Categoria: Reprodução Assistida

  • Vantagens da Fertilização in Vitro

    Vantagens da Fertilização in Vitro

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida cuja principal característica é a que a fertilização do óvulo pelo espermatozóide é feita fora do corpo da mulher, isto é, é feita em laboratório. Posteriormente, depois do cultivo dos embriões, a transferência embrionária é executada.

    A principal vantagem da FIV é a sua alta taxa de êxito, de cerca de 50% por cada ciclo e a sua taxa acumulada de 90% de êxito depois de 3 ciclos. A técnica pressupõe a intervenção humana durante o processo de fertilização, logo, mesmo perante problemas de infertilidade masculina ou femininas mais graves é possível que a mulher engravide.

    A fertilização in vitro é menos invasiva que outras técnicas de reprodução assistida já que, apesar da intervenção humana, o espermatozóide tem de penetrar o óvulo sozinho e pelos seus próprios meios.

    Outra vantagem importante é o facto de que esta é uma técnica antiga. Em 1978 nasceu a primeira criança através desta técnica que, posteriormente, engravidou de forma natural. A eficácia desta técnica está mais do que comprovada e os riscos que podem surgir foram exaustivamente estudados e minimizados. Existem muitas clínicas de reprodução assistida que executam esta técnica diariamente e, graças a ela, milhões de crianças nasceram em todo o mundo.

  • Espera do Resultado da Fertilização in Vitro

    Espera do Resultado da Fertilização in Vitro

    Os casais que desejam ter filhos e que não o conseguem de forma natural, recorrem à centros de fertilidade. Nestes centros é recomendado ao casal um tratamento de reprodução assistida segundo os seus historiais médicos e o grau da sua infertilidade.

    Espera do resultado da FIV

    Uma das técnicas mais recomendadas pelos especialistas é a fertilização in vitro (FIV) que consiste na extracção, através de uma punção, dos ovócitos, na fertilização desses ovócitos em laboratório e na posterior implantação dos embriões no útero da mulher.

    Tempo de espera da FIV

    Depois da transferência dos embriões para útero da futura mãe, é a implantação desses embriões que ditará se o tratamento teve sucesso ou não. A implantação produz-se quando o embrião fixa-se ao útero. No caso de não haver implantação, perdem-se os embriões e o tratamento não tem êxito.

    Depois da transferência dos embriões a mulher pode continuar com a sua vida. Contudo, recomenda-se que não faça demasiados esforços físicos e que repouse um pouco.

    Desde o momento da realização da transferência até ao momento de saber se a FIV funcionou, isto é, até ao momento de saber se a mulher está gravida, é necessário esperar cerca de duas semanas. Esta espera pode ser muito angustiante para o casal que aguarda ansioso pelo resultado do tratamento.

    Conselhos para facilitar a espera

    É difícil controlar as emoções durante o período de espera dos resultados do tratamento.

    Emoções durante o período de espera dos resultados de uma FIV

    É habitual que, durante este período, as mulheres estejam mais atentas as mudanças do seu corpo, preocupando-se se não presentem qualquer mudança. Este forte stress emocional não é adequado e existem alguns conselhos que as mulheres devem seguir para conseguirem relaxar. Alguns desses conselhos são os seguintes:

    • Realizar diversas actividades e ocupar os seus dias para que não pense constantemente na gravidez.
    • Fazer planos para a 2ª e 3ª semana. Ter planos é benéfico, tanto no caso do resultado do tratamento ser positivo quanto negativo.
    • Não tentar reconhecer sintomas de uma gravidez.
    • Não mudar a sua rotina quotidiana, a menos que indicado pelo médico.
    • Mimar-se. Ir, por exemplo, ao massagista ou spa para relaxar e aumentar a auto-estima.

    As duas semanas de espera são difíceis e o ideal é que o casal esteja unido e possa expressar os seus sentimentos ao longo de todo o processo.

  • Prever o Sucesso da Fertilização in Vitro

    Prever o Sucesso da Fertilização in Vitro

    As hipóteses de gravidez no âmbito de um tratamento de fertilização in vitro podem ser previstas através de um teste.

    Um novo método desenvolvido por investigadores da Universidade de Stanford pode permitir que o sucesso de um tratamento de fertilização in vitro seja previsto depois de um tratamento de FIV anterior falhado.

    Mediante este novo método, a angústia sentida pelos casais que desejam ser pais e os altos custos das múltiplas tentativas de fertilização podem ser diminuídos.


    Durante o processo de fertilização in vitro, a união do óvulo com o espermatozóide ocorre em laboratório depois da obtenção dos óvulos produzidos pelo ovário. Depois da fertilização os embriões são depositados no útero da mulher para que possam desenvolver-se.

    O êxito da técnica depende, em grande medida, da idade da mulher, da resposta do seu útero e da qualidade dos embriões.

    Com este procedimento, as possibilidades de a mulher engravidar aumentam quanto comparadas com as de outras técnicas. Contudo, o casal não sabe se conseguirá engravidar antes de começar o ciclo. É por esta razão que um grupo de investigadores desenvolveram um teste que combina uma série de factores e que permite prever as probabilidades de uma mulher engravidar após uma fertilização in vitro. Assim, o nervosismo do casal e o custo que esta técnica de reprodução assistida implica podem ser reduzidos.

    Para levar a cabo este teste de predição 52 factores de mais de 1.500 ciclos realizados entre 2003 e 2006 no Hospital de Standford foram estudados. Entre os factores estudados alguns podem ajudar a prever as probabilidades de êxito do tratamento. Esses factores são: a idade da paciente, o índice de massa corporal, a resposta do ovário da paciente, o ritmo da divisão das células dos embriões e as condições do endométrio da mulher no momento da transferência embrionária, entre outros.

    Dado que este teste utiliza dados clínicos sobre tentativas de fertilização falhadas, um ciclo de fertilização in vitro falhado pode ser uma ferramenta muito útil no prognóstico de futuros ciclos.

  • Resultados da Fertilização in Vitro

    Resultados da Fertilização in Vitro

    A taxa de gravidez depois de uma técnica de FIV depende de muitos factores, sendo um deles a infertilidade que possuem um ou ambos os membros do casal. Estes são dados aproximados da probabilidade de êxito desta técnica, isto é, da probabilidade de uma mulher engravidar depois de um ciclo de fertilização in vitro:

    • Cerca de 40% em mulheres com menos de 35 anos.
    • Entre 27% e 36% em mulheres com idade entre 35 e 37 anos.
    • Entre 20% e 26% em mulheres com idade entre 38 e 40 anos.
    • Entre 10% e 12% em mulheres com mais de 40 anos.

    É importante ter em conta que estes dados variam dependendo da clínica de reprodução assistida onde o tratamento é feito. Como podemos ver, a idade da mulher é um factor limitante das taxas de sucesso, já que o potencial reprodutivo da mulher diminui conforme esta aumenta.

    Resultados da FIV

    As taxas de gravidez também variam segundo a origem dos óvulos e do esperma com que a fertilização in vitro é feita. Se a fertilização é feita com óvulos e esperma do casal a probabilidade de êxito é menor, já que, a partir dos 35 anos a qualidade dos ovócitos da mulher piora. Se óvulos doados forem utilizados as probabilidades de êxito do tratamento aumentam muito, quase até 45%, já que as mulheres dadoras de óvulos têm de ter menos de 35 anos e os seus óvulos são de boa qualidade.

    Se sémen de um dador for utilizado as possibilidades da mulher engravidar podem, também, aumentar, já que apenas os espermatozóides de boa qualidade são utilizados.

  • Inseminação dos Ovócitos na Fertilização in Vitro Convencional

    Inseminação dos Ovócitos na Fertilização in Vitro Convencional

    A inseminação dos ovócitos na fertilização in vitro convencional é o terceiro passo do processo de fertilização in vitro.

    Depois da recuperação dos ovócitos através da punção folicular, os espermatozóides e os óvulos são colocados numa placa de cultivo em laboratório para que um dos espermatozóides possa fertilizar o óvulo. Os ovócitos encontram-se rodeados de células granulosas que estes terão de atravessar.

    A placa de cultivo é colocada em um incubador que se encontra a mesma temperatura que o útero materno, isto é, 37ºC.

    Cerca de 16 ou 19 horas depois as células granulosas que se situam ao redor de cada um dos ovócitos fertilizados são eliminadas.

    Zigoto correctamente fertilizado

    Utilizando um microscópio é possível determinar se houve fertilização ou não. Os ovócitos fertilizados apresentam dois pronúcleos, um que possui a informação genética do óvulo e outro que possui a informação genética do espermatozóide.

    Defeitos genéticos no óvulo

    Em certos casos, no dia da fertilização, encontram-se alguns ovócitos que não foram fertilizados, ovócitos que são têm um pronúcleo e outros que têm mais de dois pró-nucleose que não têm potencial de sobrevivência.

  • Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    A hiperestimulação controlada da ovulação e monitorização do processo é o primeiro passo da técnica de reprodução assistida apelidado de fertilização in vitro.

    A finalidade da estimulação da ovulação é conseguir que vários folículos cresçam, fazendo com que o número de ovócitos obtidos após uma punção ovárica aumente. Assim, o número de embriões obtidos aumenta bem como as possibilidades da mulher engravidar.

    Para isto, são prescritas gonadotrofinas e análogos de GnRH ou antagonistas de GnRH. Existem diversos protocolos de tratamento que o ginecologista deverá individualizar para cada caso. As doses dos fármacos também devem ser individualizadas em função da idade da mulher, dos ciclos prévios, da sua resposta ovárica  anterior, etc.

    A monitorização da estimulação é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em desenvolvimento nos ovários, programar o momento da recuperação dos ovócitos e medir a grossura do endométrio até que essa seja a ideal para favorecer a implantação do embrião.

  • Vantagens da HCG

    Vantagens da HCG

    A gonadotrofina coriónica humana é um medicamento prescrito durante os tratamentos de reprodução assista e que tem o objectivo de conseguir com que a mulher em tratamento engravide.

    As vantagens da administração da HCG durante o processo de estimulação da ovulação em ciclos de inseminação artificial ou de FIV são as seguintes:

    • Permite conhecer com exactidão o momento em que ocorre a ovulação. A ovulação dá-se 37 horas depois da administração da hormona.
    • Serve de suporte para a fase lútea. Na fase lútea substâncias nutritivas acumulam-se.

    Esta hormona tem como objectivo manter o funcionamento do corpo lúteo como uma entidade endócrina de secreção de progesterona durante o primeiro trimestre da gravidez.

    Vantagens da HCG

    A HCG é a base histórica e actual do diagnóstico de gravidezes. Para além disto, é utilizada para controlar a ovulação da mulher quando esta está a fazer um tratamento de inseminação artificial.

  • Indicações da HCG

    Indicações da HCG

    A hormona HCG é um fármaco prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir que a mulher em tratamento engravide.

    Indicações da HCG
    A prescrição deste fármaco está indicada nos seguintes casos:

    • Estimulação da ovulação depois do desenvolvimento dos folículos com FSH e outros fármacos (LH, análogos de GnRh OU antagonistas de GnRH) em mulheres que se submeteram a um tratamento de reprodução assistida.
    • Ausência de LH na metade do ciclo menstrual em tratamentos com colmífero.
    • Inadequado aumento dos níveis de LH na metade do ciclo menstrual em tratamentos com colmífero.
  • Efeitos da HCG

    Efeitos da HCG

    A gonadotrofina coriónica humana é um fármaco prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir que a mulher engravide.

    A administração de HCG tem os seguintes efeitos:

    • Intervém no processo de amadurecimento final dos folículos.
    • Provoca a ovulação 37 horas depois da sua administração.

    A ovulação é o despreendimento do ovócito do interior do folículo.

    Efeitos da HCG
    A HCG é semelhante, em estrutura e actividade biológica, à hormona luteína (LH). Por esta razão, ao ser administrada a HCG tem os mesmos efeitos que a LH.

    A HCG dá, então, início a uma série de reacções que conduzem a degradação da parede folicular, a expulsão do ovócito e a formação do corpo lúteo.

  • HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana)

    HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana)

    A gonadotrofina coriónica humana é mais conhecida pela sua sigla em inglês: HCG. É uma glicoproteína sintetizada nas células do sincitiotrofoblasto, que mais tarde formam a placenta.

    Aumenta no sangue algum tempo depois da implantação do embrião e a sua detecção é o fundamento dos testes de gravidez.

    Placenta

    Função da hormona HCG

    Esta hormona é responsável por impedir que o corpo lúteo se desintegre através da secreção de progesterona. Esta função é extremamente importante durante o primeiro semestre de gravidez.

    É também responsável por impedir que o sistema imunológico da mãe rejeite o embrião durante a primeira fase da gestação.

    A HCG é a base histórica e actual do diagnóstico de gravidez. Contudo, é possível que altos níveis desta hormona não indiquem uma gravidez mas sim certos tipos de cancro como o cancro da próstata.

    Testes de detecção da HCG

    Os testes de gravidez medem as concentrações desta hormona tanto na urina quanto no sangue, sendo os testes de sangue mais eficazes pois podem detectar uma concentração de 5mUI/ml da hormona, enquanto os testes de urina requerem um mínimo de concentração de 10mUI/ml para que a hormona possa ser detectada.

    A detecção desta hormona pode ser feita quanto a menstruação da mulher está atrasada. Contudo, nos tratamentos de reprodução assistida o momento da ovulação é controlado e o teste de gravidez pode ser feito 15 dias depois da punção folicular.

    Dependendo dos níveis da hormona é possível especificar de quantas semanas a mulher está gravida e se a sua gestação é múltipla. Níveis alterados da hormona podem indicar alterações genéticas do feto, como o síndrome de Down.

    Uso em reprodução assistida

    A hormona HCG é utilizada nos tratamentos de reprodução assistida actuais como um fármaco.

    Estrutura da HCG

    A sua estrutura é semelhante a da hormona luteinizante (LH), responsável pela ovulação no ciclo menstrual natural. Através da administração da HCG podemos alcançar os mesmos resultados da LH. Este fármaco é injectado cerca de 32-36 horas antes da inseminação artificial ou da punção ovárica com o objectivo de induzir a ovulação.

    Existem duas formas de obtenção desta hormona para utilização como fármaco:

    • De origem urinária. É obtida através da purificação da urina de mulheres gestantes. É a hCG urinária.
    • De origem recombinante. É obtida através da engenharia genética. É a hCG recombinante.

    Efeitos da HCG

    O principal efeito da HCG é intervir no processo de maturação dos folículos nos ovários. Os folículos são estruturas que armazenam no seu interior os ovócitos e que os expulsam do ovário depois de maduros. 37 horas depois da administração da HCG a ovulação ocorre.

    Na fertilização in vitro, a punção é feita um pouco antes das 37 horas para que seja possível capturar os ovócitos maduros antes que esses saiam para as trompas de Falópio como acontece em todos os ciclos menstruais.

    Indicações

    A administração desta hormona está indicada em todas as mulheres que se submetem a um tratamento de reprodução assistida. A hormona é utilizada para planificar e controlar a libertação dos óvulos por parte do ovário durante a ovulação.

    Vantagens da utilização da HCG

    A principal vantagem da utilização da HCG é que permite saber com exatidão o momento da ovulação, entre 26 e 40 horas depois da sua administração. Isto é muito importante no âmbito da reprodução assistida porque a partir da ovulação da mulher todo o resto do tratamento é programado.

    Hiperestimulação

    Desvantagens

    Risco de padecer do síndrome da hiperestimulação ovárica. A HCG tem um efeito vasodilatador e provoca problemas graves de extravasão de líquidos que podem ser perigosos quando não controlados. Nos casos em que, durante a punção, é detectada uma concentração muito elevada de estrogénio os ovócitos recuperados ou embriões fertilizados são congelados e transferidos durante um outro ciclo.

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