Etiqueta: Reprodução assistida

  • Esperar os Resultados de uma IA

    Esperar os Resultados de uma IA

    Quando a mulher sente que chegou o momento de ser mãe e tem problemas em consegui-lo, procura uma clínica de reprodução assistida. Nos centros de fertilidade um dos tratamentos mais indicados nos casos de mulheres com menos de 35 anos e sem causas de infertilidade severas é a inseminação artificial (IA).

    Mulher esperando

    A inseminação artificial é um processo no qual o especialista em fertilidade intervém pouco. O sémen capacitado é introduzido no interior do útero da mulher e espera-se quea fertilização do óvulo pelos espermatozóides seja feita de forma natural.

    Tempo de espera dos resultados de uma IA

    O processo de inseminação artificial termina com a inseminação intra-uterina. Utilizando uma cânula flexível o ginecologista introduz os espermatozóides no cérvix uterino.

    Uma vez terminado o processo, a mulher deve descansar por 15 ou 25 minutos antes de abandonar a clínica e pode continuar a realizar as suas actividades diárias normais.

    A espera dos resultados de uma IA inicia-se neste momento e prolonga-se até a realização de um teste de gravidez. Para que o teste de gravidez seja fiável apenas deve ser feito 15 dias depois da inseminação. Durante estas duas semanas deve ocorrer a fertilização do óvulo e a implantação do embrião.

    Casal esperando o resultado de uma IA

    Conselhos para suportar o tempo de espera

    Durante as duas semanas de espera é lógico que a mulher esteja nervosa e ansiosa por conhecer o resultado da inseminação. Apesar de ser complicado a mulher deve tentar relaxar e seguir os seguintes conselhos:

    • Actuar com normalidade e não estar demasiado atenta a tudo o que sinta.
    • Não tentar detectar sintomas de uma gravidez.
    • Continuar com a sua vida normal como se não estivesse em tratamento sempre que o médico não indique o contrário.
    • Realizar actividades ou exercícios físicos moderados. Não é recomendável fazer grandes esforços físicos mas o exercício liberta endorfinas que fazem com que a mulher se sinta melhor.
    • Planear actividades para as semanas seguintes à inseminação. Desta forma a mulher terá planos seja qual for o resultado da inseminação. Se o resultado for positivo pode celebra-lo e se for negativo estará ocupada com outras actividades. A vida continua e a mulher ou casal não deve desesperar.
    • Partilhar momentos com o parceiro, família ou amigos. Estar com outras pessoas pode tornar o tempo de espera mais suportável.

    Realizar actividades durante o tempo de espera

    Depois de 15 dias a mulher poderá saber se está gravida. Assim, durante este período a mulher deve expressar os seus sentimentos para superar o stress.

  • Baixa Resposta do Ovário

    Baixa Resposta do Ovário

    Apesar das pacientes incluídas neste grupo serem muito diversas, todas cumprem os critérios característicos de uma baixa resposta ovárica:

    • A obtenção de um baixo número de folículos maduros ou de ovócitos recuperados.
    • Possuir baixos níveis de estradiol depois da estimulação da ovulação.

    A incidência destas características é de entre 7% e 24% em pacientes de FIV, percentagem que aumenta no casos de mulheres com mais de 40 anos.

    A idade é o factor relacionado com a reserva ovárica da mulher e com a sua fertilidade mais importante, já que existe uma relação inversamente proporcional entre sí: quando maior for a idade da mulher menor será a sua reserva ovárica. Considera-se que, até aos 31 anos, uma mulher possui uma boa reserva ovárica e uma boa capacidade de reprodução mas, a partir dessa idade, a probabilidade mensal de conceber diminui, chegando a ser de apenas um quarto aos 38 anos.

    Ovário

    A reserva ovárica pode ser estimada através da observação dos valores de FSH (hormona estimulante de folículos) entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Um valor elevado, de mais de 10-12 mUI/ml, é um indicador de que a mulher tem uma reserva ovárica reduzida.

    Alguns autores argumentam que os valores elevados de FSH não só indicam uma baixa resposta como também indicam uma má qualidade dos óvulos o que faz diminuir as  possibilidades da mulher engravidar.

    Determinar a baixa resposta do ovário

    Para determinar se existem uma baixa resposta ovárica há que avaliar, em conjunto, o ciclo menstrual da paciente, o número de folículos, o número de ovócitos, o protocolo de estimulação, a dose de gonadotrofinas administrada e a concentração de estradiol.

    -O número de folículos necessários para determinar a existência de uma baixa resposta vária de autor para autor. Alguns defendem que esse número deve ser menor de 3 e outros que deve ser menor de 6.

    -Quanto ao número de ovócitos, existem também várias opiniões. Contudo, o seu número é de entre 3 e 6 ovócitos recuperados.

    -Considera-se que existe uma baixa resposta ovárica quando se recupera um baixo número de ovócitos com doses de FSH inferior a 3000UI.

    – Quando a concentração de estradiol obtida é inferior a 500 pg/ml depois de seguido o protocolo de estimulação considera-se que existe uma baixa reserva ovárica.

    Factores de prognóstico de uma baixa resposta

    Existem diferentes factores que podem prever uma baixa resposta ovárica da paciente. Alguns desses factores são:

    • Idade.
    • FSH basal: um valor elevado é um indicador de uma baixa resposta.
    • Estradiol basal.
    • Quociente FSH/LH.
    • Inhibina B: níveis inferiores a 45 pgr/ml confirmam a existência de uma reserva ovárica reduzida.
    • Outros: volume ovárico, hormona anti mülleriana.
    • Ter tido um ciclo prévio com baixa resposta ovárica.

    Ovócitos recuperados

    Conversão de um ciclo de FIV em um ciclo de IA

    Um tratamento de FIV pode ser iniciado em casos onde a resposta ovárica é difícil de observar, em casos de infertilidade por factor masculino ou em casos em que a mulher quer utilizar os seus próprios óvulos. O protocolo de estimulação da paciente é posto em vigor e, depois de vários dias de estímulo com gonadotrofinas, observa-se o número de folículos que se desenvolveram.

    Nos casos em que apenas 1 ou 2 folículos desenvolvem-se, o ciclo de FIV pode ser convertido em um ciclo de inseminação artificial sempre que não exista um factor masculino severo. Esta pode ser uma opção válida para as pacientes com poucos folículos desenvolvidos.

    Alternativas para pacientes com baixa resposta ovárica

    Já que, em laboratório, um aspecto muito importante a ter em conta nos tratamentos de reprodução assistida é o número de ovócitos obtidos na punção folicular e o número de embriões que podem ser transferidos, há que considerar alternativas para aquelas pacientes que têm uma baixa resposta ovárica.

    Uma dessas alternativas é a doação de ovócitos. Uma mulher jovem doa os seus ovócitos a uma outra mulher e esses ovócitos são fertilizados com o esperma do parceiro da mulher receptora. Posteriormente, os embriões são transferidos para o útero da mulher receptora. É uma técnica simples e eficaz com boas taxas de sucesso.

  • Selecção do Dador

    Selecção do Dador

    A selecção dos dadores segue critérios muito estritos: de entre cada 15 jovens que se submetem aos exames, apenas um pode ser dador.

    Os critérios de selecção do dador de sémen estão regulados por lei e são os seguintes:

      • Idade: entre 18 e 45 anos.
      • Sem antecedentes familiares ou pessoais de doenças crónicas ou graves que possam afectar a sua descendência e sem antecedentes de anomalias congénitas na sua família. O dador não pode ser adoptado, uma vez que os seus antecedentes familiares têm de ser conhecidos.
      • Anonimato e altruísmo: os dadores recebem uma quantia simbólica de dinheiro pelas moléstias causadas pelo processo.
      • Ausência de doenças hereditárias.
      • Ausência de patologias infecciosas.
      • Saúde física e psicológica.

    Jovem dador de esperma

    • Ausência de práticas de risco.
    • Serologia negativa em HIV, hepatite B e C, sífilis, etc.
    • Cultivo de sémen para descartar doenças como a clamídia ou a gonorreia.
    • Espermograma para analisar o sémen antes e depois do congelamento.
    • Hemograma para descartar doenças hepáticas.
    • Serologia feita aos 6 meses devido ao período de tempo que o vírus do VIH leva a manifestar-se.
    • Exames opcionais
  • Vantagens da Inseminação Artificial

    Vantagens da Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é um procedimento simples cujo tratamento é menos invasivo que o de outras técnicas mais complexas de reprodução assistida.

    Algumas das vantagens desta técnica são as seguintes:

    • É um dos processos de reprodução assistida mais simples.
    • É o método mais parecido com a concepção natural. O sémen é artificialmente introduzido no útero da mulher mas há uma selecção natural do espermatozóide que finalmente fertiliza o óvulo.
    • É uma técnica indolor e, por tanto, não requer anestesia. Assim, não existe um risco elevado para a paciente.
    • É uma técnica de baixo custo económico, especialmente quando comparada com as restantes técnicas de reprodução.

    Segurança no laboratório

    • Graças ao tratamento hormonal é possível detectar o momento exacto da ovulação, o que faz as probabilidades de êxito do tratamento aumentarem pois é possível controlar o momento em que o sémen deve ser depositado no útero da mulher.
    • A estimulação ovárica  realizada durante o tratamento é mais suave que a requerida no tratamento de FIV. Isto reduz os efeitos secundários provocados pelos tratamentos hormonais.
    • A qualidade do sémen melhora com a capacitação deste feita antes da inseminação.
    • Esta técnica permite que mulheres solteiras e casais lésbicos tenham filhos.
  • Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    Indicações da Inseminação Artificial com Sémen de Dador (IAD)

    A inseminação artificial com sémen de dador é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Esterilidade masculina não susceptível de realizar ICSI como é o caso de uma azoospermia sem possibilidades de recuperação de espermatozóides no testículo ou no epidídimo.
    • Microinjecções intracitoplasmáticas de espermatozóides falhadas por causa masculina ou desconhecida.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença genética aos filhos.
    • Possibilidade do homem transmitir uma doença sexualmente transmissível e quando a lavagem do sémen não oferece garantias de eliminação total da doença.
    • Mulheres que decidem ser mães solteiras.
    • Casais lésbicos.

    Mulher gravida

    Este tipo de inseminação artificial é feito da mesma forma, e seguindo os mesmos passos, da inseminação artificial conjugal. A única diferença reside na origem da amostra de sémen, que neste caso é proveniente de um dador.

    A utilização da inseminação artificial está aconselhada sempre que a idade dos pacientes o permita e sempre que é indicada pois é uma técnica menos invasiva e tem boas taxas de sucesso (gravidez). Cada inseminação tem uma taxa de êxito de entre 15% e 20%, taxa essa que é acumulativa e pode aumentar ao longo de 4 ciclos de inseminação.

  • Êxito da Doação de Óvulos

    Êxito da Doação de Óvulos

    Historia e evolução da doação de óvulos

    A primeira gestação através de um óvulo doado foi conseguida pelo Dr. Alen Trounson. Contudo, foi o Dr. Lutjen que, no ano de 1984, conseguiu, pela primeira vez, que uma mulher com falha ovárica conseguisse levar uma gravidez ao seu correcto termino graças à doação de óvulos. Sem esta técnica esta mulher não poderia ter sido mãe.

    Todas as técnicas de reprodução assistida são relativamente recentes, sendo a doação de óvulos a que mais recentemente começou a ser utilizada. No início a sua utilização era feita de forma tímida, ocupando “muito pouco espaço” dentro de cada clínica de reprodução, já que, as implicações morais deste processo podem ser de difícil aceitação.

    Contudo, com o passar do tempo, com as mudanças de mentalidade e com a incorporação da mulher na vida laboral, a maternidade foi relegada para segundo plano e a técnica de doação de óvulos foi ganhando importância. Actualmente, é uma das técnicas mais utilizadas no âmbito da reprodução assistida.

    Esta técnica sofreu grandes e incríveis alterações, sendo tão utilizada quanto a FIV e ICSI, por exemplo. No futuro, é provável que esta técnica venha a ultrapassar as restantes, dado que as mulheres decidem ser mães pela primeira vez cada vez mais tarde.

    Probabilidade de gestação por doação de óvulos

    As taxas de êxito da doação de óvulos são muito boas, partindo dos 60% no primeiro ciclo e podendo alcançar 90% nas tentativas seguintes. Isto deve-se, entre outras razões, ao facto de a idade das dadores nunca superar os 35 anos de idade. Inclusivamente, alguns centros e clínicas de reprodução optam por restringir um pouco mais essa idade para conseguirem melhores resultados.

    Por esta razão, e apesar de ser um procedimento duro do ponto de vista psicológico, este é um processo que vale a pena pois as suas taxas de êxito superam as das técnicas in vitro.

    Isto não quer dizer que quando uma paciente decide submeter-se a um tratamento de reprodução assistida deve pedir logo uma doação de óvulos. Cada caso deve ser estudado individualmente e a patologia deve ser diagnosticada antes da escolha do tratamento mais adequado. Depois de saber quais os problemas de fertilidade que afectam os pacientes será mais fácil para os médicos recomendarem o tratamento de reprodução mais idóneo.

  • Aceitar uma FIV negativa

    Aceitar uma FIV negativa

    É complicado saber lidar com o resultado negativo de um teste de gravidez, especialmente no caso de mulheres que querem ser mães e estão em tratamento de fertilidade.

    Antes de iniciar o tratamento de fertilização in vitro, os pacientes devem estar certos que são capazes de suportar o stress gerado pelo tratamento bem como qualquer dos seus resultados.

    Após a transferência de embriões é necessário esperar pelo menos 15 dias até que um teste de gravidez possa ser feito. Se o teste é feito antes do tempo pode ter um resultado falso. Alias, os especialistas aconselham a não fazer um teste de gravidez em casa mas sim esperar pelos resultados das análises de sangue feitas na própria clínica.

    Mulher triste

    Se o resultado da hormona HCG (hormona mediante a qual uma gravidez é comprovada) é negativo, a mulher não está gravida. As probabilidades desse resultado serem um erro são praticamente nulas, logo, há que aceitar que o tratamento não surtiu resultados positivos. A mulher tem de aceitar que não está gravida.

    Mulher com esperança

    Porque é que o teste de gravidez é negativo?

    As pacientes não devem torturar-se com perguntas que não têm resposta como: que fiz?, que não fiz?, como pode correr mal? que faltou? Essas perguntas não ajudam e só geram tristeza.

    Se necessário, chorar faz bem pois ajuda a não reprimir as emoções. Ademais, partilhar os sentimentos pode ajudar a assimilar melhor o resultado negativo. No caso de a mulher ter informado os seus familiares e amigos de que está a fazer um tratamento de reprodução assistida, é recomendável relembrar essas pessoas de que a mulher os informará sobre os resultados do tratamento quando estiver pronta para o fazer. Desta forma evitam-se perguntas incómodas e situações constrangedoras.

    O fracasso de um tratamento não significa que a mulher ou casal nunca conseguirá ter um filho. É possível fazer um novo ciclo de FIV ou de outra técnica de reprodução assistida quando a mulher se sentir preparada.

    Ajuda psicológica

    A grande maioria dos centros de reprodução contam com um departamento de especialiastas em psicológia da reprodução assistida dispostos a ajudar os pacientes, nao só a aceitar os seus problemas de fertilidade, mas também a lidar com todo o preocesso de concepcção.

    Quando o teste de gravidez é negativo, sao muitos os sentimentos que afloran e a frustraçao pode aumentar. Neste aspecto, contar com o apoio psicológico de especialistas que entedem aquilo pelo que o paciente está a passar e que oferecem ajuda personalizada, é muito importante e pode reduzir os sentimentos de angústia.

    Para além disto, esta ajuda é importante no momento de enfrentar um novo tratamento. Submeter-se a um novo tratamento reproductivo depois do falhanço do anterior é muito complicado. O apoio psicológico é essencial, já que, a atitude é importante para o êxito do tratamento.

  • Hipospermia

    Hipospermia

    A hipospermia é uma alteração do esperma do homem na qual o volume de sémen ejaculado é inferior a 1.5 mililitros.

    O volume de sémen ejaculado é considerado normal quando é de entre 1.5 e 6 mililitros.

    A prova que se realiza para diagnosticar uma hipospermia é denominada de espermograma.

    A hipospermia é causa por, por exemplo:

    • Ejaculação retrograda parcial.
    • Ausência de canais deferentes.
    • Obstrução dos condutores ejaculadores.
    • Insuficiência androgénica.
    • Simpatectomia.
    • Cirurgia do colo vesicular.

    Amostra de sémen

    A ausência de ejaculado é apelidada de aspermia.

    Quando um homem deseja ter filhos e, após mais de um ano de relações sexuais continuas e sem protecção, a sua parceira não engravida, é recomendado recorrer a inseminação artificial nos casos em que a quantidade de espermatozóides é suficiente e a sua mobilidade é adequada. Em caso contrário, a fertilização in vitro é aconselhável.

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Efeitos Secundários do Ovitrelle

    Efeitos Secundários do Ovitrelle

    O Ovitrelle é um medicamento utilizado na inseminação artificial, na fertilização in vitro e na ICSI durante o processo de estimulação da ovulação.

    Os efeitos secundários detectados são os seguintes:

    – Transtornos frequentes (entre 1% e 10% das pacientes):

    • Dor abdominal e sintomas gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos.
    • Síndrome da hiperestimulação ovárica ou ovariana leve ou moderada. Isto acontece em cerca de 4% das pacientes.
    • Reacções locais ou dores no local da injecção.
    • Cefaleia.
    • Cansaço.

    – Transtornos pouco frequentes (entre 0,1% e 1% das pacientes):

    • Síndrome da hiperestimulação ovárica grave. Isto acontece em menos de 0,5% das pacientes.
    • Dor nos seios.
    • Transtornos psiquiátricos: Depressão, irritabilidade e/ou inquietude.
    • Transtornos gastrointestinais: Diarreia

    Efeitos do ovitrelle

    – Transtornos muito raros (en menos de 0,01% das pacientes):

    • Reacções alérgicas
    • Reacções cutâneas leves e reversíveis que se manifestam na forma de erupções.

    Estudos sobre a capacidade de conduzir e utilizar maquina sob o efeito deste fármaco não foram realizados.

    Fonte: European Medicines Agency

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