Categoria: Corpo Humano

  • Vitaminas durante a gravidez

    Vitaminas durante a gravidez

    Durante a gravidez ocorrem várias mudanças no corpo e organismo da mulher que, ao ter de alimentar um novo ser que cresce dentro de si, necessita de uma quantidade extra de vitaminas e minerais. É muito importante manter uma dieta saudável e variada para maximizar a quantidade de vitaminas ingeridas.

    Minerais

    • Ferro. O ferro é essencial para aumentar a produção de glóbulos vermelhos por parte do organismo. Contribui para uma baixa da pressão sanguínea da mãe e pode ser encontrado nos cereais cozinhados, nas passas, nas ameixas e no fígado.
    • Cálcio. O cálcio é essencial para a formação dos ossos do bebé. Diminui o número de cãibras que a mãe pode sentir e pode ser encontrado no leite, no queijo, no iogurte e nos gelados.

    Cálcio na gestação

    Tipos de vitaminas

    • Vitamina E. Esta vitamina é boa para os músculos e tecidos musculares da mãe. Pode ser encontrada no trigo, no gérmen do trigo, nas hortaliças, na carne e nos ovos.
    • Vitamina K2. Esta vitamina contribui para a eliminação de toxinas do corpo da mãe. Encontra-se na alfafa, óleo de soja e todos as verduras.
    • Vitamina A. Para um correcta assimilação esta vitamina deve ser tomada juntamente com as vitaminas C e B. Contribui para o desenvolvimento dos olhos e da pele do bebé. Encontra-se no pescado, cenouras e alimentos amarelos.

    Alimentação durante a gestação

    • Vitamina C. É boa para mães com problemas de factor RH. Esta vitamina encontra-se nos citrinos, no pimentão verde, nos tomates, na salsa e na couve verde crua.
    • Vitamina B (B2, B6 e B12). Esta vitamina diminui as náuseas e o inchaço do corpo da mulher gestante. A deficiência desta vitamina pode aumentar o risco de infecções vaginais e a tendência para a irritabilidade e esgotamento. A vitamina B pode ser encontrada na levedura da cerveja, na soja, nas lentilhas, nas ervilhas, no feijão, no amendoim, nas amêndoas, nas nozes, na aveia, no arroz integral, no trigo integral, nos cogumelos, no fígado, nas vísceras e nos ovos.
  • Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sabe quais são os sintomas que se manifestam durante os primeiros dias de gravidez? Aqui pode encontrar informação sobre os indícios de uma gravidez que podem ser detectados antes do atraso menstrual. O normal é que não exista manifestação de sintomas durante os primeiros dias de gravidez. Muitas vezes a mulher apenas começa a sentir esses sintomas após uma ou duas semanas do início da gravidez.

    Sintomas durante os 10 primeiros dias de gravidez

    • Sensibilidade e inchaço dos seios. Este é um dos primeiros sintomas de gravidez. Pequenas erupções cutâneas aparecem nas areolas dos seios que pouco depois começam a crescer e a escurecer.
    • Sangramento leve. Durante os primeiros dias de gravidez a mulher pode ter um pequeno sangramento vaginal. Este sangramento trata-se de algumas gotas de sangue de cor rosada ou acastanhada que acontece devido a implantação do embrião e desaparece depois de um ou dois dias.
    • Esgotamento. Cansaço duradouro que não melhora depois de várias horas de sono.
    • Olfacto sensível e aversão a certos alimentos. A mulher gravida sente odores que antes lhe passavam despercebidos e alguns aromas a que estava acostuma podem causar mal-estar.

    Primeiros dias de gestação

    Sintomas a partir dos primeiros 15 dias de gravidez

    • Mudanças de humor. Estas mudanças nem sempre se produzem e variam de pessoa para pessoa.
    • Dor abdominal. Inchaço ou sensação de pressão semelhante aquela sentida antes da menstruação.
    • Vontade de urinar frequentemente. Durante a gravidez a quantidade de sangue e outros líquidos em todo o corpo humano aumenta. Assim, os rins trabalham mais e a mulher gravida pode começar a sentir este sintoma a partir da sexta semana de gravidez.
    • Enjoos, dor de cabeça ou cólicas. Estes sintomas manifestam-se, normalmente, no fim do primeiro mês de gravidez. Contudo, algumas mulheres podem senti-los desde o início da gestação.
    • Temperatura corporal elevada. A temperatura corporal de uma mulher gravida aumenta meio grau e mantem-se elevada durante 18 dias consecutivos.
    • Falta de menstruação.
    • Resultado positivo de um teste de gravidez. Este teste pode ser feito aproximadamente uma semana depois do atraso da menstruação.

    Sintomas dos primeiros dias de gravidez

    Outros sintomas que uma mulher pode notar durante os primeiros dias de gravidez são: dor nos ovários, diarreia e febre.

  • Endométrio

    Endométrio

    O endométrio é a membrana mucosa que reveste internamente o útero. É uma membrana vascularizada e a sua principal função é receber e albergar o embrião em estado blastocisto. O processo denominado de implantação é complexo, pressupõe a intervenção de diversos factores e é necessário que exista uma sincronização entre o embrião e o endométrio.

    Se o óvulo não é fertilizado ou não existe implantação do embrião no útero, a parede do útero (endométrio) sofre uma descamação no final do ciclo menstrual, produzindo o sangramento conhecido como menstruação.

    Para poder desenvolver as suas funções o endométrio tem de sofrer algumas modificações morfológicas e funcionais associadas a secreção de hormonas sexuais pelos ovários. Essas hormonas são o estrogénio e a progesterona.

    Fases do crescimento do endométrio

    • Fase de proliferação. Esta fase é influenciada pelo estrogénio e inicia-se no primeiro dia do ciclo, isto é, ocorre desde a menstruação até a ovulação. Nesta fase a grossura do endométrio aumenta, e este divide-se em duas membranas, uma mais superficial e outra mais profunda. No fim desta fase o endométrio pode chegar a mediar 10mm. .
    • Fase secretora. A progesterona tem a função de maturação e nesta fase as glândulas endometriais aumentam de tamanho e começam a secretar muco e uma substância nutritiva rica em glicogénio que serve para preparar o endométrio no caso de haver implantação.

    Implantação

    Se, no fim da fase secretora, não há fertulização ou implantação do embrião, a escamação do endométrio ocorre cerca de 26 a 28 dias depois do início do ciclo menstrual, produzindo a menstruação. Paralelamente dá-se a regeneração do endométrio para o seguinte ciclo ovulatório.

    Para que exista implantação o endométrio deve estar receptivo. A fase de receptividade endometrica dura cerca de quatro dias e é conhecida com a janela de implantação. Neste momento o embrião em estado blastocisto e o endométrio devem interagir e sincronizar-se.

    Grossura do endométrio e potencial de implantação

    O êxito da implantação depende, não só, da preparação hormonal do endométrio, mas também da existência de um diálogo recíproco entre os tecidos do blastocisto e da mucosa uterina.

    Se a fertilização do óvulo e a implantação do embrião ocorrem, o endométrio secretor transforma-se, graças ao estrogénio e a progesterona, em um endométrio mais especializado apelidado de decíduo. O decíduo dará origem a placenta e participará no intercâmbio de gases e nutrientes entre a mãe e o embrião.

    Existem diferentes estudos realizados com o fim de averiguar qual é a grossura endometrial ideal para a implantação. Segundo os dados obtidos, num contexto de reprodução assistida não é aconselhável fazer uma transferência de embriões quando o endométrio tem uma grossura abaixo dos 7mm porque a implantação pode não acontecer. Contudo, e apesar de ser difícil avaliar qual a grossura adequada para a implantação, considera-se que uma grossura de 8mm ou mais é a apropriada.

    Alterações do endométrio


    Um transtorno muito frequente (10-20%) e que está relacionado com o endométrio é a endometriose que pode causar esterilidade na mulher. A endometriose define-se como o crescimento do endométrio fora da cavidade uterina e nos ovários, nas trompas de Falópio, na cavidade pélvica ou até mesmo na bexiga. O sintoma mais comum de uma endometriose é a dor na zona abdominal, na parte inferior das costas e na pélvis.

  • Hipospádia

    Hipospádia

    A hipospádia é uma anomalia congénita definida como uma malformação da uretra masculina. É caracterizada pela abertura da uretra em uma localização anormal. A hipospadia está, também, associada a uma malformação do prépucio que, normalmente, não se desenvolve completamente e a existência de um pénis com uma curvatura em direcção ao ventre.

    Impacto psicológico

    Existem diferentes tipos de hipospádia que dependem da sua localização no orifício da uretra ou em uma outra zona. Quanto mais afastada da glande do pénis estiver, maior é a sua gravidade.

    Devido a curvatura do pénis, esta malformação é considerada uma causa de disfunção sexual pois pode impossibilitar mecanicamente o acto sexual. A anormal posição do orifício da uretra pode, ainda, impedir a ejaculação na vagina.

    Esta é uma anomalia comum nos homens. Estima-se que apareça em cerca de 1 a 8 recém-nascidos em cada 1000. A hipospádia tem consequências estéticas e funcionais e, possivelmente, psicológicas.

    A posição do meato urinário impede que a criança urine de pé e, se o orifício for demasiado estreito podem existir, inclusivamente, dificuldades para urinar.

    A hipospádia pode, por vezes, ser acompanhada de outros tipos de malformações que podem comprometer a fertilidade do homen como a criptorquidia ou a existência de testículos ocultos. O diagnóstico de pseudohermafroditismo deve ser tido em conta.

    Causas

    Entre as causas que dão origem a esta malformação está uma mutação genética capaz de dar origem a uma deficiência nos receptores andrógenos. Em alguns casos, esta mutação pode ser herdada, logo, crê-se que há uma certa pré-disposição genética quando há um membro da família que já sofre de hipospádia.

    Estima-se que existe uma probabilidade de 20% de esta doença aparecer em membros da mesma família.

    Acredita-se, também, que a perturbação dos receptores androgénicos embrionários por factores ambientais pode ser uma das responsáveis pela hipospádia, bem como, a realização de algum tipo de tratamento hormonal durante o primeiro trimestre de gestação.

    Tipos

    • Hipospádia posterior. Esta hipospadia é a mais grave e tem uma incidência de 20%. O orifício da uretra encontra-se muito distante da glande do pénis, na zona de união do escroto com o pénis ou na base do pénis. Este tipo de hipospádia é acompanhada da presença de um pénis muito curvado.
    • Hipospádia media. Constitui cerca de 10% dos casos e é de uma gravidade média. Neste caso o orifício da uretra encontra-se na parte media do pénis dando origem a uma certa curvatura do pénis em direcção ao ventre.
    • Hipospádia anterior. É o tipo de hipospádia mais comum (70% dos casos) e a menos grave. O meato urinário encontra-se perto da glande e o pénis parece esteticamente normal, quase sem curvatura.

    Tratamentos

    O tratamento de eleição é o cirurgico. Devido ao impacto psicológico que esta anomalia pode causar na criança recomenda-se que a operação seja realizada numa idade precoce. O mais normal é que a operação seja feita antes dos três anos, mais especificamente entre os seis e os vinte e quatro meses.

    Tratamento da Hipospádia

    Um micropénis pode ser criado durante a operação devido a curvatura do pénis. Essa curvatura pode ser corrigida durante a operação e, se necessário, pode ser feita uma reconstrução da uretra e do prepúcio. Por vezes, o crescimento do pénis pode ser estimulado por um tratamento hormonal.

    Existem várias técnicas cirúrgicas para solucionar este problema. O especialista avaliará o caso e decidirá qual a técnica mais adequada.

    Normalmente, se o problema é resolvido em criança não tem consequências no futuro.

  • Gestação por Substituição ou Barriga de Aluguer

    Gestação por Substituição ou Barriga de Aluguer

    Gestação por substituição refere-se a situação em que uma mulher engravida e dá a luz a uma criança que será dada a uma outra mulher que não pode ter filhos. A mulher que fica grávida é, então, apelidada de mãe de substituição e sabe desde o início que entregará o bebé aos seus pais após o parto. Este processo é, também, apelidado de barriga de aluguer.

    Mãe de aluguer

    Tipos de barriga de aluguer

    Existem dois tipos de sub-rogação a tradicional e a gestacional.

    A sub-rogação tradicional pressupõe a inseminação da mãe de aluguer com o sémen do futuro pai do bebé, enquanto que a gestacional pressupõe a implantação de um embrião formado com óvulos e sémen dos futuros pais ou com óvulos de uma dadora. No primeiro caso o futuro bebé será filho biológico da mãe de aluguer, enquanto que no segundo caso, a mãe de aluguer apenas empresta o seu útero para que seja possível haver o desenvolvimento de um embrião que não tem qualquer ligação genética consigo.

    A selecção das mulheres que alugam o seu útero é feita, normalmente, através de agências especializadas nestes casos. Estas mulheres têm, habitualmente, menos de 42 anos, não são fumadores e é necessário que já tenham estado grávidas pelo menos uma vez. Estas mulheres são alvo de uma revisão médica completa e exaustiva que inclui uma avaliação psicológica e uma reunião com os futuros pais da criança. Após ter sido escolhida como barriga de aluguer a mulher recebe, em sua casa, uma visita de um trabalhador social que pretende determinar se as suas condições de vida são as ideais.

    Algumas das principais razões que levam a escolha deste tipo de tratamento são as disfunções na função uterina. Estes problemas podem ser causados por factores congénitos, cirurgias ou como consequência de uma aderência uterina.

    Podem, ainda, surgir algumas condições médicas que impeçam a gravidez como é o caso dos diabetes severos e das doenças renais, entre outras. Nestes casos, a necessidade de recorrer à um ventre de aluguer dependerá da natureza do problema médico e da sua gravidade.

    Barriga de aluguer

    Actualmente, este tipo de tratamento está a ser cada vez mais utilizado por casais homossexuais ou por homens solteiros que querem ser pais. Existe, também, um grupo de pacientes que escolhe este tipo de tratamento porque desejam ter filhos sem ter que passar pelo processo de gravidez. Esta tendência é a que gera mais problemas éticos e legais.

    Barriga de aluguer é ilegal na maioria dos países europeus, como é o caso de Portugal, Espanha, França, Itália e Suíça, e está restringida em outros como o Reino Unido.Nos Estados Unidos da América a barriga de aluguer é considerada legal em alguns estados, sendo a sub-rogação gestacional a mais comum. No entanto, e apesar da sua simplicidade, as barrigas de aluguer são uma fonte de preocupação jurídica e psicológica.

  • Reprodução Assistida

    Reprodução Assistida

    Reprodução assistida refere-se ao conjunto de técnicas que implicam a manipulação das gâmetas e que são utilizadas no tratamento da infertilidade.

    Reprodução Assistida

    Até quase ao fim do século XX as pessoas com problemas de infertilidade tinham de resignar-se ao facto de que não poderiam ter filhos ou optar pela adopção no caso de desejarem formar uma família. Tudo isto mudou em 1978, com o nascimento de Louise Brown, o primeiro bebé-proveta.

    A reprodução assistida passou, assim, a ser uma solução para a esterilidade.

    A técnica que permitiu o nascimento deste bebé foi a fertilização in vitro (FIV) que consistiu na extracção de um óvulo da paciente e sua união com espermatozóides em uma placa de laboratório. O embrião foi dividido em até quatro células que, posteriormente, foram reimplantadas no útero da mãe. O sucesso desta primeira fertilização in vitro abriu as portas para o desenvolvimento de todo um conjunto de técnicas que hoje conhecemos como reprodução assistida.

    O conceito de reprodução assistida é muito amplo, uma vez que envolve a intervenção humana em grande parte do processo reprodutivo, como por exemplo:

    • Processo de ovulação
    • Processo de formação de espermatozóides
    • Manipulação do óvulo e/ou dos espermatozóides
    • Manipulação dos embriões

    O desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida contribuiu, ainda, para o crescimento de outras ciências relacionadas com a reprodução, como é o caso da medicina reprodutiva. As técnicas de reprodução actuais permitem realizar uma extracção das células do pré-embrião para comprovar, através dessas mesmas células, se existem alterações nos cromossomas ou indicadores de doenças genéticas. Assim, apenas os embriões considerados saudáveis são reimplantados na mulher.

    Indicações da reprodução assistida

    As pessoas que têm problemas de fertilidade e não podem conceber um filho de forma natural são as que devem recorrer à reprodução assistida.

    Existem várias alterações na fertilidade que podem impedir ou dificultar o processo normal de reprodução. Algumas dessas alterações são:

    • A esterilidade, definida como a impossibilidade de engravidar após pelo menos um ano de vida sexual continua sem protecção.
    • A infertilidade refere-se à impossibilidade de levar ao seu correcto término uma gravidez, havendo, por vezes, o nascimento de um nado-morto.

    Indicações para o uso da reprodução assistida

    Técnicas de reprodução assistida

    As técnicas de reprodução assistida têm o grande objectivo de possibilitar a gravidez de mulheres estéreis ou inférteis e o nascimento de recém-nascidos saudáveis. O contínuo avanço da ciência e o desenvolvimento de novas tecnologias permitem que as técnicas de reprodução assistida estejam em constante evolução e que os protocolos e métodos de reprodução já existentes sejam melhorados.

    Actualmente, as principais técnicas de reprodução assistida são as seguintes:

    • Inseminação artificial, isto é, a implantação de espermatozóides de forma não natural na cavidade uterina.
    • Fertilização in vitro, ou seja, a fertilização de óvulos com espermatozóides em laboratório e posterior transferência embrionária.
    • Micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides, isto é, a injecção de um único espermatozóide no citoplasma do ovócito e posterior transferência embrionária.
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