Categoria: ICSI

  • Capacitação de Espermatozóides

    Capacitação de Espermatozóides

    A capacitação de espermatozóides é um processo que ocorre de forma natural nos espermatozóides e que lhes permite ter a capacidade de fertilizar o óvulo.

    Assim que o espermatozóide é ejaculado é incapaz de penetrar a espessa membrana do óvulo e necessita sofrer uma serie de alterações estruturais. Essas alterações ocorrem no interior do aparelho reprodutivo feminino.

    Nos tratamentos de reprodução assistida que requerem a capacitação dos espermatozóides, como é o caso da inseminação artificial e da FIV, a capacitação pode ser feita em laboratório.

    A capacitação pode, também, ser utilizada no âmbito de um diagnóstico da capacidade dos espermatozóides fertilizarem o óvulo.

    Capacidade do esperma

    Para que a capacitação dos espermatozóides possas ser feita é necessário processar uma amostra de sémen em laboratório através de técnicas como a swim-up e os gradientes de densidade.

    Os espermatozóides separam-se do líquido seminal e são agrupados em função da sua mobilidade e morfologia. Assim, é possível escolher apenas os espermatozóides aptos para a fertilização.

    Os resultados da capacitação são apresentados em termos da quantidade de espermatozóides moveis e com trajectórias rectilíneas por milímetro de sémen ejaculado. Isto é conhecido como contagem de espermatozóides móveis.

    Contagem de espermatozóides móveis

    A partir dos resultados obtidos pelo espermograma e pela capacitação dos espermatozóides é feito um diagnóstico e uma técnica de reprodução assistida é aconselhada da seguinte forma:

    • No caso de uma contagem superior a 3 milhões de espermatozóides móveis por ml de sémen deve-se recorrer à inseminação artificial.
    • No caso de uma contagem superior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen mas inferior a 3 milhões deve-se optar por uma fertilização in vitro convencional.
    • No caso de uma contagem inferior a 1 milhão de espermatozóides móveis por ml de sémen, uma microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é aconselhada (ICSI).
  • Vasectomia e Gravidez: ser pai depois de uma vasectomia

    Vasectomia e Gravidez: ser pai depois de uma vasectomia

    A vasectomia é um procedimento de esterilização masculina que consiste em cortar ou selar os canais deferentes do homem para que os espermatozóides não se possam unir ao sémen. Esta operação dura cerca de 20 minutos e é feita sob anestesia geral ou local. Depois da cirurgia o homem continua a produzir espermatozóides mas não os absorve. A eficácia deste procedimento não é imediata e o homem tem de ejacular várias vezes para esvaziar os canais condutores.

    A decisão de fazer uma vasectomia não deve ser tomada de ânimo leve. Quando um homem decide faze-lo deve estar seguro de que não quer ter mais filhos. Contudo, por diferentes circunstâncias da vida, é possível que o homem queira vir a ser pai depois de se ter submetido à esta operação.

    Reversão da vasectomia e gravidez

    Os avanços médicos são importantes mas, apesar do processo de reversão ter êxito não é certo que o homem possa conceber um filho. Existem duas técnicas cirúrgicas para reverter uma vasectomia: a epidimostomia e a vasovasostomia. O objectivo destas técnicas é conseguir que o sémen ejaculado volte a conter espermatozóides.

    – A vasovasostomia é a técnica mais utilizada e que tem uma percentagem de êxito mais elevada. Consiste na unificação dos canais deferentes e a sua duração é de aproximadamente duas horas. A probabilidade de gravidez depois desta intervenção é de aproximadamente 64%.

    – A epidimostomia é uma intervenção mais complexa. Apenas é realizada quando a vasovasostomia não surte efeitos, possivelmente devido a um bloqueio dos canais deferentes. A duração desta cirurgia é de cerca de cinco horas e a probabilidade do homem conseguir engravidar a sua parceira depois da sua realização é de 40%.

    Paternidade e vasectomia

    Gravidez por meio de técnicas de reprodução assistida

    Para aqueles homens que não desejam submeter-se a uma reversão da vasectomia mas que querem ser pais existem outras opções, nomeadamente, técnicas de reprodução assistida como:

    Aspiração testicular de esperma. Esta técnica é feita num quirofano e consiste na extração do esperma do epidídimo dos testículos. Posteriormente, em laboratório, detectam-se os espermatozóides que são microinjectados nos óvulos (um espermatozóide por óvulo). Os embriões viáveis obtidos são transferidos para o útero da parceira do homem que fez a vasectomia.

    Esta técnica é muito utilizada e a probabilidade de conseguir uma gravidez encontra-se entre os 33% e os 40%. Esta técnica evita, ainda, que, após o nascimento de um filho, seja necessário fazer uma nova vasectomia.

    Banco de esperma. Posto que, antes da vasectomia, o homem decidiu congelar o seu esperma esse pode ser utilizado na técnica de inseminação artificial ou de fertilização in vitro em função da qualidade do sémen.

    Vasectomia e Paternidade

    Se as técnicas cirúrgicas e de reprodução assistida falharem, é possível utilizar o sémen de um dador como uma última opção para aqueles casais que desejam ter filhos.

    Como em qualquer operação, a vasectomia e a sua reversão têm alguns riscos. Estas técnicas, bem como as de reprodução assistida, têm custos monetários e demoram algum tempo, logo, há que estar informado e estar seguro antes de tomar a decisão de fazer uma vasectomia ou de reverte-la.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

  • Classificação dos Embriões Segundo a sua Qualidade

    Classificação dos Embriões Segundo a sua Qualidade

    O embriólogo da clínica FIV-Valencia, Luis Gijón, classifica os embriões segundo a sua qualidade.

    Os casais que optam pela reprodução assistida têm, normalmente, muitas perguntas que apesar de simples podem ter respostas complexas.

    Após a fertilização in vitro, quando sabemos que existem embriões em laboratório que esperam pela sua transferência, surgem as questões: Como são esses embriões? Que qualidade têm?

    Este breve texto procura dar resposta a essas perguntas.

    Em primeiro lugar, é necessário conhecer as fases da evolução do embrião.

    Qualidade dos embriões

    Em cada uma das fases de desenvolvimento podemos fixar-nos em algumas características que revelam o potencial de implantação do embrião, isto é, a sua qualidade.

    Desenvolvimento embrionário

    Um zigoto é o embrião recém-fertilizado. Pode ser observado entre 16 e 22 horas depois da inseminação e devemos ser capazes de distinguir os seus dois corpos polares (CP) e os seus pronúcleos feminino e masculino (PN). A presença dos PN confirma a fertilização e qualquer desvio no seu número – 1, 3 ou mais – indica que a fertilização é anómala ou que o embrião não é viável.

    Após as duas primeiras divisões, o embrião gera 4 células chamadas de células do blastómero. O seu aspecto, bem como o seu número, é decisivo para a sua classificação. A observação do blastómero é feita entre as 44 e as 47 horas pós-inseminação e as 4 células observadas devem ter aproximadamente o mesmo tamanho, não devem ter mais do que um núcleo e não devem estar exageradamente fragmentadas.

    Tendo em conta estes parâmetros e o exame da membrana externa, podemos classificar os embriões em 4 categorias – de A a D – desde o embrião com melhor qualidade até aquele com menos potencial.

    O mesmo processo e padrão de classificação são aplicados aos embriões no terceiro dia. Neste caso, se a compactação de células começar cedo já pode ser observada.

    Uma mórula é um embrião no quarto dia (entre 94 e 98 horas) após a inseminação. Este embrião fornece poucas informações porque, tendo havido uma compactação das suas células, características distintas não podem ser observadas. Ainda assim, é possível ver se a compactação foi totalmente feita ou se alguma célula foi deixada de fora.

    Entre as 112 e as 120 horas pós-inseminação o embrião deve estar na última fase, a fase blastocista. Neste momento o embrião já activou os seus próprios genes. Apesar de nem todos os embriões “in vitro” alcançarem esta fase, os que a alcançam têm um maior potencial de implantação.

    Estes embriões são classificados segundo o seu grau de expansão (de 1 a 6), segundo o estado da sua massa celular interna (A, B, C, D) e segundo a sua camada celular externa (A, B, C, D). Assim, um blastocisto óptimo, no quinto dia, deve responder a fórmula “3AA”.

    Apesar de toda esta classificação ser muito visual e subjectiva, actualmente existem vários estudos cujo objectivo é analisar os padrões de actividade metabólica dos embriões, detectando, assim, os mais capacitados e os mais adequados para a transferência.

  • Sintomas após uma Transferência Embrionária

    Sintomas após uma Transferência Embrionária

    A transferência embrionária é um procedimento simples e indolor que consiste no depósito do embrião ou dos embriões (no máximo 3) no útero da futura mãe. Antes da transferência a mulher deve ter a bexiga cheia para que a observação eco-guiada da cânula de transferência seja mais fácil.

    Sintomas pós-transferência embrionária

    O processo de fertilização in vitro ou de ICSI requer que a mulher se submeta a um tratamento hormonal que pode dar origem a sintomas de gravidez que manifestam-se mesmo se a mulher não estiver gravida.

    • Fluxo vaginal abundante: costuma acontecer nos dias que procedem a transferência embrionária devido as alterações hormonais. Este fluxo pode incluir manchas de sangue mais ou menos escuras.
    • Mudanças nos seios: nos dias após a transferência é normal que a mulher note que os seus seios estão um pouco mais duros, inchados e sensíveis que o normal.

    Transferência de embriões

    • Fatiga: deve-se ao aumento da hormona progesterona que numa gravidez natural tem a função de manter o revestimento do útero. Quando uma paciente faz um tratamento de FIV ou de ICSI tem de tomar suplementos de progesterona.
    • Náuseas: manifestam-se devido ao aumento de hormonas no corpo da mulher. É o clássico sintoma de uma gravidez apesar de que nem todas as mulheres gravidas o experienciam.
    • Urinação frequente devido a hormona hCG.
    • Ausência de menstruação. Após uma transferência embrionária uma paciente deve esperar 14 dias até que a sua menstruação chegue.

    Apesar dos sintomas seguintes serem menos comuns podem manifestar-se: insónia, perda de apetite, inchaço do ventre, contracções musculares, etc. No caso de estes sintomas impedirem que a mulher realize as suas tarefas habituais um médico deve ser consultado.
    Sintomas depois de uma trasnferência embrionária

    Quando consultar um médio depois de uma transferência embrionária

    Depois de uma transferência de embriões há que ir ao centro de reprodução sempre que:

    • Apareça um sangramento abundante parecido a menstruação antes do 14º dia.
    • A mulher sinta dores agudas e persistentes no abdómen.
    • Exista uma deteorização do estado de saúde normal da mulher.
  • Teratospermia

    Teratospermia

    A teratospermia é uma alteração que se produz no homem quando mais de 95% dos seus espermatozóides têm uma morfologia estranha ou anormal.

    A Organização Mundial de Saúde considera que um homem com, no mínimo, 4% de espermatozóides com boa morfologia não tem problemas de fertilidade. No caso de homens com percentagens mais baixas falamos de infertilidade por teratospermia. Este valor de referência mudou no ano de 2010. Anteriormente era de 14%.

    Segundo o critério de Kruger, valores iguais ou superiores a 15% de espermatozóides com boa morfologia são considerados normais. Este critério é mais estrito que o da OMS, que é o de referência mundial.

    O exame de diagnóstico desta alteração é a análise da morfologia dos espermatozóides mediante um espermograma. Durante este exame são analisados:

    • A cabeça do espermatozóide
    • A cauda do espermatozóide
    • O corpo do espermatozóide

    Quando existem problemas de morfologia dos espermatozóides, se a sua concentração for boa e não existirem outros problemas, a inseminação artificial é recomendada. Se houver mais problemas ou se a concentração de espermatozóides na amostra de sémen não for muito boa, a técnica de reprodução assistida escolhida é a fertilização in vitro. Nos casos mais complicados de teratospermia as técnicas ICSI ou IMSI são as mais utilizadas porque permitem escolher o espermatozóide com melhor morfologia.

  • Hormónio Antimülleriano

    Hormónio Antimülleriano

    É cada vez mais habitual que o hormónio antimülleriano (AMH) apareça nos exames de sangue de pacientes que procuram clínicas de reprodução assistida. Este hormónio é usado em muitos casos clínicos pois foi provado que tem uma grande capacidade preditiva neste tipo de tratamentos.

    O que é o hormónio mülleriano?

    O AMH é uma proteína cuja principal acção fisiológica aparece no desenvolvimento embrionário quando a diferenciação sexual está a ser feita. O seu nome faz referência ao facto de que impede a formação de condutores de Müller por parte do homem, Condutores esses que são responsáveis pela formação do útero e das trompas de Falópio durante o desenvolvimento embrionário feminino.

    Este hormónio ou hormona está presente tanto nos homens como nas mulheres. É produzido exclusivamente pelas células somáticas que rodeiam as gametas (células que envolvem os óvulos e os espermatozóides). Por este motivo, o AMH é visto como um marcador biológico tanto da acção dos ovócitos quanto dos espermatozóides.

    Hormónio Antimülleriano nas mulheres

    O AMH é concebido como um marcador da reserva ovárica da mulher. Isto contribui para um melhor conhecimento da fertilidade e permite determinar o tratamento de reprodução assistida que o casal deve seguir em função da reserva ovárica da mulher.

    AHM é produzido pelas células granulares do pré-antral e pelos pequenos folículos antrais. Os folículos são o conjunto das células que servem de acompanhamento e protecção enquanto o ovócito vai crescendo dentro dos ovários.

    O que é realmente interessante na medição deste hormónio é que é independente do ciclo menstrual, ao contrário de outras hormonas preditivas da reserva ovárica como o FSH e o estradiol cujos valores dependem do momento do ciclo menstrual em que se encontra a mulher.

    Se todos os estudos e o efeito preditivo do AMH forem confirmados, este hormónio transformar-se-á no marcador ovárico por excelência. Os níveis de AMH estão, aparentemente, bem delimitados e a sua medição é eficaz tanto em casais com uma baixa resposta ovárica quanto em pacientes hiperestimuladas.

    Na mulher, o AMH é um marcador endócrino da reserva ovaáricaideal, já que, reflecte não só a quantidade dos folículos ovarianos, mas também a qualidade dos ovócitos. Diz-se que o AMH é produzido apenas pelos folículos saudáveis que darão origem a um ovócito de qualidade.

    Hormónio Antimülleriano nos homens

    Nos homens, o hormónio AMH é um bom marcador das células dos túbulos seminíferos que oferecem suporte metabólico e estrutural durante a espermatogénese, e permite fazer uma avaliação da função testicular.

    No caso de homens que sofrem de azoospermia secretora a determinação deste hormónio pode ajudar a descobrir se existem espermatozóides no testículo que possam ser extraídos mediante uma biopsia para depois serem utilizados em uma técnica de reprodução assistida como a ICSI.

    Em homens antes da puberdade, a AMH é um bom indicador das células de Sertoli de bom funcionamento. Nos adultos, a determinação deste hormónio tem importância clínica para a avaliação da função espermatogênica do testículo.

  • As Técnicas de Reprodução Assistida

    As Técnicas de Reprodução Assistida

    Quando um casal deseja ter filhos e, depois de mais de um ano de relações sexuais sem protecção, não conseguem engravidar, devem procurar uma clínica de reprodução assistida. Nessas clínicas são, normalmente, realizadas três técnicas de reprodução assistida que contribuem para o aumento das taxas de gravidez.

    As pessoas que vão submeter-se a um tratamento de fertilidade devem ter sido, de antemão, correctamente informadas sobre o processo. Logo, é importante procurar um centro de reprodução assistida especializado e de confiança. Existem três tratamentos básicos de reprodução assistida que podem ser mais ou menos complexos. Esses tratamentos são: inseminação artificial (IA), fertilização in vitro (FIV) e micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    Os especialistas decidem qual a técnica mais indicada para cada paciente, uma vez que as probabilidades de engravidar variam segundo, por exemplo, o grau de infertilidade e a idade dos pacientes. Ademais, a soma do potencial reprodutor dos dois membros do casal deve ser sempre tida em conta.

    Definição de reprodução assistida

    Inseminação artificial

    A técnica de reprodução assistida mais simples é a inseminação artificial que consiste no depósito de espermatozóides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino com o objectivo de engravidar a mulher.

    Para alcançar a gravidez o processo de ovulação é estimulado de forma controlada e monitorizado. A estimulação da ovulação é feita através da administração, no segundo ou terceiro dia de menstruação, de pequenas doses de hormonas. A monitorização desse estímulo é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    Quando o tamanho dos folículos é o adequado inicia-se o processo de inseminação. Gonadotrofina é prescrita e injectada na paciente 34 ou 36 horas antes da inseminação. Essa hormona promove a ovulação e a saída do óvulo até as trompas de Falópio.

    Antes da inseminação propriamente dita, a amostra de sémen é recolhida e os espermatozóides de boa qualidade são identificados e separados do resto da amostra em laboratório. Posteriormente, esses espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula fina. A paciente permanecerá em repouso durante alguns minutos. Esta técnica não requer qualquer tipo de anestesia porque é indolor.

    Aproximadamente duas semanas depois da inseminação a mulher já pode realizar um exame de gravidez para saber se esta foi bem-sucedida.

    Indicações da IA

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica mais complexa que consiste na extracção dos óvulos da mulher através da vagina por punção e na fertilização, em laboratório, desses óvulos com os espermatozóides do homem. Os embriões são, passados alguns dias, depositados no útero materno.

    Em primeiro lugar, é feita a estimulação controlada da ovulação através de hormonas e a monitorização dessa mesma estimulação. Existem diversos protocolos de estimulação que o ginecologista deve adaptar a cada caso.

    De entre 34 a 36 horas antes da punção ovaria, uma hormona para desencadear a ovulação é injectada na paciente. A punção é uma intervenção que não causa dor pois é aplicada na paciente uma pequena dose de anestesia local. Uma pequena agulha é introduzida via transvaginal para chegar aos folículos situados no ovário que são aspirados, permitindo a obtenção de óvulos. Esta intervenção demora de entre 15 a 40 minutos em função, normalmente, do número de folículos a aspirar. A paciente regressa a casa no mesmo dia da punção.

    O líquido folicular extraído é enviado para o laboratório onde o biólogo localiza os óvulos e coloca-os perto dos espermatozóides que foram previamente seleccionados tal como no processo de inseminação artificial.

    O espermatozóide mais rápido fertilizará o óvulo. Passadas cerca de 19 horas é possível observar se os óvulos foram fertilizados ou não. Dois pronúcleos podem ser observados, sendo que um possui a informação genética do óvulo e o outro do espermatozóide.

    Os óvulos fertilizados transformam-se em embriões. Neste momento, a informação genética da mãe e do pai já se fundiram e o embrião divide-se em 2-4 células. Nesta fase o embrião é apelidado de zigoto e já tem os seus próprios genes.

    Três dias após a fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos em 6 ou 8 células. Quatro dias após estão divididos entre 16 e 32 células e cinco dias depois já em 100 células.

    A transferência dos embriões para o útero materno é feita 3 ou 5 dias depois da punção ovárica. Isto é decidido em função do problema de fertilidade apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados e da evolução dos embriões.

    O número de embriões que serão transferidos é determinado e escolhidos os de melhor qualidade. A transferência embrionária é uma técnica simples que demora apenas alguns minutos. Os embriões seleccionados são colocados num cateter muito fino que é introduzido no útero por via vaginal. Esta técnica é indolor e não requer qualquer tipo de anestesia. Após cerca de 20 minutos de descanso a paciente pode ir para casa e seguir com a sua vida normal.

    Duas semanas após a transferência dos embriões, e no caso de não haver menstruação, um teste de gravidez é feito.

    Os embriões de pouca qualidade que não foram transferidos são deixados no incubador e a sua evolução é observada. Normalmente deixam de dividir-se e não sobrevivem. Os embriões de boa qualidade são congelados para que possam ser posteriormente utilizados e implantados.

    Cultura de embriões para FIV

    ICSI

    Esta outra técnica de reprodução assistida – micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides – é uma variante da FIV um pouco mais complexa e com mais custos. Nesta técnica a inseminação dos óvulos é feita através de uma micro-agulha que introduz um espermatozóide no interior do óvulo.

    Outra técnica de reprodução assistida que complementa os processos de FIV e de ICSI é o diagnóstico genético pré-implantação ou DGP, utilizado com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Esta técnica é mais complexa que o processo habitual de uma fertilização in vitro ou ICSI, logo, o seu custo económico é superior. Esta técnica é feita antes da transferência dos embriões para o útero materno e apenas os embriões geneticamente saudáveis são escolhidos.

    IMSI: processo

    Três dias após a fertilização do óvulo, quando o embrião possui de entre 6 a 8 células, é aberto um pequeno orifício na sua membrana externa para que uma célula possa ser aspirada. Análises cromossómicas são feitas em laboratório. Este processo não põe em risco o desenvolvimento do embrião.

    Depois de feito o diagnóstico genético, os embriões são transferidos ou, se forem de boa qualidade, congelados. Duas semanas depois testes de gravidez podem ser realizados.

  • ICSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    ICSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    ICSI é um tratamento de reprodução assistida frequentemente utilizado em casos de esterilidade graves, sobretudo de esterilidade masculina, já que não requer mobilidade dos espermatozóides.

    ICSI provem das siglas em inglês Intracytoplasmic Sperm Injection e consiste na selecção do melhor espermatozóide para que seja introduzido no interior de uma agulha de microinjecção e, depois, injectado dentro do citoplasma do óvulo.

    O que é o ICSI?

    É uma técnica de reprodução assistida semelhante a fertilização in vitro convencional com a diferença que a inseminação dos óvulos é feita ao introduzir um espermatozóide no interior do óvulo mediante uma microinjecção de forma directa e mais elaborada que numa FIV.

    É utilizada quando os espermatozóides têm dificuldades em penetrar o óvulo sozinhos. Neste caso pode ser utilizado sémen do parceiro ou de um dador. É, igualmente, utilizada quando a contagem de espermatozóides é muito baixa. É uma técnica mais complexa que a de fertilização in vitro convencional, logo, tem um custo económico superior.

    Indicações

    O tratamento por ICSI está indicado nos seguintes casos de esterilidade masculina:

    Azoospermia

    Esta causa de infertilidade deve-se a ausência de espermatozóides no sémen ejaculado. Isto ocorre por duas razões distintas. Uma delas é a incapacidade dos espermatozóides misturarem-se com os restantes fluídos do sémen. Neste caso os espermatozóides são criados.
    No segundo caso, os espermatozóides não chegam a ser produzidos, já que o problema ocorre justamente no seu processo de criação.

    Oligozoospermia

    Refere-se a uma má qualidade do sémen relacionada com sua falta de volume. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para que uma amostra de sémen seja viável é necessário que tenha uma quantidade igual ou superior a 20 milhões de espermatozóides por milímetro. Esta causa de infertilidade masculina é, também, apelidada de oligospermia.

    Evidentemente, existem diferentes graus de oligospermia. Entre os 10 e os 20 milhões de espermatozóides por milímetro trata-se de uma oligozoospermia moderada, enquanto que quando existem menos de 10 milhões de espermatozóides por milímetro a oligozooespermia é considerada severa.

    Criptozoospermia

    Também conhecida como criptoespermia, é detectada através de um espermograma, isto é, um exame que mede a qualidade do esperma em função do número de espermatozóides. A infertilidade é detectada quando a contagem de espermatozóides é inferior a 10.000 por milímetro de esperma.

    Astenozoospermia

    Ao contrário dos problemas anteriores, neste caso a qualidade dos espermatozóides é avaliada com base na sua mobilidade. Segundo o estipulado pela Organização Mundial de Saúde, há uma astenozoospermia quando a quantidade de espermatozóides com capacidades de movimentação é inferior 25% ou quando essa movimentação é rectilínea.

    Infertilidade masculina como causa para realizar um ICSI

    Teratozoospermia

    A teratozoospermia ou teratospermia faz referência a morfologia dos espermatozóides. O paciente é considerado infértil se mais de 85% da amostra de sémen ejaculado apresentar anormalidades morfológicas. Neste caso, se o paciente quer ser pai o tratamento ICSI é aconselhado.

    O padrão de esterilidade está estabelecido nos 15% de espermatozóides morfologicamente correctos. Uma percentagem mais baixa que 4% é um sinal claro de infertilidade enquanto que uma percentagem entre os 4% e os 15% representa um bom prognóstico de fertilidade.

    Oligoastenozoospermia

    Também apelidada de oligoastenospermia, refere-se a existência de um conjunto de problemas relacionados com a qualidade do sémen, isto é, somam-se mais do que um dos problemas anteriormente mencionados. Assim, para além de haver uma baixa quantidade de espermatozóides na amostra de sémen, esses espermatozóides têm pouca mobilidade.

    Oligoastenoteratozoospermia

    A oligoastenoteratozoospermia é um caso semelhante ao anterior. Neste caso, conjuga-se a baixa mobilidade dos espermatozóides com uma percentagem elevada de anomalias morfológicas.

    Entre os pacientes para quem o ICSI é recomendado encontram-se os homens que hão realizado uma vasectomia, homens com alguma doença contagiosa como o VIH, homens com sémen congelado que se submeteram a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia e homens com impossibilidade de ejacular em condições normais.

    Em relação a esterilidade feminina as causas que levam uma paciente a submeter-se a uma tratamento ICSI são menores. Tratam-se de casos onde há obtenção de um número baixo de ovócitos depois de uma punção ovárica ou casos em que a qualidade dos óvulos é pouca.

    Requisitos

    O ICSI é, habitualmente, realizado em casais que após vários ciclos de fertilização in vitro não obtiveram resultados positivos. O método de microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é mais complexo que a FIV e, neste caso, os casais com um alto nível de infertilidade podem alcançar melhores resultados.

    Infertilidade feminina

    O Processo

    Os passos a seguir durante uma ICSI são os mesmo da FIV convencional, com a diferença que a ineminação dos ovócitos é feita mediante a introdução, de maneira artificial e com um micro-manipulador,de um espermatozóide em cada um dos óvulos maduros obtidos.

    De seguida delineamos todas as etapas deste procedimento:

    Estimulação controlada do ovário

    A estimulação ovárica é feita através de fármacos com o objectivo de controlar em absoluto o óvulo e sua trajectória.

    Punção ovárica

    Consiste na extracção do óvulo maduro, isto é do óvulo quando esta pronto para ser fertilizado. Esta técnica é, também, conhecida como punção folicular.

    Recolha e preparação do sémen

    Esta fase é caracterizada pela realização de uma série de exames que pretendem assegurar a qualidade do sémen.

    Inseminação dos ovócitos

    Por fim, o esperma é introduzido no ovócito com o fim de o fertilizar e dar início ao processo de gravidez.

    Cultivo de embriões

    Este passo é imprescindível para assegurar que o melhor embrião é escolhido para depois ser transferido. Trata-se de observar a forma como se produz a criação de embriões após a fecundação do ovócito. A implantação do embrião no útero da mulher é feita sete dias após a inseminação. Este é o tempo necessário para que haja uma mistura da informação genética dos progenitores e para que o embrião tenha iniciado a sua evolução.

    Transferência de embriões

    Após o cultivo de embriões, é determinado o número destes que serão transferidos para o útero da mulher. Apenas os embriões de maior qualidade são escolhidos. Esta é uma técnica muito simples e que pode ser realizada em poucos minutos. Um catéter muito fino, no qual são depositados os embriões seleccionados, é introduzido via vagina no útero. Ai são depositados os embriões e, posteriormente, é retirado o catéter.

    Congelamento de embriões

    O congelamento de embriões é feito apenas aos embriões de alta qualidade e tem o objectivo de conserva-los para que possam ser posteriormente utilizados se necessário.

    Resultados

    São os mesmos que em uma FIV convencional. O factor que mais influência o êxito da ICSI é a idade da mulher.

    Probabilidades de êxito

    As percentagens de êxito desta técnica variam de caso para caso, sempre tendo em conta a idade das mulheres que se submetem a este tratamento.
    As percentagens de sucesso são:

    • 40% em mulheres com menos de 35 anos de idade.
    • Entre 27% e 36% em mulheres com idade entre os 35 e os 37 anos.
    • Entre 20% e 26% em mulheres com idade entre os 38 e os 40 anos.
    • Entre 10% e 13% em mulheres com mais de 40 anos.

    Contudo, esta é apenas uma forma de medir o êxito, sendo que esse depende, também, dos problemas de esterilidade de cada casal em concreto.

    Problemas

    Os problemas são os mesmos da FIV convencional:

    • Síndrome de hiperestimulação ovárica.
    • Gravidez múltipla Em ciclos onde há a transferência de dois embriões a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões essa probabilidade é de 12% e a probabilidade de ter uma gravidez de trigémeos é de 3%.

    Riscos

    • Aborto natural: calcula-se que isto aconteça em cerca de 20% a 22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gestação.
    • Gravidez ectópica: estatisticamente, entre 2 e 5 em cada 180 mulheres podem ter uma gravidez ectópica após um tratamento de fertilização in vitro.
    • Gravidez Múltipla.

    Preços do ICSI

    Os custos de um tratamento ICSI são variáveis e podem variar segundo as clínicas, segundo a cidade e segundo o país no qual se realiza o tratamento.

    Preço da ICSI

    Outro aspecto a ter em conta é a situação pessoas de cada casal. O tratamento ICSI tanto pode surtir bons resultados da primeira vez quanto podem ser necessários vários ciclos até que seja alcançado o sucesso. Dependendo do grau de infertilidade e do número de tentativas necessárias até que o sucesso seja alcançado, o preço do tratamento pode aumentar exponencialmente.

  • MACS

    MACS

    MACS é uma nova técnica de selecção de espermatozóides capaz de eliminar os espermatozóides com marcadores de apoptose ou fragmentação. Esta técnica contribuiu para a melhoria das taxas de êxito dos procedimentos de reprodução assistida no qual o factor masculino é relevante.

    Colunas de Anexina V

    Qualidade dos espermatozóides

    A qualidade do sémen condiciona, em grande medida, o êxito das técnicas de reprodução assistida, já que, tem um impacto directo no desenvolvimento do embrião.

    O aparecimento da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) nos anos 90 revolucionou as técnicas de reprodução assistida e removeu alguma da gravidade do factor masculino, uma vez que é considerado que quase todos os espermatozóides são capazes de fertilizar um ovócito através do ICSI (Palermo e col., 1995). Posteriores estudos de biologia molecular permitiram uma exploração mais exaustiva dos transtornos que afectam as gametas masculinas e destacaram a sua importância na reprodução assistida (Chemes e Rawe, 2003-2006).

    Qualidade dos espermatozóides e éxito das técnicas de reprodução assistida

    Antes da microinjecção, a selecção de espermatozóides era feita com base nos parâmetros clássicos de mobilidade e morfologia. Técnicas como a dos gradientes de densidade permitiam seleccionar os espermatozóides com base na sua mobilidade.

    Os avanços na biologia molecular permitiram, ainda, detectar a presença de espermatozóides com apoptose que podem ser responsáveis pela existência de baixas taxas de fertilização e implantação do óvulo. (Boe-Hansen y col. 2006, Avendaño y col. 2008).

    Espermatozóides com apoptose

    Desde a sua detecção, várias tentativas terapêuticas de eliminação dos espermatozóides com apoptose nas amostras de sémen foram feitas. Uma dessas tentativas é, por exemplo, a de utilização de antioxidantes orais (segundo estudos realizados não melhoram significativamente os resultados do ICSI).

    Espermatozóides com marcadores de apoptose

    As Colunas de Anexina ou MACS (Magnetic-activated cell sorting) aproveitam-se da presença, nas membranas dos espermatozóides, de determinados marcadores pré-apoptose para selecciona-los e elimina-los das amostras de sémen, obtendo deste modo, uma amostra de melhor qualidade. Trata-se de um método bastante inovador que tem provado ser eficaz e seguro para os seres humanos.

    Como funcionam as colunas de anexina?

    A presença ou ausência de determinados marcadores moleculares na membrana do espermatozóide é um excelente indicador da sua saúde e qualidade. A fosfatidilserina (PS), por exemplo, está associada a estados de apoptose. A sua presença na membrana externa do espermatozóide está correlacionada com um alto nível de espermatozóides com apoptose.

    Esta técnica baseia-se no uso de partículas magnéticas coloidais de aproximadamente 50mm de diâmetro unidas a Anexina V e que se conjugam com anticorpos específicos da fosfatidilserina. Deste modo, os espermatozóides alterados unem-se a estas microesferas. Através da utilização de um intenso campo magnético, os espermatozóides marcados, devido a sua união com as microesferas, ficam retidos na matriz de uma coluna, dando-se, assim, a separação física dos espermatozóides.

    Funcionamento das colunas de anexina

    Todos os estudos realizados até ao momento demonstram que esta técnica é eficaz na redução do número de espermatozóides fragmentados ou com apoptose. Os espermatozóides recolhidos após a realização da técnica MACS exibem um nível de fragmentação de ADN considerado normal.

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