Categoria: Corpo Humano

  • Gestação Múltipla

    Gestação Múltipla

    A gestação múltipla é uma gravidez considerada de risco, uma vez que existem mais probabilidades de complicações. As gestações múltiplas são gravidezes de gémeos, trigémeos, quadrigémeos, etc.

    Estas gestações não são muito comuns mas podem ocorrer, por vezes, depois de um tratamento de fertilidade quando há a implantação de mais de um embrião. A medicina reprodutiva tem tentado travar a proliferação deste tipo de gestações.

    Maior controlo médico

    Como ocorre uma gestação múltipla?

    A gestação múltipla produz-se como consequência de vários processos que determinam o tipo de gémeos:

    • Gémeos univitelinos ou idênticos. Surgem da divisão do mesmo óvulo. Os bebés possuem a mesma carga genética, o mesmo sexo e um aspecto físico muito semelhante. 30% das gestações múltiplas são gestações de gémeos idênticos.
    • Gémeos bivitelinos ou fraternos. Surgem da fertilização de mais de um óvulo com diferentes espermatozóides. Os gémeos apresentam as semelhanças físicas comuns entre irmãos e podem não ser do mesmo sexo. 70% dos casos de gestações múltiplas são de gémeos fraternos.

    Factores que favorecem a gestação múltipla

    Existem diversos factores que podem favorecer a concepção de uma gestação múltipla, como:

    • Hereditariedade. Quando a mulher tem antecedentes deste tipo de gestações na sua família pode ter uma gestação múltipla. Não é certo que este tipo de casos salte uma geração mas é possível que ocorra.
    • Idade da mulher. Quando a mulher tem mais de 30-35 anos no momento da concepção, a probabilidade de ter uma gestação múltipla é maior.
    • Reprodução assistida. Como já comentamos anteriormente, os tratamentos de fertilidade são os responsáveis por muitos casos de gestação múltipla. Não obstante, a medicina reprodutiva tem tentado diminuir o número deste tipo de gestações.
    • Depois da toma contínua de medicamentos anticonceptivos. Alguns estudos apontam para um possível aumento das probabilidades de uma gestação múltipla depois da toma da pírula anticonceptiva durante vários anos.

    As gestações múltiplas têm uma série de sintomas distintos aos de uma gravidez individual. Por exemplo, as mulheres gravidas de gémeos costumam sentir mais náuseas e enjoos e o tamanho do seu útero é maior.

    Riscos da gestação múltipla

    Este tipo de gestações costuma abarcar uma série de riscos para a mulher. Alguns desses riscos são:

    • Parto prematuro.
    • Pré-eclampsia.
    • Baixo peso dos bebés.
    • Diabetes gestacional.
    • Alterações cromossómicas.
    • Síndrome da transfusão feto-fetal. Produz-se quando um feto recebe mais sangue que o outro.

    Recomendações

    A mulher gravida de gémeos, trigémeos ou mais deve ter em conta uma série de recomendações para que a sua gravidez desenvolva-se sem complicações. Algumas dessas recomendações são as seguintes:

    • Repouso. É provável que a mulher requeira um ambiente mais tranquilo.
    • Controlo médico. Um maior número de ecografias deve ser feito e as visitas ao médico devem ser mais frequentes que o habitual. Um diagnóstico precoce da gestação múltipla é importante para o planeamento do parto.

    Depois do nascimento das crianças, a mãe precisará de toda a ajudar disponível para poder cuidar dos bebés.

  • Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de alto risco refere-se a uma gravidez na qual a mãe, o feto ou ambos têm possibilidades de padecer de algum tipo de complicação tanto durante o período de gestação, quanto no momento do parto. Estas complicações podem, inclusive, ser fatais para ambos.

    Gravidez de alto risco

    Factores de Risco

    Alguns dos factores que fazem o risco de complicações durante a gravidez aumentarem são:

    • Gestações múltiplas.
    • Idade materna avançada ou gravidez na adolescência.
    • Mulheres que padecem de algum tio de doença crónica.
    • Obesidade.

    Causas

    As gravidezes de alto risco costumam manifestar-se em mulheres com algum tipo de doença prévia ou desenvolvida durante a gestação (diabetes gestacional, por exemplo). Algumas dessas doenças são:

    • Diabetes
    • Cancro
    • Hipertensão
    • Problemas renais
    • Epilepsia
    • Infecções
    • Malformações no útero
    • Placenta prévia

    Por estas razões é muito importante que a mulher consulte um médico antes de engravidar. O médico recomendará uma medicação adequada que será controlada durante a gestação.

    Recomendações

    Alguns dos pontos a ter em conta no caso de uma gravidez de alto risco são os seguintes:

    – Acompanhamento médico exaustivo. As mulheres que têm uma gestação deste tipo requerem acompanhamento médico contínuo e exaustivo. Um maior número de ecografias, análises e exames de controlo pré-natal devem ser feitos. Actualmente, a tecnologia facilita o acompanhamento do estado do feto e da mãe graças, por exemplo, as ecografias 4D.

    – Planificação do parto. O momento do parto deve ser planeado. O parto não tem, necessariamente, de ser feito por cesariana mas deve ser induzido e controlado em todo o momento.

    O consumo de álcool, tabaco e outros tipos de drogas podem complicar seriamente a gravidez e transformá-la numa gestação de alto risco com graves consequências para o feto.

    As mulheres e casais que enfrentam uma gravidez de alto risco requerem apoio psicológico, já que, o que deveria ser um momento de felicidade na sua vida transforma-se numa fonte de preocupações, incerteza e ansiedade.

    Alguns médicos defendem que falar com outras mulheres e casais que enfrentaram o mesmo problema é benéfico.

  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Hormonas Sexuais

    Hormonas Sexuais

    Estas hormonas estão encarregues de regular o ciclo reprodutivo nas mulheres e nos homens. Actuam regulando as acções das gónadas masculinas (testículos) e das gónadas femininas (ovários e endométrio).

    Tanto homens quanto mulheres possuem a maior parte destas hormonas mas em quantidades diferentes. Por exemplo, a testosterona e os andrógenos são hormonas sexuais tipicamente masculinas mas que as mulheres também possuem em pequenas quantidades.

    Eixo hipotálamo-hipófise

    Eixo hipótamo-hipófise

    A produção hormonal é feita através de sinais enviados pelo cérebro até as glândulas. No caso das hormonas reprodutivas, essas são secretadas pela hipófise através da acção do hipotálamo que está encarregue de várias funções vegetativas.

    A hipófise encontra-se unida ao hipotálamo através do infundíbulo e está dividida anatómica e funcionalmente em duas partes:

    • Adeno – hipófise. Secreta as hormonas que controlam o funcionamento de outras glândulas endócrinas sempre que estimuladas pelas hormonas do hipotálamo.
    • Neuro- Hipófise. Liberta hormonas na corrente sanguínea.

    Hormonas sexuais masculinas

    Nesta secção focaremos nos testículos e nos tubos ou túbulos seminíferos, isto é, estruturas testiculares internas onde os espermatozóides são produzidos.

    • Hormona FSH (hormona foliculoestimulante). Está encarregue de regular a acção das células de Sertoli (um tipo de células dos tubos seminíferos).
    • Hormona LH (hormona luteína). Regula a acção das células de Leydig (outro tipo de células dos tubos seminíferos).
    • Testosterona. É uma hormona proveniente do estradiol e que está encarregue do desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino (pénis e testículos) e do aparecimento de características sexuais secundárias.

    Ovário e útero estimulados por hormonas

    Hormonas sexuais femininas

    Existem hormonas encarregues de criar os órgãos genitais femininos e que actuam durante o ciclo menstrual. Essas hormonas são:

    • Estrogénio. É a hormona feminina por excelência, já que está encarregue do desenvolvimento do aparelho reprodutor feminino (ovários, útero e vagina) e do aparecimento do ciclo menstrual.
    • Progesterona. Produz o engrossamento do endométrio durante o ciclo menstrual para que, no caso de haver fertilização, o embrião possa implantar-se no útero.
    • Hormona FSH. Estimula os folículos para que amadureçam. Os folículos são estruturas dos ovários que contêm no seu interior os ovócitos ou óvulos.
    • Hormona LH. Durante o ciclo menstrual têm níveis baixos mas no 14º dia dá-se um pico de LH que desencadeia a libertação dos ovócitos, isto é, a ovulação.
  • Ciclos Menstruais Dolorosos

    Ciclos Menstruais Dolorosos

    Muitas mulheres sentem dor durante o seu ciclo menstrual. As dores severas durante a menstruação consistem em cãibras ou cólicas na zona pélvica ou até mesmo nas pernas e nas costas. Quando são graves estas dores são acompanhadas de fatiga, dor de cabeça, náuseas, dor abdominal, problemas digestivos e mal-estar.

    Exisem dois grandes tipos de dores que se manifestam durante a menstruação:

    • A dismenorreia primária é um efeito secundário natural da menstruação e manifesta-se durante os primeiros dias do sangramento. Pode ser uma dor forte que não está, normalmente, associada à nenhum problema do útero ou do órgãos pélvicos. .
    • A sesmenorreia secundária é causada por um doença subjacente e que está, geralmente, relacionada com problemas do aparelho reprodutor (endometriose, fibroses uterinas, etc). Podem provocar dores intensas.

    Ovários e Menstruação

    Estas são algumas partes do corpo onde podes sentir dores durante a menstruação:

    • Cólon, recto ou ânus
    • Ao urinar
    • Lábios genitais
    • Cintura, ancas ou coxis
    • Garganta
    • Articulações
    • Ossos
    • Zona lombar e costas
    • Rins
    • Ovários e útero
    • Estómago
    • Seios

    Dores de cabeça e menstruação

    Causas da dor durante a menstruação

    O que provoca dor durante a menstruação? A maioria das dores menstruais é um efeito secundário do processo natural de menstruação. As dores ocorrem quando a parede muscular do útero contrai-se devido a prostaglandina. Esta hormona é a causa da inflamação e das contracções do útero e provoca dores e o sangramento conhecido como menstruação (escamação da parede do endométrio).

    As dores de cabeça devem-se, normalmente, as variações bruscas de hormonas sexuais no sangue. Alguns especialistas associam estas dores de cabeça também, ao aumento da pressão sanguínea que ocorre para compensar a perda de sangue do organismo.

    Por vezes, os dispositivos intra-uterinos podem provocar dores menstruais.

  • Posição do Colo do Útero na Gravidez

    Posição do Colo do Útero na Gravidez

    O colo do útero ou cérvix uterino é a região fibromuscular inferior do útero que se projecta dentro da vagina.

    Esta abertura deixa sair o sangue do útero durante a menstruação e permite que os espermatozóides entrem e cheguem até ao útero e até as trompas de Falópio.

    Colo do útero e gravidez

    O tamanho do orifício, a consistência e a posição do colo do útero durante a gravidez e durante o ciclo menstrual podem sofrer uma série de alterações relacionadas com:

    • O grau de dilatação do orifício: cérvix aberto ou cérvix fechado.
    • A consistência: cérvix duro ou cérvix mole.
    • A posição: cérvix alto (posterior ou retirado da vagina) ou cérvix baixo (mais introduzidos na vagina).

    A posição do colo do útero no início da gravidez varia muito de mulher para mulher. Por isso, o posicionamento do cérvix não é um indicador fiável de uma gravidez.

    Contudo, certas mudanças na posição e textura do colo do útero ocorrem durante as primeiras fases da gravidez em todas as mulheres.

    Mudanças no colo do útero durante a gravidez

    • Desde o primeiro mês de gravidez o colo do útero amolece e adquire uma cor azulada como consequência do aumento da vascularização e do tamanho das glândulas cervicais.
    • O cérvix deve subir ligeiramente até ao útero. Dependendo da fase do ciclo menstrual durante a qual a mulher concebe, esta mudança pode ocorrer dentro de poucos dias ou de um mês.

    • Reorganização das fibras colágenas e diminuição drástica da sua resistência, que facilitam a sua dilatação durante o parto.
    • Pouco tempo depois da concepção, uma secreção cervical espessa obstrui o canal cervical formando um tampão mucoso que sela esse canal e actua como uma barreira contra o transporte de esperma e contra a invasão de bactérias. Esse tampão será expulsado no início do trabalho de parto.
  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Gravidez e Exercício Físico

    Gravidez e Exercício Físico

    A actividade física permite qua a mulher gravida tenha uma melhor condição física geral e diminui os riscos da gravidez e do parto.

    O exercício físico reduz as moléstias digestivas, a ansiedade, a depressão e a insónia e aumenta o bem-estar geral da mulher. Contribui, também, para uma melhoria da tensão arterial e evita o desenvolvimento de diabetes gestacional, podendo ser utilizado como um tratamento alternativo que permite diminuir ou até suprimir o uso da insulina. Está provado que o exercício físico faz diminuir o tempo de hospitalização pós-parto e reduz o número de cesarianas.

    Gravidez e desporto

    Durante a gravidez a mulher deve fazer exercícios aeróbicos de intensidade moderada sem nunca ultrapassar os 70% de utilização do volume máximo do seu oxigénio. A utilização de um relógio ou monitor cardíaco é a melhor opção para controlar o ritmo cardíaco.

    Há que evitar actividades físicas e desportos intensos. Se o exercício realizado for algo intenso não deve ser prolongado por mais de 15 minutos e não deve ser feito em clima quente e húmido devido aos riscos de desidratação e aumento da temperatura corporal.

    Movimentos de grande amplitude devem ser evitados pois podem provocar lesões nas articulações. Os exercícios que requerem equilíbrio e, consequentemente, apresentam um risco de queda devem, igualmente, ser evitados. Durante o terceiro trimestre de gestação a mulher não deve manter uma posição estática durante períodos prolongados de tempo nem deve fazer movimentos bruscos devido ao risco de enjoos e quedas.

    Os deportos mais recomendados são a natação, o ciclismo e o andar com intensidade baixa ou moderada. Estes desportos devem ser feitos 3 vezes por semana durante cerca de 20 ou 40 minutos. A flexibilidade deve ser, se possível, trabalhada todos os dias. O treinamento muscular pode ser feito uma ou duas vezes por semana a uma intensidade de 50% e a mulher deve prestar especial atenção as zonas pélvica, lombar, abdominal e peitoral.

    Se a mulher pratica ginástica aeróbica, esqui aquático, patinagem ou desportos com raquete como o ténis ou o badmington, apenas o deve fazer por um curto período de tempo e os movimentos de grande amplitude como o serviço no ténis devem ser evitados.

    Os desportos que devem ser evitados são os de contacto, aqueles que são feitos sobre superfícies duras, aqueles que exigem trabalho da musculatura abdominal e aqueles que aumentam a pressão abdominal como o basquetebol ou o voleibol.

    A prescrição de exercício físico deverá ser individualizada e submetida a controles médicos regulares. A opção mais segura é buscar aconselhamento de um treinador pessoal qualificado.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez, as mulheres que habitualmente realizam exercício físico costumam estar em condições para continuar a praticar desporto. Contudo, devem diminuir a intensidade e frequência desse exercício para evitar traumatismos musculares.

    No caso de mulheres sedentárias, a gestação não é o melhor momento para iniciar novas práticas desportivas. As suas actividades físicas devem estar incorporadas num programa específico de preparação para o porto.

    Durante o segundo e o terceiro trimestre actividades físicas que desenvolvam a flexibilidade, a força muscular (orientada para fortalecer a musculatura pélvica e corrigir a postura), a capacidade respiratória e a capacidade de relaxar devem ser realizados.

    Natação durante a gravidez

    Convém restringir a natação nas últimas seis semanas de gestação devido ao risco de infecções.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Gastroenterite durante a Gravidez

    Gastroenterite durante a Gravidez

    A gastroenterite é uma infecção gastrointestinal causada ou pela ingestão de um alimento em mal estado ou por um vírus que dá origem a uma inflamação do estômago. Alguns sintomas da gastroenterite como as náuseas, os vómitos ou a dor abdominal podem ser facilmente confundidos com os primeiros sintomas de uma gravidez.

    A gastroenterite não tem de ser um problema sério durante a gravidez. De facto, alguns especialistas defendem que a gastroenterite comum não supõe riscos para o feto ao menos que a mulher tenha febre alta e exiba sinais de desidratação.

    Gastroenterite e gestação

    Sintomas

    A gastroenterite durante a gravidez pode produzir uma série de sintomas na mãe como, por exemplo:

    • Vómitos.
    • Diarreia.
    • Náuseas.
    • Dor abdominal.
    • Febre.

    A gastroenterite durante a gestação costuma durar de 24 a 72 horas e esse período não deve ser prolongado devido ao perigo de desidratação. A mulher deve visitar o médico, especialmente se tiver febre alta. No momento em que a gastroenterite passa a ser severa pode ter consequências negativas para o feto e fazer com que esse nasça com pouco peso ou até prematuramente.

    Alguns dos sintomas da gastroenterite são os seguintes:

    • Febre alta.
    • Sinais de desidratação.
    • Presença de sangue ou muco na fezes.
    • Não notar a melhoria dos sintomas em questão num período de 48 horas.

    Recomendações

    Algumas das recomendações a ter em conta em casos de gastroenterite são:

    • Repouso.
    • Beber água pouco a pouco para evitar a desidratação.
    • Não tomar medicamentos sem consentimento médico. O médico decidirá se algum medicamento é necessário.
    • Ter uma dieta adequada.
    • Consultar o médico se os sintomas prolongam-se por mais de 48 horas.

    Doença inflamatória intestinal

    A doença inflamatória intestinal é um transtorno crónico que produz a inflamação e destruição do tecido intestinal. Existem dois tipos de doença inflamatória intestinal: a doença de Crohn e a Colite Ulcerativa.

    Muitas mulheres em idade de procriar (desde os 15 até aproximadamente aos 40 anos) padecem deste tipo de patologia. Segundo alguns estudos, a gravidez não afecta este tipo de patologia, contudo, recomenda-se que o parto seja planificado. Se a mulher padece desta doença deve consultar um especialista antes de engravidar (no caso de uma gravidez planeada). Por ser uma doença crónica a doença inflamatória intestinal pode estar, também, relacionada com outros factores como a ansiedade e o stress.

    De qualquer forma, em caso de gravidez um médico deve ser sempre consultado.

inviTRA
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.