Categoria: Reprodução Assistida

  • Processo de ICSI

    Processo de ICSI

    O processo de ICSI é composto por passos iguais aos da fertilização in vitro, a única diferença entre estes dois métodos é a forma como a inseminação dos ovócitos é feita.

    O processo completo da técnica de ICSI é o seguinte:

      • Estimulação controlada da ovulação. Uma série de hormonas são administradas para que os ovários da mulher produzam mais do que um ovócito maduro. Graças a esta administração hormonal é possível controlar o ciclo menstrual da mulher.
      • Punção folicular. Trata-se da extracção dos ovócitos maduros através de uma punção vaginal guiada por ecografias.
      • Recolha e preparação do sémen. Este tipo de tratamento não requer tantos espermatozóides como a FIV, uma vez que é o biólogo quem, através de um microscópio com um micromanipulado, escolhe os espermatozóides de melhor qualidade. Se na amostra existirem muitos espermatozóides torna-se mais complicado escolher o que vai ser injectado.
      • Inseminação dos ovócitos. O espermatozóide idóneo é escolhido e inserido no interior do ovócito através da utilização de uma agulha.
      • Cultivo embrionário. O desenvolvimento e evolução dos embriões é observado e controlado.

    ICSI

    • Transferência dos embriões. Esta transferência costuma ser feita no 3º dia de desenvolvimento dos embriões. Se há um historial de tratamentos de reprodução falhados ou se foi feito um DGP, esta transferência pode ser levada a cabo apenas no 5º dia.
    • Congelamento dos embriões. Se existirem mais embriões de qualidade esses são congelados para, se necessário, serem utilizados posteriormente.
  • Gravidez Ectópica

    Gravidez Ectópica

    É denominada de gravidez ectópica qualquer implantação embrionária fora da cavidade uterina, isto é, quando o óvulo já fertilizado ao descer pela trompa de Falópio não chega ao útero materno que é o lugar adequado para a sua implantação e desenvolvimento. Nestes casos o embrião implanta-se num outro tecido diferente.

    Em 95% dos casos, as gravidezes ectópicas localizam-se na trompa e são apelidadas de gravidezes tubárias. Existem outros lugares menos comuns onde o embrião pode implantar-se como o ovário, a cavidade abdominal ou o canal cervical.

    Este tipo de gravidez é a causa mais frequente da mortalidade materna durante o primeiro semestre de gestação. A taxa de mortalidade é de 1.8 mortes em cada 1.000 gravidezes ectópicas, sendo a frequência da gravidez ectópica de 1 em cada 100 gravidezes, isto é, 1%.

    A frequência das gravidezes ectópicas aumentou nos últimos 20 anos devido, em primeiro lugar, aos avanços médicos que permitem detectar este tipo de gravidez com mais facilidade. Este aumento deve-se, também, ao aparecimento de novos factores de risco como o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida.

    Mortalidade por gravidez ectópica

    Causas da gravidez ectópica

    Qualquer alteração que impeça ou diminua a movimentação do óvulo através da trompas aumenta o risco de uma gravidez ectópica:

    • Defeito congénito nas trompas de Falópio.
    • Cicatrização depois de uma ruptura do apêndice.
    • Endometriose.
    • Gravidezes ectópicas anteriores.
    • Cicatrização por cirurgia.

    Em alguns casos a causa da gravidez ectópica é desconhecida e pensa-se que as hormonas podem ter um papel importante neste tipo de gravidez.

    Sintomas da gravidez ectópica

    Quando a implantação do embrião acontece num outro tecido que não o útero pode não apresentar nenhuns sintomas durante a etapa inicial, contudo, e a medida que o embrião desenvolve-se, alguns sintomas costumam manifestar-se. Esses sintomas são: dores abdominais agudas, sangramento vaginal, náuseas, etc.

    Estes sintomas podem piorar se o embrião rompe a trompa de Falópio dando origem a uma hemorragia interna que pode, inclusivamente, ser fatal para a mulher.

    É, então, importante diagnosticar este tipo de gravidez rapidamente para que seja possível evitar complicações graves e para que o tratamento não seja demasiado agressivo.

    Diagnóstico da gravidez ectópica

    Os dois métodos de diagnóstico de uma gravidez ectópica mais importantes são a determinação da hormona beta-HCG e a ecografia.

    Uma das vantagens das técnicas de reprodução assistida é a rapidez do diagnóstico. Se o teste de gravidez de sangue for positivo a gravidez é confirmada por uma ecografia que permite detectar a presença de algum saco embrionário.

    Se nenhum saco embrionário é detectado no útero e o teste de gravidez for positivo, há que ter em conta a possibilidade de existir uma gravidez ectópica que deve ser confirmada através de novas análises de sangue que detectem a hormona HCG e outros marcadores bioquímicos como a progesterona e a proteína placentária, entre outros.

    Gravidez ectópica. Análises de sangue

    Tratamento de uma gravidez ectópica

    Muitas gravidezes ectópicas acabam por resolverem-se sem intervenção médica na forma de um aborto precoce, geralmente um aborto tubário. Se este não é o caso, a gravidez pode ser resolvida através de uma cirurgia ou tratamento médico com fármacos quimioterapéuticos.

    A eleição médica de um tratamento e não de outro é feita segundo testes diagnósticos e segundo os sintomas que a paciente apresenta. A paciente deve ser sempre informada das vantagens e dos inconvenientes de cada tratamento.

    Também há que ter em conta o impacto psicológico que a perda precoce de uma gravidez pode ter para a mulher e seu parceiro.

  • Gestação Múltipla

    Gestação Múltipla

    A gestação múltipla é uma gravidez considerada de risco, uma vez que existem mais probabilidades de complicações. As gestações múltiplas são gravidezes de gémeos, trigémeos, quadrigémeos, etc.

    Estas gestações não são muito comuns mas podem ocorrer, por vezes, depois de um tratamento de fertilidade quando há a implantação de mais de um embrião. A medicina reprodutiva tem tentado travar a proliferação deste tipo de gestações.

    Maior controlo médico

    Como ocorre uma gestação múltipla?

    A gestação múltipla produz-se como consequência de vários processos que determinam o tipo de gémeos:

    • Gémeos univitelinos ou idênticos. Surgem da divisão do mesmo óvulo. Os bebés possuem a mesma carga genética, o mesmo sexo e um aspecto físico muito semelhante. 30% das gestações múltiplas são gestações de gémeos idênticos.
    • Gémeos bivitelinos ou fraternos. Surgem da fertilização de mais de um óvulo com diferentes espermatozóides. Os gémeos apresentam as semelhanças físicas comuns entre irmãos e podem não ser do mesmo sexo. 70% dos casos de gestações múltiplas são de gémeos fraternos.

    Factores que favorecem a gestação múltipla

    Existem diversos factores que podem favorecer a concepção de uma gestação múltipla, como:

    • Hereditariedade. Quando a mulher tem antecedentes deste tipo de gestações na sua família pode ter uma gestação múltipla. Não é certo que este tipo de casos salte uma geração mas é possível que ocorra.
    • Idade da mulher. Quando a mulher tem mais de 30-35 anos no momento da concepção, a probabilidade de ter uma gestação múltipla é maior.
    • Reprodução assistida. Como já comentamos anteriormente, os tratamentos de fertilidade são os responsáveis por muitos casos de gestação múltipla. Não obstante, a medicina reprodutiva tem tentado diminuir o número deste tipo de gestações.
    • Depois da toma contínua de medicamentos anticonceptivos. Alguns estudos apontam para um possível aumento das probabilidades de uma gestação múltipla depois da toma da pírula anticonceptiva durante vários anos.

    As gestações múltiplas têm uma série de sintomas distintos aos de uma gravidez individual. Por exemplo, as mulheres gravidas de gémeos costumam sentir mais náuseas e enjoos e o tamanho do seu útero é maior.

    Riscos da gestação múltipla

    Este tipo de gestações costuma abarcar uma série de riscos para a mulher. Alguns desses riscos são:

    • Parto prematuro.
    • Pré-eclampsia.
    • Baixo peso dos bebés.
    • Diabetes gestacional.
    • Alterações cromossómicas.
    • Síndrome da transfusão feto-fetal. Produz-se quando um feto recebe mais sangue que o outro.

    Recomendações

    A mulher gravida de gémeos, trigémeos ou mais deve ter em conta uma série de recomendações para que a sua gravidez desenvolva-se sem complicações. Algumas dessas recomendações são as seguintes:

    • Repouso. É provável que a mulher requeira um ambiente mais tranquilo.
    • Controlo médico. Um maior número de ecografias deve ser feito e as visitas ao médico devem ser mais frequentes que o habitual. Um diagnóstico precoce da gestação múltipla é importante para o planeamento do parto.

    Depois do nascimento das crianças, a mãe precisará de toda a ajudar disponível para poder cuidar dos bebés.

  • Indicações do DGP

    Indicações do DGP

    O diagnóstico genético pré-implantação é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma doença genética hereditária.
    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma anomalia genética.
    • Fracasso repetido de diversos ciclos de fertilização in vitro convencional ou ICSI.
    • Fracasso repetido do processo de implantação do embrião.
    • Abortos espontâneos de repetição.

    • Idade materna avançada. A percentagem de embriões geneticamente anómalos aumenta de forma proporcional à idade da mulher. Nos casos de mulheres com mais de 35 anos 34% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias. Em mulheres com mais de 40 anos 52% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias (aneuploidia é uma célula com um número incorrecto de cromossomas).
    • Antecedentes de uma gravidez aneuploidia prévia.
    • Esterilidade masculina que requer a aspiração dos espermatozóides do epidídimo ou a extracção dos espermatozóides dos testículos. Estas intervenções estão indicados nos casos em que não é possível encontrar espermatozóides no sémen ejaculado (azoospermia).
  • Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    A ICSIS é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos de problemas de esterilidade:

    • Esterilidade masculina. Esta técnica é utilizada quando existem casos de azoospermia, criptozoospermia, astenozoospermia, teratozoospermia, oligoastenozoospermia, oligoastenoteratozoospermia, homens que tenham feito uma vasectomia, homens com doenças infecciosa, homens com sémen congelado antes de um tratamento de radioterapia ou quimioterapia e de homens que não conseguem ejacular normalmente.

    • Esterilidade feminina. Esta técnica é utilizada quando há a obtenção de um baixo número de ovócitos depois da punção ovariana ou quando esses ovócitos são de má qualidade.

    • Vários ciclos de fertilização in vitro falhados.
    • Falha na fertilização dos ovócitos num processo de FIV convencional.
    • Microinjecção de ovócitos não fertilizados com FIV convencional.
    • Amadurecimento in vitro de ovócitos ainda não maduros.
    • Realização do diagnóstico genético pré-implantação por alterações genéticas do casal ou por necessidade de conhecer os embriões geneticamente normais.
    • Esterilidade imunológica com baixo número de anticorpos anti-espermatozódes e após o fracasso de diversos ciclos de inseminação artificial ou esterilidade imunológica com alto número de anticorpos anti-espermatozóides.
  • Cultura de Embriões

    Cultura de Embriões

    No âmbito das técnicas de fertilização in vitro e ICSI a cultura dos embriões é imprescindível.

    O óvulo fertilizado transforma-se em um embrião. A evolução de todos os embriões é observada e controlada para que seja possível determinar a qualidade embrionária e decidir quais os embriões que devem ser transferidos para o útero materno.

    Dois dias depois da punção folicular e da inseminação dos ovócitos , os embriões já misturaram a informação genética do pai e da mãe (pronúcleos) e já se dividiram entre 2 e 4 células.

    Nesta fase o embrião é denominado de zigoto e, quando se encontra dividido em 4 células começa a expressar os seus próprios genes.

    Três dias depois da fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos entre 6 e 8 células e estão preparados para o consumo de glicose na cavidade uterina.

    Quatro dias depois, o embrião encontra-se na fase de mórula e está divido em 16-32 células.

    Cinco dias depois, o embrião está divido em até 100 células e o seu estado é denominado de blastocisto.

    Seis dias depois dá-se o hatching ou eclosão, isto é, a massa interna do embrião sai do interior deste para fixar-se ao endométrio da cavidade uterina da mulher.

    Sete dias depois dá-se a implantação do embrião no útero materno através da interacção entre a massa celular interna do embrião e o endométrio.

    A cultura de embriões é, normalmente, feito no segundo ou terceiro dia depois da punção folicular ou até no quinto dia. Isto se decide em função do problema apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados, da evolução dos embriões em ciclos de fertilização in vitro, etc.

  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Número de Tentativas na Reprodução Assistida

    Número de Tentativas na Reprodução Assistida

    A taxa de abandono dos tratamentos de reprodução assistida por parte de casais que desejam ter filhos é muito elevada, pois, depois de uma ou várias tentativas falhadas os casais dão-se como vencidos. Os motivos desta desistência não são só os altos custos dos tratamentos, mas também o alto desgaste emocional e a pressão que alguns casais não são capazes de suportar. Por este motivo é importante planear antes do início do tratamento quantas tentativas o casal pretende realizar.

    A verdade é que praticamente 50% dos casais que recorrem à centros de fertilidade desistem depois de uma primeira tentativa. Em alguns casos o motivo da desistência é puramente económico mas, na maior parte das vezes, outras circunstâncias como o stress e a ansiedade fazem com que o casal desista do tratamento.

    Abandono dos tratamentos de reprodução

    Definição

    Entendemos como tentativas de reprodução assistida as vezes que um casal se submete a qualquer uma das técnicas que têm como finalidade ajudar a mulher a engravidar. As técnicas podem variar das mais simples como a inseminação artificial até as mais sofisticadas como a ICSI.

    A inseminação artificial consiste, basicamente, em depositar no útero da mulher uma pequena quantidade de sémen que foi previamente capacitado. Este procedimento selecciona os espermatozóides de melhor mobilidade. A inseminação artificial pode ser feita com sémen do parceiro (IAC) ou com sémen de um dador (IAD) no caso de casais homossexuais, mulheres solteiras ou quando o sémen do homem do casal não reúne as condições necessárias.

    A fertilização in vitro é feita, como o seu nome indica, em laboratório. Trata-se da estimulação da ovulação da mulher mediante a utilização de fármacos para que seja possível conseguir um número razoável de ovócitos maduros que são extraídos dos ovários através de uma punção folicular e que, posteriormente, são deixados em cultivo juntamente com os espermatozóides seleccionados.

    A microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é mais sofisticada que a fertilização in vitro pois, em vez de esperar que a fertilização ocorra, um espermatozóide é directamente inserido no interior de cada ovócito maduro. A ICSI pode ser feita com sémen do parceiro ou com sémen de um dador, bem como com ovócitos da paciente ou ovócitos doados.

    Esperança em casos de infertilidade

    A esperança nos casos de infertilidade

    Muitos dos casais que se submetem a um tratamento de reprodução assistida abandonam esse tratamento depois de uma tentativa falhada.

    Está provado de que cerca de 30% dos casais sofrem de stress e ansiedade mas é preciso ter em conta que as probabilidades de êxito dos tratamentos de reprodução é acumulativa e aumenta com a segunda e terceira tentativa.

    Para além do stress há que ter em conta o factor económico. O custo de uma inseminação artificial costuma oscilar entre os €800 e os 1.200€, enquanto que uma técnica in vitro tem um custo de, pelo menos, 4.000€. Se forem utilizadas gametas doadas, o custo do tratamento aumenta consideravelmente.

  • Repouso depois de uma Fertilização in Vitro

    Repouso depois de uma Fertilização in Vitro

    A principal dúvida de uma mulher após submeter-se a um fertilização in vitro (FIV) e após a transferência de embriões é se deve repousar ou não.

    Alguns ginecologistas recomendam que as mulheres façam um repouso absoluto, porém existem vários estudos que comprovam que o repouso absoluto não só não é necessário como pode ser contra produtivo.

    Sempre que não seja um caso especial onde o repouso esteja especificamente recomendado, após a transferência de embriões no âmbito da fertilização in vitro a mulher não deve fazer repouso.

    No momento da transferência, os embriões seleccionados são introduzidos através de uma cânula no útero da mulher. Esta técnica não é dolorosa e não requer nenhuma anestesia. Após permanecer em repouso por 15 ou 25 minutos na clínica, a mulher já pode continuar com a sua vida normal.

    Evitar stress

    Depois da FIV a mulher não necessita pedir baixa médica nem precisa limitar as suas actividades diárias apesar de não dever fazer esforços físicos intensos. A mulher pode ir ao ginásio, trabalhar, passear, ir as compras, etc…

    Estar 20 dias de repouso pode ser complicado sobretudo para as mulheres mais activas, logo é contra produtivo porque faz aumentar o stress e a ansiedade. Durante o período de espera a mulher deve manter-se activa e ocupada, de forma a evitar o stress.

    As mulheres que não têm problemas de fertilidade e conseguem engravidar de forma natural não costumam saber em que momento exacto engravidaram, logo, não fazem qualquer tipo de repouso nem limitam as suas actividades diárias.

  • Problemas da Fertilização in Vitro

    Problemas da Fertilização in Vitro

    Os principais problemas associados a fertilização in vitro podem derivar da estimulação da ovulação ou da própria gravidez.

    Os riscos derivados da estimulação são:

    • Síndrome da hiperestimulação ovariana.
    • Gestações múltiplas. Em ciclos onde dois embriões são transferidos a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões a probabilidade da mulher engravidar de gémeos é de 12% e de trigémeos de 3%.

    Gravidez ectópica

    Os riscos derivados da gravidez são:

    • Aborto natural. Calcula-se que um aborto natural acontece em 20-22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gestação.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística mostra que entre 2 e 5 mulheres em cada 100 submetidas a fertilização in vitro têm uma gravidez ectópica. Nas gravidezes conseguidas de forma natural esta percentagem é de cerca de 1.5%.
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