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  • Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Cultura de Embriões até a fase de Blastocisto

    Blastocisto é o estado em que se encontra o embrião a partir do 5º dia do seu desenvolvimento. Nesta fase o embrião deve ter uma estrutura claramente definida, sendo possível diferenciar entre o trofoectoderma (estrutura que formará a placenta) e a massa celular interna (estrutura que dará lugar a formação do feto).

    Quando o embrião implanta-se de forma natural no endométrio da mulher encontra-se em estado blastocisto.

    No caso de o desenvolvimento embrionário ocorrer em laboratório, fora do útero, o embrião alcança o estado blastocisto uma vez que tenha sido cultivado em condições adequadas e segundo os requisitos nutritivos de cada momento do seu desenvolvimento durante 5 ou 6 dias. O embrião é transferido para o útero materno neste momento.

    As taxas de gravidez em pacientes com bom prognóstico são de cerca de 65%.

    Cultura sequencial

    Para alcançar o estado de blastocisto, os embriões são cultivados em um tipo de cultura sequencial que consiste em cultivar os embriões em dois meios químicos. No primeiro meio o embrião é cultivado desde a fase de zigoto (dia 1) até que este tenha entre 6 e 8 células (dia 3). No segundo meio o embrião é cultivado desde o 3º dia até atingir o estado de blastocisto (dia 5 ou 6).

    Indicações

    • Ciclos de FIV com um número de embriões viáveis superior a 4 e com boa qualidade embrionária.
    • Casos de falhas de implantação do embrião repetidas.
    • Casos de diagnóstico genético pré-implantação (DGP).
    • Pacientes com idade avançada.
    • Optimização dos ciclos de vitrificação.
    • Pacientes que sofreram abortos de repetição.
    • Casos em que as gestações múltiplas devam ser evitadas.

    Vantagens

    A cultura do embrião até a fase de blastocisto permite uma melhor selecção dos embriões viáveis, oferecendo as seguintes vantagens:

    • Aumenta a taxa de implantação.
    • Diminui o risco de gestações múltiplas.
    • Permite uma melhor sincronização entre o desenvolvimento do embrião e a receptividade endométrica.

    Limitações

    Apesar de esta técnica ser a mais utilizada nas clínicas tem algumas desvantagens como:

    • Os meios de cultura são constantemente aperfeiçoados mas não são perfeitos e alguns embriões ficam bloqueados.
    • Cada caso é diferente, já que nem todas as pacientes nem todos os embriões têm o mesmo potencial de desenvolvimento.
    • Pelo menos 4 embriões de qualidade no 3º dia de desenvolvimento são necessários para que um deles alcance a fase de blastocisto.
  • Prever o Sucesso da Fertilização in Vitro

    Prever o Sucesso da Fertilização in Vitro

    As hipóteses de gravidez no âmbito de um tratamento de fertilização in vitro podem ser previstas através de um teste.

    Um novo método desenvolvido por investigadores da Universidade de Stanford pode permitir que o sucesso de um tratamento de fertilização in vitro seja previsto depois de um tratamento de FIV anterior falhado.

    Mediante este novo método, a angústia sentida pelos casais que desejam ser pais e os altos custos das múltiplas tentativas de fertilização podem ser diminuídos.


    Durante o processo de fertilização in vitro, a união do óvulo com o espermatozóide ocorre em laboratório depois da obtenção dos óvulos produzidos pelo ovário. Depois da fertilização os embriões são depositados no útero da mulher para que possam desenvolver-se.

    O êxito da técnica depende, em grande medida, da idade da mulher, da resposta do seu útero e da qualidade dos embriões.

    Com este procedimento, as possibilidades de a mulher engravidar aumentam quanto comparadas com as de outras técnicas. Contudo, o casal não sabe se conseguirá engravidar antes de começar o ciclo. É por esta razão que um grupo de investigadores desenvolveram um teste que combina uma série de factores e que permite prever as probabilidades de uma mulher engravidar após uma fertilização in vitro. Assim, o nervosismo do casal e o custo que esta técnica de reprodução assistida implica podem ser reduzidos.

    Para levar a cabo este teste de predição 52 factores de mais de 1.500 ciclos realizados entre 2003 e 2006 no Hospital de Standford foram estudados. Entre os factores estudados alguns podem ajudar a prever as probabilidades de êxito do tratamento. Esses factores são: a idade da paciente, o índice de massa corporal, a resposta do ovário da paciente, o ritmo da divisão das células dos embriões e as condições do endométrio da mulher no momento da transferência embrionária, entre outros.

    Dado que este teste utiliza dados clínicos sobre tentativas de fertilização falhadas, um ciclo de fertilização in vitro falhado pode ser uma ferramenta muito útil no prognóstico de futuros ciclos.

  • Um maior número de óvulos não aumenta as possibilidades de gravidez

    Um maior número de óvulos não aumenta as possibilidades de gravidez

    No âmbito de um tratamento de fertilização in vitro é necessário que a mulher se submeta a uma hiperestimulação ovárica controlada, isto é, hormonas serão administradas para aumentar o número de óvulos produzidos pelo ovário.

    De forma natural, as mulheres produzem um óvulo por mês. Contudo, com apenas um óvulo por mês não seria possível realizar uma fertilização in vitro, já que, neste contexto, as possibilidades da mulher engravidar com apenas um óvulo são praticamente nulas.

    Ovócitos para a FIV

    Por esta razão, o ovário é estimulado e, através de diversos fármacos, o crescimento de mais de um óvulo no ovário é controlado. Todo este processo é controlado por ecografias que permitem observar o processo de amadurecimento dos folículos.

    Número de óvulos na estimulação

    Quando os ginecologistas observam que os óvulos estão maduros, a punção folicular ou ovárica é programada para que os óvulos possam ser extraídos.

    O tratamento hormonal é muito personalizado, uma vez que, cada paciente responde de forma diferente as hormonas. Nos casos de mulheres sem desequilíbrios hormonais, deverá ser possível recolher um mínimo de 8 óvulos e um máximo de 18.

    Mais de 20 óvulos não significa mais possibilidade da mulher engravidar. Pelo contrário, se são produzidos muitos óvulos de uma só vez esses não são de qualidade. Quando a qualidade do óvulo é menor, as probabilidades de ser fertilizado com sucesso são, também, menores.

    Ovócito

    Assim, o importante é a qualidade dos óvulos produzidos e não a sua quantidade.

  • Técnicas de Capacitação do Esperma

    Técnicas de Capacitação do Esperma

    Para ser capaz de fertilizar um óvulo os espermatozóides ejaculados têm de passar por um processo denominado capacitação do esperma.

    A capacitação compreende mudanças na membrana plasmática dos espermatozóides, essenciais para a fusão entre esses espermatozóides e o ovócito. Este processo ocorre de forma natural no interior do aparelho reprodutor feminino, contudo, no âmbito das técnicas de reprodução assistida a capacitação tem de ser feita em laboratório de forma artificial.

    Existem duas grandes técnicas de capacitação do esperma: a swim-up e os gradientes de densidade. Ambas as técnicas têm os mesmos objectivos:

    • Separar os espermatozóides do líquido do sémen.
    • Obter espermatozóides com uma mobilidade rectilínea mínima de 70%.

    A selecção de uma técnica ou de outra depende da qualidade e das características do sémen que será tratado.

    Swim-up e Gradientes de Densidade

    Swim-up

    É a técnica mais antiga e utilizada. Consiste na centrifugação dos espermatozóides e de todas as células ejaculadas num tubo durante 10 minuto para que os espermatozóides possam pousar no fundo desse tubo.

    A amostra de sémen é decantada e o líquido em excesso é eliminado, conservando o sedimento celular. O sedimento celular é, então, combinado com entre 0,3 e 0,5 ml de produto de cultivo e incubado durante 45 ou 60 minutos numa temperatura de 29ºC. Durante este período de tempo os espermatozóides com melhor mobilidade ascendem no meio de cultivo e são resgatados para uso nas diferentes técnicas de reprodução assistida.

    Esta técnica permite recuperar uma alta percentagem de espermatozóides móveis (mais de 90%) e de células morfologicamente normais, tornando o processo de separação dos espermatozóides das restantes células mais fácil. A sua eficácia baseia-se na mobilidade inicial do esperma. A técnica de swim-up requer uma centrifugação rápida e curta para que todas as células dos espermatozóides fiquem depositadas no fundo do tubo de ensaio.

    A principal desvantagem deste método é que, no tubo, os espermatozóides entram em contacto com as restantes células do esperma, podendo produzir um alto número de radicais livres e, consequentemente, a fragmentação do DNA do esperma.

    Geralmente o swim-up é utilizado em casos de sémen normal ou com uma patologia leve e em casos em que não existam suspeitas de infecções ou inflamações no homem.
    Técnicas de capacitação de esperma

    Gradientes de densidade

    Esta técnica baseia-se na combinação de dois aspectos: a mobilidade dos espermatozóides e a sua capacidade de atravessar obstáculos de diferentes densidades.

    O método consiste em centrifugar a amostra de sémen para que essa possa passar através de uma solução composta por dois líquidos de densidade diferente e com gradientes de concentração distintos. Esta técnica permite separar as células através da centrifugação por gradientes de densidade.

    Uma vez estabelecido o gradiente, o esperma é depositado sobre o mesmo, sendo o menos denso o mais próximo da amostra e o mais denso o que está mais distante. Esta mistura é centrifugada durante 15 a 20 minutes a baixa velocidade.

    Esta técnica requer uma centrifugação lenta e prolongada para que os espermatozóides móveis atravessem os diferentes gradientes de densidade desde o ejaculado até ao fundo do tubo de ensaio. Todas as células descendem devido ao movimento, mas apenas o esperma com maior mobilidade é capaz de atravessar todas as camadas com maior facilidade e rapidez.

    Esperma capacitado

    Os gradientes de densidade são uma técnica cara e relativamente difícil de realizar, já que a preparação dos gradientes deve ser feita de forma precisa.

    Esta técnica é utilizada em casos de sémen com patologias moderadas e graves e em casos de suspeita de existência de radicais livres.

  • Ciclos Menstruais Dolorosos

    Ciclos Menstruais Dolorosos

    Muitas mulheres sentem dor durante o seu ciclo menstrual. As dores severas durante a menstruação consistem em cãibras ou cólicas na zona pélvica ou até mesmo nas pernas e nas costas. Quando são graves estas dores são acompanhadas de fatiga, dor de cabeça, náuseas, dor abdominal, problemas digestivos e mal-estar.

    Exisem dois grandes tipos de dores que se manifestam durante a menstruação:

    • A dismenorreia primária é um efeito secundário natural da menstruação e manifesta-se durante os primeiros dias do sangramento. Pode ser uma dor forte que não está, normalmente, associada à nenhum problema do útero ou do órgãos pélvicos. .
    • A sesmenorreia secundária é causada por um doença subjacente e que está, geralmente, relacionada com problemas do aparelho reprodutor (endometriose, fibroses uterinas, etc). Podem provocar dores intensas.

    Ovários e Menstruação

    Estas são algumas partes do corpo onde podes sentir dores durante a menstruação:

    • Cólon, recto ou ânus
    • Ao urinar
    • Lábios genitais
    • Cintura, ancas ou coxis
    • Garganta
    • Articulações
    • Ossos
    • Zona lombar e costas
    • Rins
    • Ovários e útero
    • Estómago
    • Seios

    Dores de cabeça e menstruação

    Causas da dor durante a menstruação

    O que provoca dor durante a menstruação? A maioria das dores menstruais é um efeito secundário do processo natural de menstruação. As dores ocorrem quando a parede muscular do útero contrai-se devido a prostaglandina. Esta hormona é a causa da inflamação e das contracções do útero e provoca dores e o sangramento conhecido como menstruação (escamação da parede do endométrio).

    As dores de cabeça devem-se, normalmente, as variações bruscas de hormonas sexuais no sangue. Alguns especialistas associam estas dores de cabeça também, ao aumento da pressão sanguínea que ocorre para compensar a perda de sangue do organismo.

    Por vezes, os dispositivos intra-uterinos podem provocar dores menstruais.

  • Inseminañçao Artificial Caseira

    Inseminañçao Artificial Caseira

    Uma inseminaçao artificial (IA) caseira é uma auto-inseminação realizada a nível vaginal. O esperma é libertado no fundo da vagina como numa relação sexual normal. Pode ser feita em casa, seguindo simples instruções e usando os instrumentos adequados. A IA caseira é muito comum em mulheres que decidem ser mães solteiras, em casais lésbicos e em homens que têm problemas de ejaculação na vagina devido a uma disfunção eréctil ou ejaculação retrógrada.

    Aqui explicaremos o processo paso a paso:

    IA em casa

    Como fazer uma inseminação artificial caseira?

    A técnica é bastante simples e económica e o material necessário é vendido em farmácias.

    • Seringa estéril de 2 a 5 ml,sem agulha. As seringas que incluem uma cánula são melhores porque aumentam o seu comprimento.
    • Luvas de vinil.
    • Recipiente para a amostra.
    • Soro fisiológico que facilita a sucção do sémen.

    Uma vez tenhamos o necessário, podemos começar com o protocolo de actuação:

    • Após calçar as luvas, o sémen do parceiro ou dador deve ser depositado no recipiente para esse fim.
    • Para facilitar a sucção do sémen, é possível adicionar um pouco de soro ao sémen para que este fique um pouco mais fluído. O soro deve estar a mesma temperatura que o corpo humano (36-37ºC).
    • Sucção do sémen com a seringa.
    • A receptora deve deitar-se na mesma posição que no genecologista, com as pernas abertas.
    • A seringa deve ser introduzida, com cuidado, na vagina e o seu conteúdo deve ser esvaziado. Este paso deve ser realizado lentamente para não haver arranhões e será mais fácil de realizar com ajuda.
    • Depois, é aconselhável succionar com a seringa um pouco de soro e voltar a repetir o paso anterior. Deste modo os espermatozóides que ficaram na seringa serão, também, introduzidos na vagina.
    • Posteriormente, a mulher deve permanecer deitada na mesma posição durante cerca de meia hora e depois pode continuar com a sua vida normal.

    Para aumentar as probabilidades de êxito desta técnica a auto-inseminação deve ser feita quando o ciclo menstrual da mulher está a meio, isto é, quando a mulher está a ovular.

    Material para inseminação artificial caseira

    Eficâcia da inseminação artificial caseira

    A inseminação artificial caseira está incluida pela Organização Mundial de Saúde nas técnicas de fertilização in vitro, mas como não requer a presença de uma profissional qualificado não é considerada uma intervenção ou técnica médica. Ademais, ao ser realizada na esfera privada, não existem estudos sobre a taxas de êxito desta técnica de reprodução assistida.

    Quando existem problemas de fertilidade severos este procedimento não é recomendável já que os tratamentos de reprodução realizados pelas clínicas sofreram grandes avanços nos últimos anos e, nesses casos, as mulheres são submetidas a uma estimulação ovárica que faz com que a probabilidade de engravidar dessas mulheres aumente. Além disso, nas clínicas, o sémen é capacitado artificialmente para facilitar a sua chegada ao óvulo.

    A sua eficacia é similar à de manter realações sexuais sem proteção ou até menor devido ao transporte e manipulação do sémen desde que é ejaculado. Se o transporte e manipulação do sémen não são feitos de forma correcta a sua qualidade pode deteriorar-se. O esperma não é considerado viável quando está fora do homem por mais de três horas.

  • Hidrocele Testicular

    Hidrocele Testicular

    Os testículos estão localizados dentro de uma bolsa denominada de escroto. Ali, encontram-se imersos em um pequena quantidade de líquido que contribui para a sua mobilidade e os protege de alguns golpes externos.

    A hidrocele ocorre quando a quantidade de líquido no escroto aumenta devido a uma inflamação de um ou ambos os testículos. A obstrução de um vaso sanguíneo ou vaso linfático pode, também, influenciar o aumento do tamanho da bolsa do escroto.

    Hidrocele

    A hidrocele é comum em bebés recém-nascidos. Durante o desenvolvimento normal os testículos descendem desde o abdómen até ao escroto através de um canal. No caso desse canal não fechar, o líquido passa desde o abdómen e acumula-se no escroto.

    Hidrocele pode ser acompanhada de uma hérnia inguinal.

    Tipos

    • Hidrocele congénita. Produz-se quando a túnica vaginal (membrana mais interna que contem o testículo) não se fechou completamente fazendo com que o líquido passe até a cavidade do escroto. Normalmente a hidrocele desaparece aos 18 meses de idade.
    • Hidrocele adquirida. Crê-se que este tipo de hidrocele pode dever-se a um antecedente de inflamação nos testículos. Esta inflamação pode ser causada por tumores, torções testiculares ou traumatismos. A hidrocele adquirida é mais comum em jovens e adultos.

    Sintomas

    O principal sintoma da hidrocele é o inchaço do testículos. Pode afectar apenas um ou os dois testículos.

    No exame medico, não é possível detectar o testículo devido ao líquido que o envolve. Dependendo do caso, o tamanho do testículo pode aumentar. A variação na quantidade deste líquido pode dever-se a uma hérnia inguinal.

    Hidrocele pode ser facilmente vista se a maior parte do escroto for iluminada. Em caso de hidrocele, o escroto ficará perfeitamente iluminado devido ao líquido transparente. Uma ecografia para confirmar o diagnóstico pode ser feita.

    Iluminação da hidrocele

    Tratamento

    Normalmente, a hidrocele não é perigosa e apenas é tratada quando causa moléstias ao homem ou quando o seu tamanho aumenta de tal forma que ameaça o correcto transporte de sangue até ao testículo.

    Actualmente o tratamento é uma cirurgia. Durante essa operação é feita uma pequena incisão no escroto ou na parte inferior do abdómen e procede-se a extracção do líquido em excesso. O volume do tecido é diminuído para evitar que volte a encher-se de líquido. A intervenção é feita em ambulatório com anestesia geral.

    Outra opção de tratamento é retirar o líquido do escroto com uma agulha. Este processo é apelidado de aspiração. Contudo, devido ao risco de infecção e a alta probabilidade da hidrocele voltar a aparecer este método não é tão utilizado quanto a cirurgia. A aspiração pode ser a melhor alternativa para pessoas para quem a cirurgia apresenta certos riscos.

    Depois da aspiração, alguns medicamentos que promovem o cerrar da abertura podem ser injectados. Isto pode contribuir para a prevenção da acumulação posterior de mais líquido.

    A hidrocele associada com uma hérnia inguinal deve ser reparada por via cirúrgica o mais cedo possível.

    Diagnóstico

    Geralmente, uma hidrocele simples desaparece sem ser necessário uma cirurgia. No caso de essa cirurgia ser necessária, é um procedimento simples e que apresenta excelentes resultados.

    Uma dor aguda no escroto ou nos testículos é uma emergência médica. No caso de inchaço do escroto acompanhado de dores fortes um médico deve ser consultado imediatamente.

    As complicações podem derivar do tratamento da hidrocele. Os riscos relacionados com a cirurgia da hidrocele são os seguintes:

    • Aparecimento de coágulos de sangue.
    • Infecção.
    • Lesão do tecido ou estruturas do escroto.

    Os ricos relacionados com a aspiração são:

    • Fibroses.
    • Infecção.
    • Dor leve ou moderada da área do escroto.
    • Reaparecimento da hidrocele.

    Uma hidrocele testicular normalmente não afecta a fertilidade do homem mas pode ser um sintoma de outros factos que podem ter repercussões na fertilidade do mesmo.

  • Os Nascimentos Mais Estranhos do Mundo

    Os Nascimentos Mais Estranhos do Mundo

    Trazer um bebé ao mundo é um acto assombroso que muitas pessoas classificam de milagre. Por vezes, essa palavra ganha um sentido especial.

    Os nascimentos mais espantosos do Mundo são os seguintes:

    Bebé com mais peso

    Bebé mais pesado do mundo
    No ano de 1955 nasceu o bebé mais pesado do Mundo. Carmelina Fedele deu a luz a um menino com 10.2kg.No ano de 2009, nasceu na Indonésia o segundo bebé mais pesado do Mundo com 8.7kg.

    Bebé mais pequeno

    Bebé mais pequeno do mundo
    Rumaisa Rahman nasceu em 2004 após uma gestação de apenas 25 semanas e 6 dias. No momento do nascimento pesava 230 gramas e media 25 centímetros.

    A mãe mais jovem

    A mãe mais jovem do mundo
    Lina Medina, do Peru, nasceu em 1933 e foi mãe quando tinha apenas 5 anos e oito meses. O seu bebé nasceu em 1939 com um peso de 2.7kg. Os pais de Lina, pensando que a sua filha tinha um tumor, levaram-na ao médico quando observaram que a sua barriga crescia.

    A mãe mais velha

    A mãe mais velha do mundo
    Rajo Devi Lohan é a mãe pela primeira vez mais velha do Mundo. Foi mãe pela primeira vez aos 70 anos de idade em 2008. Na índia muitas mulheres submetem-se a tratamentos de fertilização in vitro numa idade avançada depois de terem tentado engravidar de forma natural.

    O primeiro homem grávido

    Primeiro homem grávido do mundo
    Em 2008 Thomas Beatie surpreendeu o Mundo com várias fotografias que demonstravam que estava num estado de gestação avançado. Thomas nasceu mulher e submeteu-se a uma mastectomia e terapia hormonal para mudança de sexo, contudo, conservou os seus órgãos reprodutores femininos. Sendo a mulher de Thomas estéril o casal decidiu que ele se submeteria a um tratamento de inseminação artificial. Até a data, Thomas teve três filhos.

    Parto mais numeroso

    Gestação múltipla
    Em 2009 Nadya Suleman apareceu na capa de várias revistas e jornais após ter dado à luz a 8 bebés no mesmo parto. A história desta mulher é muito polémica pois é uma mãe solteira sem recursos económicos que se submeteu a um tratamento de reprodução assistida depois de já ter 6 filhos. Nos EUA não existe um limite do número de embriões que podem ser transferidos no contexto de uma fertilização in vitro.

    Gémeos fraternos de diferentes colores

    Gêmeos fraternos de diferentes cores
    Apesar de não ser habitual é possível que um casal inter-racial tenha filhos com cores de pele diferentes. Miya e Leah Durrant nasceram em 2008 e têm uma cor de pele distinta uma da outra. Cada uma das crianças tem características de um dos seus progenitores.

    Pais negros com um bebé de cor branca


    Nmachi é branca, com olhos azuis e cabelo loiro. O mais surpreendente é que os seus pais são negros. A bebé não é albina nem sobre de nenhum transtorno de pele. Foi confirmado que é, geneticamente, filha deste casal.

  • Dor durante a Ovulação

    Dor durante a Ovulação

    A ovulação é o momento do ciclo menstrual mais fértil para a mulher e acontece quando um ovário liberta um óvulo maduro nas Trompas de Falópio para que esse possa ser fertilizado. O óvulo fica nas trompas durante um ou dois dias e, no caso de não ser fertilizado, começa a desintegrar-se dando origem a um sangramento vaginal apelidado de menstruação.

    Um elevado número de mulheres sente cãibras, dores de cabeça, obstipação ou diarreia durante o período menstrual. Contudo, cerca de 20% das mulheres sente dores também durante a ovulação que ocorre na metade do ciclo menstrual. Este tipo de dor é considerado normal e raramente é grave.

    Cientificamente, este tipo de dor é conhecido como Mittelschmerz, uma palavra alemã que significa “dor média” e que se produz quando o ciclo menstrual está na sua metade.

    Ciclo menstrual

    Sintomas da Mittelschmerz

    As mulheres costumam sentir uma dor na parte baixa do abdómen, por vezes localizada num só lado dependendo do ovário que tenha libertado o óvulo. Esta dor pode durar poucas horas ou alguns dias. Em casos graves podem ser acompanhadas de cãibras ou de um ligeiro sangramento.

    Causas da Mittelschmerz

    As origens desta dor têm várias explicações:

    • Antes da ovulação o crescimento do folículo pode causar uma tensão da superfície do ovário e causar dor.
    • No momento da ovulação se o folículo que envolve o óvulo rompe pode haver a libertação de sangue e a consequente irritação do revestimento abdominal que causa dor.

    Apesar da dor pélvica durante a ovulação poder ser intensa não é grave. De facto, esta dor pode ser vantajosa no planeamento de uma gravidez. As mulheres têm mais probabilidades de engravidar logo antes da ovulação, no dia da ovulação ou imediatamente depois desta.

    Tratamento

    Dor durante a ovulação

    Não é necessário qualquer tratamento mas se a dor é intensa e prolongada a mulher pode tomar analgésicos. O médico pode, igualmente, receitas anticonceptivos orais que previnam a ovulação e ajudem a reduzir a dor relacionada com esta.

    No caso de a mulher sentir muitas dores deve consultar o ginecologista para que um exame pélvico capaz de diagnosticar a causa das dores seja feito.

  • Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Top 10 dos Testes de Gravidez Históricos

    Antes da invenção dos testes de gravidez imunológicos as mulheres tinham de recorrer a outros métodos para determinar se estavam gravidas ou não. Alguns desses métodos tinham uma explicação científica mas outros nem tanto.

    Conheça as dez técnicas mais utilizadas ao longo da história para determinar a existência de uma gravidez:

    1. O teste do parafuso

    Este teste consistia em por um parafuso na urina da mulher. Depois de quatro horas a urina era deitada fora e se o parafuso deixasse marcas no recipiente onde estava misturado com a urina era sinal de que a mulher estava gravida.

    2. Gotas de azeite

    Este teste baseava-se em urinar num copo e em adicionar duas gotas de azeite. Se essas gotas de azeite unissem-se a mulher estava gravida mas se, pelo contrário, essas gotas permanecessem separadas o resultado do teste era negativo.

    3. Teste do trigo e da cevada

    Este teste é originário do Egipto. Durante vários dias as mulheres urinavam nestas sementes. Se o trigo germinasse a mulher teria uma filha e se a cevada germinasse teria um filho.

    4. Vómitos

    Segundo um papiro egípcio, as vezes que uma mulher vomitava depois de beber uma mistura de cerveja e frutos da palmeira deviam ser contabilizadas. Se a mulher vomitasse mais do que uma vez, estaria gravida.

    5. Teste da cebola

    Na Grécia antiga, Hipócrates defendia que ao introduzir uma cebola na vagina da mulher era possível determinar se essa estava gravida ou não. Se no dia seguinte o hálito da mulher cheirasse a cebola essa não estava gravida.

    6. Cor da urina

    Um grupo de homens do século XVI dizia poder dizer se uma mulher estava gravida ou não de acordo com a cor da sua urina. Também misturavam a urina com vinho ou álcool porque o álcool reage a algumas proteínas presentes na urina das mulheres gravidas.

    7. Olhos

    No século XVI, o médico Jacques Guillemeau afirmava poder ver nos olhos das mulheres se essas estavam gravidas. Guillemeau, autor de um influente documento sobre oftalmologia, afirmava que no segundo mês de gravidez a mulher gravida tem pupilas pequenas, pálpebras descaídas e pequenas veias no canto do olho.

    8. Partes azuis

    Entre a 6ª e a 8ª semana de gravidez, o colo do útero, os lábios e a vagina da mulher adquirem um tom azulado devido ao fluxo sanguíneo. Estes sinais foram descobertos pelo médico americano Lee Chadwic que anunciou a sua descoberta à Sociedade Americana de Ginecologia em 1886.

    9. Ratos

    Na década de 1920, cientistas alemães injectavam pequenas quantidades de urina em ratos fêmeas duas vezes por dia durante três dias seguidos. Ao fim de cerca de 100 horas os ratos eram abatidos e os seus ovários eram analisados. Se esses ovários tivessem engrossado havia uma probabilidade de gravidez de 80%.

    10. Teste da Rã


    Esta técnica foi utilizada até a década de 60 do século XX quando surgiram os métodos imunológicos. Urina da paciente era injectada numa rã pois a mulher gravida produz a hormona GCH que estimula a ovulação do anfíbio. Assim, se em 24 horas a rã desovasse, o teste era positivo.

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