Etiqueta: gonadotrofina

  • Hormona Luteinizante (LH)

    Hormona Luteinizante (LH)

    A hormona LH ou hormona luteinizante é utilizada como um fármaco no âmbito de alguns tratamentos de reprodução assistida.

    Este fármaco é prescrito durante o processo de estimulação controlada da ovulação no tratamento de inseminação artificial, fertilização in vitro convencional ou ICSI, com o objectivo de reproduzir ao máximo as condições que se manifestam durante o ciclo menstrual natural.

    Efeitos

    Esta hormona participa na regulação do ciclo sexual.

    Na mulher a LH participa na menstruação da seguinte forma:

    • É necessária para que produza a síntese de estrógenos.
    • Facilita a resposta dos folículos ováricos à hormona FSH.
    • Estimula as células que funcionam como suporte dos factores de crescimento e maturação dos folículos.
    • No ciclo menstrual natural é a partir do pico de LH que se desencadeia a ovulação.

    Indicações

    O uso da hormona LH na reprodução assistida está indicado para três tipos de mulheres:

    • Mulheres com baixa resposta ovárica. Mulheres que, em ciclos anteriores, não obtiveram muitos ovócitos podem obter um melhor resultado com a LH.
    • Mulheres com hipogonadismo. Este defeito endócrino caracteriza-se pelo aparecimento de amenorreias ou muito poucas menstruações.
    • Mulheres com níveis de gonadotrofinas como LH e/ou FSH muito baixos.

    Vantagens

    As vantagens da administração da LH durante a estimulação da ovulação nas pacientes para quem o tratamento está indicado são:

    • Níveis de LH mais parecidos aos níveis fisiológicos.
    • Maior número de ovócitos obtidos por ciclo de estimulação.
    • Melhoria do nível de estradiol.
    • Melhor preparação do endométrio para a recepção dos embriões transferidos.
    • Melhores taxas de gravidez.

    Desvantagens

    A principal desvantagem é que a forma de actuação da hormona vária, isto é, segundo a sua concentração são produzidos efeitos diversos. Assim:

    • Níveis demasiado altos de LH podem inibir a síntese de estrógenos e afetar o processo de maturação dos ovócitos.
    • Níveis baixos de LH podem da origem a uma má e baixa resposta do ovário após a estimulação ovárica.

    Fármaco LH

    Existem dois tipos de LH segundo a forma de obtenção desta hormona para sua posterior utilização como um fármaco:

    • LH de origem urinária. A hormona é obtida a partir da purificação da urina de mulheres pós-menopáusicas. É a HMCG (gonadotrofina menopáusica humana) que contem 75 UI de FSH e 75 UI (unidades internacionais) de LH. Um destes fármacos é o Menopur.
    • LH de origem recombinante. A hormona é obtida graças a engenharia genética. A LH recombinante não contem FSH.
  • Indicações da FSH

    Indicações da FSH

    A FSH é um fármaco prescrito durante o processo de estimulação controlada da ovulação em tratamentos de reprodução assistida.

    Existem vários tipos de FSH apesar de a administração da FSH tradicional, obtida através da purificação da hormona em laboratório, ser mais comum. Existe, ainda, a FSH recombinante que é sintetizada de forma artificial mas que tem a mesma eficácia.

    Administração de fármacos com FSH

    A prescrição de fármacos que contêm a hormona estimulante dos folículos (FSH) está especialmente indicada nos seguintes casos:

    • Estimulação da ovulação em técnicas de reprodução assistida com o objectivo de conseguir que a paciente engravide.
    • Falhas repetidas do tratamento de estimulação ovárica com colmífero.
    • Mulheres com síndrome dos ovários policísticos .
    • Mulheres com níveis de LH elevados.
  • Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    A hormona FSH ou hormona estimulante dos folículos é um tipo de hormona gonadotrofina produzida pela hipófise e libertada tanto por homens quanto por mulheres. Em ambos os sexos a sua função é regular o ciclo reprodutivo.

    Esta hormona está encarregue da secreção de estrogénios e estimula os folículos para que esses se desenvolvam e cresçam dentro do ovário, daí o seu nome: hormona estimulante dos folículos.

    Estimulação folicular por FSH

    No âmbito da reprodução assistida esta hormona é utilizada como um fármaco prescrito durante o processo de estimulação da ovulação em técnicas de inseminação artificial, fertilização in vitro convencional e ICSI com o objectivo de induzir nos ovários um aumento do número de folículos em crescimento e de estimular o seu amadurecimento.

    Indicações

    A prescrição de FSH como um fármaco utilizado em reprodução assistida está indicada nos seguintes casos:

    • Mulheres com síndrome do ovário policístico.
    • Falhas anteriores na estimulação ovárica com outros fármacos.
    • Mulheres com níveis de LH elevados no plasma sanguíneo.

    Vantagens

    As vantagens da utilização da FSH para estimular a produção de óvulos em mulheres em tratamento de reprodução são:

    • A FSH, especialmente a recombinante, tem poucos efeitos secundários, já que é purificada.
    • A FSH produz vários folículos homogéneos com um bom número de ovócitos em cada estimulação.
    • A FSH é altamente eficaz. Uma pequena dose desta hormona é o suficiente para estimular correctamente o ovário.

    Fármacos de FSH

    Desvantagens

    As desvantagens da utilização deste fármaco em ciclos de reprodução assistida são as seguintes:

    • Se a dose de FSH não estiver bem regulada pelo médico pode produzir o síndrome da hiperestimulação ovárica.
    • Gestações múltiplas. Devido ao desenvolvimento de mais de um folículo este tipo de gestação pode ocorrer sobretudo no âmbito de tratamentos de inseminação artificial.
    • Alto custo económico, especialmente da FSH recombinante que tem um preço mais elevado que a FSH de origem urinária.

    Fármaco FSH

    Dependendo da sua origem, existem duas formas de obtenção da FSH para utilização como um fármaco. Essas formas são:

    FSH urinária

    Esta é a forma tradicional de obtenção de uma grande quantidade de FSH. A hormona é obtida através da purificação da urina de mulheres na menopausa. As mulheres na menopausa não desenvolvem mais folículos, logo, têm uma alta concentração de FSH na sua urina.

    Existem dos tipos de FSH de origem urinária:

    • A hMG: gonadotrofina menopáusica humana que contem 75 UI (unidades internacionais) de FSH e 7 5UI de LH. Um desses fármacos é apelidado de Menopur.
    • A FSH altamente purificada. Este tipo de fármaco é quase completamente composto por FSH e por menos de 0.1 UI de LH.

    FSH recombinante

    A FSH de origem recombinante é obtida por meio de técnicas de engenharia genética. Neste caso os fármacos são compostos apenas por FSH. Estes fármacos são o Gonal e o Puregon.

    Existe um outro fármaco denominado Pergoveris, comercializado, por exemplo, em Espanha, que é uma mistura de várias gonadotrofinas e que contem 15 UI de FSH recombinante e 75 UI de LH recombinante.

  • Baixa Resposta do Ovário

    Baixa Resposta do Ovário

    Apesar das pacientes incluídas neste grupo serem muito diversas, todas cumprem os critérios característicos de uma baixa resposta ovárica:

    • A obtenção de um baixo número de folículos maduros ou de ovócitos recuperados.
    • Possuir baixos níveis de estradiol depois da estimulação da ovulação.

    A incidência destas características é de entre 7% e 24% em pacientes de FIV, percentagem que aumenta no casos de mulheres com mais de 40 anos.

    A idade é o factor relacionado com a reserva ovárica da mulher e com a sua fertilidade mais importante, já que existe uma relação inversamente proporcional entre sí: quando maior for a idade da mulher menor será a sua reserva ovárica. Considera-se que, até aos 31 anos, uma mulher possui uma boa reserva ovárica e uma boa capacidade de reprodução mas, a partir dessa idade, a probabilidade mensal de conceber diminui, chegando a ser de apenas um quarto aos 38 anos.

    Ovário

    A reserva ovárica pode ser estimada através da observação dos valores de FSH (hormona estimulante de folículos) entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Um valor elevado, de mais de 10-12 mUI/ml, é um indicador de que a mulher tem uma reserva ovárica reduzida.

    Alguns autores argumentam que os valores elevados de FSH não só indicam uma baixa resposta como também indicam uma má qualidade dos óvulos o que faz diminuir as  possibilidades da mulher engravidar.

    Determinar a baixa resposta do ovário

    Para determinar se existem uma baixa resposta ovárica há que avaliar, em conjunto, o ciclo menstrual da paciente, o número de folículos, o número de ovócitos, o protocolo de estimulação, a dose de gonadotrofinas administrada e a concentração de estradiol.

    -O número de folículos necessários para determinar a existência de uma baixa resposta vária de autor para autor. Alguns defendem que esse número deve ser menor de 3 e outros que deve ser menor de 6.

    -Quanto ao número de ovócitos, existem também várias opiniões. Contudo, o seu número é de entre 3 e 6 ovócitos recuperados.

    -Considera-se que existe uma baixa resposta ovárica quando se recupera um baixo número de ovócitos com doses de FSH inferior a 3000UI.

    – Quando a concentração de estradiol obtida é inferior a 500 pg/ml depois de seguido o protocolo de estimulação considera-se que existe uma baixa reserva ovárica.

    Factores de prognóstico de uma baixa resposta

    Existem diferentes factores que podem prever uma baixa resposta ovárica da paciente. Alguns desses factores são:

    • Idade.
    • FSH basal: um valor elevado é um indicador de uma baixa resposta.
    • Estradiol basal.
    • Quociente FSH/LH.
    • Inhibina B: níveis inferiores a 45 pgr/ml confirmam a existência de uma reserva ovárica reduzida.
    • Outros: volume ovárico, hormona anti mülleriana.
    • Ter tido um ciclo prévio com baixa resposta ovárica.

    Ovócitos recuperados

    Conversão de um ciclo de FIV em um ciclo de IA

    Um tratamento de FIV pode ser iniciado em casos onde a resposta ovárica é difícil de observar, em casos de infertilidade por factor masculino ou em casos em que a mulher quer utilizar os seus próprios óvulos. O protocolo de estimulação da paciente é posto em vigor e, depois de vários dias de estímulo com gonadotrofinas, observa-se o número de folículos que se desenvolveram.

    Nos casos em que apenas 1 ou 2 folículos desenvolvem-se, o ciclo de FIV pode ser convertido em um ciclo de inseminação artificial sempre que não exista um factor masculino severo. Esta pode ser uma opção válida para as pacientes com poucos folículos desenvolvidos.

    Alternativas para pacientes com baixa resposta ovárica

    Já que, em laboratório, um aspecto muito importante a ter em conta nos tratamentos de reprodução assistida é o número de ovócitos obtidos na punção folicular e o número de embriões que podem ser transferidos, há que considerar alternativas para aquelas pacientes que têm uma baixa resposta ovárica.

    Uma dessas alternativas é a doação de ovócitos. Uma mulher jovem doa os seus ovócitos a uma outra mulher e esses ovócitos são fertilizados com o esperma do parceiro da mulher receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para o útero da mulher receptora. É uma técnica simples e eficaz com boas taxas de sucesso.

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