Etiqueta: Clamídia

  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    A salpingite é a inflamação das trompas de Falópio e pode ser uma das causas da esterilidade de origem tubária na mulher.

    A salpingite é definida como a inflamação de uma ou de ambas as trompas de Falópio. Esta inflamação costuma ser, em 60% dos casos, bilateral, isto é, afecta ambas as trompas. Geralmente afecta mulheres em idade fértil entre os 15 e os 24 anos de idade e a sua incidência é maior em mulheres sexualmente activas porque uma das causas mais comuns desta inflamação são as infecções genitais, sobretudo de transmissão sexual. 40% dessas infecções genitais evoluem e transformam-se numa salpingite.

    É possível diferenciar entre dois tipos de salpingite:

    • A salpingite aguda é a que apresenta sintomas mais severos (febre; dor aguda na parte de baixo do abdómen, etc).
    • A salpingite crónica pode passar despercebida e apenas manifestar-se depois do período de menstruação.

    A salpingite é, também, conhecida como Doença Inflamatória Pélvica (DIP) apesar de esta doença referir-se a infecções em toda a área genital superior, isto é, nas trompas, no útero e nos ovários.

    Esta doença causa inflamações nas estruturas pélvicas, no útero, nos ovários e nas trompas de Falópio e cria um obstáculo mecânico à passagem do embrião até ao útero. Assim, em 50% dos casos de gravidezes ectópicas existe um historial de DIP. Esta doença pode, ainda, ser causadora de esterilidade de origem tubária ou tubariana, uma vez que impede que os espermatozóides cheguem ao óvulo.

    Inflamação das Trompas de Falópio

    Causas da salpingite

    A salpingite é causada por uma infecção de transmissão sexual provocada, na maior parte dos casos, por um tipo de clamídia, a Chlamydia trachomatis, que começa a desenvolver-se na vagina e, posteriormente, ascende até ao restante aparelho reprodutor feminino.

    Outros patogénicos transmitidos por via sexual e que podem causar este tipo de inflamação são o gonococo em 5% dos casos e o micoplasma em um maior número de casos.

    A salpingite manifesta-se no tempo de forma variável. Pode manifestar-se dois dias depois do contacto com o agente patogénico ou apenas 3 semanas ou, inclusivamente, meses depois desse contacto.

    Factores de risco da salpingite

    • Parceiro masculino com infecção genital.
    • Cirurgia pélvica prévia.
    • Utilização do dispositivo intra-uterino como método anticonceptivo.
    • Antecedentes de doença inflamatória pélvica (EPI).
    • Múltiplos parceiros sexuais.

    Sintomas da salpingite

    Os sintomas desta doença podem variar segundo o agente patogénico que a provoca mas a dor na zona pélvica é um dos sintomas mais característicos.

    Outros sintomas que se podem manifestar são:

    • Dor ou cãibras na zona pélvica.
    • Dor durante a ovulação.
    • Relações sexuais dolorosas.
    • Febre.
    • Náuseas e vómitos.
    • Sangramentos menstruais irregulares.
    • Dor ao urinar e vontade de o fazer com mais frequência.
    • Vaginite.
    • Secreção vaginal anormal com corrimento espesso.
    • Dor abdominal em ambos os lados.

    Trompa de Falópio

    Diagnóstico da salpingite

    Antes do diagnóstico de salpingite é necessário realizar um exame físico e pélvico para detectar a existência de uma inflamação. Análises de sangue e cultura de secreções vaginais são, também, feitas para detectar o patogénico responsável pela infecção.

    Geralmente, se o diagnóstico é feito cedo, a inflamação diminui com medicação. Por sua vez, um diagnóstico tardio pode criar complicações graves que pressupõem um tratamento mais agressivo que prolonga as dores e mal-estar das pacientes.

    O ideal é que a própria mulher seja capaz de reconhecer que tem uma inflamação e contactar um médico para que esse faça um diagnóstico o mais rapidamente possível.

    Tratamento da salpingite

    O tratamento baseia-se na administração de medicação a base de antibióticos e anti-inflamatórios para a dor. Nos casos mais graves a paciente pode ter de ser hospitalizada. Ao parceiro da paciente devem, também, ser prescritos antibióticos.

    Em alguns casos uma cirurgia de drenagem pode ser necessária. Isto apenas acontece nos casos em que a infecção gera um abscesso pélvico com acumulação de pus.

    É aconselhável que a mulher não tenha relações sexuais não protegidas durante todo o tratamento.

    Complicações da salpingite

    Algumas das complicações que podem aparecer associadas à salpingite são:

    • Dor pélvica crónica.
    • Esterilidade de origem tubária.
    • Gravidez ectópica.
    • Doença inflamatória da pélvis.
    • A infecção pode criar um abscesso pélvico
    • Septicemia ou infecção generalizada.
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