Autor: Carla Nobrega

  • Utrogestan

    Utrogestan

    Utrogestan é o nome de um medicamento utilizado em algumas técnicas de reprodução assistida para estimular o engrossamento do endométrio e, consequentemente, favorecer a implantação do embrião no útero. Antes de tomar este medicamento é necessário ler o folheto informativo com atenção.

    Composição

    Utrogestan é composto por hormonas sexuais femininas como a progesterona. É um hormônio da tiróide que intervém no ciclo ovariano da mulher e actua no processo de evolução da gravidez.

    Este medicamento tem várias presentações:

    • Embalagem de 15 cápsulas de 200mg do principal ingrediente: Utrogestan 200mg.
    • Embalagem de 30 cápsulas de 100mg de progesterona: Utrogestan 100 mg.

    Medicamentos hormonais

    Instruções de uso

    O tratamento com Utrogestan deve ser acompanhado por um médico que personaliza ao máximo as doses e a duração do tratamento para cada paciente. A dose recomendada do medicamento dependerá dos valores hormonais da mulher.

    Quando administrada por via oral, a dose recomendada de Utrogestan é, em média, de 200 a 300 miligramas por dia. O medicamento deve ser tomado sempre à mesma hora e sem alimentos, já que a ingestão de alimentos faz aumentar a absorção do medicamento.

    Quando este medicamento é administrado por via vaginal a dose média recomendada é de 100 a 600 miligramas diários. As capsulas devem ser introduzidas na vagina e empurradas até ao interior.

    Contra-indicações

    Utrogestran não deve ser tomado nos seguintes casos:

    • Alergia à progesterona.
    • Tromboembolismo .
    • Sangramento vaginal
    • Problemas hepâticos

    Este medicamento pode produzir sonolência, logo a condução e o manuseamento de máquinas pesadas não são recomendados. Por este motivo, recomenda-se que o medicamento seja tomado antes de dormir.

    O uso deste fármaco está desaconselhado durante o período de aleitamento, pois a progesterona é eliminada através do leito materno.

    Efeitos secundários

    Os efeitos secundários mais comuns deste medicamento são:

    • Diminuição do ciclo menstrual.
    • Sangramento vaginal intermitente.
    • Desaparecimento da menstruação
    • Sonolência e sono profundo.
    • Náuseas e tonturas.

    Se algum outro sintoma for observado, um médico deve ser consultado.

  • Alterações do Líquido Amniótico

    Alterações do Líquido Amniótico

    O líquido amniótico é um fluido que envolve o feto durante a gravidez. As suas principais funções são: proteger o feto; amortizar o impacto dos movimentos da mãe; controlar as variações de temperatura e permitir que o bebé mova-se dentro do útero materno.

    A quantidade de líquido amniótico varia durante a gravidez. Aumenta até a 34ª semana de gestação, quando atinge o seu valor máximo, e depois diminui até ao momento do nascimento. Algumas mulheres desenvolvem problemas relacionados com a quantidade de líquido amniótico. Exemplos destes problemas são os seguintes:

    • Polihidrâmnios. Neste caso o saco amniótico contem uma quantidade excessiva de líquido amniótico. Esta alteração pode acontecer devido a transtornos gastrointestinais que impedem a absorção das correctas quantidades do líquido amniótico; transtornos pulmonares; problemas neurológicos; diabetes gestacional; anomalias congénitas ou gestações múltiplas.
    • Oligohidrâminios. Esta alteração é caracterizada por uma diminuição do volume de líquido amniótico no saco amniótico.

    Problemas no líquido amniótico
    Esta alteração é causada por anomalias fetais; pela ruptura de membranas; por defeitos nos rins, pulmões ou sistema urinário e por disfunções na placenta.

  • O Processo de Inseminação Artificial

    O Processo de Inseminação Artificial

    A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida relativamente simples.

    Os passos a seguir na inseminação artificial são os seguintes:

    Estimulação da ovulação

    A estimulação da ovulação é feita mediante a administração, em pequenas doses, de gonadrofinas e através do controlo do ciclo menstrual da paciente. É, igualmente, importante ter controlo sobre o número de folículos que se pretende conseguir para evitar uma gestação múltipla. Mesmo que a mulher não apresente qualquer problema de fertilidade o seu ciclo ováriano é estimulado para que possa ser controlado e para que as possibilidades de êxito da inseminação artificial sejam maiores.

    Recolha e preparação do sémen

    Nesta etapa é muito importante que o homem mantenha uma abstinência sexual de pelo menos 4 dias antes da masturbação que resultará na recolha do sémen. O tempo que passa entre a ejaculação e a recolha deve ser, também, controlado bem como os dias entre a ejaculação e a inseminação.

    Inseminação

    Gonadrofina é injectada na paciente 24 horas antes da inseminação para promover a ovulação. Posteriormente, o sémen é depositado na cavidade uterina. A vantagem desta técnica é que não requer qualquer tipo de anestesia e é indolor para a paciente.

    Depois da inseminação: recomendações durante a espera

    A inseminação é uma das técnicas mais simples e menos agressivas da reprodução assistida, já que, para a estimulação dos ovários não é necessária uma grande quantidade de hormonas nem é necessária anestesia. Por esta razão, após a inseminação, a paciente pode continuar com a sua vida normal.

  • Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando Fazer um Teste de Gravidez

    Quando uma mulher está tentando engravidar um dos momentos mais importantes é quando faz a pergunta: Estarei ou não gravida?

    O teste de urina é a forma mais fácil e rápida para uma mulher saber se está gravida ou não. Este teste tem a vantagem de poder ser feito em casa. Contudo, para que o seu resultado seja fiável, este teste tem de ser realizado de forma correcta e no dia apropriado.

    É importante que a mulher leia as instruções antes de fazer um teste de gravidez de urina, já que, a forma de funcionamento desses testes pode variar um pouco apesar de todos se basearem na detecção da hormona gonadotrofina coriónica humana. Esta hormona é segregada pelo embrião após a sua implantação no útero, logo, apenas é detectada em mulheres gravidas. Se na urina existe gonadotrofina, esta reagirá aos anticorpos presentes no teste que mudará de cor ou fará aparecer um linha ou cruz dependendo do teste.

    O dia de realização do teste é muito importante. Se a mulher realizar o teste antes do dia correcto pode obter um “falso negativo”. O dia ideal para fazer este teste e detectar a hormona é o 15º dia depois da possível fertilização do óvulo. No caso de a mulher não saber o dia exacto da fertilização pode esperar até ao dia em que a sua menstruação deveria começar. Se a mulher não menstruar, o teste de gravidez deve ser realizado no primeiro dia de atraso menstrual. Alguns ginecologistas aconselham que a mulher faça o teste apenas 7 dias depois do atraso menstrual para que os níveis de gonadotrofina na urina possam aumentar.

    Teste de urina

    O teste deve ser feito com a primeira urina da manhã porque é a que tem uma maior concentração hormonal. A mulher não deve beber muitos líquidos antes do exame porque esses podem diluir os níveis hormonais. Existem muitos testes de gravidez a venda no mercado e todos medem a concentração da hormona por mililitro de urina. Os testes que detectam 25 mUI/ml são mais sensíveis que aqueles que detectam 40 mUI/ml pois os primeiros são capazes de detectar uma menor concentração de gonadotrofina na urina.

    Estes testes, no caso de serem bem realizados, têm uma fiabilidade de entre 95% e 97%. As mulheres devem ter em atenção o facto de que o resultado do teste pode ser um falso negativo quando este é realizado antes do tempo.

    Perante um teste negativo e um atraso na menstrual é recomendável que a mulher repita o teste 3 ou 4 dias depois para confirmar ou não a existência de uma gravidez.

    Quando o resultado do teste é positivo é garantido que a mulher está gravida, excepto em casos de gravidezes ectópicas e de gestações anembriónicas (apenas há o desenvolvimento do saco embrionário sem o embrião) que podem gerar um falso positivo. No caso de mulheres que se submeteram a tratamentos de reprodução assistida com injecção de fármacos que contêm gonadotrofina o teste de gravidez pode ter um resultado de falso positivo devido a presença da hormona na urina.

  • Hematomas Uterinos na Gravidez

    Hematomas Uterinos na Gravidez

    Uma em cada três gravidezes inclui perdas de sangue durante o primeiro trimestre de gestação. Estes sangramentos podem ser provocados por problemas de menor ou maior importância. Uma das causas mais comuns das hemorragias durante os primeiros meses de gravidez são os hematomas uterinos.

    O que são os hematomas uterinos?

    Os hematomas uterinos são estruturas na forma de meia-lua localizadas entre o tecido coriónico e a parede uterina ou entre as membranas fetais e as membranas mais superficiais do útero. Tomam a forma de pequenas concentrações de sangue no interior do endométrio entre as membranas já mencionadas.

    Segundo a sua localização classificam-se da seguinte forma:

    • Hematomas Retroplacentários.
    • Hematomas Sub-coriónicos.
    • Hematomas Marginais.
    • Hematomas Supra-cervicais.

    Hematomas uterinos

    Causas dos hematomas uterinos

    São variadas e estão associadas a:

    • Problemas no desenvolvimento da camada celular que fornece o embrião com nutrientes e nas artérias responsáveis pela nutrição da placenta.
    • Factores mecânicos.
    • Factores auto-imunitários.
    • Factores hematológicos.

    Prognóstico dos hematomas uterinos

    Normalmente, a mulher gravida detecta um sangramento e consulta o seu médico. O especialista realiza, então, uma ecografia para avaliar o estado do feto. No caso de não haver sangramento o hematoma será detectado nas ecografias de rotina.

    Na presença de um hematoma, e por prevenção, a gravidez é considerada de risco e à mulher se recomenda repouso. A evolução da sua situação é seguida pelo médico. Normalmente os hematomas uterinos não provocam um aborto. Podem ser absorvidos e desaparecer mas, se o hematoma for muito grande, o seu desaparecimento demorará mais tempo e os sangramentos vaginais prolongar-se-ão.

    O prognóstico da lesão é avaliado tendo em conta a sua localização e dimensão.

    Evolução de um hematoma uterino

    Um hematoma de pequenas dimensões que não é acompanhado de outros sintomas costuma evoluir bem e não representa uma ameaça para o feto. A medida que a gravidez avança, há uma normalização da circulação sanguínea e a maior parte desses hematomas desaparece.

    Um hematoma de maiores dimensões e com uma má localização pode provocar um desprendimento da placenta ou rotura prematura da bolsa dando origem a um aborto espontâneo ou a um parto prematuro se a gestação já estiver numa fase avançada.

    Quando a lesão é detectada pelo médico é importante que a mulher siga as indicações e instruções desse. A mulher deve repousar, não deve manter relações sexuais e, no caso de lhe ser prescrito, deve tomar progesterona.

  • Sintomas após uma Transferência Embrionária

    Sintomas após uma Transferência Embrionária

    A transferência embrionária é um procedimento simples e indolor que consiste no depósito do embrião ou dos embriões (no máximo 3) no útero da futura mãe. Antes da transferência a mulher deve ter a bexiga cheia para que a observação eco-guiada da cânula de transferência seja mais fácil.

    Sintomas pós-transferência embrionária

    O processo de fertilização in vitro ou de ICSI requer que a mulher se submeta a um tratamento hormonal que pode dar origem a sintomas de gravidez que manifestam-se mesmo se a mulher não estiver gravida.

    • Fluxo vaginal abundante: costuma acontecer nos dias que procedem a transferência embrionária devido as alterações hormonais. Este fluxo pode incluir manchas de sangue mais ou menos escuras.
    • Mudanças nos seios: nos dias após a transferência é normal que a mulher note que os seus seios estão um pouco mais duros, inchados e sensíveis que o normal.

    Transferência de embriões

    • Fatiga: deve-se ao aumento da hormona progesterona que numa gravidez natural tem a função de manter o revestimento do útero. Quando uma paciente faz um tratamento de FIV ou de ICSI tem de tomar suplementos de progesterona.
    • Náuseas: manifestam-se devido ao aumento de hormonas no corpo da mulher. É o clássico sintoma de uma gravidez apesar de que nem todas as mulheres gravidas o experienciam.
    • Urinação frequente devido a hormona hCG.
    • Ausência de menstruação. Após uma transferência embrionária uma paciente deve esperar 14 dias até que a sua menstruação chegue.

    Apesar dos sintomas seguintes serem menos comuns podem manifestar-se: insónia, perda de apetite, inchaço do ventre, contracções musculares, etc. No caso de estes sintomas impedirem que a mulher realize as suas tarefas habituais um médico deve ser consultado.
    Sintomas depois de uma trasnferência embrionária

    Quando consultar um médio depois de uma transferência embrionária

    Depois de uma transferência de embriões há que ir ao centro de reprodução sempre que:

    • Apareça um sangramento abundante parecido a menstruação antes do 14º dia.
    • A mulher sinta dores agudas e persistentes no abdómen.
    • Exista uma deteorização do estado de saúde normal da mulher.
  • Cólicas durante a Implantação

    Cólicas durante a Implantação

    O que é a implantação?

    A implantação é o momento no qual o óvulo fertilizado por um espermatozóide fixa-se na parede do útero, onde se formará a placenta que tem a finalidade de fornecer sangue e alimento ao feto em desenvolvimento.

    Quando ocorre a implantação?

    Depois da fertilização do óvulo por um espermatozóide, o zigoto desloca-se pelas trompas de Falópio até ao útero onde permanecerá alojado. No caso de não haver fertilização, o óvulo desloca-se até ao útero e é eliminado durante o ciclo menstrual da mulher. A implantação ocorre cerca de sete dias após a ovulação.

    Cólicas durante a gravidez

    As cãibras e cólicas podem manifestar-se em qualquer etapa da gravidez e em cada caso podem significar algo diferente:

    Cólicas durante a implantação:

    Ocorrem nas primeiras semanas de gestação e costumam ser acompanhadas de um pequeno sangramento. Estas cólicas e sangramento indicam que o embrião fixou-se nas paredes do útero e que a mulher está gravida. Apenas uma em cada quatro mulheres sangram durante a implantação.

    Sangramento de implantação

    Este tipo de cãibras e cólicas ocorrem na região abdominal inferior e começam após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide e não apenas depois da implantação do embrião. Não devem durar mais de um ou, no máximo, dois dias. No caso das dores persistirem, a mulher deve consultar um médico que possa descartar a existência de alguns problemas como um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica, etc.

    Cólicas durante o início da gravidez

    Muitas mulheres pensam que estas dores são um sinal de um aborto espontâneo. Contudo, na maior parte das vezes, são apenas uma continuação das cólicas associadas à implantação.

    A dor do ligamento redondo do útero

    Este tipo de dor são cãibras que se manifestam numa etapa mais avançada da gravidez. Costuma ser uma dor leve e constante que se manifesta sobretudo quando a mulher muda de posição e ocorre devido a expansão dos músculos localizados abaixo do útero que têm de suportar o peso do bebé.

    Cãibras durante a gravidez

    As cãibras e cólicas são motivo para preocupação?

    As caibras e cólicas são um sintoma de gravidez completamente normal. São um sinal de que o corpo da mulher está preparando-se para os 9 meses de gravidez. Contudo, as caibras não devem ser acompanhadas nem de febre nem de sangramentos excessivos. Nesses casos e no caso de haver um historial de abortos espontâneos ou de dores persistente um médico deve ser consultado.

  • Síndrome dos Ovários Policísticos

    Síndrome dos Ovários Policísticos

    Um dos problemas de fertilidade que afecta mais mulheres é o síndrome dos ovários policísticos (SOP), também conhecido como síndrome de Stein-Leventhal, em honra dos médicos que o descobriram.

    20% das mulheres em idade reprodutora apresentam ovários policísticos e 50% dessas são diagnosticadas com um síndrome de ovário policístico de origem metabólica que afecta a fertilidade como consequência de um problema sistémico.

    Este síndrome é um problema que não deve ser confundido com os ovários policísticos. Os ovários policísticos são causados por uma alteração no funcionamento da função ovárica que impede que os folículos amadureçam e libertem os óvulos,  que se transformam em quistos no ovário. Em muitas ocasiões, a menstruação é irregular mas, se o outro ovário funcionar bem, é possível que uma mulher engravide. Se este for o caso não se trata do síndrome.

    O síndrome produz um desajuste hormonal: as mulheres têm as chamadas hormonas femininas (estrogénio e progesterona) mas têm, também, apesar de que em baixas quantidades, uma hormona masculina: o andrógeno. O síndrome faz aumentar a produção da hormona masculina e o ciclo menstrual da mulher não é regular. No ovário os folículos não libertam os óvulos porque esses não amadurece, criando quistos.

    Problemas de fertilidade feminina

    O síndrome do ovário policístico é diagnosticado se a mulher apresentar pelo menos dois dos seguintes indicadores:

    • Presença de sintomas de hiperandroginismo devido a uma produção excessiva da hormona masculina. Um desses sintomas é, por exemplo, o crescimento excessivo de pelos.
    • Ovário policístico, córtex do ovário muito grosso e quistos no ovário causados pela não libertação dos folículos.
    • Número reduzido de ciclos menstruais ao longo do ano.

    O síndrome do ovário policístico ocorre devido a resistência à insulina. O corpo não assimila a glucose ingerida e gera mais insulina. A hormona da insulina actua directamente sobre os ovários e altera as hormonas femininas encarregues do processo de maturação e libertação dos folículos, impedindo que o ciclo menstrual seja regular e afectando, consequentemente, a fertilidade da mulher.

    Sintomas

    • Menstruações irregulares: oligomenorreia (ciclos menstruais superiores a 35 dias) ou amenorreia (ausência de menstruação).
    • Hirsutismo.
    • Acne.
    • Esterilidade por não ovulação.
    • Alterações hormonais: testosterona elevada, hormona LH elevada, hormona andrógena elevada, etc.
    • Resistência à insulina.
    • Ovários policísticos.
    • Hipoplasia mamaria e uterina.
    • Obesidade
    • Acantose nigricans: manchas escuras na pele que aparecem junto ao pescoço ou axilas.

    Tratamento

    As mulheres com síndrome de ovário policístico que apresentam uma ovulação irregular podem regulá-la através da administração de progesterona. A metformina, um medicamento antidiabético, tem sido utilizado na dessensibilização dos ovários ao excesso de insulina para que o amadurecimento folicular possa ocorrer.

  • Coágulos de Sangue Menstrual

    Coágulos de Sangue Menstrual

    Normalmente, as mulheres que têm um sangramento excessivo durante o seu período apresentam coágulos de sangue menstrual. Essa coagulação é, por vezes, a causa de cãibras dolorosas no momento em que os coágulos passam pelo colo do útero.

    Coágulos na menstruação

    Causas dos coágulos menstruais

    Fluxo menstrual abundante

    Um sangramento mais abundante do que o normal durante a menstruação esgota as capacidades anticoagulantes do corpo e cria coágulos de maior tamanho.

    Endometriose e dispositivo intra-uterino

    A endometriose pode ser a causa de uma coagulação excessiva durante o ciclo menstrual. Se uma mulher tem um dispositivo intra-uterino é provável que tenha sangramentos mais abundantes com alguma coagulação. Contudo, por vezes, os coágulos aparecem sem causa aparente.

    Desordens pélvicas

    Por vezes a coagulação pode ser causada por fibroses, por pólipos, pela inflamação pélvica, pelo aumento da espessura do revestimento uterino ou por um cancro do endométrio. Por este motivo, as pacientes devem recorrer a um médico para descartarem problemas graves.

    Causas hormonais e sanguíneas

    As mulheres com desequilíbrios hormonais são mais propensas a terem sangramentos abundantes que dão origem a coágulos. Outras causas a considerar são uma baixa actividade da glândula da tiróide, possíveis desordens sanguíneas ou o uso de medicamentos anticoagulantes.

    Causas dos coágulos de sangue menstruais

    Stress

    Uma causa do sangramento abundante muitas vezes ignorada é o stress. Por vezes, os coágulos de sangue durante a menstruação são apenas uma forma do corpo expelir tecido uterino. Em linhas gerais, o propósito do ciclo menstrual é livrar o corpo de todas as toxinas e desperdícios. Em algumas mulheres esse processo de expulsão é feito através de coágulos de sangue.

  • Laqueadura de Trompas e Gravidez

    Laqueadura de Trompas e Gravidez

    As trompas de Falópio são condutores musculares que conectam os ovários e o útero. As mulheres têm duas trompas, uma para cada ovário, o seu comprimento oscila entre os 10 e os 14 centímetros e o seu diâmetro é de 3 milímetros. A trompa forma uma estrutura em forma de funil em torno do ovário que facilita a recepção do óvulo durante a ovulação.

    A laqueadura ou ligadura de trompas consiste em impossibilitar, por meios cirúrgicos, a passagem dos espermatozóides até a zona da trompa de Falópio onde a fertilização do óvulo ocorre. Durante esta intervenção cirúrgica a trompa pode ser cortada, amarrada ou cauterizada. O objectivo é garantir que, uma vez cortados, os extremos das trompas não voltem a unir-se, aumentando a eficâcia anticonceptiva da intervenção.

    Laqueadura das trompas e gravidez

    Este método anticonceptivo é o ideal para as mulheres que já tiveram filhos e não desejam ser mães novamente. Contudo, por variadas razões (a morte de um filho, a morte do esposo, um novo casamento, etc) essas mulheres podem mudar de opinião e quererem engravidar novamente. Para isto, é necessário que se submetam a uma operação de reversão da laqueadura das trompas ou que recorram a uma técnica reprodução assistida.

    Reversão da laqueadura de trompas

    Quando uma mulher deseja engravidar novamente é recomendável que considere submeter-se a uma cirurgia de reversão da laqueadura de trompas como um método adicional da fertilização in vitro (FIV). Apesar da reparação das trompas ser, tecnicamente, possível há que ter em conta que esse processo inclui uma grande quantidade de inconvenientes. Tanto a permeabilidade das trompas quanto a sua motilidade têm de ser recuperadas. Este método é, principalmente, aconselhável no caso de mulheres jovens, com menos de 38 anos, que desejam ter mais filhos.

    Antes do processo de reversão, que é feito através de uma microcirurgia, uma cirurgia laparoscópica que determina se as trompas podem voltar a ser conectadas é realizada. Para que a reversão seja possível é necessário que os extremos das trompas meçam mais de 6 centímetros.

    Esta operação é mais complicada que a laqueadura e mais demorosa devido a sua complexidade. Enquanto a cirurgia de ligadura dura cerca de cinco minutos, a sua reversão pode durar horas.

    O êxito da operação de reversão costuma ser de 70% dependendo do tipo de laqueadura feito. Segundo diferentes estudos cerca de 75% das mulheres conseguem uma gravidez normal, enquanto que 32% têm uma gravidez ectópica. A probabilidade de uma gravidez ectópica aumenta se tiver sido realizada uma técnica de cauterização bipolar pois essa favorece a formação de fístulas.

    Reverter a laqueadura de trompas

    Como engravidar após uma laqueadura de trompas

    Antes de mais nada o casal deve realizar um estudo de fertilidade. No caso de mulheres que já tiveram filhos este processo é simplificado.

    Este estudo deve incluir, por exemplo:

    • Um registro da temperatura basal da mulher nos últimos meses. Este registro permite saber se a mulher ovula ou não.
    • Análises de sangue que descartem a existência de alterações hormonais e dêem a conhecer a capacidade de produção de óvulos do ovário.
    • O homem deve fazer um espermograma.

    Segundo os resultados do estudo, os especialistas recomendam o tratamento mais adequado para a paciente em questão.

    Conseguir engravidar após uma ligadura das trompas

    No caso da capacidade de produção de óvulos da mulher estar comprometida, no caso do sémen do homem ter pouca qualidade ou no caso de diagnóstico de certas patologias, a fertilização in vitro é a técnica de reprodução mais recomendada. A FIV tem de ser feita em laboratório, num centro clínico escolhido pelos pacientes.

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