Autor: Carla Nobrega

  • Fases da Gravidez

    Fases da Gravidez

    Todos os meses, um folículo é estimulado no útero de uma mulher e desenvolve-se até que o óvulo seja libertado. Este óvulo chega até as trompas de Falópio onde espera pelo espermatozóide.

    Durante a ejaculação o homem expulsa milhões de espermatozóides que são depositados no interior da vagina. A partir deste momento os espermatozóides iniciam uma corrida com o objectivo de encontrar o óvulo. Os espermatozóides atravessam o útero e chegam as trompas de Falópio onde está o óvulo.

    Apenas o espermatozóide mais rápido e eficaz será capaz de atravessar a membrana do óvulo e fertiliza-lo. Os núcleos do óvulo e do espermatozóide fundem-se, dando origem ao zigoto que irá desenvolver-se e transformar-se em um embrião. Neste momento, ocorre a criação de uma nova vida.

    As distintas etapas da gravidez

    Primeiro mês de gravidez

    O óvulo fertilizado é já um embrião composto por duas pequenas células que se dividem muito rapidamente. Três dias após a fertilização o embrião tem entre 16 e 23 células. No quarto dia já é composto por 100 células. O embrião passa pela trompa de Falópio em busca da segurança do útero e, seis dias depois da fertilização, adere-se ao endométrio, produzindo-se a implantação.

    É difícil conhecer o dia exacto da implantação, logo, o primeiro dia da última menstruação é considerado como o primeiro dia de gravidez.

    Ao fim da quarta semana de gravidez o embrião assemelha-se a um pequeno disco circular de aproximadamente 2,5 mm de diâmetro.

    Segundo mês de gravidez

    Durante o segundo mês de gravidez três camadas de células, que darão origem a todos os tecidos do futuro bebé, são formadas. A medula espinhal, o cérebro, o coração, os intestinos e a pele são formados nesta fase. Os olhos, as orelhas, o nariz, o lábio superior e os membros começam, igualmente, a desenvolverem-se.

    Terceiro mês de gravidez

    No terceiro mês de gravidez há a finalização do período embrionário e o início do período fetal. Assim, o embrião passa a chamar-se de feto. O futuro bebé já possui todos os seus órgãos mas estes ainda não estão completamente desenvolvidos. Nesta fase o feto tem cerca de 8,5 cm de comprimento e pesa entre 15 e 20 gramas. Durante este mês ocorre a formação dos órgãos genitais masculinos e femininos.

    Apesar de este mexer-se vigorosamente ainda não é possível sentir o bebé. No terceiro mês de gestação o bebé já dá pontapés, abre e fecha os punhos, roda os calcanhares e pulsos e faz alguns movimentos faciais.

    Quarto mês de gravidez

    Ao quarto mês de gestação os olhos do bebé são enormes e estão cerrados. O feto tem, nesta fase, aproximadamente 15cm e pesa, em média, 170 gramas. É possível que a mãe sinta o bebé pela primeira vez durante este mês. É, ainda, durante este período da gestação que as cordas vocais do bebé são formadas. Contudo, o bebé só utilizará essas cordas vocais após o seu nascimento.

    Quinto mês de gravidez

    Durante o quinto mês de gravidez há uma intensificação do desenvolvimento dos órgãos internos do feto. As cavidades cardíacas já estão delimitadas e o coração do bebé bate com força.

    Por vezes, quando a mãe deita-se, é possível que o bebé mexa-se muito. Isto acontece porque o feto pode mover-se com mais facilidade quando a futura mãe está deitada. Quando a futura mãe está de pé, o feto encaixa-se na pélvis e mexe-se menos, parecendo adormecido.

    Sexto mês de gravidez

    No sexto mês de gravidez o bebé já abre os olhos, apesar de apenas ser capaz de perceber a luz, e já tem cabelo, pestanas e sobrancelhas. Mede de entre 27 a 32 cm. O comprimento do cordão umbilical permite que o bebé movimente-se dentro do saco amniótico em que se encontra. Estas movimentações são facilitadas pela formação dos músculos.

    No sexto mês o bebé começa a adoptar um padrão de actividade e sono determinado, responde a ruídos fortes e mexe-se muito.

    As diferentes etapas de gestação

    Sétimo mês de gravidez

    Durante o sétimo mês de gestação há o desenvolvimento completo dos pulmões, e a ossificação dos tecidos dos ossos. O bebé perde a sua cor transparente devido a pigmentação e fortalecimento da pele. Ao longo deste mês o bebé começa a acumular gordura no seu corpo. Isto é essencial para que possa regular a sua temperatura corporal de forma autónoma depois do seu nascimento. O feto cresce atá aos 38 cm e, devido ao aumento do seu peso e tamanho, há uma diminuição dos seus movimentos.

    Oitavo mês de gravidez

    No oitavo mês de gravidez o peso do bebé aumenta consideravelmente e este ocupa quase todo o útero. O seu cérebro continua a desenvolver-se e há a formação dos neurónios olfactivos que permitem que o bebé sinta odores fortes. Neste mês o bebé cresce até aos, aproximadamente, 42 cm e os seus movimentos são vigorosos.

    Nono mês de gravidez

    Ao nono mês de gestação o estômago e intestino do bebé já funcionam e, graças as células gordurosas, a sua pele é mais suave. O crescimento do bebé atinge os 46 cm e é provável que desça, de cabeça para baixo, até a pélvis. Quando o bebé encaixa-se na pélvis os seus movimentos diminuem e a mãe não o sentirá tão frequentemente.

    Perto do fim do nono mês de gravidez os órgãos do bebé já podem funcionar autonomamente, as suas unhas são compridas e o seu tamanho é de aproximadamente, 51cm. Neste momento, o bebé está preparado para o seu nascimento.

  • Bebé

    Bebé

    Após nove meses de gravidez o bebé nasce e será completamente dependente dos seus pais.

    Recém-nascido

    Quando um bebé nasce, enfrenta um novo mundo, não sabe como reagir e todos os seus comportamentos são baseados em instintos e reflexos que adquiriu durante o período da gravidez. Apesar de terem de aprender tudo, até aos 4 anos de idade as crianças têm uma capacidade de aprendizagem muito superior a dos adultos.

    Cuidados

    Cuidar de um bebé durante o seu primeiro ano de vida pode ser uma tarefa difícil, especialmente para os pais pela primeira vez. Contudo, com a ajuda de pediatras e familiares, este processo é facilitado.

    É necessário que os pais estejam atentos e mudem as fraldas do bebé com frequência. Se o bebé chora é possível que a sua fralda esteja suja. Os recém-nascidos são incontinentes, já que ainda não aprenderam a controlar os seus esfíncteres. Entre os 18 e os 24 meses de idade, o bebé já é capaz de utilizar a casa de banho sozinho.

    Em relação ao sono é preciso ter em conta que o recém-nascido acorda praticamente apenas para comer e não tem a capacidade de distinguir entre o dia e a noite. O recém-nascido guia-se apenas pelas suas necessidades de alimentação. É por este motivo que os bebés acordam durante a noite para comer.

    Os horários de alimentação devem ser regulares. Nos primeiros dias de vida os bebés necessitam de ser alimentados de três em três horas. Com o passar do tempo, as horas entre alimentações aumenta. Se possível, é recomendável que o bebé seja alimentado com leite materno, pois este é composto por anticorpos que reforçam as defesas do bebé.

  • Ameaça de aborto

    Ameaça de aborto

    A ameaça de aborto trata-se de um estado de alerta em que os médicos consideram que existem probabilidades de um aborto espontâneo.

    Sintomas

    Existem vários sintomas que se manifestam na mulher grávida e que podem ser indicativos de um risco de aborto. Esses sintomas são variados e, sobre tudo, devem ser analisados por um médico para que esse possa avaliar o verdadeiro risco para a futura mãe e bebé. Alguns desses sintomas são os seguintes:

    • Sangramento vaginal se este é contínuo e acontece antes da vigésima semana de gestação. Coágulos de sangue podem, igualmente, ser expelidos.
    • Cólicas abdominais, isto é, uma forte pressão no ventre.
    • Lombalgias, ou seja, dores fortes nas costas ou no ventre.

    Ecografia de uma mulher com risco de aborto

    Prevenção

    Em caso de ameaça de aborto, o médico fornece uma lista de recomendações que a paciente deve seguir. Alguns exemplos dessas recomendações são:

    • Evitar manter relações sexuais
    • Repouso absoluto.
    • Evitar a ingestão de carnes frias ou mal cozinhadas.
    • Não tomar medicamentos não prescritos pelo médico.

    É, também, recomendável que a mulher tenha um estilo de vida saudável, não consuma drogas, álcool ou tabaco e que tenha uma alimentação variada e equilibrada.

    Contolo médico para prevenção do risco de aborto
    Em alguns casos progesterona (hormona sexual feminina) é administrada pelos médicos com o objectivo de evitar o aborto. Contudo, nos últimos anos a utilidade dessa hormona tem sido questionada.

    Uma ameaça de aborto não significa que um aborto vá, de facto, acontecer. Perante uma ameaça de aborto a mulher grávida deve manter-se calma e relaxada, sendo o apoio emocional muito importante nesse momento.

  • Parto

    Parto

    Parto é o processo através do qual dá-se o nascimento de um bebé e corresponde ao fim de uma gravidez. O início do parto é caracterizado por fortes contracções regulares e pela dilatação do colo do útero. Muitas mulheres, sobretudo as que serão mães pela primeira vez, temem este momento.

    Nascimento de um bebé

    Diferentes tipos de parto

    O parto vaginal ou natural é, provavelmente, o mais conhecido, mas existem outros tipos de parto.

    Os partos podem ser:

    • Parto vaginal ou natural. O bebé nasce através da vagina como consequência das contracções e força exercida pela mãe. Durante o parto a mulher adopta a posição de litotomia (deve estar deitada de costas e os seus pés devem estar elevados até ao nível das suas ancas). Esta posição tem sido alvo de algumas críticas, já que, teoricamente, durante um parto natural a mulher deveria estar de pé para que a gravidade pudesse ajudar no nascimento do bebé.
    • Parto com forceps. Durante os partos vaginais, quando a mulher não é capaz de fazer mais força ou o bebé não nasce, pinças chamadas de fórceps são colocadas na cabeça da criança para ajuda-la a nascer. O uso de fórceps não é habitual.
    • Cesariana. É uma intervenção cirúrgica feita no abdómen da mulher grávida para que seja possível retirar o bebé da cavidade uterina. É mais habitual em partos de risco ou em casos de gestações múltiplas.
    • Parto prematuro. Pode ser vaginal, com fórceps ou cesariana mas este tipo de parto é caracterizado pelo nascimento do bebé antes da trigésima terceira semana de gestação. Estes bebés prematuros podem desenvolver alguns problemas de saúde dependendo do quão antes do tempo previsto nascem.

    Duração do parto

    A duração do parto vária de nascimento para nascimento. Normalmente pode durar de entre 6 a 15 horas. O parto inicia-se com as primeiras contracções até que se produz a dilatação do colo do útero. A partir dos 4 cm de dilatação as contracções são mais fortes e frequentes e aos 10cm de dilatação o nascimento do bebé propriamente dito pode começar.

    Bebé recém-nascido

    A chegada efectiva do bebé pode demorar de 2 a 8 horas e é necessário que a mãe faça força para expeli-lo. A duração deste período varia muito entre mulheres que são mães pela primeira vez e as que já tiveram filhos.

  • Síntomas de uma Gravidez

    Síntomas de uma Gravidez

    Durante a evolução de uma gravidez alguns sintomas podem manifestar-se devido as mudanças que ocorrem no corpo da mulher. Os sintomas associados à gravidez não são apenas físicos, mas também emocionais.

    É importante conhecer os principais sintomas de um gravidez. Esse conhecimento permite que uma mulher entenda melhor as suas reacções em determinados momentos, já que, cada etapa da gravidez está associada a um estado emocional diferente.

    Durante o primeiro trimestre de gravidez os principais sintomas podem incluir fatiga, náuseas, sensibilidade extrema nos seios e urinação frequente.

     Náuseas como um dos sintomas da gravidez

    No segundo trimestre de gravidez as mulheres, em geral, sentem-se bem e com muita energia. A mulher grávida deve manter-se activa e fazer exercício durante este período.

    Ao longo do terceiro trimestre de gravidez é possível que a mulher grávida sinta-se mais facilmente cansada e sofra de insônias. Podem, ainda, ocorrer indigestões, azia ou contracções uterinas suaves.

    No nono mês de gravidez é possível haver um aumento das insónias e da intensidade das contracções uterinas. As contracções Braxton-Hicks podem ser intensas, mas não um indicativo de que o início do parto está próximo. Exercícios de relaxamento podem ser realizados.

  • Gravidez

    Gravidez

    A gravidez é o processo mediante o qual um embrião é criado e desenvolve-se no útero da mulher.

    A gestação começa com a implantação. Uma vez unidos o óvulo e o espermatozóide nas trompas de Falópio, o embrião desce pelas trompas até ao útero. Entre o quinto e o sétimo dia o embrião encontra-se na fase blástula. É neste momento que o embrião é implantado e introduzido no endométrio, onde permanecerá até ao momento do nascimento, cerca de 40 semanas após a fecundação.

    Durante este período de tempo a mulher experiência muitas mudanças físicas e emocionais. O tamanho dos seus seios aumentará progressivamente desde o primeiro mês, pois, após o seu nascimento, o bebé irá alimentar-se do leite que a mãe produz. No útero, dá-se a criação do cordão umbilical, da placenta e outros componentes necessários à gestação.

    Devido a todas as mudanças hormonais, é normal que as mulheres experienciem algumas alterações emocionais e sintam-se mais sensíveis e preocupados que o habitual. Para além de todas estas mudanças, a mulher gravida pode, ainda, experienciar algumas moléstias que estão relacionadas com a gravidez como é o caso das náuseas e dos inchaços. Os inchaços, especialmente nos últimos meses de gravidez, não ocorrem apenas na zona da barriga, mas também nos pés, pernas e em todo o corpo em geral.

    É importante que a mulher gravida mantenha uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, uma vez que, o embrião alimenta-se directamente, e graças ao cordão umbilical, daquilo que a mãe ingere. Há que prestar atenção ao exercício físico mas os esforços exagerados devem ser evitados.

    O desenvolvimento do feto

    Uma gravidez é um processo relativamente longo durante o qual tanto a mulher quanto o feto experienciam mudanças importantes. Estas mudanças não são apenas físicas, mas também, mentais e emocionais. Muitas outras mudanças não perceptíveis ocorrem e afectam a mulher e o feto.

    Nas primeiras semanas o bebé começa a desenvolver o sentido do paladar e a realizar a deglutição, processo que após o seu nascimento lhe permitirá fazer a digestão por sí só. Este processo pode prolongar-se por, aproximadamente, 10 semanas.

    Posteriormente, durante o terceiro mês de gestação, o feto desenvolve o processo respiratório. Começa, também, a realizar os movimentos necessários para a inalação de oxigénio e expulsão de dióxido de carbono.

    Na 24 semana de gestação, o feto aprende a sucção o que lhe será de grande importância após o seu nascimento. Sem sucção o bebé não é capaz de extrair o leite do seio da mãe ou do biberão.

    É durante o sétimo mês de gravidez que o bebé começa a distinguir sons e a receber estímulos que ajudarão no seu desenvolvimento. Qualquer som é capaz de estimular o bebé e, durante a 28 semana de gestação, o mesmo acontecerá com a luz.

    Ecografias do feto

    A ecografia é uma técnica de diagnóstico por imagem baseada na emissão de ultra-sons através de uma sonda. O ultra-som penetra a pele (para facilitar este processo e utilizado um gel líquido) e chega até ao feto. A imagem do feto aparece, assim, no monitor do ultra-som.

    O ultra-som ou ecografia, é um dos exames mais importantes durante a gravidez e deve ser realizado periodicamente para que seja possível acompanhar o desenvolvimento do feto e detectar qualquer problema na sua normal evolução.

    Estas ecografias podem ser realizadas de duas formas diferentes: ecografia transvaginal e ecografia abdominal. A primeira é realizada durante o primeiro trimestre de gestação e, apesar de ser um pouco mais incómoda para a mulher, permite a captação de imagens mais detalhadas do feto. A segunda é feita durante os últimos três meses de gravidez. Neste período é mais difícil conseguir imagens de boa qualidade do feto, pelo que a mulher é aconselhada a realizar estas ecografias com a bexiga cheia para que os resultados do ultra-som sejam mais nítidos.

    Graças a estas técnicas é possível saber o sexo do bebé antes do seu nascimento, a posição em que se encontra no útero da mãe, a quantidade de líquido amniótico existente, fazer a avaliação do estado da placenta, etc.

    Ecografias fetais

    Emoções durante a gravidez

    Durante a gravidez a mulher experiência muitas mudanças emocionais causadas pela desordem hormonal que ocorre no seu corpo. Podem ocorrer mudanças, por exemplo, na auto-estima, no desejo sexual e nos níveis de energia.

    Os primeiros sintomas manifestam-se no primeiro trimestre de gravidez, sendo as mudanças de humor muito comuns. É possível que, por momentos, a mulher questione o seu desejo de ser mãe e, em seguida, sinta-se feliz por estar grávida. Estes sentimentos são completamente normais e a mulher gravida não deve teme-los.

    No segundo trimestre a mulher está mais consciente da gravidez, já pode sentir a presença do bebé e encontra-se, em geral, mais tranquila. A partir deste momento o corpo da mulher sofre algumas alterações e é possível que esta deixe de sentir-se atractiva. A mulher deve tentar manter a sua auto-estima elevada e é importante encontrar um ponto de equilíbrio no desequilíbrio hormonal que está enfrentando.

    Quanto ao futuro pai, é normal que este sinta algum medo. Ser pai é um facto que muda toda a vida de uma pessoa e é normal que o homem sinta-se preocupado e não tenha a certeza se está a altura das novas circunstâncias. Há que manter a confiança em sí mesmo e prepara-se psicologicamente para a chegada do bebé.

    Emoções durante a gravidez

    Sintomas da gravidez

    As náuseas são muito frequentes durante o primeiro trimestre de gravidez, existindo algumas recomendações naturais que podem contribuir para o seu alívio sem que seja necessário recorrer à ingestão de medicamentos.

    Apesar de as náuseas serem um dos sintomas mais comuns durante uma gravidez, não são os únicos. Fisicamente, a mulher ganha peso, especialmente durante os últimos meses de gravidez, perde alguma da sua mobilidade e sente dores nas costas. A mulher grávida deve descansar e evitar fazer grandes esforços físicos.

    Ao nível emocional, as mudanças hormonais estão associadas a instabilidade emotiva. Esta instabilidade é normal e se a mulher não é capaz de controlar as suas emoções não deve preocupar-se com isso, já que, é algo muito comum em todas as mulheres gravidas.

    Os sintomas variam segundo o mês de gravidez, segundo a dieta seguida, segundo a actividade física realizada, etc. A evolução dos sintomas é influenciada por muitos factores, logo, é difícil ter um controlo absoluto sobre as emoções e reacções.

     Vómitos durante a gravidez

    Dieta alimentícia durante a gravidez

    Durante a gravidez, é importante manter uma dieta equilibrada e capaz de fornecer todos os nutrientes que o feto necessita para o seu desenvolvimento. A ingestão de leite, outros lacticínios e vegetais é aconselhada. A dieta de uma mulher gravida deve ser, também, rica em vitaminas e cálcio, que garante uma boa formação do esqueleto do bebé.

    Os alimentos menos recomendados durante a gravidez são os fritos e os gordurosos.

    Alimentação durante a gravidez

    Relações sexuais durante a gravidez

    O desejo sexual varia, tanto nos homens quanto nas mulheres, durante a gravidez, sendo importante ter em conta o momento em que se encontra a gestação.

    Existem muitos mitos relacionados com a razão pela qual não se deve manter relações sexuais durante a gravidez. Na sua maioria esses mitos estão errados. As relações sexuais não causam qualquer dano nem ao bebé nem a sua mãe, pelo que, a menos que desaconselhado pelo médico, os casais podem ter relações sexuais durante a gravidez sem se preocuparem. O bebé estará protegido pelo abdómen da mulher e pelo líquido da matriz que absorve e amortiza qualquer possível golpe.

    Nos casos em que a mulher padece de alguma complicação na gravidez como o risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro, as relações sexuais são desaconselhadas por um especialista. O sexo deve, também, ser evitado quando há o risco de transmissão sexual de infecções.

    O desejo sexual é influenciado pelas mudanças hormonais, logo, também sofre alterações. O apetite sexual pode variar, dependendo de cada caso. Em algumas mulheres o desejo sexual é mais acentuado durante a gravidez, enquanto em outras o contrário acontece. O mais normal é que, durante o processo de gestação o desejo sexual varie, podendo passar de um extremo para o outro com alguma facilidade.

    Practicar sexo durante a gravidez

    Exercício físico durante a gravidez

    O exercício físico é recomendado durante a gravidez mas é preciso sempre ter em conta o momento no qual se encontra a gestação. Como é lógico, quanto mais avançada a gravidez mais controlados e suaves devem ser os exercícios realizados pela futura mãe.

    É recomendado que os exercícios sejam de cariz aeróbico e de intensidade moderada. Exercícios de intensidade elevada ou que impliquem movimentos bruscos devem ser evitados.

    A futura mãe deve praticar exercício físico durante 15 minutos todos os dias. Depois de 15 minutos é possível que a sua temperatura corporal aumente muito, dificultando a sua respiração. A natação, o ciclismo e o andar são actividades que podem ser feitas de entre 20 a 40 minutos com intensidade moderada. Estes três são os exercícios mais recomendados durante a gravidez. Não são recomendados exercícios que requeiram uma grande amplitude de movimentos como é o caso do ténis.

    A flexibilidade, a força muscular e o relaxamento são as qualidades que mais devem ser trabalhadas durante a gravidez, especialmente nos últimos meses, já que serão de grande ajuda no momento do parto.

    A melhor opção é trabalhar com um personal trainer ou outro profissional que possa dar conselhos sobre os exercícios que podem ou não ser praticados.

    Exercício físico durante a gravidez

    Cancro e fertilidade

    O cancro, e mais concretamente os tratamentos deste, podem afectar directamente o ciclo menstrual e causar infertilidade temporal ou, em alguns casos, permanente.
    Mulheres que enfrentaram esta doença preocupam-se com este facto, o que levou ao desenvolvimento de técnicas de congelamento de óvulos ou de parte do tecido ovárico.

    Existem várias técnicas e procedimentos que tornam possível que uma mulher seja mãe depois de ter tido um cancro. A extracção e congelamento de óvulos é uma dessas técnicas, e a extracção e congelamento de parte do tecido ovárico é outra. A primeira técnica é realizada antes da mulher se submeter ao tratamento contra o cancro para que depois possa recorrer a fertilização in vitro. A segunda, trata-se da extracção e congelamento do tecido ovárico antes do tratamento contra o cancro para que esse tecido possa ser, posteriormente, reimplantado.

    Estas são técnicas preventivas realizadas antes que os tratamentos contra o cancro como a quimioterapia ou a radioterapia possam intervir no ciclo menstrual e ovárico.

    Fumar durante a gravidez

    Irritabilidade, tremores e alterações do sono são os sintomas mais comuns nos bebés que, durante a sua gestação, foram expostos a nicotina. Distúrbios de comportamento, um menor coeficiente de inteligência e transtornos de deficiência de atenção e hiperactividade são outros problemas relacionados com crianças cujas mães fumaram durante a gravidez.

    Estes dados são conclusões extraídas de um estudo do Dr. óscar García-Algar, do Serviço de Pediatria do Hospital del Mar de Barcelona, levado a cabo com 33 bebés recém-nascidos filhos de mães fumadores. Depois do nascimento do bebé o cordão umbilical é cortado e este deixa de estar exposto a nicotina que a sua mãe consumia. O síndrome da abstinência começa a manifestar-se entre as 24 e 48 horas seguintes. Os efeitos podem ser os mesmos nos casos em que o bebé recebe nicotina através do leite da mãe.

    Segundo o Dr Juan Antonio Riesco, coordenador da área de tabagismo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, 80% dos casos de morte súbita de bebés lactantes estão relacionados com o tabagismo passivo.

    Para além dos problemas já mencionados casos como o de partos prematuros, de deslocamento da placenta e de hemorragias vaginais estão associados ao hábito de fumar da mulher grávida.

     O tabaco e a gravidez

    Sangramento durante a gravidez.

    As razões pelas quais se pode produzir um sangramento durante a gravidez são múltiplas. Contudo, apesar de um sangramento poder ser alarmante, não implica a existência de um problema sério. É importante estar bem informada sobre as possíveis causas de um sangramento. Existem estudos que asseguram que uma em cada cinco mulheres têm sangramentos durante o primeiro trimestre de gravidez sem que esses suponham um problema para a mãe ou para o feto.

    Nas primeiras doze semanas de gestação o risco de aborto é mais alto, mas um sangramento não significa que um aborto irá acontecer. Os pequenos sangramentos no início do processo de gestação podem ocorrem por diversas razões, como por exemplo, devido a uma infecção ou devido a manutenção de relações sexuais. Em nenhum dos casos tem de ser unicamente prova ou sintoma de um aborto.

    Nos casos em que os sangramentos são frequentes ou resultam numa grande perda de sangue é importante consultar um especialista o mais rapidamente possível. Seja um pequeno ou grande sangramento é sempre importante que a mulher consulte o seu médico, já que esse lhe poderá informar sobre as causas exactas do sangramento.

    Como já foi dito anteriormente, o sangramento é muito comum durante o primeiro trimestre de gravidez e apenas 3% das mulheres que têm perdas de sangue acabam por sofrer um aborto espontâneo.

    Toxoplasmoses durante a gravidez

    Toxoplasmoses é uma doença causada por um parasita chamado toxoplasmose gondii. Apesar de esta ser uma das infecções mais comuns em seres humanos, na maior parte dos casos, passa despercebida. Os sintomas desta infecção são muito parecidos aos da gripe e manifestam-se apenas uma vez na vida. Apesar disto, o parasita permanece inactivo dentro do corpo humano. Este parasita pode causar problemas no caso do nosso sistema imunológico não estar a funcionar correctamente e permitir que a infecção volte a activar-se.

    Quando uma mulher desenvolve imunidade contra infecção 6 ou 9 meses antes de engravidar é muito pouco provável que existam riscos para o bebé. Contudo, quando uma mulher grávida contrai a doença pela primeira vez, existe uma probabilidade de 40% de que essa infecção seja transmitida ao feto.

    De todos as formas, a gravidade da doença dependerá sempre do historial médico da mãe e da evolução do bebé, isto é, do momento em que está a gestação. Em qualquer caso, durante a gestação vários exames de sangue que pretendem controlar a situação e detectar a existência de uma toxoplasmoses são realizados.

    Em bebés afectados, os sintomas manifestam-se meses ou até mesmo anos depois do seu nascimento. Entre 80% e 90% desses bebés desenvolvem infecções oculares significativas.

    Esta doença é, habitualmente, transmitida pelos animais, especialmente felinos.

    Em mulheres grávidas as medidas de prevenção desta doença são de especial importância e consistem na manutenção de normas de higiene que evitem a transmissão da doença através de alimentos ou água contaminada. Devemos lavar as mãos depois de tocar em alimentos e evitar tocar nos olhos, boca e nariz com as mãos sujas. É importante lavar sempre a fruta e verduras antes de ingeri-las e não consumir carne crua ou pouco cozinhada. Se possível, o contacto com gatos e terra onde possa haver fezes de animais contagiados deve ser evitado.

    Toxoplasmosis e gravidez

    Riscos laborais durante a gravidez

    Lamentavelmente, a percentagem de mulheres gravidas que exibem sintomas de stress, que são obrigadas a levantar pesos ou a estar muito tempo de pé nos seus postos de trabalho continua a ser muito elevada. Esta percentagem é de cerca de 60%.

    Existem condições laborais as quais ninguém deveria estar exposto mas que representam um risco maior para as mulheres gravidas. Por exemplo, ninguém deveria ter de levantar pesos superiores aos aconselhados pelos profissionais de saúde e as mulheres gravidas, em especial, não podem fazer este tipo de esforços. Isto significa que há que ter em especial atenção as condições de trabalho as quais as mulheres gravidas estão expostas.

    Em Espanha, por exemplo, existem duas leis encarregues de regular estas situações. Contudo, essas leis nem sempre são bem aplicadas, sendo que, na Pesquisa Nacional sobre Riscos Laborais, não existe qualquer referência aos riscos a que uma mulher gravida pode estar exposta no seu posto de trabalho.

  • ICSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    ICSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    ICSI é um tratamento de reprodução assistida frequentemente utilizado em casos de esterilidade graves, sobretudo de esterilidade masculina, já que não requer mobilidade dos espermatozóides.

    ICSI provem das siglas em inglês Intracytoplasmic Sperm Injection e consiste na selecção do melhor espermatozóide para que seja introduzido no interior de uma agulha de microinjecção e, depois, injectado dentro do citoplasma do óvulo.

    O que é o ICSI?

    É uma técnica de reprodução assistida semelhante a fertilização in vitro convencional com a diferença que a inseminação dos óvulos é feita ao introduzir um espermatozóide no interior do óvulo mediante uma microinjecção de forma directa e mais elaborada que numa FIV.

    É utilizada quando os espermatozóides têm dificuldades em penetrar o óvulo sozinhos. Neste caso pode ser utilizado sémen do parceiro ou de um dador. É, igualmente, utilizada quando a contagem de espermatozóides é muito baixa. É uma técnica mais complexa que a de fertilização in vitro convencional, logo, tem um custo económico superior.

    Indicações

    O tratamento por ICSI está indicado nos seguintes casos de esterilidade masculina:

    Azoospermia

    Esta causa de infertilidade deve-se a ausência de espermatozóides no sémen ejaculado. Isto ocorre por duas razões distintas. Uma delas é a incapacidade dos espermatozóides misturarem-se com os restantes fluídos do sémen. Neste caso os espermatozóides são criados.
    No segundo caso, os espermatozóides não chegam a ser produzidos, já que o problema ocorre justamente no seu processo de criação.

    Oligozoospermia

    Refere-se a uma má qualidade do sémen relacionada com sua falta de volume. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para que uma amostra de sémen seja viável é necessário que tenha uma quantidade igual ou superior a 20 milhões de espermatozóides por milímetro. Esta causa de infertilidade masculina é, também, apelidada de oligospermia.

    Evidentemente, existem diferentes graus de oligospermia. Entre os 10 e os 20 milhões de espermatozóides por milímetro trata-se de uma oligozoospermia moderada, enquanto que quando existem menos de 10 milhões de espermatozóides por milímetro a oligozooespermia é considerada severa.

    Criptozoospermia

    Também conhecida como criptoespermia, é detectada através de um espermograma, isto é, um exame que mede a qualidade do esperma em função do número de espermatozóides. A infertilidade é detectada quando a contagem de espermatozóides é inferior a 10.000 por milímetro de esperma.

    Astenozoospermia

    Ao contrário dos problemas anteriores, neste caso a qualidade dos espermatozóides é avaliada com base na sua mobilidade. Segundo o estipulado pela Organização Mundial de Saúde, há uma astenozoospermia quando a quantidade de espermatozóides com capacidades de movimentação é inferior 25% ou quando essa movimentação é rectilínea.

    Infertilidade masculina como causa para realizar um ICSI

    Teratozoospermia

    A teratozoospermia ou teratospermia faz referência a morfologia dos espermatozóides. O paciente é considerado infértil se mais de 85% da amostra de sémen ejaculado apresentar anormalidades morfológicas. Neste caso, se o paciente quer ser pai o tratamento ICSI é aconselhado.

    O padrão de esterilidade está estabelecido nos 15% de espermatozóides morfologicamente correctos. Uma percentagem mais baixa que 4% é um sinal claro de infertilidade enquanto que uma percentagem entre os 4% e os 15% representa um bom prognóstico de fertilidade.

    Oligoastenozoospermia

    Também apelidada de oligoastenospermia, refere-se a existência de um conjunto de problemas relacionados com a qualidade do sémen, isto é, somam-se mais do que um dos problemas anteriormente mencionados. Assim, para além de haver uma baixa quantidade de espermatozóides na amostra de sémen, esses espermatozóides têm pouca mobilidade.

    Oligoastenoteratozoospermia

    A oligoastenoteratozoospermia é um caso semelhante ao anterior. Neste caso, conjuga-se a baixa mobilidade dos espermatozóides com uma percentagem elevada de anomalias morfológicas.

    Entre os pacientes para quem o ICSI é recomendado encontram-se os homens que hão realizado uma vasectomia, homens com alguma doença contagiosa como o VIH, homens com sémen congelado que se submeteram a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia e homens com impossibilidade de ejacular em condições normais.

    Em relação a esterilidade feminina as causas que levam uma paciente a submeter-se a uma tratamento ICSI são menores. Tratam-se de casos onde há obtenção de um número baixo de ovócitos depois de uma punção ovárica ou casos em que a qualidade dos óvulos é pouca.

    Requisitos

    O ICSI é, habitualmente, realizado em casais que após vários ciclos de fertilização in vitro não obtiveram resultados positivos. O método de microinjecção intracitoplásmica de espermatozóides é mais complexo que a FIV e, neste caso, os casais com um alto nível de infertilidade podem alcançar melhores resultados.

    Infertilidade feminina

    O Processo

    Os passos a seguir durante uma ICSI são os mesmo da FIV convencional, com a diferença que a ineminação dos ovócitos é feita mediante a introdução, de maneira artificial e com um micro-manipulador,de um espermatozóide em cada um dos óvulos maduros obtidos.

    De seguida delineamos todas as etapas deste procedimento:

    Estimulação controlada do ovário

    A estimulação ovárica é feita através de fármacos com o objectivo de controlar em absoluto o óvulo e sua trajectória.

    Punção ovárica

    Consiste na extracção do óvulo maduro, isto é do óvulo quando esta pronto para ser fertilizado. Esta técnica é, também, conhecida como punção folicular.

    Recolha e preparação do sémen

    Esta fase é caracterizada pela realização de uma série de exames que pretendem assegurar a qualidade do sémen.

    Inseminação dos ovócitos

    Por fim, o esperma é introduzido no ovócito com o fim de o fertilizar e dar início ao processo de gravidez.

    Cultivo de embriões

    Este passo é imprescindível para assegurar que o melhor embrião é escolhido para depois ser transferido. Trata-se de observar a forma como se produz a criação de embriões após a fecundação do ovócito. A implantação do embrião no útero da mulher é feita sete dias após a inseminação. Este é o tempo necessário para que haja uma mistura da informação genética dos progenitores e para que o embrião tenha iniciado a sua evolução.

    Transferência de embriões

    Após o cultivo de embriões, é determinado o número destes que serão transferidos para o útero da mulher. Apenas os embriões de maior qualidade são escolhidos. Esta é uma técnica muito simples e que pode ser realizada em poucos minutos. Um catéter muito fino, no qual são depositados os embriões seleccionados, é introduzido via vagina no útero. Ai são depositados os embriões e, posteriormente, é retirado o catéter.

    Congelamento de embriões

    O congelamento de embriões é feito apenas aos embriões de alta qualidade e tem o objectivo de conserva-los para que possam ser posteriormente utilizados se necessário.

    Resultados

    São os mesmos que em uma FIV convencional. O factor que mais influência o êxito da ICSI é a idade da mulher.

    Probabilidades de êxito

    As percentagens de êxito desta técnica variam de caso para caso, sempre tendo em conta a idade das mulheres que se submetem a este tratamento.
    As percentagens de sucesso são:

    • 40% em mulheres com menos de 35 anos de idade.
    • Entre 27% e 36% em mulheres com idade entre os 35 e os 37 anos.
    • Entre 20% e 26% em mulheres com idade entre os 38 e os 40 anos.
    • Entre 10% e 13% em mulheres com mais de 40 anos.

    Contudo, esta é apenas uma forma de medir o êxito, sendo que esse depende, também, dos problemas de esterilidade de cada casal em concreto.

    Problemas

    Os problemas são os mesmos da FIV convencional:

    • Síndrome de hiperestimulação ovárica.
    • Gravidez múltipla Em ciclos onde há a transferência de dois embriões a probabilidade de uma gestação múltipla é de 6%. Em ciclos onde há a transferência de três embriões essa probabilidade é de 12% e a probabilidade de ter uma gravidez de trigémeos é de 3%.

    Riscos

    • Aborto natural: calcula-se que isto aconteça em cerca de 20% a 22% dos casos. A maior parte dos abortos espontâneos ocorrem nas primeiras semanas de gestação.
    • Gravidez ectópica: estatisticamente, entre 2 e 5 em cada 180 mulheres podem ter uma gravidez ectópica após um tratamento de fertilização in vitro.
    • Gravidez Múltipla.

    Preços do ICSI

    Os custos de um tratamento ICSI são variáveis e podem variar segundo as clínicas, segundo a cidade e segundo o país no qual se realiza o tratamento.

    Preço da ICSI

    Outro aspecto a ter em conta é a situação pessoas de cada casal. O tratamento ICSI tanto pode surtir bons resultados da primeira vez quanto podem ser necessários vários ciclos até que seja alcançado o sucesso. Dependendo do grau de infertilidade e do número de tentativas necessárias até que o sucesso seja alcançado, o preço do tratamento pode aumentar exponencialmente.

  • MACS

    MACS

    MACS é uma nova técnica de selecção de espermatozóides capaz de eliminar os espermatozóides com marcadores de apoptose ou fragmentação. Esta técnica contribuiu para a melhoria das taxas de êxito dos procedimentos de reprodução assistida no qual o factor masculino é relevante.

    Colunas de Anexina V

    Qualidade dos espermatozóides

    A qualidade do sémen condiciona, em grande medida, o êxito das técnicas de reprodução assistida, já que, tem um impacto directo no desenvolvimento do embrião.

    O aparecimento da Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) nos anos 90 revolucionou as técnicas de reprodução assistida e removeu alguma da gravidade do factor masculino, uma vez que é considerado que quase todos os espermatozóides são capazes de fertilizar um ovócito através do ICSI (Palermo e col., 1995). Posteriores estudos de biologia molecular permitiram uma exploração mais exaustiva dos transtornos que afectam as gametas masculinas e destacaram a sua importância na reprodução assistida (Chemes e Rawe, 2003-2006).

    Qualidade dos espermatozóides e éxito das técnicas de reprodução assistida

    Antes da microinjecção, a selecção de espermatozóides era feita com base nos parâmetros clássicos de mobilidade e morfologia. Técnicas como a dos gradientes de densidade permitiam seleccionar os espermatozóides com base na sua mobilidade.

    Os avanços na biologia molecular permitiram, ainda, detectar a presença de espermatozóides com apoptose que podem ser responsáveis pela existência de baixas taxas de fertilização e implantação do óvulo. (Boe-Hansen y col. 2006, Avendaño y col. 2008).

    Espermatozóides com apoptose

    Desde a sua detecção, várias tentativas terapêuticas de eliminação dos espermatozóides com apoptose nas amostras de sémen foram feitas. Uma dessas tentativas é, por exemplo, a de utilização de antioxidantes orais (segundo estudos realizados não melhoram significativamente os resultados do ICSI).

    Espermatozóides com marcadores de apoptose

    As Colunas de Anexina ou MACS (Magnetic-activated cell sorting) aproveitam-se da presença, nas membranas dos espermatozóides, de determinados marcadores pré-apoptose para selecciona-los e elimina-los das amostras de sémen, obtendo deste modo, uma amostra de melhor qualidade. Trata-se de um método bastante inovador que tem provado ser eficaz e seguro para os seres humanos.

    Como funcionam as colunas de anexina?

    A presença ou ausência de determinados marcadores moleculares na membrana do espermatozóide é um excelente indicador da sua saúde e qualidade. A fosfatidilserina (PS), por exemplo, está associada a estados de apoptose. A sua presença na membrana externa do espermatozóide está correlacionada com um alto nível de espermatozóides com apoptose.

    Esta técnica baseia-se no uso de partículas magnéticas coloidais de aproximadamente 50mm de diâmetro unidas a Anexina V e que se conjugam com anticorpos específicos da fosfatidilserina. Deste modo, os espermatozóides alterados unem-se a estas microesferas. Através da utilização de um intenso campo magnético, os espermatozóides marcados, devido a sua união com as microesferas, ficam retidos na matriz de uma coluna, dando-se, assim, a separação física dos espermatozóides.

    Funcionamento das colunas de anexina

    Todos os estudos realizados até ao momento demonstram que esta técnica é eficaz na redução do número de espermatozóides fragmentados ou com apoptose. Os espermatozóides recolhidos após a realização da técnica MACS exibem um nível de fragmentação de ADN considerado normal.

  • IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    IMSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espematozóides Morfologicamente Selecionados

    O desenvolvimento de processos de reprodução assistida tem aumentado nos últimos anos, dando origem a criação de novas e inovadoras técnicas. Essas novas técnicas são capazes de melhorar as taxas de êxito dos tratamentos de reprodução assistida. Contudo, é sempre preciso ter em conta que nenhuma destas técnicas tem uma eficácia de 100%.

    Uma das causas mais frequentes da infertilidade é o factor masculino. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o espermograma é a ferramenta de avaliação da fertilidade masculina mais objectiva porque detecta problemas na função testicular. Esses problemas são caracterizados pela diminuição do número de espermatozóides produzidos, pela pouca mobilidade dos espermatozóides e pela presença de espermatozóides com uma morfologia alterada. Este último parâmetro é o melhor indicador da fertilidade masculina, logo, uma utilização de espermatozóides com boa morfologia possibilita a existência de um maior número de gravidezes de sucesso.

    Nos casos em que o factor masculino é causa de infertilidade, a técnica mais utilizada é a microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI). Até pouco tempo, a análise e selecção dos espermatozóides ejaculados ou testiculares para utilização no processo de ICSI baseava-se na observação da cabeça, cauda e segmento intermédio dos mesmos. Contudo, o critério de observação e selecção dos espermatozóides que seriam microinjectados era da escolha do médico especialista, dotando este processo de uma certa subjectividade. Por esse motivo, foram introduzidas algumas modificações no processo de ICSI que deram origem ao que ficou conhecido como Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides Morfologicamente Seleccionados (IMSI).

    Vantagens da IMSI

    Esta nova técnica é muito vantajosa pois permite que seja feita, por exemplo, a selecção do espermatozóides em tempo real sem que esse sofra danos. Permite, ainda, a visualização dos espermatozóides com uma magnificação de 6.300. Esta visualização tão detalhada permite aos biólogos descartarem todos os espermatozóides que têm uma morfologia defeituosa.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, um espermatozóide ideal deve ter uma cabeça ovulada, a cauda recta, o núcleo fixo e ser transparente. Qualquer espermatozóide que não tenha essas características, não seria escolhido para fecundar o óvulo, já que, pode dar origem a uma fertilização falhada e aumentar a probabilidade de abortos.

    Indicações do IMSI

    A utilização da IMSI está indicada nos seguintes casos:

    • Quando já se realizaram várias tentativas falhadas de transferência de embriões. Essas tentativas podem ter falhado devido à não fertilização dos óvulos ou porque os óvulos ou embriões fertilizados não se desenvolveram.
    • Pacientes con teratospermia severa.
    • Pacientes com resultados alterados de fragmentação de ADN espérmico.
    • Casos de esterilidade de larga duração de origem desconhecida.

    Desvantagens da IMSI

    Os inconvenientes relacionados com esta técnica são, também, muito evidentes e têm dificultado a sua propagação generalizada.

    IMSI

    Em primeiro lugar, é um processo de longa duração que pode prolongar-se até 5 horas. Em segundo lugar, é um processo com um custo elevado, o que dificulta a sua implementação em laboratórios. Nos laboratórios que recorrem à esta técnica ela apenas é utilizada nos casos em que a qualidade do sémen é muito baixa ou em que sucessivas fertilizações in vitro e tentativas de ICSI falharam.

    Para que a eficácia desta técnica seja comprovada, são necessários mais estudos com amostras populacionais de maior dimensão.

  • PICSI – Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    PICSI – Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides

    O PICSI (sigla em inglês) é uma variante da técnica de injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

    No processo tradicional de ICSI a selecção do espermatozóide é feita mediante a observação da amostra de sémen e selecção de um espermatozóide com boa mobilidade por parte do embriólogo. Depois da selecção é realizada a injecção intracitoplasmática do espermatozóide.

    O PICSI pretende possibilitar a existência de um sistema menos subjectivo de selecção de espermatozóides. Esta técnica é realizada utilizando uma molécula similar a que envolve o ovócito de forma natural.

    Indicações

    Apesar de ser uma técnica recente, ainda em estudo, as clínicas de reprodução assistida decidiram que a sua utilização está mais indicada nos casos de:

    • Pacientes com alto nível de fragmentação de ADN nos seus espermatozóides.
    • Tentativa de injecção intracitoplasmática falhada devido a baixa qualidade dos embriões.
    • Aborto de repetição de causa masculina ou desconhecida.

    Processo

    O procedimento de aplicação do PICSI é o mesmo do ICSI e apenas muda no momento de selecção do espermatozóide.

    A recolha do sémen é feita normalmente e, após a capacitação dos espermatozóides, esses são depositados numa placa especial.

     Instumentos necessários para realizar um PICSI

    Essa placa contém algumas gotas de um material sintético similar ao ácido hialurónico que cobre os ovócitos de forma natural. Os espermatozóides de boa qualidade ficam presos a essas gotas, possibilitando a sua fácil identificação. Uma vez seleccionados os espermatozóides, esses são aspirados pela pipeta de micro-injecção e a injecção intracitoplasmática é realizada normalmente.

    Vantagens

    Este método é muito útil nos casos de pacientes que têm espermatozóides com boa mobilidade mas com uma alta fragmentação de ADN, porque ajuda a selecionar o espermatozóide de melhor qualidade.

     Procedimento ICSI

    Os espermatozóides seleccionados individualmente apresentam baixos índices de fragmentação e contribuem para a diminuição da existência de alterações genéticas. As hipóteses de formação de embriões de boa qualidade são, assim, maiores o que se reflecte num aumento das taxas de gravidez.

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