Categoria: Corpo Humano

  • Hidrocele Testicular

    Hidrocele Testicular

    Os testículos estão localizados dentro de uma bolsa denominada de escroto. Ali, encontram-se imersos em um pequena quantidade de líquido que contribui para a sua mobilidade e os protege de alguns golpes externos.

    A hidrocele ocorre quando a quantidade de líquido no escroto aumenta devido a uma inflamação de um ou ambos os testículos. A obstrução de um vaso sanguíneo ou vaso linfático pode, também, influenciar o aumento do tamanho da bolsa do escroto.

    Hidrocele

    A hidrocele é comum em bebés recém-nascidos. Durante o desenvolvimento normal os testículos descendem desde o abdómen até ao escroto através de um canal. No caso desse canal não fechar, o líquido passa desde o abdómen e acumula-se no escroto.

    Hidrocele pode ser acompanhada de uma hérnia inguinal.

    Tipos

    • Hidrocele congénita. Produz-se quando a túnica vaginal (membrana mais interna que contem o testículo) não se fechou completamente fazendo com que o líquido passe até a cavidade do escroto. Normalmente a hidrocele desaparece aos 18 meses de idade.
    • Hidrocele adquirida. Crê-se que este tipo de hidrocele pode dever-se a um antecedente de inflamação nos testículos. Esta inflamação pode ser causada por tumores, torções testiculares ou traumatismos. A hidrocele adquirida é mais comum em jovens e adultos.

    Sintomas

    O principal sintoma da hidrocele é o inchaço do testículos. Pode afectar apenas um ou os dois testículos.

    No exame medico, não é possível detectar o testículo devido ao líquido que o envolve. Dependendo do caso, o tamanho do testículo pode aumentar. A variação na quantidade deste líquido pode dever-se a uma hérnia inguinal.

    Hidrocele pode ser facilmente vista se a maior parte do escroto for iluminada. Em caso de hidrocele, o escroto ficará perfeitamente iluminado devido ao líquido transparente. Uma ecografia para confirmar o diagnóstico pode ser feita.

    Iluminação da hidrocele

    Tratamento

    Normalmente, a hidrocele não é perigosa e apenas é tratada quando causa moléstias ao homem ou quando o seu tamanho aumenta de tal forma que ameaça o correcto transporte de sangue até ao testículo.

    Actualmente o tratamento é uma cirurgia. Durante essa operação é feita uma pequena incisão no escroto ou na parte inferior do abdómen e procede-se a extracção do líquido em excesso. O volume do tecido é diminuído para evitar que volte a encher-se de líquido. A intervenção é feita em ambulatório com anestesia geral.

    Outra opção de tratamento é retirar o líquido do escroto com uma agulha. Este processo é apelidado de aspiração. Contudo, devido ao risco de infecção e a alta probabilidade da hidrocele voltar a aparecer este método não é tão utilizado quanto a cirurgia. A aspiração pode ser a melhor alternativa para pessoas para quem a cirurgia apresenta certos riscos.

    Depois da aspiração, alguns medicamentos que promovem o cerrar da abertura podem ser injectados. Isto pode contribuir para a prevenção da acumulação posterior de mais líquido.

    A hidrocele associada com uma hérnia inguinal deve ser reparada por via cirúrgica o mais cedo possível.

    Diagnóstico

    Geralmente, uma hidrocele simples desaparece sem ser necessário uma cirurgia. No caso de essa cirurgia ser necessária, é um procedimento simples e que apresenta excelentes resultados.

    Uma dor aguda no escroto ou nos testículos é uma emergência médica. No caso de inchaço do escroto acompanhado de dores fortes um médico deve ser consultado imediatamente.

    As complicações podem derivar do tratamento da hidrocele. Os riscos relacionados com a cirurgia da hidrocele são os seguintes:

    • Aparecimento de coágulos de sangue.
    • Infecção.
    • Lesão do tecido ou estruturas do escroto.

    Os ricos relacionados com a aspiração são:

    • Fibroses.
    • Infecção.
    • Dor leve ou moderada da área do escroto.
    • Reaparecimento da hidrocele.

    Uma hidrocele testicular normalmente não afecta a fertilidade do homem mas pode ser um sintoma de outros factos que podem ter repercussões na fertilidade do mesmo.

  • Criptorquia

    Criptorquia

    A criptorquia ou criptorquidia é uma anomalia congénita caracterizada pela incorrecta descida de um ou ambos os testículos durante o desenvolvimento do feto.

    Os testículos permanecem na cavidade abdominal ou no canal inguinal e não descem até ao escroto, lugar onde deveriam estar no momento do nascimento do bebé de sexo masculino.

    Esta anomalia é muito comum em bebés prematuros, afectando entre 20% e 30% desses e apenas 3% ou 4% dos bebés que não são prematuros. Em 80% dos casos a criptorquia é unilateral, isto é, afecta apenas um testículo, mais frequentemente o esquerdo. Os casos de criptorquia bilateral sao menos comuns.

    Criptorquia

    Na maioria dos casos a descida do testículo acontecerá de forma espontânea entre os 6 e os 12 primeiros meses de vida do bebé.

    A criptorquia é uma anomalia assintomática. O paciente apenas notará que a sua bolsa escrotal está vazia.

    Causas da criptorquia

    A criptorquia ou testículo oculto pode ser originada por:

    • Uma anomalia anatómica, como una anomalia de Gubernaculum (um ligamento do epidídimo onde está inserido o testículo).
    • Um obstáculo mecânico encontrado durante a migração do testículo. Os vasos ou nervos do esperma ou o canal inguinal são muito estreitos.
    • Uma obstrução do orifício do escroto.
    • Defeito ou insuficiência hormonal. Para que aparelho reprodutor se desenvolva correctamente são necessárias gonadotrofinas.
    • Falta de pressão abdominal.
    • Causas genéticas: Síndrome de Prader-Willi, síndrome de Kallman, etc.

    Diagnóstico da criptorquia

    O diagnóstico geralmente é feito por palpação da bolsa do escroto, da zona abdominal e do canal inguinal em busca dos testículos. Este exame físico é feito no momento do nascimento da criança ou nas consultas de rotinas.

    Em 15% dos casos é difícil localizar os testículos e há que realizar um exame complementar como uma ecografia abdominal. Se, após este exame, os testículos não são localizados é possível recorrer a outros exames como:

    • Ultra-som.
    • TAC.
    • Ressonância magnética.

    Se, mesmo após estes exames, não for possível localizar os testículos será necessário fazer uma cirurgia por laparoscopia. Esta cirurgia é, normalmente, feita entre o primeiro e o segundo ano de vida do bebé, a não ser que a criptorquia esteja associada a uma hérnia e que a intervenção tenha de ser mais temprana.

    Riscos e complicações da criptorquia

    Os principais riscos e complicações que derivam da criptorquia são:

    • Esterilidade. Para que haja uma correcta produção de espermatozóides os testículos devem estar a uma temperatura inferior a temperatura corporal. É por isso que os testículos estão localizados na bolsa do escroto, a uma temperatura de 33ºC. Uma temperatura maior pode provocar a morte das células.
    • Cancro do testículo. As pessoas que padeceram de uma criptorquia apresentam um risco maior de desenvolvimento de tumores no testículo ou por atrofia ou por desequilíbrio hormonal.
    • Hérnia inguinal. Pode desenvolver-se em 65% dos casos.
    • Menor tamanho testicular. Devido a esta anomalia o testículo não cresce de forma natural.
    • Torção testicular. Os cordões espermáticos destas crianças podem torcer e interromper o fornecimento de sangue ao testículo.
    • Efeitos psicológicos no homem adulto.

    Efeitos psicologicos no homen

    Tratamento da criptorquia

    Se o testículo não descende de forma espontânea durante os 12 primeiros meses de vida da criança, há que recorrer a um tratamento para evitar lesões futuras.

    Existe um tratamento médico com hormonas, beta HCG ou testosterona, que estimula a descida mas que é cada vez menos utilizado devido aos seus efeitos secundários.

    A cirurgia orquiopexia é o tratamento mais utilizado e o mais eficaz. Esta cirurgia é, normalmente, realizada antes dos dois anos de idade.

    Existem vários estudos sobre a relação da cirurgia com a fertilidade posterior e com o risco de desenvolvimento de algum tumor testicular. Em ambos os casos, as cirurgias que foram feitas numa idade mais precoce apresentaram um melhor prognóstico de recuperação do volume testicular, bem como um menor risco de cancro.

  • Gravidez mês por mês

    Gravidez mês por mês

    Gravidez é o processo que ocorre deste que o espermatozóide atravessa a membrana do óvulo e o fertiliza até ao momento do parto.

    Durante a gravidez o embrião sofre uma serie de mudanças, já que passa de zigoto (embrião de uma só célula) à bebé, uma pessoa completamente formada com todos os órgãos internos. Este período é denominado de desenvolvimento embrionário.

    1 mês de gravidez

    O primeiro mês de gravidez é o mês no qual dá-se a fertilização, isto é, o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide e o processo de formação do embrião inicia-se. Como é quase impossível detectar com exactidão o momento da fertilização, considera-se que o primeiro dia de gravidez é o primeiro dia da última menstruação. Assim, a primeira semana de gestação coincide com a última semana da menstruação.

    Durante a segunda semana ocorre a selecção folicular. Os folículos elegidos começam a crescer e convertem-se em folículos primários. Contudo, apenas um será o seleccionado em função da sua resposta a hormona FSH.

    Na terceira semana do processo, o ovócito viaja pelas trompas de Falópio, desprendendo-se do folículo que o contem. O ovócito é fertilizado e continua a amadurecer até ao momento em que se transforma num óvulo.

    O óvulo já fertilizado prossegue o seu caminho até ao útero. Durante esta descida, o núcleo do espermatozóide, que contém o material genético do homem, e o núcleo do óvulo, que contem o material genético da mulher, fundem-se e definem os genes do futuro bebé.

    Implantação no primeiro mês

    2 meses de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez as três camadas de células que formam os tecidos do futuro bebé são criadas.

    A espinha medular, o cérebro, o coração, o intestino e a pele formam-se neste período. Os olhos, as orelhas, o nariz e o lábio superior da boca também começam a formar-se. Este é um mês de muita evolução e durante o qual o embrião começa a tomar forma humana.

    Num extremo do embrião, uma cabeça maior que o tronco é formada e, no outro extremo, uma espécie de cauda.

    A gastrulação ocorre na quinta semana de gestação. As células do blastocisto dividem-se até formarem células de três tipos distintos que constituirão o tecido do bebé.

    Este mês é importante porque é quando há a formação do coração do bebé, órgão vital.

    Ao fim deste mês o embrião mede cerca de 13mm de comprimento.

    Gastrulação no segundo mês de gravidez

    3 meses de gravidez

    Neste mês o embrião passa a chamar-se de feto. No terceiro mês de gravidez todos os órgãos do bebé já estão desenvolvidos, apesar de ainda não estarem completamente formados. Precisam amadurecer e evoluir correctamente. Os genitais começam a definir-se mas ainda é cedo para determinar se o feto é um menino ou menina.

    Ao longo destas três semanas o feto cresce mais de 7cm e pode chegar a pesar 20 gramas. A futura mãe engodará neste período cerca de 10% do total que engordará durante a gravidez.

    Os movimentos do bebé nesta fase são bastante intensos e a futura mãe não deve alarmar-se com a sua intensificação. Esta mobilidade do bebé é um sinal de que está a evoluir correctamente.

    Este mês tranquiliza os futuros pais pois, passados 3 meses, o risco de aborto espontâneo diminui.

    Nesta fase a ligação entre mãe e bebé intensifica-se pois a mulher começa a prestar maior atenção a sua alimentação e estilo de vida e a tudo o que possa afectar o bebé.

    De embrião a feto

    4 meses de gravidez

    Neste mês o feto é envolto por um cabelo muito fino que cobre a sua pele enquanto o corpo não tem gordura o suficiente. Assim, conserva o calor corporal do bebé.

    Durante este período, há a formação das cordas vocais que só serão utilizadas pelo bebé depois do seu nascimento.

    Nesta fase os olhos do feto são particularmente grandes e estão cerrados e muito separados um do outro. A cara está bem definida sendo possível distinguir o pescoço. Os dentes e as orelhas começam a desenvolverem-se.

    Com o início da formação da cara, os músculos do bebé são capazes de realizar movimentos de sucção e o bebé é capaz de chuchar no dedo.

    O tamanho do feto no início deste mês é, normalmente, de 8.5 cm de comprimento e este pode crescer até aos 15cm. O seu peso é de cerca de 170 gramas.

    O novo ser começa a expulsar urina que se mistura com o líquido amniótico. As funções das suas glândulas sebáceas começam a desenvolverem-se.

    Desenvolvimento embrionário no quarto mês

    5 meses de gravidez

    As cavidades cardíacas estão delimitadas e o coração já bate com força. Os sentidos como o gosto começam a desenvolverem-se.

    No fim deste mês o bebé pode ter 22 cm. A mulher notará que quando se deita o feto mexe-se muito mais. Isto acontece porque nesses momentos o feto não está tão bem encaixado na pélvis quanto quando a mulher está de pé.

    Nas últimas semanas do quinto mês de gravidez, a segunda capa de dentes do bebé e milhões de neurónios são criados.

    É possível que o umbigo da mulher saia um pouco para fora. Se isto acontecer, voltará ao sítio depois do parto. A mulher já não sente náuseas nem tem vómitos apesar de poder sentir alguma indigestão. Isto acontece devido as mudanças de posição do bebé e devido a pressão que exerce no útero.

    Desenvolvimento cardíaco

    6 meses de gravidez

    Os músculos do bebé já estão formados e, graças ao comprimento do cordão umbilical, este já se pode mover com mais energia.

    O futuro ser também responde aos estímulos do exterior como a música. O bebé mede aproximadamente de entre 27 a 32cm e pesa de entre 450 a 750 gramas.

    A pele do bebé começa a ficar opaca e mais consistente e este já pode abrir e fechar os olhos. As proporções do copo do bebé começam a igualarem-se as da sua cabeça. O feto cada vez mais se parece com um recém-nascido.

    Desenvolvimento do feto

    7 meses de gravidez

    Neste período o esqueleto do bebé torna-se mais forte e os seus pulmões desenvolvem-se. A gordura acumula-se no seu corpo para que o bebé possa controlar a sua temperatura corporal após o nascimento. A quantidade de cabelo que cobre o corpo do bebé começa a diminuir. Neste mês o comprimento do bebé vai dos 33 aos 38cm e este já pode pesar mais de um quilo.

    Devido ao seu considerável aumento de peso e tamanho, os movimentos do bebé começam a ser mais limitados. Há uma maior pressão sobre a bexiga da mulher que pode ter de urinar mais frequentemente. A pigmentação da pele do bebé é feita através das células que produzem melanina.

    7 meses de gestação

    8 meses de gravidez

    O bebé continua a ganhar peso e a crescer e os movimentos tornam-se cada vez mais lentos. Os pulmões do bebé estão quase completamente desenvolvidos e a mulher sentirá um aumento do peso no seu útero. A mulher poderá, também, ter dificuldades em adormecer e os seus movimentos começarão a ser mais limitados.

    O bebé ouve sons, sente luz e começa a desenvolver o seu sentido de olfacto. É possível que a mulher gravida sinta-se cansada mas isto não é motivo para preocupações. Isto ocorre devido ao aumento de peso que dificulta os movimentos e respiração.

    Desenvolvimento do bebé aos 8 meses de gestação

    9 meses de gravidez

    O bebé desce até a pélvis da futura mãe. O seu estômago e intestino já funcionam e a sua pele é mais suave devido as células gordas que se formam.

    Perto do fim deste mês o feto deve medir cerca de 43cm e o seu peso deve ser de entre 1.980 e 2.730kg. Assim, o bebé tem pouco espaço e os seus movimentos são mais bruscos.

    Nesta fase da gravidez o bebé já é capaz de respirar e fazer movimentos de sucção e deglutição ao mesmo tempo. Isto permitirá que se alimente do leite materno depois de nascer. O bebé começa, também, a fabricar as suas próprias células sanguíneas.

    O bebé está preparado para nascer

    10 meses de gravidez

    Nesta última etapa do período de gestação, o bebé tem unhas compridas e os seus órgãos estão completamente formados. A criança está pronta para sair da placenta e do ventre da sua mãe. O útero estará encarregue de exercer a força e a pressão necessárias para que se produza parto.

    Neste mês o bebé tem entre 45 e 55cm e pesa, em média, entre 2.520 e 3.670 gramas.

    Último mês de gravidez

    A mulher gravida poderá sentir contracções fortes conhecidas como “contracções de Braxton Hicks”. O líquido amniótico renova-se de 3 em 3 horas.

    Se a partir da 42ª semana de gestação o bebé não tiver nascido, o médico especialista deverá provocar o parto pois o bebé está pronto para nascer e ficar mais tempo do que necessário no útero da mãe pode trazer riscos para ambos.

  • Dor durante a Ovulação

    Dor durante a Ovulação

    A ovulação é o momento do ciclo menstrual mais fértil para a mulher e acontece quando um ovário liberta um óvulo maduro nas Trompas de Falópio para que esse possa ser fertilizado. O óvulo fica nas trompas durante um ou dois dias e, no caso de não ser fertilizado, começa a desintegrar-se dando origem a um sangramento vaginal apelidado de menstruação.

    Um elevado número de mulheres sente cãibras, dores de cabeça, obstipação ou diarreia durante o período menstrual. Contudo, cerca de 20% das mulheres sente dores também durante a ovulação que ocorre na metade do ciclo menstrual. Este tipo de dor é considerado normal e raramente é grave.

    Cientificamente, este tipo de dor é conhecido como Mittelschmerz, uma palavra alemã que significa “dor média” e que se produz quando o ciclo menstrual está na sua metade.

    Ciclo menstrual

    Sintomas da Mittelschmerz

    As mulheres costumam sentir uma dor na parte baixa do abdómen, por vezes localizada num só lado dependendo do ovário que tenha libertado o óvulo. Esta dor pode durar poucas horas ou alguns dias. Em casos graves podem ser acompanhadas de cãibras ou de um ligeiro sangramento.

    Causas da Mittelschmerz

    As origens desta dor têm várias explicações:

    • Antes da ovulação o crescimento do folículo pode causar uma tensão da superfície do ovário e causar dor.
    • No momento da ovulação se o folículo que envolve o óvulo rompe pode haver a libertação de sangue e a consequente irritação do revestimento abdominal que causa dor.

    Apesar da dor pélvica durante a ovulação poder ser intensa não é grave. De facto, esta dor pode ser vantajosa no planeamento de uma gravidez. As mulheres têm mais probabilidades de engravidar logo antes da ovulação, no dia da ovulação ou imediatamente depois desta.

    Tratamento

    Dor durante a ovulação

    Não é necessário qualquer tratamento mas se a dor é intensa e prolongada a mulher pode tomar analgésicos. O médico pode, igualmente, receitas anticonceptivos orais que previnam a ovulação e ajudem a reduzir a dor relacionada com esta.

    No caso de a mulher sentir muitas dores deve consultar o ginecologista para que um exame pélvico capaz de diagnosticar a causa das dores seja feito.

  • Fases do Ciclo Menstrual

    Fases do Ciclo Menstrual

    Ciclo menstrual é o período de aproximadamente 28 ou 30 dias durante os quais a mulher experiencia mudanças no seu corpo devido as hormonas que, todos os meses, preparam a parede interna do útero para uma possível gravidez.

    Dentro do ciclo menstrual existem dois processos importantes e relacionados entre si:

    • Ovulação. É o processo através do qual um óvulo maduro liberta-se do ovário. Habitualmente, em cada ciclo há a maduração de um único óvulo dentro do denominado folículo de Graaf. Este óvulo sai do ovário e entre nas trompas de Falópio. Simultaneamente o útero prepara-se para a recepção e implantação do óvulo fertilizado através do engrossamento do endométrio.
    • Menstruação. No caso dos espermatozóides não alcançarem e fertilizarem o óvulo, o endométrio sofre uma descamação dando origem a menstruação.

    Hormonas no ciclo menstrual

    Hormonas responsáveis

    Todo este processo é hormonalmente controlado pela hipófise. Esta glândula do cérebro é estimulada pelos denominados “factores de libertação de gonadotrofinas” e é responsável pela libertação das hormonas responsáveis pelo funcionamento do ovário, isto é, a hormona estimulante dos folículos (FSH) e a hormona lutinizante (LH).

    Tendo os níveis hormonais como base podemos dividir o ciclo menstrual em várias fases:

    Fase folicular

    As mulheres na puberdade têm aproximadamente 3000.000 estruturas microscópicas no ovário conhecidas como “folículos primordiais”.

    Durante a fase pré-ovulação do ciclo o aumento de FSH faz com que vários desses folículos comecem a crescer e migrem até a superfície do ovário. O crescimento dos folículos produz o aumento de uma outra hormona chamada estradiol cuja função é bloquear a produção de FSH pela hipófise para que apenas um dos folículos complete o seu desenvolvimento total. O crescimento dos restantes folículos é bloqueado. O folículo dominante é chamado de folículo de Graaf e produz outras hormonas que actuam sobre o útero, fazendo com que o endométrio prolifere e facilitando a posterior implantação do embrião.

    Fase folícular

    Fase da ovulação

    Até metade do ciclo (14º-15º dia) a hipófise produz uma subida dos níveis de LH que provoca a ruptura do folículo de Graaf, permitindo que o óvulo maduro saia do ovário em direcção as trompas. Este processo é denominado de ovulação.

    No caso de ter havido uma relação sexual, este óvulo libertado pode ser fertilizado pelos espermatozóides presentes nas trompas de Falópio.

    Fase luteína ou fase lútea

    Nesta fase pós-ovulação o folículo roto transforma-se num corpo amarelo denominado “corpo lúteo”. Este corpo é o responsável pela produção de estrogénio e progesterona, hormonas que vão actuar sobre o endométrio.

    A progesterona modifica a mucosa cervical no colo do útero tornando-o impenetrável para os espermatozóides. Actua, também, sobre as paredes do útero que se tornam esponjosas e grossas devido ao maior fluxo sanguíneo e que ficam, assim, preparadas para receber o óvulo fertilizado.

    O corpo lúteo produz estas duas hormonas até a oitava semana de gestação e , a partir desse momento, é a placenta que as produz.

    Óvulo não fertilizado

    Óvulo não fertilizado

    No caso do óvulo libertado não ser fertilizado pelos espermatozóides, o corpo lúteo desaparece, logo, a produção de estrogénio e progesterona diminui gradualmente. Isto faz com que o endométrio escame e seja eliminado pela vagina na forma de um sangramento – menstruação.

  • Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Antes da invenção dos testes de gravidez imunológicos as mulheres tinham de recorrer a outros métodos para determinar se estavam gravidas ou não. Alguns desses métodos tinham uma explicação científica mas outros nem tanto.

    Conheça as dez técnicas mais utilizadas ao longo da história para determinar a existência de uma gravidez:

    1. O teste do parafuso

    Este teste consistia em por um parafuso na urina da mulher. Depois de quatro horas a urina era deitada fora e se o parafuso deixasse marcas no recipiente onde estava misturado com a urina era sinal de que a mulher estava gravida.

    2. Gotas de azeite

    Este teste baseava-se em urinar num copo e em adicionar duas gotas de azeite. Se essas gotas de azeite unissem-se a mulher estava gravida mas se, pelo contrário, essas gotas permanecessem separadas o resultado do teste era negativo.

    3. Teste do trigo e da cevada

    Este teste é originário do Egipto. Durante vários dias as mulheres urinavam nestas sementes. Se o trigo germinasse a mulher teria uma filha e se a cevada germinasse teria um filho.

    4. Vómitos

    Segundo um papiro egípcio, as vezes que uma mulher vomitava depois de beber uma mistura de cerveja e frutos da palmeira deviam ser contabilizadas. Se a mulher vomitasse mais do que uma vez, estaria gravida.

    5. Teste da cebola

    Na Grécia antiga, Hipócrates defendia que ao introduzir uma cebola na vagina da mulher era possível determinar se essa estava gravida ou não. Se no dia seguinte o hálito da mulher cheirasse a cebola essa não estava gravida.

    6. Cor da urina

    Um grupo de homens do século XVI dizia poder dizer se uma mulher estava gravida ou não de acordo com a cor da sua urina. Também misturavam a urina com vinho ou álcool porque o álcool reage a algumas proteínas presentes na urina das mulheres gravidas.

    7. Olhos

    No século XVI, o médico Jacques Guillemeau afirmava poder ver nos olhos das mulheres se essas estavam gravidas. Guillemeau, autor de um influente documento sobre oftalmologia, afirmava que no segundo mês de gravidez a mulher gravida tem pupilas pequenas, pálpebras descaídas e pequenas veias no canto do olho.

    8. Partes azuis

    Entre a 6ª e a 8ª semana de gravidez, o colo do útero, os lábios e a vagina da mulher adquirem um tom azulado devido ao fluxo sanguíneo. Estes sinais foram descobertos pelo médico americano Lee Chadwic que anunciou a sua descoberta à Sociedade Americana de Ginecologia em 1886.

    9. Ratos

    Na década de 1920, cientistas alemães injectavam pequenas quantidades de urina em ratos fêmeas duas vezes por dia durante três dias seguidos. Ao fim de cerca de 100 horas os ratos eram abatidos e os seus ovários eram analisados. Se esses ovários tivessem engrossado havia uma probabilidade de gravidez de 80%.

    10. Teste da Rã


    Esta técnica foi utilizada até a década de 60 do século XX quando surgiram os métodos imunológicos. Urina da paciente era injectada numa rã pois a mulher gravida produz a hormona GCH que estimula a ovulação do anfíbio. Assim, se em 24 horas a rã desovasse, o teste era positivo.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

  • Espermatozóides e Antioxidantes

    Espermatozóides e Antioxidantes

    Existem duas moléculas que afectam o desenvolvimento e a qualidade dos espermatozóides. Essas moléculas são os radicais livres e o oxigénio activo.

    Os radicais livres são espécies quimicamente instáveis e capazes de causar danos nas estruturas celulares. O oxigénio é a substância mais oxidante do nosso organismo, oxida as células provocando o envelhecimento celular.

    Antioxidantes e Espermatozóides

    Estas moléculas geram-se ao fumar, ao ter uma dieta rica em gorduras, ao ingerir azeites vegetais refinados, etc. O stress e a exposição excessiva às radiações solares e poluição ambiental contribuem, também, para a produção de radicais livres.

    Os estudos realizados indicam que nas pessoas fumadoras a capacidade antioxidante do sangue é reduzida.

    Antioxidantes

    Os antioxidantes são moléculas capazes de retardar ou prevenir a oxidação das células.

    O nosso corpo é composto por complexos sistemas de antioxidantes como é o caso das enzimas e das vitaminas C, E e A. O selénio, o zinco e o magnésio potenciam a acção destas vitaminas.

    Os antioxidantes que se encontram de forma natural no sémen incluem, por exemplo, as vitaminas C e E.

    Existem estudos que afirmam que os homens com problemas de fertilidade têm uma menor concentração de antioxidantes no seu sémen. Nestes casos é recomendado que os homens incluíam suplementos antioxidantes na sua dieta que possam reduzir o stress oxidativo e melhorar a qualidade do sémen.

    Stress oxidativo

    Os antioxidantes podem ser encontrados no alho, no arroz integral, no café, nos brócolos, no gengibre, nas cebolas, nos citrinos e nos tomates, entre outros alimentos.

    A vitamina C os carotenóides encontram-se nas frutas e verduras; a vitamina E nos azeites vegetais virgens; a vitamina A nas cenouras e no mango e os antioxidantes na fruta, na soja, no chocolate, no café, no chá e no vinho tinto.

  • Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    Como Tratar a Inflamação dos Ovários

    A inflamação dos ovários pode ser causada pela doença inflamatória pélvica, uma inflamação do trato reprodutivo superior feminino (ovários, trompas, útero e ligamentos); das trompas e dos ovários em conjunto, ou de cada um dos componentes do sistema reprodutor feminino já mencionados de forma individual. A inflamação dos ovários pode causar dor na área ano-rectal e as menstruações costumam ser, também, dolorosas e irregulares.

    Causas da inflamação dos ovários

    • Frio.
    • Aborto.
    • Gonorreia (doença sexualmente transmissível).
    • Outras inflamações.

    Sintomas da inflamação dos ovários

    • Febre e dor de cabeça.
    • Fluxo vaginal excessivo.
    • Dor abdominal e nos ovários.
    • Nervosismo e palpitações.

    Inflamação dos ovários

    Tratamento da inflamação dos ovários

    Esta inflamação pode ser reduzida através de vários remédios caseiros. Contudo, alguns desses remédios devem ser evitados durante a gravidez. Desta forma, antes de optar por qualquer tipo de tratamento, a mulher deve contactar o seu médico.

    • Evitar o frio e a humidade.
    • Dieta rica em vegetais e frutas.
    • Tomar sumo de uva, laranja e maçã.
    • Ferver camomila e sementes de linhaça em água e mergulhar as pernas e o abdómen nessa água durante 10 minutos.
    • Aplicar uma botija de água quente sobre o abdómen três vezes ao dia.
    • Lavar a região abdominal com água fria e tintura de arnica cozinhada três vezes ao dia.
    • Beber uma infusão de cravo, canela e anis em pó três vezes ao dia.
    • Cozinhar 25 colheres de folhas de nogueira em um litro de água e adicionar ao banho.
  • Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Acompanhamento Médico durante a Gravidez

    Desde que o seguimento médico da gravidez e os partos hospitalares se generalizaram a mortalidade pré-natal diminuiu notavelmente nas sociedades industrializadas, sendo muito inferior a mortalidade materno-fetal dos países subdesenvolvidos ou m vias de desenvolvimento.

    Exames médicos

    Por este motivo um bom acompanhamento médico durante toda a gestação e o parto em um hospital são dois factores importantes na prevenção de problemas fetais e pré-natais. De facto, os especialistas opinam que os partos caseiros devem ser evitados de forma a evitar problemas que podem afectar o feto de forma negativa e que apenas são detectados durante ou depois do parto.

    O parto hospitalário e o acompanhamento médico do mesmo contribuíram para que a redução da taxa de deficiência mental perinatal, graças a implementação de uma série de exames e provas bioquímicas e genéticas as quais a mulher gravida submete-se para evitar o aparecimento de factores de risco para o feto.

    Exames bioquímicos

    Os exames bioquímicos conhecidos como triple screening consistem em analisar uma amostra de sangre materna para ver os níveis de beta-gonadotrofina, de estriol e de alfa-feto proteína.

    Estes valores, juntamente com a idade gestacional, são comparados com os valores de uma tabela elaborada de acordo com um padrão de normalidade de cada semana de gestação. Este é um exame que indica se o feto têm uma maior propensão para desenvolver determinadas alterações. Assim, um aumento nos níveis de alfa-feto proteína supõe um risco de desenvolvimento, por parte do feto, de alterações como espinha bífida. Nestes casos exames adicionais devem ser feitos.

    Exames genéticos do feto

    Estudo citogenético

    O estudo citogenético do cariotipo tem indicações precisas: idade materna avançada, existência de abortos de repetição e antecedentes familiares de doenças genéticas ou cromossómicas. Para que o cariotipo das células fetais seja feito é necessário realizar um dos seguintes exames invasivos: amniocentese, biópsia de córion ou cordocentese. A eleição de uma ou outra técnica depende das características de cada caso.

    A amniocentese consiste em extrair uma amostra de líquido amniótico da parede abdominal com uma agulha muito fina. Esta extracção é controlada por ecografias e pode ser feita a partir da 15ª semana de gestação.

    A biópsia de córion consiste na obtenção de vilosidades da placenta por via vaginal ou abdominal com acompanhamento através de ecografias. Este exame pode ser feito antes da amniocentese, na 11º ou 12º semana de gestação, mas é preciso ter em conta que acarreta mais riscos que a amniocentese.

    A cordocentese é uma técnica de obtenção de sangue fetal através da punção dos vasos do cordão umbilical com uma agulha guiada por ecografias.

    Nos três casos as regiões cromossómicas e o seu estado podem ser observados.

    Graças a estes exames e ao acompanhamento médico da gestação o risco de deficiências mentais perinatais foi reduzido de 25% para 5% nos últimos anos.

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