Categoria: Esterilidade

  • Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Para avaliar a vitalidade dos espermatozóides é feito um teste ao sémen do homem. A prova de vitalidade dos espermatozóides apenas é feita quando existem mais de 40% de espermatozóides imóveis.

    O teste de vitalidade é feito com o objectivo de comprovar que esses espermatozóides estão vivos e têm uma boa mobilidade. Esta prova é, igualmente conhecida pelo nome de teste de William Pollack.

    Para que o teste possa ser feito uma coloração com eosina é necessária.

    Os espermatozóides mortos têm perfurações e buracos nas suas membranas, logo, são permeáveis ao corante e ficam manchados. Os espermatozóides vivos têm a sua membrana intacta o que impede que apresentem manchas.

    Teste de vitalidade dos espermatozóides

    A amostra de sémen é observada em microscópio e uma contagem de 100 espermatozóides é feita. Posteriormente, a percentagem de espermatozóides vivos e mortos é calculada.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, se existirem mais de 58% de espermatozóides vivos a amostra de sémen é considerada normal. Se essa percentagem for inferior a 58% existe uma alteração do sémen.

    A necroespermia é uma doença caracterizada pela existência de mais de 80% de espermatozóides mortos.

  • Espermatozóides e Antioxidantes

    Espermatozóides e Antioxidantes

    Existem duas moléculas que afectam o desenvolvimento e a qualidade dos espermatozóides. Essas moléculas são os radicais livres e o oxigénio activo.

    Os radicais livres são espécies quimicamente instáveis e capazes de causar danos nas estruturas celulares. O oxigénio é a substância mais oxidante do nosso organismo, oxida as células provocando o envelhecimento celular.

    Antioxidantes e Espermatozóides

    Estas moléculas geram-se ao fumar, ao ter uma dieta rica em gorduras, ao ingerir azeites vegetais refinados, etc. O stress e a exposição excessiva às radiações solares e poluição ambiental contribuem, também, para a produção de radicais livres.

    Os estudos realizados indicam que nas pessoas fumadoras a capacidade antioxidante do sangue é reduzida.

    Antioxidantes

    Os antioxidantes são moléculas capazes de retardar ou prevenir a oxidação das células.

    O nosso corpo é composto por complexos sistemas de antioxidantes como é o caso das enzimas e das vitaminas C, E e A. O selénio, o zinco e o magnésio potenciam a acção destas vitaminas.

    Os antioxidantes que se encontram de forma natural no sémen incluem, por exemplo, as vitaminas C e E.

    Existem estudos que afirmam que os homens com problemas de fertilidade têm uma menor concentração de antioxidantes no seu sémen. Nestes casos é recomendado que os homens incluíam suplementos antioxidantes na sua dieta que possam reduzir o stress oxidativo e melhorar a qualidade do sémen.

    Stress oxidativo

    Os antioxidantes podem ser encontrados no alho, no arroz integral, no café, nos brócolos, no gengibre, nas cebolas, nos citrinos e nos tomates, entre outros alimentos.

    A vitamina C os carotenóides encontram-se nas frutas e verduras; a vitamina E nos azeites vegetais virgens; a vitamina A nas cenouras e no mango e os antioxidantes na fruta, na soja, no chocolate, no café, no chá e no vinho tinto.

  • Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    Esterilidade Feminina devido a um Factor Cervical

    O factor cervical é uma das causas de esterilidade nas mulheres quando existem alterações anatómicas e/ou funcionais do colo do útero que interferem com a correcta migração dos espermatozóides até as trompas de Falópio.

    Alterações funcionais da cervical

    Os elementos a ter em conta são as características da mucosa, a permeabilidade quando os espermatozóides estão passando, as alterações do mecanismo de migração dos espermatozóides, etc.

    Alterações anatómicas da cervical

    Estas alterações incluem processos obstrutivos como pólipos, quistos, etc. Traumatismos temporários que causam rasgos, fístulas ou incontinência e que alteram o funcionamento do colo do útero são, também, processos obstrutivos.

    Se uma mulher com esterilidade por factor cervical pretende engravidar deve informar-se sobre a inseminação artificial. É, também, importante conhecer os resultados de exames realizados ao sémen do homem.

  • Síndrome dos Ovários Policísticos

    Síndrome dos Ovários Policísticos

    Um dos problemas de fertilidade que afecta mais mulheres é o síndrome dos ovários policísticos (SOP), também conhecido como síndrome de Stein-Leventhal, em honra dos médicos que o descobriram.

    20% das mulheres em idade reprodutora apresentam ovários policísticos e 50% dessas são diagnosticadas com um síndrome de ovário policístico de origem metabólica que afecta a fertilidade como consequência de um problema sistémico.

    Este síndrome é um problema que não deve ser confundido com os ovários policísticos. Os ovários policísticos são causados por uma alteração no funcionamento da função ovárica que impede que os folículos amadureçam e libertem os óvulos,  que se transformam em quistos no ovário. Em muitas ocasiões, a menstruação é irregular mas, se o outro ovário funcionar bem, é possível que uma mulher engravide. Se este for o caso não se trata do síndrome.

    O síndrome produz um desajuste hormonal: as mulheres têm as chamadas hormonas femininas (estrogénio e progesterona) mas têm, também, apesar de que em baixas quantidades, uma hormona masculina: o andrógeno. O síndrome faz aumentar a produção da hormona masculina e o ciclo menstrual da mulher não é regular. No ovário os folículos não libertam os óvulos porque esses não amadurece, criando quistos.

    Problemas de fertilidade feminina

    O síndrome do ovário policístico é diagnosticado se a mulher apresentar pelo menos dois dos seguintes indicadores:

    • Presença de sintomas de hiperandroginismo devido a uma produção excessiva da hormona masculina. Um desses sintomas é, por exemplo, o crescimento excessivo de pelos.
    • Ovário policístico, córtex do ovário muito grosso e quistos no ovário causados pela não libertação dos folículos.
    • Número reduzido de ciclos menstruais ao longo do ano.

    O síndrome do ovário policístico ocorre devido a resistência à insulina. O corpo não assimila a glucose ingerida e gera mais insulina. A hormona da insulina actua directamente sobre os ovários e altera as hormonas femininas encarregues do processo de maturação e libertação dos folículos, impedindo que o ciclo menstrual seja regular e afectando, consequentemente, a fertilidade da mulher.

    Sintomas

    • Menstruações irregulares: oligomenorreia (ciclos menstruais superiores a 35 dias) ou amenorreia (ausência de menstruação).
    • Hirsutismo.
    • Acne.
    • Esterilidade por não ovulação.
    • Alterações hormonais: testosterona elevada, hormona LH elevada, hormona andrógena elevada, etc.
    • Resistência à insulina.
    • Ovários policísticos.
    • Hipoplasia mamaria e uterina.
    • Obesidade
    • Acantose nigricans: manchas escuras na pele que aparecem junto ao pescoço ou axilas.

    Tratamento

    As mulheres com síndrome de ovário policístico que apresentam uma ovulação irregular podem regulá-la através da administração de progesterona. A metformina, um medicamento antidiabético, tem sido utilizado na dessensibilização dos ovários ao excesso de insulina para que o amadurecimento folicular possa ocorrer.

  • Teratospermia

    Teratospermia

    A teratospermia é uma alteração que se produz no homem quando mais de 95% dos seus espermatozóides têm uma morfologia estranha ou anormal.

    A Organização Mundial de Saúde considera que um homem com, no mínimo, 4% de espermatozóides com boa morfologia não tem problemas de fertilidade. No caso de homens com percentagens mais baixas falamos de infertilidade por teratospermia. Este valor de referência mudou no ano de 2010. Anteriormente era de 14%.

    Segundo o critério de Kruger, valores iguais ou superiores a 15% de espermatozóides com boa morfologia são considerados normais. Este critério é mais estrito que o da OMS, que é o de referência mundial.

    O exame de diagnóstico desta alteração é a análise da morfologia dos espermatozóides mediante um espermograma. Durante este exame são analisados:

    • A cabeça do espermatozóide
    • A cauda do espermatozóide
    • O corpo do espermatozóide

    Quando existem problemas de morfologia dos espermatozóides, se a sua concentração for boa e não existirem outros problemas, a inseminação artificial é recomendada. Se houver mais problemas ou se a concentração de espermatozóides na amostra de sémen não for muito boa, a técnica de reprodução assistida escolhida é a fertilização in vitro. Nos casos mais complicados de teratospermia as técnicas ICSI ou IMSI são as mais utilizadas porque permitem escolher o espermatozóide com melhor morfologia.

  • Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    A esterilidade devido a um factor testicular inclui todos aqueles factores que podem afectar directamente os testículos. Esta esterilidade pode acontecer devido a causas congénitas (que manifestam-se desde o nascimento) ou devido a agentes externos que a desencadeiam.

    A insuficiência testicular por causas congénitas ocorre devido a alterações nos cromossomas ou genes, como por exemplo, o síndrome de Klinefelter, o síndrome de Noonan e defeitos genéticos no cromossoma Y.

    Os agentes externos que podem causar danos nos testículos são fármacos contra doenças como o cancro, a quimioterapia e a radioterapia e outros medicamentos fortes. As drogas, o álcool e o tabaco podem, também, ter influência neste tipo de insuficiência.

    Existem diferentes tipos de insuficiência testicular, como por exemplo:

    • Criptorquia.
    • Varicocele.
    • Orquite.
    • Hidrocele.
    • Aplasia de células germinativas.
    • Traumatismos.
  • Menopausa Precoce

    Menopausa Precoce

    As mulheres têm, desde o momento do seu nascimento, todos os óvulos que se desenvolverão ao longo da sua vida. Neste caso o aparelho reprodutor feminino funciona de forma diferente do aparelho reprodutor masculino que, a partir da puberdade é capaz de fabricar espermatozóides nos testículos.

    As mulheres têm todos os folículos nos seus ovários e, a partir da puberdade, esses folículos desenvolvem-se e produzem um óvulo todos os meses. Se esse óvulo não é fertilizado é expulso pelo organismo na forma de menstruação. Este processo repete-se até, em média, aos 45 anos momento no qual a reserva ovaárica esgota-se e a menopausa tem início.

    Falência ovariana precoce

    No caso de mulheres que sofram de uma falência ovárica prematura, a perda de função dos ovários ocorre antes dos 40 anos ou até durante a adolescência.

    Este é um problema relativamente frequente que afecta, aproximadamente, 14% das mulheres em idade fértil.

    Sintomas

    Os sintomas de uma menopausa precoce são muito similares aos de uma menopausa normal e manifestam-se devido a falta de estrogénio.

    A ausência da menstruação é o sintoma que mais chama a atenção sobretudo nas mulheres mais jovens. Outros sintomas incluem:

    • Sensação sufocante
    • Suores
    • Alterações emocionais
    • Alterações do sono
    • Secura vaginal
    • Diminuição do desejo sexual

    Sintomas da falência ovárica precoce

    Diagnóstico

    Exames físicos e ginecológicos são a melhor forma de diagnosticar esta doença. As análises de sangue e dos níveis hormonais são, também, muito importantes.

    Nos casos de menopausa precoce, as analises indicarão a existência de uma diminuição do estradiol (hormona produzida pelo ovário) e, como consequência, um aumento dos níveis normais da hormona estimulante dos folículos FSH.

    Causas

    Em muitos casos não é possível determinar as causas de uma falência ovárica precoce. Contudo, as causas mais frequentes são:

    • Alterações genéticas nos cromossomas.
    • Doenças auto-imunes. Neste caso o sistema imunitário produz anticorpos que actuam contra o ovário e destroem ou alteram a reserva ovárica.
    • Tratamentos contra o cancro como a quimioterapia e a radioterapia. Dependendo da intensidade destes tratamentos, a falência ováricapode ser reversível.
    • Cirurgias em que o ovário foi completa ou parcialmente retirado.
    • Materiais tóxicos como o tabaco, os solventes, etc.
    • Antecedentes familiares. Se a mãe ou irmã de uma mulher tiveram uma menopausa precoce, a mulher deve entrar em contacto com o seu médico, uma vez que esta é uma alteração que ocorre com maior frequência dentro da mesma família.

    Falência ovárica precoce. Causas

    Consequências

    Como consequência do défice de produção de estrogénio as mulheres com falência ováricarematura têm uma maior tendência para desenvolver problemas de osteoporose e doenças cardiovasculares.

    Outra possível consequência da menopausa precoce é a esterilidade. Quando a falência ovárica é espontânea e o cariótipo é normal, o ovário pode funcionar de forma intermitente. Assim, entre 5% e 10% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Contudo, se uma mulher com falência ováricarecorre a uma clínica de reprodução, e se depois de vários tratamentos de fertilização in vitro não consegue engravidar, a melhor opção para si é a adopção de óvulos.

    Falência ovárica precoce. Consequências

    Tratamento

    O principal tratamento baseia-se na terapia hormonal com estrogénio. Neste tipo de tratamento podem ser utilizadas pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogénio e progesterona) ou uma terapia hormonal substituta.

    É muito importante que as mulheres que sofrem de falência ovárica prematura compreendam a situação para que possam aceitar o diagnóstico. É imprescindível que recebam informações adequadas sobre o seu caso e, se necessário, que sejam acompanhadas psicologicamente por um especialista.

  • Astenozoospermia

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia, ou asternospermia, é uma alteração que se produz no homem devido a uma baixa mobilidade dos seus espermatozóides. De forma coloquial esses espermatozóides são apelidados de lentos ou preguiçosos.

    O espermograma é o exame de diagnóstico que pode detectar esta alteração. Em laboratório, e utilizando um microscópio, são contados 100 espermatozóides e a percentagem de espermatozóides com mobilidade progressiva, com mobilidade não progressiva (que têm movimento mas não se deslocam) e sem mobilidade é determinada.

    Para que a avaliação desta diversidade de deslocações seja correcta é necessário um especialista com um ´olho treinado´, já que, os espermatozóides perdem movimento com o passar do tempo. SValores considerados

    Valores considerados

    Segundo os criterios estabelecidos pela OMS, um homem padece de astenozoospermia, isto é, os seus espermatozóides s têm uma mobilidade normal, quando apresentam:

    • Valores iguais ou superiores a 40% de espermatozóides móveis (progressivos e não progressivos).
    • Valores superiores a 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva, isto é, capazes de mover-se e avançar.

    Nóveis inferiores aos mencionados são indicativos de uma asternozoospermia.

    Causas da astenozoospermia

    As causas da asternozzospermia ainda nao são claras. Não obstante, é sabido que a mobiidade dos espermatozóides é influênciada pelos seguintes factores:

    • Presença de anticorpos anti esperma.
    • Consumo excessivo de álcool ou outreas drogas (tabaco, marihuana, etc).
    • Idade avançada: a mobilidade diminui a partir dos 45 anos.
    • Febre
    • Exposição a agentes tóxicos(fertilizantes, solventes químicos).
    • Infecções que afectam o sémen.
    • Má alimentação.
    • Exposição prolongada ao calor.
    • Problemas testiculares.
    • Teratozoospermia, isto é, alterações na forma dos espermatozóides.
    • Tratamentos oncológicos como a quimioterapia e a radioterapia.
    • Varicocele

    Astenozoospermia como causa de infertilidade

    O objectivo final dos espermatozóides é fertilizar o óvulo e gerar um novo ser. Para isto, têm de percorrer um longo e complicado caminho dentro do sistema reproductor feminino até as trompas de Fallópio, onde está o óvulo. Apenas um espermatozóide terá a habilidade e velocidade necessárias para chegar a meta. Por este motivo, a velocidade dos espermatozóides é importante.

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina. Sem movimentos progressivos, os espermatozóides não são capazes de alcançar e fertilizar o óvulo.

    Tratamento

    Para aumentar a velecidade do esperma é importante levar uma vida saudável, evitar o consumo de drogas e reduzir a exposição ao calor. Isto pode contribuir para a recuperaçao da fertilidade em casos de astenozoospermia moderada ou leve.  .

    E, casos de astenozoospermia severa, receuperar a fertilidade é muito complicado.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma amostra de sémen com 40% de espermatozóides móveis ou com 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva é considerada normal. Níveis inferiores implicam a existência de um problema de fertilidade.
    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina.

    Homens que apresentam esta alteração no sémen, e que desejam ter descendência, são aconselhados a visitar uma clínica de reprodução assistida. Dependendo do grau de astenozoospermia os especialistas recomendarão o tratamento mais apropriado: FIV ou ICSI. A inseminação artificial não está indicada nos casos de baixa mobilidade dos espermatozóides.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

  • Ejaculação Retrógrada

    Ejaculação Retrógrada

    Homens que padecem de ejaculação retrógrada não expulsam o seu sémen através da uretra, mas ejaculam dentro da bexiga.

    Num homem que apresenta uma ejaculação normal, o sémen é transportado através dos túbulos, passa pela bexiga antes de chegar ao pénis e finalmente é expelido pela uretra. Depois da passagem do sémen pela bexiga, o esfíncter fecha e o sémen chega ao fim do pénis devido a pressão positiva.

    Espermatozóides

    Os homens com ejaculação retrógrada apresentam um problema no esfíncter da bexiga que não fecha correctamente, dificultando a passagem do sémen através da uretra. Assim, o sémen volta para trás e a ejaculação ocorre na bexiga.

    Os homens com este tipo de transtorno não são capazes, em geral, de expelir o sémen. A sua urina depois do orgasmo costuma ser turva devido a presença dos espermatozóides. Não apresentam qualquer outro sintoma.

    A ejaculação retrógrada pode ser causada por:

    • Diabetes.
    • Medicamentos utilizados para a hipertensão.
    • Cirurgia na próstata ou uretra.

    Gravidez com ejaculação retrógrada

    A ejaculação retrógrada não é considerada uma doença, mas sim uma alteração com graves consequências para a fertilidade masculina. Um homem que sofra de ejaculação retrógrada tem dificuldades em conseguir engravidar a sua companheira de forma natural, já que, a maior parte dos seus espermatozóides ficam detidos na urina.

    Existem várias opções de tratamento com o objectivo de conseguir uma gravidez. A mais aplicada nas clínicas de reprodução é a seguinte: o homem deve manter abstinência durante 2 a 4 dias e, depois, com a bexiga vazia, deve masturbar-se e recolher o sémen ejaculado. É imprescindível que a urina depois da masturbação seja também recolhida porque é ali onde estão concentrados o maior número de espermatozóides. Ademais, nos dias anteriores a recolha de sémen o homem deve consumir bicarbonato para assim proteger os espermatozóides da urina.

    Ter um filho com ejaculação retrógrada

    Os espermatozóides recolhidos são tratados em laboratório e podem ser utilizados na técnica de reprodução assistida mais adequada tendo em conta a qualidade dos espermatozóides e sua mobilidade.

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