Etiqueta: Alterações nos espermatozóides

  • Capacitação de Espermatozóides

    Capacitação de Espermatozóides

    A capacitação de espermatozóides é um processo que ocorre de forma natural nos espermatozóides e que lhes permite ter a capacidade de fertilizar o óvulo.

    Assim que o espermatozóide é ejaculado é incapaz de penetrar a espessa membrana do óvulo e necessita sofrer uma serie de alterações estruturais. Essas alterações ocorrem no interior do aparelho reprodutivo feminino.

    Nos tratamentos de reprodução assistida que requerem a capacitação dos espermatozóides, como é o caso da inseminação artificial e da FIV, a capacitação pode ser feita em laboratório.

    A capacitação pode, também, ser utilizada no âmbito de um diagnóstico da capacidade dos espermatozóides fertilizarem o óvulo.

    Capacidade do esperma

    Para que a capacitação dos espermatozóides possas ser feita é necessário processar uma amostra de sémen em laboratório através de técnicas como a swim-up e os gradientes de densidade.

    Os espermatozóides separam-se do líquido seminal e são agrupados em função da sua mobilidade e morfologia. Assim, é possível escolher apenas os espermatozóides aptos para a fertilização.

    Os resultados da capacitação são apresentados em termos da quantidade de espermatozóides moveis e com trajectórias rectilíneas por milímetro de sémen ejaculado. Isto é conhecido como contagem de espermatozóides móveis.

    Contagem de espermatozóides móveis

    A partir dos resultados obtidos pelo espermograma e pela capacitação dos espermatozóides é feito um diagnóstico e uma técnica de reprodução assistida é aconselhada da seguinte forma:

    • No caso de uma contagem superior a 3 milhões de espermatozóides móveis por ml de sémen deve-se recorrer à inseminação artificial.
    • No caso de uma contagem superior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen mas inferior a 3 milhões deve-se optar por uma fertilização in vitro convencional.
    • No caso de uma contagem inferior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen, uma microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é aconselhada (ICSI).
  • Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Para avaliar a vitalidade dos espermatozóides é feito um teste ao sémen do homem. A prova de vitalidade dos espermatozóides apenas é feita quando existem mais de 40% de espermatozóides imóveis.

    O teste de vitalidade é feito com o objectivo de comprovar que esses espermatozóides estão vivos e têm uma boa mobilidade. Esta prova é, igualmente conhecida pelo nome de teste de William Pollack.

    Para que o teste possa ser feito uma coloração com eosina é necessária.

    Os espermatozóides mortos têm perfurações e buracos nas suas membranas, logo, são permeáveis ao corante e ficam manchados. Os espermatozóides vivos têm a sua membrana intacta o que impede que apresentem manchas.

    Teste de vitalidade dos espermatozóides

    A amostra de sémen é observada em microscópio e uma contagem de 100 espermatozóides é feita. Posteriormente, a percentagem de espermatozóides vivos e mortos é calculada.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, se existirem mais de 58% de espermatozóides vivos a amostra de sémen é considerada normal. Se essa percentagem for inferior a 58% existe uma alteração do sémen.

    A necroespermia é uma doença caracterizada pela existência de mais de 80% de espermatozóides mortos.

  • Fertilidade

    Fertilidade

    Fertilidade é definida como a capacidade de reprodução, isto é, a capacidade de ter descendência directa. Nos humanos, existem vários factores que determinam a capacidade de procriar tanto do homem quanto da mulher. Existem factores culturais, como a existência de informação sobre a sexualidade; factores ambientais, como a poluição ou radiação que podem afectar a fertilidade, e factores biológicos.

    Os factores biológicos são os mais importantes e fazem referência a idade reprodutora, a capacidade de manter relações sexuais, a saúde de ambos os progenitores, a qualidade do sémen e dos óvulos e a capacidade de engravidar da mulher.

    Espermatozóides e o óvulo

    Fertilidade masculina

    A fertilidade masculina depende, de forma directa, dos espermatozóides que o homem produz. Os homens nascem com os seus órgãos sexuais ainda não completamente desenvolvidos. e, durante a puberdade, ocorrem várias mudanças hormonais que permitem que os testículos comecem a produzir espermatozóides. Nos testículos produzem-se espermatozóides de forma permanente numas estruturas apelidadas de túbulos. Posteriormente, esses espermatozóides são transportados pelos vasos condutores e expelidos pela uretra durante a ejaculação.

    Fertilidade feminina

    O sistema reprodutor feminino funciona de uma forma muito distinta do masculino. No momento em que uma mulher nasce já contem todos os óvulos que terá ao longo da sua vida.

    Com a chegada da puberdade as mulheres começam a menstruar, isto é, há a estimulação de uma série de folículos no interior dos seus ovários e a posterior libertação de um ovócito (célula que se converterá em óvulo). Este processo ocorre todos os meses e quando acabam os óvulos a mulher chega a fase da menopausa isto é, ao fim da sua etapa reprodutiva.

    Estudo da fertilidade

    Se um casal que não pode ter filhos de forma natural decide recorrer à uma clínica de reprodução assistida, um estudo personalizado de cada membro do casal deve ser realizado.

    Espermatozóide fertilizando um óvulo

    Primeiramente, uma ampla entrevista deve ser conduzida para que o médico possa determinar quais os exames que precisam ser realizados. Existe um grande número de exames que podem ser feitos, e muitos deles podem não ser necessários, logo, é importante personalizar ao máximo o estudo da fertilidade.

  • Esterilidade Masculina

    Esterilidade Masculina

    A esterilidade masculina pode ter várias causas que se agrupam da seguinte forma:

    • Factor pré-testicular ou endócrino
    • Factor testicular
    • Factor pós-testicular
    • Factor de esperma

    Estes factores nem sempre são a causa da infertilidade do casal, já que, em cerca de 40% dos casos a causa da infertilidade é conjunta. Isto é, a soma da fertilidade dos dois membros do casal não é suficiente para conceber um filho. Existem, também, a esterilidade de origem desconhecida e problemas de infertilidade devido a causa imunológicas.

    Factores de esterilidade masculina

    Factor pré-testicular ou endócrino

    Este factor de esterilidade masculina é causado por problemas hormonais que alteram a segregação de hormonas feita pela hipófise. Estas hormonas estão envolvidas no desenvolvimento dos testículos, na produção de espermatozóides e no desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino em geral. Algumas substâncias ou medicamentos podem alterar este eixo hormonal e produzir problemas de fertilidade.

    Este tipo de problemas são, normalmente, detectados no momento do nascimento do bebé ou quando a criança tem uma idade precoce, uma vez que, é possível observar que os seus órgãos genitais não evoluíram correctamente.

    Factor testicular

    Factor testicular faz referência a todos os factores que podem afectar os testículos. Esta alteração pode ocorrer no momento do nascimento ou aparecer devido a agentes externos em qualquer momento da vida do homem.

    Os factores testiculares congénitos produzem-se devido a alterações genéticas, tanto ao nível cromossómico (síndrome de Klinelfelter) quanto a nível dos genes (síndrome de Noonan).

    O consumo de certos medicamentos ou drogas e certos traumatismos podem dar origem a um defeito testicular adquirido.

    Factor pós-testicular

    Os factores pós-testiculares são todos aqueles que afectam os espermatozóides após a sua saída dos testículos. A formação dos espermatozóides é denominada de espermatogénese e é feita no interior dos tubos do testículo. Depois de formados, os espermatozóides são transportados do epidídimo até a urecta. No momento da ejaculação são expelidos através da uretra.

    Alterações no esperma

    As obstruções e outros problemas no epidídimo, assim como as alterações na uretra podem produzir infertilidade nos homens. As infecções nas vias urinárias e a incapacidade de ejacular são, também, caracterizadas como alterações ao nível pós-testicular.

    Factor do esperma

    A infertilidade masculina causada por um factor de esperma é a mais comum. Nesta categoria estão incluídas todas as alterações nos espermatozóides. Nas consultas de infertilidade um espermograma é feito para comprovar a qualidade do sémen. Este exame avalia vários parâmetros como:

    • Concentração: a concentração de espermatozóides no sémen e a sua quantidade total na amostra ejaculada são medidas.
    • Mobilidade: a quantidade de espermatozóides que se movem e que são capazes de deslocar-se é observada.
    • Morfologia: comprova-se que a forma dos espermatozóides não apresenta alterações.
    • Vitalidade: é habitual observar espermatozóides mortos numa amostra de sémen. Contudo, pelo menos 58% dos espermatozóides devem estar vivos.

    Graças ao avanço nas técnicas de reprodução assistida muitos homens podem ser pais apesar dos seus espermatozóides apresentarem alterações.

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