Etiqueta: Contagem de espermatozóides

  • Requisitos da Fertilização in Vitro

    Requisitos da Fertilização in Vitro

    Qualquer casal que se submete a um tratamento de fertilização in vitro deve cumprir uma serie de requisitos para que o tratamento tenha boas probabilidades de êxito. A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida na qual os especialistas em fertilidade intervêm amplamente.

    Fertilização de um óvulo
    Por este motivo, os requisitos não são tão exigentes quanto os da inseminação artificial. Neste caso, os requisitos que o casal deve cumprir são os seguintes:

    • O homem deve ter espermatozóides no seu sémen ejaculado e, depois do teste de capacitação, deve ter um mínimo de 3 milhões de espermatozóides por milímetro de sémen.
    • A mulher necessita que o seu útero tenha condições de suportar a gestação e a sua resposta à estimulação ovárica deve ser adequada.

    Em casos mais graves, é possível recorrer a um ICSI e, se não for possível conseguir uma gravidez através deste tratamento, recorrer à doação de sémen e/ou óvulos.

  • Resultados da Inseminação Artificial com Sémen de Dador

    Resultados da Inseminação Artificial com Sémen de Dador

    Os resultados da inseminação artificial com sémen de dador dependem, fundamentalmente, da idade da mulher, que não deve ultrapassar os 35 anos.

    Outros factores que também influenciam estes resultados são:

    • A causa da infertilidade.
    • A grossura do endométrio da mulher.
    • O tratamento utilizado para a estimulação da ovulação.
    • O resultado da contagem de espermatozóides com mobilidade do sémen descongelado.

    Tubos de ensaio

    Assim, a taxa de gravidez pode varia entre os 18% e os 30% por ciclo de inseminação.

    É importante recordar que a probabilidade de uma gravidez natural é de entre 20 e 30% por ciclo menstrual. Contudo, e se tivermos em conta que a taxa de sucesso da inseminação artificial é acumulativa , depois de quatro ciclos de inseminação essa taxa situa-se entre os 60% e 70%. Por este motivo, é recomendado que depois de uma falha de inseminação, outra seja feita consecutivamente para que as possibilidades de engravidar da mulher aumentem.

    Taxas de gravidez por ciclo:

    • Com 1 ciclo: 17-28%
    • Com 2 ciclos: 30-46%
    • Com 3 ciclos: 48- 60%
    • Com 4 ciclos: 60-75%
  • Azoospermia

    Azoospermia

    Existem muitos casais que, depois de um ano mantendo relações sexuais sem protecção, não conseguem ter filhos. Em 30% dos casos isto deve-se a um problema exclusivamente masculino e em 20% a um problema de causa mista.

    Para comprovar a fertilidade masculina o exame mais habitual é o espermograma. No âmbito deste exame uma amostra de sémen ejaculado do homem é recolhida e examinada em laboratório para que o número de espermatozóides possa ser contado e o seu estado analisado.

    Definição e diagnóstico de azoospermia

    Azoospermia é definida como a ausência de espermatozóides no ejaculado. Calcula-se que, dentro dos problemas de infertilidade masculina, a azoospermia manifesta-se em entre 3 e 10% dos casos.

    A azoospermia é um transtorno que não apresenta sintomas para o homem, logo, para ser diagnosticada é necessário determinar os níveis de hormona FSH. Esta hormona é produzida no cérebro e é a responsável pela espermatogénese (formação dos espermatozóides) nos testículos. Se os valores desta hormona são elevados significa que há uma diminuição ou ausência de células mães dos espermatozóides. A análise da concentração de testosterona também é recomendada.

    Azoospermia

    Existem dois tipos de azoospermia, a azoospermia secretora na qual os testículos não são capazes de produzir espermatozóides e a azoospermia obstrutiva, na qual existem espermatozóides que, devido a uma obstrução dos canais deferentes, não são expulsos no ejaculado.

    Para determinar o tipo de azoospermia é necessário realizar uma biopsia testicular que consiste em recolher um pequeno fragmento de cada testículo para que seja possível confirmar se o testículo produz (azoospermia obstrutiva) ou não (azoospermia secretora) espermatozóides.

    Azoospermia secretora

    A azoospermia secretora ou não obstrutiva é a mais severa e frequente (70% dos casos de azoospermia). Pode ser congénita (desde o nascimento) ou adquirida (doença ou tratamento com fármacos tóxicos) e as suas causas mais comuns são:

    • Anomalias na descida dos testículos.
    • Exposição à substâncias tóxicas: fármacos, radioterapia e quimioterapia.
    • Transtornos genéticos.
    • Alterações hormonais.
    • Problemas nos testículos: traumatismos, inflamações, varicocele severa, etc.

    A recuperação de espermatozóides nos casos de azoospermia secretora é complicada pois os espermatozóides não são gerados. Contudo, é possível conseguir uma gravidez. Em alguns pacientes com este tipo de infertilidade masculina foram encontradas pequenas concentrações de espermatozóides nos testículos através de pequenas biopsias testiculares. Assim, se forem encontrados espermatozóides esses são congelados e utilizados numa técnica de ICSI.

    Imagem de Azoospermia secretora

    Azoospermia obstrutiva

    A Azoospermia obstrutiva deve-se a um problema nos canais que transportam os espermatozóides desde os testículos até a uretra, onde é produzido o ejaculado. As causas mais comuns deste tipo de azoospermia são:

    • Ausência de canais deferentes (quer seja desde o nascimento ou devido a uma intervenção cirúrgica).
    • Inflamações ou traumatismos dos testículos, epidídimo, canais deferentes ou próstata.

    É mais fácil obter espermatozóides neste tipo de azoospermia. Em determinados casos esta alteração pode ser reversível e, com diversas técnicas de microcirurgia, é possível tentar desobstruir ou unir os canais para que os espermatozóides possam ser encontrados no sémen. Nos casos em que isto não é possível, procede-se a recolha dos espermatozóides nos testículos através de uma biopsia testicular. Costuma ser necessária apenas uma biopsia, já que, a espermatogénese é feita de forma natural.

    Imagem de Azoospermia obstructiva

    Azoospermia e varicocele

    A relação entre azoospermia e varicocele é bastante comum. 5% dos casos de varicocele transformam-se em azoospermia. Contudo, para que isto aconteça a varicocele tem de ser muito severa.

    Azoospermia e varicocela

    A varicocele é definida como a dilatação das veias que formam o cordão espermático e que afectam directamente a espermatogénese, isto é, a produção de espermatozóides.

    Em pacientes azoospérmicos secretores que corrigiram a sua varicocele a recuperação do tecido testicular pode ser de até 50% e da mobilidade do esperma no ejaculado de 55%.

  • Capacitação de Espermatozóides

    Capacitação de Espermatozóides

    A capacitação de espermatozóides é um processo que ocorre de forma natural nos espermatozóides e que lhes permite ter a capacidade de fertilizar o óvulo.

    Assim que o espermatozóide é ejaculado é incapaz de penetrar a espessa membrana do óvulo e necessita sofrer uma serie de alterações estruturais. Essas alterações ocorrem no interior do aparelho reprodutivo feminino.

    Nos tratamentos de reprodução assistida que requerem a capacitação dos espermatozóides, como é o caso da inseminação artificial e da FIV, a capacitação pode ser feita em laboratório.

    A capacitação pode, também, ser utilizada no âmbito de um diagnóstico da capacidade dos espermatozóides fertilizarem o óvulo.

    Capacidade do esperma

    Para que a capacitação dos espermatozóides possas ser feita é necessário processar uma amostra de sémen em laboratório através de técnicas como a swim-up e os gradientes de densidade.

    Os espermatozóides separam-se do líquido seminal e são agrupados em função da sua mobilidade e morfologia. Assim, é possível escolher apenas os espermatozóides aptos para a fertilização.

    Os resultados da capacitação são apresentados em termos da quantidade de espermatozóides moveis e com trajectórias rectilíneas por milímetro de sémen ejaculado. Isto é conhecido como contagem de espermatozóides móveis.

    Contagem de espermatozóides móveis

    A partir dos resultados obtidos pelo espermograma e pela capacitação dos espermatozóides é feito um diagnóstico e uma técnica de reprodução assistida é aconselhada da seguinte forma:

    • No caso de uma contagem superior a 3 milhões de espermatozóides móveis por ml de sémen deve-se recorrer à inseminação artificial.
    • No caso de uma contagem superior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen mas inferior a 3 milhões deve-se optar por uma fertilização in vitro convencional.
    • No caso de uma contagem inferior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen, uma microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é aconselhada (ICSI).
  • Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Análises da Vitalidade dos Espermatozóides

    Para avaliar a vitalidade dos espermatozóides é feito um teste ao sémen do homem. A prova de vitalidade dos espermatozóides apenas é feita quando existem mais de 40% de espermatozóides imóveis.

    O teste de vitalidade é feito com o objectivo de comprovar que esses espermatozóides estão vivos e têm uma boa mobilidade. Esta prova é, igualmente conhecida pelo nome de teste de William Pollack.

    Para que o teste possa ser feito uma coloração com eosina é necessária.

    Os espermatozóides mortos têm perfurações e buracos nas suas membranas, logo, são permeáveis ao corante e ficam manchados. Os espermatozóides vivos têm a sua membrana intacta o que impede que apresentem manchas.

    Teste de vitalidade dos espermatozóides

    A amostra de sémen é observada em microscópio e uma contagem de 100 espermatozóides é feita. Posteriormente, a percentagem de espermatozóides vivos e mortos é calculada.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, se existirem mais de 58% de espermatozóides vivos a amostra de sémen é considerada normal. Se essa percentagem for inferior a 58% existe uma alteração do sémen.

    A necroespermia é uma doença caracterizada pela existência de mais de 80% de espermatozóides mortos.

  • O Processo de Inseminação Artificial

    O Processo de Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida relativamente simples.

    Os passos a seguir na inseminação artificial são os seguintes:

    Estimulação da ovulação

    A estimulação da ovulação é feita mediante a administração, em pequenas doses, de gonadrofinas e através do controlo do ciclo menstrual da paciente. É, igualmente, importante ter controlo sobre o número de folículos que se pretende conseguir para evitar uma gestação múltipla. Mesmo que a mulher não apresente qualquer problema de fertilidade o seu ciclo ováriano é estimulado para que possa ser controlado e para que as possibilidades de êxito da inseminação artificial sejam maiores.

    Recolha e preparação do sémen

    Nesta etapa é muito importante que o homem mantenha uma abstinência sexual de pelo menos 4 dias antes da masturbação que resultará na recolha do sémen. O tempo que passa entre a ejaculação e a recolha deve ser, também, controlado bem como os dias entre a ejaculação e a inseminação.

    Inseminação

    Gonadrofina é injectada na paciente 24 horas antes da inseminação para promover a ovulação. Posteriormente, o sémen é depositado na cavidade uterina. A vantagem desta técnica é que não requer qualquer tipo de anestesia e é indolor para a paciente.

    Depois da inseminação: recomendações durante a espera

    A inseminação é uma das técnicas mais simples e menos agressivas da reprodução assistida, já que, para a estimulação dos ovários não é necessária uma grande quantidade de hormonas nem é necessária anestesia. Por esta razão, após a inseminação, a paciente pode continuar com a sua vida normal.

  • Requisitos da Inseminação Artificial

    Requisitos da Inseminação Artificial

    Antes de se submeter a uma técnica de reprodução assistida é importante que o casal ou mulher solteira estejam bem informados sobre todo o processo e que consultem um médico que os possa orientar. Em termos gerais será pedido aos pacientes o seu historial médico e a realização de alguns exames que avaliam as suas condições físicas.

    Mediante uma ecografia são descartados possíveis problemas como malformações uterinas que possam afectar a fertilização do óvulo, a implantação do embrião ou a correcta evolução da gravidez.

    Para que certas patologias hormonais sejam descartadas, um estudo do nível hormonal da mulher é realizado através de análises de sangue feitas em determinados dias do seu ciclo menstrual. Entre o terceiro e o quinto dia do ciclo são analisadas as concentrações de progesterona, soro inibina e FSH. Um outro exame apelidado de serologia deve ser, ainda, feito aos membros do casal para que seja possível confirmar que não existem riscos de transmissão para a futura criança de Hepatite B, Hepatite C, VIH, rubéola, sífilis ou toxoplasmoses.

    Um exame que comprova a permeabilidade das trompas de Falópio da mulher é realizado através de técnicas como a histerossalpingografia (estudo radiológico do aparelho reprodutor feminino após a injecção de um líquido de contraste) e como a hísterossonografia que consiste na introdução de um fluído salino no colo do útero que permite uma melhor observação do útero e das trompas de Falópio.

    IA

    Se todos os resultados dos exames anteriores forem positivos, e se reunirem-se os seguintes requisitos, a inseminação artificial pode ser feita:

    • A mulher possui pelo menos uma trompa de Falópio funcional.
    • O homem deve apresentar, após a capacitação de esperma, uma contagem de espermatozóides móveis igual ou superior a 3 milhões de espermatozóides no sémen ejaculado e com mais de 15% de mobilidade de forma rectilínea. Se o sémen do homem não cumpre estes requisitos a inseminação artificial deve ser feita com o sémen de um dador.
    • É preciso, ainda, ter em conta a idade da paciente. A realização de uma inseminação artificial não está aconselhada para mulheres com mais de 36 anos, já que, as garantias de êxito são poucas.
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