Etiqueta: Gestações múltiplas

  • Gestação Múltipla

    Gestação Múltipla

    A gestação múltipla é uma gravidez considerada de risco, uma vez que existem mais probabilidades de complicações. As gestações múltiplas são gravidezes de gémeos, trigémeos, quadrigémeos, etc.

    Estas gestações não são muito comuns mas podem ocorrer, por vezes, depois de um tratamento de fertilidade quando há a implantação de mais de um embrião. A medicina reprodutiva tem tentado travar a proliferação deste tipo de gestações.

    Maior controlo médico

    Como ocorre uma gestação múltipla?

    A gestação múltipla produz-se como consequência de vários processos que determinam o tipo de gémeos:

    • Gémeos univitelinos ou idênticos. Surgem da divisão do mesmo óvulo. Os bebés possuem a mesma carga genética, o mesmo sexo e um aspecto físico muito semelhante. 30% das gestações múltiplas são gestações de gémeos idênticos.
    • Gémeos bivitelinos ou fraternos. Surgem da fertilização de mais de um óvulo com diferentes espermatozóides. Os gémeos apresentam as semelhanças físicas comuns entre irmãos e podem não ser do mesmo sexo. 70% dos casos de gestações múltiplas são de gémeos fraternos.

    Factores que favorecem a gestação múltipla

    Existem diversos factores que podem favorecer a concepção de uma gestação múltipla, como:

    • Hereditariedade. Quando a mulher tem antecedentes deste tipo de gestações na sua família pode ter uma gestação múltipla. Não é certo que este tipo de casos salte uma geração mas é possível que ocorra.
    • Idade da mulher. Quando a mulher tem mais de 30-35 anos no momento da concepção, a probabilidade de ter uma gestação múltipla é maior.
    • Reprodução assistida. Como já comentamos anteriormente, os tratamentos de fertilidade são os responsáveis por muitos casos de gestação múltipla. Não obstante, a medicina reprodutiva tem tentado diminuir o número deste tipo de gestações.
    • Depois da toma contínua de medicamentos anticonceptivos. Alguns estudos apontam para um possível aumento das probabilidades de uma gestação múltipla depois da toma da pírula anticonceptiva durante vários anos.

    As gestações múltiplas têm uma série de sintomas distintos aos de uma gravidez individual. Por exemplo, as mulheres gravidas de gémeos costumam sentir mais náuseas e enjoos e o tamanho do seu útero é maior.

    Riscos da gestação múltipla

    Este tipo de gestações costuma abarcar uma série de riscos para a mulher. Alguns desses riscos são:

    • Parto prematuro.
    • Pré-eclampsia.
    • Baixo peso dos bebés.
    • Diabetes gestacional.
    • Alterações cromossómicas.
    • Síndrome da transfusão feto-fetal. Produz-se quando um feto recebe mais sangue que o outro.

    Recomendações

    A mulher gravida de gémeos, trigémeos ou mais deve ter em conta uma série de recomendações para que a sua gravidez desenvolva-se sem complicações. Algumas dessas recomendações são as seguintes:

    • Repouso. É provável que a mulher requeira um ambiente mais tranquilo.
    • Controlo médico. Um maior número de ecografias deve ser feito e as visitas ao médico devem ser mais frequentes que o habitual. Um diagnóstico precoce da gestação múltipla é importante para o planeamento do parto.

    Depois do nascimento das crianças, a mãe precisará de toda a ajudar disponível para poder cuidar dos bebés.

  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Problemas da Fertilização in Vitro

    Problemas da Fertilização in Vitro

    Os principais problemas associados a fertilização in vitro podem derivar da estimulação da ovulação ou da própria gravidez.

    Os riscos derivados da estimulação são:

    • Síndrome da hiperestimulação ovariana.
    • Gestações múltiplas. Em ciclos onde dois embriões são transferidos a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões a probabilidade da mulher engravidar de gémeos é de 12% e de trigémeos de 3%.

    Gravidez ectópica

    Os riscos derivados da gravidez são:

    • Aborto natural. Calcula-se que um aborto natural acontece em 20-22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gestação.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística mostra que entre 2 e 5 mulheres em cada 100 submetidas a fertilização in vitro têm uma gravidez ectópica. Nas gravidezes conseguidas de forma natural esta percentagem é de cerca de 1.5%.
  • Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    Hormona Estimulante dos Folículos (FSH)

    A hormona FSH ou hormona estimulante dos folículos é um tipo de hormona gonadotrofina produzida pela hipófise e libertada tanto por homens quanto por mulheres. Em ambos os sexos a sua função é regular o ciclo reprodutivo.

    Esta hormona está encarregue da secreção de estrogénios e estimula os folículos para que esses se desenvolvam e cresçam dentro do ovário, daí o seu nome: hormona estimulante dos folículos.

    Estimulação folicular por FSH

    No âmbito da reprodução assistida esta hormona é utilizada como um fármaco prescrito durante o processo de estimulação da ovulação em técnicas de inseminação artificial, fertilização in vitro convencional e ICSI com o objectivo de induzir nos ovários um aumento do número de folículos em crescimento e de estimular o seu amadurecimento.

    Indicações

    A prescrição de FSH como um fármaco utilizado em reprodução assistida está indicada nos seguintes casos:

    • Mulheres com síndrome do ovário policístico.
    • Falhas anteriores na estimulação ovárica com outros fármacos.
    • Mulheres com níveis de LH elevados no plasma sanguíneo.

    Vantagens

    As vantagens da utilização da FSH para estimular a produção de óvulos em mulheres em tratamento de reprodução são:

    • A FSH, especialmente a recombinante, tem poucos efeitos secundários, já que é purificada.
    • A FSH produz vários folículos homogéneos com um bom número de ovócitos em cada estimulação.
    • A FSH é altamente eficaz. Uma pequena dose desta hormona é o suficiente para estimular correctamente o ovário.

    Fármacos de FSH

    Desvantagens

    As desvantagens da utilização deste fármaco em ciclos de reprodução assistida são as seguintes:

    • Se a dose de FSH não estiver bem regulada pelo médico pode produzir o síndrome da hiperestimulação ovárica.
    • Gestações múltiplas. Devido ao desenvolvimento de mais de um folículo este tipo de gestação pode ocorrer sobretudo no âmbito de tratamentos de inseminação artificial.
    • Alto custo económico, especialmente da FSH recombinante que tem um preço mais elevado que a FSH de origem urinária.

    Fármaco FSH

    Dependendo da sua origem, existem duas formas de obtenção da FSH para utilização como um fármaco. Essas formas são:

    FSH urinária

    Esta é a forma tradicional de obtenção de uma grande quantidade de FSH. A hormona é obtida através da purificação da urina de mulheres na menopausa. As mulheres na menopausa não desenvolvem mais folículos, logo, têm uma alta concentração de FSH na sua urina.

    Existem dos tipos de FSH de origem urinária:

    • A hMG: gonadotrofina menopáusica humana que contem 75 UI (unidades internacionais) de FSH e 7 5UI de LH. Um desses fármacos é apelidado de Menopur.
    • A FSH altamente purificada. Este tipo de fármaco é quase completamente composto por FSH e por menos de 0.1 UI de LH.

    FSH recombinante

    A FSH de origem recombinante é obtida por meio de técnicas de engenharia genética. Neste caso os fármacos são compostos apenas por FSH. Estes fármacos são o Gonal e o Puregon.

    Existe um outro fármaco denominado Pergoveris, comercializado, por exemplo, em Espanha, que é uma mistura de várias gonadotrofinas e que contem 15 UI de FSH recombinante e 75 UI de LH recombinante.

  • HMG (Gonadotrofina Menopáusica Humana)

    HMG (Gonadotrofina Menopáusica Humana)

    A gonadotrofina menopaúsica humana é prescrita durante a estimulação controlada da ovulação em tratamentos como a inseminação artificial, a FIV convencional e a ICSI.

    A HMG origina da urina de uma mulher na menopausa e, por isso, é denominada de gonadotrofina menopáusica humana. Em termos gerais contem 75UI de FSH (hormona estimulante dos folículos e 75UI de LH (UI refere-se a unidades internacionais de medição da actividade biológica)
    .
    Ovário estimulado

    Indicações

    A HMG é utilizada para estimular o funcionamento do ovário. Mais especificamente, esta hormona produz um maior recrutamento de folículos e estimula o seu crescimento e desenvolvimento.

    A HMG está indicada em casos de mulheres que vão submeter-se a uma técnica de reprodução assistida. A hormona é administrada através de injeções cutâneas com o objectivo de conseguir uma maior estimulação da ovulação durante o ciclo menstrual. Quando falamos da HMG estamos, na verdade, falando de uma concentração das hormonas FSH e LH em uma proporção de 50% cada uma.

    Vantagens e desvantagens

    A administração de hormonas para conseguir um maior desenvolvimento dos folículos do ovário é uma prática habitual e pode ser utilizada com segurança sempre que o tratamento seja supervisionado por um profissional qualificado.

    Uso da HMG
    A principal vantagem da HMG é que estimula o desenvolvimento de vários folículos.

    Os inconvenientes que devem ser tidos e conta são a possibilidade de produzir:

    • Síndrome de hiperestimulação ovárica(SHO). Na inseminação artificial este risco é mínimo e é rapidamente resolvido através do cancelamento do ciclo de inseminação.
    • Gestações múltiplas. No âmbito da inseminação artificial as gestações múltiplas ocorrem entre 12% e 30% dos casos, sendo mais frequentes em mulheres jovens com mais de 5 folículos ováricos  com mais de 16mm e inseminadas com mais de 30 milhões de espermatozóides. No âmbito da fertilização in vitro, em ciclos onde há a transferência de dois embriões a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões a probabilidade de uma gravidez de gémeos é de 12% e de trigémeos é de 3%.

    As reacções alérgicas à HMG são muito pouco frequentes, logo a administração da hormona não é considerada de risco.

  • Problemas da Inseminação Artificial

    Problemas da Inseminação Artificial

    Apesar da inseminação artificial ser uma técnica segura e apesar das clínicas de reprodução assistida esforçarem-se cada vez mais para melhorar os protocolos de segurança, podem acontecer algumas complicações.

    Riscos da técnica

    Os riscos que derivam da inseminação artificial são os seguintes:

    • Infecções.
    • Alergias. Apesar das probabilidades serem mínimas, algum tipo de alergia pode desenvolver-se devido aos componentes com que o sémen é lavado. É possível que este seja o inconveniente que menos vezes afecta as pacientes.
    • Reacções imunológicas. Criação de anticorpos anti espermatozóides. Este tipo de reacções apenas acontece em mulheres que já tinham um historial de existência de anticorpos anti espermatozóides. A probabilidade deste inconveniente é de menos de 5%.

    Riscos da estimulação ovárica

    Os principais riscos associados a inseminação derivam da estimulação ovárica a qual a mulher tem de se submeter. Estes riscos são os seguintes:

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica. Na inseminação artificial este risco é mínimo e é rapidamente resolvido através do cancelamento do ciclo de inseminação.
    • Gestações múltiplas. Estas gestações ocorrem entre 12% e 30% dos casos, sendo mais frequentes em mulheres jovens com mais de 5 folículos ováricos maiores de 16mm e inseminadas com mais de 30 milhões de espermatozóides.

    Ovário com síndrome de hiperestimulação

    Riscos da gravidez

    As complicações na gravidez podem incluir:

    • Aborto natural. Calcula-se que este tipo de aborto aconteça entre 20% e 22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gravidez.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística diz que 4 mulheres em cada 100 submetidas a um tratamento de inseminação artificial podem ter uma gravidez ectópica. Na inseminação natural a probabilidade disso acontecer é de 0,8%. Como vemos, as probabilidades deste problema manifestarem-se são baixas.

    Gravidez ectópica

    • Gestações múltiplas produzidos de forma natural. Acontece, em parte, devido a estimulação do ciclo menstrual.
  • Os Nascimentos Mais Estranhos do Mundo

    Os Nascimentos Mais Estranhos do Mundo

    Trazer um bebé ao mundo é um acto assombroso que muitas pessoas classificam de milagre. Por vezes, essa palavra ganha um sentido especial.

    Os nascimentos mais espantosos do Mundo são os seguintes:

    Bebé com mais peso

    Bebé mais pesado do mundo
    No ano de 1955 nasceu o bebé mais pesado do Mundo. Carmelina Fedele deu a luz a um menino com 10.2kg.No ano de 2009, nasceu na Indonésia o segundo bebé mais pesado do Mundo com 8.7kg.

    Bebé mais pequeno

    Bebé mais pequeno do mundo
    Rumaisa Rahman nasceu em 2004 após uma gestação de apenas 25 semanas e 6 dias. No momento do nascimento pesava 230 gramas e media 25 centímetros.

    A mãe mais jovem

    A mãe mais jovem do mundo
    Lina Medina, do Peru, nasceu em 1933 e foi mãe quando tinha apenas 5 anos e oito meses. O seu bebé nasceu em 1939 com um peso de 2.7kg. Os pais de Lina, pensando que a sua filha tinha um tumor, levaram-na ao médico quando observaram que a sua barriga crescia.

    A mãe mais velha

    A mãe mais velha do mundo
    Rajo Devi Lohan é a mãe pela primeira vez mais velha do Mundo. Foi mãe pela primeira vez aos 70 anos de idade em 2008. Na índia muitas mulheres submetem-se a tratamentos de fertilização in vitro numa idade avançada depois de terem tentado engravidar de forma natural.

    O primeiro homem grávido

    Primeiro homem grávido do mundo
    Em 2008 Thomas Beatie surpreendeu o Mundo com várias fotografias que demonstravam que estava num estado de gestação avançado. Thomas nasceu mulher e submeteu-se a uma mastectomia e terapia hormonal para mudança de sexo, contudo, conservou os seus órgãos reprodutores femininos. Sendo a mulher de Thomas estéril o casal decidiu que ele se submeteria a um tratamento de inseminação artificial. Até a data, Thomas teve três filhos.

    Parto mais numeroso

    Gestação múltipla
    Em 2009 Nadya Suleman apareceu na capa de várias revistas e jornais após ter dado à luz a 8 bebés no mesmo parto. A história desta mulher é muito polémica pois é uma mãe solteira sem recursos económicos que se submeteu a um tratamento de reprodução assistida depois de já ter 6 filhos. Nos EUA não existe um limite do número de embriões que podem ser transferidos no contexto de uma fertilização in vitro.

    Gémeos fraternos de diferentes colores

    Gêmeos fraternos de diferentes cores
    Apesar de não ser habitual é possível que um casal inter-racial tenha filhos com cores de pele diferentes. Miya e Leah Durrant nasceram em 2008 e têm uma cor de pele distinta uma da outra. Cada uma das crianças tem características de um dos seus progenitores.

    Pais negros com um bebé de cor branca


    Nmachi é branca, com olhos azuis e cabelo loiro. O mais surpreendente é que os seus pais são negros. A bebé não é albina nem sobre de nenhum transtorno de pele. Foi confirmado que é, geneticamente, filha deste casal.

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