Categoria: Gravidez

  • Espera do Resultado da Fertilização in Vitro

    Espera do Resultado da Fertilização in Vitro

    Os casais que desejam ter filhos e que não o conseguem de forma natural, recorrem à centros de fertilidade. Nestes centros é recomendado ao casal um tratamento de reprodução assistida segundo os seus historiais médicos e o grau da sua infertilidade.

    Espera do resultado da FIV

    Uma das técnicas mais recomendadas pelos especialistas é a fertilização in vitro (FIV) que consiste na extracção, através de uma punção, dos ovócitos, na fertilização desses ovócitos em laboratório e na posterior implantação dos embriões no útero da mulher.

    Tempo de espera da FIV

    Depois da transferência dos embriões para útero da futura mãe, é a implantação desses embriões que ditará se o tratamento teve sucesso ou não. A implantação produz-se quando o embrião fixa-se ao útero. No caso de não haver implantação, perdem-se os embriões e o tratamento não tem êxito.

    Depois da transferência dos embriões a mulher pode continuar com a sua vida. Contudo, recomenda-se que não faça demasiados esforços físicos e que repouse um pouco.

    Desde o momento da realização da transferência até ao momento de saber se a FIV funcionou, isto é, até ao momento de saber se a mulher está gravida, é necessário esperar cerca de duas semanas. Esta espera pode ser muito angustiante para o casal que aguarda ansioso pelo resultado do tratamento.

    Conselhos para facilitar a espera

    É difícil controlar as emoções durante o período de espera dos resultados do tratamento.

    Emoções durante o período de espera dos resultados de uma FIV

    É habitual que, durante este período, as mulheres estejam mais atentas as mudanças do seu corpo, preocupando-se se não presentem qualquer mudança. Este forte stress emocional não é adequado e existem alguns conselhos que as mulheres devem seguir para conseguirem relaxar. Alguns desses conselhos são os seguintes:

    • Realizar diversas actividades e ocupar os seus dias para que não pense constantemente na gravidez.
    • Fazer planos para a 2ª e 3ª semana. Ter planos é benéfico, tanto no caso do resultado do tratamento ser positivo quanto negativo.
    • Não tentar reconhecer sintomas de uma gravidez.
    • Não mudar a sua rotina quotidiana, a menos que indicado pelo médico.
    • Mimar-se. Ir, por exemplo, ao massagista ou spa para relaxar e aumentar a auto-estima.

    As duas semanas de espera são difíceis e o ideal é que o casal esteja unido e possa expressar os seus sentimentos ao longo de todo o processo.

  • Posição do Colo do Útero na Gravidez

    Posição do Colo do Útero na Gravidez

    O colo do útero ou cérvix uterino é a região fibromuscular inferior do útero que se projecta dentro da vagina.

    Esta abertura deixa sair o sangue do útero durante a menstruação e permite que os espermatozóides entrem e cheguem até ao útero e até as trompas de Falópio.

    Colo do útero e gravidez

    O tamanho do orifício, a consistência e a posição do colo do útero durante a gravidez e durante o ciclo menstrual podem sofrer uma série de alterações relacionadas com:

    • O grau de dilatação do orifício: cérvix aberto ou cérvix fechado.
    • A consistência: cérvix duro ou cérvix mole.
    • A posição: cérvix alto (posterior ou retirado da vagina) ou cérvix baixo (mais introduzidos na vagina).

    A posição do colo do útero no início da gravidez varia muito de mulher para mulher. Por isso, o posicionamento do cérvix não é um indicador fiável de uma gravidez.

    Contudo, certas mudanças na posição e textura do colo do útero ocorrem durante as primeiras fases da gravidez em todas as mulheres.

    Mudanças no colo do útero durante a gravidez

    • Desde o primeiro mês de gravidez o colo do útero amolece e adquire uma cor azulada como consequência do aumento da vascularização e do tamanho das glândulas cervicais.
    • O cérvix deve subir ligeiramente até ao útero. Dependendo da fase do ciclo menstrual durante a qual a mulher concebe, esta mudança pode ocorrer dentro de poucos dias ou de um mês.

    • Reorganização das fibras colágenas e diminuição drástica da sua resistência, que facilitam a sua dilatação durante o parto.
    • Pouco tempo depois da concepção, uma secreção cervical espessa obstrui o canal cervical formando um tampão mucoso que sela esse canal e actua como uma barreira contra o transporte de esperma e contra a invasão de bactérias. Esse tampão será expulsado no início do trabalho de parto.
  • Gravidez e Exercício Físico

    Gravidez e Exercício Físico

    A actividade física permite qua a mulher gravida tenha uma melhor condição física geral e diminui os riscos da gravidez e do parto.

    O exercício físico reduz as moléstias digestivas, a ansiedade, a depressão e a insónia e aumenta o bem-estar geral da mulher. Contribui, também, para uma melhoria da tensão arterial e evita o desenvolvimento de diabetes gestacional, podendo ser utilizado como um tratamento alternativo que permite diminuir ou até suprimir o uso da insulina. Está provado que o exercício físico faz diminuir o tempo de hospitalização pós-parto e reduz o número de cesarianas.

    Gravidez e desporto

    Durante a gravidez a mulher deve fazer exercícios aeróbicos de intensidade moderada sem nunca ultrapassar os 70% de utilização do volume máximo do seu oxigénio. A utilização de um relógio ou monitor cardíaco é a melhor opção para controlar o ritmo cardíaco.

    Há que evitar actividades físicas e desportos intensos. Se o exercício realizado for algo intenso não deve ser prolongado por mais de 15 minutos e não deve ser feito em clima quente e húmido devido aos riscos de desidratação e aumento da temperatura corporal.

    Movimentos de grande amplitude devem ser evitados pois podem provocar lesões nas articulações. Os exercícios que requerem equilíbrio e, consequentemente, apresentam um risco de queda devem, igualmente, ser evitados. Durante o terceiro trimestre de gestação a mulher não deve manter uma posição estática durante períodos prolongados de tempo nem deve fazer movimentos bruscos devido ao risco de enjoos e quedas.

    Os deportos mais recomendados são a natação, o ciclismo e o andar com intensidade baixa ou moderada. Estes desportos devem ser feitos 3 vezes por semana durante cerca de 20 ou 40 minutos. A flexibilidade deve ser, se possível, trabalhada todos os dias. O treinamento muscular pode ser feito uma ou duas vezes por semana a uma intensidade de 50% e a mulher deve prestar especial atenção as zonas pélvica, lombar, abdominal e peitoral.

    Se a mulher pratica ginástica aeróbica, esqui aquático, patinagem ou desportos com raquete como o ténis ou o badmington, apenas o deve fazer por um curto período de tempo e os movimentos de grande amplitude como o serviço no ténis devem ser evitados.

    Os desportos que devem ser evitados são os de contacto, aqueles que são feitos sobre superfícies duras, aqueles que exigem trabalho da musculatura abdominal e aqueles que aumentam a pressão abdominal como o basquetebol ou o voleibol.

    A prescrição de exercício físico deverá ser individualizada e submetida a controles médicos regulares. A opção mais segura é buscar aconselhamento de um treinador pessoal qualificado.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez, as mulheres que habitualmente realizam exercício físico costumam estar em condições para continuar a praticar desporto. Contudo, devem diminuir a intensidade e frequência desse exercício para evitar traumatismos musculares.

    No caso de mulheres sedentárias, a gestação não é o melhor momento para iniciar novas práticas desportivas. As suas actividades físicas devem estar incorporadas num programa específico de preparação para o porto.

    Durante o segundo e o terceiro trimestre actividades físicas que desenvolvam a flexibilidade, a força muscular (orientada para fortalecer a musculatura pélvica e corrigir a postura), a capacidade respiratória e a capacidade de relaxar devem ser realizados.

    Natação durante a gravidez

    Convém restringir a natação nas últimas seis semanas de gestação devido ao risco de infecções.

  • Aceitar uma FIV negativa

    Aceitar uma FIV negativa

    É complicado saber lidar com o resultado negativo de um teste de gravidez, especialmente no caso de mulheres que querem ser mães e estão em tratamento de fertilidade.

    Antes de iniciar o tratamento de fertilização in vitro, os pacientes devem estar certos que são capazes de suportar o stress gerado pelo tratamento bem como qualquer dos seus resultados.

    Após a transferência de embriões é necessário esperar pelo menos 15 dias até que um teste de gravidez possa ser feito. Se o teste é feito antes do tempo pode ter um resultado falso. Alias, os especialistas aconselham a não fazer um teste de gravidez em casa mas sim esperar pelos resultados das análises de sangue feitas na própria clínica.

    Mulher triste

    Se o resultado da hormona HCG (hormona mediante a qual uma gravidez é comprovada) é negativo, a mulher não está gravida. As probabilidades desse resultado serem um erro são praticamente nulas, logo, há que aceitar que o tratamento não surtiu resultados positivos. A mulher tem de aceitar que não está gravida.

    Mulher com esperança

    Porque é que o teste de gravidez é negativo?

    As pacientes não devem torturar-se com perguntas que não têm resposta como: que fiz?, que não fiz?, como pode correr mal? que faltou? Essas perguntas não ajudam e só geram tristeza.

    Se necessário, chorar faz bem pois ajuda a não reprimir as emoções. Ademais, partilhar os sentimentos pode ajudar a assimilar melhor o resultado negativo. No caso de a mulher ter informado os seus familiares e amigos de que está a fazer um tratamento de reprodução assistida, é recomendável relembrar essas pessoas de que a mulher os informará sobre os resultados do tratamento quando estiver pronta para o fazer. Desta forma evitam-se perguntas incómodas e situações constrangedoras.

    O fracasso de um tratamento não significa que a mulher ou casal nunca conseguirá ter um filho. É possível fazer um novo ciclo de FIV ou de outra técnica de reprodução assistida quando a mulher se sentir preparada.

    Ajuda psicológica

    A grande maioria dos centros de reprodução contam com um departamento de especialiastas em psicológia da reprodução assistida dispostos a ajudar os pacientes, nao só a aceitar os seus problemas de fertilidade, mas também a lidar com todo o preocesso de concepcção.

    Quando o teste de gravidez é negativo, sao muitos os sentimentos que afloran e a frustraçao pode aumentar. Neste aspecto, contar com o apoio psicológico de especialistas que entedem aquilo pelo que o paciente está a passar e que oferecem ajuda personalizada, é muito importante e pode reduzir os sentimentos de angústia.

    Para além disto, esta ajuda é importante no momento de enfrentar um novo tratamento. Submeter-se a um novo tratamento reproductivo depois do falhanço do anterior é muito complicado. O apoio psicológico é essencial, já que, a atitude é importante para o êxito do tratamento.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Gastroenterite durante a Gravidez

    Gastroenterite durante a Gravidez

    A gastroenterite é uma infecção gastrointestinal causada ou pela ingestão de um alimento em mal estado ou por um vírus que dá origem a uma inflamação do estômago. Alguns sintomas da gastroenterite como as náuseas, os vómitos ou a dor abdominal podem ser facilmente confundidos com os primeiros sintomas de uma gravidez.

    A gastroenterite não tem de ser um problema sério durante a gravidez. De facto, alguns especialistas defendem que a gastroenterite comum não supõe riscos para o feto ao menos que a mulher tenha febre alta e exiba sinais de desidratação.

    Gastroenterite e gestação

    Sintomas

    A gastroenterite durante a gravidez pode produzir uma série de sintomas na mãe como, por exemplo:

    • Vómitos.
    • Diarreia.
    • Náuseas.
    • Dor abdominal.
    • Febre.

    A gastroenterite durante a gestação costuma durar de 24 a 72 horas e esse período não deve ser prolongado devido ao perigo de desidratação. A mulher deve visitar o médico, especialmente se tiver febre alta. No momento em que a gastroenterite passa a ser severa pode ter consequências negativas para o feto e fazer com que esse nasça com pouco peso ou até prematuramente.

    Alguns dos sintomas da gastroenterite são os seguintes:

    • Febre alta.
    • Sinais de desidratação.
    • Presença de sangue ou muco na fezes.
    • Não notar a melhoria dos sintomas em questão num período de 48 horas.

    Recomendações

    Algumas das recomendações a ter em conta em casos de gastroenterite são:

    • Repouso.
    • Beber água pouco a pouco para evitar a desidratação.
    • Não tomar medicamentos sem consentimento médico. O médico decidirá se algum medicamento é necessário.
    • Ter uma dieta adequada.
    • Consultar o médico se os sintomas prolongam-se por mais de 48 horas.

    Doença inflamatória intestinal

    A doença inflamatória intestinal é um transtorno crónico que produz a inflamação e destruição do tecido intestinal. Existem dois tipos de doença inflamatória intestinal: a doença de Crohn e a Colite Ulcerativa.

    Muitas mulheres em idade de procriar (desde os 15 até aproximadamente aos 40 anos) padecem deste tipo de patologia. Segundo alguns estudos, a gravidez não afecta este tipo de patologia, contudo, recomenda-se que o parto seja planificado. Se a mulher padece desta doença deve consultar um especialista antes de engravidar (no caso de uma gravidez planeada). Por ser uma doença crónica a doença inflamatória intestinal pode estar, também, relacionada com outros factores como a ansiedade e o stress.

    De qualquer forma, em caso de gravidez um médico deve ser sempre consultado.

  • Gravidez mês por mês

    Gravidez mês por mês

    Gravidez é o processo que ocorre deste que o espermatozóide atravessa a membrana do óvulo e o fertiliza até ao momento do parto.

    Durante a gravidez o embrião sofre uma serie de mudanças, já que passa de zigoto (embrião de uma só célula) à bebé, uma pessoa completamente formada com todos os órgãos internos. Este período é denominado de desenvolvimento embrionário.

    1 mês de gravidez

    O primeiro mês de gravidez é o mês no qual dá-se a fertilização, isto é, o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide e o processo de formação do embrião inicia-se. Como é quase impossível detectar com exactidão o momento da fertilização, considera-se que o primeiro dia de gravidez é o primeiro dia da última menstruação. Assim, a primeira semana de gestação coincide com a última semana da menstruação.

    Durante a segunda semana ocorre a selecção folicular. Os folículos elegidos começam a crescer e convertem-se em folículos primários. Contudo, apenas um será o seleccionado em função da sua resposta a hormona FSH.

    Na terceira semana do processo, o ovócito viaja pelas trompas de Falópio, desprendendo-se do folículo que o contem. O ovócito é fertilizado e continua a amadurecer até ao momento em que se transforma num óvulo.

    O óvulo já fertilizado prossegue o seu caminho até ao útero. Durante esta descida, o núcleo do espermatozóide, que contém o material genético do homem, e o núcleo do óvulo, que contem o material genético da mulher, fundem-se e definem os genes do futuro bebé.

    Implantação no primeiro mês

    2 meses de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez as três camadas de células que formam os tecidos do futuro bebé são criadas.

    A espinha medular, o cérebro, o coração, o intestino e a pele formam-se neste período. Os olhos, as orelhas, o nariz e o lábio superior da boca também começam a formar-se. Este é um mês de muita evolução e durante o qual o embrião começa a tomar forma humana.

    Num extremo do embrião, uma cabeça maior que o tronco é formada e, no outro extremo, uma espécie de cauda.

    A gastrulação ocorre na quinta semana de gestação. As células do blastocisto dividem-se até formarem células de três tipos distintos que constituirão o tecido do bebé.

    Este mês é importante porque é quando há a formação do coração do bebé, órgão vital.

    Ao fim deste mês o embrião mede cerca de 13mm de comprimento.

    Gastrulação no segundo mês de gravidez

    3 meses de gravidez

    Neste mês o embrião passa a chamar-se de feto. No terceiro mês de gravidez todos os órgãos do bebé já estão desenvolvidos, apesar de ainda não estarem completamente formados. Precisam amadurecer e evoluir correctamente. Os genitais começam a definir-se mas ainda é cedo para determinar se o feto é um menino ou menina.

    Ao longo destas três semanas o feto cresce mais de 7cm e pode chegar a pesar 20 gramas. A futura mãe engodará neste período cerca de 10% do total que engordará durante a gravidez.

    Os movimentos do bebé nesta fase são bastante intensos e a futura mãe não deve alarmar-se com a sua intensificação. Esta mobilidade do bebé é um sinal de que está a evoluir correctamente.

    Este mês tranquiliza os futuros pais pois, passados 3 meses, o risco de aborto espontâneo diminui.

    Nesta fase a ligação entre mãe e bebé intensifica-se pois a mulher começa a prestar maior atenção a sua alimentação e estilo de vida e a tudo o que possa afectar o bebé.

    De embrião a feto

    4 meses de gravidez

    Neste mês o feto é envolto por um cabelo muito fino que cobre a sua pele enquanto o corpo não tem gordura o suficiente. Assim, conserva o calor corporal do bebé.

    Durante este período, há a formação das cordas vocais que só serão utilizadas pelo bebé depois do seu nascimento.

    Nesta fase os olhos do feto são particularmente grandes e estão cerrados e muito separados um do outro. A cara está bem definida sendo possível distinguir o pescoço. Os dentes e as orelhas começam a desenvolverem-se.

    Com o início da formação da cara, os músculos do bebé são capazes de realizar movimentos de sucção e o bebé é capaz de chuchar no dedo.

    O tamanho do feto no início deste mês é, normalmente, de 8.5 cm de comprimento e este pode crescer até aos 15cm. O seu peso é de cerca de 170 gramas.

    O novo ser começa a expulsar urina que se mistura com o líquido amniótico. As funções das suas glândulas sebáceas começam a desenvolverem-se.

    Desenvolvimento embrionário no quarto mês

    5 meses de gravidez

    As cavidades cardíacas estão delimitadas e o coração já bate com força. Os sentidos como o gosto começam a desenvolverem-se.

    No fim deste mês o bebé pode ter 22 cm. A mulher notará que quando se deita o feto mexe-se muito mais. Isto acontece porque nesses momentos o feto não está tão bem encaixado na pélvis quanto quando a mulher está de pé.

    Nas últimas semanas do quinto mês de gravidez, a segunda capa de dentes do bebé e milhões de neurónios são criados.

    É possível que o umbigo da mulher saia um pouco para fora. Se isto acontecer, voltará ao sítio depois do parto. A mulher já não sente náuseas nem tem vómitos apesar de poder sentir alguma indigestão. Isto acontece devido as mudanças de posição do bebé e devido a pressão que exerce no útero.

    Desenvolvimento cardíaco

    6 meses de gravidez

    Os músculos do bebé já estão formados e, graças ao comprimento do cordão umbilical, este já se pode mover com mais energia.

    O futuro ser também responde aos estímulos do exterior como a música. O bebé mede aproximadamente de entre 27 a 32cm e pesa de entre 450 a 750 gramas.

    A pele do bebé começa a ficar opaca e mais consistente e este já pode abrir e fechar os olhos. As proporções do copo do bebé começam a igualarem-se as da sua cabeça. O feto cada vez mais se parece com um recém-nascido.

    Desenvolvimento do feto

    7 meses de gravidez

    Neste período o esqueleto do bebé torna-se mais forte e os seus pulmões desenvolvem-se. A gordura acumula-se no seu corpo para que o bebé possa controlar a sua temperatura corporal após o nascimento. A quantidade de cabelo que cobre o corpo do bebé começa a diminuir. Neste mês o comprimento do bebé vai dos 33 aos 38cm e este já pode pesar mais de um quilo.

    Devido ao seu considerável aumento de peso e tamanho, os movimentos do bebé começam a ser mais limitados. Há uma maior pressão sobre a bexiga da mulher que pode ter de urinar mais frequentemente. A pigmentação da pele do bebé é feita através das células que produzem melanina.

    7 meses de gestação

    8 meses de gravidez

    O bebé continua a ganhar peso e a crescer e os movimentos tornam-se cada vez mais lentos. Os pulmões do bebé estão quase completamente desenvolvidos e a mulher sentirá um aumento do peso no seu útero. A mulher poderá, também, ter dificuldades em adormecer e os seus movimentos começarão a ser mais limitados.

    O bebé ouve sons, sente luz e começa a desenvolver o seu sentido de olfacto. É possível que a mulher gravida sinta-se cansada mas isto não é motivo para preocupações. Isto ocorre devido ao aumento de peso que dificulta os movimentos e respiração.

    Desenvolvimento do bebé aos 8 meses de gestação

    9 meses de gravidez

    O bebé desce até a pélvis da futura mãe. O seu estômago e intestino já funcionam e a sua pele é mais suave devido as células gordas que se formam.

    Perto do fim deste mês o feto deve medir cerca de 43cm e o seu peso deve ser de entre 1.980 e 2.730kg. Assim, o bebé tem pouco espaço e os seus movimentos são mais bruscos.

    Nesta fase da gravidez o bebé já é capaz de respirar e fazer movimentos de sucção e deglutição ao mesmo tempo. Isto permitirá que se alimente do leite materno depois de nascer. O bebé começa, também, a fabricar as suas próprias células sanguíneas.

    O bebé está preparado para nascer

    10 meses de gravidez

    Nesta última etapa do período de gestação, o bebé tem unhas compridas e os seus órgãos estão completamente formados. A criança está pronta para sair da placenta e do ventre da sua mãe. O útero estará encarregue de exercer a força e a pressão necessárias para que se produza parto.

    Neste mês o bebé tem entre 45 e 55cm e pesa, em média, entre 2.520 e 3.670 gramas.

    Último mês de gravidez

    A mulher gravida poderá sentir contracções fortes conhecidas como “contracções de Braxton Hicks”. O líquido amniótico renova-se de 3 em 3 horas.

    Se a partir da 42ª semana de gestação o bebé não tiver nascido, o médico especialista deverá provocar o parto pois o bebé está pronto para nascer e ficar mais tempo do que necessário no útero da mãe pode trazer riscos para ambos.

  • Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Antes da invenção dos testes de gravidez imunológicos as mulheres tinham de recorrer a outros métodos para determinar se estavam gravidas ou não. Alguns desses métodos tinham uma explicação científica mas outros nem tanto.

    Conheça as dez técnicas mais utilizadas ao longo da história para determinar a existência de uma gravidez:

    1. O teste do parafuso

    Este teste consistia em por um parafuso na urina da mulher. Depois de quatro horas a urina era deitada fora e se o parafuso deixasse marcas no recipiente onde estava misturado com a urina era sinal de que a mulher estava gravida.

    2. Gotas de azeite

    Este teste baseava-se em urinar num copo e em adicionar duas gotas de azeite. Se essas gotas de azeite unissem-se a mulher estava gravida mas se, pelo contrário, essas gotas permanecessem separadas o resultado do teste era negativo.

    3. Teste do trigo e da cevada

    Este teste é originário do Egipto. Durante vários dias as mulheres urinavam nestas sementes. Se o trigo germinasse a mulher teria uma filha e se a cevada germinasse teria um filho.

    4. Vómitos

    Segundo um papiro egípcio, as vezes que uma mulher vomitava depois de beber uma mistura de cerveja e frutos da palmeira deviam ser contabilizadas. Se a mulher vomitasse mais do que uma vez, estaria gravida.

    5. Teste da cebola

    Na Grécia antiga, Hipócrates defendia que ao introduzir uma cebola na vagina da mulher era possível determinar se essa estava gravida ou não. Se no dia seguinte o hálito da mulher cheirasse a cebola essa não estava gravida.

    6. Cor da urina

    Um grupo de homens do século XVI dizia poder dizer se uma mulher estava gravida ou não de acordo com a cor da sua urina. Também misturavam a urina com vinho ou álcool porque o álcool reage a algumas proteínas presentes na urina das mulheres gravidas.

    7. Olhos

    No século XVI, o médico Jacques Guillemeau afirmava poder ver nos olhos das mulheres se essas estavam gravidas. Guillemeau, autor de um influente documento sobre oftalmologia, afirmava que no segundo mês de gravidez a mulher gravida tem pupilas pequenas, pálpebras descaídas e pequenas veias no canto do olho.

    8. Partes azuis

    Entre a 6ª e a 8ª semana de gravidez, o colo do útero, os lábios e a vagina da mulher adquirem um tom azulado devido ao fluxo sanguíneo. Estes sinais foram descobertos pelo médico americano Lee Chadwic que anunciou a sua descoberta à Sociedade Americana de Ginecologia em 1886.

    9. Ratos

    Na década de 1920, cientistas alemães injectavam pequenas quantidades de urina em ratos fêmeas duas vezes por dia durante três dias seguidos. Ao fim de cerca de 100 horas os ratos eram abatidos e os seus ovários eram analisados. Se esses ovários tivessem engrossado havia uma probabilidade de gravidez de 80%.

    10. Teste da Rã


    Esta técnica foi utilizada até a década de 60 do século XX quando surgiram os métodos imunológicos. Urina da paciente era injectada numa rã pois a mulher gravida produz a hormona GCH que estimula a ovulação do anfíbio. Assim, se em 24 horas a rã desovasse, o teste era positivo.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

  • Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Desde que o seguimento médico da gravidez e os partos hospitalares se generalizaram a mortalidade pré-natal diminuiu notavelmente nas sociedades industrializadas, sendo muito inferior a mortalidade materno-fetal dos países subdesenvolvidos ou m vias de desenvolvimento.

    Exames médicos

    Por este motivo um bom acompanhamento médico durante toda a gestação e o parto em um hospital são dois factores importantes na prevenção de problemas fetais e pré-natais. De facto, os especialistas opinam que os partos caseiros devem ser evitados de forma a evitar problemas que podem afectar o feto de forma negativa e que apenas são detectados durante ou depois do parto.

    O parto hospitalário e o acompanhamento médico do mesmo contribuíram para que a redução da taxa de deficiência mental perinatal, graças a implementação de uma série de exames e provas bioquímicas e genéticas as quais a mulher gravida submete-se para evitar o aparecimento de factores de risco para o feto.

    Exames bioquímicos

    Os exames bioquímicos conhecidos como triple screening consistem em analisar uma amostra de sangre materna para ver os níveis de beta-gonadotrofina, de estriol e de alfa-feto proteína.

    Estes valores, juntamente com a idade gestacional, são comparados com os valores de uma tabela elaborada de acordo com um padrão de normalidade de cada semana de gestação. Este é um exame que indica se o feto têm uma maior propensão para desenvolver determinadas alterações. Assim, um aumento nos níveis de alfa-feto proteína supõe um risco de desenvolvimento, por parte do feto, de alterações como espinha bífida. Nestes casos exames adicionais devem ser feitos.

    Exames genéticos do feto

    Estudo citogenético

    O estudo citogenético do cariotipo tem indicações precisas: idade materna avançada, existência de abortos de repetição e antecedentes familiares de doenças genéticas ou cromossómicas. Para que o cariotipo das células fetais seja feito é necessário realizar um dos seguintes exames invasivos: amniocentese, biópsia de córion ou cordocentese. A eleição de uma ou outra técnica depende das características de cada caso.

    A amniocentese consiste em extrair uma amostra de líquido amniótico da parede abdominal com uma agulha muito fina. Esta extracção é controlada por ecografias e pode ser feita a partir da 15ª semana de gestação.

    A biópsia de córion consiste na obtenção de vilosidades da placenta por via vaginal ou abdominal com acompanhamento através de ecografias. Este exame pode ser feito antes da amniocentese, na 11º ou 12º semana de gestação, mas é preciso ter em conta que acarreta mais riscos que a amniocentese.

    A cordocentese é uma técnica de obtenção de sangue fetal através da punção dos vasos do cordão umbilical com uma agulha guiada por ecografias.

    Nos três casos as regiões cromossómicas e o seu estado podem ser observados.

    Graças a estes exames e ao acompanhamento médico da gestação o risco de deficiências mentais perinatais foi reduzido de 25% para 5% nos últimos anos.

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