Etiqueta: Doenças sexualmente transmissíveis

  • Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    Indicações da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    A ICSIS é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos de problemas de esterilidade:

    • Esterilidade masculina. Esta técnica é utilizada quando existem casos de azoospermia, criptozoospermia, astenozoospermia, teratozoospermia, oligoastenozoospermia, oligoastenoteratozoospermia, homens que tenham feito uma vasectomia, homens com doenças infecciosa, homens com sémen congelado antes de um tratamento de radioterapia ou quimioterapia e de homens que não conseguem ejacular normalmente.

    • Esterilidade feminina. Esta técnica é utilizada quando há a obtenção de um baixo número de ovócitos depois da punção ovariana ou quando esses ovócitos são de má qualidade.

    • Vários ciclos de fertilização in vitro falhados.
    • Falha na fertilização dos ovócitos num processo de FIV convencional.
    • Microinjecção de ovócitos não fertilizados com FIV convencional.
    • Amadurecimento in vitro de ovócitos ainda não maduros.
    • Realização do diagnóstico genético pré-implantação por alterações genéticas do casal ou por necessidade de conhecer os embriões geneticamente normais.
    • Esterilidade imunológica com baixo número de anticorpos anti-espermatozódes e após o fracasso de diversos ciclos de inseminação artificial ou esterilidade imunológica com alto número de anticorpos anti-espermatozóides.
  • Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Esterilidade masculina não susceptível de realizar ICSI como é o caso de uma azoospermia sem possibilidades de recuperação de espermatozóides no testículo ou no epidídimo.
    • Microinjecções intracitoplasmáticas de espermatozóides falhadas por causa masculina ou desconhecida.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença genética aos filhos.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença sexualmente transmissível e quando a lavagem do sémen não oferece garantias de eliminação total da doença.
    • Mulheres que decidem ser mães solteiras.
    • Casais lésbicos.

    Mulher gravida

    Este tipo de inseminação artificial é feito da mesma forma, e seguindo os mesmos passos, da inseminação artificial conjugal. A única diferença reside na origem da amostra de sémen, que neste caso é proveniente de um dador.

    A utilização da inseminação artificial está aconselhada sempre que a idade dos pacientes o permita e sempre que é indicada pois é uma técnica menos invasiva e tem boas taxas de sucesso (gravidez). Cada inseminação tem uma taxa de êxito de entre 15% e 20%, taxa essa que é acumulativa e pode aumentar ao longo de 4 ciclos de inseminação.

  • Inseminação Artifical com Sémen de Dador (IAD)

    Inseminação Artifical com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida utilizada em casos de:

    • Infertilidade masculina.
    • Existência de possibilidades de transmissão de uma doença hereditária aos filhos.
    • Mulheres que decidem ser mães sem ter relações sexuais.

    IAD

    Comparaçao com a IAC

    A principal diferença entre este tipo de inseminação e a inseminação artificial conjugal é a forma como o sémen é obtido.  No primeiro caso, um dador tem de ser seleccionado pela clínica.

    A paciente que recebe o sémen nao intervem no processo de seleccção do dador e esse permanece no anonimato. Da mesma forma, o dador nao conhecerá a identidade da paciente ou casal que receberá o seu sémen.

    A eleição de um dador de esperma depende, em primeiro lugar, do seu tipo sanguíneo e, em segundo lugar, das suas características físicas.

    Todos os demais pontos do processo são praticamente idênticos nos dois tipos de inseminação.

    Requisitos

    Neste tipo de inseminação, os requisitos mínimos da mulher que se vai submeter ao tratamento de reprodução são os mais importantes. No caso do dador, o seu estado de saúde e a qualidade do seu sémen serão testados. O banco de sémen garante a qualidade do esperma.

    Para que uma mulher possa submeter-se a este tratamento é necessário que tenha permeabilidade tubária em pelo menos uma das trompas de Falópio. A sua resposta ovárica à medicação deve, igualmente, ser adequada e o endométrio deve ser capaz de aceitar a implantação embrionária.

    Resultados

    As taxas de êxito da IAD variam em função das clínicas, do dador seleccionado e da mulher, entre outros factores.

    Por norma geral, uma mulher jovem com menos de 35 anos tem boas probabilidades de engravidar no âmbito de uma IAD. Essa probabilidade varia entre os valores de 19% e 30%.

    É importante recordar que, na inseminação artificial, a taxa de gravidez é acumulativa. Assim, se a primeira tentativa não resultar numa gravidez, outras tentativas devem ser realizadas. Depois de quatro tentativas as probabilidades de conseguir uma gestação são de entre 60% e 80%.

    Vantagens

    As vantagens de uma inseminação artificial com sémen de dador são as mesmas que as de uma inseminação artificial conjugal. Essas vantagens foram, anteriormente, abordadas e explicadas no artigo sobre inseminação artificial.

    Problemas

    Os riscos associados com uma IAD são exactamente os mesmos de uma IAC. Assim, esses problemas foram já explicados num artigo anterior.

  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    A salpingite é a inflamação das trompas de Falópio e pode ser uma das causas da esterilidade de origem tubária na mulher.

    A salpingite é definida como a inflamação de uma ou de ambas as trompas de Falópio. Esta inflamação costuma ser, em 60% dos casos, bilateral, isto é, afecta ambas as trompas. Geralmente afecta mulheres em idade fértil entre os 15 e os 24 anos de idade e a sua incidência é maior em mulheres sexualmente activas porque uma das causas mais comuns desta inflamação são as infecções genitais, sobretudo de transmissão sexual. 40% dessas infecções genitais evoluem e transformam-se numa salpingite.

    É possível diferenciar entre dois tipos de salpingite:

    • A salpingite aguda é a que apresenta sintomas mais severos (febre; dor aguda na parte de baixo do abdómen, etc).
    • A salpingite crónica pode passar despercebida e apenas manifestar-se depois do período de menstruação.

    A salpingite é, também, conhecida como Doença Inflamatória Pélvica (DIP) apesar de esta doença referir-se a infecções em toda a área genital superior, isto é, nas trompas, no útero e nos ovários.

    Esta doença causa inflamações nas estruturas pélvicas, no útero, nos ovários e nas trompas de Falópio e cria um obstáculo mecânico à passagem do embrião até ao útero. Assim, em 50% dos casos de gravidezes ectópicas existe um historial de DIP. Esta doença pode, ainda, ser causadora de esterilidade de origem tubária ou tubariana, uma vez que impede que os espermatozóides cheguem ao óvulo.

    Inflamação das Trompas de Falópio

    Causas da salpingite

    A salpingite é causada por uma infecção de transmissão sexual provocada, na maior parte dos casos, por um tipo de clamídia, a Chlamydia trachomatis, que começa a desenvolver-se na vagina e, posteriormente, ascende até ao restante aparelho reprodutor feminino.

    Outros patogénicos transmitidos por via sexual e que podem causar este tipo de inflamação são o gonococo em 5% dos casos e o micoplasma em um maior número de casos.

    A salpingite manifesta-se no tempo de forma variável. Pode manifestar-se dois dias depois do contacto com o agente patogénico ou apenas 3 semanas ou, inclusivamente, meses depois desse contacto.

    Factores de risco da salpingite

    • Parceiro masculino com infecção genital.
    • Cirurgia pélvica prévia.
    • Utilização do dispositivo intra-uterino como método anticonceptivo.
    • Antecedentes de doença inflamatória pélvica (EPI).
    • Múltiplos parceiros sexuais.

    Sintomas da salpingite

    Os sintomas desta doença podem variar segundo o agente patogénico que a provoca mas a dor na zona pélvica é um dos sintomas mais característicos.

    Outros sintomas que se podem manifestar são:

    • Dor ou cãibras na zona pélvica.
    • Dor durante a ovulação.
    • Relações sexuais dolorosas.
    • Febre.
    • Náuseas e vómitos.
    • Sangramentos menstruais irregulares.
    • Dor ao urinar e vontade de o fazer com mais frequência.
    • Vaginite.
    • Secreção vaginal anormal com corrimento espesso.
    • Dor abdominal em ambos os lados.

    Trompa de Falópio

    Diagnóstico da salpingite

    Antes do diagnóstico de salpingite é necessário realizar um exame físico e pélvico para detectar a existência de uma inflamação. Análises de sangue e cultura de secreções vaginais são, também, feitas para detectar o patogénico responsável pela infecção.

    Geralmente, se o diagnóstico é feito cedo, a inflamação diminui com medicação. Por sua vez, um diagnóstico tardio pode criar complicações graves que pressupõem um tratamento mais agressivo que prolonga as dores e mal-estar das pacientes.

    O ideal é que a própria mulher seja capaz de reconhecer que tem uma inflamação e contactar um médico para que esse faça um diagnóstico o mais rapidamente possível.

    Tratamento da salpingite

    O tratamento baseia-se na administração de medicação a base de antibióticos e anti-inflamatórios para a dor. Nos casos mais graves a paciente pode ter de ser hospitalizada. Ao parceiro da paciente devem, também, ser prescritos antibióticos.

    Em alguns casos uma cirurgia de drenagem pode ser necessária. Isto apenas acontece nos casos em que a infecção gera um abscesso pélvico com acumulação de pus.

    É aconselhável que a mulher não tenha relações sexuais não protegidas durante todo o tratamento.

    Complicações da salpingite

    Algumas das complicações que podem aparecer associadas à salpingite são:

    • Dor pélvica crónica.
    • Esterilidade de origem tubária.
    • Gravidez ectópica.
    • Doença inflamatória da pélvis.
    • A infecção pode criar um abscesso pélvico
    • Septicemia ou infecção generalizada.
  • Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    A inflamação dos ovários pode ser causada pela doença inflamatória pélvica, uma inflamação do trato reprodutivo superior feminino (ovários, trompas, útero e ligamentos); das trompas e dos ovários em conjunto, ou de cada um dos componentes do sistema reprodutor feminino já mencionados de forma individual. A inflamação dos ovários pode causar dor na área ano-rectal e as menstruações costumam ser, também, dolorosas e irregulares.

    Causas da inflamação dos ovários

    • Frio.
    • Aborto.
    • Gonorreia (doença sexualmente transmissível).
    • Outras inflamações.

    Sintomas da inflamação dos ovários

    • Febre e dor de cabeça.
    • Fluxo vaginal excessivo.
    • Dor abdominal e nos ovários.
    • Nervosismo e palpitações.

    Inflamação dos ovários

    Tratamento da inflamação dos ovários

    Esta inflamação pode ser reduzida através de vários remédios caseiros. Contudo, alguns desses remédios devem ser evitados durante a gravidez. Desta forma, antes de optar por qualquer tipo de tratamento, a mulher deve contactar o seu médico.

    • Evitar o frio e a humidade.
    • Dieta rica em vegetais e frutas.
    • Tomar sumo de uva, laranja e maçã.
    • Ferver camomila e sementes de linhaça em água e mergulhar as pernas e o abdómen nessa água durante 10 minutos.
    • Aplicar uma botija de água quente sobre o abdómen três vezes ao dia.
    • Lavar a região abdominal com água fria e tintura de arnica cozinhada três vezes ao dia.
    • Beber uma infusão de cravo, canela e anis em pó três vezes ao dia.
    • Cozinhar 25 colheres de folhas de nogueira em um litro de água e adicionar ao banho.
inviTRA
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.