Categoria: Temas de Interesse

  • Gastroenterite durante a Gravidez

    Gastroenterite durante a Gravidez

    A gastroenterite é uma infecção gastrointestinal causada ou pela ingestão de um alimento em mal estado ou por um vírus que dá origem a uma inflamação do estômago. Alguns sintomas da gastroenterite como as náuseas, os vómitos ou a dor abdominal podem ser facilmente confundidos com os primeiros sintomas de uma gravidez.

    A gastroenterite não tem de ser um problema sério durante a gravidez. De facto, alguns especialistas defendem que a gastroenterite comum não supõe riscos para o feto ao menos que a mulher tenha febre alta e exiba sinais de desidratação.

    Gastroenterite e gestação

    Sintomas

    A gastroenterite durante a gravidez pode produzir uma série de sintomas na mãe como, por exemplo:

    • Vómitos.
    • Diarreia.
    • Náuseas.
    • Dor abdominal.
    • Febre.

    A gastroenterite durante a gestação costuma durar de 24 a 72 horas e esse período não deve ser prolongado devido ao perigo de desidratação. A mulher deve visitar o médico, especialmente se tiver febre alta. No momento em que a gastroenterite passa a ser severa pode ter consequências negativas para o feto e fazer com que esse nasça com pouco peso ou até prematuramente.

    Alguns dos sintomas da gastroenterite são os seguintes:

    • Febre alta.
    • Sinais de desidratação.
    • Presença de sangue ou muco na fezes.
    • Não notar a melhoria dos sintomas em questão num período de 48 horas.

    Recomendações

    Algumas das recomendações a ter em conta em casos de gastroenterite são:

    • Repouso.
    • Beber água pouco a pouco para evitar a desidratação.
    • Não tomar medicamentos sem consentimento médico. O médico decidirá se algum medicamento é necessário.
    • Ter uma dieta adequada.
    • Consultar o médico se os sintomas prolongam-se por mais de 48 horas.

    Doença inflamatória intestinal

    A doença inflamatória intestinal é um transtorno crónico que produz a inflamação e destruição do tecido intestinal. Existem dois tipos de doença inflamatória intestinal: a doença de Crohn e a Colite Ulcerativa.

    Muitas mulheres em idade de procriar (desde os 15 até aproximadamente aos 40 anos) padecem deste tipo de patologia. Segundo alguns estudos, a gravidez não afecta este tipo de patologia, contudo, recomenda-se que o parto seja planificado. Se a mulher padece desta doença deve consultar um especialista antes de engravidar (no caso de uma gravidez planeada). Por ser uma doença crónica a doença inflamatória intestinal pode estar, também, relacionada com outros factores como a ansiedade e o stress.

    De qualquer forma, em caso de gravidez um médico deve ser sempre consultado.

  • Hidrocele Testicular

    Hidrocele Testicular

    Os testículos estão localizados dentro de uma bolsa denominada de escroto. Ali, encontram-se imersos em um pequena quantidade de líquido que contribui para a sua mobilidade e os protege de alguns golpes externos.

    A hidrocele ocorre quando a quantidade de líquido no escroto aumenta devido a uma inflamação de um ou ambos os testículos. A obstrução de um vaso sanguíneo ou vaso linfático pode, também, influenciar o aumento do tamanho da bolsa do escroto.

    Hidrocele

    A hidrocele é comum em bebés recém-nascidos. Durante o desenvolvimento normal os testículos descendem desde o abdómen até ao escroto através de um canal. No caso desse canal não fechar, o líquido passa desde o abdómen e acumula-se no escroto.

    Hidrocele pode ser acompanhada de uma hérnia inguinal.

    Tipos

    • Hidrocele congénita. Produz-se quando a túnica vaginal (membrana mais interna que contem o testículo) não se fechou completamente fazendo com que o líquido passe até a cavidade do escroto. Normalmente a hidrocele desaparece aos 18 meses de idade.
    • Hidrocele adquirida. Crê-se que este tipo de hidrocele pode dever-se a um antecedente de inflamação nos testículos. Esta inflamação pode ser causada por tumores, torções testiculares ou traumatismos. A hidrocele adquirida é mais comum em jovens e adultos.

    Sintomas

    O principal sintoma da hidrocele é o inchaço do testículos. Pode afectar apenas um ou os dois testículos.

    No exame medico, não é possível detectar o testículo devido ao líquido que o envolve. Dependendo do caso, o tamanho do testículo pode aumentar. A variação na quantidade deste líquido pode dever-se a uma hérnia inguinal.

    Hidrocele pode ser facilmente vista se a maior parte do escroto for iluminada. Em caso de hidrocele, o escroto ficará perfeitamente iluminado devido ao líquido transparente. Uma ecografia para confirmar o diagnóstico pode ser feita.

    Iluminação da hidrocele

    Tratamento

    Normalmente, a hidrocele não é perigosa e apenas é tratada quando causa moléstias ao homem ou quando o seu tamanho aumenta de tal forma que ameaça o correcto transporte de sangue até ao testículo.

    Actualmente o tratamento é uma cirurgia. Durante essa operação é feita uma pequena incisão no escroto ou na parte inferior do abdómen e procede-se a extracção do líquido em excesso. O volume do tecido é diminuído para evitar que volte a encher-se de líquido. A intervenção é feita em ambulatório com anestesia geral.

    Outra opção de tratamento é retirar o líquido do escroto com uma agulha. Este processo é apelidado de aspiração. Contudo, devido ao risco de infecção e a alta probabilidade da hidrocele voltar a aparecer este método não é tão utilizado quanto a cirurgia. A aspiração pode ser a melhor alternativa para pessoas para quem a cirurgia apresenta certos riscos.

    Depois da aspiração, alguns medicamentos que promovem o cerrar da abertura podem ser injectados. Isto pode contribuir para a prevenção da acumulação posterior de mais líquido.

    A hidrocele associada com uma hérnia inguinal deve ser reparada por via cirúrgica o mais cedo possível.

    Diagnóstico

    Geralmente, uma hidrocele simples desaparece sem ser necessário uma cirurgia. No caso de essa cirurgia ser necessária, é um procedimento simples e que apresenta excelentes resultados.

    Uma dor aguda no escroto ou nos testículos é uma emergência médica. No caso de inchaço do escroto acompanhado de dores fortes um médico deve ser consultado imediatamente.

    As complicações podem derivar do tratamento da hidrocele. Os riscos relacionados com a cirurgia da hidrocele são os seguintes:

    • Aparecimento de coágulos de sangue.
    • Infecção.
    • Lesão do tecido ou estruturas do escroto.

    Os ricos relacionados com a aspiração são:

    • Fibroses.
    • Infecção.
    • Dor leve ou moderada da área do escroto.
    • Reaparecimento da hidrocele.

    Uma hidrocele testicular normalmente não afecta a fertilidade do homem mas pode ser um sintoma de outros factos que podem ter repercussões na fertilidade do mesmo.

  • Vasectomia e Gravidez: ser pai depois de uma vasectomia

    Vasectomia e Gravidez: ser pai depois de uma vasectomia

    A vasectomia é um procedimento de esterilização masculina que consiste em cortar ou selar os canais deferentes do homem para que os espermatozóides não se possam unir ao sémen. Esta operação dura cerca de 20 minutos e é feita sob anestesia geral ou local. Depois da cirurgia o homem continua a produzir espermatozóides mas não os absorve. A eficácia deste procedimento não é imediata e o homem tem de ejacular várias vezes para esvaziar os canais condutores.

    A decisão de fazer uma vasectomia não deve ser tomada de ânimo leve. Quando um homem decide faze-lo deve estar seguro de que não quer ter mais filhos. Contudo, por diferentes circunstâncias da vida, é possível que o homem queira vir a ser pai depois de se ter submetido à esta operação.

    Reversão da vasectomia e gravidez

    Os avanços médicos são importantes mas, apesar do processo de reversão ter êxito não é certo que o homem possa conceber um filho. Existem duas técnicas cirúrgicas para reverter uma vasectomia: a epidimostomia e a vasovasostomia. O objectivo destas técnicas é conseguir que o sémen ejaculado volte a conter espermatozóides.

    – A vasovasostomia é a técnica mais utilizada e que tem uma percentagem de êxito mais elevada. Consiste na unificação dos canais deferentes e a sua duração é de aproximadamente duas horas. A probabilidade de gravidez depois desta intervenção é de aproximadamente 64%.

    – A epidimostomia é uma intervenção mais complexa. Apenas é realizada quando a vasovasostomia não surte efeitos, possivelmente devido a um bloqueio dos canais deferentes. A duração desta cirurgia é de cerca de cinco horas e a probabilidade do homem conseguir engravidar a sua parceira depois da sua realização é de 40%.

    Paternidade e vasectomia

    Gravidez por meio de técnicas de reprodução assistida

    Para aqueles homens que não desejam submeter-se a uma reversão da vasectomia mas que querem ser pais existem outras opções, nomeadamente, técnicas de reprodução assistida como:

    Aspiração testicular de esperma. Esta técnica é feita num quirofano e consiste na extração do esperma do epidídimo dos testículos. Posteriormente, em laboratório, detectam-se os espermatozóides que são microinjectados nos óvulos (um espermatozóide por óvulo). Os embriões viáveis obtidos são transferidos para o útero da parceira do homem que fez a vasectomia.

    Esta técnica é muito utilizada e a probabilidade de conseguir uma gravidez encontra-se entre os 33% e os 40%. Esta técnica evita, ainda, que, após o nascimento de um filho, seja necessário fazer uma nova vasectomia.

    Banco de esperma. Posto que, antes da vasectomia, o homem decidiu congelar o seu esperma esse pode ser utilizado na técnica de inseminação artificial ou de fertilização in vitro em função da qualidade do sémen.

    Vasectomia e Paternidade

    Se as técnicas cirúrgicas e de reprodução assistida falharem, é possível utilizar o sémen de um dador como uma última opção para aqueles casais que desejam ter filhos.

    Como em qualquer operação, a vasectomia e a sua reversão têm alguns riscos. Estas técnicas, bem como as de reprodução assistida, têm custos monetários e demoram algum tempo, logo, há que estar informado e estar seguro antes de tomar a decisão de fazer uma vasectomia ou de reverte-la.

  • Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    Salpingite ou Inflamação das Trompas de Falópio

    A salpingite é a inflamação das trompas de Falópio e pode ser uma das causas da esterilidade de origem tubária na mulher.

    A salpingite é definida como a inflamação de uma ou de ambas as trompas de Falópio. Esta inflamação costuma ser, em 60% dos casos, bilateral, isto é, afecta ambas as trompas. Geralmente afecta mulheres em idade fértil entre os 15 e os 24 anos de idade e a sua incidência é maior em mulheres sexualmente activas porque uma das causas mais comuns desta inflamação são as infecções genitais, sobretudo de transmissão sexual. 40% dessas infecções genitais evoluem e transformam-se numa salpingite.

    É possível diferenciar entre dois tipos de salpingite:

    • A salpingite aguda é a que apresenta sintomas mais severos (febre; dor aguda na parte de baixo do abdómen, etc).
    • A salpingite crónica pode passar despercebida e apenas manifestar-se depois do período de menstruação.

    A salpingite é, também, conhecida como Doença Inflamatória Pélvica (DIP) apesar de esta doença referir-se a infecções em toda a área genital superior, isto é, nas trompas, no útero e nos ovários.

    Esta doença causa inflamações nas estruturas pélvicas, no útero, nos ovários e nas trompas de Falópio e cria um obstáculo mecânico à passagem do embrião até ao útero. Assim, em 50% dos casos de gravidezes ectópicas existe um historial de DIP. Esta doença pode, ainda, ser causadora de esterilidade de origem tubária ou tubariana, uma vez que impede que os espermatozóides cheguem ao óvulo.

    Inflamação das Trompas de Falópio

    Causas da salpingite

    A salpingite é causada por uma infecção de transmissão sexual provocada, na maior parte dos casos, por um tipo de clamídia, a Chlamydia trachomatis, que começa a desenvolver-se na vagina e, posteriormente, ascende até ao restante aparelho reprodutor feminino.

    Outros patogénicos transmitidos por via sexual e que podem causar este tipo de inflamação são o gonococo em 5% dos casos e o micoplasma em um maior número de casos.

    A salpingite manifesta-se no tempo de forma variável. Pode manifestar-se dois dias depois do contacto com o agente patogénico ou apenas 3 semanas ou, inclusivamente, meses depois desse contacto.

    Factores de risco da salpingite

    • Parceiro masculino com infecção genital.
    • Cirurgia pélvica prévia.
    • Utilização do dispositivo intra-uterino como método anticonceptivo.
    • Antecedentes de doença inflamatória pélvica (EPI).
    • Múltiplos parceiros sexuais.

    Sintomas da salpingite

    Os sintomas desta doença podem variar segundo o agente patogénico que a provoca mas a dor na zona pélvica é um dos sintomas mais característicos.

    Outros sintomas que se podem manifestar são:

    • Dor ou cãibras na zona pélvica.
    • Dor durante a ovulação.
    • Relações sexuais dolorosas.
    • Febre.
    • Náuseas e vómitos.
    • Sangramentos menstruais irregulares.
    • Dor ao urinar e vontade de o fazer com mais frequência.
    • Vaginite.
    • Secreção vaginal anormal com corrimento espesso.
    • Dor abdominal em ambos os lados.

    Trompa de Falópio

    Diagnóstico da salpingite

    Antes do diagnóstico de salpingite é necessário realizar um exame físico e pélvico para detectar a existência de uma inflamação. Análises de sangue e cultura de secreções vaginais são, também, feitas para detectar o patogénico responsável pela infecção.

    Geralmente, se o diagnóstico é feito cedo, a inflamação diminui com medicação. Por sua vez, um diagnóstico tardio pode criar complicações graves que pressupõem um tratamento mais agressivo que prolonga as dores e mal-estar das pacientes.

    O ideal é que a própria mulher seja capaz de reconhecer que tem uma inflamação e contactar um médico para que esse faça um diagnóstico o mais rapidamente possível.

    Tratamento da salpingite

    O tratamento baseia-se na administração de medicação a base de antibióticos e anti-inflamatórios para a dor. Nos casos mais graves a paciente pode ter de ser hospitalizada. Ao parceiro da paciente devem, também, ser prescritos antibióticos.

    Em alguns casos uma cirurgia de drenagem pode ser necessária. Isto apenas acontece nos casos em que a infecção gera um abscesso pélvico com acumulação de pus.

    É aconselhável que a mulher não tenha relações sexuais não protegidas durante todo o tratamento.

    Complicações da salpingite

    Algumas das complicações que podem aparecer associadas à salpingite são:

    • Dor pélvica crónica.
    • Esterilidade de origem tubária.
    • Gravidez ectópica.
    • Doença inflamatória da pélvis.
    • A infecção pode criar um abscesso pélvico
    • Septicemia ou infecção generalizada.
  • Criptorquia

    Criptorquia

    A criptorquia ou criptorquidia é uma anomalia congénita caracterizada pela incorrecta descida de um ou ambos os testículos durante o desenvolvimento do feto.

    Os testículos permanecem na cavidade abdominal ou no canal inguinal e não descem até ao escroto, lugar onde deveriam estar no momento do nascimento do bebé de sexo masculino.

    Esta anomalia é muito comum em bebés prematuros, afectando entre 20% e 30% desses e apenas 3% ou 4% dos bebés que não são prematuros. Em 80% dos casos a criptorquia é unilateral, isto é, afecta apenas um testículo, mais frequentemente o esquerdo. Os casos de criptorquia bilateral sao menos comuns.

    Criptorquia

    Na maioria dos casos a descida do testículo acontecerá de forma espontânea entre os 6 e os 12 primeiros meses de vida do bebé.

    A criptorquia é uma anomalia assintomática. O paciente apenas notará que a sua bolsa escrotal está vazia.

    Causas da criptorquia

    A criptorquia ou testículo oculto pode ser originada por:

    • Uma anomalia anatómica, como una anomalia de Gubernaculum (um ligamento do epidídimo onde está inserido o testículo).
    • Um obstáculo mecânico encontrado durante a migração do testículo. Os vasos ou nervos do esperma ou o canal inguinal são muito estreitos.
    • Uma obstrução do orifício do escroto.
    • Defeito ou insuficiência hormonal. Para que aparelho reprodutor se desenvolva correctamente são necessárias gonadotrofinas.
    • Falta de pressão abdominal.
    • Causas genéticas: Síndrome de Prader-Willi, síndrome de Kallman, etc.

    Diagnóstico da criptorquia

    O diagnóstico geralmente é feito por palpação da bolsa do escroto, da zona abdominal e do canal inguinal em busca dos testículos. Este exame físico é feito no momento do nascimento da criança ou nas consultas de rotinas.

    Em 15% dos casos é difícil localizar os testículos e há que realizar um exame complementar como uma ecografia abdominal. Se, após este exame, os testículos não são localizados é possível recorrer a outros exames como:

    • Ultra-som.
    • TAC.
    • Ressonância magnética.

    Se, mesmo após estes exames, não for possível localizar os testículos será necessário fazer uma cirurgia por laparoscopia. Esta cirurgia é, normalmente, feita entre o primeiro e o segundo ano de vida do bebé, a não ser que a criptorquia esteja associada a uma hérnia e que a intervenção tenha de ser mais temprana.

    Riscos e complicações da criptorquia

    Os principais riscos e complicações que derivam da criptorquia são:

    • Esterilidade. Para que haja uma correcta produção de espermatozóides os testículos devem estar a uma temperatura inferior a temperatura corporal. É por isso que os testículos estão localizados na bolsa do escroto, a uma temperatura de 33ºC. Uma temperatura maior pode provocar a morte das células.
    • Cancro do testículo. As pessoas que padeceram de uma criptorquia apresentam um risco maior de desenvolvimento de tumores no testículo ou por atrofia ou por desequilíbrio hormonal.
    • Hérnia inguinal. Pode desenvolver-se em 65% dos casos.
    • Menor tamanho testicular. Devido a esta anomalia o testículo não cresce de forma natural.
    • Torção testicular. Os cordões espermáticos destas crianças podem torcer e interromper o fornecimento de sangue ao testículo.
    • Efeitos psicológicos no homem adulto.

    Efeitos psicologicos no homen

    Tratamento da criptorquia

    Se o testículo não descende de forma espontânea durante os 12 primeiros meses de vida da criança, há que recorrer a um tratamento para evitar lesões futuras.

    Existe um tratamento médico com hormonas, beta HCG ou testosterona, que estimula a descida mas que é cada vez menos utilizado devido aos seus efeitos secundários.

    A cirurgia orquiopexia é o tratamento mais utilizado e o mais eficaz. Esta cirurgia é, normalmente, realizada antes dos dois anos de idade.

    Existem vários estudos sobre a relação da cirurgia com a fertilidade posterior e com o risco de desenvolvimento de algum tumor testicular. Em ambos os casos, as cirurgias que foram feitas numa idade mais precoce apresentaram um melhor prognóstico de recuperação do volume testicular, bem como um menor risco de cancro.

  • Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Antes da invenção dos testes de gravidez imunológicos as mulheres tinham de recorrer a outros métodos para determinar se estavam gravidas ou não. Alguns desses métodos tinham uma explicação científica mas outros nem tanto.

    Conheça as dez técnicas mais utilizadas ao longo da história para determinar a existência de uma gravidez:

    1. O teste do parafuso

    Este teste consistia em por um parafuso na urina da mulher. Depois de quatro horas a urina era deitada fora e se o parafuso deixasse marcas no recipiente onde estava misturado com a urina era sinal de que a mulher estava gravida.

    2. Gotas de azeite

    Este teste baseava-se em urinar num copo e em adicionar duas gotas de azeite. Se essas gotas de azeite unissem-se a mulher estava gravida mas se, pelo contrário, essas gotas permanecessem separadas o resultado do teste era negativo.

    3. Teste do trigo e da cevada

    Este teste é originário do Egipto. Durante vários dias as mulheres urinavam nestas sementes. Se o trigo germinasse a mulher teria uma filha e se a cevada germinasse teria um filho.

    4. Vómitos

    Segundo um papiro egípcio, as vezes que uma mulher vomitava depois de beber uma mistura de cerveja e frutos da palmeira deviam ser contabilizadas. Se a mulher vomitasse mais do que uma vez, estaria gravida.

    5. Teste da cebola

    Na Grécia antiga, Hipócrates defendia que ao introduzir uma cebola na vagina da mulher era possível determinar se essa estava gravida ou não. Se no dia seguinte o hálito da mulher cheirasse a cebola essa não estava gravida.

    6. Cor da urina

    Um grupo de homens do século XVI dizia poder dizer se uma mulher estava gravida ou não de acordo com a cor da sua urina. Também misturavam a urina com vinho ou álcool porque o álcool reage a algumas proteínas presentes na urina das mulheres gravidas.

    7. Olhos

    No século XVI, o médico Jacques Guillemeau afirmava poder ver nos olhos das mulheres se essas estavam gravidas. Guillemeau, autor de um influente documento sobre oftalmologia, afirmava que no segundo mês de gravidez a mulher gravida tem pupilas pequenas, pálpebras descaídas e pequenas veias no canto do olho.

    8. Partes azuis

    Entre a 6ª e a 8ª semana de gravidez, o colo do útero, os lábios e a vagina da mulher adquirem um tom azulado devido ao fluxo sanguíneo. Estes sinais foram descobertos pelo médico americano Lee Chadwic que anunciou a sua descoberta à Sociedade Americana de Ginecologia em 1886.

    9. Ratos

    Na década de 1920, cientistas alemães injectavam pequenas quantidades de urina em ratos fêmeas duas vezes por dia durante três dias seguidos. Ao fim de cerca de 100 horas os ratos eram abatidos e os seus ovários eram analisados. Se esses ovários tivessem engrossado havia uma probabilidade de gravidez de 80%.

    10. Teste da Rã


    Esta técnica foi utilizada até a década de 60 do século XX quando surgiram os métodos imunológicos. Urina da paciente era injectada numa rã pois a mulher gravida produz a hormona GCH que estimula a ovulação do anfíbio. Assim, se em 24 horas a rã desovasse, o teste era positivo.

  • Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Desde que o seguimento médico da gravidez e os partos hospitalares se generalizaram a mortalidade pré-natal diminuiu notavelmente nas sociedades industrializadas, sendo muito inferior a mortalidade materno-fetal dos países subdesenvolvidos ou m vias de desenvolvimento.

    Exames médicos

    Por este motivo um bom acompanhamento médico durante toda a gestação e o parto em um hospital são dois factores importantes na prevenção de problemas fetais e pré-natais. De facto, os especialistas opinam que os partos caseiros devem ser evitados de forma a evitar problemas que podem afectar o feto de forma negativa e que apenas são detectados durante ou depois do parto.

    O parto hospitalário e o acompanhamento médico do mesmo contribuíram para que a redução da taxa de deficiência mental perinatal, graças a implementação de uma série de exames e provas bioquímicas e genéticas as quais a mulher gravida submete-se para evitar o aparecimento de factores de risco para o feto.

    Exames bioquímicos

    Os exames bioquímicos conhecidos como triple screening consistem em analisar uma amostra de sangre materna para ver os níveis de beta-gonadotrofina, de estriol e de alfa-feto proteína.

    Estes valores, juntamente com a idade gestacional, são comparados com os valores de uma tabela elaborada de acordo com um padrão de normalidade de cada semana de gestação. Este é um exame que indica se o feto têm uma maior propensão para desenvolver determinadas alterações. Assim, um aumento nos níveis de alfa-feto proteína supõe um risco de desenvolvimento, por parte do feto, de alterações como espinha bífida. Nestes casos exames adicionais devem ser feitos.

    Exames genéticos do feto

    Estudo citogenético

    O estudo citogenético do cariotipo tem indicações precisas: idade materna avançada, existência de abortos de repetição e antecedentes familiares de doenças genéticas ou cromossómicas. Para que o cariotipo das células fetais seja feito é necessário realizar um dos seguintes exames invasivos: amniocentese, biópsia de córion ou cordocentese. A eleição de uma ou outra técnica depende das características de cada caso.

    A amniocentese consiste em extrair uma amostra de líquido amniótico da parede abdominal com uma agulha muito fina. Esta extracção é controlada por ecografias e pode ser feita a partir da 15ª semana de gestação.

    A biópsia de córion consiste na obtenção de vilosidades da placenta por via vaginal ou abdominal com acompanhamento através de ecografias. Este exame pode ser feito antes da amniocentese, na 11º ou 12º semana de gestação, mas é preciso ter em conta que acarreta mais riscos que a amniocentese.

    A cordocentese é uma técnica de obtenção de sangue fetal através da punção dos vasos do cordão umbilical com uma agulha guiada por ecografias.

    Nos três casos as regiões cromossómicas e o seu estado podem ser observados.

    Graças a estes exames e ao acompanhamento médico da gestação o risco de deficiências mentais perinatais foi reduzido de 25% para 5% nos últimos anos.

  • Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando uma mulher está tentando engravidar um dos momentos mais importantes é quando faz a pergunta: Estarei ou não gravida?

    O teste de urina é a forma mais fácil e rápida para uma mulher saber se está gravida ou não. Este teste tem a vantagem de poder ser feito em casa. Contudo, para que o seu resultado seja fiável, este teste tem de ser realizado de forma correcta e no dia apropriado.

    É importante que a mulher leia as instruções antes de fazer um teste de gravidez de urina, já que, a forma de funcionamento desses testes pode variar um pouco apesar de todos se basearem na detecção da hormona gonadotrofina coriónica humana. Esta hormona é segregada pelo embrião após a sua implantação no útero, logo, apenas é detectada em mulheres gravidas. Se na urina existe gonadotrofina, esta reagirá aos anticorpos presentes no teste que mudará de cor ou fará aparecer um linha ou cruz dependendo do teste.

    O dia de realização do teste é muito importante. Se a mulher realizar o teste antes do dia correcto pode obter um “falso negativo”. O dia ideal para fazer este teste e detectar a hormona é o 15º dia depois da possível fertilização do óvulo. No caso de a mulher não saber o dia exacto da fertilização pode esperar até ao dia em que a sua menstruação deveria começar. Se a mulher não menstruar, o teste de gravidez deve ser realizado no primeiro dia de atraso menstrual. Alguns ginecologistas aconselham que a mulher faça o teste apenas 7 dias depois do atraso menstrual para que os níveis de gonadotrofina na urina possam aumentar.

    Teste de urina

    O teste deve ser feito com a primeira urina da manhã porque é a que tem uma maior concentração hormonal. A mulher não deve beber muitos líquidos antes do exame porque esses podem diluir os níveis hormonais. Existem muitos testes de gravidez a venda no mercado e todos medem a concentração da hormona por mililitro de urina. Os testes que detectam 25 mUI/ml são mais sensíveis que aqueles que detectam 40 mUI/ml pois os primeiros são capazes de detectar uma menor concentração de gonadotrofina na urina.

    Estes testes, no caso de serem bem realizados, têm uma fiabilidade de entre 95% e 97%. As mulheres devem ter em atenção o facto de que o resultado do teste pode ser um falso negativo quando este é realizado antes do tempo.

    Perante um teste negativo e um atraso na menstrual é recomendável que a mulher repita o teste 3 ou 4 dias depois para confirmar ou não a existência de uma gravidez.

    Quando o resultado do teste é positivo é garantido que a mulher está gravida, excepto em casos de gravidezes ectópicas e de gestações anembriónicas (apenas há o desenvolvimento do saco embrionário sem o embrião) que podem gerar um falso positivo. No caso de mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida com injecção de fármacos que contêm gonadotrofina o teste de gravidez pode ter um resultado de falso positivo devido a presença da hormona na urina.

  • Menopausa Precoce

    Menopausa Precoce

    As mulheres têm, desde o momento do seu nascimento, todos os óvulos que se desenvolverão ao longo da sua vida. Neste caso o aparelho reprodutor feminino funciona de forma diferente do aparelho reprodutor masculino que, a partir da puberdade é capaz de fabricar espermatozóides nos testículos.

    As mulheres têm todos os folículos nos seus ovários e, a partir da puberdade, esses folículos desenvolvem-se e produzem um óvulo todos os meses. Se esse óvulo não é fertilizado é expulso pelo organismo na forma de menstruação. Este processo repete-se até, em média, aos 45 anos momento no qual a reserva ovaárica esgota-se e a menopausa tem início.

    Falência ovariana precoce

    No caso de mulheres que sofram de uma falência ovárica prematura, a perda de função dos ovários ocorre antes dos 40 anos ou até durante a adolescência.

    Este é um problema relativamente frequente que afecta, aproximadamente, 14% das mulheres em idade fértil.

    Sintomas

    Os sintomas de uma menopausa precoce são muito similares aos de uma menopausa normal e manifestam-se devido a falta de estrogénio.

    A ausência da menstruação é o sintoma que mais chama a atenção sobretudo nas mulheres mais jovens. Outros sintomas incluem:

    • Sensação sufocante
    • Suores
    • Alterações emocionais
    • Alterações do sono
    • Secura vaginal
    • Diminuição do desejo sexual

    Sintomas da falência ovárica precoce

    Diagnóstico

    Exames físicos e ginecológicos são a melhor forma de diagnosticar esta doença. As análises de sangue e dos níveis hormonais são, também, muito importantes.

    Nos casos de menopausa precoce, as analises indicarão a existência de uma diminuição do estradiol (hormona produzida pelo ovário) e, como consequência, um aumento dos níveis normais da hormona estimulante dos folículos FSH.

    Causas

    Em muitos casos não é possível determinar as causas de uma falência ovárica precoce. Contudo, as causas mais frequentes são:

    • Alterações genéticas nos cromossomas.
    • Doenças auto-imunes. Neste caso o sistema imunitário produz anticorpos que actuam contra o ovário e destroem ou alteram a reserva ovárica.
    • Tratamentos contra o cancro como a quimioterapia e a radioterapia. Dependendo da intensidade destes tratamentos, a falência ováricapode ser reversível.
    • Cirurgias em que o ovário foi completa ou parcialmente retirado.
    • Materiais tóxicos como o tabaco, os solventes, etc.
    • Antecedentes familiares. Se a mãe ou irmã de uma mulher tiveram uma menopausa precoce, a mulher deve entrar em contacto com o seu médico, uma vez que esta é uma alteração que ocorre com maior frequência dentro da mesma família.

    Falência ovárica precoce. Causas

    Consequências

    Como consequência do défice de produção de estrogénio as mulheres com falência ováricarematura têm uma maior tendência para desenvolver problemas de osteoporose e doenças cardiovasculares.

    Outra possível consequência da menopausa precoce é a esterilidade. Quando a falência ovárica é espontânea e o cariótipo é normal, o ovário pode funcionar de forma intermitente. Assim, entre 5% e 10% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Contudo, se uma mulher com falência ováricarecorre a uma clínica de reprodução, e se depois de vários tratamentos de fertilização in vitro não consegue engravidar, a melhor opção para si é a adopção de óvulos.

    Falência ovárica precoce. Consequências

    Tratamento

    O principal tratamento baseia-se na terapia hormonal com estrogénio. Neste tipo de tratamento podem ser utilizadas pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogénio e progesterona) ou uma terapia hormonal substituta.

    É muito importante que as mulheres que sofrem de falência ovárica prematura compreendam a situação para que possam aceitar o diagnóstico. É imprescindível que recebam informações adequadas sobre o seu caso e, se necessário, que sejam acompanhadas psicologicamente por um especialista.

  • Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sabe quais são os sintomas que se manifestam durante os primeiros dias de gravidez? Aqui pode encontrar informação sobre os indícios de uma gravidez que podem ser detectados antes do atraso menstrual. O normal é que não exista manifestação de sintomas durante os primeiros dias de gravidez. Muitas vezes a mulher apenas começa a sentir esses sintomas após uma ou duas semanas do início da gravidez.

    Sintomas durante os 10 primeiros dias de gravidez

    • Sensibilidade e inchaço dos seios. Este é um dos primeiros sintomas de gravidez. Pequenas erupções cutâneas aparecem nas areolas dos seios que pouco depois começam a crescer e a escurecer.
    • Sangramento leve. Durante os primeiros dias de gravidez a mulher pode ter um pequeno sangramento vaginal. Este sangramento trata-se de algumas gotas de sangue de cor rosada ou acastanhada que acontece devido a implantação do embrião e desaparece depois de um ou dois dias.
    • Esgotamento. Cansaço duradouro que não melhora depois de várias horas de sono.
    • Olfacto sensível e aversão a certos alimentos. A mulher gravida sente odores que antes lhe passavam despercebidos e alguns aromas a que estava acostuma podem causar mal-estar.

    Primeiros dias de gestação

    Sintomas a partir dos primeiros 15 dias de gravidez

    • Mudanças de humor. Estas mudanças nem sempre se produzem e variam de pessoa para pessoa.
    • Dor abdominal. Inchaço ou sensação de pressão semelhante aquela sentida antes da menstruação.
    • Vontade de urinar frequentemente. Durante a gravidez a quantidade de sangue e outros líquidos em todo o corpo humano aumenta. Assim, os rins trabalham mais e a mulher gravida pode começar a sentir este sintoma a partir da sexta semana de gravidez.
    • Enjoos, dor de cabeça ou cólicas. Estes sintomas manifestam-se, normalmente, no fim do primeiro mês de gravidez. Contudo, algumas mulheres podem senti-los desde o início da gestação.
    • Temperatura corporal elevada. A temperatura corporal de uma mulher gravida aumenta meio grau e mantem-se elevada durante 18 dias consecutivos.
    • Falta de menstruação.
    • Resultado positivo de um teste de gravidez. Este teste pode ser feito aproximadamente uma semana depois do atraso da menstruação.

    Sintomas dos primeiros dias de gravidez

    Outros sintomas que uma mulher pode notar durante os primeiros dias de gravidez são: dor nos ovários, diarreia e febre.

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