as mudanças hormonais causem mudanças de humor.
    • Desejos. A hormona HCG causa mudanças sensoriais que provocam desejo por determinados alimentos.

    A maioria dos sintomas acima mencionados podem manifestar-se antes da menstruação. Contudo, um dos sintomas mais claros da gravidez é a ausência de menstruação.

  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
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