Etiqueta: Células do embrião

  • Sintomas da implantação embrionária

    Sintomas da implantação embrionária

    A implantação embrionária é o processo através do qual o embrião fixa-se no endométrio de forma a continuar o seu desenvolvimento. O aumento das hormonas após a implantação gera sintomas de gravidez.

    Divisões embrionárias até a implantação

    Sangramento vaginal

    O sangramento devido à implantação costuma acontecer alguns dias após essa mesma implantação. Durante este sangramento o sangue apresenta uma textura mais fluída que durante a menstruação. A sua cor pode variar entre o rosado e o acastanhado. A duração deste sangramento mudade mulher para mulher.

    Outros sintomas da implantação que podem ser notados se se manifestarem depois da menstruação são:

      • Cólicas, de um ou dois dias de duração, muito similares as dores que se sentem durante a menstruação
      • Ligeiro inchaço do seios, sobretudo das auréolas.
      • Perturbações digestivas.
      • Vontade frequente de urinar.
      • Sonolência, sobretudo depois das refeições.
      • Náuseas e vómitos, especialmente pela manhã, a partir da segunda semana de gestação.
      • Aversão a certas comidas e odores.
      • Primeiros desejos alimentícios.

    Fixação embrionária no útero

    A observação excessiva de qualquer sintoma de gravidez conjugado com o desejo exacerbado de ser mãe pode fazer com que uma mulher acredite que está gravida apesar de não o estar.

    De qualquer modo, o melhor a fazer é realizar um teste de gravidez depois de passados, pelo menos, 12 dias da ovulação.

  • As Técnicas de Reprodução Assistida

    As Técnicas de Reprodução Assistida

    Quando um casal deseja ter filhos e, depois de mais de um ano de relações sexuais sem protecção, não conseguem engravidar, devem procurar uma clínica de reprodução assistida. Nessas clínicas são, normalmente, realizadas três técnicas de reprodução assistida que contribuem para o aumento das taxas de gravidez.

    As pessoas que vão submeter-se a um tratamento de fertilidade devem ter sido, de antemão, correctamente informadas sobre o processo. Logo, é importante procurar um centro de reprodução assistida especializado e de confiança. Existem três tratamentos básicos de reprodução assistida que podem ser mais ou menos complexos. Esses tratamentos são: inseminação artificial (IA), fertilização in vitro (FIV) e micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    Os especialistas decidem qual a técnica mais indicada para cada paciente, uma vez que as probabilidades de engravidar variam segundo, por exemplo, o grau de infertilidade e a idade dos pacientes. Ademais, a soma do potencial reprodutor dos dois membros do casal deve ser sempre tida em conta.

    Definição de reprodução assistida

    Inseminação artificial

    A técnica de reprodução assistida mais simples é a inseminação artificial que consiste no depósito de espermatozóides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino com o objectivo de engravidar a mulher.

    Para alcançar a gravidez o processo de ovulação é estimulado de forma controlada e monitorizado. A estimulação da ovulação é feita através da administração, no segundo ou terceiro dia de menstruação, de pequenas doses de hormonas. A monitorização desse estímulo é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    Quando o tamanho dos folículos é o adequado inicia-se o processo de inseminação. Gonadotrofina é prescrita e injectada na paciente 34 ou 36 horas antes da inseminação. Essa hormona promove a ovulação e a saída do óvulo até as trompas de Falópio.

    Antes da inseminação propriamente dita, a amostra de sémen é recolhida e os espermatozóides de boa qualidade são identificados e separados do resto da amostra em laboratório. Posteriormente, esses espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula fina. A paciente permanecerá em repouso durante alguns minutos. Esta técnica não requer qualquer tipo de anestesia porque é indolor.

    Aproximadamente duas semanas depois da inseminação a mulher já pode realizar um exame de gravidez para saber se esta foi bem-sucedida.

    Indicações da IA

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica mais complexa que consiste na extracção dos óvulos da mulher através da vagina por punção e na fertilização, em laboratório, desses óvulos com os espermatozóides do homem. Os embriões são, passados alguns dias, depositados no útero materno.

    Em primeiro lugar, é feita a estimulação controlada da ovulação através de hormonas e a monitorização dessa mesma estimulação. Existem diversos protocolos de estimulação que o ginecologista deve adaptar a cada caso.

    De entre 34 a 36 horas antes da punção ovaria, uma hormona para desencadear a ovulação é injectada na paciente. A punção é uma intervenção que não causa dor pois é aplicada na paciente uma pequena dose de anestesia local. Uma pequena agulha é introduzida via transvaginal para chegar aos folículos situados no ovário que são aspirados, permitindo a obtenção de óvulos. Esta intervenção demora de entre 15 a 40 minutos em função, normalmente, do número de folículos a aspirar. A paciente regressa a casa no mesmo dia da punção.

    O líquido folicular extraído é enviado para o laboratório onde o biólogo localiza os óvulos e coloca-os perto dos espermatozóides que foram previamente seleccionados tal como no processo de inseminação artificial.

    O espermatozóide mais rápido fertilizará o óvulo. Passadas cerca de 19 horas é possível observar se os óvulos foram fertilizados ou não. Dois pronúcleos podem ser observados, sendo que um possui a informação genética do óvulo e o outro do espermatozóide.

    Os óvulos fertilizados transformam-se em embriões. Neste momento, a informação genética da mãe e do pai já se fundiram e o embrião divide-se em 2-4 células. Nesta fase o embrião é apelidado de zigoto e já tem os seus próprios genes.

    Três dias após a fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos em 6 ou 8 células. Quatro dias após estão divididos entre 16 e 32 células e cinco dias depois já em 100 células.

    A transferência dos embriões para o útero materno é feita 3 ou 5 dias depois da punção ovárica. Isto é decidido em função do problema de fertilidade apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados e da evolução dos embriões.

    O número de embriões que serão transferidos é determinado e escolhidos os de melhor qualidade. A transferência embrionária é uma técnica simples que demora apenas alguns minutos. Os embriões seleccionados são colocados num cateter muito fino que é introduzido no útero por via vaginal. Esta técnica é indolor e não requer qualquer tipo de anestesia. Após cerca de 20 minutos de descanso a paciente pode ir para casa e seguir com a sua vida normal.

    Duas semanas após a transferência dos embriões, e no caso de não haver menstruação, um teste de gravidez é feito.

    Os embriões de pouca qualidade que não foram transferidos são deixados no incubador e a sua evolução é observada. Normalmente deixam de dividir-se e não sobrevivem. Os embriões de boa qualidade são congelados para que possam ser posteriormente utilizados e implantados.

    Cultura de embriões para FIV

    ICSI

    Esta outra técnica de reprodução assistida – micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides – é uma variante da FIV um pouco mais complexa e com mais custos. Nesta técnica a inseminação dos óvulos é feita através de uma micro-agulha que introduz um espermatozóide no interior do óvulo.

    Outra técnica de reprodução assistida que complementa os processos de FIV e de ICSI é o diagnóstico genético pré-implantação ou DGP, utilizado com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Esta técnica é mais complexa que o processo habitual de uma fertilização in vitro ou ICSI, logo, o seu custo económico é superior. Esta técnica é feita antes da transferência dos embriões para o útero materno e apenas os embriões geneticamente saudáveis são escolhidos.

    IMSI: processo

    Três dias após a fertilização do óvulo, quando o embrião possui de entre 6 a 8 células, é aberto um pequeno orifício na sua membrana externa para que uma célula possa ser aspirada. Análises cromossómicas são feitas em laboratório. Este processo não põe em risco o desenvolvimento do embrião.

    Depois de feito o diagnóstico genético, os embriões são transferidos ou, se forem de boa qualidade, congelados. Duas semanas depois testes de gravidez podem ser realizados.

  • Fases da Gravidez

    Fases da Gravidez

    Todos os meses, um folículo é estimulado no útero de uma mulher e desenvolve-se até que o óvulo seja libertado. Este óvulo chega até as trompas de Falópio onde espera pelo espermatozóide.

    Durante a ejaculação o homem expulsa milhões de espermatozóides que são depositados no interior da vagina. A partir deste momento os espermatozóides iniciam uma corrida com o objectivo de encontrar o óvulo. Os espermatozóides atravessam o útero e chegam as trompas de Falópio onde está o óvulo.

    Apenas o espermatozóide mais rápido e eficaz será capaz de atravessar a membrana do óvulo e fertiliza-lo. Os núcleos do óvulo e do espermatozóide fundem-se, dando origem ao zigoto que irá desenvolver-se e transformar-se em um embrião. Neste momento, ocorre a criação de uma nova vida.

    As distintas etapas da gravidez

    Primeiro mês de gravidez

    O óvulo fertilizado é já um embrião composto por duas pequenas células que se dividem muito rapidamente. Três dias após a fertilização o embrião tem entre 16 e 23 células. No quarto dia já é composto por 100 células. O embrião passa pela trompa de Falópio em busca da segurança do útero e, seis dias depois da fertilização, adere-se ao endométrio, produzindo-se a implantação.

    É difícil conhecer o dia exacto da implantação, logo, o primeiro dia da última menstruação é considerado como o primeiro dia de gravidez.

    Ao fim da quarta semana de gravidez o embrião assemelha-se a um pequeno disco circular de aproximadamente 2,5 mm de diâmetro.

    Segundo mês de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez três camadas de células, que darão origem a todos os tecidos do futuro bebé, são formadas. A medula espinhal, o cérebro, o coração, os intestinos e a pele são formados nesta fase. Os olhos, as orelhas, o nariz, o lábio superior e os membros começam, igualmente, a desenvolverem-se.

    Terceiro mês de gravidez

    No terceiro mês de gravidez há a finalização do período embrionário e o início do período fetal. Assim, o embrião passa a chamar-se de feto. O futuro bebé já possui todos os seus órgãos mas estes ainda não estão completamente desenvolvidos. Nesta fase o feto tem cerca de 8,5 cm de comprimento e pesa entre 15 e 20 gramas. Durante este mês ocorre a formação dos órgãos genitais masculinos e femininos.

    Apesar de este mexer-se vigorosamente ainda não é possível sentir o bebé. No terceiro mês de gestação o bebé já dá pontapés, abre e fecha os punhos, roda os calcanhares e pulsos e faz alguns movimentos faciais.

    Quarto mês de gravidez

    Ao quarto mês de gestação os olhos do bebé são enormes e estão cerrados. O feto tem, nesta fase, aproximadamente 15cm e pesa, em média, 170 gramas. É possível que a mãe sinta o bebé pela primeira vez durante este mês. É, ainda, durante este período da gestação que as cordas vocais do bebé são formadas. Contudo, o bebé só utilizará essas cordas vocais após o seu nascimento.

    Quinto mês de gravidez

    Durante o quinto mês de gravidez há uma intensificação do desenvolvimento dos órgãos internos do feto. As cavidades cardíacas já estão delimitadas e o coração do bebé bate com força.

    Por vezes, quando a mãe deita-se, é possível que o bebé mexa-se muito. Isto acontece porque o feto pode mover-se com mais facilidade quando a futura mãe está deitada. Quando a futura mãe está de pé, o feto encaixa-se na pélvis e mexe-se menos, parecendo adormecido.

    Sexto mês de gravidez

    No sexto mês de gravidez o bebé já abre os olhos, apesar de apenas ser capaz de perceber a luz, e já tem cabelo, pestanas e sobrancelhas. Mede de entre 27 a 32 cm. O comprimento do cordão umbilical permite que o bebé movimente-se dentro do saco amniótico em que se encontra. Estas movimentações são facilitadas pela formação dos músculos.

    No sexto mês o bebé começa a adoptar um padrão de actividade e sono determinado, responde a ruídos fortes e mexe-se muito.

    As diferentes etapas de gestação

    Sétimo mês de gravidez

    Durante o sétimo mês de gestação há o desenvolvimento completo dos pulmões, e a ossificação dos tecidos dos ossos. O bebé perde a sua cor transparente devido a pigmentação e fortalecimento da pele. Ao longo deste mês o bebé começa a acumular gordura no seu corpo. Isto é essencial para que possa regular a sua temperatura corporal de forma autónoma depois do seu nascimento. O feto cresce atá aos 38 cm e, devido ao aumento do seu peso e tamanho, há uma diminuição dos seus movimentos.

    Oitavo mês de gravidez

    No oitavo mês de gravidez o peso do bebé aumenta consideravelmente e este ocupa quase todo o útero. O seu cérebro continua a desenvolver-se e há a formação dos neurónios olfactivos que permitem que o bebé sinta odores fortes. Neste mês o bebé cresce até aos, aproximadamente, 42 cm e os seus movimentos são vigorosos.

    Nono mês de gravidez

    Ao nono mês de gestação o estômago e intestino do bebé já funcionam e, graças as células gordurosas, a sua pele é mais suave. O crescimento do bebé atinge os 46 cm e é provável que desça, de cabeça para baixo, até a pélvis. Quando o bebé encaixa-se na pélvis os seus movimentos diminuem e a mãe não o sentirá tão frequentemente.

    Perto do fim do nono mês de gravidez os órgãos do bebé já podem funcionar autonomamente, as suas unhas são compridas e o seu tamanho é de aproximadamente, 51cm. Neste momento, o bebé está preparado para o seu nascimento.

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