Etiqueta: Hipófise

  • Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    A hormona FSH ou hormona estimulante dos folículos é um tipo de hormona gonadotrofina produzida pela hipófise e libertada tanto por homens quanto por mulheres. Em ambos os sexos a sua função é regular o ciclo reprodutivo.

    Esta hormona está encarregue da secreção de estrogénios e estimula os folículos para que esses se desenvolvam e cresçam dentro do ovário, daí o seu nome: hormona estimulante dos folículos.

    Estimulação folicular por FSH

    No âmbito da reprodução assistida esta hormona é utilizada como um fármaco prescrito durante o processo de estimulação da ovulação em técnicas de inseminação artificial, fertilização in vitro convencional e ICSI com o objectivo de induzir nos ovários um aumento do número de folículos em crescimento e de estimular o seu amadurecimento.

    Indicações

    A prescrição de FSH como um fármaco utilizado em reprodução assistida está indicada nos seguintes casos:

    • Mulheres com síndrome do ovário policístico.
    • Falhas anteriores na estimulação ovárica com outros fármacos.
    • Mulheres com níveis de LH elevados no plasma sanguíneo.

    Vantagens

    As vantagens da utilização da FSH para estimular a produção de óvulos em mulheres em tratamento de reprodução são:

    • A FSH, especialmente a recombinante, tem poucos efeitos secundários, já que é purificada.
    • A FSH produz vários folículos homogéneos com um bom número de ovócitos em cada estimulação.
    • A FSH é altamente eficaz. Uma pequena dose desta hormona é o suficiente para estimular correctamente o ovário.

    Fármacos de FSH

    Desvantagens

    As desvantagens da utilização deste fármaco em ciclos de reprodução assistida são as seguintes:

    • Se a dose de FSH não estiver bem regulada pelo médico pode produzir o síndrome da hiperestimulação ovárica.
    • Gestações múltiplas. Devido ao desenvolvimento de mais de um folículo este tipo de gestação pode ocorrer sobretudo no âmbito de tratamentos de inseminação artificial.
    • Alto custo económico, especialmente da FSH recombinante que tem um preço mais elevado que a FSH de origem urinária.

    Fármaco FSH

    Dependendo da sua origem, existem duas formas de obtenção da FSH para utilização como um fármaco. Essas formas são:

    FSH urinária

    Esta é a forma tradicional de obtenção de uma grande quantidade de FSH. A hormona é obtida através da purificação da urina de mulheres na menopausa. As mulheres na menopausa não desenvolvem mais folículos, logo, têm uma alta concentração de FSH na sua urina.

    Existem dos tipos de FSH de origem urinária:

    • A hMG: gonadotrofina menopáusica humana que contem 75 UI (unidades internacionais) de FSH e 7 5UI de LH. Um desses fármacos é apelidado de Menopur.
    • A FSH altamente purificada. Este tipo de fármaco é quase completamente composto por FSH e por menos de 0.1 UI de LH.

    FSH recombinante

    A FSH de origem recombinante é obtida por meio de técnicas de engenharia genética. Neste caso os fármacos são compostos apenas por FSH. Estes fármacos são o Gonal e o Puregon.

    Existe um outro fármaco denominado Pergoveris, comercializado, por exemplo, em Espanha, que é uma mistura de várias gonadotrofinas e que contem 15 UI de FSH recombinante e 75 UI de LH recombinante.

  • Gonadotrofina

    Gonadotrofina

    As gonadotrofinas são hormonas secretadas pela hipófise. GnRh é a hormona que se encarrega de estimular a hipófise para que essa produza as gonadotrofinas.

    São produzidas por homens e mulheres e, em ambos os casos, regulam o ciclo reprodutivo, apesar de terem diferentes concentrações e de regularem diversas ações próprias de cada sexo.

    Secreção de gonadotrofinas

    Estas hormonas são utilizadas como fármacos em tratamentos de reprodução assistida na mulher com o objectivo de estimular o ciclo menstrual e aumentar as probabilidades de gravidez.

    Existem três tipos de hormonas gonadotroficas: FSH, LH e hCG. Todas estão implicadas no ciclo menstrual da mulher mas cada uma actua de forma diferente num momento do ciclo diferente.

    Hormona estimulante dos folículos (FSH)

    A FSH é mais abundante durante a primeira metade do ciclo menstrual e está encarregue de estimular o crescimento dos folículos no ovário.

    Nos tratamentos de reprodução assistida a hormona FSH é prescrita durante a estimulação controlada da ovulação com a finalidade de aumentar o número de folículos e estimular o seu crescimento.

    Hormona luteinizante (LH)

    A LH está encarregue de produzir a ovulação na mulher. Depois de um pico elevado de LH, desencadeia-se no ovário a libertação do ovócito do interior do folículo e o óvulo é libertado nas trompas de Falópio.

    Esta hormona é utilizada durante o processo de estimulação controlada da ovulação com a finalidade de reproduzir as condições de uma ovulação natural.

    Gonadotropina coriónica humana (HCG)

    A HCG estimula o amadurecimento do óvulo e tem um papel fundamental na gravidez, já que, entre outras funções, está encaregue de formar a placenta.

    A medição desta hormona é utilizada como um indicador de uma gravidez. A sua concentração é diferente ao longo de uma gravidez, logo, fornece informações sobre as semanas de gestação.

    A hormona HCG é prescrita no âmbito dos tratamentos de reprodução assistida cerca de 32 ou 36 horas antes da punção ovárica  com o objectivo de desencadear a ovulação.

  • Hormonas Sexuais

    Hormonas Sexuais

    Estas hormonas estão encarregues de regular o ciclo reprodutivo nas mulheres e nos homens. Actuam regulando as acções das gónadas masculinas (testículos) e das gónadas femininas (ovários e endométrio).

    Tanto homens quanto mulheres possuem a maior parte destas hormonas mas em quantidades diferentes. Por exemplo, a testosterona e os andrógenos são hormonas sexuais tipicamente masculinas mas que as mulheres também possuem em pequenas quantidades.

    Eixo hipotálamo-hipófise

    Eixo hipótamo-hipófise

    A produção hormonal é feita através de sinais enviados pelo cérebro até as glândulas. No caso das hormonas reprodutivas, essas são secretadas pela hipófise através da acção do hipotálamo que está encarregue de várias funções vegetativas.

    A hipófise encontra-se unida ao hipotálamo através do infundíbulo e está dividida anatómica e funcionalmente em duas partes:

    • Adeno – hipófise. Secreta as hormonas que controlam o funcionamento de outras glândulas endócrinas sempre que estimuladas pelas hormonas do hipotálamo.
    • Neuro- Hipófise. Liberta hormonas na corrente sanguínea.

    Hormonas sexuais masculinas

    Nesta secção focaremos nos testículos e nos tubos ou túbulos seminíferos, isto é, estruturas testiculares internas onde os espermatozóides são produzidos.

    • Hormona FSH (hormona foliculoestimulante). Está encarregue de regular a acção das células de Sertoli (um tipo de células dos tubos seminíferos).
    • Hormona LH (hormona luteína). Regula a acção das células de Leydig (outro tipo de células dos tubos seminíferos).
    • Testosterona. É uma hormona proveniente do estradiol e que está encarregue do desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino (pénis e testículos) e do aparecimento de características sexuais secundárias.

    Ovário e útero estimulados por hormonas

    Hormonas sexuais femininas

    Existem hormonas encarregues de criar os órgãos genitais femininos e que actuam durante o ciclo menstrual. Essas hormonas são:

    • Estrogénio. É a hormona feminina por excelência, já que está encarregue do desenvolvimento do aparelho reprodutor feminino (ovários, útero e vagina) e do aparecimento do ciclo menstrual.
    • Progesterona. Produz o engrossamento do endométrio durante o ciclo menstrual para que, no caso de haver fertilização, o embrião possa implantar-se no útero.
    • Hormona FSH. Estimula os folículos para que amadureçam. Os folículos são estruturas dos ovários que contêm no seu interior os ovócitos ou óvulos.
    • Hormona LH. Durante o ciclo menstrual têm níveis baixos mas no 14º dia dá-se um pico de LH que desencadeia a libertação dos ovócitos, isto é, a ovulação.
  • Fases do Ciclo Menstrual

    Fases do Ciclo Menstrual

    Ciclo menstrual é o período de aproximadamente 28 ou 30 dias durante os quais a mulher experiencia mudanças no seu corpo devido as hormonas que, todos os meses, preparam a parede interna do útero para uma possível gravidez.

    Dentro do ciclo menstrual existem dois processos importantes e relacionados entre si:

    • Ovulação. É o processo através do qual um óvulo maduro liberta-se do ovário. Habitualmente, em cada ciclo há a maduração de um único óvulo dentro do denominado folículo de Graaf. Este óvulo sai do ovário e entre nas trompas de Falópio. Simultaneamente o útero prepara-se para a recepção e implantação do óvulo fertilizado através do engrossamento do endométrio.
    • Menstruação. No caso dos espermatozóides não alcançarem e fertilizarem o óvulo, o endométrio sofre uma descamação dando origem a menstruação.

    Hormonas no ciclo menstrual

    Hormonas responsáveis

    Todo este processo é hormonalmente controlado pela hipófise. Esta glândula do cérebro é estimulada pelos denominados “factores de libertação de gonadotrofinas” e é responsável pela libertação das hormonas responsáveis pelo funcionamento do ovário, isto é, a hormona estimulante dos folículos (FSH) e a hormona lutinizante (LH).

    Tendo os níveis hormonais como base podemos dividir o ciclo menstrual em várias fases:

    Fase folicular

    As mulheres na puberdade têm aproximadamente 3000.000 estruturas microscópicas no ovário conhecidas como “folículos primordiais”.

    Durante a fase pré-ovulação do ciclo o aumento de FSH faz com que vários desses folículos comecem a crescer e migrem até a superfície do ovário. O crescimento dos folículos produz o aumento de uma outra hormona chamada estradiol cuja função é bloquear a produção de FSH pela hipófise para que apenas um dos folículos complete o seu desenvolvimento total. O crescimento dos restantes folículos é bloqueado. O folículo dominante é chamado de folículo de Graaf e produz outras hormonas que actuam sobre o útero, fazendo com que o endométrio prolifere e facilitando a posterior implantação do embrião.

    Fase folícular

    Fase da ovulação

    Até metade do ciclo (14º-15º dia) a hipófise produz uma subida dos níveis de LH que provoca a ruptura do folículo de Graaf, permitindo que o óvulo maduro saia do ovário em direcção as trompas. Este processo é denominado de ovulação.

    No caso de ter havido uma relação sexual, este óvulo libertado pode ser fertilizado pelos espermatozóides presentes nas trompas de Falópio.

    Fase luteína ou fase lútea

    Nesta fase pós-ovulação o folículo roto transforma-se num corpo amarelo denominado “corpo lúteo”. Este corpo é o responsável pela produção de estrogénio e progesterona, hormonas que vão actuar sobre o endométrio.

    A progesterona modifica a mucosa cervical no colo do útero tornando-o impenetrável para os espermatozóides. Actua, também, sobre as paredes do útero que se tornam esponjosas e grossas devido ao maior fluxo sanguíneo e que ficam, assim, preparadas para receber o óvulo fertilizado.

    O corpo lúteo produz estas duas hormonas até a oitava semana de gestação e , a partir desse momento, é a placenta que as produz.

    Óvulo não fertilizado

    Óvulo não fertilizado

    No caso do óvulo libertado não ser fertilizado pelos espermatozóides, o corpo lúteo desaparece, logo, a produção de estrogénio e progesterona diminui gradualmente. Isto faz com que o endométrio escame e seja eliminado pela vagina na forma de um sangramento – menstruação.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

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