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  • Indicações da Inseminação Artificial

    Indicações da Inseminação Artificial

    Antes de falar sobre as indicações da inseminação artificial é importante diferenciar entre os seus diferentes tipos: a inseminação artificial conjugal (IAC) e a inseminação artificial com sémen de dador (IAD).

    Inseminação artificial conjugal (IAC)

    A inseminação artificial com o sémen do parceiro é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    Problemas de fertilidade masculina. Esta técnica é utilizada quando existem alterações nos parâmetros do sémen (factor de sémen) ou quando existe incapacidade para completar a relação sexual (factor pós-testicular).

    Problemas de fertilidade feminina. Esta técnica é utilizada em casos de infertilidade por factor cervical, por factor uterino, por alterações na ovulação ou por endometriose leve.

    Problemas de esterilidade de origem desconhecida. 20% dos casos de infertilidade são classificados como esterilidade de origem desconhecida, isto é, a causa da esterilidade não é conhecida, logo, o tratamento também não o é. Actualmente, pelo menos um em cada dez casais tem dificuldades em engravidar por causas desconhecidas.

    Problemas de esterilidade imunológica com um nível baixo de anticorpos anti espermatozóides. Num número reduzido de casais existe uma incompatibilidade entre os espermatozóides e o aparelho reprodutor feminino. Isto deve-se, geralmente, a presença de anticorpos fabricados pela mulher que actuam contra os espermatozóides do homem.

    Indicações da IA

    Inseminação artificial com sémen de dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador costuma ser utilizada em casos de esterilidade masculina grave.

    Também é utilizada com o fim de evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, e em casos de possíveis transmissões de doenças hereditárias por parte do homem que não podem ser detectadas mediante um diagnóstico genético pré-implantação.

    Cada vez existem mais mulheres que decidem ser mães solteiras. Se a idade da mulher é inferior a 35 anos e se não há qualquer alteração na sua fertilidade, este tratamento é o escolhido.

    Espermatozóides e óvulo
    No caso das mulheres homossexuais, sempre que, como no caso anterior, tenham menos de 35 anos e não tenham problemas de fertilidade esta técnica é, também, utilizada.

  • Depois da Inseminação Artificial

    Depois da Inseminação Artificial

    Posso levar uma vida normal após ter realizado uma inseminação artificial?

    Os especialistas em reprodução assistida recomendam que SIM.

    A inseminação artificial é uma das técnicas de reprodução assistida mais simples, assim que, independentemente do tipo de inseminação escolhido – inseminação artificial conjugal ou inseminação artificial com sémen de dador – não é necessária uma medicação hormonal muito forte, logo, os efeitos secundários desta técnica são menores e mais suaves.

    Repouso

    Após a realização da inseminação, os trabalhadores da clínica escolhida deverão informar a paciente sobre o que deve fazer e sobre o tipo de vida que deve seguir.

    Entre outros, o casal é aconselhado a manter relações sexuais entre oito e doze horas depois da inseminação pois isso favorecerá as contracções uterinas e, consequentemente, a subida dos espermatozóides que foram depositados no útero até as trompas de Falópio onde devem encontrar-se com o ovócito que será fertilizado.

    Este método, dada a sua simplicidade, não requer repouso algum. Assim, a paciente pode continuar a desenvolver a sua actividade diária habitual. Pode sair, passear, conduzir, trabalhar e até nadar na praia ou na piscina. Contudo, na medida do possível, esforços físicos extremos devem ser evitados.

    Teste de gravidez

    O teste de gravidez será realizado num momento indicado pelo ginecologista, normalmente cerca de quinze dias depois da inseminação. O teste de gravidez é um teste normal de sangue ou de urina. Ambas as formas de determinar uma gravidez são igualmente fiáveis.

    No caso da paciente sofrer algumas perdas de sangue antes da realização do teste de gravidez nunca deve deixar de tomar a medicação que iniciou depois da inseminação. Deve contactar o seu médico para que esse lhe diga o que fazer.

    No caso de o teste de gravidez ser negativo, um novo ciclo de inseminação pode ser logo iniciado. Neste caso o ginecologista irá prescrever uma nova medicação para que a segunda tentativa de inseminação possa começar.

    Teste de gravidez após IA

    É muito raro, mas possível, que a paciente sinta algum desconforto na zona vaginal. Quando isto acontece a paciente deve contactar os especialistas para que esses a aconselhem.

    Apesar de as complicações derivadas da inseminação serem raras, é importante que a paciente continue a urinar normalmente. Se isto não acontecer, deve contactar a clínica de reprodução. A ingestão de líquidos em abundância e de sal em pouca quantidade é, também, recomendada.

    Por ser uma técnica simples e com menos custos a inseminação artificial é, sempre que possível, o tratamento de reprodução assistida aconselhado.

  • Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    A inseminação artificial conjugal (IAC) também denominada de inseminação artificial homóloga (IAH) é um tipo de inseminação na qual o sémen utilizado é o do parceiro ou conjuge.

    Este é o tipo de inseminação mais utilizado porque, apesar das dificuldades em engravidar que alguns casais enfrentam, conseguem faze-lo através desta técnica que é a mais simples e menos invasiva de todas as técnicas de reprodução assistida.

    Espermatozóides

    O processo de IAC consiste na estimulação suave e controlada da mulher com o objectivo de que esta produza mais do que um óvulo e na selecção, feita em laboratório, dos melhores espermatozóides do parceiro. Os espermatozóides escolhidos são inseridos numa cánula e introduzidos no útero da mulher quando esta está ovulando. Desta forma as probabilidades de fertilização do óvulo são maiores.

    Taxa de gravidez

    O êxito da inseminação artificial é determinado pelo número de gravidezes conseguidas. As probabilidades de uma mulher engravidar após apenas um ciclo de IAC vária entre os 15% e os 25% dependendo das condições de fertilidade de ambos os membros do casal.

    Se o resultado da primeira IAC é negativo, a realização de um novo ciclo de inseminação é aconselhada. Vários estudos demostram que é aconselhável realizar até 4 inseminações seguidas para que as possibilidades de êxito aumentem. Uma quinta tentativa não faria sentido porque as probabilidades de gravidez não aumentam. Neste caso, uma outra técnica de reprodução assistida deve ser aplicada.

    A taxa de IA é acumulativa, e as suas percentagens são as seguintes:

    • Após um ciclo de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 15% e os 25%.
    • Após dois ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 30% e os 35%.
    • Após três ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 38% e os 42%.
    • Após quatro ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 50% e os 60%.

    Inseminação de um óvulo

    O facto de não conseguirem uma gravidez após a primeira tentativa de inseminação artificial é muito frustrante para vários casais que se decepcionam e decidem abandonar o tratamento. O principal objectivo dos especialistas é fazer com que os casais compreendam que é muito importante realizarem até quatro inseminações seriadas com o objectivo de conseguir uma gravidez. A luta contra a infertilidade é longa e complicada mas os casais não devem desistir.

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