Autor: Carla Nobrega

  • Sintomas da implantação embrionária

    Sintomas da implantação embrionária

    A implantação embrionária é o processo através do qual o embrião fixa-se no endométrio de forma a continuar o seu desenvolvimento. O aumento das hormonas após a implantação gera sintomas de gravidez.

    Divisões embrionárias até a implantação

    Sangramento vaginal

    O sangramento devido à implantação costuma acontecer alguns dias após essa mesma implantação. Durante este sangramento o sangue apresenta uma textura mais fluída que durante a menstruação. A sua cor pode variar entre o rosado e o acastanhado. A duração deste sangramento mudade mulher para mulher.

    Outros sintomas da implantação que podem ser notados se se manifestarem depois da menstruação são:

      • Cólicas, de um ou dois dias de duração, muito similares as dores que se sentem durante a menstruação
      • Ligeiro inchaço do seios, sobretudo das auréolas.
      • Perturbações digestivas.
      • Vontade frequente de urinar.
      • Sonolência, sobretudo depois das refeições.
      • Náuseas e vómitos, especialmente pela manhã, a partir da segunda semana de gestação.
      • Aversão a certas comidas e odores.
      • Primeiros desejos alimentícios.

    Fixação embrionária no útero

    A observação excessiva de qualquer sintoma de gravidez conjugado com o desejo exacerbado de ser mãe pode fazer com que uma mulher acredite que está gravida apesar de não o estar.

    De qualquer modo, o melhor a fazer é realizar um teste de gravidez depois de passados, pelo menos, 12 dias da ovulação.

  • Número de óvulos obtidos

    Número de óvulos obtidos

    O tratamento de estimulação ovárica tem a duração de aproximadamente oito dias e um tratamento completo de fertilização in vitro tem uma duração de cerca de duas semanas. Em certas ocasiões o ginecologista pode prescrever um ciclo prévio de anticonceptivos para que o início da fase de estimulação possa ser controlado.

    O número de óvulos obtidos varia em função das características de cada mulher, da sua resposta ao tratamento e das patologias que possa apresentar.

    Ovulação e número de óvulos obtidos

    Assim, é possível obter pelo menos um ovócito de mulheres que são consideradas más receptoras do tratamento, e até mais de 20 ovócitos em mulheres jovens e sem problemas de esterilidade. Contudo, o mais habitual é obter entre 6 e 9 ovócitos por ciclo.

    Quando uma punção folicular é feita, é possível ter uma ideia do número de ovócitos que podem ser extraídos pois cada folículo corresponde a cerca de 200ml de estradiol. Assim, se o nível de estradiol for de, por exemplo, 3000ml podemos concluir que o ginecologista será capaz de puncionar perto de 15 folículos durante a punção ovárica.

    Em relação ao número de embriões, o ideal é obter pelo menos 4 embriões de boa qualidade que proporcionem a realização de uma transferência embrionária e, no caso de não haver gravidez, permitam que uma outra transferência de um ou dois dos embriões congelados seja feita. Mesmo que se transfira apenas um único embrião a probabilidade de gravidez existe, logo, não é necessário alarmar-se no caso do número de óvulos ou embriões obtidos ser baixo.

    Cada folículo tem um ovócito mas é possível que alguns folículos obtidos através da punção não tenham qualquer ovócito no seu interior ou que alguns ovócitos obtidos não estejam maduros e não estejam, portanto, aptos para serem fertilizados.

    Hormonas

    Porque é que alguns folículos não têm óvulos?

    Num ciclo menstrual natural é produzido um pico da hormona luteinizante (LH) que desencadeia a ovulação. Contudo, esse mesmo pico de LH também interrompe o desenvolvimento dos folículos menos maduros. Por isso, o número de ovócitos recolhidos numa punção ovárica pode ser inferior ao número de folículos observados nas ecografias nos dias anteriores.

  • Teratospermia

    Teratospermia

    A teratospermia é uma alteração que se produz no homem quando mais de 95% dos seus espermatozóides têm uma morfologia estranha ou anormal.

    A Organização Mundial de Saúde considera que um homem com, no mínimo, 4% de espermatozóides com boa morfologia não tem problemas de fertilidade. No caso de homens com percentagens mais baixas falamos de infertilidade por teratospermia. Este valor de referência mudou no ano de 2010. Anteriormente era de 14%.

    Segundo o critério de Kruger, valores iguais ou superiores a 15% de espermatozóides com boa morfologia são considerados normais. Este critério é mais estrito que o da OMS, que é o de referência mundial.

    O exame de diagnóstico desta alteração é a análise da morfologia dos espermatozóides mediante um espermograma. Durante este exame são analisados:

    • A cabeça do espermatozóide
    • A cauda do espermatozóide
    • O corpo do espermatozóide

    Quando existem problemas de morfologia dos espermatozóides, se a sua concentração for boa e não existirem outros problemas, a inseminação artificial é recomendada. Se houver mais problemas ou se a concentração de espermatozóides na amostra de sémen não for muito boa, a técnica de reprodução assistida escolhida é a fertilização in vitro. Nos casos mais complicados de teratospermia as técnicas ICSI ou IMSI são as mais utilizadas porque permitem escolher o espermatozóide com melhor morfologia.

  • Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    Esterilidade masculina devido a um factor testicular

    A esterilidade devido a um factor testicular inclui todos aqueles factores que podem afectar directamente os testículos. Esta esterilidade pode acontecer devido a causas congénitas (que manifestam-se desde o nascimento) ou devido a agentes externos que a desencadeiam.

    A insuficiência testicular por causas congénitas ocorre devido a alterações nos cromossomas ou genes, como por exemplo, o síndrome de Klinefelter, o síndrome de Noonan e defeitos genéticos no cromossoma Y.

    Os agentes externos que podem causar danos nos testículos são fármacos contra doenças como o cancro, a quimioterapia e a radioterapia e outros medicamentos fortes. As drogas, o álcool e o tabaco podem, também, ter influência neste tipo de insuficiência.

    Existem diferentes tipos de insuficiência testicular, como por exemplo:

    • Criptorquia.
    • Varicocele.
    • Orquite.
    • Hidrocele.
    • Aplasia de células germinativas.
    • Traumatismos.
  • Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Sintomas de uma gravidez antes do atraso menstrual

    Muitas mulheres começam a apresentar os primeiros sintomas de uma gravidez poucos dias depois da implantação do embrião no útero, enquanto outras só manifestam esses sintomas mais tardes ou não o chegam a fazer. Na grande maioria das mulheres os primeiros sintomas de uma gravidez manifestam-se 7 ou 14 dias depois da concepção.

    Se a mulher exibe apenas um sintoma, a probabilidade de haver uma gravidez é menor, mas se vários sintomas manifestam-se ao mesmo tempo é possível que a mulher esteja gravida e já o saiba mesmo antes do atraso menstrual.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Se a concepção aconteceu durante o período de ovulação, o óvulo fertilizado demorará cerca de 7 dias a chegar ao útero e a fixar-se nas suas paredes. Desde esse momento, as hormonas libertadas pelo corpo da mulher e pelo embrião serão as responsáveis pelo aparecimento dos primeiros sintomas de gravidez e pela preparação do corpo para manter o feto no útero materno até ao momento do nascimento.

    A hormona gonadotrofina coriónica humana é libertada pela placenta e encontra-se, em grandes quantidades, na corrente sanguínea desde a sétima semana até a décima segunda semana de gravidez. Posteriormente, os seus níveis baixarão. Está hormona é o principal indicador de uma gravidez.

    Primeiros sintomas de uma gravidez

    Os primeiros sintomas de uma gravidez são muito similares aos sintomas pré-menstruais e podem ser difíceis de distinguir. De seguida enumeraremos os primeiros sintomas de uma gravidez:

    • Mudanças nos seios. Para além de haver um aumento da sensibilidade e do tamanho dos seios, as auréolas começam a escurecer.
    • Mudanças na vagina. O aparecimento de um pequeno sangramento entre o sétimo e o décimo dia depois da fertilização é bastante comum. Este sangramento acontece devido a implantação do óvulo fertilizado nas paredes do útero.
    • Sensação de cansaço. É normal que a mulher gravida sinta um leve mal-estar durante os primeiros dias de gravidez devido ao aumento da temperatura basal, ao aumento do seu ritmo cardíaco, a baixa pressão arterial e a maior sensação de sono.
    • Mudanças no olfacto e aversão a certos alimentos. A sensibilidade do olfacto aumenta durante a gravidez.
    • Náuseas e vómitos. As náuseas só costumam ser sentidas depois de um mês de gravidez mas algumas mulheres sentem-nas mais cedo. Quando o segundo trimestre de gravidez começa a maior parte das mulheres deixa de sentir náuseas.

    Náuseas, enjoos e vómitos como sintomas de uma gravidez

    • Inchaço abdominal. Este inchaço ocorre devido as mudanças hormonais. O estrogénio provoca retenção de líquidos.
    • Aumento da vontade de urinar. Durante os primeiros meses de gravidez as hormonas são responsáveis pelo aumento da irrigação de sangue na região pélvica. Assim, durante as primeiras semanas de gravidez, a mulher sente um aumento na vontade de urinar.
    • Aumento da temperatura basal. Quando a mulher engravida a sua temperatura sobe pelo menos meio grau.
    • Mudanças de humor. É normal que as mudanças hormonais causem mudanças de humor.
    • Desejos. A hormona HCG causa mudanças sensoriais que provocam desejo por determinados alimentos.

    A maioria dos sintomas acima mencionados podem manifestar-se antes da menstruação. Contudo, um dos sintomas mais claros da gravidez é a ausência de menstruação.

  • Punção Ovárica

    Punção Ovárica

    A punção ováric a ou ovariana, também conhecida como punção folicular consiste numa intervenção cirúrgica de extracção dos ovócitos da mulher do interior dos seus folículos maduros.

    Ovócitos obtidos através de uma punção

    As mulheres podem ter de se submeter a esta intervenção por diversos motivos: devido a um tratamento de fertilização in vitro com os seus próprios ovócitos, devido a decisão de vitrificar os seus ovócitos para utilização no futuro ou devido a decisão de doar óvulos para outras mulheres.

    Passo a passo da punção folicular

    A punção folicular realiza-se antes da ovulação. Assim, os folículos do ovário são examinados através de uma ecografia até que tenham um diâmetro de aproximadamente 16-18mm.

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado, é administrada a hormona HCG que desencadeia a ovulação que deve ocorrer entre 36 e 48 horas depois. Durante este intervalo de tempo, a punção folicular deve ser programada.

    A paciente ingressa na clínica uma hora antes da punção e lhe é feita uma revisão pré-anestesia. A intervenção cirúrgica requer anestesia local mas é um processo indolor e simples com uma duração de cerca de 20 minutos.

    • A recuperação dos ovócitos é feita através de uma punção vaginal eco-guiada. O ginecologista localiza os folículos e os punciona um a um mediante a utilização de uma agulha.
    • Graças a um sistema de aspiração, o líquido folicular é recolhido num tubo juntamente com os ovócitos.
    • Mantendo sempre uma temperatura de 37°C esses tubos são transferidos para o laboratório onde os especialistas recuperam os ovócitos maduros e preparam-nos para serem utilizados.

    Recomendações

    Não se deve beber nem comer durante as 6 horas que antecedem a punção. É necessário manter um jejum absoluto.

    É possível que após a punção, e devido a anestesia, a mulher se sinta um pouco desorientada. Assim, é aconselhado que a mulher vá para a clínica acompanhada.

    Recomendações após uma punção folicular

    A mulher pode abandonar a clínica pouco tempo depois da realização da punção. Contudo, é recomendável que espere cerca de uma hora de forma a recuperar-se da anestesia.

    A mulher pode sentir algum desconforto ou sofrer pequenos sangramentos vaginais depois da intervenção. O mais adequado é estar de repouso durante um dia e não realizar grandes esforços físicos.

  • Posso engravidar durante a menstruação?

    Posso engravidar durante a menstruação?

    Esta é uma pergunta muito frequente entre as mulheres e a sua resposta é sim. Apesar das probabilidades serem escassas não são nulas.

    Normalmente, os ovários libertam um óvulo na metade do ciclo menstrual (entre 12 e 15 dias depois do inicio do ciclo). Portanto, quando o ciclo menstrual está na sua metade é quando há mais hipóteses de uma mulher engravidar.

    A fertilização ocorre quando o espermatozóide funde-se com o óvulo enquanto este desce pelas trompas de Falópio até ao útero. Se o óvulo não é fertilizado depois de chegar ao útero é expelido para o exterior durante a menstruação.

    É possível engravidar durante a menstruação?

    Normalmente, quando um mulher está menstruada os ovários já estão preparando um novo ovócito para o seguinte ciclo. Esse ovócito apenas será libertado cerca de 15 dias após o início do ciclo , logo não deveria ser possível engravidar até ao momento de libertação desse ovócito. Contudo, nem todas as mulheres têm a mesma duração do ciclo menstrual. Na maioria das mulheres o ciclo é de 28 dias mas em algumas é mais curto (23 ou 25 dias, por exemplo). As mulheres que têm um ciclo menstrual mais curto podem ovular antes do fim da menstruação (de facto quanto mais curto for o ciclo mais aproximadas estarão a ovulação e a menstruação), logo, se mantiverem relações sexuais enquanto estão menstruadas podem ficar gravidas. Para além disto, os espermatozóides permanecem no aparelho reprodutor até 4 dias depois da ejaculação, podendo fertilizar o novo óvulo.

    O mesmo ocorre em mulheres que têm ciclos irregulares pois é difícil apontar o momento exacto da ovulação. Também existem mulheres que ovulam cedo no décimo dia do ciclo em vez de no décimo quinto. Se mantiverem relações sexuais durante este período, essas mulheres podem engravidar.

    Um outro factor que pode afectar o ciclo menstrual de uma mulher é o stress. Se uma mulher está stressada o seu período pode aparecer mais cedo, uma vez que o stress afecta o correcto funcionamento do organismo.

    Relações sexuais com o período

    Por fim, se uma mulher apresenta sangramento vaginal devido a uma infecção do útero ou cisto pode confundir esse sangramento com a menstruação. Assim, a mulher não sabe em que fase encontra-se o seu ciclo menstrual.

    Por tudo isto, podemos afirmar que há possibilidades de uma mulher engravidar durante a menstruação. Se não deseja correr riscos e ter uma gravidez indesejada deve sempre usar protecção quando tem relações sexuais.

  • Líquido Amniótico

    Líquido Amniótico

    O líquido amniótico encontra-se no interior do saco amniótico, a sua principal função é envolver o embrião, proporcionar um meio ambiente adequado para o desenvolvimento do embrião e protege-lo através da amortização.

    Começa a formar-se a partir das duas semanas de gestação. Inicialmente é, basicamente, composto por água e durante o processo de gravidez incorpora na sua constituição proteínas, hidratos de carbono, açucares e electrólitos que contribuem para o desenvolvimento do feto. Contudo, o seu principal componente é a urina fetal.

    O líquido amniótico é produzido pela urina do feto e pelas células da cavidade amniótica. O líquido está em circulação e o feto ingere-o e expulsa-o constantemente, contribuindo para a sua renovação. A quantidade máxima de líquido amniótico durante a gravidez é de 800ml na 34ª semana de gestação. Na 40ª semana de gestação o líquido ocupa um volume de 600ml aproximadamente.

    Este líquido contem proteinas, carbohidratos, restos de urina, células do saco amniótico e água.

    As funções deste líquido são:

    • Proteger o embrião ou feto de todos os golpes externos ou movimentos súbitos.
    • Amortecer os movimentos do feto para que a mãe não sinta dor.
    • Resguardar o embrião das mudanças de temperatura.
    • Proporcionar mobilidade ao feto, evitando que o saco amniótico fique colado.
    • Permitir o correcto desenvolvimento dos pulmões do feto.

    Um dos exames pré-natais que pode ser realizado é uma amniocentese. Durante este exame uma pequena quantidade de líquido amniótico é extraído para que a informação genética do feto possa ser analisada.

    As alterações na quantidade de líquido amniótico podem requerer um controlo adicional da gravidez.

  • Menopausa Precoce

    Menopausa Precoce

    As mulheres têm, desde o momento do seu nascimento, todos os óvulos que se desenvolverão ao longo da sua vida. Neste caso o aparelho reprodutor feminino funciona de forma diferente do aparelho reprodutor masculino que, a partir da puberdade é capaz de fabricar espermatozóides nos testículos.

    As mulheres têm todos os folículos nos seus ovários e, a partir da puberdade, esses folículos desenvolvem-se e produzem um óvulo todos os meses. Se esse óvulo não é fertilizado é expulso pelo organismo na forma de menstruação. Este processo repete-se até, em média, aos 45 anos momento no qual a reserva ovaárica esgota-se e a menopausa tem início.

    Falência ovariana precoce

    No caso de mulheres que sofram de uma falência ovárica prematura, a perda de função dos ovários ocorre antes dos 40 anos ou até durante a adolescência.

    Este é um problema relativamente frequente que afecta, aproximadamente, 14% das mulheres em idade fértil.

    Sintomas

    Os sintomas de uma menopausa precoce são muito similares aos de uma menopausa normal e manifestam-se devido a falta de estrogénio.

    A ausência da menstruação é o sintoma que mais chama a atenção sobretudo nas mulheres mais jovens. Outros sintomas incluem:

    • Sensação sufocante
    • Suores
    • Alterações emocionais
    • Alterações do sono
    • Secura vaginal
    • Diminuição do desejo sexual

    Sintomas da falência ovárica precoce

    Diagnóstico

    Exames físicos e ginecológicos são a melhor forma de diagnosticar esta doença. As análises de sangue e dos níveis hormonais são, também, muito importantes.

    Nos casos de menopausa precoce, as analises indicarão a existência de uma diminuição do estradiol (hormona produzida pelo ovário) e, como consequência, um aumento dos níveis normais da hormona estimulante dos folículos FSH.

    Causas

    Em muitos casos não é possível determinar as causas de uma falência ovárica precoce. Contudo, as causas mais frequentes são:

    • Alterações genéticas nos cromossomas.
    • Doenças auto-imunes. Neste caso o sistema imunitário produz anticorpos que actuam contra o ovário e destroem ou alteram a reserva ovárica.
    • Tratamentos contra o cancro como a quimioterapia e a radioterapia. Dependendo da intensidade destes tratamentos, a falência ováricapode ser reversível.
    • Cirurgias em que o ovário foi completa ou parcialmente retirado.
    • Materiais tóxicos como o tabaco, os solventes, etc.
    • Antecedentes familiares. Se a mãe ou irmã de uma mulher tiveram uma menopausa precoce, a mulher deve entrar em contacto com o seu médico, uma vez que esta é uma alteração que ocorre com maior frequência dentro da mesma família.

    Falência ovárica precoce. Causas

    Consequências

    Como consequência do défice de produção de estrogénio as mulheres com falência ováricarematura têm uma maior tendência para desenvolver problemas de osteoporose e doenças cardiovasculares.

    Outra possível consequência da menopausa precoce é a esterilidade. Quando a falência ovárica é espontânea e o cariótipo é normal, o ovário pode funcionar de forma intermitente. Assim, entre 5% e 10% das mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Contudo, se uma mulher com falência ováricarecorre a uma clínica de reprodução, e se depois de vários tratamentos de fertilização in vitro não consegue engravidar, a melhor opção para si é a adopção de óvulos.

    Falência ovárica precoce. Consequências

    Tratamento

    O principal tratamento baseia-se na terapia hormonal com estrogénio. Neste tipo de tratamento podem ser utilizadas pílulas anticoncepcionais combinadas (estrogénio e progesterona) ou uma terapia hormonal substituta.

    É muito importante que as mulheres que sofrem de falência ovárica prematura compreendam a situação para que possam aceitar o diagnóstico. É imprescindível que recebam informações adequadas sobre o seu caso e, se necessário, que sejam acompanhadas psicologicamente por um especialista.

  • Depois da Inseminação Artificial

    Depois da Inseminação Artificial

    Posso levar uma vida normal após ter realizado uma inseminação artificial?

    Os especialistas em reprodução assistida recomendam que SIM.

    A inseminação artificial é uma das técnicas de reprodução assistida mais simples, assim que, independentemente do tipo de inseminação escolhido – inseminação artificial conjugal ou inseminação artificial com sémen de dador – não é necessária uma medicação hormonal muito forte, logo, os efeitos secundários desta técnica são menores e mais suaves.

    Repouso

    Após a realização da inseminação, os trabalhadores da clínica escolhida deverão informar a paciente sobre o que deve fazer e sobre o tipo de vida que deve seguir.

    Entre outros, o casal é aconselhado a manter relações sexuais entre oito e doze horas depois da inseminação pois isso favorecerá as contracções uterinas e, consequentemente, a subida dos espermatozóides que foram depositados no útero até as trompas de Falópio onde devem encontrar-se com o ovócito que será fertilizado.

    Este método, dada a sua simplicidade, não requer repouso algum. Assim, a paciente pode continuar a desenvolver a sua actividade diária habitual. Pode sair, passear, conduzir, trabalhar e até nadar na praia ou na piscina. Contudo, na medida do possível, esforços físicos extremos devem ser evitados.

    Teste de gravidez

    O teste de gravidez será realizado num momento indicado pelo ginecologista, normalmente cerca de quinze dias depois da inseminação. O teste de gravidez é um teste normal de sangue ou de urina. Ambas as formas de determinar uma gravidez são igualmente fiáveis.

    No caso da paciente sofrer algumas perdas de sangue antes da realização do teste de gravidez nunca deve deixar de tomar a medicação que iniciou depois da inseminação. Deve contactar o seu médico para que esse lhe diga o que fazer.

    No caso de o teste de gravidez ser negativo, um novo ciclo de inseminação pode ser logo iniciado. Neste caso o ginecologista irá prescrever uma nova medicação para que a segunda tentativa de inseminação possa começar.

    Teste de gravidez após IA

    É muito raro, mas possível, que a paciente sinta algum desconforto na zona vaginal. Quando isto acontece a paciente deve contactar os especialistas para que esses a aconselhem.

    Apesar de as complicações derivadas da inseminação serem raras, é importante que a paciente continue a urinar normalmente. Se isto não acontecer, deve contactar a clínica de reprodução. A ingestão de líquidos em abundância e de sal em pouca quantidade é, também, recomendada.

    Por ser uma técnica simples e com menos custos a inseminação artificial é, sempre que possível, o tratamento de reprodução assistida aconselhado.

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