Etiqueta: Cesariana

  • Gravidez e Exercício Físico

    Gravidez e Exercício Físico

    A actividade física permite qua a mulher gravida tenha uma melhor condição física geral e diminui os riscos da gravidez e do parto.

    O exercício físico reduz as moléstias digestivas, a ansiedade, a depressão e a insónia e aumenta o bem-estar geral da mulher. Contribui, também, para uma melhoria da tensão arterial e evita o desenvolvimento de diabetes gestacional, podendo ser utilizado como um tratamento alternativo que permite diminuir ou até suprimir o uso da insulina. Está provado que o exercício físico faz diminuir o tempo de hospitalização pós-parto e reduz o número de cesarianas.

    Gravidez e desporto

    Durante a gravidez a mulher deve fazer exercícios aeróbicos de intensidade moderada sem nunca ultrapassar os 70% de utilização do volume máximo do seu oxigénio. A utilização de um relógio ou monitor cardíaco é a melhor opção para controlar o ritmo cardíaco.

    Há que evitar actividades físicas e desportos intensos. Se o exercício realizado for algo intenso não deve ser prolongado por mais de 15 minutos e não deve ser feito em clima quente e húmido devido aos riscos de desidratação e aumento da temperatura corporal.

    Movimentos de grande amplitude devem ser evitados pois podem provocar lesões nas articulações. Os exercícios que requerem equilíbrio e, consequentemente, apresentam um risco de queda devem, igualmente, ser evitados. Durante o terceiro trimestre de gestação a mulher não deve manter uma posição estática durante períodos prolongados de tempo nem deve fazer movimentos bruscos devido ao risco de enjoos e quedas.

    Os deportos mais recomendados são a natação, o ciclismo e o andar com intensidade baixa ou moderada. Estes desportos devem ser feitos 3 vezes por semana durante cerca de 20 ou 40 minutos. A flexibilidade deve ser, se possível, trabalhada todos os dias. O treinamento muscular pode ser feito uma ou duas vezes por semana a uma intensidade de 50% e a mulher deve prestar especial atenção as zonas pélvica, lombar, abdominal e peitoral.

    Se a mulher pratica ginástica aeróbica, esqui aquático, patinagem ou desportos com raquete como o ténis ou o badmington, apenas o deve fazer por um curto período de tempo e os movimentos de grande amplitude como o serviço no ténis devem ser evitados.

    Os desportos que devem ser evitados são os de contacto, aqueles que são feitos sobre superfícies duras, aqueles que exigem trabalho da musculatura abdominal e aqueles que aumentam a pressão abdominal como o basquetebol ou o voleibol.

    A prescrição de exercício físico deverá ser individualizada e submetida a controles médicos regulares. A opção mais segura é buscar aconselhamento de um treinador pessoal qualificado.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez, as mulheres que habitualmente realizam exercício físico costumam estar em condições para continuar a praticar desporto. Contudo, devem diminuir a intensidade e frequência desse exercício para evitar traumatismos musculares.

    No caso de mulheres sedentárias, a gestação não é o melhor momento para iniciar novas práticas desportivas. As suas actividades físicas devem estar incorporadas num programa específico de preparação para o porto.

    Durante o segundo e o terceiro trimestre actividades físicas que desenvolvam a flexibilidade, a força muscular (orientada para fortalecer a musculatura pélvica e corrigir a postura), a capacidade respiratória e a capacidade de relaxar devem ser realizados.

    Natação durante a gravidez

    Convém restringir a natação nas últimas seis semanas de gestação devido ao risco de infecções.

  • Parto

    Parto

    Parto é o processo através do qual dá-se o nascimento de um bebé e corresponde ao fim de uma gravidez. O início do parto é caracterizado por fortes contracções regulares e pela dilatação do colo do útero. Muitas mulheres, sobretudo as que serão mães pela primeira vez, temem este momento.

    Nascimento de um bebé

    Diferentes tipos de parto

    O parto vaginal ou natural é, provavelmente, o mais conhecido, mas existem outros tipos de parto.

    Os partos podem ser:

    • Parto vaginal ou natural. O bebé nasce através da vagina como consequência das contracções e força exercida pela mãe. Durante o parto a mulher adopta a posição de litotomia (deve estar deitada de costas e os seus pés devem estar elevados até ao nível das suas ancas). Esta posição tem sido alvo de algumas críticas, já que, teoricamente, durante um parto natural a mulher deveria estar de pé para que a gravidade pudesse ajudar no nascimento do bebé.
    • Parto com forceps. Durante os partos vaginais, quando a mulher não é capaz de fazer mais força ou o bebé não nasce, pinças chamadas de fórceps são colocadas na cabeça da criança para ajuda-la a nascer. O uso de fórceps não é habitual.
    • Cesariana. É uma intervenção cirúrgica feita no abdómen da mulher grávida para que seja possível retirar o bebé da cavidade uterina. É mais habitual em partos de risco ou em casos de gestações múltiplas.
    • Parto prematuro. Pode ser vaginal, com fórceps ou cesariana mas este tipo de parto é caracterizado pelo nascimento do bebé antes da trigésima terceira semana de gestação. Estes bebés prematuros podem desenvolver alguns problemas de saúde dependendo do quão antes do tempo previsto nascem.

    Duração do parto

    A duração do parto vária de nascimento para nascimento. Normalmente pode durar de entre 6 a 15 horas. O parto inicia-se com as primeiras contracções até que se produz a dilatação do colo do útero. A partir dos 4 cm de dilatação as contracções são mais fortes e frequentes e aos 10cm de dilatação o nascimento do bebé propriamente dito pode começar.

    Bebé recém-nascido

    A chegada efectiva do bebé pode demorar de 2 a 8 horas e é necessário que a mãe faça força para expeli-lo. A duração deste período varia muito entre mulheres que são mães pela primeira vez e as que já tiveram filhos.

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