Categoria: Fertilidade

  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Vantagens da Fertilização in Vitro

    Vantagens da Fertilização in Vitro

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida cuja principal característica é a que a fertilização do óvulo pelo espermatozóide é feita fora do corpo da mulher, isto é, é feita em laboratório. Posteriormente, depois do cultivo dos embriões, a transferência embrionária é executada.

    A principal vantagem da FIV é a sua alta taxa de êxito, de cerca de 50% por cada ciclo e a sua taxa acumulada de 90% de êxito depois de 3 ciclos. A técnica pressupõe a intervenção humana durante o processo de fertilização, logo, mesmo perante problemas de infertilidade masculina ou femininas mais graves é possível que a mulher engravide.

    A fertilização in vitro é menos invasiva que outras técnicas de reprodução assistida já que, apesar da intervenção humana, o espermatozóide tem de penetrar o óvulo sozinho e pelos seus próprios meios.

    Outra vantagem importante é o facto de que esta é uma técnica antiga. Em 1978 nasceu a primeira criança através desta técnica que, posteriormente, engravidou de forma natural. A eficácia desta técnica está mais do que comprovada e os riscos que podem surgir foram exaustivamente estudados e minimizados. Existem muitas clínicas de reprodução assistida que executam esta técnica diariamente e, graças a ela, milhões de crianças nasceram em todo o mundo.

  • Ciclos Menstruais Dolorosos

    Ciclos Menstruais Dolorosos

    Muitas mulheres sentem dor durante o seu ciclo menstrual. As dores severas durante a menstruação consistem em cãibras ou cólicas na zona pélvica ou até mesmo nas pernas e nas costas. Quando são graves estas dores são acompanhadas de fatiga, dor de cabeça, náuseas, dor abdominal, problemas digestivos e mal-estar.

    Exisem dois grandes tipos de dores que se manifestam durante a menstruação:

    • A dismenorreia primária é um efeito secundário natural da menstruação e manifesta-se durante os primeiros dias do sangramento. Pode ser uma dor forte que não está, normalmente, associada à nenhum problema do útero ou do órgãos pélvicos. .
    • A sesmenorreia secundária é causada por um doença subjacente e que está, geralmente, relacionada com problemas do aparelho reprodutor (endometriose, fibroses uterinas, etc). Podem provocar dores intensas.

    Ovários e Menstruação

    Estas são algumas partes do corpo onde podes sentir dores durante a menstruação:

    • Cólon, recto ou ânus
    • Ao urinar
    • Lábios genitais
    • Cintura, ancas ou coxis
    • Garganta
    • Articulações
    • Ossos
    • Zona lombar e costas
    • Rins
    • Ovários e útero
    • Estómago
    • Seios

    Dores de cabeça e menstruação

    Causas da dor durante a menstruação

    O que provoca dor durante a menstruação? A maioria das dores menstruais é um efeito secundário do processo natural de menstruação. As dores ocorrem quando a parede muscular do útero contrai-se devido a prostaglandina. Esta hormona é a causa da inflamação e das contracções do útero e provoca dores e o sangramento conhecido como menstruação (escamação da parede do endométrio).

    As dores de cabeça devem-se, normalmente, as variações bruscas de hormonas sexuais no sangue. Alguns especialistas associam estas dores de cabeça também, ao aumento da pressão sanguínea que ocorre para compensar a perda de sangue do organismo.

    Por vezes, os dispositivos intra-uterinos podem provocar dores menstruais.

  • Corrimento Vaginal

    Corrimento Vaginal

    Corrimento vaginal refere-se ao fluído proveniente das glândulas vaginais e cervicais. Este corrimento contribui para a lubricação, limpeza e prevenção de infecções vaginais.

    A quantidade e o aspecto do muco produzido variam ao longo do ciclo menstrual e depende da quantidade de estrogénio no corpo da mulher.

    Observar as mudanças no corrimento vaginal permite que as mulheres saibam quando estão ovulando e, por tanto, quando estão mais férteis. A mulher pode confirmar isto ao olhar para o papel higiénico depois de limpar-se ou ao inserir um dedo limpo na sua vagina.

    Mudanças no corrimento vaginal

    Tipos de corrimentos vaginais

    • Com aspecto de clara de ovo

      Indica o período mais fértil, já que permite que os espermatozóides nadem facilmente dentro da cérvice. Este corrimento pode esticar entre os teus dedos de 2.5 a 5 centímetros sem quebrar.

    • Aquoso

      É o segundo melhor tipo de corrimento para conceber um bebé. Permite o avanço dos espermatozóides mas não tanto como o corrimento mencionado anteriormente. Tem um cor clara e goteja.

    • Espesso e cremoso

      É produzido na etapa não fértil e impede o movimento dos espermatozóides. Pode ser branco ou amarelo. Tem uma textura parecida a de uma loção quando esfregado entre os dedos.

    • PegajosoAparece na etapa menos fértil de todas. É espesso e tem alguns caroços. A sua textura é parecida com a da cola, logo, os espermatozóides não conseguem nadar através dela.

    A quantidade de corrimento vaginal pode aumentar devido a várias razões:

    • Ovulação.
    • Excitação sexual.
    • Stress.
    • Irritação.
    • Gravidez.

    Geralmente, o corrimento tem uma aparência de um muco transparente e sem odor que pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado com o ar. Mudanças súbitas de cor, odor, consistência e qualidade do corrimento podem ser indicativas de um problema como, por exemplo, uma infecção.

    Corrimento vaginal

    Recomenda-se consultar um médico se o corrimento vaginal for anormal e se:

    • For acompanhado de febre e dor na pélvis.
    • A mulher manteve contacto sexual com homens com gonorreia, clamídia ou outra infecção sexualmente transmitida.
    • A mulher tiver muita sede ou apetite, perder peso e aumentar a frequência urinária ou fatiga. Isto pode ser sinal de diabetes.

    Os exames de diagnóstico do corrimento que podem ser realizados são: cultivo do colo do útero, análise de uma amostra do corrimento vaginal e citologia vaginal.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Hidrocele Testicular

    Hidrocele Testicular

    Os testículos estão localizados dentro de uma bolsa denominada de escroto. Ali, encontram-se imersos em um pequena quantidade de líquido que contribui para a sua mobilidade e os protege de alguns golpes externos.

    A hidrocele ocorre quando a quantidade de líquido no escroto aumenta devido a uma inflamação de um ou ambos os testículos. A obstrução de um vaso sanguíneo ou vaso linfático pode, também, influenciar o aumento do tamanho da bolsa do escroto.

    Hidrocele

    A hidrocele é comum em bebés recém-nascidos. Durante o desenvolvimento normal os testículos descendem desde o abdómen até ao escroto através de um canal. No caso desse canal não fechar, o líquido passa desde o abdómen e acumula-se no escroto.

    Hidrocele pode ser acompanhada de uma hérnia inguinal.

    Tipos

    • Hidrocele congénita. Produz-se quando a túnica vaginal (membrana mais interna que contem o testículo) não se fechou completamente fazendo com que o líquido passe até a cavidade do escroto. Normalmente a hidrocele desaparece aos 18 meses de idade.
    • Hidrocele adquirida. Crê-se que este tipo de hidrocele pode dever-se a um antecedente de inflamação nos testículos. Esta inflamação pode ser causada por tumores, torções testiculares ou traumatismos. A hidrocele adquirida é mais comum em jovens e adultos.

    Sintomas

    O principal sintoma da hidrocele é o inchaço do testículos. Pode afectar apenas um ou os dois testículos.

    No exame medico, não é possível detectar o testículo devido ao líquido que o envolve. Dependendo do caso, o tamanho do testículo pode aumentar. A variação na quantidade deste líquido pode dever-se a uma hérnia inguinal.

    Hidrocele pode ser facilmente vista se a maior parte do escroto for iluminada. Em caso de hidrocele, o escroto ficará perfeitamente iluminado devido ao líquido transparente. Uma ecografia para confirmar o diagnóstico pode ser feita.

    Iluminação da hidrocele

    Tratamento

    Normalmente, a hidrocele não é perigosa e apenas é tratada quando causa moléstias ao homem ou quando o seu tamanho aumenta de tal forma que ameaça o correcto transporte de sangue até ao testículo.

    Actualmente o tratamento é uma cirurgia. Durante essa operação é feita uma pequena incisão no escroto ou na parte inferior do abdómen e procede-se a extracção do líquido em excesso. O volume do tecido é diminuído para evitar que volte a encher-se de líquido. A intervenção é feita em ambulatório com anestesia geral.

    Outra opção de tratamento é retirar o líquido do escroto com uma agulha. Este processo é apelidado de aspiração. Contudo, devido ao risco de infecção e a alta probabilidade da hidrocele voltar a aparecer este método não é tão utilizado quanto a cirurgia. A aspiração pode ser a melhor alternativa para pessoas para quem a cirurgia apresenta certos riscos.

    Depois da aspiração, alguns medicamentos que promovem o cerrar da abertura podem ser injectados. Isto pode contribuir para a prevenção da acumulação posterior de mais líquido.

    A hidrocele associada com uma hérnia inguinal deve ser reparada por via cirúrgica o mais cedo possível.

    Diagnóstico

    Geralmente, uma hidrocele simples desaparece sem ser necessário uma cirurgia. No caso de essa cirurgia ser necessária, é um procedimento simples e que apresenta excelentes resultados.

    Uma dor aguda no escroto ou nos testículos é uma emergência médica. No caso de inchaço do escroto acompanhado de dores fortes um médico deve ser consultado imediatamente.

    As complicações podem derivar do tratamento da hidrocele. Os riscos relacionados com a cirurgia da hidrocele são os seguintes:

    • Aparecimento de coágulos de sangue.
    • Infecção.
    • Lesão do tecido ou estruturas do escroto.

    Os ricos relacionados com a aspiração são:

    • Fibroses.
    • Infecção.
    • Dor leve ou moderada da área do escroto.
    • Reaparecimento da hidrocele.

    Uma hidrocele testicular normalmente não afecta a fertilidade do homem mas pode ser um sintoma de outros factos que podem ter repercussões na fertilidade do mesmo.

  • Capacitação de Espermatozóides

    Capacitação de Espermatozóides

    A capacitação de espermatozóides é um processo que ocorre de forma natural nos espermatozóides e que lhes permite ter a capacidade de fertilizar o óvulo.

    Assim que o espermatozóide é ejaculado é incapaz de penetrar a espessa membrana do óvulo e necessita sofrer uma serie de alterações estruturais. Essas alterações ocorrem no interior do aparelho reprodutivo feminino.

    Nos tratamentos de reprodução assistida que requerem a capacitação dos espermatozóides, como é o caso da inseminação artificial e da FIV, a capacitação pode ser feita em laboratório.

    A capacitação pode, também, ser utilizada no âmbito de um diagnóstico da capacidade dos espermatozóides fertilizarem o óvulo.

    Capacidade do esperma

    Para que a capacitação dos espermatozóides possas ser feita é necessário processar uma amostra de sémen em laboratório através de técnicas como a swim-up e os gradientes de densidade.

    Os espermatozóides separam-se do líquido seminal e são agrupados em função da sua mobilidade e morfologia. Assim, é possível escolher apenas os espermatozóides aptos para a fertilização.

    Os resultados da capacitação são apresentados em termos da quantidade de espermatozóides moveis e com trajectórias rectilíneas por milímetro de sémen ejaculado. Isto é conhecido como contagem de espermatozóides móveis.

    Contagem de espermatozóides móveis

    A partir dos resultados obtidos pelo espermograma e pela capacitação dos espermatozóides é feito um diagnóstico e uma técnica de reprodução assistida é aconselhada da seguinte forma:

    • No caso de uma contagem superior a 3 milhões de espermatozóides móveis por ml de sémen deve-se recorrer à inseminação artificial.
    • No caso de uma contagem superior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen mas inferior a 3 milhões deve-se optar por uma fertilização in vitro convencional.
    • No caso de uma contagem inferior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen, uma microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é aconselhada (ICSI).
  • Análise da Quantidade de Leucócitos no Esperma

    Análise da Quantidade de Leucócitos no Esperma

    A quantidade de leucócitos no esperma é avaliada através de um espermograma e a sua contagem é feita por milímetros de sémen.

    Valores iguais ou inferiores a 1 milhão de leucócitos por mililitro de esperma é considerado normal. A alteração na qual os valores superam os 10 milhões de leucócitos por mililitro é denominada de prospermia.

    A presença de leucócitos no esperma é um reflexo de uma infecção que pode dar origem a uma esterilidade temporal que tem de ser tratada para que não se torne permanente.

    Analíses dos leucócitos no esperma

    Quando valores superiores a 1 milhão de leucócitos/ml são detectados é feito um estudo bacteriológico que consiste na cultura do esperma.

    A cultura do esperma consiste em analisar o esperma ou sémen em busca de infecções causadas por bactérias, fungos, etc. Os diferentes tipos de cultura são:

    • Ágar Sangue
    • Ágar Chocolate
    • Ágar EMB

    As amostras são incubadas na temperatura adequada para cada método e uma observação e contagem das colónias de leucócitos é feita posteriormente. A cor da colónia é indicativa do microorganismo que a forma.

    Tinções e a observação por microscópio das colónias podem ser feitas com o objectivo de determinar qual o microorganismo causador do número elevado de leucócitos. Bactérias como a Escherichia coli, Klebsiella pneumonia, Proteus mirabilis, Pseudomona aeruginosa, Staphilococcus aureus, etc, podem ser encontradas.

    As bactérias podem aninhar-se em qualquer dos órgãos do sistema reprodutor masculino como os testículos ou próstata.

    Se algum organismo for detectado o especialista indicará um tratamento capaz de erradicar a infecção.

  • Fases do Ciclo Menstrual

    Fases do Ciclo Menstrual

    Ciclo menstrual é o período de aproximadamente 28 ou 30 dias durante os quais a mulher experiencia mudanças no seu corpo devido as hormonas que, todos os meses, preparam a parede interna do útero para uma possível gravidez.

    Dentro do ciclo menstrual existem dois processos importantes e relacionados entre si:

    • Ovulação. É o processo através do qual um óvulo maduro liberta-se do ovário. Habitualmente, em cada ciclo há a maduração de um único óvulo dentro do denominado folículo de Graaf. Este óvulo sai do ovário e entre nas trompas de Falópio. Simultaneamente o útero prepara-se para a recepção e implantação do óvulo fertilizado através do engrossamento do endométrio.
    • Menstruação. No caso dos espermatozóides não alcançarem e fertilizarem o óvulo, o endométrio sofre uma descamação dando origem a menstruação.

    Hormonas no ciclo menstrual

    Hormonas responsáveis

    Todo este processo é hormonalmente controlado pela hipófise. Esta glândula do cérebro é estimulada pelos denominados “factores de libertação de gonadotrofinas” e é responsável pela libertação das hormonas responsáveis pelo funcionamento do ovário, isto é, a hormona estimulante dos folículos (FSH) e a hormona lutinizante (LH).

    Tendo os níveis hormonais como base podemos dividir o ciclo menstrual em várias fases:

    Fase folicular

    As mulheres na puberdade têm aproximadamente 3000.000 estruturas microscópicas no ovário conhecidas como “folículos primordiais”.

    Durante a fase pré-ovulação do ciclo o aumento de FSH faz com que vários desses folículos comecem a crescer e migrem até a superfície do ovário. O crescimento dos folículos produz o aumento de uma outra hormona chamada estradiol cuja função é bloquear a produção de FSH pela hipófise para que apenas um dos folículos complete o seu desenvolvimento total. O crescimento dos restantes folículos é bloqueado. O folículo dominante é chamado de folículo de Graaf e produz outras hormonas que actuam sobre o útero, fazendo com que o endométrio prolifere e facilitando a posterior implantação do embrião.

    Fase folícular

    Fase da ovulação

    Até metade do ciclo (14º-15º dia) a hipófise produz uma subida dos níveis de LH que provoca a ruptura do folículo de Graaf, permitindo que o óvulo maduro saia do ovário em direcção as trompas. Este processo é denominado de ovulação.

    No caso de ter havido uma relação sexual, este óvulo libertado pode ser fertilizado pelos espermatozóides presentes nas trompas de Falópio.

    Fase luteína ou fase lútea

    Nesta fase pós-ovulação o folículo roto transforma-se num corpo amarelo denominado “corpo lúteo”. Este corpo é o responsável pela produção de estrogénio e progesterona, hormonas que vão actuar sobre o endométrio.

    A progesterona modifica a mucosa cervical no colo do útero tornando-o impenetrável para os espermatozóides. Actua, também, sobre as paredes do útero que se tornam esponjosas e grossas devido ao maior fluxo sanguíneo e que ficam, assim, preparadas para receber o óvulo fertilizado.

    O corpo lúteo produz estas duas hormonas até a oitava semana de gestação e , a partir desse momento, é a placenta que as produz.

    Óvulo não fertilizado

    Óvulo não fertilizado

    No caso do óvulo libertado não ser fertilizado pelos espermatozóides, o corpo lúteo desaparece, logo, a produção de estrogénio e progesterona diminui gradualmente. Isto faz com que o endométrio escame e seja eliminado pela vagina na forma de um sangramento – menstruação.

  • Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando uma mulher está tentando engravidar um dos momentos mais importantes é quando faz a pergunta: Estarei ou não gravida?

    O teste de urina é a forma mais fácil e rápida para uma mulher saber se está gravida ou não. Este teste tem a vantagem de poder ser feito em casa. Contudo, para que o seu resultado seja fiável, este teste tem de ser realizado de forma correcta e no dia apropriado.

    É importante que a mulher leia as instruções antes de fazer um teste de gravidez de urina, já que, a forma de funcionamento desses testes pode variar um pouco apesar de todos se basearem na detecção da hormona gonadotrofina coriónica humana. Esta hormona é segregada pelo embrião após a sua implantação no útero, logo, apenas é detectada em mulheres gravidas. Se na urina existe gonadotrofina, esta reagirá aos anticorpos presentes no teste que mudará de cor ou fará aparecer um linha ou cruz dependendo do teste.

    O dia de realização do teste é muito importante. Se a mulher realizar o teste antes do dia correcto pode obter um “falso negativo”. O dia ideal para fazer este teste e detectar a hormona é o 15º dia depois da possível fertilização do óvulo. No caso de a mulher não saber o dia exacto da fertilização pode esperar até ao dia em que a sua menstruação deveria começar. Se a mulher não menstruar, o teste de gravidez deve ser realizado no primeiro dia de atraso menstrual. Alguns ginecologistas aconselham que a mulher faça o teste apenas 7 dias depois do atraso menstrual para que os níveis de gonadotrofina na urina possam aumentar.

    Teste de urina

    O teste deve ser feito com a primeira urina da manhã porque é a que tem uma maior concentração hormonal. A mulher não deve beber muitos líquidos antes do exame porque esses podem diluir os níveis hormonais. Existem muitos testes de gravidez a venda no mercado e todos medem a concentração da hormona por mililitro de urina. Os testes que detectam 25 mUI/ml são mais sensíveis que aqueles que detectam 40 mUI/ml pois os primeiros são capazes de detectar uma menor concentração de gonadotrofina na urina.

    Estes testes, no caso de serem bem realizados, têm uma fiabilidade de entre 95% e 97%. As mulheres devem ter em atenção o facto de que o resultado do teste pode ser um falso negativo quando este é realizado antes do tempo.

    Perante um teste negativo e um atraso na menstrual é recomendável que a mulher repita o teste 3 ou 4 dias depois para confirmar ou não a existência de uma gravidez.

    Quando o resultado do teste é positivo é garantido que a mulher está gravida, excepto em casos de gravidezes ectópicas e de gestações anembriónicas (apenas há o desenvolvimento do saco embrionário sem o embrião) que podem gerar um falso positivo. No caso de mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida com injecção de fármacos que contêm gonadotrofina o teste de gravidez pode ter um resultado de falso positivo devido a presença da hormona na urina.

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