Categoria: Temas de Interesse

  • Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de alto risco refere-se a uma gravidez na qual a mãe, o feto ou ambos têm possibilidades de padecer de algum tipo de complicação tanto durante o período de gestação, quanto no momento do parto. Estas complicações podem, inclusive, ser fatais para ambos.

    Gravidez de alto risco

    Factores de Risco

    Alguns dos factores que fazem o risco de complicações durante a gravidez aumentarem são:

    • Gestações múltiplas.
    • Idade materna avançada ou gravidez na adolescência.
    • Mulheres que padecem de algum tio de doença crónica.
    • Obesidade.

    Causas

    As gravidezes de alto risco costumam manifestar-se em mulheres com algum tipo de doença prévia ou desenvolvida durante a gestação (diabetes gestacional, por exemplo). Algumas dessas doenças são:

    • Diabetes
    • Cancro
    • Hipertensão
    • Problemas renais
    • Epilepsia
    • Infecções
    • Malformações no útero
    • Placenta prévia

    Por estas razões é muito importante que a mulher consulte um médico antes de engravidar. O médico recomendará uma medicação adequada que será controlada durante a gestação.

    Recomendações

    Alguns dos pontos a ter em conta no caso de uma gravidez de alto risco são os seguintes:

    – Acompanhamento médico exaustivo. As mulheres que têm uma gestação deste tipo requerem acompanhamento médico contínuo e exaustivo. Um maior número de ecografias, análises e exames de controlo pré-natal devem ser feitos. Actualmente, a tecnologia facilita o acompanhamento do estado do feto e da mãe graças, por exemplo, as ecografias 4D.

    – Planificação do parto. O momento do parto deve ser planeado. O parto não tem, necessariamente, de ser feito por cesariana mas deve ser induzido e controlado em todo o momento.

    O consumo de álcool, tabaco e outros tipos de drogas podem complicar seriamente a gravidez e transformá-la numa gestação de alto risco com graves consequências para o feto.

    As mulheres e casais que enfrentam uma gravidez de alto risco requerem apoio psicológico, já que, o que deveria ser um momento de felicidade na sua vida transforma-se numa fonte de preocupações, incerteza e ansiedade.

    Alguns médicos defendem que falar com outras mulheres e casais que enfrentaram o mesmo problema é benéfico.

  • Medicamentos durante a Gravidez

    Medicamentos durante a Gravidez

    O ideal seria que as mulheres gravidas não tomassem nenhum tipo de medicamentos durante toda a gestação. Contudo, as estatísticas mostram que a maioria das gravidas consome algum tipo de fármaco durante o período de gestação.

    Os efeitos tóxicos de alguns fármacos sobre as mulheres gravidas não são conhecidos por completo porque, como é evidente, não é possível fazer ensaios em mulheres gravidas. Não obstante, os efeitos destes medicamentos sobre o bebé após o seu nascimento foram investigados e analisados.

    Consumo de fármacos durante a gravidez

    Em alguns casos, especialmente naqueles em que a mulher padece de alguma doença crónica ou patológica aguda, é quase impossível que não tome medicamentos. É importante que a mulher consulte o seu médico para que esse valorize a relação benefício-risco da administração de medicação.

    Os fármacos tomados durante o período de gestação chegam ao feto através da placenta e actuam sobre o mesmo. Qualquer molécula que passe para o sangue da mãe passará, também, para o feto. A fase crítica da gravidez é, sobretudo, o seu início. Durante este período de tempo os medicamentos têm mais efeitos sobre o embrião. Nesta fase um medicamento pode matar o embrião, provocar defeitos congénitos ou malformações no feto ou, pelo contrário, não afecta-lo em absoluto. Entre o 17º e o 57º dia de gestação, aproximadamente, o feto está especialmente vulnerável porque este é o momento de formação de todos os seus órgãos. Este período e fundamental para o desenvolvimento do feto e, portanto, os medicamentos podem prejudicá-lo.

    Assim, entre a primeira e a oitava semana de gestação é preferível que a mulher não tome qualquer medicamento. Depois e antes de consumir qualquer fármaco de venda livre, a mulher deve consultar o seu médico e, se possível, procurar alternativas para aliviar os seus sintomas como remédios caseiros.

    Depois de consultado o médico, os fármacos só devem ser tomados quando estritamente necessário.

    Medicamentos que afectam o feto

    Alguns estudos sobre este tema diferenciaram várias categorias de fármacos e os classificaram em :

    • Fármacos permitidos e cujos estudos demonstram que não afectam o feto como é o caso do ácido fólico e da vitamina B6.
    • Fármacos que causam defeitos congénitos no feto como, por exemplo, os que são prescritos contra o acne quistico.
    • Fármacos que não devem ser tomados em nenhum caso, como os medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia, as hormonas, os sedativos, os analgésicos, os antibióticos, os anticoagulantes orais, etc…

    A ingestão de aspira também não está recomendada.

    Medicamentos e gravidez

    Há que ter em conta que uma mulher gravida nunca deve tomar medicamentos sem indicação médica. Especialistas devem ser consultados para que os riscos para o futuro bebé possam ser evitados.

  • Saúde Materna e Gravidez

    Saúde Materna e Gravidez

    A saúde da mãe antes da gravidez, os seus hábitos alimentícios e de consumo de tabaco e álcool, os tratamentos com fármacos e a exposição a componentes tóxicos são factores muito importantes e que podem influenciar o desenvolvimento da gravidez e a saúde do feto. As doenças maternas podem afectar o bebé. Para que a gravidez se desenvolva sem problemas e complicações a mãe deve tomar algumas precauções, principalmente se, antes da gravidez, sofrer de alguma doença.


    Existem determinados agentes externos que aumentam as probabilidades de malformações congénitas. Estas malformações são alterações anatómicas, estruturais, funcionais, metabólicas ou comportamentais que se desenvolvem nas etapas de desenvolvimento embrionário, logo, manifestam-se desde o nascimento do bebé.

    Nas primeiras semanas de desenvolvimento embrionário uma das mais importantes estruturas do feto começa a desenvolver-se: o tubo neural. A infestação de suplementos de ácido fólico durante as primeiras semanas de gestação ajudam a prevenir o aparecimento de defeitos do tubo neural.

    A exposição pré-natal ao álcool é uma das causas mais comuns de atrasos mentais que pode ser facilmente evitada. Por este motivo as mulheres gravidas não devem consumir álcool durante a gravidez e fase de amamentamento. Quanto maior for a ingestão do álcool maiores serão os efeitos no bebé, por isso os maiores problemas são diagnosticados em filhos de mães alcoólicas.

    No caso da mulher sofrer de alguma doença como a epilepsia, deve consultar um médico antes de engravidar para, na medida do possível, modificar a medicação por uma menos tóxica para o feto e eficaz para si.

    Alcool e gravidez

    Entre os agentes externos que podem afectar o desenvolvimento fetal podemos encontrar:

    Agentes físicos e químicos

    Radiação ionizante, solventes orgânicos compostos por carbono, substâncias que produzem efeitos semelhantes aos do álcool e dos anestésicos.

    Deficiências nutricionais

    A falta de iodo e de ácido fólico pode provocar hipotiroidismo ou atraso mental no feto no caso da falta de iodo e o aparecimento de uma espinha bífida no caso da falta de ácido fólico.

    Fármacos

    Misoprostol, antiepilépticos, etc, podem provocar abortos, atrasos mentais e defeitos congénitos, entre outros.

    Doenças maternas

    Doenças como diabetes, o hiperandroginismo ou o lúpus afectam o desenvolvimento fetal e causam defeitos congénitos, reversão sexual no caso do androginismo e bloqueios cardíacos no caso do lúpus.

    Drogas

    Tabaco, álcool, cocaína, drogas sintéticas, etc, podem provocar abortos, atrasos mentais e defeitos congénitos.

    Infecções vírias

    Existem determinadas infecções vírias que a mãe pode contrair e que podem ter um efeito negativo no crescimento do feto. Essas infecções são a varicela e a rubéola. Para evitar complicações durante a gravidez há que comprovar que a mãe foi vacinada contra estas doenças e, em caso de dúvida, vacinar antes da gravidez.

    A rubéola durante a gravidez pode desencadear o síndrome da rubéola congénita no bebé. Se o contágio ocorrer nas primeiras semanas de gestação, antes da 16ª semana, pode ter efeitos graves no feto como a cegueira, a surdez, atrasos mentais ou alterações cardíacas.

    A varicela pode gerar no feto o síndrome da varicela congénita. Antes da 13ª semana de gestação o risco de contágio é muito baixo (0.4%) mas, entra a 13ª e a 20ª semana de gestação esse risco aumenta cerca de 2% podendo causar malformações fetais como cicatrizes na pele ou problemas de visão e audição.

    Uma mulher que deseja engravidar deve, ainda, fazer testes de VIH, hepatite, herpes, toxoplasma, etc.

    Diversos estudos demonstram como certos factores influenciam o desenvolvimento do feto e, posteriormente, a vida do indivíduo. Alguns benefícios de um desenvolvimento fetal saúdavel são um melhor rendimento escolar da criança, melhor saúde na adolescência e vida adulta, menor índice de obesidade de hipertensão ou de doenças cardiovasculares.

  • Baixa Resposta do Ovário

    Baixa Resposta do Ovário

    Apesar das pacientes incluídas neste grupo serem muito diversas, todas cumprem os critérios característicos de uma baixa resposta ovárica:

    • A obtenção de um baixo número de folículos maduros ou de ovócitos recuperados.
    • Possuir baixos níveis de estradiol depois da estimulação da ovulação.

    A incidência destas características é de entre 7% e 24% em pacientes de FIV, percentagem que aumenta no casos de mulheres com mais de 40 anos.

    A idade é o factor relacionado com a reserva ovárica da mulher e com a sua fertilidade mais importante, já que existe uma relação inversamente proporcional entre sí: quando maior for a idade da mulher menor será a sua reserva ovárica. Considera-se que, até aos 31 anos, uma mulher possui uma boa reserva ovárica e uma boa capacidade de reprodução mas, a partir dessa idade, a probabilidade mensal de conceber diminui, chegando a ser de apenas um quarto aos 38 anos.

    Ovário

    A reserva ovárica pode ser estimada através da observação dos valores de FSH (hormona estimulante de folículos) entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Um valor elevado, de mais de 10-12 mUI/ml, é um indicador de que a mulher tem uma reserva ovárica reduzida.

    Alguns autores argumentam que os valores elevados de FSH não só indicam uma baixa resposta como também indicam uma má qualidade dos óvulos o que faz diminuir as  possibilidades da mulher engravidar.

    Determinar a baixa resposta do ovário

    Para determinar se existem uma baixa resposta ovárica há que avaliar, em conjunto, o ciclo menstrual da paciente, o número de folículos, o número de ovócitos, o protocolo de estimulação, a dose de gonadotrofinas administrada e a concentração de estradiol.

    -O número de folículos necessários para determinar a existência de uma baixa resposta vária de autor para autor. Alguns defendem que esse número deve ser menor de 3 e outros que deve ser menor de 6.

    -Quanto ao número de ovócitos, existem também várias opiniões. Contudo, o seu número é de entre 3 e 6 ovócitos recuperados.

    -Considera-se que existe uma baixa resposta ovárica quando se recupera um baixo número de ovócitos com doses de FSH inferior a 3000UI.

    – Quando a concentração de estradiol obtida é inferior a 500 pg/ml depois de seguido o protocolo de estimulação considera-se que existe uma baixa reserva ovárica.

    Factores de prognóstico de uma baixa resposta

    Existem diferentes factores que podem prever uma baixa resposta ovárica da paciente. Alguns desses factores são:

    • Idade.
    • FSH basal: um valor elevado é um indicador de uma baixa resposta.
    • Estradiol basal.
    • Quociente FSH/LH.
    • Inhibina B: níveis inferiores a 45 pgr/ml confirmam a existência de uma reserva ovárica reduzida.
    • Outros: volume ovárico, hormona anti mülleriana.
    • Ter tido um ciclo prévio com baixa resposta ovárica.

    Ovócitos recuperados

    Conversão de um ciclo de FIV em um ciclo de IA

    Um tratamento de FIV pode ser iniciado em casos onde a resposta ovárica é difícil de observar, em casos de infertilidade por factor masculino ou em casos em que a mulher quer utilizar os seus próprios óvulos. O protocolo de estimulação da paciente é posto em vigor e, depois de vários dias de estímulo com gonadotrofinas, observa-se o número de folículos que se desenvolveram.

    Nos casos em que apenas 1 ou 2 folículos desenvolvem-se, o ciclo de FIV pode ser convertido em um ciclo de inseminação artificial sempre que não exista um factor masculino severo. Esta pode ser uma opção válida para as pacientes com poucos folículos desenvolvidos.

    Alternativas para pacientes com baixa resposta ovárica

    Já que, em laboratório, um aspecto muito importante a ter em conta nos tratamentos de reprodução assistida é o número de ovócitos obtidos na punção folicular e o número de embriões que podem ser transferidos, há que considerar alternativas para aquelas pacientes que têm uma baixa resposta ovárica.

    Uma dessas alternativas é a doação de ovócitos. Uma mulher jovem doa os seus ovócitos a uma outra mulher e esses ovócitos são fertilizados com o esperma do parceiro da mulher receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para o útero da mulher receptora. É uma técnica simples e eficaz com boas taxas de sucesso.

  • Ciclos Menstruais Dolorosos

    Ciclos Menstruais Dolorosos

    Muitas mulheres sentem dor durante o seu ciclo menstrual. As dores severas durante a menstruação consistem em cãibras ou cólicas na zona pélvica ou até mesmo nas pernas e nas costas. Quando são graves estas dores são acompanhadas de fatiga, dor de cabeça, náuseas, dor abdominal, problemas digestivos e mal-estar.

    Exisem dois grandes tipos de dores que se manifestam durante a menstruação:

    • A dismenorreia primária é um efeito secundário natural da menstruação e manifesta-se durante os primeiros dias do sangramento. Pode ser uma dor forte que não está, normalmente, associada à nenhum problema do útero ou do órgãos pélvicos. .
    • A sesmenorreia secundária é causada por um doença subjacente e que está, geralmente, relacionada com problemas do aparelho reprodutor (endometriose, fibroses uterinas, etc). Podem provocar dores intensas.

    Ovários e Menstruação

    Estas são algumas partes do corpo onde podes sentir dores durante a menstruação:

    • Cólon, recto ou ânus
    • Ao urinar
    • Lábios genitais
    • Cintura, ancas ou coxis
    • Garganta
    • Articulações
    • Ossos
    • Zona lombar e costas
    • Rins
    • Ovários e útero
    • Estómago
    • Seios

    Dores de cabeça e menstruação

    Causas da dor durante a menstruação

    O que provoca dor durante a menstruação? A maioria das dores menstruais é um efeito secundário do processo natural de menstruação. As dores ocorrem quando a parede muscular do útero contrai-se devido a prostaglandina. Esta hormona é a causa da inflamação e das contracções do útero e provoca dores e o sangramento conhecido como menstruação (escamação da parede do endométrio).

    As dores de cabeça devem-se, normalmente, as variações bruscas de hormonas sexuais no sangue. Alguns especialistas associam estas dores de cabeça também, ao aumento da pressão sanguínea que ocorre para compensar a perda de sangue do organismo.

    Por vezes, os dispositivos intra-uterinos podem provocar dores menstruais.

  • Posição do Colo do Útero na Gravidez

    Posição do Colo do Útero na Gravidez

    O colo do útero ou cérvix uterino é a região fibromuscular inferior do útero que se projecta dentro da vagina.

    Esta abertura deixa sair o sangue do útero durante a menstruação e permite que os espermatozóides entrem e cheguem até ao útero e até as trompas de Falópio.

    Colo do útero e gravidez

    O tamanho do orifício, a consistência e a posição do colo do útero durante a gravidez e durante o ciclo menstrual podem sofrer uma série de alterações relacionadas com:

    • O grau de dilatação do orifício: cérvix aberto ou cérvix fechado.
    • A consistência: cérvix duro ou cérvix mole.
    • A posição: cérvix alto (posterior ou retirado da vagina) ou cérvix baixo (mais introduzidos na vagina).

    A posição do colo do útero no início da gravidez varia muito de mulher para mulher. Por isso, o posicionamento do cérvix não é um indicador fiável de uma gravidez.

    Contudo, certas mudanças na posição e textura do colo do útero ocorrem durante as primeiras fases da gravidez em todas as mulheres.

    Mudanças no colo do útero durante a gravidez

    • Desde o primeiro mês de gravidez o colo do útero amolece e adquire uma cor azulada como consequência do aumento da vascularização e do tamanho das glândulas cervicais.
    • O cérvix deve subir ligeiramente até ao útero. Dependendo da fase do ciclo menstrual durante a qual a mulher concebe, esta mudança pode ocorrer dentro de poucos dias ou de um mês.

    • Reorganização das fibras colágenas e diminuição drástica da sua resistência, que facilitam a sua dilatação durante o parto.
    • Pouco tempo depois da concepção, uma secreção cervical espessa obstrui o canal cervical formando um tampão mucoso que sela esse canal e actua como uma barreira contra o transporte de esperma e contra a invasão de bactérias. Esse tampão será expulsado no início do trabalho de parto.
  • Êxito da Doação de Óvulos

    Êxito da Doação de Óvulos

    Historia e evolução da doação de óvulos

    A primeira gestação através de um óvulo doado foi conseguida pelo Dr. Alen Trounson. Contudo, foi o Dr. Lutjen que, no ano de 1984, conseguiu, pela primeira vez, que uma mulher com falha ovárica conseguisse levar uma gravidez ao seu correcto termino graças à doação de óvulos. Sem esta técnica esta mulher não poderia ter sido mãe.

    Todas as técnicas de reprodução assistida são relativamente recentes, sendo a doação de óvulos a que mais recentemente começou a ser utilizada. No início a sua utilização era feita de forma tímida, ocupando “muito pouco espaço” dentro de cada clínica de reprodução, já que, as implicações morais deste processo podem ser de difícil aceitação.

    Contudo, com o passar do tempo, com as mudanças de mentalidade e com a incorporação da mulher na vida laboral, a maternidade foi relegada para segundo plano e a técnica de doação de óvulos foi ganhando importância. Actualmente, é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito da reprodução assistida.

    Esta técnica sofreu grandes e incríveis alterações, sendo tão utilizada quanto a FIV e ICSI, por exemplo. No futuro, é provável que esta técnica venha a ultrapassar as restantes, dado que as mulheres decidem ser mães pela primeira vez cada vez mais tarde.

    Probabilidade de gestação por doação de óvulos

    As taxas de êxito da doação de óvulos são muito boas, partindo dos 60% no primeiro ciclo e podendo alcançar 90% nas tentativas seguintes. Isto deve-se, entre outras razões, ao facto de a idade das dadores nunca superar os 35 anos de idade. Inclusivamente, alguns centros e clínicas de reprodução optam por restringir um pouco mais essa idade para conseguirem melhores resultados.

    Por esta razão, e apesar de ser um procedimento duro do ponto de vista psicológico, este é um processo que vale a pena pois as suas taxas de êxito superam as das técnicas in vitro.

    Isto não quer dizer que quando uma paciente decide submeter-se a um tratamento de reprodução assistida deve pedir logo uma doação de óvulos. Cada caso deve ser estudado individualmente e a patologia deve ser diagnosticada antes da escolha do tratamento mais adequado. Depois de saber quais os problemas de fertilidade que afectam os pacientes será mais fácil para os médicos recomendarem o tratamento de reprodução mais idóneo.

  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

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