Categoria: Estimulação Ovárica

  • Efeitos Secundários do Ovitrelle

    Efeitos Secundários do Ovitrelle

    O Ovitrelle é um medicamento utilizado na inseminação artificial, na fertilização in vitro e na ICSI durante o processo de estimulação da ovulação.

    Os efeitos secundários detectados são os seguintes:

    – Transtornos frequentes (entre 1% e 10% das pacientes):

    • Dor abdominal e sintomas gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos.
    • Síndrome da hiperestimulação ovárica ou ovariana leve ou moderada. Isto acontece em cerca de 4% das pacientes.
    • Reacções locais ou dores no local da injecção.
    • Cefaleia.
    • Cansaço.

    – Transtornos pouco frequentes (entre 0,1% e 1% das pacientes):

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica grave. Isto acontece em menos de 0,5% das pacientes.
    • Dor nos seios.
    • Transtornos psiquiátricos: Depressão, irritabilidade e/ou inquietude.
    • Transtornos gastrointestinais: Diarreia

    Efeitos do ovitrelle

    – Transtornos muito raros (en menos de 0,01% das pacientes):

    • Reacções alérgicas
    • Reacções cutâneas leves e reversíveis que se manifestam na forma de erupções.

    Estudos sobre a capacidade de conduzir e utilizar maquina sob o efeito deste fármaco não foram realizados.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Contra-indicações do Ovitrelle

    Contra-indicações do Ovitrelle

    O Ovitrelle contem hCG recombinante (gonadotrofina).

    Este fármaco é prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir uma gravidez através da estimulação do processo de amaturação dos folículos do ovário e sua preparação para ovular.

    Ovitrelle está contra-indicado nos seguintes casos:

    • Hipersensibilidade ao principio activo ou a qualquer componente.
    • Cancro do ovário, útero ou mama.
    • Tumores do hipotálamo ou da hipófise.
    • Sangramento vaginal com causa desconhecida.
    • Quistos ováricos ou aumento do tamanho dos ovários não relacionado com o síndrome do ovário policístico.
    • Gravidez ectópica nos três meses anteriores ao início do tratamento.
    • Problemas de tromboembolismo activo.
    • Mulheres gravidas e mulheres lactantes.

    Gravidez ectópica. Contra-indicações do Ovitrelle

    Ovitrelle não deve ser utilizado quando não é possível obter uma resposta eficaz, como por exemplo, nos casos de:

    • Falha ovárica primária.
    • Mulheres em fase de pós-menopausa.
    • Malformações dos órgãos sexuais incompatíveis com a gravidez.
    • Tumores no útero incompatíveis com a gravidez.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Indicações do Ovitrelle

    Indicações do Ovitrelle

    Ovitrelle é um fármaco utilizado na inseminação artificial, na fertilização in vitro convencional e na ICSI durante o processo de estimulação da ovulação.

    Ovitrelle está indicado no tratamento de:

    • Mulheres submetidas a uma estimulação controlada da ovulação num contexto de aplicação de uma técnica de reprodução assistida como a FIV.
    • Mulheres com não ovulação depois da estimuação do desenvolvimento folicular.

    Ovitrelle

    Este fármaco é vendido apenas mediante a apresentação de receita médica.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Ovitrelle

    Ovitrelle

    Ovitrelle é um fármaco que contem hCG recombinante e a sua principal substância activa é a coriogonadotrofina alfa.

    Este fármaco é prescrito  com o objectivo de estimular a ovulação da mulher no âmbito de um ciclo de inseminação artificial, de fertilização in vitro convencional ou de ICSI.

    Este medicamento existe em dois formatos:

    • OVITRELLE Pó e solvente para solução injectável 250 mg
    • OVITRELLE Seringa pré-enchida 250 mcg/0,5 ml

    Ovitrelle e transferência embrionária

    O Ovitrelle é o fármaco de eleição para provocar a ovulação nos casos em que as hormonas permitem que a transferência de embriões seja feita no mesmo ciclo isto é, permitem que os ovócitos sejam extraídos, fertilizados e depois transferidos.  Existem outros medicamentos que provocam a ovulação e que afectam o endométrio, logo, a transferência não pode ser feita no mesmo ciclo. Os embriões são congelados e transferidos no ciclo seguinte após a optimização do endométrio para aumentar as probabilidades de implantação e gravidez.

  • Problemas da Inseminação Artificial

    Problemas da Inseminação Artificial

    Apesar da inseminação artificial ser uma técnica segura e apesar das clínicas de reprodução assistida esforçarem-se cada vez mais para melhorar os protocolos de segurança, podem acontecer algumas complicações.

    Riscos da técnica

    Os riscos que derivam da inseminação artificial são os seguintes:

    • Infecções.
    • Alergias. Apesar das probabilidades serem mínimas, algum tipo de alergia pode desenvolver-se devido aos componentes com que o sémen é lavado. É possível que este seja o inconveniente que menos vezes afecta as pacientes.
    • Reacções imunológicas. Criação de anticorpos anti espermatozóides. Este tipo de reacções apenas acontece em mulheres que já tinham um historial de existência de anticorpos anti espermatozóides. A probabilidade deste inconveniente é de menos de 5%.

    Riscos da estimulação ovárica

    Os principais riscos associados a inseminação derivam da estimulação ovárica a qual a mulher tem de se submeter. Estes riscos são os seguintes:

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica. Na inseminação artificial este risco é mínimo e é rapidamente resolvido através do cancelamento do ciclo de inseminação.
    • Gestações múltiplas. Estas gestações ocorrem entre 12% e 30% dos casos, sendo mais frequentes em mulheres jovens com mais de 5 folículos ováricos maiores de 16mm e inseminadas com mais de 30 milhões de espermatozóides.

    Ovário com síndrome de hiperestimulação

    Riscos da gravidez

    As complicações na gravidez podem incluir:

    • Aborto natural. Calcula-se que este tipo de aborto aconteça entre 20% e 22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gravidez.
    • Uma gravidez ectópica. A estatística diz que 4 mulheres em cada 100 submetidas a um tratamento de inseminação artificial podem ter uma gravidez ectópica. Na inseminação natural a probabilidade disso acontecer é de 0,8%. Como vemos, as probabilidades deste problema manifestarem-se são baixas.

    Gravidez ectópica

    • Gestações múltiplas produzidos de forma natural. Acontece, em parte, devido a estimulação do ciclo menstrual.
  • Número de óvulos obtidos

    Número de óvulos obtidos

    O tratamento de estimulação ovárica tem a duração de aproximadamente oito dias e um tratamento completo de fertilização in vitro tem uma duração de cerca de duas semanas. Em certas ocasiões o ginecologista pode prescrever um ciclo prévio de anticonceptivos para que o início da fase de estimulação possa ser controlado.

    O número de óvulos obtidos varia em função das características de cada mulher, da sua resposta ao tratamento e das patologias que possa apresentar.

    Ovulação e número de óvulos obtidos

    Assim, é possível obter pelo menos um ovócito de mulheres que são consideradas más receptoras do tratamento, e até mais de 20 ovócitos em mulheres jovens e sem problemas de esterilidade. Contudo, o mais habitual é obter entre 6 e 9 ovócitos por ciclo.

    Quando uma punção folicular é feita, é possível ter uma ideia do número de ovócitos que podem ser extraídos pois cada folículo corresponde a cerca de 200ml de estradiol. Assim, se o nível de estradiol for de, por exemplo, 3000ml podemos concluir que o ginecologista será capaz de puncionar perto de 15 folículos durante a punção ovárica.

    Em relação ao número de embriões, o ideal é obter pelo menos 4 embriões de boa qualidade que proporcionem a realização de uma transferência embrionária e, no caso de não haver gravidez, permitam que uma outra transferência de um ou dois dos embriões congelados seja feita. Mesmo que se transfira apenas um único embrião a probabilidade de gravidez existe, logo, não é necessário alarmar-se no caso do número de óvulos ou embriões obtidos ser baixo.

    Cada folículo tem um ovócito mas é possível que alguns folículos obtidos através da punção não tenham qualquer ovócito no seu interior ou que alguns ovócitos obtidos não estejam maduros e não estejam, portanto, aptos para serem fertilizados.

    Hormonas

    Porque é que alguns folículos não têm óvulos?

    Num ciclo menstrual natural é produzido um pico da hormona luteinizante (LH) que desencadeia a ovulação. Contudo, esse mesmo pico de LH também interrompe o desenvolvimento dos folículos menos maduros. Por isso, o número de ovócitos recolhidos numa punção ovárica pode ser inferior ao número de folículos observados nas ecografias nos dias anteriores.

  • Fertilidade

    Fertilidade

    Fertilidade é definida como a capacidade de reprodução, isto é, a capacidade de ter descendência directa. Nos humanos, existem vários factores que determinam a capacidade de procriar tanto do homem quanto da mulher. Existem factores culturais, como a existência de informação sobre a sexualidade; factores ambientais, como a poluição ou radiação que podem afectar a fertilidade, e factores biológicos.

    Os factores biológicos são os mais importantes e fazem referência a idade reprodutora, a capacidade de manter relações sexuais, a saúde de ambos os progenitores, a qualidade do sémen e dos óvulos e a capacidade de engravidar da mulher.

    Espermatozóides e o óvulo

    Fertilidade masculina

    A fertilidade masculina depende, de forma directa, dos espermatozóides que o homem produz. Os homens nascem com os seus órgãos sexuais ainda não completamente desenvolvidos. e, durante a puberdade, ocorrem várias mudanças hormonais que permitem que os testículos comecem a produzir espermatozóides. Nos testículos produzem-se espermatozóides de forma permanente numas estruturas apelidadas de túbulos. Posteriormente, esses espermatozóides são transportados pelos vasos condutores e expelidos pela uretra durante a ejaculação.

    Fertilidade feminina

    O sistema reprodutor feminino funciona de uma forma muito distinta do masculino. No momento em que uma mulher nasce já contem todos os óvulos que terá ao longo da sua vida.

    Com a chegada da puberdade as mulheres começam a menstruar, isto é, há a estimulação de uma série de folículos no interior dos seus ovários e a posterior libertação de um ovócito (célula que se converterá em óvulo). Este processo ocorre todos os meses e quando acabam os óvulos a mulher chega a fase da menopausa isto é, ao fim da sua etapa reprodutiva.

    Estudo da fertilidade

    Se um casal que não pode ter filhos de forma natural decide recorrer à uma clínica de reprodução assistida, um estudo personalizado de cada membro do casal deve ser realizado.

    Espermatozóide fertilizando um óvulo

    Primeiramente, uma ampla entrevista deve ser conduzida para que o médico possa determinar quais os exames que precisam ser realizados. Existe um grande número de exames que podem ser feitos, e muitos deles podem não ser necessários, logo, é importante personalizar ao máximo o estudo da fertilidade.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

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