Autor: Carla Nobrega

  • Inseminação dos Ovócitos na Fertilização in Vitro Convencional

    Inseminação dos Ovócitos na Fertilização in Vitro Convencional

    A inseminação dos ovócitos na fertilização in vitro convencional é o terceiro passo do processo de fertilização in vitro.

    Depois da recuperação dos ovócitos através da punção folicular, os espermatozóides e os óvulos são colocados numa placa de cultivo em laboratório para que um dos espermatozóides possa fertilizar o óvulo. Os ovócitos encontram-se rodeados de células granulosas que estes terão de atravessar.

    A placa de cultivo é colocada em um incubador que se encontra a mesma temperatura que o útero materno, isto é, 37ºC.

    Cerca de 16 ou 19 horas depois as células granulosas que se situam ao redor de cada um dos ovócitos fertilizados são eliminadas.

    Zigoto correctamente fertilizado

    Utilizando um microscópio é possível determinar se houve fertilização ou não. Os ovócitos fertilizados apresentam dois pronúcleos, um que possui a informação genética do óvulo e outro que possui a informação genética do espermatozóide.

    Defeitos genéticos no óvulo

    Em certos casos, no dia da fertilização, encontram-se alguns ovócitos que não foram fertilizados, ovócitos que são têm um pronúcleo e outros que têm mais de dois pró-nucleose que não têm potencial de sobrevivência.

  • Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    A hiperestimulação controlada da ovulação e monitorização do processo é o primeiro passo da técnica de reprodução assistida apelidado de fertilização in vitro.

    A finalidade da estimulação da ovulação é conseguir que vários folículos cresçam, fazendo com que o número de ovócitos obtidos após uma punção ovárica aumente. Assim, o número de embriões obtidos aumenta bem como as possibilidades da mulher engravidar.

    Para isto, são prescritas gonadotrofinas e análogos de GnRH ou antagonistas de GnRH. Existem diversos protocolos de tratamento que o ginecologista deverá individualizar para cada caso. As doses dos fármacos também devem ser individualizadas em função da idade da mulher, dos ciclos prévios, da sua resposta ovárica  anterior, etc.

    A monitorização da estimulação é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em desenvolvimento nos ovários, programar o momento da recuperação dos ovócitos e medir a grossura do endométrio até que essa seja a ideal para favorecer a implantação do embrião.

  • Vantagens da HCG

    Vantagens da HCG

    A gonadotrofina coriónica humana é um medicamento prescrito durante os tratamentos de reprodução assista e que tem o objectivo de conseguir com que a mulher em tratamento engravide.

    As vantagens da administração da HCG durante o processo de estimulação da ovulação em ciclos de inseminação artificial ou de FIV são as seguintes:

    • Permite conhecer com exactidão o momento em que ocorre a ovulação. A ovulação dá-se 37 horas depois da administração da hormona.
    • Serve de suporte para a fase lútea. Na fase lútea substâncias nutritivas acumulam-se.

    Esta hormona tem como objectivo manter o funcionamento do corpo lúteo como uma entidade endócrina de secreção de progesterona durante o primeiro trimestre da gravidez.

    Vantagens da HCG

    A HCG é a base histórica e actual do diagnóstico de gravidezes. Para além disto, é utilizada para controlar a ovulação da mulher quando esta está a fazer um tratamento de inseminação artificial.

  • Indicações da HCG

    Indicações da HCG

    A hormona HCG é um fármaco prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir que a mulher em tratamento engravide.

    Indicações da HCG
    A prescrição deste fármaco está indicada nos seguintes casos:

    • Estimulação da ovulação depois do desenvolvimento dos folículos com FSH e outros fármacos (LH, análogos de GnRh OU antagonistas de GnRH) em mulheres que se submeteram a um tratamento de reprodução assistida.
    • Ausência de LH na metade do ciclo menstrual em tratamentos com colmífero.
    • Inadequado aumento dos níveis de LH na metade do ciclo menstrual em tratamentos com colmífero.
  • Efeitos da HCG

    Efeitos da HCG

    A gonadotrofina coriónica humana é um fármaco prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir que a mulher engravide.

    A administração de HCG tem os seguintes efeitos:

    • Intervém no processo de amadurecimento final dos folículos.
    • Provoca a ovulação 37 horas depois da sua administração.

    A ovulação é o despreendimento do ovócito do interior do folículo.

    Efeitos da HCG
    A HCG é semelhante, em estrutura e actividade biológica, à hormona luteína (LH). Por esta razão, ao ser administrada a HCG tem os mesmos efeitos que a LH.

    A HCG dá, então, início a uma série de reacções que conduzem a degradação da parede folicular, a expulsão do ovócito e a formação do corpo lúteo.

  • HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana)

    HCG (Gonadotrofina Coriónica Humana)

    A gonadotrofina coriónica humana é mais conhecida pela sua sigla em inglês: HCG. É uma glicoproteína sintetizada nas células do sincitiotrofoblasto, que mais tarde formam a placenta.

    Aumenta no sangue algum tempo depois da implantação do embrião e a sua detecção é o fundamento dos testes de gravidez.

    Placenta

    Função da hormona HCG

    Esta hormona é responsável por impedir que o corpo lúteo se desintegre através da secreção de progesterona. Esta função é extremamente importante durante o primeiro semestre de gravidez.

    É também responsável por impedir que o sistema imunológico da mãe rejeite o embrião durante a primeira fase da gestação.

    A HCG é a base histórica e actual do diagnóstico de gravidez. Contudo, é possível que altos níveis desta hormona não indiquem uma gravidez mas sim certos tipos de cancro como o cancro da próstata.

    Testes de detecção da HCG

    Os testes de gravidez medem as concentrações desta hormona tanto na urina quanto no sangue, sendo os testes de sangue mais eficazes pois podem detectar uma concentração de 5mUI/ml da hormona, enquanto os testes de urina requerem um mínimo de concentração de 10mUI/ml para que a hormona possa ser detectada.

    A detecção desta hormona pode ser feita quanto a menstruação da mulher está atrasada. Contudo, nos tratamentos de reprodução assistida o momento da ovulação é controlado e o teste de gravidez pode ser feito 15 dias depois da punção folicular.

    Dependendo dos níveis da hormona é possível especificar de quantas semanas a mulher está gravida e se a sua gestação é múltipla. Níveis alterados da hormona podem indicar alterações genéticas do feto, como o síndrome de Down.

    Uso em reprodução assistida

    A hormona HCG é utilizada nos tratamentos de reprodução assistida actuais como um fármaco.

    Estrutura da HCG

    A sua estrutura é semelhante a da hormona luteinizante (LH), responsável pela ovulação no ciclo menstrual natural. Através da administração da HCG podemos alcançar os mesmos resultados da LH. Este fármaco é injectado cerca de 32-36 horas antes da inseminação artificial ou da punção ovárica com o objectivo de induzir a ovulação.

    Existem duas formas de obtenção desta hormona para utilização como fármaco:

    • De origem urinária. É obtida através da purificação da urina de mulheres gestantes. É a hCG urinária.
    • De origem recombinante. É obtida através da engenharia genética. É a hCG recombinante.

    Efeitos da HCG

    O principal efeito da HCG é intervir no processo de maturação dos folículos nos ovários. Os folículos são estruturas que armazenam no seu interior os ovócitos e que os expulsam do ovário depois de maduros. 37 horas depois da administração da HCG a ovulação ocorre.

    Na fertilização in vitro, a punção é feita um pouco antes das 37 horas para que seja possível capturar os ovócitos maduros antes que esses saiam para as trompas de Falópio como acontece em todos os ciclos menstruais.

    Indicações

    A administração desta hormona está indicada em todas as mulheres que se submetem a um tratamento de reprodução assistida. A hormona é utilizada para planificar e controlar a libertação dos óvulos por parte do ovário durante a ovulação.

    Vantagens da utilização da HCG

    A principal vantagem da utilização da HCG é que permite saber com exatidão o momento da ovulação, entre 26 e 40 horas depois da sua administração. Isto é muito importante no âmbito da reprodução assistida porque a partir da ovulação da mulher todo o resto do tratamento é programado.

    Hiperestimulação

    Desvantagens

    Risco de padecer do síndrome da hiperestimulação ovárica. A HCG tem um efeito vasodilatador e provoca problemas graves de extravasão de líquidos que podem ser perigosos quando não controlados. Nos casos em que, durante a punção, é detectada uma concentração muito elevada de estrogénio os ovócitos recuperados ou embriões fertilizados são congelados e transferidos durante um outro ciclo.

  • Requisitos da Fertilização in Vitro

    Requisitos da Fertilização in Vitro

    Qualquer casal que se submete a um tratamento de fertilização in vitro deve cumprir uma serie de requisitos para que o tratamento tenha boas probabilidades de êxito. A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida na qual os especialistas em fertilidade intervêm amplamente.

    Fertilização de um óvulo
    Por este motivo, os requisitos não são tão exigentes quanto os da inseminação artificial. Neste caso, os requisitos que o casal deve cumprir são os seguintes:

    • O homem deve ter espermatozóides no seu sémen ejaculado e, depois do teste de capacitação, deve ter um mínimo de 3 milhões de espermatozóides por milímetro de sémen.
    • A mulher necessita que o seu útero tenha condições de suportar a gestação e a sua resposta à estimulação ovárica deve ser adequada.

    Em casos mais graves, é possível recorrer a um ICSI e, se não for possível conseguir uma gravidez através deste tratamento, recorrer à doação de sémen e/ou óvulos.

  • Indicações da Fertilização in Vitro Convencional

    Indicações da Fertilização in Vitro Convencional

    A fertilização in vitro convencional é uma técnica de reprodução assistida na qual o óvulo e os espermatozóides unem-se fora do corpo da mulher. Esta técnica é aplicada nos seguintes casos de esterilidade:

    Fertilização in vitro tradicional

    • Casos de infertilidade masculina. A fertilização in vitro convencional é utilizada quando existe um alteração moderada do sémen com um número suficiente de espermatozóides com mobilidade progressiva e uma contagem de espermatozóides por milímetro de sémen superior a 1 milhão (factor de esperma).
    • Casos de infertilidade feminina. A fertilização in vitro convencional é utilizada quando existe uma obstrução das trompas de Falópio (factor tubário), alterações ovulatórias (factor endócrino ovárico ) ou uma endometriose moderada ou severa.
    • Esterilidade de origem desconhecida após o fracasso de mais de uma inseminação artificial.
    • Fracasso repetido de diversos ciclos de inseminação artificial.
  • Repouso depois da Inseminação Artificial

    Repouso depois da Inseminação Artificial

    As mulheres, ao submeterem-se a um tratamento de inseminação artificial (IA), questionam-se se devem repousar depois da deposição dos espermatozóides para, desta forma, facilitar a fertilização e a implantação do embrião.

    Repouso depois da inseminação

    Sempre que não exista nenhum problema adicional ou o ginecologista não o especifique directamente, a mulher não precisa repousar depois da inseminação artificial. Nenhum estudo há demonstrado que o repouso depois da inseminação faz aumentar as possibilidades da mulher engravidar.

    Normalmente, após a inserção da cânula no útero da mulher e do depósito dos espermatozóides , a paciente espera cerca de meia hora na clínica de reprodução assistida por comodidade e para que possa descansar um pouco. Passado esse período de tempo, pode sair da clínica sem qualquer problema.

    Uma vez em casa, a mulher deve continuar com a sua vida normal. Pode trabalhar e deve manter-se ocupada para não obcecar sobre o resultado da inseminação.

    Inchanço e mal-estar depois da IA
    Por vezes, a mulher pode sentir algum incómodo depois da inseminação artificial devido aos movimentos da cânula no útero. A mulher pode sentir-se cansada ou dolorida, mas estes casos são raros e o repouso não contribui para o aumento da probabilidade de engravidar.

    Evitar a ansiedade

    Não conseguir ter filhos conjugado com o ter de ir a uma clínica de reprodução assistida pode aumentar o stress. O repouso total e o limitar das actividades diárias apenas contribuem para o aumento desse stress e da ansiedade. Por este motivo, a mulher deve fazer planos e manter-se ocupada.

    Evitar o stress e ansiedade
    As mulheres que engravidam de forma natural não fazem qualquer tipo de repouso nem limitam as suas actividades pois, normalmente, só sabem que estão gravidas depois de algumas semanas. O mesmo deveria acontecer nos casos de mulheres que se submetem a tratamentos de reprodução assistida.

  • Desvantagens da LH

    Desvantagens da LH

    A hormona luteinizante é prescrita no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com o objectivo de conseguir que a paciente engravide.

    Se a dose de LH administrada não for correctamente ajustada pode ter algumas desvantagens.

    Apesar de a hormona LH estimular a síntese de esteróides, um nível demasiado alto de LH pode, também inibir a síntese de esteróides. Logo, os níveis demasiado elevados de LH podem ter efeitos negativos no desenvolvimento dos folículos que sofrem um atraso ou uma lutenização prematura.

    Os níveis excessivamente baixos de LH influenciam negativamente a estimulação da ovulação. Assim, o nível da hormona luteinizante deve ser o adequado e mais ou menos constante durante todo o processo de estimulação ovárica.

    Desvantagens da LH

    No caso das pacientes indicadas para a utilização da hormona LH esta é administrada na quantidade idónea e a sua prescrição não apresenta desvantagens.

    Em relação as restantes pacientes, a administração de LH acarreta o risco de que os folículos sofram uma luteinização prematura ou que o seu desenvolvimento seja atrasado. Ademais, as vantagens do tratamento hormonal apenas são observadas nos casos indicados.

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