Etiqueta: Hormonas

  • Instruções de uso do Ovitrelle em Pó e Dissolvente 250mg

    Instruções de uso do Ovitrelle em Pó e Dissolvente 250mg

    O ovitrelle  contem hCG recombinante (hormona gonadotrofina).

    Este fármaco é prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de estimular a ovulação e o amadurecimento dos folículos depois de uma estimulação controlada do crescimento folicular.

    Instrução de utilização do Ovitrelle em pó e dissolvente para solução injectável de 250mg:

    • Misturar o pó com o dissolvente antes da sua utilização.
    • Administrar por via subcutânea imediatamente depois da mistura.
    • Descartar as agulhas utilizadas imediatamente depois da injecção. A eliminação dos produtos e frascos utilizados deve ser feita de acordo com a lei local em vigor.

    Falso negativo depois de um tratamento com Ovitrelle

    Cada frasco de Ovitrelle é de uso único e imediato após a sua abertura e mistura dos seus componentes.

    A solução obtida não deve ser utilizada no caso de conter partículas ou não estar limpa.

    A informação publicada aqui não deve, em nenhum caso, substituir as indicações do médico.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Contra-indicações do Ovitrelle

    Contra-indicações do Ovitrelle

    O Ovitrelle contem hCG recombinante (gonadotrofina).

    Este fármaco é prescrito no âmbito de tratamentos de reprodução assistida com a finalidade de conseguir uma gravidez através da estimulação do processo de amaturação dos folículos do ovário e sua preparação para ovular.

    Ovitrelle está contra-indicado nos seguintes casos:

    • Hipersensibilidade ao principio activo ou a qualquer componente.
    • Cancro do ovário, útero ou mama.
    • Tumores do hipotálamo ou da hipófise.
    • Sangramento vaginal com causa desconhecida.
    • Quistos ováricos ou aumento do tamanho dos ovários não relacionado com o síndrome do ovário policístico.
    • Gravidez ectópica nos três meses anteriores ao início do tratamento.
    • Problemas de tromboembolismo activo.
    • Mulheres gravidas e mulheres lactantes.

    Gravidez ectópica. Contra-indicações do Ovitrelle

    Ovitrelle não deve ser utilizado quando não é possível obter uma resposta eficaz, como por exemplo, nos casos de:

    • Falha ovárica primária.
    • Mulheres em fase de pós-menopausa.
    • Malformações dos órgãos sexuais incompatíveis com a gravidez.
    • Tumores no útero incompatíveis com a gravidez.

    Fonte: European Medicines Agency

  • Ovitrelle

    Ovitrelle

    Ovitrelle é um fármaco que contem hCG recombinante e a sua principal substância activa é a coriogonadotrofina alfa.

    Este fármaco é prescrito  com o objectivo de estimular a ovulação da mulher no âmbito de um ciclo de inseminação artificial, de fertilização in vitro convencional ou de ICSI.

    Este medicamento existe em dois formatos:

    • OVITRELLE Pó e solvente para solução injectável 250 mg
    • OVITRELLE Seringa pré-enchida 250 mcg/0,5 ml

    Ovitrelle e transferência embrionária

    O Ovitrelle é o fármaco de eleição para provocar a ovulação nos casos em que as hormonas permitem que a transferência de embriões seja feita no mesmo ciclo isto é, permitem que os ovócitos sejam extraídos, fertilizados e depois transferidos.  Existem outros medicamentos que provocam a ovulação e que afectam o endométrio, logo, a transferência não pode ser feita no mesmo ciclo. Os embriões são congelados e transferidos no ciclo seguinte após a optimização do endométrio para aumentar as probabilidades de implantação e gravidez.

  • Fases do Ciclo Menstrual

    Fases do Ciclo Menstrual

    Ciclo menstrual é o período de aproximadamente 28 ou 30 dias durante os quais a mulher experiencia mudanças no seu corpo devido as hormonas que, todos os meses, preparam a parede interna do útero para uma possível gravidez.

    Dentro do ciclo menstrual existem dois processos importantes e relacionados entre si:

    • Ovulação. É o processo através do qual um óvulo maduro liberta-se do ovário. Habitualmente, em cada ciclo há a maduração de um único óvulo dentro do denominado folículo de Graaf. Este óvulo sai do ovário e entre nas trompas de Falópio. Simultaneamente o útero prepara-se para a recepção e implantação do óvulo fertilizado através do engrossamento do endométrio.
    • Menstruação. No caso dos espermatozóides não alcançarem e fertilizarem o óvulo, o endométrio sofre uma descamação dando origem a menstruação.

    Hormonas no ciclo menstrual

    Hormonas responsáveis

    Todo este processo é hormonalmente controlado pela hipófise. Esta glândula do cérebro é estimulada pelos denominados “factores de libertação de gonadotrofinas” e é responsável pela libertação das hormonas responsáveis pelo funcionamento do ovário, isto é, a hormona estimulante dos folículos (FSH) e a hormona lutinizante (LH).

    Tendo os níveis hormonais como base podemos dividir o ciclo menstrual em várias fases:

    Fase folicular

    As mulheres na puberdade têm aproximadamente 3000.000 estruturas microscópicas no ovário conhecidas como “folículos primordiais”.

    Durante a fase pré-ovulação do ciclo o aumento de FSH faz com que vários desses folículos comecem a crescer e migrem até a superfície do ovário. O crescimento dos folículos produz o aumento de uma outra hormona chamada estradiol cuja função é bloquear a produção de FSH pela hipófise para que apenas um dos folículos complete o seu desenvolvimento total. O crescimento dos restantes folículos é bloqueado. O folículo dominante é chamado de folículo de Graaf e produz outras hormonas que actuam sobre o útero, fazendo com que o endométrio prolifere e facilitando a posterior implantação do embrião.

    Fase folícular

    Fase da ovulação

    Até metade do ciclo (14º-15º dia) a hipófise produz uma subida dos níveis de LH que provoca a ruptura do folículo de Graaf, permitindo que o óvulo maduro saia do ovário em direcção as trompas. Este processo é denominado de ovulação.

    No caso de ter havido uma relação sexual, este óvulo libertado pode ser fertilizado pelos espermatozóides presentes nas trompas de Falópio.

    Fase luteína ou fase lútea

    Nesta fase pós-ovulação o folículo roto transforma-se num corpo amarelo denominado “corpo lúteo”. Este corpo é o responsável pela produção de estrogénio e progesterona, hormonas que vão actuar sobre o endométrio.

    A progesterona modifica a mucosa cervical no colo do útero tornando-o impenetrável para os espermatozóides. Actua, também, sobre as paredes do útero que se tornam esponjosas e grossas devido ao maior fluxo sanguíneo e que ficam, assim, preparadas para receber o óvulo fertilizado.

    O corpo lúteo produz estas duas hormonas até a oitava semana de gestação e , a partir desse momento, é a placenta que as produz.

    Óvulo não fertilizado

    Óvulo não fertilizado

    No caso do óvulo libertado não ser fertilizado pelos espermatozóides, o corpo lúteo desaparece, logo, a produção de estrogénio e progesterona diminui gradualmente. Isto faz com que o endométrio escame e seja eliminado pela vagina na forma de um sangramento – menstruação.

  • Gonadotrofina Coriónica Humana

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    A gonadotrofina coriónica humana (hCG), é uma glicoproteína hormonal (proteína combinada com açucares) produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos e formada por duas subunidades: a alfa e a beta. A parte alfa é comum à outras hormonas geradas na hipófise mas a subunidade beta é específica da hormona da gravidez , a hCG, e é esta parte que permite que uma gravidez seja detectada através de análises de sangue ou de urina.

    Gonadotrofina Coriónica Humana

    Depois da implantação embrionária esta hormona é segregada pelo sinciciotrofoblasto, isto é, pela parte exterior do embrião.

    Quando é um teste de gravidez fiável?

    Num ciclo de fertilização in vitro, nunca antes de 13 dias desde o dia de realização da punção. Algumas clínicas deixam passar mais dois ou três dias para que a concentração hormonal seja o suficiente para gerar um resultado sem que seja necessário repetir o teste. Não obstante, se houver dúvidas o teste de gravidez deve ser repetido cerca de 48 horas depois.

    A hCG é considerada positiva quando tem um valor superior a 5 mUI/ml, contudo, este é um valor muito baixo. Geralmente, depois de 13 dias desde a punção o valor da hCG é de cerca de 50mUI/ml. Assim, se o valor é positivo mas baixo, o teste de gravidez deve ser repetido 48 horas depois para comprovar o seu resultado.

    Nos casos de gravidez natural não existem hipóteses de o resultado ser um falso positivo, mas no caso de um tratamento de reprodução assistida isto pode acontecer se a hCG foi administrada durante o tratamento de indução da ovulação pois esta hormona permanece no sangue durante alguns dias. Nestes casos, se uma mulher fizer um teste de gravidez antes do dia indicado pelo ginecologista pode obter um resultado positivo devido a estimulação da ovulação e não devido a implantação embrionária.

    Como varia a hormona hCG durante a gestação??

    A hormona pode ser detectada durante toda a gestação, mas os seus valores variam com o avanço da gravidez. Durante o primeiro trimestre duplica todos os dias até haver um pico de concentração na 14º semana de gestação que pode superar o valor de 200.000 mUI/ml.

    No caso de uma gestação múltipla, os valores da hormona são mais elevados. Por esta razão a mulher pode sentir mais os sintomas da gravidez como é o caso do mal-estar, das náuseas e do cansaço durante o primeiro trimestre de gestação.

    O que fazer depois de um teste de gravidez positivo?

    Se após os 13 dias da punção o nível da hormona hCG for superior a 50mUI/ml, uma primeira ecografia transvaginal deve ser programada com o fim de confirmar o número de sacos embrionários e sua localização. Se este número for menor de 50 uma série de análises devem ser realizadas para controlar o seu desenvolvimento e evolução da gravidez.

    Sintomas de gravidez sem estar gravida?

    Durante os tratamentos de reprodução assistida, progesterona costuma ser prescrita depois da punção ou da inseminação e, em alguns casos, hCG é, igualmente, prescrita com o objectivo de preparar o endométrio e favorecer a implantação. Isto pode fazer com que sintomas associados a uma gravidez como as náuseas ou inchaço abdominal manifestem-se.

    Depois de um tratamento de reprodução assistida a mulher pode notar algum desconforto abdominal, pode sentir-se cansada e um pouco inchada. Devido ao seu estado emocional, algumas mulheres podem confundir sintomas normais do ciclo menstrual com uma gravidez.

  • Utrogestan

    Utrogestan

    Utrogestan é o nome de um medicamento utilizado em algumas técnicas de reprodução assistida para estimular o engrossamento do endométrio e, consequentemente, favorecer a implantação do embrião no útero. Antes de tomar este medicamento é necessário ler o folheto informativo com atenção.

    Composição

    Utrogestan é composto por hormonas sexuais femininas como a progesterona. É um hormônio da tiróide que intervém no ciclo ovariano da mulher e actua no processo de evolução da gravidez.

    Este medicamento tem várias presentações:

    • Embalagem de 15 cápsulas de 200mg do principal ingrediente: Utrogestan 200mg.
    • Embalagem de 30 cápsulas de 100mg de progesterona: Utrogestan 100 mg.

    Medicamentos hormonais

    Instruções de uso

    O tratamento com Utrogestan deve ser acompanhado por um médico que personaliza ao máximo as doses e a duração do tratamento para cada paciente. A dose recomendada do medicamento dependerá dos valores hormonais da mulher.

    Quando administrada por via oral, a dose recomendada de Utrogestan é, em média, de 200 a 300 miligramas por dia. O medicamento deve ser tomado sempre à mesma hora e sem alimentos, já que a ingestão de alimentos faz aumentar a absorção do medicamento.

    Quando este medicamento é administrado por via vaginal a dose média recomendada é de 100 a 600 miligramas diários. As capsulas devem ser introduzidas na vagina e empurradas até ao interior.

    Contra-indicações

    Utrogestran não deve ser tomado nos seguintes casos:

    • Alergia à progesterona.
    • Tromboembolismo .
    • Sangramento vaginal
    • Problemas hepâticos

    Este medicamento pode produzir sonolência, logo a condução e o manuseamento de máquinas pesadas não são recomendados. Por este motivo, recomenda-se que o medicamento seja tomado antes de dormir.

    O uso deste fármaco está desaconselhado durante o período de aleitamento, pois a progesterona é eliminada através do leito materno.

    Efeitos secundários

    Os efeitos secundários mais comuns deste medicamento são:

    • Diminuição do ciclo menstrual.
    • Sangramento vaginal intermitente.
    • Desaparecimento da menstruação
    • Sonolência e sono profundo.
    • Náuseas e tonturas.

    Se algum outro sintoma for observado, um médico deve ser consultado.

  • Síndrome dos Ovários Policísticos

    Síndrome dos Ovários Policísticos

    Um dos problemas de fertilidade que afecta mais mulheres é o síndrome dos ovários policísticos (SOP), também conhecido como síndrome de Stein-Leventhal, em honra dos médicos que o descobriram.

    20% das mulheres em idade reprodutora apresentam ovários policísticos e 50% dessas são diagnosticadas com um síndrome de ovário policístico de origem metabólica que afecta a fertilidade como consequência de um problema sistémico.

    Este síndrome é um problema que não deve ser confundido com os ovários policísticos. Os ovários policísticos são causados por uma alteração no funcionamento da função ovárica que impede que os folículos amadureçam e libertem os óvulos,  que se transformam em quistos no ovário. Em muitas ocasiões, a menstruação é irregular mas, se o outro ovário funcionar bem, é possível que uma mulher engravide. Se este for o caso não se trata do síndrome.

    O síndrome produz um desajuste hormonal: as mulheres têm as chamadas hormonas femininas (estrogénio e progesterona) mas têm, também, apesar de que em baixas quantidades, uma hormona masculina: o andrógeno. O síndrome faz aumentar a produção da hormona masculina e o ciclo menstrual da mulher não é regular. No ovário os folículos não libertam os óvulos porque esses não amadurece, criando quistos.

    Problemas de fertilidade feminina

    O síndrome do ovário policístico é diagnosticado se a mulher apresentar pelo menos dois dos seguintes indicadores:

    • Presença de sintomas de hiperandroginismo devido a uma produção excessiva da hormona masculina. Um desses sintomas é, por exemplo, o crescimento excessivo de pelos.
    • Ovário policístico, córtex do ovário muito grosso e quistos no ovário causados pela não libertação dos folículos.
    • Número reduzido de ciclos menstruais ao longo do ano.

    O síndrome do ovário policístico ocorre devido a resistência à insulina. O corpo não assimila a glucose ingerida e gera mais insulina. A hormona da insulina actua directamente sobre os ovários e altera as hormonas femininas encarregues do processo de maturação e libertação dos folículos, impedindo que o ciclo menstrual seja regular e afectando, consequentemente, a fertilidade da mulher.

    Sintomas

    • Menstruações irregulares: oligomenorreia (ciclos menstruais superiores a 35 dias) ou amenorreia (ausência de menstruação).
    • Hirsutismo.
    • Acne.
    • Esterilidade por não ovulação.
    • Alterações hormonais: testosterona elevada, hormona LH elevada, hormona andrógena elevada, etc.
    • Resistência à insulina.
    • Ovários policísticos.
    • Hipoplasia mamaria e uterina.
    • Obesidade
    • Acantose nigricans: manchas escuras na pele que aparecem junto ao pescoço ou axilas.

    Tratamento

    As mulheres com síndrome de ovário policístico que apresentam uma ovulação irregular podem regulá-la através da administração de progesterona. A metformina, um medicamento antidiabético, tem sido utilizado na dessensibilização dos ovários ao excesso de insulina para que o amadurecimento folicular possa ocorrer.

  • As Técnicas de Reprodução Assistida

    As Técnicas de Reprodução Assistida

    Quando um casal deseja ter filhos e, depois de mais de um ano de relações sexuais sem protecção, não conseguem engravidar, devem procurar uma clínica de reprodução assistida. Nessas clínicas são, normalmente, realizadas três técnicas de reprodução assistida que contribuem para o aumento das taxas de gravidez.

    As pessoas que vão submeter-se a um tratamento de fertilidade devem ter sido, de antemão, correctamente informadas sobre o processo. Logo, é importante procurar um centro de reprodução assistida especializado e de confiança. Existem três tratamentos básicos de reprodução assistida que podem ser mais ou menos complexos. Esses tratamentos são: inseminação artificial (IA), fertilização in vitro (FIV) e micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    Os especialistas decidem qual a técnica mais indicada para cada paciente, uma vez que as probabilidades de engravidar variam segundo, por exemplo, o grau de infertilidade e a idade dos pacientes. Ademais, a soma do potencial reprodutor dos dois membros do casal deve ser sempre tida em conta.

    Definição de reprodução assistida

    Inseminação artificial

    A técnica de reprodução assistida mais simples é a inseminação artificial que consiste no depósito de espermatozóides de maneira não natural no aparelho reprodutor feminino com o objectivo de engravidar a mulher.

    Para alcançar a gravidez o processo de ovulação é estimulado de forma controlada e monitorizado. A estimulação da ovulação é feita através da administração, no segundo ou terceiro dia de menstruação, de pequenas doses de hormonas. A monitorização desse estímulo é feita através de ecografias periódicas. A sua finalidade é controlar o número de folículos em cada um dos ovários, programar o momento da inseminação e medir a grossura do endométrio.

    Quando o tamanho dos folículos é o adequado inicia-se o processo de inseminação. Gonadotrofina é prescrita e injectada na paciente 34 ou 36 horas antes da inseminação. Essa hormona promove a ovulação e a saída do óvulo até as trompas de Falópio.

    Antes da inseminação propriamente dita, a amostra de sémen é recolhida e os espermatozóides de boa qualidade são identificados e separados do resto da amostra em laboratório. Posteriormente, esses espermatozóides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula fina. A paciente permanecerá em repouso durante alguns minutos. Esta técnica não requer qualquer tipo de anestesia porque é indolor.

    Aproximadamente duas semanas depois da inseminação a mulher já pode realizar um exame de gravidez para saber se esta foi bem-sucedida.

    Indicações da IA

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica mais complexa que consiste na extracção dos óvulos da mulher através da vagina por punção e na fertilização, em laboratório, desses óvulos com os espermatozóides do homem. Os embriões são, passados alguns dias, depositados no útero materno.

    Em primeiro lugar, é feita a estimulação controlada da ovulação através de hormonas e a monitorização dessa mesma estimulação. Existem diversos protocolos de estimulação que o ginecologista deve adaptar a cada caso.

    De entre 34 a 36 horas antes da punção ovaria, uma hormona para desencadear a ovulação é injectada na paciente. A punção é uma intervenção que não causa dor pois é aplicada na paciente uma pequena dose de anestesia local. Uma pequena agulha é introduzida via transvaginal para chegar aos folículos situados no ovário que são aspirados, permitindo a obtenção de óvulos. Esta intervenção demora de entre 15 a 40 minutos em função, normalmente, do número de folículos a aspirar. A paciente regressa a casa no mesmo dia da punção.

    O líquido folicular extraído é enviado para o laboratório onde o biólogo localiza os óvulos e coloca-os perto dos espermatozóides que foram previamente seleccionados tal como no processo de inseminação artificial.

    O espermatozóide mais rápido fertilizará o óvulo. Passadas cerca de 19 horas é possível observar se os óvulos foram fertilizados ou não. Dois pronúcleos podem ser observados, sendo que um possui a informação genética do óvulo e o outro do espermatozóide.

    Os óvulos fertilizados transformam-se em embriões. Neste momento, a informação genética da mãe e do pai já se fundiram e o embrião divide-se em 2-4 células. Nesta fase o embrião é apelidado de zigoto e já tem os seus próprios genes.

    Três dias após a fertilização dos ovócitos, os embriões estão divididos em 6 ou 8 células. Quatro dias após estão divididos entre 16 e 32 células e cinco dias depois já em 100 células.

    A transferência dos embriões para o útero materno é feita 3 ou 5 dias depois da punção ovárica. Isto é decidido em função do problema de fertilidade apresentado pelo casal, do número de ovócitos fertilizados e da evolução dos embriões.

    O número de embriões que serão transferidos é determinado e escolhidos os de melhor qualidade. A transferência embrionária é uma técnica simples que demora apenas alguns minutos. Os embriões seleccionados são colocados num cateter muito fino que é introduzido no útero por via vaginal. Esta técnica é indolor e não requer qualquer tipo de anestesia. Após cerca de 20 minutos de descanso a paciente pode ir para casa e seguir com a sua vida normal.

    Duas semanas após a transferência dos embriões, e no caso de não haver menstruação, um teste de gravidez é feito.

    Os embriões de pouca qualidade que não foram transferidos são deixados no incubador e a sua evolução é observada. Normalmente deixam de dividir-se e não sobrevivem. Os embriões de boa qualidade são congelados para que possam ser posteriormente utilizados e implantados.

    Cultura de embriões para FIV

    ICSI

    Esta outra técnica de reprodução assistida – micro-injecção intracitoplasmática de espermatozóides – é uma variante da FIV um pouco mais complexa e com mais custos. Nesta técnica a inseminação dos óvulos é feita através de uma micro-agulha que introduz um espermatozóide no interior do óvulo.

    Outra técnica de reprodução assistida que complementa os processos de FIV e de ICSI é o diagnóstico genético pré-implantação ou DGP, utilizado com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Esta técnica é mais complexa que o processo habitual de uma fertilização in vitro ou ICSI, logo, o seu custo económico é superior. Esta técnica é feita antes da transferência dos embriões para o útero materno e apenas os embriões geneticamente saudáveis são escolhidos.

    IMSI: processo

    Três dias após a fertilização do óvulo, quando o embrião possui de entre 6 a 8 células, é aberto um pequeno orifício na sua membrana externa para que uma célula possa ser aspirada. Análises cromossómicas são feitas em laboratório. Este processo não põe em risco o desenvolvimento do embrião.

    Depois de feito o diagnóstico genético, os embriões são transferidos ou, se forem de boa qualidade, congelados. Duas semanas depois testes de gravidez podem ser realizados.

  • Relações Sexuais Programadas

    Relações Sexuais Programadas

    O coito programado é uma técnica de reprodução simples e recomendada para casais que não receberam diagnóstico de esterilidade ou a quem foi diagnosticado uma esterilidade de causa desconhecida.

    As relações sexuais programadas são recomendadas no caso de mulheres com disfunção ovulatória, cuja permeabilidade tubária está em boas condições, e quando os espermatozóides do homem apresentam parâmetros normais. São, igualmente, recomendadas quando um casal, por motivos morais ou religiosos, não quer submeter-se as técnicas de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

    Casal

    Este método sincroniza a ovulação com as relações sexuais. Por um lado o endométrio tem de ser preparado através de uma estimulação ovárica e, pelo outro, a data exacta da ovulação tem de ser determinada para que o casal saiba quais são os dias mais apropriados para terem relações sexuais. Este processo pode ser feito de diferentes formas. Inclusivamente, é possível optar pela não estimulação da ovulação, optimizando o ciclo menstrual natural.

    Ciclo natural

    Em alguns casos não são utilizados fármacos para estimular o ciclo menstrual. O crescimento folicular é controlado através de ecografias. O pico hormonal que ocorre antes da ovulação indica o momento apropriado para a relação sexual. A quantidade de hormonas é medida através de um exame de sangue ou de urina, de forma seriada desde o nono dia de menstruação. Quando as hormonas apresentam os valores indicados, o ginecologista explica qual o dia ideal para a concepção, aumentando as hipóteses da mulher engravidar.

    Estimulação da ovulação

    Neste caso, a mulher recebe durante 8 a 14 dias uma injecção subcutânea diária de gonadotrofinas e outras hormonas que actuam sobre as glândulas sexuais. O crescimento e o amadurecimento dos folículos são controlados através de ecografias e análises de sangue regulares.

    Bebés

    As relações sexuais programadas reduzem o stress causado pela espera do início de um tratamento e fazem aumentar, notavelmente, as probabilidades de gravidez de mulheres com uma ovulação deficiente ou irregular. O maior inconveniente é que a sua taxa de êxito é de apenas cerca de 10%.

    É aconselhável empregar esta técnica durante 3 ou 4 meses. A maior parte das gravidezes conseguidas através deste método acontecem nos primeiros meses.44

inviTRA
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.