Etiqueta: Taxa de gravidez

  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Vantagens da Fertilização in Vitro

    Vantagens da Fertilização in Vitro

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida cuja principal característica é a que a fertilização do óvulo pelo espermatozóide é feita fora do corpo da mulher, isto é, é feita em laboratório. Posteriormente, depois do cultivo dos embriões, a transferência embrionária é executada.

    A principal vantagem da FIV é a sua alta taxa de êxito, de cerca de 50% por cada ciclo e a sua taxa acumulada de 90% de êxito depois de 3 ciclos. A técnica pressupõe a intervenção humana durante o processo de fertilização, logo, mesmo perante problemas de infertilidade masculina ou femininas mais graves é possível que a mulher engravide.

    A fertilização in vitro é menos invasiva que outras técnicas de reprodução assistida já que, apesar da intervenção humana, o espermatozóide tem de penetrar o óvulo sozinho e pelos seus próprios meios.

    Outra vantagem importante é o facto de que esta é uma técnica antiga. Em 1978 nasceu a primeira criança através desta técnica que, posteriormente, engravidou de forma natural. A eficácia desta técnica está mais do que comprovada e os riscos que podem surgir foram exaustivamente estudados e minimizados. Existem muitas clínicas de reprodução assistida que executam esta técnica diariamente e, graças a ela, milhões de crianças nasceram em todo o mundo.

  • Resultados da Inseminação Artificial com Sémen de Dador

    Resultados da Inseminação Artificial com Sémen de Dador

    Os resultados da inseminação artificial com sémen de dador dependem, fundamentalmente, da idade da mulher, que não deve ultrapassar os 35 anos.

    Outros factores que também influenciam estes resultados são:

    • A causa da infertilidade.
    • A grossura do endométrio da mulher.
    • O tratamento utilizado para a estimulação da ovulação.
    • O resultado da contagem de espermatozóides com mobilidade do sémen descongelado.

    Tubos de ensaio

    Assim, a taxa de gravidez pode varia entre os 18% e os 30% por ciclo de inseminação.

    É importante recordar que a probabilidade de uma gravidez natural é de entre 20 e 30% por ciclo menstrual. Contudo, e se tivermos em conta que a taxa de sucesso da inseminação artificial é acumulativa , depois de quatro ciclos de inseminação essa taxa situa-se entre os 60% e 70%. Por este motivo, é recomendado que depois de uma falha de inseminação, outra seja feita consecutivamente para que as possibilidades de engravidar da mulher aumentem.

    Taxas de gravidez por ciclo:

    • Com 1 ciclo: 17-28%
    • Com 2 ciclos: 30-46%
    • Com 3 ciclos: 48- 60%
    • Com 4 ciclos: 60-75%
  • Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Esterilidade masculina não susceptível de realizar ICSI como é o caso de uma azoospermia sem possibilidades de recuperação de espermatozóides no testículo ou no epidídimo.
    • Microinjecções intracitoplasmáticas de espermatozóides falhadas por causa masculina ou desconhecida.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença genética aos filhos.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença sexualmente transmissível e quando a lavagem do sémen não oferece garantias de eliminação total da doença.
    • Mulheres que decidem ser mães solteiras.
    • Casais lésbicos.

    Mulher gravida

    Este tipo de inseminação artificial é feito da mesma forma, e seguindo os mesmos passos, da inseminação artificial conjugal. A única diferença reside na origem da amostra de sémen, que neste caso é proveniente de um dador.

    A utilização da inseminação artificial está aconselhada sempre que a idade dos pacientes o permita e sempre que é indicada pois é uma técnica menos invasiva e tem boas taxas de sucesso (gravidez). Cada inseminação tem uma taxa de êxito de entre 15% e 20%, taxa essa que é acumulativa e pode aumentar ao longo de 4 ciclos de inseminação.

  • Inseminação Artifical com Sémen de Dador (IAD)

    Inseminação Artifical com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida utilizada em casos de:

    • Infertilidade masculina.
    • Existência de possibilidades de transmissão de uma doença hereditária aos filhos.
    • Mulheres que decidem ser mães sem ter relações sexuais.

    IAD

    Comparaçao com a IAC

    A principal diferença entre este tipo de inseminação e a inseminação artificial conjugal é a forma como o sémen é obtido.  No primeiro caso, um dador tem de ser seleccionado pela clínica.

    A paciente que recebe o sémen nao intervem no processo de seleccção do dador e esse permanece no anonimato. Da mesma forma, o dador nao conhecerá a identidade da paciente ou casal que receberá o seu sémen.

    A eleição de um dador de esperma depende, em primeiro lugar, do seu tipo sanguíneo e, em segundo lugar, das suas características físicas.

    Todos os demais pontos do processo são praticamente idênticos nos dois tipos de inseminação.

    Requisitos

    Neste tipo de inseminação, os requisitos mínimos da mulher que se vai submeter ao tratamento de reprodução são os mais importantes. No caso do dador, o seu estado de saúde e a qualidade do seu sémen serão testados. O banco de sémen garante a qualidade do esperma.

    Para que uma mulher possa submeter-se a este tratamento é necessário que tenha permeabilidade tubária em pelo menos uma das trompas de Falópio. A sua resposta ovárica à medicação deve, igualmente, ser adequada e o endométrio deve ser capaz de aceitar a implantação embrionária.

    Resultados

    As taxas de êxito da IAD variam em função das clínicas, do dador seleccionado e da mulher, entre outros factores.

    Por norma geral, uma mulher jovem com menos de 35 anos tem boas probabilidades de engravidar no âmbito de uma IAD. Essa probabilidade varia entre os valores de 19% e 30%.

    É importante recordar que, na inseminação artificial, a taxa de gravidez é acumulativa. Assim, se a primeira tentativa não resultar numa gravidez, outras tentativas devem ser realizadas. Depois de quatro tentativas as probabilidades de conseguir uma gestação são de entre 60% e 80%.

    Vantagens

    As vantagens de uma inseminação artificial com sémen de dador são as mesmas que as de uma inseminação artificial conjugal. Essas vantagens foram, anteriormente, abordadas e explicadas no artigo sobre inseminação artificial.

    Problemas

    Os riscos associados com uma IAD são exactamente os mesmos de uma IAC. Assim, esses problemas foram já explicados num artigo anterior.

  • Êxito da Doação de Óvulos

    Êxito da Doação de Óvulos

    Historia e evolução da doação de óvulos

    A primeira gestação através de um óvulo doado foi conseguida pelo Dr. Alen Trounson. Contudo, foi o Dr. Lutjen que, no ano de 1984, conseguiu, pela primeira vez, que uma mulher com falha ovárica conseguisse levar uma gravidez ao seu correcto termino graças à doação de óvulos. Sem esta técnica esta mulher não poderia ter sido mãe.

    Todas as técnicas de reprodução assistida são relativamente recentes, sendo a doação de óvulos a que mais recentemente começou a ser utilizada. No início a sua utilização era feita de forma tímida, ocupando “muito pouco espaço” dentro de cada clínica de reprodução, já que, as implicações morais deste processo podem ser de difícil aceitação.

    Contudo, com o passar do tempo, com as mudanças de mentalidade e com a incorporação da mulher na vida laboral, a maternidade foi relegada para segundo plano e a técnica de doação de óvulos foi ganhando importância. Actualmente, é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito da reprodução assistida.

    Esta técnica sofreu grandes e incríveis alterações, sendo tão utilizada quanto a FIV e ICSI, por exemplo. No futuro, é provável que esta técnica venha a ultrapassar as restantes, dado que as mulheres decidem ser mães pela primeira vez cada vez mais tarde.

    Probabilidade de gestação por doação de óvulos

    As taxas de êxito da doação de óvulos são muito boas, partindo dos 60% no primeiro ciclo e podendo alcançar 90% nas tentativas seguintes. Isto deve-se, entre outras razões, ao facto de a idade das dadores nunca superar os 35 anos de idade. Inclusivamente, alguns centros e clínicas de reprodução optam por restringir um pouco mais essa idade para conseguirem melhores resultados.

    Por esta razão, e apesar de ser um procedimento duro do ponto de vista psicológico, este é um processo que vale a pena pois as suas taxas de êxito superam as das técnicas in vitro.

    Isto não quer dizer que quando uma paciente decide submeter-se a um tratamento de reprodução assistida deve pedir logo uma doação de óvulos. Cada caso deve ser estudado individualmente e a patologia deve ser diagnosticada antes da escolha do tratamento mais adequado. Depois de saber quais os problemas de fertilidade que afectam os pacientes será mais fácil para os médicos recomendarem o tratamento de reprodução mais idóneo.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Resultados da Inseminação Artificial

    Resultados da Inseminação Artificial

    Os factores que mais influenciam o êxito ou fracasso da técnica de inseminação artificial são os seguintes:

    • Idade da mulher
    • Qualidade do sémen do homem
    • Grossura do endométrio
    • Duração da esterilidade
    • O tratamento utilizado na ovulação

    A taxa de êxito da inseminação artificial numa mulher com menos de 35 anos que opta por utilizar o sémen do seu parceiro varia entre os 15% e os 20%. Por sua vez, a inseminação artificial com sémen de um dador tem uma taxa de sucesso de cerca de 30%.

    Taxa de êxito da IA

    A probabilidade de uma mulher engravidar depois de uma inseminação artificial é acumulativa. Está provado que as probabilidades de gravidez aumentam até a 4ª inseminação. Se depois da 4ª inseminação a mulher não tiver engravidado deve optar por uma outra técnica de reprodução assistida. Após quatro inseminações consecutivas a taxa de êxito de uma inseminação conjugal pode chegar aos 60% e a de inseminação com sémen de um dador pode variar entre os 60% e os 70%.

    Como já foi mencionado anteriormente, a idade da mulher é um factor de grande influência em uma inseminação. Em mulheres com menos de 40 anos e mais de 34 a taxa de gravidez por ciclo é de 4%. No caso de mulheres entre os 40 e os 45 anos essa taxa é de apenas 0,5%.

  • Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    A inseminação artificial conjugal (IAC) também denominada de inseminação artificial homóloga (IAH) é um tipo de inseminação na qual o sémen utilizado é o do parceiro ou conjuge.

    Este é o tipo de inseminação mais utilizado porque, apesar das dificuldades em engravidar que alguns casais enfrentam, conseguem faze-lo através desta técnica que é a mais simples e menos invasiva de todas as técnicas de reprodução assistida.

    Espermatozóides

    O processo de IAC consiste na estimulação suave e controlada da mulher com o objectivo de que esta produza mais do que um óvulo e na selecção, feita em laboratório, dos melhores espermatozóides do parceiro. Os espermatozóides escolhidos são inseridos numa cánula e introduzidos no útero da mulher quando esta está ovulando. Desta forma as probabilidades de fertilização do óvulo são maiores.

    Taxa de gravidez

    O êxito da inseminação artificial é determinado pelo número de gravidezes conseguidas. As probabilidades de uma mulher engravidar após apenas um ciclo de IAC vária entre os 15% e os 25% dependendo das condições de fertilidade de ambos os membros do casal.

    Se o resultado da primeira IAC é negativo, a realização de um novo ciclo de inseminação é aconselhada. Vários estudos demostram que é aconselhável realizar até 4 inseminações seguidas para que as possibilidades de êxito aumentem. Uma quinta tentativa não faria sentido porque as probabilidades de gravidez não aumentam. Neste caso, uma outra técnica de reprodução assistida deve ser aplicada.

    A taxa de IA é acumulativa, e as suas percentagens são as seguintes:

    • Após um ciclo de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 15% e os 25%.
    • Após dois ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 30% e os 35%.
    • Após três ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 38% e os 42%.
    • Após quatro ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 50% e os 60%.

    Inseminação de um óvulo

    O facto de não conseguirem uma gravidez após a primeira tentativa de inseminação artificial é muito frustrante para vários casais que se decepcionam e decidem abandonar o tratamento. O principal objectivo dos especialistas é fazer com que os casais compreendam que é muito importante realizarem até quatro inseminações seriadas com o objectivo de conseguir uma gravidez. A luta contra a infertilidade é longa e complicada mas os casais não devem desistir.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

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