Etiqueta: Gonadotrofinas

  • Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    Estimulação da Ovulação na Fertilização in Vitro

    A hiperestimulação controlada da ovulação e monitorização do processo é o primeiro passo da técnica de reprodução assistida apelidado de fertilização in vitro.

    A finalidade da estimulação da ovulação é conseguir que vários folículos cresçam, fazendo com que o número de ovócitos obtidos após uma punção ovárica aumente. Assim, o número de embriões obtidos aumenta bem como as possibilidades da mulher engravidar.

    Para isto, são prescritas gonadotrofinas e análogos de GnRH ou antagonistas de GnRH. Existem diversos protocolos de tratamento que o ginecologista deverá individualizar para cada caso. As doses dos fármacos também devem ser individualizadas em função da idade da mulher, dos ciclos prévios, da sua resposta ovárica  anterior, etc.

    A monitorização da estimulação é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em desenvolvimento nos ovários, programar o momento da recuperação dos ovócitos e medir a grossura do endométrio até que essa seja a ideal para favorecer a implantação do embrião.

  • Causas do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    Causas do Síndrome da Hiperestimulação Ovárica

    O ciclo menstrual natural da mulher faz com que esta liberte um único óvulo por mês. Nos tratamentos de fertilidade é muito frequente a administração de fármacos cujo objectivo é normalizar o desenvolvimento dos óvulos ou aumentar a produção dos mesmos.

    Contudo, se os medicamentos estimulam os ovários mais do que o necessário, esses podem inchar demasiado e o seu líquido pode extravasar para a área do útero e do peito. Este transtorno é apelidado de síndrome de hiperestimulação ovárica (SHO) e só ocorre depois da libertação dos óvulos por parte do ovário, isto é, depois da ovulação.

    Mulheres com síndrome de hiperestimulação ovariana

    O síndrome da hiperestimulação ovárica pode manifestar-se pelas seguintes razões:

    • Técnicas de reprodução assistida. O síndrome pode ocorrer devido a administração de gonadotrofinas e HCG.
    • Produção de forma natural de um pico de LH endógeno. Este caso é muito raro e o síndrome será de cariz leve. Manifesta-se em mulheres com síndrome do ovário policístico.
    • Mutações no receptor de FSH de algumas mulheres. Casos de hiperestimulação severa foram detectados durante gravidezes devido ao aumento natural da hormona HCG.
  • Síndrome da Hiperestimulação Ovárica (SHO)

    Síndrome da Hiperestimulação Ovárica (SHO)

    O síndrome da hiperestimulação ovárica é uma resposta anormal e elevada do ovário desencadeada depois da administração da hormona gonadotrofina coriónica humana após um ciclo de estimulação da ovulação controlada.

    Um aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos origina uma elevação do tamanho dos ovários e o extravaso dos fluídos para fora da corrente sanguínea. Assim, a função dos sistemas hepático, hematológico, renal e respiratório é comprometida, fazendo com que os casos mais severos de SHO sejam potencialmente mortais.

    A frequência com que este síndrome se produz varia entre 0.6% e 14% em mulheres submetidas a uma estimulação ovárica. A taxa de incidência do SHO severo é de entre 0.2% e 8% e a do SHO moderado é de entre 3.1% e 6%. Este síndrome é mais frequente em ciclos nos quais a mulher engravida.

    Segundo o tempo que demora a manifestar-se, o síndrome pode ser classificado de SHO precoce (3-7 dias depois das administração de hCG) e de SHO tardio (12-17 dias depois da administração de hCG). SHO tardio costuma manifestar-se quando existe uma gestação.

    Causas

    As causas mais comuns deste síndrome são a administração de gonadotrofinas e o aumento de forma natural do nível de LH endógeno.

    Causas do síndrome de hiperestimulação ovariana
    Este é um síndrome de duração muito limitada e que desaparece com a menstruação. Contudo, deve ser controlado e acompanhado pelo médico através de ecografias para garantir que outros problemas mais graves não surgem.

    Factores de risco

    O risco depende de cada caso particular e varia segundo factores como a idade ou massa muscular de cada pessoa.

    Como em qualquer doença ou problema de saúde, é melhor prevenir do que remediar. Assim, aqui deixamos algumas dicas para que, na medida do possível, o síndrome de hiperestimulação ovarina seja prevenido.

  • Estimulação da Ovulação no âmbito da Inseminação Artificial

    Estimulação da Ovulação no âmbito da Inseminação Artificial

    O primeiro passo de uma inseminação artificial é a estimulação controlada do ovário, realizada para que seja possível monitorizar a evolução de todo o processo.

    A estimulação da ovulação é feita através da prescrição de medicamentos que contêm citrato de clomifeno ou gonadotrofinas e que devem ser tomados desde o 2º ou 3º dia do ciclo (considera-se o 1º dia do ciclo o dia em que começa a menstruação).

    Este processo tem uma duração de, aproximadamente, entre 8 e 14 dias.

    As hormonas podem ser injectadas por via subcutânea ou intramuscular, dependendo das indicações médicas. O médico decidirá qual a melhor forma de injecção em função de diversos factores como a idade da paciente, a morfologia dos seus ovários e a sua resposta à estimulação.

    Os especialistas costumam individualizar cada caso e indicar a medicação e as doses mais adequadas para cada paciente. Este tratamento não deve ser estandardizado.

    A estimulação da ovulação é feita de forma moderada com o objectivo de evitar que mais folículos do que os necessários se desenvolvam, diminuindo o risco de uma gestação múltipla.

    A monitorização é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    O ginecologista observa o processo de amadurecimento dos folículos. Quando estes alcançam o tamanho adequado (18 mm de diâmetro) são considerados maduros e a hormona hCG é administrada com o objectivo de desencadear a ovulação.

    Desta forma o momento exacto da inseminação pode ser planificado.

  • Decapeptyl

    Decapeptyl

    O Decapeptyl é um análogo da GnRH (hormona libertadora de gonadotrofinas).

    Este fármaco é utilizado durante a estimulação da ovulação no âmbito de um ciclo de fertilização in vitro ou de ICSI.

    O seu formato é Decapeptyl 3,75 mg/2 ml pó e veículo para suspensão injectável.

      • Princípio activo: Acetato de triptorrelina. É um análogo da GnRH.
      • Composição: Triptorelina 0.1 miligramas. O veículo contido na ampola para preparação da suspensão contém manitol e água para injectáveis.
      • Apresentação: O Decapeptyl consiste num pó liofilizado esbranquiçado para suspensão em meio próprio e injecção imediata. Este medicamento existe em embalagens contendo 1 frasco com o pó liofilizado, 1 ampola com 2 ml de veículo de suspensão, 1 seringa e 2 agulhas.

    Decapeptyl

    • Preço aproximado: 36,08 euros.
    • Indicações esterilidade feminina: tratamentos de estimulação da ovulação no âmbito de uma fertilização in vitro ou ICSI.
    • Contra-indicações: hipersensibilidade ao princípio activo e componentes. A sua prescrição está contra-indicada em mulheres gravidas.
    • Efeitos secundários: afrontamentos, fraqueza, sudação excessiva, dor nas costas, sensação de formigueiro nas pernas e náuseas. Efeitos sobre a capacidade para conduzir veículos e utilizar maquinaria pesada não foram detectados.
    • Interacções com outros medicamentos: não foram observadas interacções com os medicamentos de uso mais frequente pela população.
    • Conservação: manter o fármaco a temperatura ambiente, preferivelmente a uma temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance das crianças.
    • Instruções de uso: transferir o líquido da ampola para o frasco onde está o pó. Agitar até dissolver completamente e administrar imediatamente.
    • Venda só com receita médica.

    A informação publicada não deve substituir, em nenhum caso, as indicações dos médicos.

    Fonte: Inframed

  • Implantação Embrionária

    Implantação Embrionária

    Conhecer a razão pela qual alguns embriões implantam e outros não é um dos desafios que a medicina reprodutiva ainda tem de ultrapassar. O conhecimento aprofundado dos aspectos fisiológicos deste processo é importante para desenhar estratégias que permitam aumentar as possibilidades de gravidez.

    Apenas um terço dos ciclos considerados férteis culminam numa gravidez. A causa desta baixa taxa de êxito são diversos factores como a existência de um ambiente uterino inapropriado, a má qualidade embrionária, a baixa receptividade do endométrio, etc.

    Diálogo entre embrião e endométrio

    A taxa de gestação clínica por ciclo menstrual em casais considerados férteis e que mantêm relações sexuais regularmente e sem anticonceptivos é de 25-30%. Esta taxa é relativamente baixa em comparação com outras espécies animais apesar de ser acumulativa, isto é, aumenta de mês a mês podendo alcançar 80% depois de 10 meses. Contudo, esta taxa diminui com a idade da mulher.

    Durante anos o tratamento da implantação estava limitado a utilização de protocolos de suporte da fase lútea através da administração de progesterona e HCG (gonadotrofina). Actualmente, diversos estudos clínicos permitiram conhecer o papel que desempenham na implantação as diferentes populações de células do útero bem como algumas moléculas.

    Existem evidencias de que as moléculas citoquinas e os factores de crescimento desempenham um papel importante como mediadores locais das acções das hormonas sobre o endométrio com o objectivo de prepará-lo para a implantação. Acredita-se que sinais emitidos pelo embrião pré-implantado podem induzir a produção de citoquinas pelo endométrio que, por sua vez e mediante a sua união com receptores específicos de membrana, podem activar a expressão de moléculas de adesão, encarregues de medir a adesão do blastocisto ao endométrio.

    Biologicamente, trata-se de um processo complexo onde um embrião em estado de blastocisto fixa-se ao endométrio receptivo da mãe. Deve existir uma total sincronia entre o embrião e o endométrio.

    A implantação acontece no útero durante um período de tempo concreto. Esse período de tempo é denominado de janela de implantação e vai desde o 20º dia do ciclo até ao 24º (cerca de 6 ou 7 dias depois da fertilização).

    A janela de implantação é o momento quando o endométrio receptivo permite a fixação do blastocisto. Esta mudança de endométrio não receptivo para receptivo apenas ocorre se o ambiente hormonal for o correcto e se o blastocisto tiver as moléculas adequadas.

    A implantação é composta por três fases: posicionamento, adesão ou fixação e invasão.

    – Fase de posicionamento. O blastocisto procura por um lugar de implantação, isto é, um lugar onde fixar-se.

    – Fase de adesão. O blastocisto fixa-se no endométrio. Isto acontece 6 ou 7 dias depois da fertilização, tendo o blastocisto um diâmetro de 300-400 µm. Em todo este processo as citoquinas têm muito que fazer.

    – Fase de invasão. O blastocisto invade o endométrio, rompe a membrana basal e penetra nos vasos sanguíneos maternos.

    Apesar do processo de implantação parecer, a primeira vista, simples, tem uma complexidade que ainda não é totalmente conhecida. Dentro da fertilização in vitro a implantação é um dos momentos mais delicados e decisivos para o êxito de uma gravidez e que, por não poder ser controlado externamente, depende das circunstâncias que rodeiam a paciente como a qualidade embrionária, a receptividade endometrial, o momento da transferência e a existência de uma total sincronia entre todos esses factores.

  • Posologia do Ovitrelle

    Posologia do Ovitrelle

    O Ovitrelle é um medicamento utilizado na inseminação artificial, na fertilização in vitro convencional e na ICSI com a finalidade de obter uma gravidez.

    A dose recomendada de Ovitrelle é, em função do objectivo da sua aplicação, a seguinte:

    • Em mulheres submetidas a uma estimulação controlada da ovulação no âmbito de um tratamento de reprodução assistida, tal como a fertilização in vitro:

    Deve-se administrar uma seringa pré-carregada de Ovitrelle (250mg) 24 a 48 horas depois da última administração de homanas de estimulação folicular (FSH ou hMG), isto é, depois da obtenção de uma estimulação óptima do desenvolvimento folicular.

    • Em mulheres com anovulação:

    Deve-se administrar uma seringa pré-carregada de Ovitrelle (250mg) 24 a 48 horas depois da obtenção de uma estimulação óptima do desenvolvimento folicular.

    Aplicação de ovitrelle

    Este fármaco só pode ser vendido mediante a apresentação de uma receita médica.

    A informação publicada aqui não deve, em nenhum caso, substituir as indicações do médico.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Instruções de uso do Ovitrelle em Pó e Dissolvente 250mg

    Instruções de uso do Ovitrelle em Pó e Dissolvente 250mg

    O ovitrelle  contem hCG recombinante (hormona gonadotrofina).

    Este fármaco é prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de estimular a ovulação e o amadurecimento dos folículos depois de uma estimulação controlada do crescimento folicular.

    Instrução de utilização do Ovitrelle em pó e dissolvente para solução injectável de 250mg:

    • Misturar o pó com o dissolvente antes da sua utilização.
    • Administrar por via subcutânea imediatamente depois da mistura.
    • Descartar as agulhas utilizadas imediatamente depois da injecção. A eliminação dos produtos e frascos utilizados deve ser feita de acordo com a lei local em vigor.

    Falso negativo depois de um tratamento com Ovitrelle

    Cada frasco de Ovitrelle é de uso único e imediato após a sua abertura e mistura dos seus componentes.

    A solução obtida não deve ser utilizada no caso de conter partículas ou não estar limpa.

    A informação publicada aqui não deve, em nenhum caso, substituir as indicações do médico.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Contra-indicações do Ovitrelle

    Contra-indicações do Ovitrelle

    O Ovitrelle contem hCG recombinante (gonadotrofina).

    Este fármaco é prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir uma gravidez através da estimulação do processo de amaturação dos folículos do ovário e sua preparação para ovular.

    Ovitrelle está contra-indicado nos seguintes casos:

    • Hipersensibilidade ao principio activo ou a qualquer componente.
    • Cancro do ovário, útero ou mama.
    • Tumores do hipotálamo ou da hipófise.
    • Sangramento vaginal com causa desconhecida.
    • Quistos ováricos ou aumento do tamanho dos ovários não relacionado com o síndrome do ovário policístico.
    • Gravidez ectópica nos três meses anteriores ao início do tratamento.
    • Problemas de tromboembolismo activo.
    • Mulheres gravidas e mulheres lactantes.

    Gravidez ectópica. Contra-indicações do Ovitrelle

    Ovitrelle não deve ser utilizado quando não é possível obter uma resposta eficaz, como por exemplo, nos casos de:

    • Falha ovárica primária.
    • Mulheres em fase de pós-menopausa.
    • Malformações dos órgãos sexuais incompatíveis com a gravidez.
    • Tumores no útero incompatíveis com a gravidez.

    Fonte: European Medicines Agency

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