Autor: Carla Nobrega

  • Astenozoospermia

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia, ou asternospermia, é uma alteração que se produz no homem devido a uma baixa mobilidade dos seus espermatozóides. De forma coloquial esses espermatozóides são apelidados de lentos ou preguiçosos.

    O espermograma é o exame de diagnóstico que pode detectar esta alteração. Em laboratório, e utilizando um microscópio, são contados 100 espermatozóides e a percentagem de espermatozóides com mobilidade progressiva, com mobilidade não progressiva (que têm movimento mas não se deslocam) e sem mobilidade é determinada.

    Para que a avaliação desta diversidade de deslocações seja correcta é necessário um especialista com um ´olho treinado´, já que, os espermatozóides perdem movimento com o passar do tempo. SValores considerados

    Valores considerados

    Segundo os criterios estabelecidos pela OMS, um homem padece de astenozoospermia, isto é, os seus espermatozóides s têm uma mobilidade normal, quando apresentam:

    • Valores iguais ou superiores a 40% de espermatozóides móveis (progressivos e não progressivos).
    • Valores superiores a 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva, isto é, capazes de mover-se e avançar.

    Nóveis inferiores aos mencionados são indicativos de uma asternozoospermia.

    Causas da astenozoospermia

    As causas da asternozzospermia ainda nao são claras. Não obstante, é sabido que a mobiidade dos espermatozóides é influênciada pelos seguintes factores:

    • Presença de anticorpos anti esperma.
    • Consumo excessivo de álcool ou outreas drogas (tabaco, marihuana, etc).
    • Idade avançada: a mobilidade diminui a partir dos 45 anos.
    • Febre
    • Exposição a agentes tóxicos(fertilizantes, solventes químicos).
    • Infecções que afectam o sémen.
    • Má alimentação.
    • Exposição prolongada ao calor.
    • Problemas testiculares.
    • Teratozoospermia, isto é, alterações na forma dos espermatozóides.
    • Tratamentos oncológicos como a quimioterapia e a radioterapia.
    • Varicocele

    Astenozoospermia como causa de infertilidade

    O objectivo final dos espermatozóides é fertilizar o óvulo e gerar um novo ser. Para isto, têm de percorrer um longo e complicado caminho dentro do sistema reproductor feminino até as trompas de Fallópio, onde está o óvulo. Apenas um espermatozóide terá a habilidade e velocidade necessárias para chegar a meta. Por este motivo, a velocidade dos espermatozóides é importante.

    Astenozoospermia

    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina. Sem movimentos progressivos, os espermatozóides não são capazes de alcançar e fertilizar o óvulo.

    Tratamento

    Para aumentar a velecidade do esperma é importante levar uma vida saudável, evitar o consumo de drogas e reduzir a exposição ao calor. Isto pode contribuir para a recuperaçao da fertilidade em casos de astenozoospermia moderada ou leve.  .

    E, casos de astenozoospermia severa, receuperar a fertilidade é muito complicado.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma amostra de sémen com 40% de espermatozóides móveis ou com 32% de espermatozóides com mobilidade progressiva é considerada normal. Níveis inferiores implicam a existência de um problema de fertilidade.
    A astenozoospermia é um dos muitos problemas de esterilidade masculina.

    Homens que apresentam esta alteração no sémen, e que desejam ter descendência, são aconselhados a visitar uma clínica de reprodução assistida. Dependendo do grau de astenozoospermia os especialistas recomendarão o tratamento mais apropriado: FIV ou ICSI. A inseminação artificial não está indicada nos casos de baixa mobilidade dos espermatozóides.

  • Hormónio Antimülleriano

    Hormónio Antimülleriano

    É cada vez mais habitual que o hormónio antimülleriano (AMH) apareça nos exames de sangue de pacientes que procuram clínicas de reprodução assistida. Este hormónio é usado em muitos casos clínicos pois foi provado que tem uma grande capacidade preditiva neste tipo de tratamentos.

    O que é o hormónio mülleriano?

    O AMH é uma proteína cuja principal acção fisiológica aparece no desenvolvimento embrionário quando a diferenciação sexual está a ser feita. O seu nome faz referência ao facto de que impede a formação de condutores de Müller por parte do homem, Condutores esses que são responsáveis pela formação do útero e das trompas de Falópio durante o desenvolvimento embrionário feminino.

    Este hormónio ou hormona está presente tanto nos homens como nas mulheres. É produzido exclusivamente pelas células somáticas que rodeiam as gametas (células que envolvem os óvulos e os espermatozóides). Por este motivo, o AMH é visto como um marcador biológico tanto da acção dos ovócitos quanto dos espermatozóides.

    Hormónio Antimülleriano nas mulheres

    O AMH é concebido como um marcador da reserva ovárica da mulher. Isto contribui para um melhor conhecimento da fertilidade e permite determinar o tratamento de reprodução assistida que o casal deve seguir em função da reserva ovárica da mulher.

    AHM é produzido pelas células granulares do pré-antral e pelos pequenos folículos antrais. Os folículos são o conjunto das células que servem de acompanhamento e protecção enquanto o ovócito vai crescendo dentro dos ovários.

    O que é realmente interessante na medição deste hormónio é que é independente do ciclo menstrual, ao contrário de outras hormonas preditivas da reserva ovárica como o FSH e o estradiol cujos valores dependem do momento do ciclo menstrual em que se encontra a mulher.

    Se todos os estudos e o efeito preditivo do AMH forem confirmados, este hormónio transformar-se-á no marcador ovárico por excelência. Os níveis de AMH estão, aparentemente, bem delimitados e a sua medição é eficaz tanto em casais com uma baixa resposta ovárica quanto em pacientes hiperestimuladas.

    Na mulher, o AMH é um marcador endócrino da reserva ovaáricaideal, já que, reflecte não só a quantidade dos folículos ovarianos, mas também a qualidade dos ovócitos. Diz-se que o AMH é produzido apenas pelos folículos saudáveis que darão origem a um ovócito de qualidade.

    Hormónio Antimülleriano nos homens

    Nos homens, o hormónio AMH é um bom marcador das células dos túbulos seminíferos que oferecem suporte metabólico e estrutural durante a espermatogénese, e permite fazer uma avaliação da função testicular.

    No caso de homens que sofrem de azoospermia secretora a determinação deste hormónio pode ajudar a descobrir se existem espermatozóides no testículo que possam ser extraídos mediante uma biopsia para depois serem utilizados em uma técnica de reprodução assistida como a ICSI.

    Em homens antes da puberdade, a AMH é um bom indicador das células de Sertoli de bom funcionamento. Nos adultos, a determinação deste hormónio tem importância clínica para a avaliação da função espermatogênica do testículo.

  • Vitaminas durante a gravidez

    Vitaminas durante a gravidez

    Durante a gravidez ocorrem várias mudanças no corpo e organismo da mulher que, ao ter de alimentar um novo ser que cresce dentro de si, necessita de uma quantidade extra de vitaminas e minerais. É muito importante manter uma dieta saudável e variada para maximizar a quantidade de vitaminas ingeridas.

    Minerais

    • Ferro. O ferro é essencial para aumentar a produção de glóbulos vermelhos por parte do organismo. Contribui para uma baixa da pressão sanguínea da mãe e pode ser encontrado nos cereais cozinhados, nas passas, nas ameixas e no fígado.
    • Cálcio. O cálcio é essencial para a formação dos ossos do bebé. Diminui o número de cãibras que a mãe pode sentir e pode ser encontrado no leite, no queijo, no iogurte e nos gelados.

    Cálcio na gestação

    Tipos de vitaminas

    • Vitamina E. Esta vitamina é boa para os músculos e tecidos musculares da mãe. Pode ser encontrada no trigo, no gérmen do trigo, nas hortaliças, na carne e nos ovos.
    • Vitamina K2. Esta vitamina contribui para a eliminação de toxinas do corpo da mãe. Encontra-se na alfafa, óleo de soja e todos as verduras.
    • Vitamina A. Para um correcta assimilação esta vitamina deve ser tomada juntamente com as vitaminas C e B. Contribui para o desenvolvimento dos olhos e da pele do bebé. Encontra-se no pescado, cenouras e alimentos amarelos.

    Alimentação durante a gestação

    • Vitamina C. É boa para mães com problemas de factor RH. Esta vitamina encontra-se nos citrinos, no pimentão verde, nos tomates, na salsa e na couve verde crua.
    • Vitamina B (B2, B6 e B12). Esta vitamina diminui as náuseas e o inchaço do corpo da mulher gestante. A deficiência desta vitamina pode aumentar o risco de infecções vaginais e a tendência para a irritabilidade e esgotamento. A vitamina B pode ser encontrada na levedura da cerveja, na soja, nas lentilhas, nas ervilhas, no feijão, no amendoim, nas amêndoas, nas nozes, na aveia, no arroz integral, no trigo integral, nos cogumelos, no fígado, nas vísceras e nos ovos.
  • Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sintomas durante os primeiros dias de gravidez

    Sabe quais são os sintomas que se manifestam durante os primeiros dias de gravidez? Aqui pode encontrar informação sobre os indícios de uma gravidez que podem ser detectados antes do atraso menstrual. O normal é que não exista manifestação de sintomas durante os primeiros dias de gravidez. Muitas vezes a mulher apenas começa a sentir esses sintomas após uma ou duas semanas do início da gravidez.

    Sintomas durante os 10 primeiros dias de gravidez

    • Sensibilidade e inchaço dos seios. Este é um dos primeiros sintomas de gravidez. Pequenas erupções cutâneas aparecem nas areolas dos seios que pouco depois começam a crescer e a escurecer.
    • Sangramento leve. Durante os primeiros dias de gravidez a mulher pode ter um pequeno sangramento vaginal. Este sangramento trata-se de algumas gotas de sangue de cor rosada ou acastanhada que acontece devido a implantação do embrião e desaparece depois de um ou dois dias.
    • Esgotamento. Cansaço duradouro que não melhora depois de várias horas de sono.
    • Olfacto sensível e aversão a certos alimentos. A mulher gravida sente odores que antes lhe passavam despercebidos e alguns aromas a que estava acostuma podem causar mal-estar.

    Primeiros dias de gestação

    Sintomas a partir dos primeiros 15 dias de gravidez

    • Mudanças de humor. Estas mudanças nem sempre se produzem e variam de pessoa para pessoa.
    • Dor abdominal. Inchaço ou sensação de pressão semelhante aquela sentida antes da menstruação.
    • Vontade de urinar frequentemente. Durante a gravidez a quantidade de sangue e outros líquidos em todo o corpo humano aumenta. Assim, os rins trabalham mais e a mulher gravida pode começar a sentir este sintoma a partir da sexta semana de gravidez.
    • Enjoos, dor de cabeça ou cólicas. Estes sintomas manifestam-se, normalmente, no fim do primeiro mês de gravidez. Contudo, algumas mulheres podem senti-los desde o início da gestação.
    • Temperatura corporal elevada. A temperatura corporal de uma mulher gravida aumenta meio grau e mantem-se elevada durante 18 dias consecutivos.
    • Falta de menstruação.
    • Resultado positivo de um teste de gravidez. Este teste pode ser feito aproximadamente uma semana depois do atraso da menstruação.

    Sintomas dos primeiros dias de gravidez

    Outros sintomas que uma mulher pode notar durante os primeiros dias de gravidez são: dor nos ovários, diarreia e febre.

  • Requisitos da Inseminação Artificial

    Requisitos da Inseminação Artificial

    Antes de se submeter a uma técnica de reprodução assistida é importante que o casal ou mulher solteira estejam bem informados sobre todo o processo e que consultem um médico que os possa orientar. Em termos gerais será pedido aos pacientes o seu historial médico e a realização de alguns exames que avaliam as suas condições físicas.

    Mediante uma ecografia são descartados possíveis problemas como malformações uterinas que possam afectar a fertilização do óvulo, a implantação do embrião ou a correcta evolução da gravidez.

    Para que certas patologias hormonais sejam descartadas, um estudo do nível hormonal da mulher é realizado através de análises de sangue feitas em determinados dias do seu ciclo menstrual. Entre o terceiro e o quinto dia do ciclo são analisadas as concentrações de progesterona, soro inibina e FSH. Um outro exame apelidado de serologia deve ser, ainda, feito aos membros do casal para que seja possível confirmar que não existem riscos de transmissão para a futura criança de Hepatite B, Hepatite C, VIH, rubéola, sífilis ou toxoplasmoses.

    Um exame que comprova a permeabilidade das trompas de Falópio da mulher é realizado através de técnicas como a histerossalpingografia (estudo radiológico do aparelho reprodutor feminino após a injecção de um líquido de contraste) e como a hísterossonografia que consiste na introdução de um fluído salino no colo do útero que permite uma melhor observação do útero e das trompas de Falópio.

    IA

    Se todos os resultados dos exames anteriores forem positivos, e se reunirem-se os seguintes requisitos, a inseminação artificial pode ser feita:

    • A mulher possui pelo menos uma trompa de Falópio funcional.
    • O homem deve apresentar, após a capacitação de esperma, uma contagem de espermatozóides móveis igual ou superior a 3 milhões de espermatozóides no sémen ejaculado e com mais de 15% de mobilidade de forma rectilínea. Se o sémen do homem não cumpre estes requisitos a inseminação artificial deve ser feita com o sémen de um dador.
    • É preciso, ainda, ter em conta a idade da paciente. A realização de uma inseminação artificial não está aconselhada para mulheres com mais de 36 anos, já que, as garantias de êxito são poucas.
  • Fertilidade e Acupunctura

    Fertilidade e Acupunctura

    A acupunctura é uma técnica medicinal oriental através da qual várias doenças são tratadas e prevenidas. No passado esta técnica teve efeitos positivos na melhoria da fertilidade nas mulheres e nos homens e várias clínicas de reprodução assistida recomendam que os seus pacientes submetam-se a algumas sessões de acupunctura durante o tratamento de fertilidade.

    Técnicas de reprodução assistida

    A acupunctura consiste na aplicação de uma série de agulhas muito finas em pontos determinados do corpo humano como os pulsos, pés, pernas e abdómen com o objectivo de melhorar o fluxo sanguíneo e o equilíbrio vital do paciente.

    A acupunctura está, em vários casos, relacionada com uma melhoria da fertilidade. Alias, foi provado que os tratamentos de acupunctura têm contribuído para uma melhoria dos resultados em casos de infertilidade por causa funcional, como é o caso de infertilidade pela existência de ciclos menstruais irregulares. O mesmo não acontece em casos de infertilidade por causa estrutural.

    Segundo os especialistas em acupunctura, a infertilidade por causas funcionais é o resultado de um bloqueio do “Chi” do fígado, isto é, de um congestionamento das vias biliares, que afecta o fluxo sanguíneo na cavidade pélvica e dificulta a implantação do embrião. Especula-se que a acupunctura faz aumentar a irrigação sanguínea da cavidade pélvica e melhora a função ovárica. A produção folicular e o engrossamento do endométrio são, desta forma, estimulados, facilitando a implantação dos embriões. Ademais, as sessões de acupunctura podem contribuir para a redução do stress, factor que pode influenciar negativamente a reprodução.

    Todos estes factores transformam a acupunctura num tratamento secundário que pode ser de alguma ajuda para a reprodução assistida pois pode regular a produção de hormonas, estimular o endométrio e preparar a paciente para a transferência do embrião.

    Acupunctura e fertilidade masculina

    Os problemas de concepção são cada vez mais comuns e o número de casais que recorrem à reprodução assistida tem aumentado nos últimos anos. Segundo a American Pregnancy Association mais de 3 milhões de casais sofrem de infertilidade. Neste sentido, a acupunctura é, muitas vezes, vista como uma ferramenta que contribui para o êxito das técnicas de reprodução assistida.

    Os problemas de infertilidade e a acupuntura

    Apesar do estudo citado anteriormente estar centrado em casos de infertilidade feminina, a acupunctura pode, também, ser aplicada em casos de infertilidade masculina. Como foi visto anteriormente, a acupunctura é uma técnica que pode influenciar e melhorar o fluxo sanguíneo do nosso corpo e pode conduzir a nossa energia vital até aos pontos onde se encontram os problemas. Esta técnica oriental pode, então, ser utilizada tanto por mulheres quanto por homens.

  • Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    Inseminação Artificial Conjugal (IAC)

    A inseminação artificial conjugal (IAC) também denominada de inseminação artificial homóloga (IAH) é um tipo de inseminação na qual o sémen utilizado é o do parceiro ou conjuge.

    Este é o tipo de inseminação mais utilizado porque, apesar das dificuldades em engravidar que alguns casais enfrentam, conseguem faze-lo através desta técnica que é a mais simples e menos invasiva de todas as técnicas de reprodução assistida.

    Espermatozóides

    O processo de IAC consiste na estimulação suave e controlada da mulher com o objectivo de que esta produza mais do que um óvulo e na selecção, feita em laboratório, dos melhores espermatozóides do parceiro. Os espermatozóides escolhidos são inseridos numa cánula e introduzidos no útero da mulher quando esta está ovulando. Desta forma as probabilidades de fertilização do óvulo são maiores.

    Taxa de gravidez

    O êxito da inseminação artificial é determinado pelo número de gravidezes conseguidas. As probabilidades de uma mulher engravidar após apenas um ciclo de IAC vária entre os 15% e os 25% dependendo das condições de fertilidade de ambos os membros do casal.

    Se o resultado da primeira IAC é negativo, a realização de um novo ciclo de inseminação é aconselhada. Vários estudos demostram que é aconselhável realizar até 4 inseminações seguidas para que as possibilidades de êxito aumentem. Uma quinta tentativa não faria sentido porque as probabilidades de gravidez não aumentam. Neste caso, uma outra técnica de reprodução assistida deve ser aplicada.

    A taxa de IA é acumulativa, e as suas percentagens são as seguintes:

    • Após um ciclo de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 15% e os 25%.
    • Após dois ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 30% e os 35%.
    • Após três ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 38% e os 42%.
    • Após quatro ciclos de IA a taxa de gravidez situa-se entre os 50% e os 60%.

    Inseminação de um óvulo

    O facto de não conseguirem uma gravidez após a primeira tentativa de inseminação artificial é muito frustrante para vários casais que se decepcionam e decidem abandonar o tratamento. O principal objectivo dos especialistas é fazer com que os casais compreendam que é muito importante realizarem até quatro inseminações seriadas com o objectivo de conseguir uma gravidez. A luta contra a infertilidade é longa e complicada mas os casais não devem desistir.

  • Fertilidade

    Fertilidade

    Fertilidade é definida como a capacidade de reprodução, isto é, a capacidade de ter descendência directa. Nos humanos, existem vários factores que determinam a capacidade de procriar tanto do homem quanto da mulher. Existem factores culturais, como a existência de informação sobre a sexualidade; factores ambientais, como a poluição ou radiação que podem afectar a fertilidade, e factores biológicos.

    Os factores biológicos são os mais importantes e fazem referência a idade reprodutora, a capacidade de manter relações sexuais, a saúde de ambos os progenitores, a qualidade do sémen e dos óvulos e a capacidade de engravidar da mulher.

    Espermatozóides e o óvulo

    Fertilidade masculina

    A fertilidade masculina depende, de forma directa, dos espermatozóides que o homem produz. Os homens nascem com os seus órgãos sexuais ainda não completamente desenvolvidos. e, durante a puberdade, ocorrem várias mudanças hormonais que permitem que os testículos comecem a produzir espermatozóides. Nos testículos produzem-se espermatozóides de forma permanente numas estruturas apelidadas de túbulos. Posteriormente, esses espermatozóides são transportados pelos vasos condutores e expelidos pela uretra durante a ejaculação.

    Fertilidade feminina

    O sistema reprodutor feminino funciona de uma forma muito distinta do masculino. No momento em que uma mulher nasce já contem todos os óvulos que terá ao longo da sua vida.

    Com a chegada da puberdade as mulheres começam a menstruar, isto é, há a estimulação de uma série de folículos no interior dos seus ovários e a posterior libertação de um ovócito (célula que se converterá em óvulo). Este processo ocorre todos os meses e quando acabam os óvulos a mulher chega a fase da menopausa isto é, ao fim da sua etapa reprodutiva.

    Estudo da fertilidade

    Se um casal que não pode ter filhos de forma natural decide recorrer à uma clínica de reprodução assistida, um estudo personalizado de cada membro do casal deve ser realizado.

    Espermatozóide fertilizando um óvulo

    Primeiramente, uma ampla entrevista deve ser conduzida para que o médico possa determinar quais os exames que precisam ser realizados. Existe um grande número de exames que podem ser feitos, e muitos deles podem não ser necessários, logo, é importante personalizar ao máximo o estudo da fertilidade.

  • Endométrio

    Endométrio

    O endométrio é a membrana mucosa que reveste internamente o útero. É uma membrana vascularizada e a sua principal função é receber e albergar o embrião em estado blastocisto. O processo denominado de implantação é complexo, pressupõe a intervenção de diversos factores e é necessário que exista uma sincronização entre o embrião e o endométrio.

    Se o óvulo não é fertilizado ou não existe implantação do embrião no útero, a parede do útero (endométrio) sofre uma descamação no final do ciclo menstrual, produzindo o sangramento conhecido como menstruação.

    Para poder desenvolver as suas funções o endométrio tem de sofrer algumas modificações morfológicas e funcionais associadas a secreção de hormonas sexuais pelos ovários. Essas hormonas são o estrogénio e a progesterona.

    Fases do crescimento do endométrio

    • Fase de proliferação. Esta fase é influenciada pelo estrogénio e inicia-se no primeiro dia do ciclo, isto é, ocorre desde a menstruação até a ovulação. Nesta fase a grossura do endométrio aumenta, e este divide-se em duas membranas, uma mais superficial e outra mais profunda. No fim desta fase o endométrio pode chegar a mediar 10mm. .
    • Fase secretora. A progesterona tem a função de maturação e nesta fase as glândulas endometriais aumentam de tamanho e começam a secretar muco e uma substância nutritiva rica em glicogénio que serve para preparar o endométrio no caso de haver implantação.

    Implantação

    Se, no fim da fase secretora, não há fertulização ou implantação do embrião, a escamação do endométrio ocorre cerca de 26 a 28 dias depois do início do ciclo menstrual, produzindo a menstruação. Paralelamente dá-se a regeneração do endométrio para o seguinte ciclo ovulatório.

    Para que exista implantação o endométrio deve estar receptivo. A fase de receptividade endometrica dura cerca de quatro dias e é conhecida com a janela de implantação. Neste momento o embrião em estado blastocisto e o endométrio devem interagir e sincronizar-se.

    Grossura do endométrio e potencial de implantação

    O êxito da implantação depende, não só, da preparação hormonal do endométrio, mas também da existência de um diálogo recíproco entre os tecidos do blastocisto e da mucosa uterina.

    Se a fertilização do óvulo e a implantação do embrião ocorrem, o endométrio secretor transforma-se, graças ao estrogénio e a progesterona, em um endométrio mais especializado apelidado de decíduo. O decíduo dará origem a placenta e participará no intercâmbio de gases e nutrientes entre a mãe e o embrião.

    Existem diferentes estudos realizados com o fim de averiguar qual é a grossura endometrial ideal para a implantação. Segundo os dados obtidos, num contexto de reprodução assistida não é aconselhável fazer uma transferência de embriões quando o endométrio tem uma grossura abaixo dos 7mm porque a implantação pode não acontecer. Contudo, e apesar de ser difícil avaliar qual a grossura adequada para a implantação, considera-se que uma grossura de 8mm ou mais é a apropriada.

    Alterações do endométrio


    Um transtorno muito frequente (10-20%) e que está relacionado com o endométrio é a endometriose que pode causar esterilidade na mulher. A endometriose define-se como o crescimento do endométrio fora da cavidade uterina e nos ovários, nas trompas de Falópio, na cavidade pélvica ou até mesmo na bexiga. O sintoma mais comum de uma endometriose é a dor na zona abdominal, na parte inferior das costas e na pélvis.

  • Transferência de Embriões

    Transferência de Embriões

    As técnicas de reprodução assistida que supõem a fertilização do óvulo fora do corpo da mulher, como é o caso da FIV e da ICSI, implicam a posterior transferência e introdução dos embriões no útero.

    Uma vez realizada a fertilização, é feita a cultura dos embriões e a contínua avaliação da sua qualidade. Apenas os embriões de melhor qualidade serão transferidos. Legalmente, o número máximo de embriões que podem ser transferidos é de três. Contudo, as clínicas podem recomendar a transferência de apenas um ou dois embriões para diminuir as probabilidades de uma gestação múltipla.

    Processo

    A transferência de embriões é uma técnica simples que consiste no depósito dos embriões no útero materno. A duração deste processo é de apenas alguns minutos.

    A técnica é realizada mediante a utilização de um cateter fino no qual se depositam os embriões seleccionados. Esse cateter é, depois, introduzido até ao útero por via vaginal. Os embriões são, então, lentamente depositados no útero e o cateter é retirado da cavidade uterina. Este processo é indolor e a paciente pode voltar para casa após cerca de 20 minutos de repouso.

    Depósito embrionário

    A transferência é, em geral, realizada dois ou três dias depois da punção ovárica. Alguns estudos indicam que essa transferência pode ser feita no quinto dia.

    Em função do tratamento utilizado para a estimulação controlada do ovário poderá ser necessário prescrever progesterona à mulher após a punção ovárica. A progesterona melhora a capacidade receptora do endométrio e facilita a implantação do embrião.

    Cerca de duas semanas após a transferência embrionária, se não houver menstruação, um teste de gravidez já pode ser feito.

    Transferência

    Embriões não transferidos

    É possível que alguns embriões de boa qualidade não sejam transferidos. Assim, esses embriões são vitrificados e preservados durante um tempo indefinido.

    Se a transferência embrionária resultou numa gravidez e, após algum tempo, a mulher quiser ter outro filho pode utilizar esses embriões criopreservados sem ter de submeter-se a uma nova estimulação ovárica. Simplesmente se administra uma medicação para preparar o endométrio antes da nova transferência. Nestes casos, os riscos para a mulher, bem como os custos do processo, são menores.

    No caso de uma primeira tentativa não resultar numa gravidez, estes embriões criopreservados são, igualmente, utilizados.

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