Autor: Carla Nobrega

  • Processo de ICSI

    Processo de ICSI

    O processo de ICSI é composto por passos iguais aos da fertilização in vitro, a única diferença entre estes dois métodos é a forma como a inseminação dos ovócitos é feita.

    O processo completo da técnica de ICSI é o seguinte:

      • Estimulação controlada da ovulação. Uma série de hormonas são administradas para que os ovários da mulher produzam mais do que um ovócito maduro. Graças a esta administração hormonal é possível controlar o ciclo menstrual da mulher.
      • Punção folicular. Trata-se da extracção dos ovócitos maduros através de uma punção vaginal guiada por ecografias.
      • Recolha e preparação do sémen. Este tipo de tratamento não requer tantos espermatozóides como a FIV, uma vez que é o biólogo quem, através de um microscópio com um micromanipulado, escolhe os espermatozóides de melhor qualidade. Se na amostra existirem muitos espermatozóides torna-se mais complicado escolher o que vai ser injectado.
      • Inseminação dos ovócitos. O espermatozóide idóneo é escolhido e inserido no interior do ovócito através da utilização de uma agulha.
      • Cultivo embrionário. O desenvolvimento e evolução dos embriões é observado e controlado.

    ICSI

    • Transferência dos embriões. Esta transferência costuma ser feita no 3º dia de desenvolvimento dos embriões. Se há um historial de tratamentos de reprodução falhados ou se foi feito um DGP, esta transferência pode ser levada a cabo apenas no 5º dia.
    • Congelamento dos embriões. Se existirem mais embriões de qualidade esses são congelados para, se necessário, serem utilizados posteriormente.
  • Estado de Ânimo durante a Gravidez

    Estado de Ânimo durante a Gravidez

    O estado de ânimo durante a gravidez é capaz de influenciar o desenvolvimento do bebé.

    Um novo estudo revelou que a saúde mental das mulheres gravidas, para além da saúde física, pode influir no desenvolvimento do futuro bebé. Os resultados deste estudo foram publicados na revista BMC Public Health. Este estudo revela que o problema do baixo peso do bebé no momento do nascimento pode dever-se ao estado psicológico da mulher gestante. Os factores nutricionais e socioeconómicos, apesar de importantes são, segundo este estudo, secundários.

    Gravidez feliz

    Outros estudos sobre a saúde mental materna durante a gestação foram, também, realizados. Estes estudos centraram-se nos cuidados de saúde no sul do continente Asiático (índia, Paquistão e Bangladesh), região onde, em geral, os bebés nascem com menos peso.

    Durante o último trimestre de gestação o crescimento fetal é mais acelerado. Os ossos do bebé endurecem e absorvem o cálcio em maiores quantidades. Por este motivo, tudo o que acontece à mulher gravida tem repercussões para o bebé.

    O aspecto psicológico é importante pois as gestantes que sofrem de problemas de depressão e ansiedade apresentam uma maior probabilidade de terem bebés com pouco peso. Estes bebés são mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças que podem, inclusivamente, ser fatais.

    Um novo estudo realizado pelo Instituto Korolinska na Suécia em colaboração com o Comité para o Desenvolvimento Rural do Bangladesh centrou-se na avaliação do peso dos bebés no momento do seu nascimento. 720 mulheres participaram neste estudo, sendo que 26% sofriam de ansiedade e 18% de depressão.

    O estudo permitiu observar que as mulheres que sofriam de depressão ou ansiedade apresentavam uma maior probabilidade de ter filhos com baixo peso. Por esta razão, o acompanhamento da saúde mental da mulher gravida é importante para a redução da mortalidade infantil.

    Fonte: El Mundo

  • Gravidez Ectópica

    Gravidez Ectópica

    É denominada de gravidez ectópica qualquer implantação embrionária fora da cavidade uterina, isto é, quando o óvulo já fertilizado ao descer pela trompa de Falópio não chega ao útero materno que é o lugar adequado para a sua implantação e desenvolvimento. Nestes casos o embrião implanta-se num outro tecido diferente.

    Em 95% dos casos, as gravidezes ectópicas localizam-se na trompa e são apelidadas de gravidezes tubárias. Existem outros lugares menos comuns onde o embrião pode implantar-se como o ovário, a cavidade abdominal ou o canal cervical.

    Este tipo de gravidez é a causa mais frequente da mortalidade materna durante o primeiro semestre de gestação. A taxa de mortalidade é de 1.8 mortes em cada 1.000 gravidezes ectópicas, sendo a frequência da gravidez ectópica de 1 em cada 100 gravidezes, isto é, 1%.

    A frequência das gravidezes ectópicas aumentou nos últimos 20 anos devido, em primeiro lugar, aos avanços médicos que permitem detectar este tipo de gravidez com mais facilidade. Este aumento deve-se, também, ao aparecimento de novos factores de risco como o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida.

    Mortalidade por gravidez ectópica

    Causas da gravidez ectópica

    Qualquer alteração que impeça ou diminua a movimentação do óvulo através da trompas aumenta o risco de uma gravidez ectópica:

    • Defeito congénito nas trompas de Falópio.
    • Cicatrização depois de uma ruptura do apêndice.
    • Endometriose.
    • Gravidezes ectópicas anteriores.
    • Cicatrização por cirurgia.

    Em alguns casos a causa da gravidez ectópica é desconhecida e pensa-se que as hormonas podem ter um papel importante neste tipo de gravidez.

    Sintomas da gravidez ectópica

    Quando a implantação do embrião acontece num outro tecido que não o útero pode não apresentar nenhuns sintomas durante a etapa inicial, contudo, e a medida que o embrião desenvolve-se, alguns sintomas costumam manifestar-se. Esses sintomas são: dores abdominais agudas, sangramento vaginal, náuseas, etc.

    Estes sintomas podem piorar se o embrião rompe a trompa de Falópio dando origem a uma hemorragia interna que pode, inclusivamente, ser fatal para a mulher.

    É, então, importante diagnosticar este tipo de gravidez rapidamente para que seja possível evitar complicações graves e para que o tratamento não seja demasiado agressivo.

    Diagnóstico da gravidez ectópica

    Os dois métodos de diagnóstico de uma gravidez ectópica mais importantes são a determinação da hormona beta-HCG e a ecografia.

    Uma das vantagens das técnicas de reprodução assistida é a rapidez do diagnóstico. Se o teste de gravidez de sangue for positivo a gravidez é confirmada por uma ecografia que permite detectar a presença de algum saco embrionário.

    Se nenhum saco embrionário é detectado no útero e o teste de gravidez for positivo, há que ter em conta a possibilidade de existir uma gravidez ectópica que deve ser confirmada através de novas análises de sangue que detectem a hormona HCG e outros marcadores bioquímicos como a progesterona e a proteína placentária, entre outros.

    Gravidez ectópica. Análises de sangue

    Tratamento de uma gravidez ectópica

    Muitas gravidezes ectópicas acabam por resolverem-se sem intervenção médica na forma de um aborto precoce, geralmente um aborto tubário. Se este não é o caso, a gravidez pode ser resolvida através de uma cirurgia ou tratamento médico com fármacos quimioterapéuticos.

    A eleição médica de um tratamento e não de outro é feita segundo testes diagnósticos e segundo os sintomas que a paciente apresenta. A paciente deve ser sempre informada das vantagens e dos inconvenientes de cada tratamento.

    Também há que ter em conta o impacto psicológico que a perda precoce de uma gravidez pode ter para a mulher e seu parceiro.

  • Gestação Múltipla

    Gestação Múltipla

    A gestação múltipla é uma gravidez considerada de risco, uma vez que existem mais probabilidades de complicações. As gestações múltiplas são gravidezes de gémeos, trigémeos, quadrigémeos, etc.

    Estas gestações não são muito comuns mas podem ocorrer, por vezes, depois de um tratamento de fertilidade quando há a implantação de mais de um embrião. A medicina reprodutiva tem tentado travar a proliferação deste tipo de gestações.

    Maior controlo médico

    Como ocorre uma gestação múltipla?

    A gestação múltipla produz-se como consequência de vários processos que determinam o tipo de gémeos:

    • Gémeos univitelinos ou idênticos. Surgem da divisão do mesmo óvulo. Os bebés possuem a mesma carga genética, o mesmo sexo e um aspecto físico muito semelhante. 30% das gestações múltiplas são gestações de gémeos idênticos.
    • Gémeos bivitelinos ou fraternos. Surgem da fertilização de mais de um óvulo com diferentes espermatozóides. Os gémeos apresentam as semelhanças físicas comuns entre irmãos e podem não ser do mesmo sexo. 70% dos casos de gestações múltiplas são de gémeos fraternos.

    Factores que favorecem a gestação múltipla

    Existem diversos factores que podem favorecer a concepção de uma gestação múltipla, como:

    • Hereditariedade. Quando a mulher tem antecedentes deste tipo de gestações na sua família pode ter uma gestação múltipla. Não é certo que este tipo de casos salte uma geração mas é possível que ocorra.
    • Idade da mulher. Quando a mulher tem mais de 30-35 anos no momento da concepção, a probabilidade de ter uma gestação múltipla é maior.
    • Reprodução assistida. Como já comentamos anteriormente, os tratamentos de fertilidade são os responsáveis por muitos casos de gestação múltipla. Não obstante, a medicina reprodutiva tem tentado diminuir o número deste tipo de gestações.
    • Depois da toma contínua de medicamentos anticonceptivos. Alguns estudos apontam para um possível aumento das probabilidades de uma gestação múltipla depois da toma da pírula anticonceptiva durante vários anos.

    As gestações múltiplas têm uma série de sintomas distintos aos de uma gravidez individual. Por exemplo, as mulheres gravidas de gémeos costumam sentir mais náuseas e enjoos e o tamanho do seu útero é maior.

    Riscos da gestação múltipla

    Este tipo de gestações costuma abarcar uma série de riscos para a mulher. Alguns desses riscos são:

    • Parto prematuro.
    • Pré-eclampsia.
    • Baixo peso dos bebés.
    • Diabetes gestacional.
    • Alterações cromossómicas.
    • Síndrome da transfusão feto-fetal. Produz-se quando um feto recebe mais sangue que o outro.

    Recomendações

    A mulher gravida de gémeos, trigémeos ou mais deve ter em conta uma série de recomendações para que a sua gravidez desenvolva-se sem complicações. Algumas dessas recomendações são as seguintes:

    • Repouso. É provável que a mulher requeira um ambiente mais tranquilo.
    • Controlo médico. Um maior número de ecografias deve ser feito e as visitas ao médico devem ser mais frequentes que o habitual. Um diagnóstico precoce da gestação múltipla é importante para o planeamento do parto.

    Depois do nascimento das crianças, a mãe precisará de toda a ajudar disponível para poder cuidar dos bebés.

  • Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de Alto Risco

    Gravidez de alto risco refere-se a uma gravidez na qual a mãe, o feto ou ambos têm possibilidades de padecer de algum tipo de complicação tanto durante o período de gestação, quanto no momento do parto. Estas complicações podem, inclusive, ser fatais para ambos.

    Gravidez de alto risco

    Factores de Risco

    Alguns dos factores que fazem o risco de complicações durante a gravidez aumentarem são:

    • Gestações múltiplas.
    • Idade materna avançada ou gravidez na adolescência.
    • Mulheres que padecem de algum tio de doença crónica.
    • Obesidade.

    Causas

    As gravidezes de alto risco costumam manifestar-se em mulheres com algum tipo de doença prévia ou desenvolvida durante a gestação (diabetes gestacional, por exemplo). Algumas dessas doenças são:

    • Diabetes
    • Cancro
    • Hipertensão
    • Problemas renais
    • Epilepsia
    • Infecções
    • Malformações no útero
    • Placenta prévia

    Por estas razões é muito importante que a mulher consulte um médico antes de engravidar. O médico recomendará uma medicação adequada que será controlada durante a gestação.

    Recomendações

    Alguns dos pontos a ter em conta no caso de uma gravidez de alto risco são os seguintes:

    – Acompanhamento médico exaustivo. As mulheres que têm uma gestação deste tipo requerem acompanhamento médico contínuo e exaustivo. Um maior número de ecografias, análises e exames de controlo pré-natal devem ser feitos. Actualmente, a tecnologia facilita o acompanhamento do estado do feto e da mãe graças, por exemplo, as ecografias 4D.

    – Planificação do parto. O momento do parto deve ser planeado. O parto não tem, necessariamente, de ser feito por cesariana mas deve ser induzido e controlado em todo o momento.

    O consumo de álcool, tabaco e outros tipos de drogas podem complicar seriamente a gravidez e transformá-la numa gestação de alto risco com graves consequências para o feto.

    As mulheres e casais que enfrentam uma gravidez de alto risco requerem apoio psicológico, já que, o que deveria ser um momento de felicidade na sua vida transforma-se numa fonte de preocupações, incerteza e ansiedade.

    Alguns médicos defendem que falar com outras mulheres e casais que enfrentaram o mesmo problema é benéfico.

  • Indicações do DGP

    Indicações do DGP

    O diagnóstico genético pré-implantação é uma técnica de reprodução assistida aplicada nos seguintes casos:

    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma doença genética hereditária.
    • Um ou ambos os membros do casal são portadores de alguma anomalia genética.
    • Fracasso repetido de diversos ciclos de fertilização in vitro convencional ou ICSI.
    • Fracasso repetido do processo de implantação do embrião.
    • Abortos espontâneos de repetição.

    • Idade materna avançada. A percentagem de embriões geneticamente anómalos aumenta de forma proporcional à idade da mulher. Nos casos de mulheres com mais de 35 anos 34% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias. Em mulheres com mais de 40 anos 52% dos embriões de aspecto morfológico adequado são aneuploidias (aneuploidia é uma célula com um número incorrecto de cromossomas).
    • Antecedentes de uma gravidez aneuploidia prévia.
    • Esterilidade masculina que requer a aspiração dos espermatozóides do epidídimo ou a extracção dos espermatozóides dos testículos. Estas intervenções estão indicados nos casos em que não é possível encontrar espermatozóides no sémen ejaculado (azoospermia).
  • Medicamentos durante a Gravidez

    Medicamentos durante a Gravidez

    O ideal seria que as mulheres gravidas não tomassem nenhum tipo de medicamentos durante toda a gestação. Contudo, as estatísticas mostram que a maioria das gravidas consome algum tipo de fármaco durante o período de gestação.

    Os efeitos tóxicos de alguns fármacos sobre as mulheres gravidas não são conhecidos por completo porque, como é evidente, não é possível fazer ensaios em mulheres gravidas. Não obstante, os efeitos destes medicamentos sobre o bebé após o seu nascimento foram investigados e analisados.

    Consumo de fármacos durante a gravidez

    Em alguns casos, especialmente naqueles em que a mulher padece de alguma doença crónica ou patológica aguda, é quase impossível que não tome medicamentos. É importante que a mulher consulte o seu médico para que esse valorize a relação benefício-risco da administração de medicação.

    Os fármacos tomados durante o período de gestação chegam ao feto através da placenta e actuam sobre o mesmo. Qualquer molécula que passe para o sangue da mãe passará, também, para o feto. A fase crítica da gravidez é, sobretudo, o seu início. Durante este período de tempo os medicamentos têm mais efeitos sobre o embrião. Nesta fase um medicamento pode matar o embrião, provocar defeitos congénitos ou malformações no feto ou, pelo contrário, não afecta-lo em absoluto. Entre o 17º e o 57º dia de gestação, aproximadamente, o feto está especialmente vulnerável porque este é o momento de formação de todos os seus órgãos. Este período e fundamental para o desenvolvimento do feto e, portanto, os medicamentos podem prejudicá-lo.

    Assim, entre a primeira e a oitava semana de gestação é preferível que a mulher não tome qualquer medicamento. Depois e antes de consumir qualquer fármaco de venda livre, a mulher deve consultar o seu médico e, se possível, procurar alternativas para aliviar os seus sintomas como remédios caseiros.

    Depois de consultado o médico, os fármacos só devem ser tomados quando estritamente necessário.

    Medicamentos que afectam o feto

    Alguns estudos sobre este tema diferenciaram várias categorias de fármacos e os classificaram em :

    • Fármacos permitidos e cujos estudos demonstram que não afectam o feto como é o caso do ácido fólico e da vitamina B6.
    • Fármacos que causam defeitos congénitos no feto como, por exemplo, os que são prescritos contra o acne quistico.
    • Fármacos que não devem ser tomados em nenhum caso, como os medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia, as hormonas, os sedativos, os analgésicos, os antibióticos, os anticoagulantes orais, etc…

    A ingestão de aspira também não está recomendada.

    Medicamentos e gravidez

    Há que ter em conta que uma mulher gravida nunca deve tomar medicamentos sem indicação médica. Especialistas devem ser consultados para que os riscos para o futuro bebé possam ser evitados.

  • Cuidados durante a Gravidez

    Cuidados durante a Gravidez

    Durante a gestação é recomendável que a mulher siga uma série de instruções que lhe ajudarão a ter e manter um bom estado de saúde.

    Estar gravida não é o mesmo que estar doente, logo, a mulher pode realizar uma multitude de actividades mas há que ter em conta que a gravidez pode pressupor algumas limitações para a futura mãe.

    Recomendações durante a gravidez
    Existem várias doenças que podem ser evitadas se forem seguidas as instruções de higiene adequadas:

    • Os dentes devem ser lavados três vezes por dia e as mãos devem ser lavadas antes de cada refeição e depois de cada ida à casa de banho.
    • Os genitais devem ser limpos depois de cada relação sexual. A utilização de um sabão de PH neutro é recomendável.

    Evitar maus hábitos

    Quando uma mulher sabe que está gravida deve evitar maus hábitos que podem ser prejudiciais para o bebé. Alguns desses hábitos são:

    • Álcool
    • Tabaco
    • Drogas ou medicamentos. Apesar dos medicamentos servirem para aliviar algumas dores é necessário perguntar ao médico se podem ser ingeridos durante a gravidez, já que, os analgésicos, por exemplo, são capazes de atravessar a placenta e produzir danos no feto.

    Apoio emocional

    Apoio emocional

    É muito importante cuidar da mulher gravida. O apoio familiar e, em especial, do parceiro é fundamental para que a mulher viva este momento da sua vida de forma adequada. Durante a gestação as mudanças de humor são comuns devido as alterações nos níveis hormonais. É importante que a mulher se sinta querida e compreendida.

    Ao longo da gravidez, o estado de ânimo da mulher gravida varia. É muito habitual que depois da alegria inicial a mulher sinta algum desanimo causado pelos incómodos típicos de uma gravidez. Durante o segundo trimestre da gravidez a mulher tem mais energia e o desânimo costuma desaparecer. É normal que, durante a recta final da gravidez o ânimo da mulher seja menor devido a sua mobilidade reduzida, ao peso do útero e as dores nas costas, bem como devido ao medo do parto. A mulher costuma estar mais ansiosa durante este período de tempo.

  • Saúde Materna e Gravidez

    Saúde Materna e Gravidez

    A saúde da mãe antes da gravidez, os seus hábitos alimentícios e de consumo de tabaco e álcool, os tratamentos com fármacos e a exposição a componentes tóxicos são factores muito importantes e que podem influenciar o desenvolvimento da gravidez e a saúde do feto. As doenças maternas podem afectar o bebé. Para que a gravidez se desenvolva sem problemas e complicações a mãe deve tomar algumas precauções, principalmente se, antes da gravidez, sofrer de alguma doença.


    Existem determinados agentes externos que aumentam as probabilidades de malformações congénitas. Estas malformações são alterações anatómicas, estruturais, funcionais, metabólicas ou comportamentais que se desenvolvem nas etapas de desenvolvimento embrionário, logo, manifestam-se desde o nascimento do bebé.

    Nas primeiras semanas de desenvolvimento embrionário uma das mais importantes estruturas do feto começa a desenvolver-se: o tubo neural. A infestação de suplementos de ácido fólico durante as primeiras semanas de gestação ajudam a prevenir o aparecimento de defeitos do tubo neural.

    A exposição pré-natal ao álcool é uma das causas mais comuns de atrasos mentais que pode ser facilmente evitada. Por este motivo as mulheres gravidas não devem consumir álcool durante a gravidez e fase de amamentamento. Quanto maior for a ingestão do álcool maiores serão os efeitos no bebé, por isso os maiores problemas são diagnosticados em filhos de mães alcoólicas.

    No caso da mulher sofrer de alguma doença como a epilepsia, deve consultar um médico antes de engravidar para, na medida do possível, modificar a medicação por uma menos tóxica para o feto e eficaz para si.

    Alcool e gravidez

    Entre os agentes externos que podem afectar o desenvolvimento fetal podemos encontrar:

    Agentes físicos e químicos

    Radiação ionizante, solventes orgânicos compostos por carbono, substâncias que produzem efeitos semelhantes aos do álcool e dos anestésicos.

    Deficiências nutricionais

    A falta de iodo e de ácido fólico pode provocar hipotiroidismo ou atraso mental no feto no caso da falta de iodo e o aparecimento de uma espinha bífida no caso da falta de ácido fólico.

    Fármacos

    Misoprostol, antiepilépticos, etc, podem provocar abortos, atrasos mentais e defeitos congénitos, entre outros.

    Doenças maternas

    Doenças como diabetes, o hiperandroginismo ou o lúpus afectam o desenvolvimento fetal e causam defeitos congénitos, reversão sexual no caso do androginismo e bloqueios cardíacos no caso do lúpus.

    Drogas

    Tabaco, álcool, cocaína, drogas sintéticas, etc, podem provocar abortos, atrasos mentais e defeitos congénitos.

    Infecções vírias

    Existem determinadas infecções vírias que a mãe pode contrair e que podem ter um efeito negativo no crescimento do feto. Essas infecções são a varicela e a rubéola. Para evitar complicações durante a gravidez há que comprovar que a mãe foi vacinada contra estas doenças e, em caso de dúvida, vacinar antes da gravidez.

    A rubéola durante a gravidez pode desencadear o síndrome da rubéola congénita no bebé. Se o contágio ocorrer nas primeiras semanas de gestação, antes da 16ª semana, pode ter efeitos graves no feto como a cegueira, a surdez, atrasos mentais ou alterações cardíacas.

    A varicela pode gerar no feto o síndrome da varicela congénita. Antes da 13ª semana de gestação o risco de contágio é muito baixo (0.4%) mas, entra a 13ª e a 20ª semana de gestação esse risco aumenta cerca de 2% podendo causar malformações fetais como cicatrizes na pele ou problemas de visão e audição.

    Uma mulher que deseja engravidar deve, ainda, fazer testes de VIH, hepatite, herpes, toxoplasma, etc.

    Diversos estudos demonstram como certos factores influenciam o desenvolvimento do feto e, posteriormente, a vida do indivíduo. Alguns benefícios de um desenvolvimento fetal saúdavel são um melhor rendimento escolar da criança, melhor saúde na adolescência e vida adulta, menor índice de obesidade de hipertensão ou de doenças cardiovasculares.

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