Etiqueta: Condições para a inseminação artificial

  • O Processo de Inseminação Artificial

    O Processo de Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida relativamente simples.

    Os passos a seguir na inseminação artificial são os seguintes:

    Estimulação da ovulação

    A estimulação da ovulação é feita mediante a administração, em pequenas doses, de gonadrofinas e através do controlo do ciclo menstrual da paciente. É, igualmente, importante ter controlo sobre o número de folículos que se pretende conseguir para evitar uma gestação múltipla. Mesmo que a mulher não apresente qualquer problema de fertilidade o seu ciclo ováriano é estimulado para que possa ser controlado e para que as possibilidades de êxito da inseminação artificial sejam maiores.

    Recolha e preparação do sémen

    Nesta etapa é muito importante que o homem mantenha uma abstinência sexual de pelo menos 4 dias antes da masturbação que resultará na recolha do sémen. O tempo que passa entre a ejaculação e a recolha deve ser, também, controlado bem como os dias entre a ejaculação e a inseminação.

    Inseminação

    Gonadrofina é injectada na paciente 24 horas antes da inseminação para promover a ovulação. Posteriormente, o sémen é depositado na cavidade uterina. A vantagem desta técnica é que não requer qualquer tipo de anestesia e é indolor para a paciente.

    Depois da inseminação: recomendações durante a espera

    A inseminação é uma das técnicas mais simples e menos agressivas da reprodução assistida, já que, para a estimulação dos ovários não é necessária uma grande quantidade de hormonas nem é necessária anestesia. Por esta razão, após a inseminação, a paciente pode continuar com a sua vida normal.

  • Requisitos da Inseminação Artificial

    Requisitos da Inseminação Artificial

    Antes de se submeter a uma técnica de reprodução assistida é importante que o casal ou mulher solteira estejam bem informados sobre todo o processo e que consultem um médico que os possa orientar. Em termos gerais será pedido aos pacientes o seu historial médico e a realização de alguns exames que avaliam as suas condições físicas.

    Mediante uma ecografia são descartados possíveis problemas como malformações uterinas que possam afectar a fertilização do óvulo, a implantação do embrião ou a correcta evolução da gravidez.

    Para que certas patologias hormonais sejam descartadas, um estudo do nível hormonal da mulher é realizado através de análises de sangue feitas em determinados dias do seu ciclo menstrual. Entre o terceiro e o quinto dia do ciclo são analisadas as concentrações de progesterona, soro inibina e FSH. Um outro exame apelidado de serologia deve ser, ainda, feito aos membros do casal para que seja possível confirmar que não existem riscos de transmissão para a futura criança de Hepatite B, Hepatite C, VIH, rubéola, sífilis ou toxoplasmoses.

    Um exame que comprova a permeabilidade das trompas de Falópio da mulher é realizado através de técnicas como a histerossalpingografia (estudo radiológico do aparelho reprodutor feminino após a injecção de um líquido de contraste) e como a hísterossonografia que consiste na introdução de um fluído salino no colo do útero que permite uma melhor observação do útero e das trompas de Falópio.

    IA

    Se todos os resultados dos exames anteriores forem positivos, e se reunirem-se os seguintes requisitos, a inseminação artificial pode ser feita:

    • A mulher possui pelo menos uma trompa de Falópio funcional.
    • O homem deve apresentar, após a capacitação de esperma, uma contagem de espermatozóides móveis igual ou superior a 3 milhões de espermatozóides no sémen ejaculado e com mais de 15% de mobilidade de forma rectilínea. Se o sémen do homem não cumpre estes requisitos a inseminação artificial deve ser feita com o sémen de um dador.
    • É preciso, ainda, ter em conta a idade da paciente. A realização de uma inseminação artificial não está aconselhada para mulheres com mais de 36 anos, já que, as garantias de êxito são poucas.
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