Categoria: Gravidez

  • Alterações do Líquido Amniótico

    Alterações do Líquido Amniótico

    O líquido amniótico é um fluido que envolve o feto durante a gravidez. As suas principais funções são: proteger o feto; amortizar o impacto dos movimentos da mãe; controlar as variações de temperatura e permitir que o bebé mova-se dentro do útero materno.

    A quantidade de líquido amniótico varia durante a gravidez. Aumenta até a 34ª semana de gestação, quando atinge o seu valor máximo, e depois diminui até ao momento do nascimento. Algumas mulheres desenvolvem problemas relacionados com a quantidade de líquido amniótico. Exemplos destes problemas são os seguintes:

    • Polihidrâmnios. Neste caso o saco amniótico contem uma quantidade excessiva de líquido amniótico. Esta alteração pode acontecer devido a transtornos gastrointestinais que impedem a absorção das correctas quantidades do líquido amniótico; transtornos pulmonares; problemas neurológicos; diabetes gestacional; anomalias congénitas ou gestações múltiplas.
    • Oligohidrâminios. Esta alteração é caracterizada por uma diminuição do volume de líquido amniótico no saco amniótico.

    Problemas no líquido amniótico
    Esta alteração é causada por anomalias fetais; pela ruptura de membranas; por defeitos nos rins, pulmões ou sistema urinário e por disfunções na placenta.

  • Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando uma mulher está tentando engravidar um dos momentos mais importantes é quando faz a pergunta: Estarei ou não gravida?

    O teste de urina é a forma mais fácil e rápida para uma mulher saber se está gravida ou não. Este teste tem a vantagem de poder ser feito em casa. Contudo, para que o seu resultado seja fiável, este teste tem de ser realizado de forma correcta e no dia apropriado.

    É importante que a mulher leia as instruções antes de fazer um teste de gravidez de urina, já que, a forma de funcionamento desses testes pode variar um pouco apesar de todos se basearem na detecção da hormona gonadotrofina coriónica humana. Esta hormona é segregada pelo embrião após a sua implantação no útero, logo, apenas é detectada em mulheres gravidas. Se na urina existe gonadotrofina, esta reagirá aos anticorpos presentes no teste que mudará de cor ou fará aparecer um linha ou cruz dependendo do teste.

    O dia de realização do teste é muito importante. Se a mulher realizar o teste antes do dia correcto pode obter um “falso negativo”. O dia ideal para fazer este teste e detectar a hormona é o 15º dia depois da possível fertilização do óvulo. No caso de a mulher não saber o dia exacto da fertilização pode esperar até ao dia em que a sua menstruação deveria começar. Se a mulher não menstruar, o teste de gravidez deve ser realizado no primeiro dia de atraso menstrual. Alguns ginecologistas aconselham que a mulher faça o teste apenas 7 dias depois do atraso menstrual para que os níveis de gonadotrofina na urina possam aumentar.

    Teste de urina

    O teste deve ser feito com a primeira urina da manhã porque é a que tem uma maior concentração hormonal. A mulher não deve beber muitos líquidos antes do exame porque esses podem diluir os níveis hormonais. Existem muitos testes de gravidez a venda no mercado e todos medem a concentração da hormona por mililitro de urina. Os testes que detectam 25 mUI/ml são mais sensíveis que aqueles que detectam 40 mUI/ml pois os primeiros são capazes de detectar uma menor concentração de gonadotrofina na urina.

    Estes testes, no caso de serem bem realizados, têm uma fiabilidade de entre 95% e 97%. As mulheres devem ter em atenção o facto de que o resultado do teste pode ser um falso negativo quando este é realizado antes do tempo.

    Perante um teste negativo e um atraso na menstrual é recomendável que a mulher repita o teste 3 ou 4 dias depois para confirmar ou não a existência de uma gravidez.

    Quando o resultado do teste é positivo é garantido que a mulher está gravida, excepto em casos de gravidezes ectópicas e de gestações anembriónicas (apenas há o desenvolvimento do saco embrionário sem o embrião) que podem gerar um falso positivo. No caso de mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida com injecção de fármacos que contêm gonadotrofina o teste de gravidez pode ter um resultado de falso positivo devido a presença da hormona na urina.

  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Cólicas durante a Implantação

    Cólicas durante a Implantação

    O que é a implantação?

    A implantação é o momento no qual o óvulo fertilizado por um espermatozóide fixa-se na parede do útero, onde se formará a placenta que tem a finalidade de fornecer sangue e alimento ao feto em desenvolvimento.

    Quando ocorre a implantação?

    Depois da fertilização do óvulo por um espermatozóide, o zigoto desloca-se pelas trompas de Falópio até ao útero onde permanecerá alojado. No caso de não haver fertilização, o óvulo desloca-se até ao útero e é eliminado durante o ciclo menstrual da mulher. A implantação ocorre cerca de sete dias após a ovulação.

    Cólicas durante a gravidez

    As cãibras e cólicas podem manifestar-se em qualquer etapa da gravidez e em cada caso podem significar algo diferente:

    Cólicas durante a implantação:

    Ocorrem nas primeiras semanas de gestação e costumam ser acompanhadas de um pequeno sangramento. Estas cólicas e sangramento indicam que o embrião fixou-se nas paredes do útero e que a mulher está gravida. Apenas uma em cada quatro mulheres sangram durante a implantação.

    Sangramento de implantação

    Este tipo de cãibras e cólicas ocorrem na região abdominal inferior e começam após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide e não apenas depois da implantação do embrião. Não devem durar mais de um ou, no máximo, dois dias. No caso das dores persistirem, a mulher deve consultar um médico que possa descartar a existência de alguns problemas como um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica, etc.

    Cólicas durante o início da gravidez

    Muitas mulheres pensam que estas dores são um sinal de um aborto espontâneo. Contudo, na maior parte das vezes, são apenas uma continuação das cólicas associadas à implantação.

    A dor do ligamento redondo do útero

    Este tipo de dor são cãibras que se manifestam numa etapa mais avançada da gravidez. Costuma ser uma dor leve e constante que se manifesta sobretudo quando a mulher muda de posição e ocorre devido a expansão dos músculos localizados abaixo do útero que têm de suportar o peso do bebé.

    Cãibras durante a gravidez

    As cãibras e cólicas são motivo para preocupação?

    As caibras e cólicas são um sintoma de gravidez completamente normal. São um sinal de que o corpo da mulher está preparando-se para os 9 meses de gravidez. Contudo, as caibras não devem ser acompanhadas nem de febre nem de sangramentos excessivos. Nesses casos e no caso de haver um historial de abortos espontâneos ou de dores persistente um médico deve ser consultado.

  • Laqueadura de Trompas e Gravidez

    Laqueadura de Trompas e Gravidez

    As trompas de Falópio são condutores musculares que conectam os ovários e o útero. As mulheres têm duas trompas, uma para cada ovário, o seu comprimento oscila entre os 10 e os 14 centímetros e o seu diâmetro é de 3 milímetros. A trompa forma uma estrutura em forma de funil em torno do ovário que facilita a recepção do óvulo durante a ovulação.

    A laqueadura ou ligadura de trompas consiste em impossibilitar, por meios cirúrgicos, a passagem dos espermatozóides até a zona da trompa de Falópio onde a fertilização do óvulo ocorre. Durante esta intervenção cirúrgica a trompa pode ser cortada, amarrada ou cauterizada. O objectivo é garantir que, uma vez cortados, os extremos das trompas não voltem a unir-se, aumentando a eficâcia anticonceptiva da intervenção.

    Laqueadura das trompas e gravidez

    Este método anticonceptivo é o ideal para as mulheres que já tiveram filhos e não desejam ser mães novamente. Contudo, por variadas razões (a morte de um filho, a morte do esposo, um novo casamento, etc) essas mulheres podem mudar de opinião e quererem engravidar novamente. Para isto, é necessário que se submetam a uma operação de reversão da laqueadura das trompas ou que recorram a uma técnica reprodução assistida.

    Reversão da laqueadura de trompas

    Quando uma mulher deseja engravidar novamente é recomendável que considere submeter-se a uma cirurgia de reversão da laqueadura de trompas como um método adicional da fertilização in vitro (FIV). Apesar da reparação das trompas ser, tecnicamente, possível há que ter em conta que esse processo inclui uma grande quantidade de inconvenientes. Tanto a permeabilidade das trompas quanto a sua motilidade têm de ser recuperadas. Este método é, principalmente, aconselhável no caso de mulheres jovens, com menos de 38 anos, que desejam ter mais filhos.

    Antes do processo de reversão, que é feito através de uma microcirurgia, uma cirurgia laparoscópica que determina se as trompas podem voltar a ser conectadas é realizada. Para que a reversão seja possível é necessário que os extremos das trompas meçam mais de 6 centímetros.

    Esta operação é mais complicada que a laqueadura e mais demorosa devido a sua complexidade. Enquanto a cirurgia de ligadura dura cerca de cinco minutos, a sua reversão pode durar horas.

    O êxito da operação de reversão costuma ser de 70% dependendo do tipo de laqueadura feito. Segundo diferentes estudos cerca de 75% das mulheres conseguem uma gravidez normal, enquanto que 32% têm uma gravidez ectópica. A probabilidade de uma gravidez ectópica aumenta se tiver sido realizada uma técnica de cauterização bipolar pois essa favorece a formação de fístulas.

    Reverter a laqueadura de trompas

    Como engravidar após uma laqueadura de trompas

    Antes de mais nada o casal deve realizar um estudo de fertilidade. No caso de mulheres que já tiveram filhos este processo é simplificado.

    Este estudo deve incluir, por exemplo:

    • Um registro da temperatura basal da mulher nos últimos meses. Este registro permite saber se a mulher ovula ou não.
    • Análises de sangue que descartem a existência de alterações hormonais e dêem a conhecer a capacidade de produção de óvulos do ovário.
    • O homem deve fazer um espermograma.

    Segundo os resultados do estudo, os especialistas recomendam o tratamento mais adequado para a paciente em questão.

    Conseguir engravidar após uma ligadura das trompas

    No caso da capacidade de produção de óvulos da mulher estar comprometida, no caso do sémen do homem ter pouca qualidade ou no caso de diagnóstico de certas patologias, a fertilização in vitro é a técnica de reprodução mais recomendada. A FIV tem de ser feita em laboratório, num centro clínico escolhido pelos pacientes.

  • Sintomas da implantação embrionária

    Sintomas da implantação embrionária

    A implantação embrionária é o processo através do qual o embrião fixa-se no endométrio de forma a continuar o seu desenvolvimento. O aumento das hormonas após a implantação gera sintomas de gravidez.

    Divisões embrionárias até a implantação

    Sangramento vaginal

    O sangramento devido à implantação costuma acontecer alguns dias após essa mesma implantação. Durante este sangramento o sangue apresenta uma textura mais fluída que durante a menstruação. A sua cor pode variar entre o rosado e o acastanhado. A duração deste sangramento mudade mulher para mulher.

    Outros sintomas da implantação que podem ser notados se se manifestarem depois da menstruação são:

      • Cólicas, de um ou dois dias de duração, muito similares as dores que se sentem durante a menstruação
      • Ligeiro inchaço do seios, sobretudo das auréolas.
      • Perturbações digestivas.
      • Vontade frequente de urinar.
      • Sonolência, sobretudo depois das refeições.
      • Náuseas e vómitos, especialmente pela manhã, a partir da segunda semana de gestação.
      • Aversão a certas comidas e odores.
      • Primeiros desejos alimentícios.

    Fixação embrionária no útero

    A observação excessiva de qualquer sintoma de gravidez conjugado com o desejo exacerbado de ser mãe pode fazer com que uma mulher acredite que está gravida apesar de não o estar.

    De qualquer modo, o melhor a fazer é realizar um teste de gravidez depois de passados, pelo menos, 12 dias da ovulação.

  • Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Muitas mulheres começam a apresentar os primeiros sintomas de uma gravidez poucos dias depois da implantação do embrião no útero, enquanto outras só manifestam esses sintomas mais tardes ou não o chegam a fazer. Na grande maioria das mulheres os primeiros sintomas de uma gravidez manifestam-se 7 ou 14 dias depois da concepção.

    Se a mulher exibe apenas um sintoma, a probabilidade de haver uma gravidez é menor, mas se vários sintomas manifestam-se ao mesmo tempo é possível que a mulher esteja gravida e já o saiba mesmo antes do atraso menstrual.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Se a concepção aconteceu durante o período de ovulação, o óvulo fertilizado demorará cerca de 7 dias a chegar ao útero e a fixar-se nas suas paredes. Desde esse momento, as hormonas libertadas pelo corpo da mulher e pelo embrião serão as responsáveis pelo aparecimento dos primeiros sintomas de gravidez e pela preparação do corpo para manter o feto no útero materno até ao momento do nascimento.

    A hormona gonadotrofina coriónica humana é libertada pela placenta e encontra-se, em grandes quantidades, na corrente sanguínea desde a sétima semana até a décima segunda semana de gravidez. Posteriormente, os seus níveis baixarão. Está hormona é o principal indicador de uma gravidez.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Os primeiros sintomas de uma gravidez são muito similares aos sintomas pré-menstruais e podem ser difíceis de distinguir. De seguida enumeraremos os primeiros sintomas de uma gravidez:

    • Mudanças nos seios. Para além de haver um aumento da sensibilidade e do tamanho dos seios, as auréolas começam a escurecer.
    • Mudanças na vagina. O aparecimento de um pequeno sangramento entre o sétimo e o décimo dia depois da fertilização é bastante comum. Este sangramento acontece devido a implantação do óvulo fertilizado nas paredes do útero.
    • Sensação de cansaço. É normal que a mulher gravida sinta um leve mal-estar durante os primeiros dias de gravidez devido ao aumento da temperatura basal, ao aumento do seu ritmo cardíaco, a baixa pressão arterial e a maior sensação de sono.
    • Mudanças no olfacto e aversão a certos alimentos. A sensibilidade do olfacto aumenta durante a gravidez.
    • Náuseas e vómitos. As náuseas só costumam ser sentidas depois de um mês de gravidez mas algumas mulheres sentem-nas mais cedo. Quando o segundo trimestre de gravidez começa a maior parte das mulheres deixa de sentir náuseas.

    Náuseas, enjoos e vómitos como sintomas de uma gravidez

    • Inchaço abdominal. Este inchaço ocorre devido as mudanças hormonais. O estrogénio provoca retenção de líquidos.
    • Aumento da vontade de urinar. Durante os primeiros meses de gravidez as hormonas são responsáveis pelo aumento da irrigação de sangue na região pélvica. Assim, durante as primeiras semanas de gravidez, a mulher sente um aumento na vontade de urinar.
    • Aumento da temperatura basal. Quando a mulher engravida a sua temperatura sobe pelo menos meio grau.
    • Mudanças de humor. É normal que as mudanças hormonais causem mudanças de humor.
    • Desejos. A hormona HCG causa mudanças sensoriais que provocam desejo por determinados alimentos.

    A maioria dos sintomas acima mencionados podem manifestar-se antes da menstruação. Contudo, um dos sintomas mais claros da gravidez é a ausência de menstruação.

  • Posso engravidar durante a menstruação?

    Posso engravidar durante a menstruação?

    Esta é uma pergunta muito frequente entre as mulheres e a sua resposta é sim. Apesar das probabilidades serem escassas não são nulas.

    Normalmente, os ovários libertam um óvulo na metade do ciclo menstrual (entre 12 e 15 dias depois do inicio do ciclo). Portanto, quando o ciclo menstrual está na sua metade é quando há mais hipóteses de uma mulher engravidar.

    A fertilização ocorre quando o espermatozóide funde-se com o óvulo enquanto este desce pelas trompas de Falópio até ao útero. Se o óvulo não é fertilizado depois de chegar ao útero é expelido para o exterior durante a menstruação.

    É possível engravidar durante a menstruação?

    Normalmente, quando um mulher está menstruada os ovários já estão preparando um novo ovócito para o seguinte ciclo. Esse ovócito apenas será libertado cerca de 15 dias após o início do ciclo , logo não deveria ser possível engravidar até ao momento de libertação desse ovócito. Contudo, nem todas as mulheres têm a mesma duração do ciclo menstrual. Na maioria das mulheres o ciclo é de 28 dias mas em algumas é mais curto (23 ou 25 dias, por exemplo). As mulheres que têm um ciclo menstrual mais curto podem ovular antes do fim da menstruação (de facto quanto mais curto for o ciclo mais aproximadas estarão a ovulação e a menstruação), logo, se mantiverem relações sexuais enquanto estão menstruadas podem ficar gravidas. Para além disto, os espermatozóides permanecem no aparelho reprodutor até 4 dias depois da ejaculação, podendo fertilizar o novo óvulo.

    O mesmo ocorre em mulheres que têm ciclos irregulares pois é difícil apontar o momento exacto da ovulação. Também existem mulheres que ovulam cedo no décimo dia do ciclo em vez de no décimo quinto. Se mantiverem relações sexuais durante este período, essas mulheres podem engravidar.

    Um outro factor que pode afectar o ciclo menstrual de uma mulher é o stress. Se uma mulher está stressada o seu período pode aparecer mais cedo, uma vez que o stress afecta o correcto funcionamento do organismo.

    Relações sexuais com o período

    Por fim, se uma mulher apresenta sangramento vaginal devido a uma infecção do útero ou cisto pode confundir esse sangramento com a menstruação. Assim, a mulher não sabe em que fase encontra-se o seu ciclo menstrual.

    Por tudo isto, podemos afirmar que há possibilidades de uma mulher engravidar durante a menstruação. Se não deseja correr riscos e ter uma gravidez indesejada deve sempre usar protecção quando tem relações sexuais.

  • Líquido Amniótico

    Líquido Amniótico

    O líquido amniótico encontra-se no interior do saco amniótico, a sua principal função é envolver o embrião, proporcionar um meio ambiente adequado para o desenvolvimento do embrião e protege-lo através da amortização.

    Começa a formar-se a partir das duas semanas de gestação. Inicialmente é, basicamente, composto por água e durante o processo de gravidez incorpora na sua constituição proteínas, hidratos de carbono, açucares e electrólitos que contribuem para o desenvolvimento do feto. Contudo, o seu principal componente é a urina fetal.

    O líquido amniótico é produzido pela urina do feto e pelas células da cavidade amniótica. O líquido está em circulação e o feto ingere-o e expulsa-o constantemente, contribuindo para a sua renovação. A quantidade máxima de líquido amniótico durante a gravidez é de 800ml na 34ª semana de gestação. Na 40ª semana de gestação o líquido ocupa um volume de 600ml aproximadamente.

    Este líquido contem proteinas, carbohidratos, restos de urina, células do saco amniótico e água.

    As funções deste líquido são:

    • Proteger o embrião ou feto de todos os golpes externos ou movimentos súbitos.
    • Amortecer os movimentos do feto para que a mãe não sinta dor.
    • Resguardar o embrião das mudanças de temperatura.
    • Proporcionar mobilidade ao feto, evitando que o saco amniótico fique colado.
    • Permitir o correcto desenvolvimento dos pulmões do feto.

    Um dos exames pré-natais que pode ser realizado é uma amniocentese. Durante este exame uma pequena quantidade de líquido amniótico é extraído para que a informação genética do feto possa ser analisada.

    As alterações na quantidade de líquido amniótico podem requerer um controlo adicional da gravidez.

  • Vitaminas durante a gravidez

    Vitaminas durante a gravidez

    Durante a gravidez ocorrem várias mudanças no corpo e organismo da mulher que, ao ter de alimentar um novo ser que cresce dentro de si, necessita de uma quantidade extra de vitaminas e minerais. É muito importante manter uma dieta saudável e variada para maximizar a quantidade de vitaminas ingeridas.

    Minerais

    • Ferro. O ferro é essencial para aumentar a produção de glóbulos vermelhos por parte do organismo. Contribui para uma baixa da pressão sanguínea da mãe e pode ser encontrado nos cereais cozinhados, nas passas, nas ameixas e no fígado.
    • Cálcio. O cálcio é essencial para a formação dos ossos do bebé. Diminui o número de cãibras que a mãe pode sentir e pode ser encontrado no leite, no queijo, no iogurte e nos gelados.

    Cálcio na gestação

    Tipos de vitaminas

    • Vitamina E. Esta vitamina é boa para os músculos e tecidos musculares da mãe. Pode ser encontrada no trigo, no gérmen do trigo, nas hortaliças, na carne e nos ovos.
    • Vitamina K2. Esta vitamina contribui para a eliminação de toxinas do corpo da mãe. Encontra-se na alfafa, óleo de soja e todos as verduras.
    • Vitamina A. Para um correcta assimilação esta vitamina deve ser tomada juntamente com as vitaminas C e B. Contribui para o desenvolvimento dos olhos e da pele do bebé. Encontra-se no pescado, cenouras e alimentos amarelos.

    Alimentação durante a gestação

    • Vitamina C. É boa para mães com problemas de factor RH. Esta vitamina encontra-se nos citrinos, no pimentão verde, nos tomates, na salsa e na couve verde crua.
    • Vitamina B (B2, B6 e B12). Esta vitamina diminui as náuseas e o inchaço do corpo da mulher gestante. A deficiência desta vitamina pode aumentar o risco de infecções vaginais e a tendência para a irritabilidade e esgotamento. A vitamina B pode ser encontrada na levedura da cerveja, na soja, nas lentilhas, nas ervilhas, no feijão, no amendoim, nas amêndoas, nas nozes, na aveia, no arroz integral, no trigo integral, nos cogumelos, no fígado, nas vísceras e nos ovos.
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