Etiqueta: Apoio psicológico

  • Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de alto risco refere-se a uma gravidez na qual a mãe, o feto ou ambos têm possibilidades de padecer de algum tipo de complicação tanto durante o período de gestação, quanto no momento do parto. Estas complicações podem, inclusive, ser fatais para ambos.

    Gravidez de alto risco

    Factores de Risco

    Alguns dos factores que fazem o risco de complicações durante a gravidez aumentarem são:

    • Gestações múltiplas.
    • Idade materna avançada ou gravidez na adolescência.
    • Mulheres que padecem de algum tio de doença crónica.
    • Obesidade.

    Causas

    As gravidezes de alto risco costumam manifestar-se em mulheres com algum tipo de doença prévia ou desenvolvida durante a gestação (diabetes gestacional, por exemplo). Algumas dessas doenças são:

    • Diabetes
    • Cancro
    • Hipertensão
    • Problemas renais
    • Epilepsia
    • Infecções
    • Malformações no útero
    • Placenta prévia

    Por estas razões é muito importante que a mulher consulte um médico antes de engravidar. O médico recomendará uma medicação adequada que será controlada durante a gestação.

    Recomendações

    Alguns dos pontos a ter em conta no caso de uma gravidez de alto risco são os seguintes:

    – Acompanhamento médico exaustivo. As mulheres que têm uma gestação deste tipo requerem acompanhamento médico contínuo e exaustivo. Um maior número de ecografias, análises e exames de controlo pré-natal devem ser feitos. Actualmente, a tecnologia facilita o acompanhamento do estado do feto e da mãe graças, por exemplo, as ecografias 4D.

    – Planificação do parto. O momento do parto deve ser planeado. O parto não tem, necessariamente, de ser feito por cesariana mas deve ser induzido e controlado em todo o momento.

    O consumo de álcool, tabaco e outros tipos de drogas podem complicar seriamente a gravidez e transformá-la numa gestação de alto risco com graves consequências para o feto.

    As mulheres e casais que enfrentam uma gravidez de alto risco requerem apoio psicológico, já que, o que deveria ser um momento de felicidade na sua vida transforma-se numa fonte de preocupações, incerteza e ansiedade.

    Alguns médicos defendem que falar com outras mulheres e casais que enfrentaram o mesmo problema é benéfico.

  • Aceitar uma FIV negativa

    Aceitar uma FIV negativa

    É complicado saber lidar com o resultado negativo de um teste de gravidez, especialmente no caso de mulheres que querem ser mães e estão em tratamento de fertilidade.

    Antes de iniciar o tratamento de fertilização in vitro, os pacientes devem estar certos que são capazes de suportar o stress gerado pelo tratamento bem como qualquer dos seus resultados.

    Após a transferência de embriões é necessário esperar pelo menos 15 dias até que um teste de gravidez possa ser feito. Se o teste é feito antes do tempo pode ter um resultado falso. Alias, os especialistas aconselham a não fazer um teste de gravidez em casa mas sim esperar pelos resultados das análises de sangue feitas na própria clínica.

    Mulher triste

    Se o resultado da hormona HCG (hormona mediante a qual uma gravidez é comprovada) é negativo, a mulher não está gravida. As probabilidades desse resultado serem um erro são praticamente nulas, logo, há que aceitar que o tratamento não surtiu resultados positivos. A mulher tem de aceitar que não está gravida.

    Mulher com esperança

    Porque é que o teste de gravidez é negativo?

    As pacientes não devem torturar-se com perguntas que não têm resposta como: que fiz?, que não fiz?, como pode correr mal? que faltou? Essas perguntas não ajudam e só geram tristeza.

    Se necessário, chorar faz bem pois ajuda a não reprimir as emoções. Ademais, partilhar os sentimentos pode ajudar a assimilar melhor o resultado negativo. No caso de a mulher ter informado os seus familiares e amigos de que está a fazer um tratamento de reprodução assistida, é recomendável relembrar essas pessoas de que a mulher os informará sobre os resultados do tratamento quando estiver pronta para o fazer. Desta forma evitam-se perguntas incómodas e situações constrangedoras.

    O fracasso de um tratamento não significa que a mulher ou casal nunca conseguirá ter um filho. É possível fazer um novo ciclo de FIV ou de outra técnica de reprodução assistida quando a mulher se sentir preparada.

    Ajuda psicológica

    A grande maioria dos centros de reprodução contam com um departamento de especialiastas em psicológia da reprodução assistida dispostos a ajudar os pacientes, nao só a aceitar os seus problemas de fertilidade, mas também a lidar com todo o preocesso de concepcção.

    Quando o teste de gravidez é negativo, sao muitos os sentimentos que afloran e a frustraçao pode aumentar. Neste aspecto, contar com o apoio psicológico de especialistas que entedem aquilo pelo que o paciente está a passar e que oferecem ajuda personalizada, é muito importante e pode reduzir os sentimentos de angústia.

    Para além disto, esta ajuda é importante no momento de enfrentar um novo tratamento. Submeter-se a um novo tratamento reproductivo depois do falhanço do anterior é muito complicado. O apoio psicológico é essencial, já que, a atitude é importante para o êxito do tratamento.

  • Aborto Espontâneo

    Aborto Espontâneo

    Um aborto é uma situação dramática para os casais que desejam ser pais. Para além dos problemas de saúde que pode causar à mulher, um aborto é, do ponto de vista psicológico, um processo muito doloroso.

    Aborto como situação dramática

    O aborto espontâneo, também conhecido como interrupção involuntária da gravidez, é definido como o término acidental de uma gravidez antes da vigésima semana de gestação ou como a perda de um feto com um peso inferior a 500 gramas.

    Após as 20 semanas de gestação as interrupções involuntárias da gravidez são apelidadas de parto prematuro mesmo quando resultam no nascimento de um nado-morto. De acordo com algumas estatísticas, os abortos espontâneos são mais comuns no primeiro trimestre de gravidez. Por vezes, um aborto espontâneo ocorre antes da mulher saber que estava grávida.

    Prevenção do aborto espontâneo

    A prevenção de um aborto espontâneo passa pelo respeito dos cuidados médicos próprios que uma mulher grávida deve ter. Mais adiante neste artigo iremos abordar o tema dos factores de risco que mais contribuem para a interrupção involuntária da gravidez. Assim, de forma a prevenir um aborto esses riscos devem ser evitados sempre que possível.

    No caso de uma gravidez premeditada, é aconselhável fazer um check-up médico completo antes da gravidez.

    Prevenção do aborto espontâneo

    Causas

    As complicações próprias de uma gravidez podem resultar num aborto espontâneo. Contudo, essas complicações tornam-se mais graves quando existem já certos factores de risco. Em seguida pode encontrar uma lista dos principais factores de risco que deve ter em conta e evitar.

    Factores de risco

    • Uma dieta incorrecta ou insuficiente. A nutrição é um factor ao qual se deve prestar especial atenção durante a gravidez.
    • A futura mãe é fumadora.
    • A futura mãe sofre de algum tipo de desequilíbrio hormonal.
    • A futura mãe é portadora de alguma doença sexualmente transmissível.
    • Problemas de saúde, como por exemplo, doenças cardíacas, problemas renais ou de tiróide e diabetes.
    • Febre alta.
    • Ter um dispositivo intra-uterino inserido no momento da concepção.
    • Malformações do útero.

    Factores de Risco

    Sintomas

    Durante a gravidez podem surgir alguns sintomas que indiquem uma ameaça de aborto. Contudo, o aparecimento desses sintomas é apenas um aviso de que a probabilidade de aborto existe e não significa que vá, de facto, acontecer. Um dos sintomas mais comuns de uma ameaça de aborto é o sangramento vaginal.

    Uma mulher grávida que exiba sintomas de ameaça de aborto – sangramentos vaginais, incómodos persistentes ou dores de origem desconhecida – deve contactar um médico especialista imediatamente.

    Tratamento

    Em caso de ameaça de aborto os tratamentos mais indicados são o repouso, os sedativos uterinos e, em alguns casos a administração de progesterona apesar de não haver consenso entre os estudos científicos sobre a eficácia deste medicamento.

    Quando ocorre um aborto espontâneo, o embrião é, em geral, automaticamente expelido da cavidade uterina na forma de um pequeno sangramento. Quando isto não acontece, é necessário fazer uma curetagem uterina, isto é, um procedimento médico realizado sob anestesia com o objectivo de retirar material placentário do útero da paciente.

    Tratamento do aborto

    Em alguns casos, medicamentos que provocam contracções uterinas são administrados para ajudarem na eliminação dos restos abortados. Contudo, esses medicamentos têm alguns efeitos secundários, como:

    • Náuseas
    • Vómitos
    • Diarreia
    • Suores frios
    • Dores de cabeça
    • Sangramento vaginal

    O material expelido pelo útero é enviado para laboratório para ser estudado sendo, por vezes, possível determinar a causa do aborto.

    Tipos de aborto

    O que fazer depois de um aborto espontâneo?

    A recuperação de uma mulher que sofreu um aborto pode ter uma duração de várias semanas. A maior parte das mulheres volta a ser menstruada de entre quatro a seis semanas depois do aborto.

    A recuperação mais complicada nestes casos é a de um estado psicológico estável. O desafio é conseguir evitar uma depressão, já que, um aborto pressupõe um duro golpe para a futura mãe devido as bruscas mudanças hormonais que o seu corpo sofre num curto espaço de tempo.

    No caso de depressão, não há que ter medo nem vergonha de pedir ajuda. Existem grupos de apoio especializados em este tipo de situações.

    Tipos de aborto

    • Abortos segundo a sua frequência.
    • Abortos segundo o tempo gestacional.
    • Abortos segundo o aspecto ultra-sonográfico do saco gestacional.

    Dentro de cada tipo de aborto existem subtipos organizados em função da frequência, tempo gestacional e aspecto sono-gráfico do saco gestacional.

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