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  • Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Para avaliar a vitalidade dos espermatozóides é feito um teste ao sémen do homem. A prova de vitalidade dos espermatozóides apenas é feita quando existem mais de 40% de espermatozóides imóveis.

    O teste de vitalidade é feito com o objectivo de comprovar que esses espermatozóides estão vivos e têm uma boa mobilidade. Esta prova é, igualmente conhecida pelo nome de teste de William Pollack.

    Para que o teste possa ser feito uma coloração com eosina é necessária.

    Os espermatozóides mortos têm perfurações e buracos nas suas membranas, logo, são permeáveis ao corante e ficam manchados. Os espermatozóides vivos têm a sua membrana intacta o que impede que apresentem manchas.

    Teste de vitalidade dos espermatozóides

    A amostra de sémen é observada em microscópio e uma contagem de 100 espermatozóides é feita. Posteriormente, a percentagem de espermatozóides vivos e mortos é calculada.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, se existirem mais de 58% de espermatozóides vivos a amostra de sémen é considerada normal. Se essa percentagem for inferior a 58% existe uma alteração do sémen.

    A necroespermia é uma doença caracterizada pela existência de mais de 80% de espermatozóides mortos.

  • Teratospermia

    Teratospermia

    A teratospermia é uma alteração que se produz no homem quando mais de 95% dos seus espermatozóides têm uma morfologia estranha ou anormal.

    A Organização Mundial de Saúde considera que um homem com, no mínimo, 4% de espermatozóides com boa morfologia não tem problemas de fertilidade. No caso de homens com percentagens mais baixas falamos de infertilidade por teratospermia. Este valor de referência mudou no ano de 2010. Anteriormente era de 14%.

    Segundo o critério de Kruger, valores iguais ou superiores a 15% de espermatozóides com boa morfologia são considerados normais. Este critério é mais estrito que o da OMS, que é o de referência mundial.

    O exame de diagnóstico desta alteração é a análise da morfologia dos espermatozóides mediante um espermograma. Durante este exame são analisados:

    • A cabeça do espermatozóide
    • A cauda do espermatozóide
    • O corpo do espermatozóide

    Quando existem problemas de morfologia dos espermatozóides, se a sua concentração for boa e não existirem outros problemas, a inseminação artificial é recomendada. Se houver mais problemas ou se a concentração de espermatozóides na amostra de sémen não for muito boa, a técnica de reprodução assistida escolhida é a fertilização in vitro. Nos casos mais complicados de teratospermia as técnicas ICSI ou IMSI são as mais utilizadas porque permitem escolher o espermatozóide com melhor morfologia.

  • Astenozoospermia

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia, ou asternospermia, é uma alteração que se produz no homem devido a uma baixa mobilidade dos seus espermatozóides. De forma coloquial esses espermatozóides são apelidados de lentos ou preguiçosos.

    O espermograma é o exame de diagnóstico que pode detectar esta alteração. Em laboratório, e utilizando um microscópio, são contados 100 espermatozóides e a percentagem de espermatozóides com mobilidade progressiva, com mobilidade não progressiva (que têm movimento mas não se deslocam) e sem mobilidade é determinada.

    Para que a avaliação desta diversidade de deslocações seja correcta é necessário um especialista com um ´olho treinado´, já que, os espermatozóides perdem movimento com o passar do tempo. SValores considerados

    Valores considerados

    Segundo os criterios estabelecidos pela OMS, um homem padece de astenozoospermia, isto é, os seus espermatozóides s têm uma mobilidade normal, quando apresentam:

    • Valores iguais ou superiores a 40% de espermatozóides móveis (progressivos e não progressivos).
    • Valores superiores a 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva, isto é, capazes de mover-se e avançar.

    Nóveis inferiores aos mencionados são indicativos de uma asternozoospermia.

    Causas da astenozoospermia

    As causas da asternozzospermia ainda nao são claras. Não obstante, é sabido que a mobiidade dos espermatozóides é influênciada pelos seguintes factores:

    • Presença de anticorpos anti esperma.
    • Consumo excessivo de álcool ou outreas drogas (tabaco, marihuana, etc).
    • Idade avançada: a mobilidade diminui a partir dos 45 anos.
    • Febre
    • Exposição a agentes tóxicos(fertilizantes, solventes químicos).
    • Infecções que afectam o sémen.
    • Má alimentação.
    • Exposição prolongada ao calor.
    • Problemas testiculares.
    • Teratozoospermia, isto é, alterações na forma dos espermatozóides.
    • Tratamentos oncológicos como a quimioterapia e a radioterapia.
    • Varicocele

    Astenozoospermia como causa de infertilidade

    O objectivo final dos espermatozóides é fertilizar o óvulo e gerar um novo ser. Para isto, têm de percorrer um longo e complicado caminho dentro do sistema reproductor feminino até as trompas de Fallópio, onde está o óvulo. Apenas um espermatozóide terá a habilidade e velocidade necessárias para chegar a meta. Por este motivo, a velocidade dos espermatozóides é importante.

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina. Sem movimentos progressivos, os espermatozóides não são capazes de alcançar e fertilizar o óvulo.

    Tratamento

    Para aumentar a velecidade do esperma é importante levar uma vida saudável, evitar o consumo de drogas e reduzir a exposição ao calor. Isto pode contribuir para a recuperaçao da fertilidade em casos de astenozoospermia moderada ou leve.  .

    E, casos de astenozoospermia severa, receuperar a fertilidade é muito complicado.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma amostra de sémen com 40% de espermatozóides móveis ou com 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva é considerada normal. Níveis inferiores implicam a existência de um problema de fertilidade.
    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina.

    Homens que apresentam esta alteração no sémen, e que desejam ter descendência, são aconselhados a visitar uma clínica de reprodução assistida. Dependendo do grau de astenozoospermia os especialistas recomendarão o tratamento mais apropriado: FIV ou ICSI. A inseminação artificial não está indicada nos casos de baixa mobilidade dos espermatozóides.

  • IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    O desenvolvimento de processos de reprodução assistida tem aumentado nos últimos anos, dando origem a criação de novas e inovadoras técnicas. Essas novas técnicas são capazes de melhorar as taxas de êxito dos tratamentos de reprodução assistida. Contudo, é sempre preciso ter em conta que nenhuma destas técnicas tem uma eficácia de 100%.

    Uma das causas mais frequentes da infertilidade é o factor masculino. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o espermograma é a ferramenta de avaliação da fertilidade masculina mais objectiva porque detecta problemas na função testicular. Esses problemas são caracterizados pela diminuição do número de espermatozóides produzidos, pela pouca mobilidade dos espermatozóides e pela presença de espermatozóides com uma morfologia alterada. Este último parâmetro é o melhor indicador da fertilidade masculina, logo, uma utilização de espermatozóides com boa morfologia possibilita a existência de um maior número de gravidezes de sucesso.

    Nos casos em que o factor masculino é causa de infertilidade, a técnica mais utilizada é a microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Até pouco tempo, a análise e selecção dos espermatozóides ejaculados ou testiculares para utilização no processo de ICSI baseava-se na observação da cabeça, cauda e segmento intermédio dos mesmos. Contudo, o critério de observação e selecção dos espermatozóides que seriam microinjectados era da escolha do médico especialista, dotando este processo de uma certa subjectividade. Por esse motivo, foram introduzidas algumas modificações no processo de ICSI que deram origem ao que ficou conhecido como Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides Morfologicamente Seleccionados (IMSI).

    Vantagens da IMSI

    Esta nova técnica é muito vantajosa pois permite que seja feita, por exemplo, a selecção do espermatozóides em tempo real sem que esse sofra danos. Permite, ainda, a visualização dos espermatozóides com uma magnificação de 6.300. Esta visualização tão detalhada permite aos biólogos descartarem todos os espermatozóides que têm uma morfologia defeituosa.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, um espermatozóide ideal deve ter uma cabeça ovulada, a cauda recta, o núcleo fixo e ser transparente. Qualquer espermatozóide que não tenha essas características, não seria escolhido para fecundar o óvulo, já que, pode dar origem a uma fertilização falhada e aumentar a probabilidade de abortos.

    Indicações do IMSI

    A utilização da IMSI está indicada nos seguintes casos:

    • Quando já se realizaram várias tentativas falhadas de transferência de embriões. Essas tentativas podem ter falhado devido à não fertilização dos óvulos ou porque os óvulos ou embriões fertilizados não se desenvolveram.
    • Pacientes con teratospermia severa.
    • Pacientes com resultados alterados de fragmentação de ADN espérmico.
    • Casos de esterilidade de larga duração de origem desconhecida.

    Desvantagens da IMSI

    Os inconvenientes relacionados com esta técnica são, também, muito evidentes e têm dificultado a sua propagação generalizada.

    IMSI

    Em primeiro lugar, é um processo de longa duração que pode prolongar-se até 5 horas. Em segundo lugar, é um processo com um custo elevado, o que dificulta a sua implementação em laboratórios. Nos laboratórios que recorrem à esta técnica ela apenas é utilizada nos casos em que a qualidade do sémen é muito baixa ou em que sucessivas fertilizações in vitro e tentativas de ICSI falharam.

    Para que a eficácia desta técnica seja comprovada, são necessários mais estudos com amostras populacionais de maior dimensão.

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