Etiqueta: Uretra

  • Ejaculação Retrógrada

    Ejaculação Retrógrada

    Homens que padecem de ejaculação retrógrada não expulsam o seu sémen através da uretra, mas ejaculam dentro da bexiga.

    Num homem que apresenta uma ejaculação normal, o sémen é transportado através dos túbulos, passa pela bexiga antes de chegar ao pénis e finalmente é expelido pela uretra. Depois da passagem do sémen pela bexiga, o esfíncter fecha e o sémen chega ao fim do pénis devido a pressão positiva.

    Espermatozóides

    Os homens com ejaculação retrógrada apresentam um problema no esfíncter da bexiga que não fecha correctamente, dificultando a passagem do sémen através da uretra. Assim, o sémen volta para trás e a ejaculação ocorre na bexiga.

    Os homens com este tipo de transtorno não são capazes, em geral, de expelir o sémen. A sua urina depois do orgasmo costuma ser turva devido a presença dos espermatozóides. Não apresentam qualquer outro sintoma.

    A ejaculação retrógrada pode ser causada por:

    • Diabetes.
    • Medicamentos utilizados para a hipertensão.
    • Cirurgia na próstata ou uretra.

    Gravidez com ejaculação retrógrada

    A ejaculação retrógrada não é considerada uma doença, mas sim uma alteração com graves consequências para a fertilidade masculina. Um homem que sofra de ejaculação retrógrada tem dificuldades em conseguir engravidar a sua companheira de forma natural, já que, a maior parte dos seus espermatozóides ficam detidos na urina.

    Existem várias opções de tratamento com o objectivo de conseguir uma gravidez. A mais aplicada nas clínicas de reprodução é a seguinte: o homem deve manter abstinência durante 2 a 4 dias e, depois, com a bexiga vazia, deve masturbar-se e recolher o sémen ejaculado. É imprescindível que a urina depois da masturbação seja também recolhida porque é ali onde estão concentrados o maior número de espermatozóides. Ademais, nos dias anteriores a recolha de sémen o homem deve consumir bicarbonato para assim proteger os espermatozóides da urina.

    Ter um filho com ejaculação retrógrada

    Os espermatozóides recolhidos são tratados em laboratório e podem ser utilizados na técnica de reprodução assistida mais adequada tendo em conta a qualidade dos espermatozóides e sua mobilidade.

  • Hipospádia

    Hipospádia

    A hipospádia é uma anomalia congénita definida como uma malformação da uretra masculina. É caracterizada pela abertura da uretra em uma localização anormal. A hipospadia está, também, associada a uma malformação do prépucio que, normalmente, não se desenvolve completamente e a existência de um pénis com uma curvatura em direcção ao ventre.

    Impacto psicológico

    Existem diferentes tipos de hipospádia que dependem da sua localização no orifício da uretra ou em uma outra zona. Quanto mais afastada da glande do pénis estiver, maior é a sua gravidade.

    Devido a curvatura do pénis, esta malformação é considerada uma causa de disfunção sexual pois pode impossibilitar mecanicamente o acto sexual. A anormal posição do orifício da uretra pode, ainda, impedir a ejaculação na vagina.

    Esta é uma anomalia comum nos homens. Estima-se que apareça em cerca de 1 a 8 recém-nascidos em cada 1000. A hipospádia tem consequências estéticas e funcionais e, possivelmente, psicológicas.

    A posição do meato urinário impede que a criança urine de pé e, se o orifício for demasiado estreito podem existir, inclusivamente, dificuldades para urinar.

    A hipospádia pode, por vezes, ser acompanhada de outros tipos de malformações que podem comprometer a fertilidade do homen como a criptorquidia ou a existência de testículos ocultos. O diagnóstico de pseudohermafroditismo deve ser tido em conta.

    Causas

    Entre as causas que dão origem a esta malformação está uma mutação genética capaz de dar origem a uma deficiência nos receptores andrógenos. Em alguns casos, esta mutação pode ser herdada, logo, crê-se que há uma certa pré-disposição genética quando há um membro da família que já sofre de hipospádia.

    Estima-se que existe uma probabilidade de 20% de esta doença aparecer em membros da mesma família.

    Acredita-se, também, que a perturbação dos receptores androgénicos embrionários por factores ambientais pode ser uma das responsáveis pela hipospádia, bem como, a realização de algum tipo de tratamento hormonal durante o primeiro trimestre de gestação.

    Tipos

    • Hipospádia posterior. Esta hipospadia é a mais grave e tem uma incidência de 20%. O orifício da uretra encontra-se muito distante da glande do pénis, na zona de união do escroto com o pénis ou na base do pénis. Este tipo de hipospádia é acompanhada da presença de um pénis muito curvado.
    • Hipospádia media. Constitui cerca de 10% dos casos e é de uma gravidade média. Neste caso o orifício da uretra encontra-se na parte media do pénis dando origem a uma certa curvatura do pénis em direcção ao ventre.
    • Hipospádia anterior. É o tipo de hipospádia mais comum (70% dos casos) e a menos grave. O meato urinário encontra-se perto da glande e o pénis parece esteticamente normal, quase sem curvatura.

    Tratamentos

    O tratamento de eleição é o cirurgico. Devido ao impacto psicológico que esta anomalia pode causar na criança recomenda-se que a operação seja realizada numa idade precoce. O mais normal é que a operação seja feita antes dos três anos, mais especificamente entre os seis e os vinte e quatro meses.

    Tratamento da Hipospádia

    Um micropénis pode ser criado durante a operação devido a curvatura do pénis. Essa curvatura pode ser corrigida durante a operação e, se necessário, pode ser feita uma reconstrução da uretra e do prepúcio. Por vezes, o crescimento do pénis pode ser estimulado por um tratamento hormonal.

    Existem várias técnicas cirúrgicas para solucionar este problema. O especialista avaliará o caso e decidirá qual a técnica mais adequada.

    Normalmente, se o problema é resolvido em criança não tem consequências no futuro.

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