Categoria: Corpo Humano

  • Utrogestan

    Utrogestan

    Utrogestan é o nome de um medicamento utilizado em algumas técnicas de reprodução assistida para estimular o engrossamento do endométrio e, consequentemente, favorecer a implantação do embrião no útero. Antes de tomar este medicamento é necessário ler o folheto informativo com atenção.

    Composição

    Utrogestan é composto por hormonas sexuais femininas como a progesterona. É um hormônio da tiróide que intervém no ciclo ovariano da mulher e actua no processo de evolução da gravidez.

    Este medicamento tem várias presentações:

    • Embalagem de 15 cápsulas de 200mg do principal ingrediente: Utrogestan 200mg.
    • Embalagem de 30 cápsulas de 100mg de progesterona: Utrogestan 100 mg.

    Medicamentos hormonais

    Instruções de uso

    O tratamento com Utrogestan deve ser acompanhado por um médico que personaliza ao máximo as doses e a duração do tratamento para cada paciente. A dose recomendada do medicamento dependerá dos valores hormonais da mulher.

    Quando administrada por via oral, a dose recomendada de Utrogestan é, em média, de 200 a 300 miligramas por dia. O medicamento deve ser tomado sempre à mesma hora e sem alimentos, já que a ingestão de alimentos faz aumentar a absorção do medicamento.

    Quando este medicamento é administrado por via vaginal a dose média recomendada é de 100 a 600 miligramas diários. As capsulas devem ser introduzidas na vagina e empurradas até ao interior.

    Contra-indicações

    Utrogestran não deve ser tomado nos seguintes casos:

    • Alergia à progesterona.
    • Tromboembolismo .
    • Sangramento vaginal
    • Problemas hepâticos

    Este medicamento pode produzir sonolência, logo a condução e o manuseamento de máquinas pesadas não são recomendados. Por este motivo, recomenda-se que o medicamento seja tomado antes de dormir.

    O uso deste fármaco está desaconselhado durante o período de aleitamento, pois a progesterona é eliminada através do leito materno.

    Efeitos secundários

    Os efeitos secundários mais comuns deste medicamento são:

    • Diminuição do ciclo menstrual.
    • Sangramento vaginal intermitente.
    • Desaparecimento da menstruação
    • Sonolência e sono profundo.
    • Náuseas e tonturas.

    Se algum outro sintoma for observado, um médico deve ser consultado.

  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Sintomas após uma Transferência Embrionária

    Sintomas após uma Transferência Embrionária

    A transferência embrionária é um procedimento simples e indolor que consiste no depósito do embrião ou dos embriões (no máximo 3) no útero da futura mãe. Antes da transferência a mulher deve ter a bexiga cheia para que a observação eco-guiada da cânula de transferência seja mais fácil.

    Sintomas pós-transferência embrionária

    O processo de fertilização in vitro ou de ICSI requer que a mulher se submeta a um tratamento hormonal que pode dar origem a sintomas de gravidez que manifestam-se mesmo se a mulher não estiver gravida.

    • Fluxo vaginal abundante: costuma acontecer nos dias que procedem a transferência embrionária devido as alterações hormonais. Este fluxo pode incluir manchas de sangue mais ou menos escuras.
    • Mudanças nos seios: nos dias após a transferência é normal que a mulher note que os seus seios estão um pouco mais duros, inchados e sensíveis que o normal.

    Transferência de embriões

    • Fatiga: deve-se ao aumento da hormona progesterona que numa gravidez natural tem a função de manter o revestimento do útero. Quando uma paciente faz um tratamento de FIV ou de ICSI tem de tomar suplementos de progesterona.
    • Náuseas: manifestam-se devido ao aumento de hormonas no corpo da mulher. É o clássico sintoma de uma gravidez apesar de que nem todas as mulheres gravidas o experienciam.
    • Urinação frequente devido a hormona hCG.
    • Ausência de menstruação. Após uma transferência embrionária uma paciente deve esperar 14 dias até que a sua menstruação chegue.

    Apesar dos sintomas seguintes serem menos comuns podem manifestar-se: insónia, perda de apetite, inchaço do ventre, contracções musculares, etc. No caso de estes sintomas impedirem que a mulher realize as suas tarefas habituais um médico deve ser consultado.
    Sintomas depois de uma trasnferência embrionária

    Quando consultar um médio depois de uma transferência embrionária

    Depois de uma transferência de embriões há que ir ao centro de reprodução sempre que:

    • Apareça um sangramento abundante parecido a menstruação antes do 14º dia.
    • A mulher sinta dores agudas e persistentes no abdómen.
    • Exista uma deteorização do estado de saúde normal da mulher.
  • Cólicas durante a Implantação

    Cólicas durante a Implantação

    O que é a implantação?

    A implantação é o momento no qual o óvulo fertilizado por um espermatozóide fixa-se na parede do útero, onde se formará a placenta que tem a finalidade de fornecer sangue e alimento ao feto em desenvolvimento.

    Quando ocorre a implantação?

    Depois da fertilização do óvulo por um espermatozóide, o zigoto desloca-se pelas trompas de Falópio até ao útero onde permanecerá alojado. No caso de não haver fertilização, o óvulo desloca-se até ao útero e é eliminado durante o ciclo menstrual da mulher. A implantação ocorre cerca de sete dias após a ovulação.

    Cólicas durante a gravidez

    As cãibras e cólicas podem manifestar-se em qualquer etapa da gravidez e em cada caso podem significar algo diferente:

    Cólicas durante a implantação:

    Ocorrem nas primeiras semanas de gestação e costumam ser acompanhadas de um pequeno sangramento. Estas cólicas e sangramento indicam que o embrião fixou-se nas paredes do útero e que a mulher está gravida. Apenas uma em cada quatro mulheres sangram durante a implantação.

    Sangramento de implantação

    Este tipo de cãibras e cólicas ocorrem na região abdominal inferior e começam após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide e não apenas depois da implantação do embrião. Não devem durar mais de um ou, no máximo, dois dias. No caso das dores persistirem, a mulher deve consultar um médico que possa descartar a existência de alguns problemas como um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica, etc.

    Cólicas durante o início da gravidez

    Muitas mulheres pensam que estas dores são um sinal de um aborto espontâneo. Contudo, na maior parte das vezes, são apenas uma continuação das cólicas associadas à implantação.

    A dor do ligamento redondo do útero

    Este tipo de dor são cãibras que se manifestam numa etapa mais avançada da gravidez. Costuma ser uma dor leve e constante que se manifesta sobretudo quando a mulher muda de posição e ocorre devido a expansão dos músculos localizados abaixo do útero que têm de suportar o peso do bebé.

    Cãibras durante a gravidez

    As cãibras e cólicas são motivo para preocupação?

    As caibras e cólicas são um sintoma de gravidez completamente normal. São um sinal de que o corpo da mulher está preparando-se para os 9 meses de gravidez. Contudo, as caibras não devem ser acompanhadas nem de febre nem de sangramentos excessivos. Nesses casos e no caso de haver um historial de abortos espontâneos ou de dores persistente um médico deve ser consultado.

  • Coágulos de Sangue Menstrual

    Coágulos de Sangue Menstrual

    Normalmente, as mulheres que têm um sangramento excessivo durante o seu período apresentam coágulos de sangue menstrual. Essa coagulação é, por vezes, a causa de cãibras dolorosas no momento em que os coágulos passam pelo colo do útero.

    Coágulos na menstruação

    Causas dos coágulos menstruais

    Fluxo menstrual abundante

    Um sangramento mais abundante do que o normal durante a menstruação esgota as capacidades anticoagulantes do corpo e cria coágulos de maior tamanho.

    Endometriose e dispositivo intra-uterino

    A endometriose pode ser a causa de uma coagulação excessiva durante o ciclo menstrual. Se uma mulher tem um dispositivo intra-uterino é provável que tenha sangramentos mais abundantes com alguma coagulação. Contudo, por vezes, os coágulos aparecem sem causa aparente.

    Desordens pélvicas

    Por vezes a coagulação pode ser causada por fibroses, por pólipos, pela inflamação pélvica, pelo aumento da espessura do revestimento uterino ou por um cancro do endométrio. Por este motivo, as pacientes devem recorrer a um médico para descartarem problemas graves.

    Causas hormonais e sanguíneas

    As mulheres com desequilíbrios hormonais são mais propensas a terem sangramentos abundantes que dão origem a coágulos. Outras causas a considerar são uma baixa actividade da glândula da tiróide, possíveis desordens sanguíneas ou o uso de medicamentos anticoagulantes.

    Causas dos coágulos de sangue menstruais

    Stress

    Uma causa do sangramento abundante muitas vezes ignorada é o stress. Por vezes, os coágulos de sangue durante a menstruação são apenas uma forma do corpo expelir tecido uterino. Em linhas gerais, o propósito do ciclo menstrual é livrar o corpo de todas as toxinas e desperdícios. Em algumas mulheres esse processo de expulsão é feito através de coágulos de sangue.

  • Sintomas da implantação embrionária

    Sintomas da implantação embrionária

    A implantação embrionária é o processo através do qual o embrião fixa-se no endométrio de forma a continuar o seu desenvolvimento. O aumento das hormonas após a implantação gera sintomas de gravidez.

    Divisões embrionárias até a implantação

    Sangramento vaginal

    O sangramento devido à implantação costuma acontecer alguns dias após essa mesma implantação. Durante este sangramento o sangue apresenta uma textura mais fluída que durante a menstruação. A sua cor pode variar entre o rosado e o acastanhado. A duração deste sangramento mudade mulher para mulher.

    Outros sintomas da implantação que podem ser notados se se manifestarem depois da menstruação são:

      • Cólicas, de um ou dois dias de duração, muito similares as dores que se sentem durante a menstruação
      • Ligeiro inchaço do seios, sobretudo das auréolas.
      • Perturbações digestivas.
      • Vontade frequente de urinar.
      • Sonolência, sobretudo depois das refeições.
      • Náuseas e vómitos, especialmente pela manhã, a partir da segunda semana de gestação.
      • Aversão a certas comidas e odores.
      • Primeiros desejos alimentícios.

    Fixação embrionária no útero

    A observação excessiva de qualquer sintoma de gravidez conjugado com o desejo exacerbado de ser mãe pode fazer com que uma mulher acredite que está gravida apesar de não o estar.

    De qualquer modo, o melhor a fazer é realizar um teste de gravidez depois de passados, pelo menos, 12 dias da ovulação.

  • Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Muitas mulheres começam a apresentar os primeiros sintomas de uma gravidez poucos dias depois da implantação do embrião no útero, enquanto outras só manifestam esses sintomas mais tardes ou não o chegam a fazer. Na grande maioria das mulheres os primeiros sintomas de uma gravidez manifestam-se 7 ou 14 dias depois da concepção.

    Se a mulher exibe apenas um sintoma, a probabilidade de haver uma gravidez é menor, mas se vários sintomas manifestam-se ao mesmo tempo é possível que a mulher esteja gravida e já o saiba mesmo antes do atraso menstrual.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Se a concepção aconteceu durante o período de ovulação, o óvulo fertilizado demorará cerca de 7 dias a chegar ao útero e a fixar-se nas suas paredes. Desde esse momento, as hormonas libertadas pelo corpo da mulher e pelo embrião serão as responsáveis pelo aparecimento dos primeiros sintomas de gravidez e pela preparação do corpo para manter o feto no útero materno até ao momento do nascimento.

    A hormona gonadotrofina coriónica humana é libertada pela placenta e encontra-se, em grandes quantidades, na corrente sanguínea desde a sétima semana até a décima segunda semana de gravidez. Posteriormente, os seus níveis baixarão. Está hormona é o principal indicador de uma gravidez.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Os primeiros sintomas de uma gravidez são muito similares aos sintomas pré-menstruais e podem ser difíceis de distinguir. De seguida enumeraremos os primeiros sintomas de uma gravidez:

    • Mudanças nos seios. Para além de haver um aumento da sensibilidade e do tamanho dos seios, as auréolas começam a escurecer.
    • Mudanças na vagina. O aparecimento de um pequeno sangramento entre o sétimo e o décimo dia depois da fertilização é bastante comum. Este sangramento acontece devido a implantação do óvulo fertilizado nas paredes do útero.
    • Sensação de cansaço. É normal que a mulher gravida sinta um leve mal-estar durante os primeiros dias de gravidez devido ao aumento da temperatura basal, ao aumento do seu ritmo cardíaco, a baixa pressão arterial e a maior sensação de sono.
    • Mudanças no olfacto e aversão a certos alimentos. A sensibilidade do olfacto aumenta durante a gravidez.
    • Náuseas e vómitos. As náuseas só costumam ser sentidas depois de um mês de gravidez mas algumas mulheres sentem-nas mais cedo. Quando o segundo trimestre de gravidez começa a maior parte das mulheres deixa de sentir náuseas.

    Náuseas, enjoos e vómitos como sintomas de uma gravidez

    • Inchaço abdominal. Este inchaço ocorre devido as mudanças hormonais. O estrogénio provoca retenção de líquidos.
    • Aumento da vontade de urinar. Durante os primeiros meses de gravidez as hormonas são responsáveis pelo aumento da irrigação de sangue na região pélvica. Assim, durante as primeiras semanas de gravidez, a mulher sente um aumento na vontade de urinar.
    • Aumento da temperatura basal. Quando a mulher engravida a sua temperatura sobe pelo menos meio grau.
    • Mudanças de humor. É normal que as mudanças hormonais causem mudanças de humor.
    • Desejos. A hormona HCG causa mudanças sensoriais que provocam desejo por determinados alimentos.

    A maioria dos sintomas acima mencionados podem manifestar-se antes da menstruação. Contudo, um dos sintomas mais claros da gravidez é a ausência de menstruação.

  • Posso engravidar durante a menstruação?

    Posso engravidar durante a menstruação?

    Esta é uma pergunta muito frequente entre as mulheres e a sua resposta é sim. Apesar das probabilidades serem escassas não são nulas.

    Normalmente, os ovários libertam um óvulo na metade do ciclo menstrual (entre 12 e 15 dias depois do inicio do ciclo). Portanto, quando o ciclo menstrual está na sua metade é quando há mais hipóteses de uma mulher engravidar.

    A fertilização ocorre quando o espermatozóide funde-se com o óvulo enquanto este desce pelas trompas de Falópio até ao útero. Se o óvulo não é fertilizado depois de chegar ao útero é expelido para o exterior durante a menstruação.

    É possível engravidar durante a menstruação?

    Normalmente, quando um mulher está menstruada os ovários já estão preparando um novo ovócito para o seguinte ciclo. Esse ovócito apenas será libertado cerca de 15 dias após o início do ciclo , logo não deveria ser possível engravidar até ao momento de libertação desse ovócito. Contudo, nem todas as mulheres têm a mesma duração do ciclo menstrual. Na maioria das mulheres o ciclo é de 28 dias mas em algumas é mais curto (23 ou 25 dias, por exemplo). As mulheres que têm um ciclo menstrual mais curto podem ovular antes do fim da menstruação (de facto quanto mais curto for o ciclo mais aproximadas estarão a ovulação e a menstruação), logo, se mantiverem relações sexuais enquanto estão menstruadas podem ficar gravidas. Para além disto, os espermatozóides permanecem no aparelho reprodutor até 4 dias depois da ejaculação, podendo fertilizar o novo óvulo.

    O mesmo ocorre em mulheres que têm ciclos irregulares pois é difícil apontar o momento exacto da ovulação. Também existem mulheres que ovulam cedo no décimo dia do ciclo em vez de no décimo quinto. Se mantiverem relações sexuais durante este período, essas mulheres podem engravidar.

    Um outro factor que pode afectar o ciclo menstrual de uma mulher é o stress. Se uma mulher está stressada o seu período pode aparecer mais cedo, uma vez que o stress afecta o correcto funcionamento do organismo.

    Relações sexuais com o período

    Por fim, se uma mulher apresenta sangramento vaginal devido a uma infecção do útero ou cisto pode confundir esse sangramento com a menstruação. Assim, a mulher não sabe em que fase encontra-se o seu ciclo menstrual.

    Por tudo isto, podemos afirmar que há possibilidades de uma mulher engravidar durante a menstruação. Se não deseja correr riscos e ter uma gravidez indesejada deve sempre usar protecção quando tem relações sexuais.

  • Líquido Amniótico

    Líquido Amniótico

    O líquido amniótico encontra-se no interior do saco amniótico, a sua principal função é envolver o embrião, proporcionar um meio ambiente adequado para o desenvolvimento do embrião e protege-lo através da amortização.

    Começa a formar-se a partir das duas semanas de gestação. Inicialmente é, basicamente, composto por água e durante o processo de gravidez incorpora na sua constituição proteínas, hidratos de carbono, açucares e electrólitos que contribuem para o desenvolvimento do feto. Contudo, o seu principal componente é a urina fetal.

    O líquido amniótico é produzido pela urina do feto e pelas células da cavidade amniótica. O líquido está em circulação e o feto ingere-o e expulsa-o constantemente, contribuindo para a sua renovação. A quantidade máxima de líquido amniótico durante a gravidez é de 800ml na 34ª semana de gestação. Na 40ª semana de gestação o líquido ocupa um volume de 600ml aproximadamente.

    Este líquido contem proteinas, carbohidratos, restos de urina, células do saco amniótico e água.

    As funções deste líquido são:

    • Proteger o embrião ou feto de todos os golpes externos ou movimentos súbitos.
    • Amortecer os movimentos do feto para que a mãe não sinta dor.
    • Resguardar o embrião das mudanças de temperatura.
    • Proporcionar mobilidade ao feto, evitando que o saco amniótico fique colado.
    • Permitir o correcto desenvolvimento dos pulmões do feto.

    Um dos exames pré-natais que pode ser realizado é uma amniocentese. Durante este exame uma pequena quantidade de líquido amniótico é extraído para que a informação genética do feto possa ser analisada.

    As alterações na quantidade de líquido amniótico podem requerer um controlo adicional da gravidez.

  • Menopausa Precoce

    Menopausa Precoce

    As mulheres têm, desde o momento do seu nascimento, todos os óvulos que se desenvolverão ao longo da sua vida. Neste caso o aparelho reprodutor feminino funciona de forma diferente do aparelho reprodutor masculino que, a partir da puberdade é capaz de fabricar espermatozóides nos testículos.

    As mulheres têm todos os folículos nos seus ovários e, a partir da puberdade, esses folículos desenvolvem-se e produzem um óvulo todos os meses. Se esse óvulo não é fertilizado é expulso pelo organismo na forma de menstruação. Este processo repete-se até, em média, aos 45 anos momento no qual a reserva ovaárica esgota-se e a menopausa tem início.

    Falência ovariana precoce

    No caso de mulheres que sofram de uma falência ovárica prematura, a perda de função dos ovários ocorre antes dos 40 anos ou até durante a adolescência.

    Este é um problema relativamente frequente que afecta, aproximadamente, 14% das mulheres em idade fértil.

    Sintomas

    Os sintomas de uma menopausa precoce são muito similares aos de uma menopausa normal e manifestam-se devido a falta de estrogénio.

    A ausência da menstruação é o sintoma que mais chama a atenção sobretudo nas mulheres mais jovens. Outros sintomas incluem:

    • Sensação sufocante
    • Suores
    • Alterações emocionais
    • Alterações do sono
    • Secura vaginal
    • Diminuição do desejo sexual

    Sintomas da falência ovárica precoce

    Diagnóstico

    Exames físicos e ginecológicos são a melhor forma de diagnosticar esta doença. As análises de sangue e dos níveis hormonais são, também, muito importantes.

    Nos casos de menopausa precoce, as analises indicarão a existência de uma diminuição do estradiol (hormona produzida pelo ovário) e, como consequência, um aumento dos níveis normais da hormona estimulante dos folículos FSH.

    Causas

    Em muitos casos não é possível determinar as causas de uma falência ovárica precoce. Contudo, as causas mais frequentes são:

    • Alterações genéticas nos cromossomas.
    • Doenças auto-imunes. Neste caso o sistema imunitário produz anticorpos que actuam contra o ovário e destroem ou alteram a reserva ovárica.
    • Tratamentos contra o cancro como a quimioterapia e a radioterapia. Dependendo da intensidade destes tratamentos, a falência ováricapode ser reversível.
    • Cirurgias em que o ovário foi completa ou parcialmente retirado.
    • Materiais tóxicos como o tabaco, os solventes, etc.
    • Antecedentes familiares. Se a mãe ou irmã de uma mulher tiveram uma menopausa precoce, a mulher deve entrar em contacto com o seu médico, uma vez que esta é uma alteração que ocorre com maior frequência dentro da mesma família.

    Falência ovárica precoce. Causas

    Consequências

    Como consequência do défice de produção de estrogénio as mulheres com falência ováricarematura têm uma maior tendência para desenvolver problemas de osteoporose e doenças cardiovasculares.

    Outra possível consequência da menopausa precoce é a esterilidade. Quando a falência ovárica é espontânea e o cariótipo é normal, o ovário pode funcionar de forma intermitente. Assim, entre 5% e 10% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Contudo, se uma mulher com falência ováricarecorre a uma clínica de reprodução, e se depois de vários tratamentos de fertilização in vitro não consegue engravidar, a melhor opção para si é a adopção de óvulos.

    Falência ovárica precoce. Consequências

    Tratamento

    O principal tratamento baseia-se na terapia hormonal com estrogénio. Neste tipo de tratamento podem ser utilizadas pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogénio e progesterona) ou uma terapia hormonal substituta.

    É muito importante que as mulheres que sofrem de falência ovárica prematura compreendam a situação para que possam aceitar o diagnóstico. É imprescindível que recebam informações adequadas sobre o seu caso e, se necessário, que sejam acompanhadas psicologicamente por um especialista.

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