Autor: Carla Nobrega

  • Vantagens do Embryoscope

    Vantagens do Embryoscope

    O embryoscope é um incubador de última geração que permite acompanhar, através de um registo de imagens e vídeos, o desenvolvimento do embrião desde o momento da fertilização do óvulo.

    Num tratamento de reprodução assistida como a fertilização in vitro, a fecundação do óvulo pelo espermatozóide é feita em laboratório. Assim, é necessário fazer o cultivo dos embriões que são colocados numa placa de Petri e, posteriormente, num incubador. Os incubadores encarregam-se de imitar as condições internas do útero como a pressão do oxigénio, a pressão do dióxido de carbono e a temperatura (37°C), até que a transferência dos embriões para a cavidade uterina seja realizada.

    Vantagens

    O embryoscope é uma tecnologia pioneira porque permite, graças a utilização de uma câmara, captar automaticamente imagens de 15 em 15 minutos. É possível monitorizar em tempo real a divisão celular do embrião, não sendo necessário extrair o embrião do incubador para avaliar a sua qualidade e correcto desenvolvimento.

    Incubador de embriões de última geração

    O embryoscope permite observar a qualidade dos embriões e detectar qualquer alteração que possa surgir durante o seu desenvolvimento. Essas alterações podem ser, assim, corrigidas enquanto que sem o embryoscope poderiam passar despercebidas a não ser que o embriólogo extraia o embrião do incubador e o observe num microscópio. Toda a informação angariada pelo embryoscope é transferida para um computador e o desenvolvimento do embrião pode ser observado e analisado em qualquer momento.

    Melhoria das taxas: graças ao embryoscope é possível seleccionar apenas os embriões de melhor qualidade e o seu cultivo é mais estável. Estas vantagens traduzem-se numa melhor taxa de sucesso de implantação embrionária que contribui para o aumento da taxa de gravidez.

  • Congelamento e Vitrificação

    Congelamento e Vitrificação

    O congelamento e a vitrificação são duas técnicas distintas utilizadas no âmbito da reprodução assistida que servem para preservar ou crio-preservar, isto é, para manter as características e estruturas dos óvulos, espermatozóides e embriões latentes durante algum tempo.

    Num primeiro momento, apenas existia a técnica de congelamento. O congelamento de espermatozóides oferecia bons resultados e a sua qualidade praticamente não era alterada. Pelo contrário, o congelamento de óvulos e embriões não era bem-sucedido e o seu descongelamento causava graves danos, diminuindo a sua qualidade.

    Banco de nitrógenio líquido

    Com o advento da técnica de vitrificação houve um grande avanço na reprodução assistida. Esta técnica trata-se de um congelamento ultra-rápido que permite que estruturas maiores como a dos óvulos e embriões não sofram danos devido a formação de cristais.

    Dependendo das estruturas que devem ser preservadas tanto uma técnica com a outra podem ser utilizadas.

    Vitrificação de óvulos

    No caso dos óvulos, está comprovado que a vitrificação é a técnica ideal, já que o congelamento ultra-rápido não dá origem à criação de cristais que podem danificar algumas das estruturas celulares dos óvulos. O congelamento tradicional ou slow-freezing resultava numa perda grave de qualidade dos óvulos.

    Actualmente, apenas a vitrificação é utilizada, já que, os óvulos vitrificados tem a mesma qualidade que os que nunca foram congelados. Assim, é possível criopreservar a fertilidade da mulher preservando óvulos que podem ser posteriormente utilizados. Os óvulos mantêm todas as propriedades que tinham no momento da sua vitrificação, logo, e tendo em conta que o potêncial reprodutivo da mulher diminui com a idade, esta técnica é um grande avanço.

    Óvulos preparados para serem vitrificados

    Vitrificação de embriões

    Sendo os embriões uma célula de grandes proporções, o congelamento ultra-rápido é a melhor solução para evitar a danificação das suas estruturas celulares. Depois de serem desvitrificados os embriões prosseguem o seu desenvolvimento e divisão de forma natural. Esta técnica representa uma importante vantagem, uma vez que, se forem obtidos vários embriões de qualidade num ciclo estes podem ser utilizados posteriormente sem que a mulher tenha de se submeter a uma nova estimulação do seu ciclo menstrual.

    Congelamento de espermatozóides

    Os espermatozóides são células muito pequenas o que impede a formaçãos de cristais capazes de prejudicá-los.

    Espermatozóides Humanos

    Por ser um procedimento mais simples e com menores custos o congelamento de espermatozóides é ainda a técnica mais utilizada. A taxa de sobrevivência dos espermatozóides após o seu congelamento é muito alta e não há diminuição da sua qualidade.

  • Diagnóstico Genético Pré-Implantação

    Diagnóstico Genético Pré-Implantação

    Esta é uma tecnologia utilizada no âmbito do processo de fertilização in vitro com o objectivo de detectar embriões geneticamente não afectados para que possam ser, posteriormente, implantados na cavidade uterina da mulher. O grande objectivo desta técnica é evitar que o feto padeça de doenças genéticas evitáveis.

    O diagnóstico genético pré-implantação está, como outras técnicas de reprodução assistida, restringido pela lei. Em alguns países a sua legalidade não é reconhecida e a sua utilização é moralmente rejeitada.

    De seguida iremos analisar em detalhe as peculiaridades do Diagnóstico Genético Pré-implantação.

    Diagnóstico Genético Pré-Implantação

    O que é?

    O diagnóstico genético pré-implantação é uma técnica de prevenção utilizada na reprodução medicamente assistida com a finalidade de detectar anomalias genéticas no embrião. Este procedimento é aplicado antes da transferência dos embriões para o útero materno no âmbito do processo de fertilização in vitro para que seja possível seleccionar os embriões geneticamente mais correctos. Graças a este processo algumas doenças como o síndrome de down podem ser evitadas.

    Esta técnica torna o processo normal de fertilização in vitro um pouco mais complexo, havendo um aumento dos custos económicos. Como em todos as restantes técnicas de reprodução assistida, o preço do tratamento depende, não só da sua complexidade, mas também de cada clínica e de cada caso em particular.

    Em que consiste o DGP?

    Indicações

    A utilização desta técnica está indicada nos seguintes casos:

    • Quando os progenitores, ou pelo menos um deles, são portadores de alguma doença genética hereditária.
    • Quando os progenitores, ou pelo menos um deles, são portadores de alguma anomalia genética.
    • Depois de vários ciclos fracassados de fertilização in vitro convencional.
    • Depois de fracassos repetidos na implantação de embriões.
    • Repetição de abortos espontâneos.
    • Idade avançada da futura mãe.
    • Antecedentes de uma gravidez aneuploidia.
    • Em alguns casos específicos, quando há esterilidade masculina.

    Processo

    Três dias após a punção folicular e a fecundação do óvulo por um espermatozóide, é realizado o diagnóstico genético pré-implantação. O embrião contém entre 6 e 8 células estaminais.

    De seguida delineamos o processo de realização desta técnica:

    • Extracção de material genético do embrião.
    • Análise do material genético extraído.
    • O embrião compensa a ausência da célula extraída e continua a multiplicar-se de forma natural.
    • Verificação da existência de qualquer mutação genética no embrião.

    Processo de Diagnóstico Genético Pré-Implantação

    Resultados

    O diagnóstico genético pré-implantação contribui para:

    • O aumento da probabilidade de sobrevivência do embrião.
    • A redução do risco de abortos espontâneos e abortos de repetição.
    • A Captação de informação sobre a constituição cromossómica do embrião.
    • O aumento das taxas de gravidez.
  • Fertilização in Vitro

    Fertilização in Vitro

    A fecundação in vitro é uma técnica de reprodução assistida que consiste na extracção dos óvulos por punção folicular e na sua fecundação com espermatozóides em ambiente laboratorial com o objectivo de obter pré-embriões de boa qualidade que são, posteriormente, transferidos para a cavidade uterina da mulher.

    Este tratamento é, normalmente, conhecido como FIV – Fertilização in Vitro – ou como fertilização assistida.

     Definição de Fertilização in Vitro

    Indicações

    A fertilização in vitro é levada a cabo nos casos de esterilidade, tanto feminina como masculina ou nos casos em que a fecundação fracassou sem um razão aparente. Algumas dessas razões podem ser as seguintes:

    Infertilidade masculina

    Nos casos de infertilidade masculina moderada ou grave os casais podem recorrer à fertilização in vitro com o objectivo de conseguir uma gravidez. Contudo, existe um número mínimo de espermatozóides necessários para que esta técnica seja realizada com algumas garantias de sucesso. Assim, se o homem sofrer de infertilidade masculina causada por um factor relacionado com o seu esperma, deve ter uma contagem mínima de 2 a 3 milhões de espermatozóides para que a fertilização possa ser realizada.

    Existem várias causas relacionadas com a infertilidade masculina que podem indicar a necessidade de recorrer à fertilização in vitro. As causas mais comuns são:

    • Oligospermia
    • Teratospermia
    • Astenozoospermia
    • Criptozoospermia
    • Combinação das várias alterações mencionadas anteriormente.

    A oligoasthenoteratospermia

    Infertilidade feminina

    Este tipo de infertilidade aparece quando é a mulher que apresenta o maior problema em conceber. Contudo, é também possível que a causa da infertilidade seja de origem combinada, isto é, é possível que existam alterações na qualidade do sémen bem como na capacidade fértil da mulher.

    Nas mulheres os principais problemas de infertilidade costumam estar relacionados com:

    • Problemas de ovulação
    • Factor tubárico
    • Factor uterino
    • Factor cervical
    • Endometriose de moderada a severa

    Requisitos

    Ao contrário da inseminação artificial, no caso da FIV não existem requisitos específicos capazes de garantir o êxito do tratamento. Isto deve-se ao facto de que este tipo de tratamento de reprodução assistida envolve uma maior intervenção dos especialistas em fertilidade. No entanto, a fertilização in vitro apenas pode ser realizada se existirem algumas condições mínimas. Essas condições são as seguinte:

    Homem: é necessário que o seu sémen detenha uma determina qualidade, que existam espermatozóides no sémen ejaculado e que a sua contagem de espermatozóides seja de, no mínimo 3 milhões por ml.

    Mulher: deve ser capaz de produzir óvulos e não deve apresentar malformações ou alterações uterinas que impeçam a implantação do embrião e seu correcto desenvolvimento.

    Problemas da FIV

    O Processo

    É importante mencionar que esta técnica é simples e indolor, logo, não requer a utilização de anestesia. O processo de fertilização in vitro é composto por uma série de passos que devem ser cuidadosamente seguidos para que o tratamento seja bem-sucedido.

    Estimulação controlada do ovário

    Medicamentos específicos são usados com a finalidade de controlar em absoluto o processo de ovulação da mulher e a trajectória do óvulo.

    Punção folicular

    Quando os folículos alcançam o seu tamanho optimal (de entre 15 e 18mm) o ginecologista realiza uma punção para extraí-los. Esta é uma intervenção simples e indolor.

    Colheita e preparação do sémen

    É necessário realizar alguns exames para garantir a melhor qualidade possível do esperma.

    Inseminação dos ovócitos

    Por fim, o esperma é introduzido no ovócito com o objectivo de fecunda-lo e dar início ao processo de gestação.

    Cultivo de embriões

    Esta fase consiste na observação da criação de embriões após a fecundação do ovócito. A implantação no útero da mulher é feita sete dias depois da inseminação.

    Cultivo de embriões para FIV

    Transferência embrionária

    Após o cultivo, são escolhidos os embriões de melhor qualidade e a transferência embrionária é feita.

    Congelação de embriões

    Os embriões de qualidade elevada são congelados e preservados para que possam, no caso de necessidade, serem posteriormente utilizados.

    Resultados

    Como em todas as técnicas de reprodução medicamente assistida o êxito do tratamento é medido em função da idade da paciente, já que este é um dos factores que mais influência os resultados dos tratamentos.

    Ademais, cada caso específico tem as suas vantagens e desvantagens, que devem ser determinadas pelo especialista responsável pelo caso. Mesmo assim, em função da idade, foi possível estipular alguns padrões para medir a percentagem de êxito.

    Taxa de sucesso

    • Cerca de 40% em mulheres com menos de 35 anos de idade.
    • Entre 27% e 36% em mulheres com idade compreendida entre os 35 e os 37 anos.
    • Entre 20% e 26% em mulheres com idade compreendida entre os 38 e os 40 anos.
    • Entre 10% e 13% em mulheres com mais de 40 anos de idade.

    Sucesso da FIV

    Problemas

    A FIV acarreta alguns inconvenientes que derivam da utilização de medicamentos durante as primeiras fases do tratamento que procuram conseguir uma estimulação ovárica. Em concreto, podemos definir os seguintes pontos como desvantagens da fertilização in vitro:

    Síndrome de hiperestimulação ovárica

    É administrado à mulher um medicamento que procura controlar o ciclo menstrual e estimular a produção ovárica. Esta medicação pode causar uma hiperestimulação ovárica, isto é, um crescimento exagerado do tamanho dos óvulos e extravasamento de fluídos para fora da corrente sanguínea devido ao aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos. Nestes casos, o correcto funcionamento dos sistemas hepático, renal, respiratório e hematológico é comprometido.

    Gravidez múltipla

    Nos ciclos em que são transferidos dois embriões existe uma probabilidade de 6% de uma gestação de gémeos. Quando são transferidos três embriões essa probabilidade cresce para 12% e a probabilidade de uma gravidez de trigémeos é de 3%. Apesar de estas percentagens não serem demasiado altas não podem passar despercebida. A possibilidade de uma gestação múltipla é um risco que deve ser tido em conta.

    Aborto natural

    Esta é uma das desvantagens mais comuns neste tipo de tratamento. Cerca de 20% das gravidezes terminam num aborto natural, sendo que a maioria desses abortos ocorre durante as primeiras semanas de gravidez. Sendo esta taxa um pouco mais elevada os paciente devem estar, antes de submeterem-se ao tratamento, cientes que a possibilidade de ocorrer um aborto existe.

    Gravidez ectópica

    Entre 2% e 5% das mulheres que se submetem a um tratamento de fertilização in vitro desenvolvem uma gravidez ectópica. Este número contrasta com o 1% de probabilidade de este tipo de gravidez acontecer quando a concepção é feita de forma natural.

  • Inseminação Artificial (IA)

    Inseminação Artificial (IA)

    A inseminação artificial é uma das técnicas de reprodução assistida mais simples. Apesar da crença comum de que esta é um técnica moderna, pensa-se que começou a ser testada em humanos já no século XV, tendo ganho popularidade na década de 70 do século XX. A sua utilização é cada vez mais comum e estima-se que, por exemplo, em Espanha sejam realizadas cerca de 23.000 inseminações artificiais por ano, numero este que aumenta de ano para ano.

    A inseminação artificial é um processo simples e menos invasivo que outras técnicas de reprodução assistida mais complexas. É indolor e não é necessário anestesia.

    O que é a inseminação artificial?

    A inseminação artificial consiste na deposição de espermatozóides de uma forma não natural no útero da mulher durante o seu período de ovulação com o objectivo de conseguir uma gravidez.

    A inseminação é amplamente utilizada, existindo diferentes tipos de inseminação artificial dependendo do local de deposição dos espermatozóides no aparelho reprodutor feminino:

    • Inseminação artificial Intratubária
    • Inseminação artificial Intracervical
    • Inseminação artificial Intravaginal
    • Inseminação artificial Intrafolicular
    • Inseminação artificial Intra-uterina

    A inseminação artificial Intra-uterina é a mais utilizada e a que apresenta melhores resultados. Os outros tipos de inseminação artificial apenas são utilizados se houver problemas em alcançar o útero da mulher através do cérvice.

    Inseminação artificial

    Os tipos de inseminação artificial podem, também, ser classificados segundo a origem da amostra de sémen. Estes tipos podem ser a inseminação feita com o sémen do homem do casal ou inseminação feita com sémen de um dador. Nos casos de mulheres solteiras, de casais lésbicos ou de casais heterossexuais nos quais o homem tem problemas graves, a inseminação feita com sémen de um dador é a técnica utilizada.

    Indicações da escolha do método de inseminação artificial

    Ao escolher este método de reprodução assistida é importante fazer uma diferenciação dos vários tipos de inseminação artificial:

    Inseminação artificial utilizando o sémen do parceiro

    Este tipo de inseminação artificial deve ser utilizada quando existe:

    • Infertilidade feminina devido a problemas no cérvice.
    • Endometriose leve ou moderada.
    • Alterações no ciclo menstrual. Estas alterações incluem, por exemplo, o síndrome do ovário policístico.
    • Impossibilidade de depositar o sémen na vagina: ejaculação retrograda, vaginismo, ejaculação precoce, impotência sexual.
    • Alterações na qualidade do sémen.
    • Esterilidade de origem desconhecida: quando análises prévias não acusam a existência de qualquer patologia e os os pacientes apresentam níveis de fertilidade normal é recomendado começar com a inseminação.
    • Esterilidade de causa imunológica: incompatibilidade entre o aparelho reprodutor feminino e o esperma. Geralmente, esta esterilidade acontece devido a fabricação de anticorpos por parte da mulher que destroem os espermatozóides. A esterilidade de causa imunológica não é muito comum e a forma como funciona ainda não é totalmente conhecida.

    Indicações

    Inseminação artificial com sémen de dador

    No caso de um casal, após várias tentativas falhadas de inseminação com o sémen do parceiro é possível recorrer a inseminação com sémen de um dador. Este método é, geralmente, utilizado nos seguintes casos:

    • Mulheres solteiras ou casais lésbicos.
    • Existência de doenças genéticas do homem que não podem ser previamente diagnosticadas
    • Baixa qualidade do sémen.
    • Existência de doenças sexualmente transmitidas que impedem a garantia de existência de sémen sem vírus mesmo após a realização de tratamentos.

    Requisitos

    Para que um casal possa submeter-se à tratamentos de inseminação artificial devem reunir um conjunto de condições mínimas que assegurem que esta técnica funcionará correctamente.

    Em primeiro lugar o risco de existência de Hepatite C ou B, do vírus VIH, de Rubéola, de Sífilis e de Taxoplasmoses deve ser descartado, garantindo que não há riscos de contágio entre o casal e/ou o futuro bebé.

    Uma vez garantida a segurança é necessário comprovar a permeabilidade tubária da mulher. Isto é feito através de uma série de técnicas que permitem observar as trompas de Falópio e seu funcionamento.

    No caso do homem, é necessário que este tenha um mínimo de espermatozóides de boa qualidade. É necessária uma contagem superior aos 3 milhões de espermatozóides móveis.

    Por fim, o factor idade influência directamente as probabilidades de êxito ou fracasso de uma inseminação artificial. Em média, depois dos 36 anos as probabilidades de engravidar das mulheres começam a baixar.

    Processo

    A inseminação artificial é uma técnica simples que consiste em estimular suavemente a mulher e, no dia da sua ovulação, introduzir o sémen no seu útero.

    Ciclo ovárico controlado

    É necessário saber em que momento exacto do seu ciclo menstrual se encontra a mulher de forma a ser possível saber quando se deve realizar a inseminação. Nas mulheres que ovulam sem problemas não é necessário estimular o ciclo menstrual. Contudo, é recomendado faze-lo porque aumenta as possibilidades de sucesso do processo de inseminação.

    A estimulação ovárica é feita através da utilização de uma série de hormonas. As mais utilizadas são as gonadotrofinas. O controlo do número de folículos estimulados é recomendado, já que, a estimulação de um número elevado pode produzir gestações múltiplas. Assim, a estimulação deve ser suave e monitorizada.

    Ciclo menstrual estimulado pela inseminação artificial

    Indução da ovulação

    Uma vez alcançado o crescimento ideal dos folículos (18 mm de diâmetro), as hormonas para desencadear a ovulação são administradas e a ovulação ocorre nas 36-48 horas seguintes. A inseminação deve ser realizada nesse espaço de tempo.

    Capacitação do Sémen

    A fim de ser possível obter uma amostra de sémen em boas condições é aconselhável que o homem guarde um período de abstinência de 4 dias. Se o sémen utilizado é de um dador a clínica se encarregará de garantir a qualidade do mesmo.

    A capacitação do sémen é uma técnica através da qual proteínas e outros restos são eliminados do sémen, preservando-se os espermatozóides que têm boa mobilidade.

    Inseminação intra-uterina

    Neste caso a inseminação é feita durante o período de ovulação. Os espermatozóides capacitados são recolhidos num tubo e injectados no cérvice da mulher. Esta injecção pode ser feita directamente ou guiada por uma ecografia para que a paciente a possa seguir. Este procedimento é indolor e, por precaução, é aconselhável fazer uma hora de repouso após a inseminação. Depois do repouso a mulher pode abandonar a clínica e proceder com a sua vida normal.

    Apoio à fase luteína

    Geralmente, progesterona é administrada por via vaginal no suporte à fase luteína, isto é, a última fase do ciclo menstrual, para que a implantação do embrião seja mais fácil.

    Resultados

    Existe uma variedade de factores que influenciam os resultados da inseminação artificial como é o caso da idade da mulher, a espessura do endométrio e a qualidade do esperma. É importante incluir neste tratamento apenas os pacientes adequados.

    A eficácia do tratamento varia segundo as clínicas, sendo que a taxa de gravidez de sucesso de mulheres com menos de 35 anos que se submeteram a um tratamento de inseminação artificial com o sémen do seu parceiro varia entre os 13% e os 25%. No caso de utilização de sémen de um dador a taxa de sucesso ronda os 18-29%.

    Diversos estudos demonstram que é aconselhável realizar uma série de inseminações no caso de não haver gravidez. O mais recomendável é realizar 4 ciclos de inseminações e, se não for possível produzir uma gestação, outro tratamento de reprodução assistida deve ser escolhido. A taxa de gravidez após estes quatro ciclos é de 50-60% quando é utilizado o sémen do parceiro e de 60-70% no caso de utilização do sémen de um dador.

    Taxas de sucesso e resultados da IA

    Vantagens

    A principal vantagem da inseminação artificial é que é uma técnica simples que não requer qualquer intervenção cirúrgica. Assim, a utilização de anestesia não é necessária e todo o procedimento é indolor.

    Outra vantagem é o custo. Por ser uma técnica menos complexa o seu preço é menor quando comparado com outros tratamentos de reprodução assistida que requerem intervenção cirúrgica.

    Problemas

    Apesar de o número de problemas relacionados com a inseminação artificial ter vindo a diminuir continuamente durante os últimos anos em algumas ocasiões podem surgir algumas complicações como:

    • Síndrome da Hiperestimulação ovárica. Este síndrome é causado por uma resposta excessiva dos folículos as hormonas. Por este motivo as estimulações durante o processo de inseminação artificial devem ser suaves e controladas através de ecografias. Quando um risco de hiperestimulação é detectado o ciclo deve ser interrompido.
    • Gravidez Múltipla: a estimulação dos folículos pode originar gestações múltiplas sobretudo em mulheres jovens. Actualmente, as clínicas de reprodução assistida esforçam-se para evitar as gestações múltiplas, já que estas acarretam alguns riscos. Em mulheres com menos de 35 anos a administração de hormonas deve ser cancelada no caso de existirem mais de 5 folículos de 12mm ou mais de 3 com 15mm.

    Desvantagens da inseminação artificial: gestações múltiplas

    • Gravidez ectópica, refere-se a implantação do embrião fora da cavidade uterina. Em gravidezes conseguidas através de inseminação artificial o risco de uma gravidez ectópica é de 4%.
    • Aborto: o risco de aborto é maior durante as primeiras semanas de gestação, sendo que a taxa encontra-se nos 20%.
    • Infecções: são muito pouco frequentes (0.07% em cada inseminação), graças as rigorosas medidas de esterilização obrigatórias nas clínicas.

    Podem, também, produzir-se inflamações pélvicas e alguns problemas imunológicos.

  • Doação de Embriões

    Doação de Embriões

    Os casais que se submetem a um tratamento de fertilização in vitro (FIV) e têm um número elevado de embriões de boa qualidade, optam, por vezes, por vitrificar os embriões sobressalentes, já que, o número máximo legal de embriões transferíveis está fixado em três.

    Uma vez que o casal decida que não quer ter mais filhos, tem a opção de doar os embriões congelados à outras pessoas que desejam ter filhos. A doação de embriões com fins reprodutivos é um tratamento de reprodução assistida cada vez mais procurado por casais.

    Benefícios da adopção de embriões

    Vantagens de adoptar um embrião

    Para um casal que continua a ter problemas de concepção mesmo após várias tentativas fracassadas de reprodução assistida como a inseminação artificial ou fertilização in vitro, a adopção de embriões é uma opção muito vantajosa, visto que:

    • Não existe uma lista de espera: o acesso ao tratamento é bastante simples. Contudo, é necessário que o embrião partilhe uma série de características com os futuros pais como é o caso do tipo sanguíneo e das características fenotípicas.
    • Preparação endometrial: a mulher não necessita qualquer estimulação ovárica, apenas é necessário preparar o endométrio. O modo de administração da medicação é simples, tratando-se de comprimidos ou capsulas vaginais de progesterona. Através de uma ecografia é possível observar o momento ideal para a transferência do embrião.
    • Visitas à clínica: a preparação do endométrio é simples e requer menos visitar à clínica que, por exemplo, a preparação para uma fertilização in vitro.
    • Custo: o custo deste tratamento de reprodução é bastante reduzido quando comparado com outros tratamentos que requerem mais trabalho laboratorial. Outra vantagem deste tipo de tratamento é que a quantidade de medicação necessária é menor.
    • Tempo: num período de um ano a paciente pode realizar todo o tratamento. Uma vez marcada a transferência dos embriões com base no estado endométrio da receptora, a desvitrificação dos embriões e sua transferência podem ser feitas no mesmo dia e após duas semanas a paciente já pode fazer um teste de gravidez.

    Resultados da doação embrionária

    Resultados da doação embrionária

    A taxa de êxito de adopção de embriões doados depende, em grande medida, da qualidade desses mesmo embriões. Neste caso, apesar de importantes, as características da mulher receptora não são factores-chave para o sucesso da adopção.

    A taxa de sobrevivência dos embriões à sua descongelação é alta, oscilando entre os 80% e 90%. No que respeita à possibilidade de uma gravidez, as taxas de sucesso variam entre clínicas, havendo uma probabilidade de êxito de entre 20% e 40%.

    Antes de se submeter a este tipo de tratamento o casal deve estar seguro de que não se importam que o seu bebé tenha um código genético diferente dos seus. Devem, ainda, ter em conta todos os aspectos éticos e morais que uma adopção de embriões encarreta.

  • Gestação por Substituição ou Barriga de Aluguer

    Gestação por Substituição ou Barriga de Aluguer

    Gestação por substituição refere-se a situação em que uma mulher engravida e dá a luz a uma criança que será dada a uma outra mulher que não pode ter filhos. A mulher que fica grávida é, então, apelidada de mãe de substituição e sabe desde o início que entregará o bebé aos seus pais após o parto. Este processo é, também, apelidado de barriga de aluguer.

    Mãe de aluguer

    Tipos de barriga de aluguer

    Existem dois tipos de sub-rogação a tradicional e a gestacional.

    A sub-rogação tradicional pressupõe a inseminação da mãe de aluguer com o sémen do futuro pai do bebé, enquanto que a gestacional pressupõe a implantação de um embrião formado com óvulos e sémen dos futuros pais ou com óvulos de uma dadora. No primeiro caso o futuro bebé será filho biológico da mãe de aluguer, enquanto que no segundo caso, a mãe de aluguer apenas empresta o seu útero para que seja possível haver o desenvolvimento de um embrião que não tem qualquer ligação genética consigo.

    A selecção das mulheres que alugam o seu útero é feita, normalmente, através de agências especializadas nestes casos. Estas mulheres têm, habitualmente, menos de 42 anos, não são fumadores e é necessário que já tenham estado grávidas pelo menos uma vez. Estas mulheres são alvo de uma revisão médica completa e exaustiva que inclui uma avaliação psicológica e uma reunião com os futuros pais da criança. Após ter sido escolhida como barriga de aluguer a mulher recebe, em sua casa, uma visita de um trabalhador social que pretende determinar se as suas condições de vida são as ideais.

    Algumas das principais razões que levam a escolha deste tipo de tratamento são as disfunções na função uterina. Estes problemas podem ser causados por factores congénitos, cirurgias ou como consequência de uma aderência uterina.

    Podem, ainda, surgir algumas condições médicas que impeçam a gravidez como é o caso dos diabetes severos e das doenças renais, entre outras. Nestes casos, a necessidade de recorrer à um ventre de aluguer dependerá da natureza do problema médico e da sua gravidade.

    Barriga de aluguer

    Actualmente, este tipo de tratamento está a ser cada vez mais utilizado por casais homossexuais ou por homens solteiros que querem ser pais. Existe, também, um grupo de pacientes que escolhe este tipo de tratamento porque desejam ter filhos sem ter que passar pelo processo de gravidez. Esta tendência é a que gera mais problemas éticos e legais.

    Barriga de aluguer é ilegal na maioria dos países europeus, como é o caso de Portugal, Espanha, França, Itália e Suíça, e está restringida em outros como o Reino Unido.Nos Estados Unidos da América a barriga de aluguer é considerada legal em alguns estados, sendo a sub-rogação gestacional a mais comum. No entanto, e apesar da sua simplicidade, as barrigas de aluguer são uma fonte de preocupação jurídica e psicológica.

  • Aborto Espontâneo

    Aborto Espontâneo

    Um aborto é uma situação dramática para os casais que desejam ser pais. Para além dos problemas de saúde que pode causar à mulher, um aborto é, do ponto de vista psicológico, um processo muito doloroso.

    Aborto como situação dramática

    O aborto espontâneo, também conhecido como interrupção involuntária da gravidez, é definido como o término acidental de uma gravidez antes da vigésima semana de gestação ou como a perda de um feto com um peso inferior a 500 gramas.

    Após as 20 semanas de gestação as interrupções involuntárias da gravidez são apelidadas de parto prematuro mesmo quando resultam no nascimento de um nado-morto. De acordo com algumas estatísticas, os abortos espontâneos são mais comuns no primeiro trimestre de gravidez. Por vezes, um aborto espontâneo ocorre antes da mulher saber que estava grávida.

    Prevenção do aborto espontâneo

    A prevenção de um aborto espontâneo passa pelo respeito dos cuidados médicos próprios que uma mulher grávida deve ter. Mais adiante neste artigo iremos abordar o tema dos factores de risco que mais contribuem para a interrupção involuntária da gravidez. Assim, de forma a prevenir um aborto esses riscos devem ser evitados sempre que possível.

    No caso de uma gravidez premeditada, é aconselhável fazer um check-up médico completo antes da gravidez.

    Prevenção do aborto espontâneo

    Causas

    As complicações próprias de uma gravidez podem resultar num aborto espontâneo. Contudo, essas complicações tornam-se mais graves quando existem já certos factores de risco. Em seguida pode encontrar uma lista dos principais factores de risco que deve ter em conta e evitar.

    Factores de risco

    • Uma dieta incorrecta ou insuficiente. A nutrição é um factor ao qual se deve prestar especial atenção durante a gravidez.
    • A futura mãe é fumadora.
    • A futura mãe sofre de algum tipo de desequilíbrio hormonal.
    • A futura mãe é portadora de alguma doença sexualmente transmissível.
    • Problemas de saúde, como por exemplo, doenças cardíacas, problemas renais ou de tiróide e diabetes.
    • Febre alta.
    • Ter um dispositivo intra-uterino inserido no momento da concepção.
    • Malformações do útero.

    Factores de Risco

    Sintomas

    Durante a gravidez podem surgir alguns sintomas que indiquem uma ameaça de aborto. Contudo, o aparecimento desses sintomas é apenas um aviso de que a probabilidade de aborto existe e não significa que vá, de facto, acontecer. Um dos sintomas mais comuns de uma ameaça de aborto é o sangramento vaginal.

    Uma mulher grávida que exiba sintomas de ameaça de aborto – sangramentos vaginais, incómodos persistentes ou dores de origem desconhecida – deve contactar um médico especialista imediatamente.

    Tratamento

    Em caso de ameaça de aborto os tratamentos mais indicados são o repouso, os sedativos uterinos e, em alguns casos a administração de progesterona apesar de não haver consenso entre os estudos científicos sobre a eficácia deste medicamento.

    Quando ocorre um aborto espontâneo, o embrião é, em geral, automaticamente expelido da cavidade uterina na forma de um pequeno sangramento. Quando isto não acontece, é necessário fazer uma curetagem uterina, isto é, um procedimento médico realizado sob anestesia com o objectivo de retirar material placentário do útero da paciente.

    Tratamento do aborto

    Em alguns casos, medicamentos que provocam contracções uterinas são administrados para ajudarem na eliminação dos restos abortados. Contudo, esses medicamentos têm alguns efeitos secundários, como:

    • Náuseas
    • Vómitos
    • Diarreia
    • Suores frios
    • Dores de cabeça
    • Sangramento vaginal

    O material expelido pelo útero é enviado para laboratório para ser estudado sendo, por vezes, possível determinar a causa do aborto.

    Tipos de aborto

    O que fazer depois de um aborto espontâneo?

    A recuperação de uma mulher que sofreu um aborto pode ter uma duração de várias semanas. A maior parte das mulheres volta a ser menstruada de entre quatro a seis semanas depois do aborto.

    A recuperação mais complicada nestes casos é a de um estado psicológico estável. O desafio é conseguir evitar uma depressão, já que, um aborto pressupõe um duro golpe para a futura mãe devido as bruscas mudanças hormonais que o seu corpo sofre num curto espaço de tempo.

    No caso de depressão, não há que ter medo nem vergonha de pedir ajuda. Existem grupos de apoio especializados em este tipo de situações.

    Tipos de aborto

    • Abortos segundo a sua frequência.
    • Abortos segundo o tempo gestacional.
    • Abortos segundo o aspecto ultra-sonográfico do saco gestacional.

    Dentro de cada tipo de aborto existem subtipos organizados em função da frequência, tempo gestacional e aspecto sono-gráfico do saco gestacional.

  • Doação de Óvulos

    Doação de Óvulos

    A doação de óvulos é um acto altruísta executado por uma mulher jovem e saudável que decide doar os seus óvulos à clínicas de reprodução assistida para que casais com problemas de fertilidade feminina possam utiliza-los. Este processo é mais complicado que a doação masculina porque implica a realização de uma pequena intervenção cirúrgica (punção folicular) para extrair os óvulos.

    Antes da cirurgia, a dadora deve ir a clínica por várias ocasiões com o objectivo de realizar alguns exames. Por este motivo, as dadoras recebem uma compensação económica pelos inconvenientes causados.

    O que é a doação de óvulos?

    É um processo através do qual mulheres jovens e saudáveis doam parte dos seus óvulos, possibilitando a gravidez de mulheres com problemas de infertilidade. Este processo é uma boa solução, não só para mulheres estéreis, mas também para mulheres com idade avançada que desejam ser mães e cujos óvulos já não possuem a qualidade necessária e recomendada.

    Doação de óvulos

    Requisitos para a doação de óvulos

      • Ter entre 18 e 35 anos.
      • Ter uma função ovulatória normal.
      • Não padecer de malformações ou de doenças genéticas, congénitas ou hereditárias. Os familiares mais próximos também não podem padecer de nenhuma destas doenças.
      • A dadora não pode ser adoptada, uma vez que é imprescindível conhecer o histórico médico dos seus familiares mais próximos.
      • Ser física e mentalmente saudável.
      • Não ter dado a luz à mais de 6 filhos.
      • O facto de a doadora ter sido mãe previamente é valorado.

    Requisitos da dadora de óvulos

    Processo de doação

      • Estimulação do ciclo de ovulação através de injecções subcutâneas.
      • Realização de ecografias e analises hormonais regulares para controlar a evolução do processo.
      • Estabelecimento do momento de extracção dos óvulos ; punção folicular.
      • Extracção dos óvulos pela vagina com anestesia local.
      • Realização de exames físicos e psicológicos à receptora dos óvulos antes da sua implantação.
      • Por fim, o êxito do implante dependerá da qualidade do óvulo doado.

    Compensação económica das dadoras de óvulos

    Compensação económica
    Existem alguns inconvenientes relacionados com o processo de doação de óvulos, como é o caso das frequentes deslocações à clínica. Desta forma, as clínicas de fertilização costumam compensar as dadoras pelas suas doações.

    Riscos do processo de doação

    A doação é um processo indolor, realizado com anestesia. Após a doação a mulher pode sentir um pequeno desconforto similar as dores menstruais. A doação de óvulos não compromete os níveis de fertilidade futuros da dadora.

    Riscos da doação de óvulos
    O espaço de tempo entre doações é de 2 meses e, de acordo com alguns estudos, a maioria das dadoras repetem o processo de doação após passado o período de repouso aconselhado.

  • Doação de Sémen

    Doação de Sémen

    A doação de sémen é um acto solidário que permite que muitos casais que desejam ser pais consigam realizar o seu sonho. A doação de sémen é a solução para a infertilidade masculina. A doação de sémen é um acto relativamente fácil, uma vez que apenas consiste na doação do sémen ejaculado e não pressupõe qualquer intervenção cirúrgica.

    Espermatozóides de Doador
    Nos últimos anos, a tecnologia relacionada com a reprodução assistida tem sido alvo de grandes desenvolvimentos. Cada vez mais pessoas têm recorrido a estas técnicas para poderem ter filhos, logo, a demanda por doações tem crescido e várias clínicas de fertilização têm tentado consciencializar a sociedade sobre a importância dos dadores.

    O que é a doação de sémen?

    A doação de sémen consiste, justamente, na doação de esperma por parte de um homem saudável com espermatozóides de boa qualidade.
    Após a doação os espermatozóides podem ser utilizados num dos seguintes tratamentos de reprodução assistida:

    • Infertilidade masculina grave.
    • Evitar a transferência de uma doença genética de que o homem do casal seja portador.
    • Utilização nos casos em que uma mulher deseja ser mãe solteira.
    • Utilização nos casos em que casais lésbicos desejam ter filhos.

    O dador permanece anónimo e não tem qualquer contacto com os pacientes. A privacidade dos envolvidos é sempre preservada.

    Requisitos de um dador de sémen

      • Idade compreendida entre os 18 e os 35 anos.
      • Ser voluntário e estar consciente do acto de doação.
      • Ser saudável e não ter histórico familiar de doenças hereditárias ou congénitas. Não sofrer de desordens psíquicas ou mentais.
      • Ter uma alta qualidade de sémen, com valores superiores aos comuns.
      • Não ser pai de mais de 6 filhos. Este é o número máximo de filhos, estabelecido por lei, que um dador pode ter, de forma a evitar problemas de consanguinidade.
      • Estar disposto a realizar alguns exames que comprovem que não é portador de qualquer doença sexualmente transmitível.

    Pote com sémen em um laboratótio

    O Processo de doação

        • É necessário que o dador mantenha um período de abstinência sexual de entre 3 a 6 dias antes da doação, de forma a aumentar a quantidade de sémen.
        • O sémen ejaculado deve ser depositado em um pote e entregue ao laboratório no mesmo centro ou clínica.
        • O processo de doação de sémen dura de entre 3 a 9 meses, dependendo da clínica escolhida. Normalmente, este processo dura 6 meses. Uma nova amostra de sémen deve ser depositada todas as semanas.
        • É necessário realizar análises de sangue e de urina no início do processo de doação e sempre que a clínica o exija.

    Espermatozóide com boa morfologia

    Compensação Económica

    É importante entender que o dador não é pago pelo seu sémen. Contudo, uma compensação pelo tempo despendido é dada ao dador pela clínica. Esta compensação pode ser de entre 30€ a 50€ por cada doação realizada. Dependendo do número de visitas à clínica, este valor pode sofrer algumas alterações.

    Normalmente são necessárias 25 visitas à clínica para concluir o processo de doação. Assim, o dador receberá cerca de 1.200€. Este valor monetário pode ser pago semanalmente ou uma vez por mês, dependendo da clínica.

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