Categoria: Gravidez

  • Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sabe quais são os sintomas que se manifestam durante os primeiros dias de gravidez? Aqui pode encontrar informação sobre os indícios de uma gravidez que podem ser detectados antes do atraso menstrual. O normal é que não exista manifestação de sintomas durante os primeiros dias de gravidez. Muitas vezes a mulher apenas começa a sentir esses sintomas após uma ou duas semanas do início da gravidez.

    Sintomas durante os 10 primeiros dias de gravidez

    • Sensibilidade e inchaço dos seios. Este é um dos primeiros sintomas de gravidez. Pequenas erupções cutâneas aparecem nas areolas dos seios que pouco depois começam a crescer e a escurecer.
    • Sangramento leve. Durante os primeiros dias de gravidez a mulher pode ter um pequeno sangramento vaginal. Este sangramento trata-se de algumas gotas de sangue de cor rosada ou acastanhada que acontece devido a implantação do embrião e desaparece depois de um ou dois dias.
    • Esgotamento. Cansaço duradouro que não melhora depois de várias horas de sono.
    • Olfacto sensível e aversão a certos alimentos. A mulher gravida sente odores que antes lhe passavam despercebidos e alguns aromas a que estava acostuma podem causar mal-estar.

    Primeiros dias de gestação

    Sintomas a partir dos primeiros 15 dias de gravidez

    • Mudanças de humor. Estas mudanças nem sempre se produzem e variam de pessoa para pessoa.
    • Dor abdominal. Inchaço ou sensação de pressão semelhante aquela sentida antes da menstruação.
    • Vontade de urinar frequentemente. Durante a gravidez a quantidade de sangue e outros líquidos em todo o corpo humano aumenta. Assim, os rins trabalham mais e a mulher gravida pode começar a sentir este sintoma a partir da sexta semana de gravidez.
    • Enjoos, dor de cabeça ou cólicas. Estes sintomas manifestam-se, normalmente, no fim do primeiro mês de gravidez. Contudo, algumas mulheres podem senti-los desde o início da gestação.
    • Temperatura corporal elevada. A temperatura corporal de uma mulher gravida aumenta meio grau e mantem-se elevada durante 18 dias consecutivos.
    • Falta de menstruação.
    • Resultado positivo de um teste de gravidez. Este teste pode ser feito aproximadamente uma semana depois do atraso da menstruação.

    Sintomas dos primeiros dias de gravidez

    Outros sintomas que uma mulher pode notar durante os primeiros dias de gravidez são: dor nos ovários, diarreia e febre.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

  • Fases da Gravidez

    Fases da Gravidez

    Todos os meses, um folículo é estimulado no útero de uma mulher e desenvolve-se até que o óvulo seja libertado. Este óvulo chega até as trompas de Falópio onde espera pelo espermatozóide.

    Durante a ejaculação o homem expulsa milhões de espermatozóides que são depositados no interior da vagina. A partir deste momento os espermatozóides iniciam uma corrida com o objectivo de encontrar o óvulo. Os espermatozóides atravessam o útero e chegam as trompas de Falópio onde está o óvulo.

    Apenas o espermatozóide mais rápido e eficaz será capaz de atravessar a membrana do óvulo e fertiliza-lo. Os núcleos do óvulo e do espermatozóide fundem-se, dando origem ao zigoto que irá desenvolver-se e transformar-se em um embrião. Neste momento, ocorre a criação de uma nova vida.

    As distintas etapas da gravidez

    Primeiro mês de gravidez

    O óvulo fertilizado é já um embrião composto por duas pequenas células que se dividem muito rapidamente. Três dias após a fertilização o embrião tem entre 16 e 23 células. No quarto dia já é composto por 100 células. O embrião passa pela trompa de Falópio em busca da segurança do útero e, seis dias depois da fertilização, adere-se ao endométrio, produzindo-se a implantação.

    É difícil conhecer o dia exacto da implantação, logo, o primeiro dia da última menstruação é considerado como o primeiro dia de gravidez.

    Ao fim da quarta semana de gravidez o embrião assemelha-se a um pequeno disco circular de aproximadamente 2,5 mm de diâmetro.

    Segundo mês de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez três camadas de células, que darão origem a todos os tecidos do futuro bebé, são formadas. A medula espinhal, o cérebro, o coração, os intestinos e a pele são formados nesta fase. Os olhos, as orelhas, o nariz, o lábio superior e os membros começam, igualmente, a desenvolverem-se.

    Terceiro mês de gravidez

    No terceiro mês de gravidez há a finalização do período embrionário e o início do período fetal. Assim, o embrião passa a chamar-se de feto. O futuro bebé já possui todos os seus órgãos mas estes ainda não estão completamente desenvolvidos. Nesta fase o feto tem cerca de 8,5 cm de comprimento e pesa entre 15 e 20 gramas. Durante este mês ocorre a formação dos órgãos genitais masculinos e femininos.

    Apesar de este mexer-se vigorosamente ainda não é possível sentir o bebé. No terceiro mês de gestação o bebé já dá pontapés, abre e fecha os punhos, roda os calcanhares e pulsos e faz alguns movimentos faciais.

    Quarto mês de gravidez

    Ao quarto mês de gestação os olhos do bebé são enormes e estão cerrados. O feto tem, nesta fase, aproximadamente 15cm e pesa, em média, 170 gramas. É possível que a mãe sinta o bebé pela primeira vez durante este mês. É, ainda, durante este período da gestação que as cordas vocais do bebé são formadas. Contudo, o bebé só utilizará essas cordas vocais após o seu nascimento.

    Quinto mês de gravidez

    Durante o quinto mês de gravidez há uma intensificação do desenvolvimento dos órgãos internos do feto. As cavidades cardíacas já estão delimitadas e o coração do bebé bate com força.

    Por vezes, quando a mãe deita-se, é possível que o bebé mexa-se muito. Isto acontece porque o feto pode mover-se com mais facilidade quando a futura mãe está deitada. Quando a futura mãe está de pé, o feto encaixa-se na pélvis e mexe-se menos, parecendo adormecido.

    Sexto mês de gravidez

    No sexto mês de gravidez o bebé já abre os olhos, apesar de apenas ser capaz de perceber a luz, e já tem cabelo, pestanas e sobrancelhas. Mede de entre 27 a 32 cm. O comprimento do cordão umbilical permite que o bebé movimente-se dentro do saco amniótico em que se encontra. Estas movimentações são facilitadas pela formação dos músculos.

    No sexto mês o bebé começa a adoptar um padrão de actividade e sono determinado, responde a ruídos fortes e mexe-se muito.

    As diferentes etapas de gestação

    Sétimo mês de gravidez

    Durante o sétimo mês de gestação há o desenvolvimento completo dos pulmões, e a ossificação dos tecidos dos ossos. O bebé perde a sua cor transparente devido a pigmentação e fortalecimento da pele. Ao longo deste mês o bebé começa a acumular gordura no seu corpo. Isto é essencial para que possa regular a sua temperatura corporal de forma autónoma depois do seu nascimento. O feto cresce atá aos 38 cm e, devido ao aumento do seu peso e tamanho, há uma diminuição dos seus movimentos.

    Oitavo mês de gravidez

    No oitavo mês de gravidez o peso do bebé aumenta consideravelmente e este ocupa quase todo o útero. O seu cérebro continua a desenvolver-se e há a formação dos neurónios olfactivos que permitem que o bebé sinta odores fortes. Neste mês o bebé cresce até aos, aproximadamente, 42 cm e os seus movimentos são vigorosos.

    Nono mês de gravidez

    Ao nono mês de gestação o estômago e intestino do bebé já funcionam e, graças as células gordurosas, a sua pele é mais suave. O crescimento do bebé atinge os 46 cm e é provável que desça, de cabeça para baixo, até a pélvis. Quando o bebé encaixa-se na pélvis os seus movimentos diminuem e a mãe não o sentirá tão frequentemente.

    Perto do fim do nono mês de gravidez os órgãos do bebé já podem funcionar autonomamente, as suas unhas são compridas e o seu tamanho é de aproximadamente, 51cm. Neste momento, o bebé está preparado para o seu nascimento.

  • Síntomas de uma Gravidez

    Síntomas de uma Gravidez

    Durante a evolução de uma gravidez alguns sintomas podem manifestar-se devido as mudanças que ocorrem no corpo da mulher. Os sintomas associados à gravidez não são apenas físicos, mas também emocionais.

    É importante conhecer os principais sintomas de um gravidez. Esse conhecimento permite que uma mulher entenda melhor as suas reacções em determinados momentos, já que, cada etapa da gravidez está associada a um estado emocional diferente.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez os principais sintomas podem incluir fatiga, náuseas, sensibilidade extrema nos seios e urinação frequente.

     Náuseas como um dos sintomas da gravidez

    No segundo trimestre de gravidez as mulheres, em geral, sentem-se bem e com muita energia. A mulher grávida deve manter-se activa e fazer exercício durante este período.

    Ao longo do terceiro trimestre de gravidez é possível que a mulher grávida sinta-se mais facilmente cansada e sofra de insônias. Podem, ainda, ocorrer indigestões, azia ou contracções uterinas suaves.

    No nono mês de gravidez é possível haver um aumento das insónias e da intensidade das contracções uterinas. As contracções Braxton-Hicks podem ser intensas, mas não um indicativo de que o início do parto está próximo. Exercícios de relaxamento podem ser realizados.

  • Gravidez

    Gravidez

    A gravidez é o processo mediante o qual um embrião é criado e desenvolve-se no útero da mulher.

    A gestação começa com a implantação. Uma vez unidos o óvulo e o espermatozóide nas trompas de Falópio, o embrião desce pelas trompas até ao útero. Entre o quinto e o sétimo dia o embrião encontra-se na fase blástula. É neste momento que o embrião é implantado e introduzido no endométrio, onde permanecerá até ao momento do nascimento, cerca de 40 semanas após a fecundação.

    Durante este período de tempo a mulher experiência muitas mudanças físicas e emocionais. O tamanho dos seus seios aumentará progressivamente desde o primeiro mês, pois, após o seu nascimento, o bebé irá alimentar-se do leite que a mãe produz. No útero, dá-se a criação do cordão umbilical, da placenta e outros componentes necessários à gestação.

    Devido a todas as mudanças hormonais, é normal que as mulheres experienciem algumas alterações emocionais e sintam-se mais sensíveis e preocupados que o habitual. Para além de todas estas mudanças, a mulher gravida pode, ainda, experienciar algumas moléstias que estão relacionadas com a gravidez como é o caso das náuseas e dos inchaços. Os inchaços, especialmente nos últimos meses de gravidez, não ocorrem apenas na zona da barriga, mas também nos pés, pernas e em todo o corpo em geral.

    É importante que a mulher gravida mantenha uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, uma vez que, o embrião alimenta-se directamente, e graças ao cordão umbilical, daquilo que a mãe ingere. Há que prestar atenção ao exercício físico mas os esforços exagerados devem ser evitados.

    O desenvolvimento do feto

    Uma gravidez é um processo relativamente longo durante o qual tanto a mulher quanto o feto experienciam mudanças importantes. Estas mudanças não são apenas físicas, mas também, mentais e emocionais. Muitas outras mudanças não perceptíveis ocorrem e afectam a mulher e o feto.

    Nas primeiras semanas o bebé começa a desenvolver o sentido do paladar e a realizar a deglutição, processo que após o seu nascimento lhe permitirá fazer a digestão por sí só. Este processo pode prolongar-se por, aproximadamente, 10 semanas.

    Posteriormente, durante o terceiro mês de gestação, o feto desenvolve o processo respiratório. Começa, também, a realizar os movimentos necessários para a inalação de oxigénio e expulsão de dióxido de carbono.

    Na 24 semana de gestação, o feto aprende a sucção o que lhe será de grande importância após o seu nascimento. Sem sucção o bebé não é capaz de extrair o leite do seio da mãe ou do biberão.

    É durante o sétimo mês de gravidez que o bebé começa a distinguir sons e a receber estímulos que ajudarão no seu desenvolvimento. Qualquer som é capaz de estimular o bebé e, durante a 28 semana de gestação, o mesmo acontecerá com a luz.

    Ecografias do feto

    A ecografia é uma técnica de diagnóstico por imagem baseada na emissão de ultra-sons através de uma sonda. O ultra-som penetra a pele (para facilitar este processo e utilizado um gel líquido) e chega até ao feto. A imagem do feto aparece, assim, no monitor do ultra-som.

    O ultra-som ou ecografia, é um dos exames mais importantes durante a gravidez e deve ser realizado periodicamente para que seja possível acompanhar o desenvolvimento do feto e detectar qualquer problema na sua normal evolução.

    Estas ecografias podem ser realizadas de duas formas diferentes: ecografia transvaginal e ecografia abdominal. A primeira é realizada durante o primeiro trimestre de gestação e, apesar de ser um pouco mais incómoda para a mulher, permite a captação de imagens mais detalhadas do feto. A segunda é feita durante os últimos três meses de gravidez. Neste período é mais difícil conseguir imagens de boa qualidade do feto, pelo que a mulher é aconselhada a realizar estas ecografias com a bexiga cheia para que os resultados do ultra-som sejam mais nítidos.

    Graças a estas técnicas é possível saber o sexo do bebé antes do seu nascimento, a posição em que se encontra no útero da mãe, a quantidade de líquido amniótico existente, fazer a avaliação do estado da placenta, etc.

    Ecografias fetais

    Emoções durante a gravidez

    Durante a gravidez a mulher experiência muitas mudanças emocionais causadas pela desordem hormonal que ocorre no seu corpo. Podem ocorrer mudanças, por exemplo, na auto-estima, no desejo sexual e nos níveis de energia.

    Os primeiros sintomas manifestam-se no primeiro trimestre de gravidez, sendo as mudanças de humor muito comuns. É possível que, por momentos, a mulher questione o seu desejo de ser mãe e, em seguida, sinta-se feliz por estar grávida. Estes sentimentos são completamente normais e a mulher gravida não deve teme-los.

    No segundo trimestre a mulher está mais consciente da gravidez, já pode sentir a presença do bebé e encontra-se, em geral, mais tranquila. A partir deste momento o corpo da mulher sofre algumas alterações e é possível que esta deixe de sentir-se atractiva. A mulher deve tentar manter a sua auto-estima elevada e é importante encontrar um ponto de equilíbrio no desequilíbrio hormonal que está enfrentando.

    Quanto ao futuro pai, é normal que este sinta algum medo. Ser pai é um facto que muda toda a vida de uma pessoa e é normal que o homem sinta-se preocupado e não tenha a certeza se está a altura das novas circunstâncias. Há que manter a confiança em sí mesmo e prepara-se psicologicamente para a chegada do bebé.

    Emoções durante a gravidez

    Sintomas da gravidez

    As náuseas são muito frequentes durante o primeiro trimestre de gravidez, existindo algumas recomendações naturais que podem contribuir para o seu alívio sem que seja necessário recorrer à ingestão de medicamentos.

    Apesar de as náuseas serem um dos sintomas mais comuns durante uma gravidez, não são os únicos. Fisicamente, a mulher ganha peso, especialmente durante os últimos meses de gravidez, perde alguma da sua mobilidade e sente dores nas costas. A mulher grávida deve descansar e evitar fazer grandes esforços físicos.

    Ao nível emocional, as mudanças hormonais estão associadas a instabilidade emotiva. Esta instabilidade é normal e se a mulher não é capaz de controlar as suas emoções não deve preocupar-se com isso, já que, é algo muito comum em todas as mulheres gravidas.

    Os sintomas variam segundo o mês de gravidez, segundo a dieta seguida, segundo a actividade física realizada, etc. A evolução dos sintomas é influenciada por muitos factores, logo, é difícil ter um controlo absoluto sobre as emoções e reacções.

     Vómitos durante a gravidez

    Dieta alimentícia durante a gravidez

    Durante a gravidez, é importante manter uma dieta equilibrada e capaz de fornecer todos os nutrientes que o feto necessita para o seu desenvolvimento. A ingestão de leite, outros lacticínios e vegetais é aconselhada. A dieta de uma mulher gravida deve ser, também, rica em vitaminas e cálcio, que garante uma boa formação do esqueleto do bebé.

    Os alimentos menos recomendados durante a gravidez são os fritos e os gordurosos.

    Alimentação durante a gravidez

    Relações sexuais durante a gravidez

    O desejo sexual varia, tanto nos homens quanto nas mulheres, durante a gravidez, sendo importante ter em conta o momento em que se encontra a gestação.

    Existem muitos mitos relacionados com a razão pela qual não se deve manter relações sexuais durante a gravidez. Na sua maioria esses mitos estão errados. As relações sexuais não causam qualquer dano nem ao bebé nem a sua mãe, pelo que, a menos que desaconselhado pelo médico, os casais podem ter relações sexuais durante a gravidez sem se preocuparem. O bebé estará protegido pelo abdómen da mulher e pelo líquido da matriz que absorve e amortiza qualquer possível golpe.

    Nos casos em que a mulher padece de alguma complicação na gravidez como o risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro, as relações sexuais são desaconselhadas por um especialista. O sexo deve, também, ser evitado quando há o risco de transmissão sexual de infecções.

    O desejo sexual é influenciado pelas mudanças hormonais, logo, também sofre alterações. O apetite sexual pode variar, dependendo de cada caso. Em algumas mulheres o desejo sexual é mais acentuado durante a gravidez, enquanto em outras o contrário acontece. O mais normal é que, durante o processo de gestação o desejo sexual varie, podendo passar de um extremo para o outro com alguma facilidade.

    Practicar sexo durante a gravidez

    Exercício físico durante a gravidez

    O exercício físico é recomendado durante a gravidez mas é preciso sempre ter em conta o momento no qual se encontra a gestação. Como é lógico, quanto mais avançada a gravidez mais controlados e suaves devem ser os exercícios realizados pela futura mãe.

    É recomendado que os exercícios sejam de cariz aeróbico e de intensidade moderada. Exercícios de intensidade elevada ou que impliquem movimentos bruscos devem ser evitados.

    A futura mãe deve praticar exercício físico durante 15 minutos todos os dias. Depois de 15 minutos é possível que a sua temperatura corporal aumente muito, dificultando a sua respiração. A natação, o ciclismo e o andar são actividades que podem ser feitas de entre 20 a 40 minutos com intensidade moderada. Estes três são os exercícios mais recomendados durante a gravidez. Não são recomendados exercícios que requeiram uma grande amplitude de movimentos como é o caso do ténis.

    A flexibilidade, a força muscular e o relaxamento são as qualidades que mais devem ser trabalhadas durante a gravidez, especialmente nos últimos meses, já que serão de grande ajuda no momento do parto.

    A melhor opção é trabalhar com um personal trainer ou outro profissional que possa dar conselhos sobre os exercícios que podem ou não ser praticados.

    Exercício físico durante a gravidez

    Cancro e fertilidade

    O cancro, e mais concretamente os tratamentos deste, podem afectar directamente o ciclo menstrual e causar infertilidade temporal ou, em alguns casos, permanente.
    Mulheres que enfrentaram esta doença preocupam-se com este facto, o que levou ao desenvolvimento de técnicas de congelamento de óvulos ou de parte do tecido ovárico.

    Existem várias técnicas e procedimentos que tornam possível que uma mulher seja mãe depois de ter tido um cancro. A extracção e congelamento de óvulos é uma dessas técnicas, e a extracção e congelamento de parte do tecido ovárico é outra. A primeira técnica é realizada antes da mulher se submeter ao tratamento contra o cancro para que depois possa recorrer a fertilização in vitro. A segunda, trata-se da extracção e congelamento do tecido ovárico antes do tratamento contra o cancro para que esse tecido possa ser, posteriormente, reimplantado.

    Estas são técnicas preventivas realizadas antes que os tratamentos contra o cancro como a quimioterapia ou a radioterapia possam intervir no ciclo menstrual e ovárico.

    Fumar durante a gravidez

    Irritabilidade, tremores e alterações do sono são os sintomas mais comuns nos bebés que, durante a sua gestação, foram expostos a nicotina. Distúrbios de comportamento, um menor coeficiente de inteligência e transtornos de deficiência de atenção e hiperactividade são outros problemas relacionados com crianças cujas mães fumaram durante a gravidez.

    Estes dados são conclusões extraídas de um estudo do Dr. óscar García-Algar, do Serviço de Pediatria do Hospital del Mar de Barcelona, levado a cabo com 33 bebés recém-nascidos filhos de mães fumadores. Depois do nascimento do bebé o cordão umbilical é cortado e este deixa de estar exposto a nicotina que a sua mãe consumia. O síndrome da abstinência começa a manifestar-se entre as 24 e 48 horas seguintes. Os efeitos podem ser os mesmos nos casos em que o bebé recebe nicotina através do leite da mãe.

    Segundo o Dr Juan Antonio Riesco, coordenador da área de tabagismo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, 80% dos casos de morte súbita de bebés lactantes estão relacionados com o tabagismo passivo.

    Para além dos problemas já mencionados casos como o de partos prematuros, de deslocamento da placenta e de hemorragias vaginais estão associados ao hábito de fumar da mulher grávida.

     O tabaco e a gravidez

    Sangramento durante a gravidez.

    As razões pelas quais se pode produzir um sangramento durante a gravidez são múltiplas. Contudo, apesar de um sangramento poder ser alarmante, não implica a existência de um problema sério. É importante estar bem informada sobre as possíveis causas de um sangramento. Existem estudos que asseguram que uma em cada cinco mulheres têm sangramentos durante o primeiro trimestre de gravidez sem que esses suponham um problema para a mãe ou para o feto.

    Nas primeiras doze semanas de gestação o risco de aborto é mais alto, mas um sangramento não significa que um aborto irá acontecer. Os pequenos sangramentos no início do processo de gestação podem ocorrem por diversas razões, como por exemplo, devido a uma infecção ou devido a manutenção de relações sexuais. Em nenhum dos casos tem de ser unicamente prova ou sintoma de um aborto.

    Nos casos em que os sangramentos são frequentes ou resultam numa grande perda de sangue é importante consultar um especialista o mais rapidamente possível. Seja um pequeno ou grande sangramento é sempre importante que a mulher consulte o seu médico, já que esse lhe poderá informar sobre as causas exactas do sangramento.

    Como já foi dito anteriormente, o sangramento é muito comum durante o primeiro trimestre de gravidez e apenas 3% das mulheres que têm perdas de sangue acabam por sofrer um aborto espontâneo.

    Toxoplasmoses durante a gravidez

    Toxoplasmoses é uma doença causada por um parasita chamado toxoplasmose gondii. Apesar de esta ser uma das infecções mais comuns em seres humanos, na maior parte dos casos, passa despercebida. Os sintomas desta infecção são muito parecidos aos da gripe e manifestam-se apenas uma vez na vida. Apesar disto, o parasita permanece inactivo dentro do corpo humano. Este parasita pode causar problemas no caso do nosso sistema imunológico não estar a funcionar correctamente e permitir que a infecção volte a activar-se.

    Quando uma mulher desenvolve imunidade contra infecção 6 ou 9 meses antes de engravidar é muito pouco provável que existam riscos para o bebé. Contudo, quando uma mulher grávida contrai a doença pela primeira vez, existe uma probabilidade de 40% de que essa infecção seja transmitida ao feto.

    De todos as formas, a gravidade da doença dependerá sempre do historial médico da mãe e da evolução do bebé, isto é, do momento em que está a gestação. Em qualquer caso, durante a gestação vários exames de sangue que pretendem controlar a situação e detectar a existência de uma toxoplasmoses são realizados.

    Em bebés afectados, os sintomas manifestam-se meses ou até mesmo anos depois do seu nascimento. Entre 80% e 90% desses bebés desenvolvem infecções oculares significativas.

    Esta doença é, habitualmente, transmitida pelos animais, especialmente felinos.

    Em mulheres grávidas as medidas de prevenção desta doença são de especial importância e consistem na manutenção de normas de higiene que evitem a transmissão da doença através de alimentos ou água contaminada. Devemos lavar as mãos depois de tocar em alimentos e evitar tocar nos olhos, boca e nariz com as mãos sujas. É importante lavar sempre a fruta e verduras antes de ingeri-las e não consumir carne crua ou pouco cozinhada. Se possível, o contacto com gatos e terra onde possa haver fezes de animais contagiados deve ser evitado.

    Toxoplasmosis e gravidez

    Riscos laborais durante a gravidez

    Lamentavelmente, a percentagem de mulheres gravidas que exibem sintomas de stress, que são obrigadas a levantar pesos ou a estar muito tempo de pé nos seus postos de trabalho continua a ser muito elevada. Esta percentagem é de cerca de 60%.

    Existem condições laborais as quais ninguém deveria estar exposto mas que representam um risco maior para as mulheres gravidas. Por exemplo, ninguém deveria ter de levantar pesos superiores aos aconselhados pelos profissionais de saúde e as mulheres gravidas, em especial, não podem fazer este tipo de esforços. Isto significa que há que ter em especial atenção as condições de trabalho as quais as mulheres gravidas estão expostas.

    Em Espanha, por exemplo, existem duas leis encarregues de regular estas situações. Contudo, essas leis nem sempre são bem aplicadas, sendo que, na Pesquisa Nacional sobre Riscos Laborais, não existe qualquer referência aos riscos a que uma mulher gravida pode estar exposta no seu posto de trabalho.

  • Doação de Embriões

    Doação de Embriões

    Os casais que se submetem a um tratamento de fertilização in vitro (FIV) e têm um número elevado de embriões de boa qualidade, optam, por vezes, por vitrificar os embriões sobressalentes, já que, o número máximo legal de embriões transferíveis está fixado em três.

    Uma vez que o casal decida que não quer ter mais filhos, tem a opção de doar os embriões congelados à outras pessoas que desejam ter filhos. A doação de embriões com fins reprodutivos é um tratamento de reprodução assistida cada vez mais procurado por casais.

    Benefícios da adopção de embriões

    Vantagens de adoptar um embrião

    Para um casal que continua a ter problemas de concepção mesmo após várias tentativas fracassadas de reprodução assistida como a inseminação artificial ou fertilização in vitro, a adopção de embriões é uma opção muito vantajosa, visto que:

    • Não existe uma lista de espera: o acesso ao tratamento é bastante simples. Contudo, é necessário que o embrião partilhe uma série de características com os futuros pais como é o caso do tipo sanguíneo e das características fenotípicas.
    • Preparação endometrial: a mulher não necessita qualquer estimulação ovárica, apenas é necessário preparar o endométrio. O modo de administração da medicação é simples, tratando-se de comprimidos ou capsulas vaginais de progesterona. Através de uma ecografia é possível observar o momento ideal para a transferência do embrião.
    • Visitas à clínica: a preparação do endométrio é simples e requer menos visitar à clínica que, por exemplo, a preparação para uma fertilização in vitro.
    • Custo: o custo deste tratamento de reprodução é bastante reduzido quando comparado com outros tratamentos que requerem mais trabalho laboratorial. Outra vantagem deste tipo de tratamento é que a quantidade de medicação necessária é menor.
    • Tempo: num período de um ano a paciente pode realizar todo o tratamento. Uma vez marcada a transferência dos embriões com base no estado endométrio da receptora, a desvitrificação dos embriões e sua transferência podem ser feitas no mesmo dia e após duas semanas a paciente já pode fazer um teste de gravidez.

    Resultados da doação embrionária

    Resultados da doação embrionária

    A taxa de êxito de adopção de embriões doados depende, em grande medida, da qualidade desses mesmo embriões. Neste caso, apesar de importantes, as características da mulher receptora não são factores-chave para o sucesso da adopção.

    A taxa de sobrevivência dos embriões à sua descongelação é alta, oscilando entre os 80% e 90%. No que respeita à possibilidade de uma gravidez, as taxas de sucesso variam entre clínicas, havendo uma probabilidade de êxito de entre 20% e 40%.

    Antes de se submeter a este tipo de tratamento o casal deve estar seguro de que não se importam que o seu bebé tenha um código genético diferente dos seus. Devem, ainda, ter em conta todos os aspectos éticos e morais que uma adopção de embriões encarreta.

  • Reprodução Assistida

    Reprodução Assistida

    Reprodução assistida refere-se ao conjunto de técnicas que implicam a manipulação das gâmetas e que são utilizadas no tratamento da infertilidade.

    Reprodução Assistida

    Até quase ao fim do século XX as pessoas com problemas de infertilidade tinham de resignar-se ao facto de que não poderiam ter filhos ou optar pela adopção no caso de desejarem formar uma família. Tudo isto mudou em 1978, com o nascimento de Louise Brown, o primeiro bebé-proveta.

    A reprodução assistida passou, assim, a ser uma solução para a esterilidade.

    A técnica que permitiu o nascimento deste bebé foi a fertilização in vitro (FIV) que consistiu na extracção de um óvulo da paciente e sua união com espermatozóides em uma placa de laboratório. O embrião foi dividido em até quatro células que, posteriormente, foram reimplantadas no útero da mãe. O sucesso desta primeira fertilização in vitro abriu as portas para o desenvolvimento de todo um conjunto de técnicas que hoje conhecemos como reprodução assistida.

    O conceito de reprodução assistida é muito amplo, uma vez que envolve a intervenção humana em grande parte do processo reprodutivo, como por exemplo:

    • Processo de ovulação
    • Processo de formação de espermatozóides
    • Manipulação do óvulo e/ou dos espermatozóides
    • Manipulação dos embriões

    O desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida contribuiu, ainda, para o crescimento de outras ciências relacionadas com a reprodução, como é o caso da medicina reprodutiva. As técnicas de reprodução actuais permitem realizar uma extracção das células do pré-embrião para comprovar, através dessas mesmas células, se existem alterações nos cromossomas ou indicadores de doenças genéticas. Assim, apenas os embriões considerados saudáveis são reimplantados na mulher.

    Indicações da reprodução assistida

    As pessoas que têm problemas de fertilidade e não podem conceber um filho de forma natural são as que devem recorrer à reprodução assistida.

    Existem várias alterações na fertilidade que podem impedir ou dificultar o processo normal de reprodução. Algumas dessas alterações são:

    • A esterilidade, definida como a impossibilidade de engravidar após pelo menos um ano de vida sexual continua sem protecção.
    • A infertilidade refere-se à impossibilidade de levar ao seu correcto término uma gravidez, havendo, por vezes, o nascimento de um nado-morto.

    Indicações para o uso da reprodução assistida

    Técnicas de reprodução assistida

    As técnicas de reprodução assistida têm o grande objectivo de possibilitar a gravidez de mulheres estéreis ou inférteis e o nascimento de recém-nascidos saudáveis. O contínuo avanço da ciência e o desenvolvimento de novas tecnologias permitem que as técnicas de reprodução assistida estejam em constante evolução e que os protocolos e métodos de reprodução já existentes sejam melhorados.

    Actualmente, as principais técnicas de reprodução assistida são as seguintes:

    • Inseminação artificial, isto é, a implantação de espermatozóides de forma não natural na cavidade uterina.
    • Fertilização in vitro, ou seja, a fertilização de óvulos com espermatozóides em laboratório e posterior transferência embrionária.
    • Micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides, isto é, a injecção de um único espermatozóide no citoplasma do ovócito e posterior transferência embrionária.
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