Etiqueta: Aborto espontâneo

  • Indicações do DGP

    Indicações do DGP

    O diagnóstico genético pré-implantação é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma doença genética hereditária.
    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma anomalia genética.
    • Fracasso repetido de diversos ciclos de fertilização in vitro convencional ou ICSI.
    • Fracasso repetido do processo de implantação do embrião.
    • Abortos espontâneos de repetição.

    • Idade materna avançada. A percentagem de embriões geneticamente anómalos aumenta de forma proporcional à idade da mulher. Nos casos de mulheres com mais de 35 anos 34% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias. Em mulheres com mais de 40 anos 52% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias (aneuploidia é uma célula com um número incorrecto de cromossomas).
    • Antecedentes de uma gravidez aneuploidia prévia.
    • Esterilidade masculina que requer a aspiração dos espermatozóides do epidídimo ou a extracção dos espermatozóides dos testículos. Estas intervenções estão indicados nos casos em que não é possível encontrar espermatozóides no sémen ejaculado (azoospermia).
  • Problemas da Fertilização in Vitro

    Problemas da Fertilização in Vitro

    Os principais problemas associados a fertilização in vitro podem derivar da estimulação da ovulação ou da própria gravidez.

    Os riscos derivados da estimulação são:

    • Síndrome da hiperestimulação ovariana.
    • Gestações múltiplas. Em ciclos onde dois embriões são transferidos a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões a probabilidade da mulher engravidar de gémeos é de 12% e de trigémeos de 3%.

    Gravidez ectópica

    Os riscos derivados da gravidez são:

    • Aborto natural. Calcula-se que um aborto natural acontece em 20-22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gestação.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística mostra que entre 2 e 5 mulheres em cada 100 submetidas a fertilização in vitro têm uma gravidez ectópica. Nas gravidezes conseguidas de forma natural esta percentagem é de cerca de 1.5%.
  • Problemas da Inseminação Artificial

    Problemas da Inseminação Artificial

    Apesar da inseminação artificial ser uma técnica segura e apesar das clínicas de reprodução assistida esforçarem-se cada vez mais para melhorar os protocolos de segurança, podem acontecer algumas complicações.

    Riscos da técnica

    Os riscos que derivam da inseminação artificial são os seguintes:

    • Infecções.
    • Alergias. Apesar das probabilidades serem mínimas, algum tipo de alergia pode desenvolver-se devido aos componentes com que o sémen é lavado. É possível que este seja o inconveniente que menos vezes afecta as pacientes.
    • Reacções imunológicas. Criação de anticorpos anti espermatozóides. Este tipo de reacções apenas acontece em mulheres que já tinham um historial de existência de anticorpos anti espermatozóides. A probabilidade deste inconveniente é de menos de 5%.

    Riscos da estimulação ovárica

    Os principais riscos associados a inseminação derivam da estimulação ovárica a qual a mulher tem de se submeter. Estes riscos são os seguintes:

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica. Na inseminação artificial este risco é mínimo e é rapidamente resolvido através do cancelamento do ciclo de inseminação.
    • Gestações múltiplas. Estas gestações ocorrem entre 12% e 30% dos casos, sendo mais frequentes em mulheres jovens com mais de 5 folículos ováricos maiores de 16mm e inseminadas com mais de 30 milhões de espermatozóides.

    Ovário com síndrome de hiperestimulação

    Riscos da gravidez

    As complicações na gravidez podem incluir:

    • Aborto natural. Calcula-se que este tipo de aborto aconteça entre 20% e 22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gravidez.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística diz que 4 mulheres em cada 100 submetidas a um tratamento de inseminação artificial podem ter uma gravidez ectópica. Na inseminação natural a probabilidade disso acontecer é de 0,8%. Como vemos, as probabilidades deste problema manifestarem-se são baixas.

    Gravidez ectópica

    • Gestações múltiplas produzidos de forma natural. Acontece, em parte, devido a estimulação do ciclo menstrual.
  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Cólicas durante a Implantação

    Cólicas durante a Implantação

    O que é a implantação?

    A implantação é o momento no qual o óvulo fertilizado por um espermatozóide fixa-se na parede do útero, onde se formará a placenta que tem a finalidade de fornecer sangue e alimento ao feto em desenvolvimento.

    Quando ocorre a implantação?

    Depois da fertilização do óvulo por um espermatozóide, o zigoto desloca-se pelas trompas de Falópio até ao útero onde permanecerá alojado. No caso de não haver fertilização, o óvulo desloca-se até ao útero e é eliminado durante o ciclo menstrual da mulher. A implantação ocorre cerca de sete dias após a ovulação.

    Cólicas durante a gravidez

    As cãibras e cólicas podem manifestar-se em qualquer etapa da gravidez e em cada caso podem significar algo diferente:

    Cólicas durante a implantação:

    Ocorrem nas primeiras semanas de gestação e costumam ser acompanhadas de um pequeno sangramento. Estas cólicas e sangramento indicam que o embrião fixou-se nas paredes do útero e que a mulher está gravida. Apenas uma em cada quatro mulheres sangram durante a implantação.

    Sangramento de implantação

    Este tipo de cãibras e cólicas ocorrem na região abdominal inferior e começam após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide e não apenas depois da implantação do embrião. Não devem durar mais de um ou, no máximo, dois dias. No caso das dores persistirem, a mulher deve consultar um médico que possa descartar a existência de alguns problemas como um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica, etc.

    Cólicas durante o início da gravidez

    Muitas mulheres pensam que estas dores são um sinal de um aborto espontâneo. Contudo, na maior parte das vezes, são apenas uma continuação das cólicas associadas à implantação.

    A dor do ligamento redondo do útero

    Este tipo de dor são cãibras que se manifestam numa etapa mais avançada da gravidez. Costuma ser uma dor leve e constante que se manifesta sobretudo quando a mulher muda de posição e ocorre devido a expansão dos músculos localizados abaixo do útero que têm de suportar o peso do bebé.

    Cãibras durante a gravidez

    As cãibras e cólicas são motivo para preocupação?

    As caibras e cólicas são um sintoma de gravidez completamente normal. São um sinal de que o corpo da mulher está preparando-se para os 9 meses de gravidez. Contudo, as caibras não devem ser acompanhadas nem de febre nem de sangramentos excessivos. Nesses casos e no caso de haver um historial de abortos espontâneos ou de dores persistente um médico deve ser consultado.

  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
  • Ameaça de aborto

    Ameaça de aborto

    A ameaça de aborto trata-se de um estado de alerta em que os médicos consideram que existem probabilidades de um aborto espontâneo.

    Sintomas

    Existem vários sintomas que se manifestam na mulher grávida e que podem ser indicativos de um risco de aborto. Esses sintomas são variados e, sobre tudo, devem ser analisados por um médico para que esse possa avaliar o verdadeiro risco para a futura mãe e bebé. Alguns desses sintomas são os seguintes:

    • Sangramento vaginal se este é contínuo e acontece antes da vigésima semana de gestação. Coágulos de sangue podem, igualmente, ser expelidos.
    • Cólicas abdominais, isto é, uma forte pressão no ventre.
    • Lombalgias, ou seja, dores fortes nas costas ou no ventre.

    Ecografia de uma mulher com risco de aborto

    Prevenção

    Em caso de ameaça de aborto, o médico fornece uma lista de recomendações que a paciente deve seguir. Alguns exemplos dessas recomendações são:

    • Evitar manter relações sexuais
    • Repouso absoluto.
    • Evitar a ingestão de carnes frias ou mal cozinhadas.
    • Não tomar medicamentos não prescritos pelo médico.

    É, também, recomendável que a mulher tenha um estilo de vida saudável, não consuma drogas, álcool ou tabaco e que tenha uma alimentação variada e equilibrada.

    Contolo médico para prevenção do risco de aborto
    Em alguns casos progesterona (hormona sexual feminina) é administrada pelos médicos com o objectivo de evitar o aborto. Contudo, nos últimos anos a utilidade dessa hormona tem sido questionada.

    Uma ameaça de aborto não significa que um aborto vá, de facto, acontecer. Perante uma ameaça de aborto a mulher grávida deve manter-se calma e relaxada, sendo o apoio emocional muito importante nesse momento.

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