Etiqueta: Punção folicular

  • Processo de ICSI

    Processo de ICSI

    O processo de ICSI é composto por passos iguais aos da fertilização in vitro, a única diferença entre estes dois métodos é a forma como a inseminação dos ovócitos é feita.

    O processo completo da técnica de ICSI é o seguinte:

      • Estimulação controlada da ovulação. Uma série de hormonas são administradas para que os ovários da mulher produzam mais do que um ovócito maduro. Graças a esta administração hormonal é possível controlar o ciclo menstrual da mulher.
      • Punção folicular. Trata-se da extracção dos ovócitos maduros através de uma punção vaginal guiada por ecografias.
      • Recolha e preparação do sémen. Este tipo de tratamento não requer tantos espermatozóides como a FIV, uma vez que é o biólogo quem, através de um microscópio com um micromanipulado, escolhe os espermatozóides de melhor qualidade. Se na amostra existirem muitos espermatozóides torna-se mais complicado escolher o que vai ser injectado.
      • Inseminação dos ovócitos. O espermatozóide idóneo é escolhido e inserido no interior do ovócito através da utilização de uma agulha.
      • Cultivo embrionário. O desenvolvimento e evolução dos embriões é observado e controlado.

    ICSI

    • Transferência dos embriões. Esta transferência costuma ser feita no 3º dia de desenvolvimento dos embriões. Se há um historial de tratamentos de reprodução falhados ou se foi feito um DGP, esta transferência pode ser levada a cabo apenas no 5º dia.
    • Congelamento dos embriões. Se existirem mais embriões de qualidade esses são congelados para, se necessário, serem utilizados posteriormente.
  • Gonadotrofina

    Gonadotrofina

    As gonadotrofinas são hormonas secretadas pela hipófise. GnRh é a hormona que se encarrega de estimular a hipófise para que essa produza as gonadotrofinas.

    São produzidas por homens e mulheres e, em ambos os casos, regulam o ciclo reprodutivo, apesar de terem diferentes concentrações e de regularem diversas ações próprias de cada sexo.

    Secreção de gonadotrofinas

    Estas hormonas são utilizadas como fármacos em tratamentos de reprodução assistida na mulher com o objectivo de estimular o ciclo menstrual e aumentar as probabilidades de gravidez.

    Existem três tipos de hormonas gonadotroficas: FSH, LH e hCG. Todas estão implicadas no ciclo menstrual da mulher mas cada uma actua de forma diferente num momento do ciclo diferente.

    Hormona estimulante dos folículos (FSH)

    A FSH é mais abundante durante a primeira metade do ciclo menstrual e está encarregue de estimular o crescimento dos folículos no ovário.

    Nos tratamentos de reprodução assistida a hormona FSH é prescrita durante a estimulação controlada da ovulação com a finalidade de aumentar o número de folículos e estimular o seu crescimento.

    Hormona luteinizante (LH)

    A LH está encarregue de produzir a ovulação na mulher. Depois de um pico elevado de LH, desencadeia-se no ovário a libertação do ovócito do interior do folículo e o óvulo é libertado nas trompas de Falópio.

    Esta hormona é utilizada durante o processo de estimulação controlada da ovulação com a finalidade de reproduzir as condições de uma ovulação natural.

    Gonadotropina coriónica humana (HCG)

    A HCG estimula o amadurecimento do óvulo e tem um papel fundamental na gravidez, já que, entre outras funções, está encaregue de formar a placenta.

    A medição desta hormona é utilizada como um indicador de uma gravidez. A sua concentração é diferente ao longo de uma gravidez, logo, fornece informações sobre as semanas de gestação.

    A hormona HCG é prescrita no âmbito dos tratamentos de reprodução assistida cerca de 32 ou 36 horas antes da punção ovárica  com o objectivo de desencadear a ovulação.

  • Prevenção do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    Prevenção do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    A paciente submetida a um tratamento de fertilidade é monitorizada periódica e exaustivamente pelo seu médico através de análises de sangue e ecografias pélvicas.

    Habitualmente, desde o segundo ou terceiro dia de administração de hormonas são agendadas visitas médicas diárias e, em função da resposta do ovário, a dose de hormonas é ajustada com o objectivo de não produzir uma hiperestimulação ovárica descontrolada.

    Se o nível de estrogénio da mulher em tratamento elevar-se demasiado ou repentinamente durante o tratamento, o risco de desenvolvimento do síndrome da hiperestimulação aumenta. Neste caso, é possível que o médico tenha de baixar, ou até suspender, a dose de medicamentos que a mulher está a tomar.

    Prevenção do SHO

    Medidas de prevenção

    Não existe nenhuma medida de prevenção do síndrome da hiperestimulação ovárica 100% eficaz. As medidas de prevenção utilizadas actualmente são as seguintes:

    • O perfil da paciente. É necessário prestar especial atenção em casos de mulheres com menos de 35 anos e com um historial prévio de SHO ou de síndrome do ovário policístico.
    • Se existir risco de desenvolvimento do SHO a estimulação da ovulação deve ser travada ou a administração de HCG deve ser adiada.
    • Administração de HCG. A dose de HCG pode ser diminuída ou a sua administração pode ser cancelada. No caso da HCG não poder ser utilizada para estimular a ovulação, pode ser substituída pela LH recombinante ou por análogos de GnRh.
    • A punção e aspiração folicular faz diminuir a gravidade do SHO.
    • No suporte da fase lútea a administração de HCG deve ser evitada. Progesterona natural pode ser utilizada em substituição.
    • A prescrição de albumina.

    Se, após tomar todas as precauções possíveis, o risco da mulher padecer de SHO não diminui, o ciclo de inseminação artificial, fertilização in vitro ou ICSI deve ser cancelado.

    Outra opção é fazer a transferência embrionária depois de passado algum tempo e depois do desaparecimento completo do SHO. Neste caso, os embriões têm de ser criopreservados.

  • Um maior número de óvulos não aumenta as possibilidades de gravidez

    Um maior número de óvulos não aumenta as possibilidades de gravidez

    No âmbito de um tratamento de fertilização in vitro é necessário que a mulher se submeta a uma hiperestimulação ovárica controlada, isto é, hormonas serão administradas para aumentar o número de óvulos produzidos pelo ovário.

    De forma natural, as mulheres produzem um óvulo por mês. Contudo, com apenas um óvulo por mês não seria possível realizar uma fertilização in vitro, já que, neste contexto, as possibilidades da mulher engravidar com apenas um óvulo são praticamente nulas.

    Ovócitos para a FIV

    Por esta razão, o ovário é estimulado e, através de diversos fármacos, o crescimento de mais de um óvulo no ovário é controlado. Todo este processo é controlado por ecografias que permitem observar o processo de amadurecimento dos folículos.

    Número de óvulos na estimulação

    Quando os ginecologistas observam que os óvulos estão maduros, a punção folicular ou ovárica é programada para que os óvulos possam ser extraídos.

    O tratamento hormonal é muito personalizado, uma vez que, cada paciente responde de forma diferente as hormonas. Nos casos de mulheres sem desequilíbrios hormonais, deverá ser possível recolher um mínimo de 8 óvulos e um máximo de 18.

    Mais de 20 óvulos não significa mais possibilidade da mulher engravidar. Pelo contrário, se são produzidos muitos óvulos de uma só vez esses não são de qualidade. Quando a qualidade do óvulo é menor, as probabilidades de ser fertilizado com sucesso são, também, menores.

    Ovócito

    Assim, o importante é a qualidade dos óvulos produzidos e não a sua quantidade.

  • Baixa Resposta do Ovário

    Baixa Resposta do Ovário

    Apesar das pacientes incluídas neste grupo serem muito diversas, todas cumprem os critérios característicos de uma baixa resposta ovárica:

    • A obtenção de um baixo número de folículos maduros ou de ovócitos recuperados.
    • Possuir baixos níveis de estradiol depois da estimulação da ovulação.

    A incidência destas características é de entre 7% e 24% em pacientes de FIV, percentagem que aumenta no casos de mulheres com mais de 40 anos.

    A idade é o factor relacionado com a reserva ovárica da mulher e com a sua fertilidade mais importante, já que existe uma relação inversamente proporcional entre sí: quando maior for a idade da mulher menor será a sua reserva ovárica. Considera-se que, até aos 31 anos, uma mulher possui uma boa reserva ovárica e uma boa capacidade de reprodução mas, a partir dessa idade, a probabilidade mensal de conceber diminui, chegando a ser de apenas um quarto aos 38 anos.

    Ovário

    A reserva ovárica pode ser estimada através da observação dos valores de FSH (hormona estimulante de folículos) entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Um valor elevado, de mais de 10-12 mUI/ml, é um indicador de que a mulher tem uma reserva ovárica reduzida.

    Alguns autores argumentam que os valores elevados de FSH não só indicam uma baixa resposta como também indicam uma má qualidade dos óvulos o que faz diminuir as  possibilidades da mulher engravidar.

    Determinar a baixa resposta do ovário

    Para determinar se existem uma baixa resposta ovárica há que avaliar, em conjunto, o ciclo menstrual da paciente, o número de folículos, o número de ovócitos, o protocolo de estimulação, a dose de gonadotrofinas administrada e a concentração de estradiol.

    -O número de folículos necessários para determinar a existência de uma baixa resposta vária de autor para autor. Alguns defendem que esse número deve ser menor de 3 e outros que deve ser menor de 6.

    -Quanto ao número de ovócitos, existem também várias opiniões. Contudo, o seu número é de entre 3 e 6 ovócitos recuperados.

    -Considera-se que existe uma baixa resposta ovárica quando se recupera um baixo número de ovócitos com doses de FSH inferior a 3000UI.

    – Quando a concentração de estradiol obtida é inferior a 500 pg/ml depois de seguido o protocolo de estimulação considera-se que existe uma baixa reserva ovárica.

    Factores de prognóstico de uma baixa resposta

    Existem diferentes factores que podem prever uma baixa resposta ovárica da paciente. Alguns desses factores são:

    • Idade.
    • FSH basal: um valor elevado é um indicador de uma baixa resposta.
    • Estradiol basal.
    • Quociente FSH/LH.
    • Inhibina B: níveis inferiores a 45 pgr/ml confirmam a existência de uma reserva ovárica reduzida.
    • Outros: volume ovárico, hormona anti mülleriana.
    • Ter tido um ciclo prévio com baixa resposta ovárica.

    Ovócitos recuperados

    Conversão de um ciclo de FIV em um ciclo de IA

    Um tratamento de FIV pode ser iniciado em casos onde a resposta ovárica é difícil de observar, em casos de infertilidade por factor masculino ou em casos em que a mulher quer utilizar os seus próprios óvulos. O protocolo de estimulação da paciente é posto em vigor e, depois de vários dias de estímulo com gonadotrofinas, observa-se o número de folículos que se desenvolveram.

    Nos casos em que apenas 1 ou 2 folículos desenvolvem-se, o ciclo de FIV pode ser convertido em um ciclo de inseminação artificial sempre que não exista um factor masculino severo. Esta pode ser uma opção válida para as pacientes com poucos folículos desenvolvidos.

    Alternativas para pacientes com baixa resposta ovárica

    Já que, em laboratório, um aspecto muito importante a ter em conta nos tratamentos de reprodução assistida é o número de ovócitos obtidos na punção folicular e o número de embriões que podem ser transferidos, há que considerar alternativas para aquelas pacientes que têm uma baixa resposta ovárica.

    Uma dessas alternativas é a doação de ovócitos. Uma mulher jovem doa os seus ovócitos a uma outra mulher e esses ovócitos são fertilizados com o esperma do parceiro da mulher receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para o útero da mulher receptora. É uma técnica simples e eficaz com boas taxas de sucesso.

  • O Processo da Fertilização In Vitro

    O Processo da Fertilização In Vitro

    A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida.

    De seguida descreveremos o processo de FIV convencional:

    1º Estimulação ovárica  controlada. São administradas hormonas especificas com o objectivo de controlar o momento exacto do ciclo ovárico e produzir mais óvulos para que vários possam ser extraídos e fertilizados. Desta forma as possibilidades de êxito da técnica são maiores.

    2º Punção folicular. Quando o ginecologista observa que os folículos estão maduros extrai os ovócitos através da punção.

    3º Recolha e preparação do esperma. A amostra de esperma é examinada e a sua qualidade é analisada. Os espermatozóides de melhor qualidade são escolhidos para a fertilização.

    4º Inseminação dos ovócitos. Em uma placa de laboratório os óvulos maduros e os espermatozóides capacitados são postos em contacto. Espera-se que um dos espermatozóides consiga fertilizar o óvulo.

    5º Cultura de embriões. O óvulo fertilizado transforma-se num embrião. O estado dos embriões e seu desenvolvimento é acompanhado e a qualidade embrionária é determinada. Os melhores embriões são transferidos.

    6º Transferência de embriões. O melhor embrião é seleccionado e transferido para o útero da mulher com o objectivo que uma gestação de êxito seja conseguida. Esta transferência é feita com a ajuda de um cateter e dura apenas uns minutos.

    Por outro lado, é feito o congelamento dos restantes embriões de boa qualidade. A evolução dos embriões de pouca qualidade é controlada mas estes acabam, em geral, por não sobreviver.

    Inseminação in vitro dos ovócitos

    7º Congelamento dos embriões. Este congelamento é feito com o objectivo de conservar os embriões em perfeitas condições para que possam ser utilizados no futuro, se necessário.

    8º Depois da transferência, e antes de realizar o teste de gravidez duas semanas depois da fertilização, é importante que a paciente beba líquidos e não mantenha relações sexuais.

  • Número de óvulos obtidos

    Número de óvulos obtidos

    O tratamento de estimulação ovárica tem a duração de aproximadamente oito dias e um tratamento completo de fertilização in vitro tem uma duração de cerca de duas semanas. Em certas ocasiões o ginecologista pode prescrever um ciclo prévio de anticonceptivos para que o início da fase de estimulação possa ser controlado.

    O número de óvulos obtidos varia em função das características de cada mulher, da sua resposta ao tratamento e das patologias que possa apresentar.

    Ovulação e número de óvulos obtidos

    Assim, é possível obter pelo menos um ovócito de mulheres que são consideradas más receptoras do tratamento, e até mais de 20 ovócitos em mulheres jovens e sem problemas de esterilidade. Contudo, o mais habitual é obter entre 6 e 9 ovócitos por ciclo.

    Quando uma punção folicular é feita, é possível ter uma ideia do número de ovócitos que podem ser extraídos pois cada folículo corresponde a cerca de 200ml de estradiol. Assim, se o nível de estradiol for de, por exemplo, 3000ml podemos concluir que o ginecologista será capaz de puncionar perto de 15 folículos durante a punção ovárica.

    Em relação ao número de embriões, o ideal é obter pelo menos 4 embriões de boa qualidade que proporcionem a realização de uma transferência embrionária e, no caso de não haver gravidez, permitam que uma outra transferência de um ou dois dos embriões congelados seja feita. Mesmo que se transfira apenas um único embrião a probabilidade de gravidez existe, logo, não é necessário alarmar-se no caso do número de óvulos ou embriões obtidos ser baixo.

    Cada folículo tem um ovócito mas é possível que alguns folículos obtidos através da punção não tenham qualquer ovócito no seu interior ou que alguns ovócitos obtidos não estejam maduros e não estejam, portanto, aptos para serem fertilizados.

    Hormonas

    Porque é que alguns folículos não têm óvulos?

    Num ciclo menstrual natural é produzido um pico da hormona luteinizante (LH) que desencadeia a ovulação. Contudo, esse mesmo pico de LH também interrompe o desenvolvimento dos folículos menos maduros. Por isso, o número de ovócitos recolhidos numa punção ovárica pode ser inferior ao número de folículos observados nas ecografias nos dias anteriores.

  • Punção Ovárica

    Punção Ovárica

    A punção ováric a ou ovariana, também conhecida como punção folicular consiste numa intervenção cirúrgica de extracção dos ovócitos da mulher do interior dos seus folículos maduros.

    Ovócitos obtidos através de uma punção

    As mulheres podem ter de se submeter a esta intervenção por diversos motivos: devido a um tratamento de fertilização in vitro com os seus próprios ovócitos, devido a decisão de vitrificar os seus ovócitos para utilização no futuro ou devido a decisão de doar óvulos para outras mulheres.

    Passo a passo da punção folicular

    A punção folicular realiza-se antes da ovulação. Assim, os folículos do ovário são examinados através de uma ecografia até que tenham um diâmetro de aproximadamente 16-18mm.

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado, é administrada a hormona HCG que desencadeia a ovulação que deve ocorrer entre 36 e 48 horas depois. Durante este intervalo de tempo, a punção folicular deve ser programada.

    A paciente ingressa na clínica uma hora antes da punção e lhe é feita uma revisão pré-anestesia. A intervenção cirúrgica requer anestesia local mas é um processo indolor e simples com uma duração de cerca de 20 minutos.

    • A recuperação dos ovócitos é feita através de uma punção vaginal eco-guiada. O ginecologista localiza os folículos e os punciona um a um mediante a utilização de uma agulha.
    • Graças a um sistema de aspiração, o líquido folicular é recolhido num tubo juntamente com os ovócitos.
    • Mantendo sempre uma temperatura de 37°C esses tubos são transferidos para o laboratório onde os especialistas recuperam os ovócitos maduros e preparam-nos para serem utilizados.

    Recomendações

    Não se deve beber nem comer durante as 6 horas que antecedem a punção. É necessário manter um jejum absoluto.

    É possível que após a punção, e devido a anestesia, a mulher se sinta um pouco desorientada. Assim, é aconselhado que a mulher vá para a clínica acompanhada.

    Recomendações após uma punção folicular

    A mulher pode abandonar a clínica pouco tempo depois da realização da punção. Contudo, é recomendável que espere cerca de uma hora de forma a recuperar-se da anestesia.

    A mulher pode sentir algum desconforto ou sofrer pequenos sangramentos vaginais depois da intervenção. O mais adequado é estar de repouso durante um dia e não realizar grandes esforços físicos.

  • Transferência de Embriões

    Transferência de Embriões

    As técnicas de reprodução assistida que supõem a fertilização do óvulo fora do corpo da mulher, como é o caso da FIV e da ICSI, implicam a posterior transferência e introdução dos embriões no útero.

    Uma vez realizada a fertilização, é feita a cultura dos embriões e a contínua avaliação da sua qualidade. Apenas os embriões de melhor qualidade serão transferidos. Legalmente, o número máximo de embriões que podem ser transferidos é de três. Contudo, as clínicas podem recomendar a transferência de apenas um ou dois embriões para diminuir as probabilidades de uma gestação múltipla.

    Processo

    A transferência de embriões é uma técnica simples que consiste no depósito dos embriões no útero materno. A duração deste processo é de apenas alguns minutos.

    A técnica é realizada mediante a utilização de um cateter fino no qual se depositam os embriões seleccionados. Esse cateter é, depois, introduzido até ao útero por via vaginal. Os embriões são, então, lentamente depositados no útero e o cateter é retirado da cavidade uterina. Este processo é indolor e a paciente pode voltar para casa após cerca de 20 minutos de repouso.

    Depósito embrionário

    A transferência é, em geral, realizada dois ou três dias depois da punção ovárica. Alguns estudos indicam que essa transferência pode ser feita no quinto dia.

    Em função do tratamento utilizado para a estimulação controlada do ovário poderá ser necessário prescrever progesterona à mulher após a punção ovárica. A progesterona melhora a capacidade receptora do endométrio e facilita a implantação do embrião.

    Cerca de duas semanas após a transferência embrionária, se não houver menstruação, um teste de gravidez já pode ser feito.

    Transferência

    Embriões não transferidos

    É possível que alguns embriões de boa qualidade não sejam transferidos. Assim, esses embriões são vitrificados e preservados durante um tempo indefinido.

    Se a transferência embrionária resultou numa gravidez e, após algum tempo, a mulher quiser ter outro filho pode utilizar esses embriões criopreservados sem ter de submeter-se a uma nova estimulação ovárica. Simplesmente se administra uma medicação para preparar o endométrio antes da nova transferência. Nestes casos, os riscos para a mulher, bem como os custos do processo, são menores.

    No caso de uma primeira tentativa não resultar numa gravidez, estes embriões criopreservados são, igualmente, utilizados.

  • As Técnicas de Reprodução Assistida

    As Técnicas de Reprodução Assistida

    Quando um casal deseja ter filhos e, depois de mais de um ano de relações sexuais sem protecção, não conseguem engravidar, devem procurar uma clínica de reprodução assistida. Nessas clínicas são, normalmente, realizadas três técnicas de reprodução assistida que contribuem para o aumento das taxas de gravidez.

    As pessoas que vão submeter-se a um tratamento de fertilidade devem ter sido, de antemão, correctamente informadas sobre o processo. Logo, é importante procurar um centro de reprodução assistida especializado e de confiança. Existem três tratamentos básicos de reprodução assistida que podem ser mais ou menos complexos. Esses tratamentos são: inseminação artificial (IA), fertilização in vitro (FIV) e micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    Os especialistas decidem qual a técnica mais indicada para cada paciente, uma vez que as probabilidades de engravidar variam segundo, por exemplo, o grau de infertilidade e a idade dos pacientes. Ademais, a soma do potencial reprodutor dos dois membros do casal deve ser sempre tida em conta.

    Definição de reprodução assistida

    Inseminação artificial

    A técnica de reprodução assistida mais simples é a inseminação artificial que consiste no depósito de espermatozóides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino com o objectivo de engravidar a mulher.

    Para alcançar a gravidez o processo de ovulação é estimulado de forma controlada e monitorizado. A estimulação da ovulação é feita através da administração, no segundo ou terceiro dia de menstruação, de pequenas doses de hormonas. A monitorização desse estímulo é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    Quando o tamanho dos folículos é o adequado inicia-se o processo de inseminação. Gonadotrofina é prescrita e injectada na paciente 34 ou 36 horas antes da inseminação. Essa hormona promove a ovulação e a saída do óvulo até as trompas de Falópio.

    Antes da inseminação propriamente dita, a amostra de sémen é recolhida e os espermatozóides de boa qualidade são identificados e separados do resto da amostra em laboratório. Posteriormente, esses espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula fina. A paciente permanecerá em repouso durante alguns minutos. Esta técnica não requer qualquer tipo de anestesia porque é indolor.

    Aproximadamente duas semanas depois da inseminação a mulher já pode realizar um exame de gravidez para saber se esta foi bem-sucedida.

    Indicações da IA

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica mais complexa que consiste na extracção dos óvulos da mulher através da vagina por punção e na fertilização, em laboratório, desses óvulos com os espermatozóides do homem. Os embriões são, passados alguns dias, depositados no útero materno.

    Em primeiro lugar, é feita a estimulação controlada da ovulação através de hormonas e a monitorização dessa mesma estimulação. Existem diversos protocolos de estimulação que o ginecologista deve adaptar a cada caso.

    De entre 34 a 36 horas antes da punção ovaria, uma hormona para desencadear a ovulação é injectada na paciente. A punção é uma intervenção que não causa dor pois é aplicada na paciente uma pequena dose de anestesia local. Uma pequena agulha é introduzida via transvaginal para chegar aos folículos situados no ovário que são aspirados, permitindo a obtenção de óvulos. Esta intervenção demora de entre 15 a 40 minutos em função, normalmente, do número de folículos a aspirar. A paciente regressa a casa no mesmo dia da punção.

    O líquido folicular extraído é enviado para o laboratório onde o biólogo localiza os óvulos e coloca-os perto dos espermatozóides que foram previamente seleccionados tal como no processo de inseminação artificial.

    O espermatozóide mais rápido fertilizará o óvulo. Passadas cerca de 19 horas é possível observar se os óvulos foram fertilizados ou não. Dois pronúcleos podem ser observados, sendo que um possui a informação genética do óvulo e o outro do espermatozóide.

    Os óvulos fertilizados transformam-se em embriões. Neste momento, a informação genética da mãe e do pai já se fundiram e o embrião divide-se em 2-4 células. Nesta fase o embrião é apelidado de zigoto e já tem os seus próprios genes.

    Três dias após a fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos em 6 ou 8 células. Quatro dias após estão divididos entre 16 e 32 células e cinco dias depois já em 100 células.

    A transferência dos embriões para o útero materno é feita 3 ou 5 dias depois da punção ovárica. Isto é decidido em função do problema de fertilidade apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados e da evolução dos embriões.

    O número de embriões que serão transferidos é determinado e escolhidos os de melhor qualidade. A transferência embrionária é uma técnica simples que demora apenas alguns minutos. Os embriões seleccionados são colocados num cateter muito fino que é introduzido no útero por via vaginal. Esta técnica é indolor e não requer qualquer tipo de anestesia. Após cerca de 20 minutos de descanso a paciente pode ir para casa e seguir com a sua vida normal.

    Duas semanas após a transferência dos embriões, e no caso de não haver menstruação, um teste de gravidez é feito.

    Os embriões de pouca qualidade que não foram transferidos são deixados no incubador e a sua evolução é observada. Normalmente deixam de dividir-se e não sobrevivem. Os embriões de boa qualidade são congelados para que possam ser posteriormente utilizados e implantados.

    Cultura de embriões para FIV

    ICSI

    Esta outra técnica de reprodução assistida – micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides – é uma variante da FIV um pouco mais complexa e com mais custos. Nesta técnica a inseminação dos óvulos é feita através de uma micro-agulha que introduz um espermatozóide no interior do óvulo.

    Outra técnica de reprodução assistida que complementa os processos de FIV e de ICSI é o diagnóstico genético pré-implantação ou DGP, utilizado com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Esta técnica é mais complexa que o processo habitual de uma fertilização in vitro ou ICSI, logo, o seu custo económico é superior. Esta técnica é feita antes da transferência dos embriões para o útero materno e apenas os embriões geneticamente saudáveis são escolhidos.

    IMSI: processo

    Três dias após a fertilização do óvulo, quando o embrião possui de entre 6 a 8 células, é aberto um pequeno orifício na sua membrana externa para que uma célula possa ser aspirada. Análises cromossómicas são feitas em laboratório. Este processo não põe em risco o desenvolvimento do embrião.

    Depois de feito o diagnóstico genético, os embriões são transferidos ou, se forem de boa qualidade, congelados. Duas semanas depois testes de gravidez podem ser realizados.

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