Categoria: Esterilidade

  • Impotência Sexual

    Impotência Sexual

    A impotência sexual é a incapacidade do homem manter o pénis erecto durante o tempo necessário para manter uma relação sexual completa. Para que seja considerado impotência o problema tem de persistir durante um mínimo de três meses.

    Os problemas de erecção podem manifestar-se em qualquer momento da vida de um homem e podem aparecer de forma gradual ou de repente, impedindo o homem de introduzir o pénis na vagina ou que a sua erecção perdure durante o tempo necessário para manter uma relação sexual normal.

    Causas

    A impotência sexual tem várias causas. Num primeiro momento pensou-se que a causa psicológica era a mais comum, contudo, cerca de 80% dos casos de impotência sexual estão associados a alterações anatómicas.

    A principal causa anatómica da disfunção sexual é uma alteração nas artérias ou nas veias que impedem que chegue ao pénis o fluxo de sangue necessário para produzir uma erecção. Isto pode acontecer devido a:

    • Diabetes: dificulta a manutenção da erecção.
    • Doenças que afectam os rins.
    • Alcoolismo crónico.
    • Lesão no pénis próstata ou bexiga.
    • Baixo nível de testosterona e problemas hormonais.

    Casal com problemas de impotência sexual

    Tratamento

    Antes do início do tratamento para a impotência sexual é necessário averiguar qual a sua causa. Se, por exemplo, a impotência teve início após a administração de um fármaco, um médico que possa indicar outro medicamento que não tenha esse efeito secundário deve ser consultado. Alguns tratamentos para a pressão arterial podem produzir este tipo de problemas.

    Remédios naturais

    Apesar da eficácia de muitos destes remédios naturais não convencer a comunidade médica, muitos homens acreditam na sua eficiência. A ingestão de trigo germinado, aveia, sementes de sésamo, tomate e alho está indicada no caso de uma impotência sexual. Na medicina tradicional chinesa ginseng é utilizado para aumentar a erecção do pénis. Ademais, o consumo de canela e noz-moscada é aconselhado devido as propriedades afrodisíacas destes alimentos.

    Terapia psicológica

    Consultar um especialista em psicológica pode ajudar a curar a impotência sexual causada pelo stress. Actualmente existem várias técnicas de relaxamento que ajudam a diminuir o stress e preocupações. Desta forma, a ansiedade causada pela necessidade de ¨estar a altura durante a relação sexual¨ pode diminuir, fazendo com que os problemas de erecção desapareçam.

    Viagra

    Desde a sua invenção em 1998 o viagra tem contribuído para a erradicação de muitos problemas de disfunção eréctil principalmente em homens com impotência devido a sua idade ou pouco fluxo sanguíneo.

    Viagra

    É importante consultar um médico antes de tomar este medicamento devido aos seus efeitos secundários. Se o medicamento for indicado pelo médico, uma pastilha deve ser ingerida uma hora antes do início do acto sexual. O viagra é composto por um óxido nítrico que desempenha um importante papel no processo de erecção do pénis.

  • Hipospádia

    Hipospádia

    A hipospádia é uma anomalia congénita definida como uma malformação da uretra masculina. É caracterizada pela abertura da uretra em uma localização anormal. A hipospadia está, também, associada a uma malformação do prépucio que, normalmente, não se desenvolve completamente e a existência de um pénis com uma curvatura em direcção ao ventre.

    Impacto psicológico

    Existem diferentes tipos de hipospádia que dependem da sua localização no orifício da uretra ou em uma outra zona. Quanto mais afastada da glande do pénis estiver, maior é a sua gravidade.

    Devido a curvatura do pénis, esta malformação é considerada uma causa de disfunção sexual pois pode impossibilitar mecanicamente o acto sexual. A anormal posição do orifício da uretra pode, ainda, impedir a ejaculação na vagina.

    Esta é uma anomalia comum nos homens. Estima-se que apareça em cerca de 1 a 8 recém-nascidos em cada 1000. A hipospádia tem consequências estéticas e funcionais e, possivelmente, psicológicas.

    A posição do meato urinário impede que a criança urine de pé e, se o orifício for demasiado estreito podem existir, inclusivamente, dificuldades para urinar.

    A hipospádia pode, por vezes, ser acompanhada de outros tipos de malformações que podem comprometer a fertilidade do homen como a criptorquidia ou a existência de testículos ocultos. O diagnóstico de pseudohermafroditismo deve ser tido em conta.

    Causas

    Entre as causas que dão origem a esta malformação está uma mutação genética capaz de dar origem a uma deficiência nos receptores andrógenos. Em alguns casos, esta mutação pode ser herdada, logo, crê-se que há uma certa pré-disposição genética quando há um membro da família que já sofre de hipospádia.

    Estima-se que existe uma probabilidade de 20% de esta doença aparecer em membros da mesma família.

    Acredita-se, também, que a perturbação dos receptores androgénicos embrionários por factores ambientais pode ser uma das responsáveis pela hipospádia, bem como, a realização de algum tipo de tratamento hormonal durante o primeiro trimestre de gestação.

    Tipos

    • Hipospádia posterior. Esta hipospadia é a mais grave e tem uma incidência de 20%. O orifício da uretra encontra-se muito distante da glande do pénis, na zona de união do escroto com o pénis ou na base do pénis. Este tipo de hipospádia é acompanhada da presença de um pénis muito curvado.
    • Hipospádia media. Constitui cerca de 10% dos casos e é de uma gravidade média. Neste caso o orifício da uretra encontra-se na parte media do pénis dando origem a uma certa curvatura do pénis em direcção ao ventre.
    • Hipospádia anterior. É o tipo de hipospádia mais comum (70% dos casos) e a menos grave. O meato urinário encontra-se perto da glande e o pénis parece esteticamente normal, quase sem curvatura.

    Tratamentos

    O tratamento de eleição é o cirurgico. Devido ao impacto psicológico que esta anomalia pode causar na criança recomenda-se que a operação seja realizada numa idade precoce. O mais normal é que a operação seja feita antes dos três anos, mais especificamente entre os seis e os vinte e quatro meses.

    Tratamento da Hipospádia

    Um micropénis pode ser criado durante a operação devido a curvatura do pénis. Essa curvatura pode ser corrigida durante a operação e, se necessário, pode ser feita uma reconstrução da uretra e do prepúcio. Por vezes, o crescimento do pénis pode ser estimulado por um tratamento hormonal.

    Existem várias técnicas cirúrgicas para solucionar este problema. O especialista avaliará o caso e decidirá qual a técnica mais adequada.

    Normalmente, se o problema é resolvido em criança não tem consequências no futuro.

  • Esterilidade Feminina

    Esterilidade Feminina

    A esterilidade feminina faz referência a incapacidade de alcançar a fertilização por parte da mulher. Apesar de esta palavra ser, habitualmente, utilizada como sinónimo de infertilidade, as duas não têm o mesmo significado.

    Na esterilidade o problema está no óvulo (quando produzido), que não pode ser fertilizado pelo espermatozóide. Na infertilidade feminina a fertilização do óvulo é feita e há uma gravidez, contudo, e devido a causa originárias na mulher, essa gravidez não chega ao seu correcto término. Falamos de esterilidade feminina quando a mulher apresenta alguma alteração que a impede de ser mãe.

     Causas da esterilidade feminina

    As causas de esterilidade na mulher podem ser classificadas em quatro factores, dependendo de onde se encontra o problema:

    Factor endócrino ováriani

    Neste caso, o problema é produzido por alterações no ciclo menstrual ou ováriano ou pelo facto de que a mulher não é capaz de produzir óvulos. Este factor é denominado de endócrino porque o ciclo menstrual é controlado por diversas hormonas que intervêm, num momento determinado, no ciclo. Variações nestes níveis hormonais produzem alterações na menstruação. Alterações pontuais no ciclo menstrual são comuns e não são motivo de preocupação. A esterilidade acontece quando o problema persiste no tempo e quando chega a ser crónico.

    Mesmo na presença de menstruações regulares pode existir um problema de esterilidade por factor ováriano. Pode existir uma falha ovárica oculta que impeça a produção de um óvulo funcional e maduro capaz de sair do ovário. Outra causa possível está conectada com uma fase lútea insuficiente. Os ginecologistas avaliam a evolução do ciclo menstrual e, mediante alguns exames de sangue, controlam as concentrações hormonais, podendo detectar qualquer anomalia.

    Factor tubário

    O factor tubário faz referência as trompas de Falópio, que desempenham um papel fundamental na reprodução, visto que transportam o óvulo, permitem a entrada dos espermatozóides e é no seu interior onde ocorre a fertilização. Posteriormente, o embrião desloca-se pelas trompas de Falópio até chegar ao útero, onde implanta-se.

    As trompas devem ser permeáveis e funcionais para que uma gravidez natural possa ocorrer. Pelo menos uma delas deve estar em perfeitas condições. Se ambas estão obstruídas há uma esterilidade feminina por factor tubário.

    Factor cervical

    O colo do útero ou cérvice é o primeiro lugar que os espermatozóides têm de atravessar no seu caminho em direcção ao óvulo. Logo, se existem obstruções na forma de pólipos ou miomas, a entrada dos espermatozóides e fertilização do óvulo pode ser dificultada. Por outro lado, o muco cervical também ajuda na movimentação dos espermatozóides no interior do útero. Inflamações, infecções ou mudanças no PH podem provocar esterilidade na mulher.

    Problemas de fertilidade feminina

    Factor uterino

    A esterilidade no útero pode ser causada por malformações uterinas ou por problemas no endométrio, isto é, a camada interior do útero na qual ocorre a implantação do embrião.

    As alterações uterinas podem ser congénitas, ou seja, podem estar presentes desde o nascimento e pressupõem a existência de um útero com uma morfologia diferente da normal que o impede de ser funcional, ou podem produzir-se posteriormente. Neste último caso, a formação de pólipos ou miomas impedem que a gravidez possa evoluir com normalidade. Por outro lado, existe a endometriose, uma doença que consiste na inflamação do tecido endométrico. Segundo o grau de gravidade desta doença a fertilidade da mulher pode ser afectada.

    Existem, ainda, outros factores que afectam a esterilidade mas que podem produzir-se em ambos os sexos, como por exemplo:

    • A esterilidade de origem desconhecida.
    • O factor imunológico.
    • O factor psicológico.
  • Esterilidade Masculina

    Esterilidade Masculina

    A esterilidade masculina pode ter várias causas que se agrupam da seguinte forma:

    • Factor pré-testicular ou endócrino
    • Factor testicular
    • Factor pós-testicular
    • Factor de esperma

    Estes factores nem sempre são a causa da infertilidade do casal, já que, em cerca de 40% dos casos a causa da infertilidade é conjunta. Isto é, a soma da fertilidade dos dois membros do casal não é suficiente para conceber um filho. Existem, também, a esterilidade de origem desconhecida e problemas de infertilidade devido a causa imunológicas.

    Factores de esterilidade masculina

    Factor pré-testicular ou endócrino

    Este factor de esterilidade masculina é causado por problemas hormonais que alteram a segregação de hormonas feita pela hipófise. Estas hormonas estão envolvidas no desenvolvimento dos testículos, na produção de espermatozóides e no desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino em geral. Algumas substâncias ou medicamentos podem alterar este eixo hormonal e produzir problemas de fertilidade.

    Este tipo de problemas são, normalmente, detectados no momento do nascimento do bebé ou quando a criança tem uma idade precoce, uma vez que, é possível observar que os seus órgãos genitais não evoluíram correctamente.

    Factor testicular

    Factor testicular faz referência a todos os factores que podem afectar os testículos. Esta alteração pode ocorrer no momento do nascimento ou aparecer devido a agentes externos em qualquer momento da vida do homem.

    Os factores testiculares congénitos produzem-se devido a alterações genéticas, tanto ao nível cromossómico (síndrome de Klinelfelter) quanto a nível dos genes (síndrome de Noonan).

    O consumo de certos medicamentos ou drogas e certos traumatismos podem dar origem a um defeito testicular adquirido.

    Factor pós-testicular

    Os factores pós-testiculares são todos aqueles que afectam os espermatozóides após a sua saída dos testículos. A formação dos espermatozóides é denominada de espermatogénese e é feita no interior dos tubos do testículo. Depois de formados, os espermatozóides são transportados do epidídimo até a urecta. No momento da ejaculação são expelidos através da uretra.

    Alterações no esperma

    As obstruções e outros problemas no epidídimo, assim como as alterações na uretra podem produzir infertilidade nos homens. As infecções nas vias urinárias e a incapacidade de ejacular são, também, caracterizadas como alterações ao nível pós-testicular.

    Factor do esperma

    A infertilidade masculina causada por um factor de esperma é a mais comum. Nesta categoria estão incluídas todas as alterações nos espermatozóides. Nas consultas de infertilidade um espermograma é feito para comprovar a qualidade do sémen. Este exame avalia vários parâmetros como:

    • Concentração: a concentração de espermatozóides no sémen e a sua quantidade total na amostra ejaculada são medidas.
    • Mobilidade: a quantidade de espermatozóides que se movem e que são capazes de deslocar-se é observada.
    • Morfologia: comprova-se que a forma dos espermatozóides não apresenta alterações.
    • Vitalidade: é habitual observar espermatozóides mortos numa amostra de sémen. Contudo, pelo menos 58% dos espermatozóides devem estar vivos.

    Graças ao avanço nas técnicas de reprodução assistida muitos homens podem ser pais apesar dos seus espermatozóides apresentarem alterações.

  • IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    O desenvolvimento de processos de reprodução assistida tem aumentado nos últimos anos, dando origem a criação de novas e inovadoras técnicas. Essas novas técnicas são capazes de melhorar as taxas de êxito dos tratamentos de reprodução assistida. Contudo, é sempre preciso ter em conta que nenhuma destas técnicas tem uma eficácia de 100%.

    Uma das causas mais frequentes da infertilidade é o factor masculino. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o espermograma é a ferramenta de avaliação da fertilidade masculina mais objectiva porque detecta problemas na função testicular. Esses problemas são caracterizados pela diminuição do número de espermatozóides produzidos, pela pouca mobilidade dos espermatozóides e pela presença de espermatozóides com uma morfologia alterada. Este último parâmetro é o melhor indicador da fertilidade masculina, logo, uma utilização de espermatozóides com boa morfologia possibilita a existência de um maior número de gravidezes de sucesso.

    Nos casos em que o factor masculino é causa de infertilidade, a técnica mais utilizada é a microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Até pouco tempo, a análise e selecção dos espermatozóides ejaculados ou testiculares para utilização no processo de ICSI baseava-se na observação da cabeça, cauda e segmento intermédio dos mesmos. Contudo, o critério de observação e selecção dos espermatozóides que seriam microinjectados era da escolha do médico especialista, dotando este processo de uma certa subjectividade. Por esse motivo, foram introduzidas algumas modificações no processo de ICSI que deram origem ao que ficou conhecido como Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides Morfologicamente Seleccionados (IMSI).

    Vantagens da IMSI

    Esta nova técnica é muito vantajosa pois permite que seja feita, por exemplo, a selecção do espermatozóides em tempo real sem que esse sofra danos. Permite, ainda, a visualização dos espermatozóides com uma magnificação de 6.300. Esta visualização tão detalhada permite aos biólogos descartarem todos os espermatozóides que têm uma morfologia defeituosa.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, um espermatozóide ideal deve ter uma cabeça ovulada, a cauda recta, o núcleo fixo e ser transparente. Qualquer espermatozóide que não tenha essas características, não seria escolhido para fecundar o óvulo, já que, pode dar origem a uma fertilização falhada e aumentar a probabilidade de abortos.

    Indicações do IMSI

    A utilização da IMSI está indicada nos seguintes casos:

    • Quando já se realizaram várias tentativas falhadas de transferência de embriões. Essas tentativas podem ter falhado devido à não fertilização dos óvulos ou porque os óvulos ou embriões fertilizados não se desenvolveram.
    • Pacientes con teratospermia severa.
    • Pacientes com resultados alterados de fragmentação de ADN espérmico.
    • Casos de esterilidade de larga duração de origem desconhecida.

    Desvantagens da IMSI

    Os inconvenientes relacionados com esta técnica são, também, muito evidentes e têm dificultado a sua propagação generalizada.

    IMSI

    Em primeiro lugar, é um processo de longa duração que pode prolongar-se até 5 horas. Em segundo lugar, é um processo com um custo elevado, o que dificulta a sua implementação em laboratórios. Nos laboratórios que recorrem à esta técnica ela apenas é utilizada nos casos em que a qualidade do sémen é muito baixa ou em que sucessivas fertilizações in vitro e tentativas de ICSI falharam.

    Para que a eficácia desta técnica seja comprovada, são necessários mais estudos com amostras populacionais de maior dimensão.

  • Reprodução Assistida

    Reprodução Assistida

    Reprodução assistida refere-se ao conjunto de técnicas que implicam a manipulação das gâmetas e que são utilizadas no tratamento da infertilidade.

    Reprodução Assistida

    Até quase ao fim do século XX as pessoas com problemas de infertilidade tinham de resignar-se ao facto de que não poderiam ter filhos ou optar pela adopção no caso de desejarem formar uma família. Tudo isto mudou em 1978, com o nascimento de Louise Brown, o primeiro bebé-proveta.

    A reprodução assistida passou, assim, a ser uma solução para a esterilidade.

    A técnica que permitiu o nascimento deste bebé foi a fertilização in vitro (FIV) que consistiu na extracção de um óvulo da paciente e sua união com espermatozóides em uma placa de laboratório. O embrião foi dividido em até quatro células que, posteriormente, foram reimplantadas no útero da mãe. O sucesso desta primeira fertilização in vitro abriu as portas para o desenvolvimento de todo um conjunto de técnicas que hoje conhecemos como reprodução assistida.

    O conceito de reprodução assistida é muito amplo, uma vez que envolve a intervenção humana em grande parte do processo reprodutivo, como por exemplo:

    • Processo de ovulação
    • Processo de formação de espermatozóides
    • Manipulação do óvulo e/ou dos espermatozóides
    • Manipulação dos embriões

    O desenvolvimento de técnicas de reprodução assistida contribuiu, ainda, para o crescimento de outras ciências relacionadas com a reprodução, como é o caso da medicina reprodutiva. As técnicas de reprodução actuais permitem realizar uma extracção das células do pré-embrião para comprovar, através dessas mesmas células, se existem alterações nos cromossomas ou indicadores de doenças genéticas. Assim, apenas os embriões considerados saudáveis são reimplantados na mulher.

    Indicações da reprodução assistida

    As pessoas que têm problemas de fertilidade e não podem conceber um filho de forma natural são as que devem recorrer à reprodução assistida.

    Existem várias alterações na fertilidade que podem impedir ou dificultar o processo normal de reprodução. Algumas dessas alterações são:

    • A esterilidade, definida como a impossibilidade de engravidar após pelo menos um ano de vida sexual continua sem protecção.
    • A infertilidade refere-se à impossibilidade de levar ao seu correcto término uma gravidez, havendo, por vezes, o nascimento de um nado-morto.

    Indicações para o uso da reprodução assistida

    Técnicas de reprodução assistida

    As técnicas de reprodução assistida têm o grande objectivo de possibilitar a gravidez de mulheres estéreis ou inférteis e o nascimento de recém-nascidos saudáveis. O contínuo avanço da ciência e o desenvolvimento de novas tecnologias permitem que as técnicas de reprodução assistida estejam em constante evolução e que os protocolos e métodos de reprodução já existentes sejam melhorados.

    Actualmente, as principais técnicas de reprodução assistida são as seguintes:

    • Inseminação artificial, isto é, a implantação de espermatozóides de forma não natural na cavidade uterina.
    • Fertilização in vitro, ou seja, a fertilização de óvulos com espermatozóides em laboratório e posterior transferência embrionária.
    • Micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides, isto é, a injecção de um único espermatozóide no citoplasma do ovócito e posterior transferência embrionária.
  • Pólipos Uterinos

    Pólipos Uterinos

    Os pólipos uterinos, também denominados pólipos endométrios, são formações exageradas de tecido endometrial situadas no útero, maioritariamente no endométrio (camada interna do útero). São considerados tumores porque traduzem-se num crescimento anormal das células do tecido uterino. Na sua maioria são tumores benignos e não supõem a existência de problemas graves.

    As características dos pólipos uterinos

    Os pólipos estão localizados em diferentes zonas do aparelho reprodutor feminino: colo ou cérvice uterina, endométrio, trompas de Falópio e, mais raramente, no períneo ou na vagina.

    Este tipo de tumor ocorre em mulheres com uma frequência de entre 1% e 3%, o seu desenvolvimento aumenta com idade e, quando aparece a partir da menopausa, pode vir a ser uma das causas do desenvolvimento do cancro endometrial. Estima-se que menos de 1% destes tumores sejam malignos.

    Sintomas

    Normalmente, os pólipos de pequenas dimensões são assintomáticos e as mulheres não sabem que os têm. Contudo, quando o pólipo cresce há o aparecimento de um sintoma característico, isto é, há o aparecimento de uma hemorragia abundante durante a menstruação (hipermenorreia), entre menstruações (metrorragia) ou, inclusivamente, após relações sexuais. Acredita-se que cerca de 25% dos sangramentos irregulares estão relacionados com a presença de pólipos endometriais.

    Outro sintoma que se pode manifestar nas mulheres é a existência de uma anemia devido as frequentes e abundantes hemorragias causadas pelos pólipos.

    Hemorragia num pólipo uterino

    Diagnóstico

    Os pólipos são, geralmente, detectados pelos ginecologistas durante consultas de rotina através de uma ecografía transvaginal. Contudo, para garantir a exactidão do diagnóstico, é possível realizar-se um exame denominado ultra-sonografia tridimensional ou uma hidro-sonografía.

    • A ultra-sonografia tridimensional permite a visualização, em alta definição, do útero em diferentes ângulos.
    • A hidro-sonografía consiste na realização de uma ecografia transvaginal que incluí a injecção de uma solução salina ou soro fisiológico estéril por via vaginal, de forma a facilitar a visualização do pólipo.

    O diagnostico dos Pólipos uterinos

    Tratamento

    O tratamento de um pólipo baseia-se, em geral, na sua remoção apelidada de polipectomia, geralmente realizada através de uma histeroscopia.

    A histeroscopia é uma pequena cirurgia ambulatória que consiste na introdução na cavidade uterina de um endoscópio com material cirúrgico e de uma pequena câmara e luz que permitem a visualização através de imagens digitais do interior do útero.

    Outra forma de eliminar os pólipos de pequeno tamanho é raspando a cavidade uterina.

    Independentemente do tratamento utilizado, uma vez extraído o pólipo, uma pequena parte deste é enviado para análises em um laboratório para que seja possível confirmar que se trata de um pólipo benigno.

    Tratamento dos Pólipos uterinos

    Factores de Risco

    Existem uma série de factores que podem contribuir para o aumento do risco de aparecimento de um pólipo uterino. Esses factores são:

    • Mulheres com problemas de obesidade.
    • Concentração elevada de estrogênios.
    • Anovulação crónica. Isto é, existência de ciclos sem ovulação
    • Insuficiência lútea.
    • Idade: o risco de aparecimento de pólipos aumenta com a idade.
    • Uso de fármacos utilizados no tratamento do cancro de mama.
    • Mulheres com hipertensão arterial.
    • Inflamação crónica uterina.

    Factor de risco - pólipos encometriais

    Causa de Infertilidade

    Os pólipos estão relacionados com a infertilidade, uma vez que, dependendo da sua localização dento da cavidade uterina, podem ser uma das causas da ocorrência de abortos espontâneos; podem impedir a implantação do embrião ou podem obstruir a passagem dos espermatozóides até ao óvulo. Os pólipos pequenos – menos de 2 cm – não contribuem para a diminuição das taxas de gravidez, mas contribuem para o aumento das taxas de aborto.

    Entre 15% e 24% das mulheres com problemas de infertilidade apresentam pólipos no seu útero.

    No caso dos pacientes que se submetem a tratamentos de reprodução assistida, o diagnóstico dos pólipos costuma ser rápido, já que, um dos primeiros exames realizados é uma ecografia transvaginal, através da qual é possível detectar a presença ou ausência de alguns pólipos. No caso de existência de pólipos a paciente pode ser encaminhada para um especialista em histeroscopias.

    Segundo um estudo realizado a 230 mulheres em um centro de reprodução assistida no Japão, as taxas de gravidez após a realização de uma polipectomia aumentaram de 23% para 65%.

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